Eh a gravação está em Progresso como Vocês ouviram e para mim é um grande prazer est aqui com vocês eh novamente novamente Não sei porque eu não sei se alguém aqui já foi meu aluno mas eu tô aqui no Masp escola já faz um tempo eh e esse ano eh acho que agora em abril faz 10 anos que eu colaboro com o Masp escola então já é bastante tempo eu tinha eh 28 anos quando eu comecei então agora 10 anos depois eu ainda tô aqui colaborando com o museu Claro hoje um pouquinho mais longe de
São Paulo eu moro hoje na Holanda e eu não atualizei essa informação no meu currículo mas hoje eu sou professor de história da arte da Universidade de leiden que é uma cidade aqui da Holanda e eu tô dando essa aula daqui né e para mim é sempre um prazer colaborar com com o Masp e tá aqui com uma turma grande como essa mais uma vez é também uma coisa bastante Importante acho que paraa consolidação da escola desse Museu e claro Vocês já viram vocês provavelmente já tão bem por dentro disso que tem os cursos que
vão ser dados ao longo do semestre os cursos de história da arte e vocês podem encontrar por exemplo o meu curso que é um curso que vai falar de uma maneira muito mais eh extensa Claro um pouco do que a gente vai abordar na aula de hoje e na aula de hoje a gente vai abordar alguns aspectos da coleção do MASP mas Não apenas isso a gente vai falar também sobre alguns conceitos que são importantes e principalmente de uma coisa que é muito difícil de definir mas que é uma noção muito popular que é a
noção de arte moderna né Vocês provavelmente já ouviram falar sobre isso claro com certeza já ouviram porque tem Museu de Arte Moderna por exemplo em São Paulo tem outros países para quem já teve oportunidade de viajar e visitar né para Que Claro não sei quantos de vocês estão em São Paulo quantas estão em outr outros estados ou em outras cidades do Estado de São Paulo mas sabem que por exemplo em São Paulo tem um Museu de Arte Moderna e que o museu como MASP tem não só uma coleção que tá ligada a uma certa tradição
da arte ocidental mas também tem uma coleção que passa por aquilo que a gente chama de arte moderna a coleção do MASP é uma coleção bastante abrangente ela não abriga apenas aquelas Obras que talvez a gente esteja com acostumado a associar uma ideia de arte num sentido mais tradicional ela também passa por isso que a gente chama de uma maneira muito genérica de arte moderna e é sobre isso que eu quero conversar com vocês na nossa aula de hoje eu acho que vocês já tiveram aula com a Mirtes e com o kéber né nos encontros
anteriores e agora comigo eu pelo que eu tô percebendo aqui o curso começa né ali na arte contemporânea daí volta vai Voltando um pouquinho o Cléber passa por arte brasileira e agora comigo vai ser sobretudo isso que a gente conhece como arte moderna não só mas principalmente e eu acho que na semana que vem com a Juliana que daí volta lá pro começo da tradição com o renascimento etc pois bem eh o que a gente conhece a grosso modo como arte moderna São aqueles movimentos que surgem especialmente no ocidente ali no nas décadas finais do
século XIX portanto dos anos de 1800 e que existem Ali Especialmente na primeira década do século XX ali naquele período anterior à primeira guerra mundial Talvez seja o período em que a arte moderna assim chamada teve mais efervescência então quando a gente fala em arte moderna a gente tá falando de artistas como Picasso como matice como Tarcila do Amaral né que teve uma exposição grande agora eh em Paris eh a gente tá falando de artistas por exemplo como Cândido portin Anita malfa e claro sobre também de alguns outros que nem sempre estão ligados a essa
ideia mas também a gente tá falando de uma noção que é uma noção imprecisa porque nunca ninguém sabe exatamente onde começa o que se chama de arte moderna e onde termina o que se chama de Arte Moderna Na verdade essa é uma noção genérica que foi sendo criada com o uso por exemplo os museus que tem esse nome Museu de Arte Moderna o próprio conceito do que é moderno ou do Que não é não é moderno ele é um conceito em disputa para alguns autores por exemplo depois ali da segunda metade do século XX começa
um troço chamado pós-modernidade para outros não a modernidade continua e claro para pros historiadores mais rigorosos Arte Moderna é aquilo que é produzido na Idade Moderna o que seria desde a queda de constantinople em 1453 até a Revolução Francesa em 1789 então de acordo com essa definição Muito rigorosa do que ser e Arte Moderna por exemplo essas pinturas e esses artistas que eu acabei de citar nem tariam nesse conceito né o que eu quero dizer com isso é que a própria noção de Arte Moderna é uma noção imprecisa né a noção que a gente utiliza
correntemente essa noção que eu falei agora no começo aquelas obras que são produzidas no final do século XIX e Especialmente na primeira metade do século XX e que ainda são pintura e escultura majoritariamente E um tipo de pintura e um tipo de escultura que quebra com as regras da tradição da arte no ocidente claro como eu falei para vocês Essa não é uma noção 100% precisa é uma noção genérica é noção que a gente utiliza nos museus nos livros que falam sobre o tema e claro Dependendo de quem for o seu interlocutor quem for a
pessoa né dependendo de que tipo de estudo essa pessoa faz ela vai poder discordar de você e ter uma outra interpretação e não Tem nada de errado com isso isso mas o que eu vou passar aqui para vocês é o que a gente conhece de modo mais Aceito mas ainda assim sem muito Rigor como Arte Moderna de acordo com essa visão que é menos rigorosa e mais genérica como eu falei esses movimentos que a gente chama de Arte Moderna começam mais ou menos ali com Impressionismo embora para alguns autores o Impressionismo não possa ser chamado
de Arte Moderna Mas é uma espécie de Menos ali depois da segunda guerra mundial quando para uma parte das pessoas que falam sobre isso das autoras e dos autores começam aqueles movimentos que a gente chama de arte contemporânea que entre outras características quebram com os suportes tradicionais né Por exemplo a pintura e A escultura e daí vai pra instalação pra vídeoarte pra performance mas repito ainda sim essas noções estão sempre em disputa né como eu falei para vocês agora a pouco eu Tinha um Professor durante a pós--graduação que ele era muito rigoroso com as com
as periodizações históricas então para ele a arte moderna era a arte produzida na idade moderna portanto esse outro período que eu citei né que é de da queda de Constantinopla em 1453 até a Revolução Francesa em 1789 quando começa a idade contemporânea mas de acordo com essa definição desse Professor tudo seria arte contemporânea Que veio do século XIX para frente mas repito não é essa periodização que a gente tá usando aqui embora haja muita gente que prefira não muita gente mas os historiadores mais rigorosos eh menos ligados aos usos correntes que as palavras têm talvez
possam optar por utilizar essa maneira de separar e de definir as coisas mas aqui a gente tá utilizando né essa noção mais abrangente né portanto se vocês forem ao Museu de Arte Moderna e foram por exemplo visitar A coleção desse Museu de Arte Moderna talvez o núcleo duro da coleção desse Museu de Arte Moderna vocês provavelmente vão encontrar obras como essas que Eu mencionei agora de artistas como Picasso como matice Diego Rivera sei lá se for Museu brasileiro Tarcila do Amaral Anita Anita malfa Portinari embora também os museus estrangeiros tenham obras desses artistas né como
eh eh o próprio Museu de Arte Moderna de Nova York se vocês por exemplo forem ao Centro ppedu em Paris Vai ter um monte de obra de artistas como kandinski como matice como Mondrian isso tudo tá dentro dessa ideia que a gente chama de Arte Moderna Se vocês forem pra Argentina e visitarem o Malba por exemplo vai ter muita obra por exemplo uma obra muito importante da Tarcila né que é O Abaporu tá lá na Argentina eh não tá no Brasil mas pelo menos tá perto né E E claro o mesmo museu de arte moderno
do Rio de Janeiro Museu de Arte Moderna De São Paulo embora o fato de um museu ter esse nome não significa que a coleção tenha só arte moderna Claro que não né o Museu de Arte Moderna por exemplo de Nova York tem muito disso que a gente poderia chamar de arte contemporânea e a Tate Modern que é um museu importante em Londres tem muito mais o que a gente chamaria de arte contemporânea do que isso que historicamente se convenciona chamar de Arte Moderna então repito essas noções Não são precisas e para muita gente não tem
uma quebra entre o que a gente chama de arte contemporânea e Arte Moderna para muita gente tem uma continuidade mas mas eu tô entre aqueles e aquelas que acham que tem uma mudança sim sobretudo ali na segunda metade do século XX e em relação ao que os artistas buscavam aos modos de fazer e sobretudo a maneira como a história da arte foi escrita e eu vou dar mais detalhes sobre isso ao longo da aula mas Primeiro eu quero compartilhar com vocês os meus slides para que a gente possa começar essa conversa sobre a arte moderna
e também sobre a coleção do MASP olhando para essas imagens então eu vou aqui compartilhar os meus slides com você só um minutinho um segundinho pronto bom gente eh eu começo aqui conversando fazendo uma certa genealogia com Vocês boa noite Mércia que está dizendo boa noite aqui gente se vocês tiverem comentários e no comentários dúvidas coloquem aí no no no chat que eu vou lendo ao longo da aula e daí depois se não der para ler tudo eu leio tudo no final tá bom então fica aí o chat aberto para para comentários e dúvidas e
enfim o que vocês quiserem pois bem eu começo a nossa conversa aqui sobre isso que a gente chama de Arte Moderna com uma pintura da época do Renascimento Italiano uma pintura dos anos de 1400 do final dos anos de 1400 que tá lá na galeria dos ofícios ou Deli fitzi em Florença e que é uma pintura muito famosa eu tenho quase certeza que vocês ainda que não saibam exatamente quem fez essa pintura ou do que essa pintura trata provavelmente já viram essa imagem em algum lugar num livro na internet num comercial Talvez algumas de vocês
alguns de vocês já tenham visto essa pintura ao vivo na cidade de Florença na Itália mas De qualquer maneira essa é uma imagem famosa é isso que eu quero dizer uma imagem que circula e que mesmo quem não tá muito familiarizado com essa imagem provavelmente já deve ter cruzado com ela aqui ou ali essa é uma imagem que foi feita por um artista italiano chamado bo chell que é um dos grandes nomes do Renascimento Italiano e ela traz algumas características que eu quero analisar aqui com vocês em Primeiro lugar se a gente pensa do ponto
de vista do tema do que que trata essa pintura bom o próprio nome já diz que essa pintura tá representando o nascimento da Vênus né a Vênus é a deusa do amor pros Romanos ela tem um equivalente na mitologia grega como talvez vocês já saibam E se também não souberem não tem problema nenhum os deuses gregos e os Deuses Romanos eram muito parecidos né houve uma espécie de absorção da cultura grega Por parte dos Romanos claro que há diferenças entre os deuses mas na prática eles são bem parecidos os nomes mudam né então a Vênus
que é a deusa do amor se chamava Vênus pros romanos e Afrodite pros gregos tem mitos que contam o nascimento dessa deusa por exemplo um dos mais importantes mitos que contam o nascimento dessa deusa é um livro de um poeta grego chamado íodo e esse esse livro se chama a teogonia entre outras coisas ele explica o nascimento dos Deuses tem também outras eh versões paraa origem pro nascimento da Deus Afrodite que são diferentes dessa que eu vou contar para vocês agora mas essa que eu vou contar para vocês agora é a mais importante a mais
presente nos mitos da antiguidade e sempre quando eu falo antiguidade gente pensa em por exemplo na Grécia na Roma antiga nos persas nos macedônios quer dizer naqueles povos que fazem parte disso que de um modo também genérico a Gente chama de antiguidade no nosso caso especificamente aqui o mundo greco-romano que vai ser importante pra tradição da arte ocidental pois bem o nascimento da deusa do amor o nascimento da Afrodite ou Vênus ele aconteceu da seguinte maneira quando era o princípio de tudo e quando havia as primeiras gerações de deuses né A primeira eh eh geração
de deuses era composta entre outros personagens por uma deusa chamada Gaia que representava a terra e um Deus Chamado Urano que representava o céu eles tiveram filhos e esses filhos foram chamados de Titãs um dos filhos o mais importante desses Titãs era um Titã chamado Cronos né que tem a ver com o tempo Cronos pros gregos daí por exemplo a palavra cronologia ou cronológico ou cronômetro e Saturno pros Romanos né o nome do planeta inclusive ora o Cronos por diversas razões que eu não vou detalhar aqui agora ele derrotou o pai dele que Era o
Urano e ao derrotar o pai dele ele mutilou a região genital do pai dele né e do sangue ou do semen né varia ali a a a a maneira pela qual essa história é contada do contato do sangue eh dessa mutilação ou da própria região genital do pai dele as versões sempre eh eh variam dependendo de de qual a sua fonte do contato da região genital do pai dele com a água nasceu a deusa do amor e ela foi soprada por um vento até uma ilha onde ela foi recebida por uma por uma Por deidades
chamadas as horas e vocês estão vendo aqui o vento a esse rapaz aqui esse anjo ele inclusive Tá acompanhado da sua eh esposa eles também têm uma história muito particular esse vento chamado Zéfiro e a a a esposa dele que era uma ninfa chamada cloris que depois virou uma Deus chamada Flora eles também TM uma história particular que eu não vou entrar em detalhes aqui e é o momento em que ele tá soprando a deusa do amor para que ela vá ser recebida por Uma dessas deusas chamadas horas ela já nasce pronta ela já nasce
adulta e vocês podem ver ela tá saindo da água Esse é um momento importante eu claramente Acabei de contar para vocês uma história da mitologia grega para explicar essa representação lembrem que essa pintura foi feita gente na época do renascimento no final dos anos de 1400 quando evidentemente havia um um predomínio da Igreja Católica na Itália e na maior parte da Europa Claro nesse momento Especialmente ao longo do renascimento essa civilização se caracterizava por uma coexistência entre esses temas da antiguidade e os temas do cristianismo nesse momento do catolicismo né claro esses temas conviviam muitas
vezes dentro né basta visitar o Vaticano por exemplo para ver pinturas que tão fazendo referência à Grécia antiga a mais famosa delas é uma pintura do Rafael chamada escola de Atenas por exemplo até pelo menos a reforma Protestante em 1517 não havia nenhum problema nem que tenha havido muito problema depois mas até Essa época era bastante normal né claro havia resistências também mas na maioria das vezes a gente pode dizer com certa segurança que as coisas caminhavam bem nesse período até tinham alguns personag que eram contra essa relação mas enfim a Juliana vai explicar isso
melhor na aula de renascimento da semana que vem que eu quero mostrar com essa Pintura para vocês eu tô falando de um tema que é um tema ligado à antiguidade greco-romana um tema que tem várias fontes e eu falei aqui para vocês a principal fonte delas que é a teogonia de íodo né Eu falei para vocês por exemplo de duas gerações de deuses né o Urano depois o Cronos e depois o Cronos vai ter vários filhos e um dos filhos do Cronos vai derrotar o próprio Cronos que esse filho se chamava Zeus que é o
rei dos deuses do Olimpo né o chefe dos Deuses do Olimpo né então vejam que é uma história de pai derrotando filho mas o Zeus fica PR para outro momento né O que que eu quero que vocês compreendam aqui comigo é que claro eu precisei lançar a mão aqui de um repertório eh mitológico literário que vem de uma fonte escrita né claro isso foi escrito depois provavelmente esse era um poema é oral no começo mas que depois se tornou uma fonte escrita a qual os pintores recorreram ao longo de muito tempo e eu Já vou
dar mais detalhes desse muito tempo mas percebam comigo que além desse tema a gente tem também um modo de pintar que é muito interessante específico em primeiro lugar observem comigo como nessa obra a luz ela é homogênea a gente não tem nenhum lado muito escuro nem outro lado muito claro evidentemente tem diferenças entre Claro e escuro no corpo dela no corpo deles mas não são diferenças muito acentuadas a luz é relativamente homogênea tudo é Iluminado mais ou menos do mesmo modo Não tem aquela iluminação dramática como se a gente tivesse em um teatro por exemplo
Além disso percebam que também essa pintura tem uma prevalência muito grande da linha do traço Esse é um ponto muito importante pra gente porque tudo aqui é desenhado pensando que o desenho é digamos assim mais importante Ou melhor o desenho vem antes da cor claro que a cor é muito importante mas quem domina essa composição quem Preside essa Composição é a linha é o traço não é a mancha não é a massa de cor é o traço que delimita muito bem as formas e desenha com muita elegância por exemplo o corpo dela o corpo dela
que tem uma pose de eh equilíbrio né Tem uma parte do corpo que é mais relaxada Outra parte é mais tensa e vejam aqui a gente tem um braço mais tenso esse braço que tá dobrado o outro braço mais relaxado com a perna uma perna mais tensa outra perna mais relaxada vejam que tem um jogo de Pesos e contrapesos né que nesse caso aqui funciona né pesos e contrapesos também é situação que se usa na política né que nem sempre funciona mas vocês podem ver aqui como tem esse equilíbrio muito bem estabelecido no corpo dela
e claro esse jogo de pesos e contrapesos ou Como diriam os italianos de contraposto né de contraponto se vocês quiserem eh ele tem muito a ver com essa ideia Geral de elegância e de harmonia que esse quadro TR porque o que tá de um Lado é muito bem compensado por aquilo que tá de outro além disso observem também como o corpo dela é anatomicamente levemente digamos assim distorcido essa personagem não tá representada dentro de uma anatomia perfeita né ela tá meio esticada e não tem problema não é que o pintor não sabia disso ele escolheu
fazer isso justamente para aumentar essa ideia de elegância essa ideia de Equilíbrio essa ideia de uma coisa autossuficiente gente ISO foi pintado em 1483 é um tema da antiguidade como eu falei para vocês e claro depois se a gente observa no futuro muito muito tempo depois quase 400 perdão é quase 400 anos eh depois precisamente 380 anos depois a gente tem essa pintura aqui de um pintor francês chamada também o nascimento da Vênus que hoje pode ser encontrada no museu dorsé em Paris e Vejam Só é o mesmo tema o nascimento da Vênus quase 400
anos depois 380 anos para ser mais preciso ora evidentemente é essa pintura é pintada de um modo diferente da pintura que vocês observaram no slide anterior ninguém duvida disso mas ainda assim vocês podem ver que prevalece um tema é um modo diferente de pintar aquele tema que tá presente nessa tradição da pintura europeia Desde a antiguidade e claro embora as duas pinturas sejam diferentes entre si ninguém duvida disso né gente em termos De estilo essa pintura é muito diferente dessa né eu acho que isso tá muito claro para todo mundo mas Além disso se vocês
pensarem comigo e isso vai ficar mais claro conforme a gente avançar na aula eh embora essas pinturas sejam diferentes entre si o modo pelo qual elas são pintadas seja diferente entre si a gente vai ver daqui para frente que esses quase 400 anos que separam uma pintura da outra embora haja uma quantidade hja uma mudança significativa No modo de pintar conforme a gente vai ver no resto da aula eh essa diferença dado que são quase 400 anos que separam uma da outra não é uma diferença assim tão grande dada a velocidade que as coisas vão
passar a mudar mais ou menos daqui paraa frente conforme eu já vou explicar mas observem aqui a gente tem uma pintura que é também o nascimento da Vênus o tema vocês já conhecem eu acabei de contar Para vocês né o momento em que eh eh tem esse contato da região genital do Urano com a água da espuma desse contato nasce a deusa do amor né afros em grego então Afrodite tem a ver com esse nascimento da espuma ela também tá nascendo da água tá sendo recebida aqui por um cortejo de [ __ ] né que
são esses linhos eles estão tocando esses instrumentos musicais em forma de concha e eles fazem uma certa dancinha né o corpo deles tem tipo uma parece uma anda que traz que que é que Que faz um contraste bonito com o corpo dela né porque o corpo dela ele é um corpo também sinuoso que tem uma relação quase de espelho com as formas desses aninhos que estão aqui em cima reparem também que o corpo dela Diferentemente da Vênus que a gente viu no slide anterior essa mulher é muito mais real ela é muito mais de carne
e osso e ela tem um conteúdo muito mais erótico do que a Vênus que a gente viu anteriormente evidente evidentemente Alguém posou para isso né uma mulher foi ao estúdio do artista e posou e ele fez essa obra com esse apelo evidentemente erótico essa obra Por Exemplo foi exposta em um salão em 1863 e os salões na França nesse período eram grandes Exposições que eram frequentadas por muita gente não era uma coisa de Elite né hoje talvez a gente tenha uma noção eh que a arte tá muito ligada a às pessoas que são iniciadas né
e de Fato né em muitos casos isso se Confirma Mas se a gente pensa nesses salões que aconteciam na França aqui nos anos de 1800 no século XIX eram eventos populares né as pessoas iam para ver iam para ver a pintura saía no jornal tinha caricatura tinha se tivesse Twitter ia ter todo mundo xingando né Ia ter sei lá prévia no Instagram mas não tinha Ainda bem né Porque dava para manter algum nível de sanidade mas pois bem essa pintura Claro ela foi exibida no salão ela fez sucesso embora muita gente tenha Achado que ela
era erótica demais mas se ela estava tratando de o corpo de uma deusa embora uma mulher real tenha posado para isso isso não significa que a pintura digamos reproduziu o Hips lites o corpo da pessoa real mas que foi uma inspiração o corpo da pessoa real para desenhar e para pintar esse corpo que claro vocês podem ver comigo eh ele é muito mais pictórico do que a pintura do boticelli que é é muito mais linear que tá muito mais ligada a uma ideia a Uma idealização das coisas essa aqui não essa aqui é muito mais
próxima de uma experiência do real do visível vejam como o corpo dela tem sombras arrocheadas que se comunicam também com o céu crepuscular esse mesmo arrochado que tá aqui no horizonte também faz as sombras do corpo dela aqui na coxa no joelho aqui próxima aqui do braço da mão no seio é é o mesmo arrochado que tá aqui no céu é o mesmo que projeta a sombra no corpo dela e a luz também é Dada por esse amarelo que fica levemente alaranjado aqui percebem comigo que tem um arroxeado que é meio azulado que é esse
mesmo que tá no céu e também um amarelado alaranjado aqui no joelho aqui na barriga que tá mais iluminada aqui próxima aqui do começo do braço na axila no rosto dela esse jogo de amarelo com arroxeado que faz as luzes e as sombras do corpo dela também tá presente no céu crepuscular vejam que diálogo digamos assim agradável aos olhos que essas duas Cores estabelecem né tanto no céu quanto no corpo dela Ora reparem que essa pintura como eu falei para vocês ela tem um apelo muito mais aos nossos sentidos nesse nesse sentido ia falando apelo
aos sentidos nesse sentido é duro eh ela tem uma pelo aos nossos sentidos pensando desse modo ela é uma pintura mais sensual né porque ela apela aos sentidos de uma maneira muito mais direta ao passo que essa pintura aqui ela tá muito mais ligada a uma concepção ideal de Beleza tá muito mais ligada a uma concepção de Equilíbrio ideal de uma ideia que tem a ver com uma noção de clássico até eh e claro gente eh quando o botell fez essa pintura fazia todo sentido pensar assim uma ideia de beleza ideal ele está estavam lendo
lá filósofos enfim eu não tenho tempo aqui para entrar em detalhes sobre isso na aula que vem vocês vem com a Juliana como é que era esse mundo do renascimento né Que tipo de ideia tava Na cabeça dessas pessoas mas muito bem e aqui a gente tá falando de muito tempo depois muita coisa aconteceu Teve muita gente que fez esse mesmo tema entre o renascimento e esse período aqui mas aqui a gente tem um período diferente na história evidentemente a gente tá falando do século XIX depois que a ção Industrial já foi feita na Inglaterra
e está de vento em popa também em outros países como a França é uma economia industrial as ferrovias estão cortando o Território europeu e depois do mundo também há uma série de inovações que estão surgindo com esse mundo Industrial Eh claro os europeus especialmente nesse período dominam boas partes do planeta grandes partes do planeta dentro de uma dominação Colonial eh Há uma série de relações políticas que integram O Globo de uma maneira desigual como a gente já sabe e esse é um período também que especialmente aqui nesse contexto da França como eu falei para vocês
esse é Um pintor francês e esses salões eram exibições eram Exposições que aconteciam na cidade de Paris eram muito famosos eram internacionalmente famosos né muitos artistas brasileiros nessa época foram os mais né os mais habilidosos que ganhavam prêmios bolsas eles passavam temporadas na França e eles também exibiam obras nesses salões Por Exemplo foi o caso do Vittor Meirelles que era um pintor brasileiro que esteve eh passou uma temporada na França Talvez o kéber tenha mencionado esses artistas brasileiros do século XIX né que tinham tudo a ver ali também com o modo francês de organizar as
artes mas muito bem ora na mesma época mais ou menos tem alguns artistas e não são poucos que tão se digamos levantando contra essa tradição eles estão se levantando conta contra os temas dessa tradição que muitas vezes estavam ligados aos temas da mitologia antiga da mitologia Greco-romana que muitas vezes estavam ligados aos temas do cristianismo eu só mostrei dois exemplos que foram os nascimentos da Vênus mas eu poderia ter mostrado também Várias cenas bíblicas né do Novo Testamento do velho testamento e esses temas também estão ligados ao que a gente chama de pintura né aquela
pintura que tem a ver com a história de Fato né que celebra os feitos os feitos históricos essas três esses três temas né Que Eu mencionei para vocês os temas Mitológicos os temas ligados à Bíblia o cristianismo como um todo e esses temas que tratam dos grandes acontecimentos políticos nessa época eram conhecidos como pintura de história e geralmente eram pinturas de grandes dimensões e que eram reservadas aos pintores que tinham mais prestígio que tinham as melhores carreiras mas muita gente já tava se revoltando Contra isso ou tentando fazer outras coisas na pintura e na escultura
que quebrassem com essa hierarquia dos Gêneros né e o o João João você é não é o tenista não né João Fonseca né mas acho que não mas se for também muito bem-vindo o nascimento de Vênus me pergunta aqui o João Fonseca o nascimento de venus de cenel se enquadra em que período da história da arte olha João o o nascimento da do cabanel ele tá ligado nesse período que é a primeira paraa segunda metade do século XIX eh que é um tipo de pintura né que tem um tem ali uma um resquício do que
a Gente chama de neoclássico mas que não é mais a pintura neoclássica e que foi por muito tempo chamado de pintura acadêmica ou de academicismo mas esse termo caiu em desuso né porque por muito tempo por muito sobretudo no século XX as pessoas olharam para essas pinturas ditas acadêmicas e consideraram elas como uma coisa menor como uma coisa ruim né E hoje em dia as pessoas evitam usar o termo acadêmico mas é é é um tipo de pintura que não dá pra gente não tem um Nome né não tem um rótulo mas essa pintura francesa
se você quiser que tem a ver com o que a gente chama de neoclassicismo mas não é exatamente o neoclassicismo ali do começo do século XIX e que tá ligada à academia né mas também o termo acadêmico já não funciona mais eh Então ela se enquadra nesse período que é essa passagem né quando a tradição começa a ser questionada por artistas que vão começar a desenvolver outras Maneiras de pensar arte fez sentido João para você me diga aí pois bem esse pintor que vocês estão vendo aqui essa tela eh ele é um dos primeiros pintores
Mas provavelmente o mais importante a se revoltar contra essa estrutura que tava ligada eh que tava ligada o João não é o tenista uma pena né João Puxa vida mas uma pena que ele perdeu né não que você não seja ele enfim mas o o o tenista Perdeu né no rio coitado mas joga muito bem menino de 18 anos imagina se eu tivesse 18 anos eu ia conseguir vencer um torneio né é uma coisa a gente é muito precoce né uma coisa impressionante mas seu xará o tenista provavelmente vai dar alegrias pra gente João esperamos
né vamos ver e mas pois bem quando a gente vê esse pintor aqui e o o nome dessa pintura tá no próximo slide tá bom gente porque ela é muito grande mas quando a gente vê Esse pintor ó vocês podem ver o nome dela aqui no próximo slide né anterior tá vendo o nome do pintor é Gustav Curb e a pintura se chama o ateliê do artista tá no museu dosé em Paris eu volto para ela tá bom num cbe aqui eu botei no slide anterior pois bem essa pintura aqui gente feita por esse cara
chamado Gustavo kurb pra gente hoje talvez ela pareça só mais uma bela pintura daquela época do século XIX mas na verdade ela é uma espécie de pintura Manifesto essa pintura ela tá digamos assim se colocando contra todo aquele establishment acadêmico que tem a ver com aquelas pinturas por exemplo como do cabanel que a gente acabou de ver algumas razões explicam isso em primeiro lugar a gente vê que o tema da pintura não é o nascimento da Vênus não é o Cristo depósito da cruz não é a coração do Napoleão Bonaparte o tema da pintura é
o próprio pintor sentado em seu Ateliê ele é o centro das preocupações aqui Porque esse cara aqui gente de barba preta pontuda é o próprio pintor é o próprio Curb né o nome dele você escreve com urbet se fala CB o cbet tá aqui sentado em uma cadeirinha e Vejam Só gente ele não está pintando o nascimento da Vênus nem o Cristo crucificado nem a coroação de Napoleão ele está pintando uma paisagem ora todo mundo sempre pintou paisagem mas quem pintava paisagem era visto como menor era visto como alguém que não tinha assim tanto Talento
ou na verdade que não era tão prestigioso eraa um meio de ganhar vida para muita gente para muitos artistas pintar paisagem paisagem é bonita você compra põe em casa tudo certo mas mas os pintores de paisagem geralmente eram vistos como o pessoal ali da segunda divisão a paisagem era considerada um gênero inferior não só a paisagem outros gêneros também mas a paisagem era emblemática disso e o que que o kurb faz ele pinta a si mesmo pintando uma Paisagem e vejam não só ele tá pintando uma paisagem como ele tá virando as costas por uma
modelo nua porque a maneira de aprender o ensino oficial gente que tinha sobretudo ali o ensino acadêmico né que tinha a ver academia era essa instituição que também era muito legal hein gente muito já se falou muito mal da academia mas tá errado isso né Eh cada também era muito bom a pintura acadêmica a pintura moderna é boa Tudo é bom né claro tudo tem coisa Boa e tem coisa ruim mas a academia eh uma coisa ser acadêmica não é um xingamento tá bom não é um defeito ser acadêmico iso é um ponto importante pois
bem nesse sistema né da academia que era essa escola instituição que guardava as regras né na verdade a escola chamava escola de Belas Artes mas a academia era instituição era como a arte institucionalmente circulava pela sociedade um dos pontos fundamentais desse modo de aprender a Pintar tinha a ver com o estudo do modelo ou da modelo né nu nu e nua né então aqui vocês estão vendo o artista de costas para modelo nuha ora o cabanel Com certeza desenhou essa mulher consultando uma pessoa que posou repito não é que essa mulher é Idêntica a pessoa
que posou mas ele claramente viu o corpo de uma modelo nua para poder conceber o corpo dele certo Ora o kurb tá aqui pintando uma paisagem e ele virou de costas para modelo nua que Poderia por exemplo ser a modelo de um nascimento de Vênus como a gente viu anteriormente do mesmo modo reparem que aqui atrás da tela tem um cara nu também um modelo nu e que ele tá numa pose gente que lembra o Cristo descendo da Cruz ou o Cristo crucificado então reparem nessa pintura ele tá tanto virando as costas para modelo nua
que poderia ser uma indicação e Muito provavelmente é quase certeza que é uma indicação de um desses modos de pintar Temas de antiguidade e esse modelo nu que é o Cristo crucificado ou Cristo descendo da Cruz ao mesmo tempo gente reparem que tem uma criança olhando pra paisagem e e não é uma criança que parece exatamente uma criança rica e mesmo se fosse uma criança não tem tempo de aprender muito sobretudo uma criança pequena como essa Qual o recado aqui ora o nascimento da Vênus eu precisei contar uma história vocês para que vocês entendessem o
tema do quadro mas uma Paisagem não precisa uma paisagem pode ser compreendida pelos olhos de uma criança humilde por exemplo não precisa ter um background de mitologia grega para entender o que é uma paisagem aliás muito pelo contrário né uma paisagem tá diante dos olhos e mais ainda uma paisagem gente é necessariamente a interpretação de alguém sobre uma coisa visível porque quando você escolhe pintar uma paisagem você faz uma espécie de recorte do que você tá vendo né então Você para com o seu cavalete você escolhe um pedaço da natureza e você representa esse pedaço
da natureza assim como você tá vendo esse pedaço da natureza né Tem uma frase de um escritor francês chamado zolá que ele falava que a arte é um pedaço da natureza filtrado por um temperamento isso aplica muito bem a paisagem né não tem digamos uma regra de como fazer uma quer dizer até dá para dizer que tem em determinados casos mas em geral não tem Né não tem uma regra de como fazer uma paisagem você faz a paisagem né quer dizer você precisa saber pintar evidentemente mas ela tem a ver com uma percepção individual de
determinada parte do mundo vocês concordam comigo agora para pintar de acordo com a tradição embora Obviamente as coisas mudem né ao longo do tempo como vocês podem ver ora tem um tema da mitologia grega que os pintores recorriam a ele desde o renascimento até os anos de 1800 Aqui né então tem gente que tá recorrendo a esse tema que é um tema que vem da mitologia grega mas podia ser a Bíblia também né podia ser os temas do velho testamento os temas do novo testamento ora então essa tradição da pintura europeia que começa lá no
Renascimento lá em 1400 1401 eh é uma tradição que é textual também né porque os temas as pessoas não estão tirando esses temas da cabeça elas estão tirando esses temas na maioria das vezes de Textos né seja texto da mitologia grega seja o texto bíblico Mas tem uma maneira de interpretar esse texto interpretar também significa criar a partir dele e esse criar a partir do tema também tem a ver com fazer referência a uma tradição porque essa de originalidade que a gente tem hoje né que você cria uma coisa do nada é uma coisa da
nossa época na verdade é uma coisa que começa mais ou menos nessa época mas no passado gente imitar uma coisa boa porque imitar Não Significava que você não era original Não significava que você criava dentro de uma tradição dá para entender né Se tivesse lei de direito autoral né daí o pessoal se dá mal mas enfim felizmente não era uma coisa assim então Comodi eh e de qualquer maneira uma coisa importante de vocês entenderem comigo é que essa relação né entre imitação entre originalidade eh é uma coisa que nem sempre foi como a gente entende
hoje né Então essa coisa de que O artista necessariamente é um ser original isso é muito recente na história né de que o artista é uma pessoa que tem sentimentos que os outros não têm e que tem uma sensibilidade exacerbada isso é muito muito recente na história né inclusive as pessoas às vezes TM uma noção absoluta de arte né a ideia de beleza de Belo né as pessoas falam muito do Belo mas ninguém sabe o que é o belo porque não tem definição disso né Porque beleza aqui da Antiguidade no Renascimento gente é muito claro
é equilíbrio é linha é uma noção de ideia isso aqui é a beleza clássica não tem a ver por exemplo com uma beleza transcendental né uma coisa sei lá não tem a ver com o Sublime por exemplo que é outro conceito que tem a ver com paisagem mas não tem a ver com pitoresco né as coisas eh eh eh eram historicamente elas são mais separadas né o século XIX daqui mais ou menos dessa época paraa frente dá uma Embaralhada traz tudo paraa subjetividade inaugura essa noção de artista que a gente tem hoje né Às vezes
eu dou curo de história da arte e eu falo pô gente a arte não vai salvar o mundo né ela não é a redenção para as coisas Aliás já não salvou né salvasse o mundo não tinha tido o século XX né e e as pessoas ficam tristes porque as pessoas de repente Querem encontrar na arte uma espécie de consolo pra vida né tão sofrida de todos nós mas não é né pô Uma pena de qualquer maneira eh essa outra pintura aqui do Curb que vocês podem ver comigo vejam é o mesmo artista mesma barba pontuda
né Dá para ver que é o mesmo cara que tá aqui e aqui e essa pintura dele para muitos autores ela inaugura uma nova postura de artista que não foi exatamente ele que inventou mas ela consolida uma ideia de artista que era corrente e que é uma ideia de artista diferente daquela que vinha lá de trás desde o renascimento Ora porque vejam essa pintura comigo gente e a gente tem um artista com uma espécie de Andarilho uma espécie de eremita ele tem uma roupa de quem tá sozinho isolado do mundo ele tem um cajado ele
vem caminhando e ele encontra o seu colecionador esse cara aqui gente se chamava inclusive eh brá ele era o Colecionador das obras do CB não só do kurb ele era um cara rico um grande colecionador tem um museu com o nome dele em montpelier no sul da França que É muito legal eh e muito bem o bru tá aqui O Colecionador ele encontra o artista e veja é o artista que precisa dele para viver mas é ele que tira o chapéu pro artista que faz uma reverência profunda ao artista e o artista olha para ele
de cima para baixo o nome do quadro é bom dia Senor cbet essa pintura também mostra assim como anterior uma mudança no modo de encarar a arte porque pros artistas do passado não era ele do Sentimento do artista que ia dizer pro mundo o que era arte não tinha uma tradição de artistas tinha uma instituição por exemplo academia que dizia que dava ali a referência do que era arte ou não era arte o que o cbet tá dizendo é que ele não tá nem aí para aquela academia vocês viram na pintura anterior ele não tá
nem aí para aquela tradição mas na verdade é ele que vai dizer pro mundo inclusive pro cara de quem ele depende para viver que comprava As obras dele é ele que vai dizer pro mundo aquilo que o mundo deve entender como arte repito Essa era uma ideia que já tava aparecendo aqui e ali mas o Curb ele consolida muito bem essa postura de artista porque publicamente ele era um sujeito que causava muito problema né brigava com todo mundo ele era um sujeito polêmico e como vocês podem ver aqui nessa pintura ele deixa muito claro quem
é o artista um sujeito que tá apartado da sociedade que essa sociedade Industrial dessa época aqui a gente já tá com o capitalismo funcionando né já tem fábrica já tem diferença Claro diferença de classe sempre teve na história da humanidade mas diferença de classe no sentido né de industrial de quem trabalha na fábrica de quem tem a fábrica já tinha ferrovia quer dizer já tem uma socied edade muito mais próxima da sociedade que a gente tem hoje já tinha sistema financeiro as cidades começam a crescer cada vez mais então Tem uma sociedade que tem uma
divisão do trabalho cada vez mais sofisticada cujo tempo das pessoas arregrado pelo relógio e o CB Ele tá dizendo não eu como artista Eu Não Pertenço a esse mundo dessa sociedade Industrial das cidades eu pertenço a um mundo que é só meu como uma espécie de eremita e eu vejo uma coisa que o resto das pessoas não consegue ver e a maneira que eu tenho de comunicar isso que eu vejo e de fazer com que as pessoas vejam também é por Meio da minha arte gente is uma noção recente né recente eu quero dizer na
história né E esse tipo de ideia do artista como sujeito apartado do mundo por exemplo não fazia nenhuma nenhum sentido pro Rafael no Renascimento nem pro Leonardo da Vin né o mâ tem lá alguma coisa disso né inclusive porque muita gente Dessa época olhou para trás e viu no Michelangelo um pouco dessa ideia de artista romântico né mas enfim daí tem uma discussão muito grande em Cima disso mas essa ideia de artista que a gente tem agora agora talvez nem tanto mais né gente mas que se teve por muito tempo especialmente no século XX né
o artista como indivíduo que não pode ser compreendido o artista como indivíduo que tem uma sensibilidade especial e que faz um tipo de coisa que o resto do mundo não entende como um Vision isso é uma coisa que tá sendo construída aqui e que é fundamental para isso que a gente chama de Arte Moderna porque esse Artista que diz pro mundo aquilo que o mundo deve entender como arte esse artista gente ele não pode seguir as regras estabelecidas por uma tradição nem por uma instituição ele claro vai se inspirar em outros artistas etc o Curb
por exemplo gostava de dizer que ele era um autodidata que ele tinha aprendido tudo sozinho e de fato ele não foi paraa escola de Belas Artes da academia ele não teve grandes professores ele teve alguns mestres de província ele não foi Estudar com ninguém importante ele na prática teve ali algum um mestre aqui outro ali eh mas ele não teve ninguém digamos de renome que orientou ele a já me pergunta se o cbet tinha participação política no seu país sim lija ele tinha sim ele por exemplo participou ativamente de um troço chamado a comuna de
Paris que aconteceu no final da Guerra franco-prussiana né o kurb era francês e ele era tem até um manifesto que ele escreve dos Artistas Ele era super radical como você pode ver uma coisa entre anarquismo e comunismo talvez e ele por exemplo Livia ele foi um dos responsáveis por e derrubar uma coluna que chama coluna de vandom que fica na cidade de Paris é uma coluna que fica em uma praça chamada Praça Van Dam e que é uma coluna que o Napoleão Bonaparte no começo do século XIX mandou construir para imitar as colunas que os
imperadores romanos construíam lá na Roma antiga porque por exemplo na Roma Antiga eh Há colunas né que celebram feitos dos grandes imperadores E o Napoleão Bonaparte muito tempo depois lá no século XIX na França né perto portanto né e da época aqui do Curb CB tá 50 anos aí mais ou menos depois disso O na Leão construiu uma coluna de vandom né na praça de vandom que ficou conhecida como coluna de vom que depois foi demolida o Curb inclusive no final da vida foi condenado a arcar com os custos da reconstrução dessa coluna e Daí
fugiu pra Suíça onde ele morreu né então ele tinha assim lija a gente para quem não sabe a coluna foi reconstruída ela existe está lá inclusive é uma área muito chique da cidade tem os hotéis super caros ali e tal então o Curb eh não sei se ele ia gostar do que virou ali mas enfim ele ajudou a demolir né ele teve o plano ali ele foi um dos que demoliu a coluna e depois a coluna foi reconstruída e é isso aí mas poi bem pois bem o que eu quero mostrar aqui Para vocês é
que a gente tem uma nova postura do artista não é mais a tradição que vai dizer pro mundo e pro artista o que é arte ao contrário é o próprio artista que vai dizer pro mundo aquilo que o mundo deve entender como arte se o mundo vai concordar com o artista ou não é outro papo conforme a gente vai ver com o Curb ele teve uma vida apesar das dificuldades que eu descrevi ele teve uma vida de reconhecimento né ele vendia pinturas ele sustentou com a própria Pintura não é que ele ficou milionário até que
ele fugiu da França quando né mas veja né gente Essa época também tinha muita coisa acontecendo aí que atravessava odeio essa palavra mas acabei de usar que atravessava a vida das pessoas e o gostava muito de pintar as pessoas que ele via assim como ele queria pintar uma paisagem que pudesse ser reconhecida por por uma criança ele também gostava de pintar retratos das pessoas próximas dele como é o caso Desse retrato da irmã dele que tá no Acervo do MASP tem dois retratos pintados por ele no Acervo do MASP Esse é um deles que é
o retrato da Zeli kurbet do ponto de vista da técnica gente o kurb não traz nenhuma grande inovação na tradição da pintura às vezes é uma pintura menos de digamos assim apelativa menos voluptuosa a gente tem que ter um olhar um pouquinho mais paciente talvez mais rigoroso para ela mas do ponto de vista técnico não tem Nenhuma grande inovação o que o kurbet traz de inovação tá muito ligado a essa postura que o artista tem em relação à história em relação à tradição de algum modo gente a gente pode dizer e tem muita gente que
diz isso que o kurbet é o primeiro artista moderno embora a obra dele esteja muito longe e seja muito diferente das vanguardas do começo do século XX para muitos autores ele é o primeiro até essa postura de artista moderno de inovação de quebrar com Paradigmas que vai ser fundamental para essa ideia que a gente chama de arte moderno né então assim eh o kurb do ponto de vista técnico ele não é super inovador mas do ponto de vista da postura do artista dá para dizer que ele foi digamos assim um dos eh a voz aí
da Arte Moderna Com certeza ele e esse outro cara aqui chamado eduward manet que é mais ou menos contemporân do kurb Claro eles conviveram juntos o kurb era um pouquinho mais velho mas e esse cara Aqui o manê ele também vai trazer a inovações sobretudo do ponto de vista técnico e também do ponto de vista dos temas mas de uma maneira menos abertamente digamos assim disruptiva como CB porque vejam essa pintura do manejo essa pintura se chama o almoço sobre a relva uma pintura muito famosa ora o manê quando pintou essa obra ele mandou essa
pintura pro salão pro salão oficial essa exposição que Eu mencionei para vocês e ela foi recusada o salão Que ela foi recusada foi o salão de 1863 e qual pintura estava lá essa aqui por exemplo essa foi aceita a do manê foi recusada depois ela foi exposta em um outro outro salão que foi montado paralelo ao salão oficial e que exibia as pinturas recusadas por algumas circunstâncias que eu não vou detalhar agora mas esse salão ficou conhecido como salão dos recusados né E que claro era um evento muito polêmico e o manê exibiu essa pintura
no salão dos Recusados então vejam no salão oficial as pessoas que visitavam podiam encontrar uma obra como Aquela que a gente viu o nascimento da Vênus aqui a gente pode aqui o manê fez uma pintura que foi parar no salão dos recusados essa pintura gente deu polêmica até não poder mais é tipo hoje né que tem exposição vai lá o pessoal é que hoje tá meio barra pesada né mas é isso é é deu polêmica muita gente xingou muita gente gostou é isso né não tinha talvez fosse Menos difícil porque não tinha rede social para
atazanar a vida do não teve sei lá cancelamento não mandaram eh mensagem no DM do manê xingando ele mas de qualquer maneira eh é uma é uma pintura que gerou muita polêmica que que é interessante a gente pensar a partir dessa pintura ora quando a gente olha para ela a gente vê que tem uma mulher nua ao lado de dois homens essa mulher nua gerou muita polêmica e claro os Defensores dessa Pintura falaram bom mas por que que não gera polêmica uma mulher nua com uma Vênus E por que que essa mulher gera e a
razão é meio autoevidente porque ela não tá sendo representada como uma deusa ela tá sendo representada como uma pessoa da vida moderna uma pessoa do dia a dia ela tá acompanhada por esses dois homens que estão trajados com roupas que as pessoas usavam na época eles estão inclusive Fazendo um piquinique em um parque público o buad de Bolonha que é também uma inovação daquela época Além disso do ponto de vista técnico o manê traz algumas inovações que nem todo mundo gostou por exemplo vejam como ele utiliza a cor preta muito bem na roupa desses homens
ele cria o jogo de luz e sombra mesmo com a cor preta que claramente e traz mais desafios ao artista para criar o jogo de luz e sombra porque ele vai ter clarear partes Que são essencialmente escuras ao mesmo tempo vejam como a cor preta dá uma coesão muito grande pra pintura porque ela começa aqui nas árvores e termina nesse tronco o corpo da mulher é quase que iluminado de maneira uniforme e ela olha pra gente a gente tá pressuposto na pintura para muita gente Isso foi um choque Claro do ponto de vista do tema
evidentemente Mas também de um ponto de vista técnico como esse cara tava propondo isso que era tão diferente Daquilo que até então tinha sido feito e que se considerava como bom essa pintura gente embora eu não vá aqui aprofundar nisso ela faz referência a uma gravura que foi uma gravura feita a partir de uma pintura do Rafael lá do renascimento Rafael gente para quem não sabe é o principal Pintor do Renascimento Italiano né para quem lembra aí da ST tarugas Ninjas sabe que era o Rafael o Leonardo o michelângelo e o donatelo Rafael é o
principal Pintor do Renascimento bom junto com o Leonardo da 20 junto com outros aí mas o Rafael é um pouquinho mais importante do que eles tá bom embora todos sejam enormes e muito importantes mas como pintor né O Rafael é é eu acho que ele foi muito importante pro que veio depois né para sobretudo para essa noção de tradição etc mas pois bem eh o manê ele além disso que eu mencionei para vocês no slide anterior ele pintava Em grande medida a vida moderna a época dele ele não tava interessado em pintar os temas da
antiguidade ou da Bíblia não ele pintava Essa sociedade Industrial ele era um cara de família abastada né ele tinha uma origem social privilegiada ele não precisava muito pensar em eh vender pintura para viver né ele já tinha uma herança embora ele tenha passado por apertos em algum momento alguns momentos ele não precisava exatamente viver da arte dele Aliás o Manê gente esteve no Rio de Janeiro quando ele era adolescente Porque ele queria entrar na marinha mercante e ele eh tinha que fazer uma espécie de estágio em um navio e ele passou um tempo no Rio
de Janeiro inclusive ele mandou cartas pra família dele do Rio de Janeiro é que eu não estou com o livro aqui e que foram publicadas em português recentemente e e que eu escrevi um pós fácil para esse livro gente chama manê no Rio para Quem não conhecia o manê gente ele é um dos pintores mais importantes da história tá bom manê no Rio é é é um livro pequenininho bonitinho Se vocês me permitem eu vou só ver se o meu livro tá ali dando mole se ele tiver dando mole Olha eu vou pegar e mostrar
para vocês eh e já vou mostrar não tem eh Veni não tem eu acho que não tem PDF talvez tenha No Kindle no no ebook né mas e não tem é um livro que lançou recentemente né geralmente PDF são os livros que já estão mais antigos ou fora de circulação mas é um livro muito bonitinho eu eu vou um segundinho se eu se eu encontrar ele aqui eu já mostro para vocês deixa eu ver se ele tá aqui não encontrei gente então não vai dar para mostrar o manê para vocês mas é muito fácil de
encontrar o livro tá bom a capa é verde é um desenho bonitinho eh então manê no rio daí é quando ele era adolescente tá quando ele tinha idade do João Fonseca e o tenista acho que talvez mais ou menos a mesma idade e a a colega colocou o link da Amazon obrigado tá bom obrigado então Gente esse livro é legal se vocês quiserem dar uma olhada tem tem No Kindle né Karen tem né então eu escrevi o pós fácil tá bom que é o texto que que fecha o livro então se vocês tiverem interesse Depois
tem lá o meu texto quem lê eh me me conta depois tá bom o que achou pois bem o manê era um sujeito como eu falei para Vocês que era um cara de família abastada ele não precisava sempre tá pensando em vender embora muitas vezes ele tenha eh vendido pinturas para sobreviver mas foi só uma coisa muito pontual na vida dele e os retratos que estão no Masp as pinturas dele que estão no Masp e eu mostro duas aqui para vocês elas revelam um pouco disso porque aqui vocês estão vendo um retrato grande vejam esse
retrato tem dimensões grandes e retrata um outro pintor e poeta um Rapaz que andava ali perto deles e que ele representa esse rapaz como um vagabundo esse modelo era amigo deles né e ele é representado na melhor tradição dos retratos espanhóis por exemplo como Diego Velasques pintava retratos de corpo inteiro só que o Diego Velasques na maioria das vezes pintava os nobres espanhóis Embora tenha tido ali os vagabundos dele também eh o manê aqui pinta o seu colega e vocês podem ver as variações de luz e sombra que a gente V Aqui dentro da cor
preta o manê gente embora tenha rompido em grande medida com os modos de pintar da tradição Ele também era muito ligado à tradição como eu falei para vocês essa pintura aqui ela é inspirada em uma gravura que foi feita lá na época do renascimento esses três personagens estão inspirados em uma gravura de um artista italiano que fez essa gravura baseada em uma pintura do Rafael né do mesmo modo vocês podem ver comigo essa Pintura do Masp que eu gosto muito dela em que a gente vê essa Amazona essa Muler andando a cavalo como se tivesse
participando de uma caçada ou de uma busca dentro da floresta e ela montada nesse cavalo meio que olha pra gente e como se a gente ess sendo convidado né pressuposto na pintura mais uma vez e sendo convidados a entrar nessa Floresta com ela eh vejam essa pintura também mostra como eu disse para vocês a utilização da cor preta a pressuposição Do espectador na pintura e claro o rosto dela com essa luminosidade uniforme esses elementos são bem característicos da pintura do manê e isso aqui embora seja a vida de uma elite também se trata aqui da
vida moderna da vida daquela época né não é uma idealização de nada o manê como eu falei para vocês era uma pessoa de família abastada e que por exemplo o manê era visto por uma nova geração de pintores mais jovens como uma espécie de guia né um cara em Quem se inspirar e essa geração de pintores mais jovens ficou conhecida como a geração dos pintores impressionistas eles nem eram tão mais jovens que o manê inclusive eles convidaram o manê para pintar e expor com eles esses jovens pintores mas o manê não quis se misturar o
manê ele era um sujeito muito ar particular é muito difícil enquadrar a pintura do manê ou do Curb eles são pintores que não pertenceram a nenhum movimento eles são Pintores que são eles próprios e por serem assim tão particulares na sua poética no seu modo de pintar e de ver o mundo é muito difícil enquadrar eles em um movimento agora esse cara aqui que com certeza vocês conhecem vai ter a exposição dele no m espino inclusive ele é um sujeito ele foi um sujeito que claramente tá ligado ao movimento que a gente conhece como Impressionismo
e que na verdade gente olhando Retrospectivamente parece hoje pra gente que o Impressionismo é uma coisa muito bem definida e muito bem estabelecida mas na verdade não é bem assim o Impressionismo na verdade Começou quando um grupo de pintores pouquinho mais jovens que a geração do manê por exemplo lembrem gente é o manê e o monê não confundir os nomes são parecidos né mas o manê veio primeiro depois o monê Uma Nova Ger sonho de pintores que Vejam o kurbet e o manê eles são mais velhos do Que a geração do Impressionismo quando veio a
geração do Monet já havia pintores mais velhos que não queriam mais pintar aqueles temas da tradição e que tavam interessados por exemplo em fazer paisagens o Monet quando ele ele nasceu em 1840 se eu não me engano quando o Monet tinha lá sua idade para se tornar um pintor profissional lá com uns 20 anos ele não queria nem saber de nascimento de Vênus de Cristo descendo a cruz ele queria Pintar paisagem e ele não era o único havia um grupo de pintores que como ele estavam interessados em fazer novas coisas mas não é que isso
caiu do céu né teve um trabalho teve Outra Geração que veio antes teve por exemplo um pintor como manê né que não era exatamente um pintor de paisagens mas que já quebrava com aqueles modos de pintar que vinam da tradição e essa nova geração de nomes como monê tava interessado eles estavam interessados em pintar essas paisagens Mas é aquela história né gente você até pode estar interessado a gente viu no Curb que é o artista que diz pro mundo aquilo que é arte nessa época aqui mas nem necessariamente o mundo concorda né E esses artistas
precisavam vender eles precisavam expor ora em 1874 esse grupo de artistas entre os quais o mais importante famoso pelo menos para efeitos de Impressionismo era o Monet eles expuseram juntos pela primeira vez em 1874 no atelier de um fotógrafo e essa exposição na real era uma exposição que eles fizeram para vender eu escrevi inclusive um texto pra Folha de São Paulo gente no ano passado de uma exposição que teve no museu dorsa em Paris sobre esse nascimento do Impressionismo eh eu não vou conseguir botar aqui no chat para vocês mas procurem aí sei lá Impressionismo
folha e Felipe Martinez que vocês vão encontrar o meu texto Se alguém puder Colar aí no chat eu agradeceria muito tá bom é um texto que eu escrevi pra folha ilustríssima em Junho do ano passado Maio do ano passado sei lá por aí então se alguém encontrar tá bom um texto sobre o Impressionismo que eu escrevi na folha baseado na exposição de 150 anos do Impressionismo inclusive aqui o catálogo vocês podem ver aqui comigo muito bonito dessa exposição 1874 ó E tá escrito aqui em francês inventar o Impressionismo né E vocês podem ver que é
um essa pintura é a capa do catálogo tá bom porque no ano passado gente essa exposição que eu contei para vocês aconteceu em 1874 e no ano passado teve a comemoração dos 150 anos dessa exposição tá bom e bom como eu falei para vocês essa exposição que ficou conhecida depois como a primeira exposição do Impressionismo ela foi uma exposição de um pessoal que queria Vender que queria expor que queria colaborar ali e ter um Seu Lugar ao Sol Ora por causa dessa obra que vocês estão vendo aqui do Monet um crítico que passou pela exposição
Ele disse que aqueles artistas que estavam expondo Eles não eram exatamente sérios Eles não eram profissionais eles faziam impressões eles eram impressionistas porque impressão gente nessa época época era como se fosse um Esboço como se fosse uma coisa Não muito bem acabada e o crítico que criou essa expressão criou essa expressão falou que ele era eles eram os impressionistas para criticá-los para falar que eles eram amadores e eles se aproveitaram disso e passaram a se promover a partir disso ora essa pintura aqui do Monet de fato foi uma pintura que ele fez muito rápido para
conseguir capturar essa mudança de luminosidade gente o Monet o Monet aqui ele tá com 32 Anos ele é um um um um jovem adulto ele tá querendo ter uma vida pagar as contas etc tem um reconhecimento e ele tá interessado em pintar paisagens ele fez essa muito rápido e levou para expor né não é que ele também achou que essa pintura era a melhor coisa que ele tinha feito super bem acabada não e daí ele fez essa pintura teve essa crítica e depois eles passam a se promover a partir disso e fazer pinturas semelhantes a
isso não não por causa da Crítica só porque eles queriam também porque fazia parte do modos dos modos que eles pintavam Mas é interessante a gente observar que os impressionistas eles não começam com um programa definido é um grupo de artistas entre os quais o Monet o renoa a berm Rizo tem um outro artista chamado CESAN que tava presente na exposição do Impressionismo mas que depois vai fazer outra coisa que é muito importante Também e claro o moné gente se a gente pega o começo da carreira dele ele não tinha um tustão no bolso ele
não era um sujeito de família abastada como manê embora também não fosse pobre né a família dele é o que a gente chamaria hoje de classe média né e ele não tinha um tustão no bolso no começo ele precisava vender também porque tinha uma esposa tinha um filho para criar né E quando a gente olha pra carreira do moné gente essa obra Ele pintou em 1872 Vocês estão vendo aqui ele expôs pela primeira vez em 1874 quando ele expôs a maioria das pessoas que olhou pras pinturas do Monet falou esse cara tá de brincadeira só
que não pode ser arte e não é só essa pintura para todas as outras pint quase todas as outras pinturas dele do Reno morou dos outros ali que estavam no grupo também porque nessa época aqui 1800 e pouco 1870 e pouco pessoal olhava para essas pinturas fal isso é brincadeira Isso é Sacanagem eles não podem estar achando que a gente é trouxa para gostar disso começo da carreira do moné quer dizer tá com 30 e poucos anos n não entraria na lista da Forbes né mas tá tá jovem adulto pois bem o moné gente ele
ele tem uma vida longa ele morre com 886 88 por aí ele 86 anos se eu não me engano ele tem uma vida longa sobretudo se a gente pensa que é uma vida longa antes de ter antibiótico né e O moné ele continua pintando de um jeito mais ou menos Pardo ao longo da vida dele toda Por exemplo quando moné chega perto ali dos seus 45 anos por aí ele desenvolve ele ele começa a ter um reconhecimento que cada vez aumenta mais e quando o Monet chega no final da vida ele é muito reconhecido e
ninguém duvida que as pinturas dele sejam arte de primeiríssima qualidade ou seja o Monet teve um começo difícil mas quando ele Tava ali 40 chegando né 40 e pouquinhos o gráfico da carreira dele deu uma subida nunca mais parou de subir de modo que no final da vida dele ele era um herói nacional e reconhecido internacionalmente ora quando a vida dele começou a melhorar ele comprou uma casa em uma região próxima de Paris chamada giv verni onde ele mandou fazer ali um todo um Paisagismo para ele pintar o que ele queria por exemplo Ele pintou
obsessivamente uma ponte japonesa Que é essa ponte que tá na pintura do MASP que no começo da carreira ou melhor as primeiras no começo não que já em meados da carreira dele quando ele mandou construir a ponte vocês podem ver aqui comigo a ponte a água que reflete a vegetação a luz tudo isso é muito interessante porque pro Impressionismo importa não a realidade em si mas como ela aparece diante dos olhos e ele Continua a pintar até poucos anos antes da morte ele morre em 26 vejam quanta coisa mudou ao longo da vida do Monet
né ele no começo da carreira ninguém dava bola porque que ele fazia no final da carreira ele é um herói nacional e vejam ele continua pintando de uma maneira relativamente parecido gente só que em 1924 já tem o Picasso já tem o duchan já tem o matice já acabou a Primeira Guerra Mundial e o Monet é um super artista Muito reconhecido né e vejam eh ele claramente vai esgarçando o pacto figurativo né aqui a gente tem quase uma pintura que flerta com abstração nunca se torna abstrato o Monet nunca faz arte abstrata Mas já tem
os caras fazendo aliás desde 1917 desde 1913 o kandinski já tá fazendo e o moné tá fazendo a sua ponte né claro a outra obra do Monet que tá no Acervo do MASP anterior a ponte qual qual também eu gosto muito essa linda Canoa sobre ept no qual tem essas duas moças na Canoa e aqui remando e a gente tem essa água que parece que tá digamos assim cheia de vegetais e elas estão remando numa espécie de novelo de lã né é muito bonito a gente ver como ele consegue criar uma riqueza e uma variedade
cromática dentro de uma parte muito escura da pintura não é só nos dias ensolarados de paisagens como essa por exemplo né e vejam Claro a pintura do monê sempre tem uma estrutura de Pensar as cores como elas interagem como elas se conectam para formar a pintura e também uma inspiração muito grande na arte japonesa vocês podem ver aqui que essa gravura japonesa de um artista chamado hokusai que todo mundo nessa época eh gostava muito tá Muito bem presente aqui a ponte japonesa a Laura faz um comentário interessante Laura eh você tem toda a razão né
Inclusive tem uma tem uma professora do macusp que foi a minha orientadora de pós-doutorado Professora Ana Magalhães que ela fez um mestrado quando ela tava ali no comecinho da carreira né ela fez um mestrado sobre essas pinturas e essa é uma das hipóteses que tá no mestrado dela né na verdade ela fala de uma possível influência do cinema né nessa pintura né nessas pinturas porque é curioso Laura porque as fotografias que eles tiravam nessa época normalmente Elas não tinham esse recorte né as fotografias eram muito mais comportadas Na época né Eh enfim mas mas com
certeza tem um tem uma coisa aqui que faz a gente pensar emum um recorte fotográfico Sem nenhuma dúvida lá ó ora um outro pintor também do Impressionismo que tá muito bem representado no Acervo do MASP e que não sei se já começou mas se não começou vai começar muito em breve uma exposição só dele né no no prédio novo das obras dele do MASP né Eh eh a a Vitória pode me me corrigir aí depois mas bem esse pintor Aqui o renoa que também é muito famoso né gente ele assim como Monet ele era um
pintor interessado nessa impressão fugidia da realidade só que ele nem pintava assim tanto paisagens ele pintava temas de uma vida digamos assim mais burguesa mais classe média como vocês podem ver nessa pintura que Definitivamente não é uma pintura que foi feita rápida é uma composição que levou tempo ele pensou em onde botar os personagens Claro reparem na cor como Cada cor tem ali uma presença própria dentro dessa blusa branca a gente tem azuis arroxeados amarelos brilhos aqui e ali no braço Veja uma sombra azulada no braço dele a roupa dessa mulher o arranjo acorde cromático
das flores no chapéu dela que estabelecem um diálogo com as fruta sobre a mesa e essa pintura tem algo de sinestésico que que olhando para ela a gente tem quase a impressão de ouvir a voz dessas pessoas o barulho dos copos o barulho dos Pratos o barulho Dos garfos ora aqui gente a gente tá muito longe do nascimento da Vênus mas nem tanto assim no tempo né porque a Vênus do cabanel gente foi pintada foi pintada foi pintada em 1863 ora do boel até o cab anel o mesmo teva tava no jogo agora 20 anos
depois ou melhor 10 anos depois já tem gente fazendo as pinturas tipo AD moné desculpem eu tô passando aqui não não n vocês entendem que tem uma mudança nisso dá dá para entender o Que eu quero dizer claro que mudou do boali até o cabanel mas vejam como uma nova lógica chegou e que as coisas estão mudando muito rápida lembrem gente o Monet morre com 86 anos em 1926 e as pinturas do Monet quando ele tá velho com 90 com quase 90 anos as pinturas do Monet elas parecem conservadoras perto do que a juventude da
época dele tava fazendo é sempre bom lembrar que em 1917 aproximadamente 10 Anos Antes do Moné morrer um artista francês chamado Marcel duchan Ele comprou um mictor em uma loja nos Estados Unidos virou de ponta cabeça assinou com pseudônimo e expôs como arte deu a maior polêmica mas ele chamou esse objeto que já estava pronto de arte o moné ainda estava vivo nessa época o Picasso gente em 1926 tá chegando no auge o Picasso já é Um Superstar ele já é um cara super famoso e perto do Picasso o Monet é quase um acadêmico Tô
brincando tô Brincando mas vocês entendem o que eu quero dizer o Quantas coisas estão mudando né o Picasso já é um cara o Picasso já tá com quase 40 anos quando moné morre ou mais não é isso Picasso tá com 38 37 38 anos quando o moné morre ou seja o Picasso já é um adulto formado e já tá muito bem sucedido né então vejam gente eh vocês entendem o que eu quero dizer que tem uma lógica uma mudança que se instaura mais ou menos a partir dessa época e que as coisas mudam o modo
de Pensar a arte muda ninguém mais tá pensando numa tradição olhando para trás mas tentando criar novas soluções né ora o renoa também o companheiro um dos grandes amigos do Monet aconteceu uma coisa muito parecida com ele né o começo o renois já era um cara de uma classe menos favorecida ele era Talvez o único aí dessa turma que era pobre mas enfim depois ele ficou rico no final da vida mas ele também teve um começo difícil a vida foi se encaixando e no final da Vida ele era um herói Nacional ele era um cara
super reconhecido deixou uma herança ótima inclusive o filho dele utilizou parte dessa herança para fazer filme O Filho do Renoir o pintor ch chamava Pierre Renoir Né o filho dele o Jean renois é um dos maiores cineastas de todos os tempos né então a a a a graninha que o pai dele deixou deve ter sido útil para fazer uns filmes ali no começo do século XX pois bem gente e essa pintura por exemplo do Renoir ela Mostra como esses princípios da pintura impressionista também podem ser utilizados para fazer retratos Claro começa a se estabelecer também
aos poucos um gosto impressionista um gosto por essas pinceladas menos definidas mais dinâmicas gente pensem no primeiro slide que eu mostrei do bot chell ali a gente tinha a linha o contorno aqui a gente tem a pincelada gestual aqui é muita cor lá é muita linha do mesmo modo o próprio renoa quando ele fazia obras Um pouco mais contornadas como vocês podem ver aqui ele sempre dava um jeito de colocar uma pincelada que tornasse essas pinturas com perfil digamos assim mais impressionista is é um ponto legal da gente pensar e observar que mesmo uma obra
como essa que tem um Contorno bem comportado o renaa consegue colocar né uma pincelados poucos Claro se tem um gosto do mercado para um tipo de obra de arte significa que essa obra tá sendo cada Vez mais aceita mas nem para todo mundo as coisas aconteceram desse modo digamos assim mais positivos Eita Tem alguém fazendo uns riscos aqui na tela não sei o que deve ser alguém que tá no iPad ou no celular mas pois bem nem para todo mundo que tava mais ou menos nessa geração e as coisas andaram tão bem por exemplo o
caso do Van Gog que é de uma geração um pouquinho posterior a geração do Monet e que para um pintor como van Gog as coisas não foram exatamente muito bem em termos de carreira aliás muito pelo contrário ele passou a ser reconhecido apenas no final da vida dele perdão Na verdade ele só foi reconhecido para valer depois que ele morreu né Gente eu só vou descompartilhar a tela para assumirem esses traços aqui que sem querer acho que alguém fez aqui eu vou descompartilhar um segundinho já compartilho para esses traços sumirem tá bom Um minutinho Pera
aí vamos lá acho que oi oi pronto vamos lá deixa eu voltar aqui voltamos Pois então gente eh nem para todo mundo quando a gente observa essa construção de uma carreira por exemplo de pintores como eh o Monet ou mesmo Renoir que tiveram esse final da Carreira bem-sucedido Ora nem para todo mundo foi assim né quando a gente pensa por exemplo o pintor como van Gog a vida dele só foi a carreira dele como artista só foi reconhecida no final da vida dele claro isso eh mostra digamos como foi inaugurada essa ideia de artista ou
melhor dizendo como foi reforçada essa ideia de artista maldito sujeito que faz de tudo pela sua própria arte e não tem nenhum reconhecimento se o bangog não tivesse Morrido com 37 anos e tivesse vivido mais 20 anos provavelmente ele teria visto muito reconhecimento a gente sempre pode se perguntar se Talvez ele não tivesse vivido tanto pode ser perdão talvez se ele não tivesse se matado e vivido mais talvez a gente pudesse eh interpretar a vida dele de uma outra maneira e portanto ver as obras dele de uma outra maneira porque o bangog comete suicídio e
de fato Ele comete suicídio né Tem uma teoria que diz que ele não Comete mas essa teoria tá errada tá bom ele tira a própria vida aos 37 anos parte dessa vida atormentada né E claro aqui ele pinta um autorretrato quando ele tá com com os seus 30 eh5 anos aproximadamente ele faz parecer que ele tá mais velho vocês podem ver comigo e claro esse modo de pintar por exemplo do Van Gog não teria sido possível sem que antes essa geração do Monet Renoir e Companhia tivesse feito obras que abrissem um caminho para uma maneira
de Pensar a cor e de pensar a luminosidade e de pensar a interação entre as cores que fosse possível em uma época na qual aqueles critérios de uma tradição tinham ficado para trás vejam como que importa que assim como era também pra maioria dos impressionistas é a interação entre as cores o Van goog tá naquela época né embora essas periodizações não sejam necessariamente muito boas mas ele tá em uma época que ficou conhecida como pós impressionismo portanto aquilo que veio Depois do Impressionismo E aqui nessa pintura ele mostra pra gente que cores ele tá utilizando
como eu falei para vocês e Claro no curso de história da arte que eu vou dar ao longo do semestre a gente vai trabalhar Isso evidentemente com muita calma mas quando o Van goog pensa nas cores isso era uma coisa muito comum pelo menos desde o Impressionismo esses artistas passaram a pensar não as cores isoladamente mas as cores em sua Interação umas com as outras vocês podem ver comigo que ele mostra aqui que cor cores ele tá utilizando Verde ao lado do vermelho amarelo ao lado do Violeta laranja ao lado do azul a própria barba
dele e o macacão dele deixam isso muito claro laranja e azul interagindo o tempo inteiro ora isso acontece também com o retrato do filho do carteiro que ele pinta quando ele tava morando na França o vangog nasceu na Holanda mas nos 5 anos finais da vida dele ele morou na França e entre as cidades nas quais ele morou na França tem uma cidade chamada arle que fica no sul da França perto quase da fronteira com a Espanha e ele ficou amigo de algumas pessoas quando ele morou aproximadamente por um ano nessa cidade e entre essas
pessoas tinha um carteiro local de quem ele gostava muito e que Ele pintou muitas vezes a família desse carteiro e esse retrato aqui que é um dos retratos mais conhecidos do MASP é um retrato de um Dos filhos do carir e vejam ele utiliza aqui cores muito intensas muito saturadas que provavelmente seriam inconcebíveis para qualquer pintor antes do monê Por Exemplo né e reparem assim como vocês podem ver aqui comigo ele mostra que ele tá utilizando o laranja e o azul e vocês vejam aqui comigo laranja e o azul interagindo na parte de baixo do
quadro o vermelho da parte superior Interage com o esverdeado no rosto dele reparem esses contrastes entre cores eram muito importantes para ele e essa maneira de pensar a cor não isoladamente mas na relação de uma cor com a outra é uma coisa fundamental para esses artistas que vieram depois do Impressionismo porque a pintura gente começa a deixar de ser um modo de representar uma coisa da realidade e passa a ser uma coisa que se autonomiza como pintura Né aqui a Janaína e a e a nani leram o meu livro Olha só muito obrigado Achei que
vocês tavam aqui vou até fazer propaganda dele aqui que está do meu lado né esse aqui é o meu livro sobre essa pintura Ó tem muitas páginas escritas para quem se interessar nossas colegas já fizeram propaganda aqui e eu recomendo tá bom eh quem quem lê depois vai gostar daí é um livro só para falar dessa pintura então tem muita coisa mas resumidamente Né olhando para essa obra é importante a gente pensar nessa relação das cores nessa maneira de que o artista não tá mais tão interessado apenas em representar o mundo visível ele tá interessado
em fazer uma leitura deliberada desse mundo visível ele tá interessado em falar sobre cor ele tá interessado em mostrar como ele pode expressar o que ele sente a partir dessa interpretação da realidade isso é muito característico disso que a gente chama De Arte Moderna ora pro Monet isso não tava tão colocado o moné tava pintando o mundo visível de uma maneira intensa evidentemente mas não tinha uma interpretação deliberada desse mundo isso começa a apcer com esses artistas que vieram depois do Impressionismo ora gente vocês percebem que do Impressionismo pra frente já dá pra gente dizer
que a gente tá caminhando a partir de certas características que Definitivamente não Estavam colocadas paraa pintura da tradição que por exemplo seguia aquele tipo de pintura ligada aos temas da mitologia aos temas da religião ao contrário esse tipo de pintura já não tá mais interessado em fazer referência a uma tradição do passado eles estão buscando novas soluções a partir daquilo que foi feito ontem digamos assim imediatamente anterior ao que tá sendo feito hoje ora quando vocês olham para essa pintura aqui comigo que é um Retrato do Van Gog com a orelha enfaixada né ele cortou
a orelha dele em uma circunstância ali muito específica no final de 1888 pouquinho depois dele pintar o quadro do escolar e vejam que ele utilizou a mesma solução nos dois quadros só que de forma invertida aqui o laranja em cima em contraste com azul aqui o vermelho embaixo em contraste com o verde e a mesma coisa a gente vê no quadro do filho do carteiro nos dois Quadros não se trata apenas de fazer um retrato aliás porque o que menos importa aqui é retratar a pessoa importa mais pensar a relação entre as cores importa também
pensar como as cores representam os sentimentos do artista eu falei para vocês que a paisagem era um elemento disruptivo Nesse sentido porque o artista fazia pintava uma paisagem um pouco pensando em como ele interpretava uma realidade mas com o tempo essa tendência se extrapolou inclusive ela Chega por exemplo nos modos de pintar retrato em que os artistas vão distorcer o mundo visível incluindo as pessoas do mundo visível para expressar aquilo que eles estão sentindo ora esse quadro que também tá presente no Masp e que é um retrato de uma mulher de arla no sul da
França mostra exatamente isso que eu tô dizendo porque Diferentemente do escolar que vocês viram anteriormente as cores são muito menos intensas aqui aliás muito pelo contrário quando o Van goog Pinta esse quadro ele já tá internado em um hospício que ficava próximo da cidade de Harley e ele uma vez volta pra cidade de Harley para visitar os amigos ele encontra essa senhora ela e o marido dela eram amigos dele também assim como a família do carteiro e ele acha que ela tá meio doente ele dá várias razões ali e ele pinta ela desse modo que
é um modo meio melancólico como vocês podem ver não só as cores indicam isso mas também os livros que estão sobre a mesa um Deles é a Cabana do Pai Tomás da escritora Americana beacher stove e o outro é o canto de Natal do Charles dickens que eram livros de que ele gostava muito e que segundo ele eram livros que você Lia para passar os momentos difíceis então ele pinta o retrato dessa mulher essa amiga dele para expressar o sentimento que segundo ele ela tava sentindo is é um ponto interessante porque Claro boa parte do
que a gente vê do Van Gog a gente também Pode ler nas cartas que ele eh escreve que inclusive eu também vou fazer a propaganda da minha tradução que é muito boa do holandês e do francês que foi publicada no ano passado pela Editora 34 para quem se interessar ela é muito legal e muito bonito também serve para dar de presente inclusive eh esse é um ponto importante de vocês notarem comigo porque eh essa interferência deliberada do artista na realidade é um elemento que vale a pena a gente pensar Quando a gente tá pensando nisso
que a gente chama de arte moderna e foi fundamental por exemplo a pintura do Van Gog para o que no começo do século XX vai ser o que a gente chama de expressionismo né assim como foi fundamental a pintura desse cara aqui que vocês estão vendo que tinha a mesma idade que o Monet para boa parte dos movimentos de Arte Moderna do começo do século XX eu diria mesmo que sem esse cara aqui sem o cesane a gente Provavelmente não falaria em arte moderna do mesmo jeito porque esse pintor que era da mesma geração do
monê que inclusive participou da primeira exposição do Impressionismo essa que eu mostrei para vocês ele era um sujeito que passou a vida inteira pintando aquilo que ele achava que ele tinha que pintar ora o Van goog também foi assim na verdade eles estão seguindo um pouco aquela receita do Curb né é o artista que diz pro mundo aquilo que o mundo Deve entender como arte e o Van goog morreu sem ter um reconhecimento expressivo o cesane passou a maior parte da vida sem ter um reconhecimento expressivo embora ele fosse amigo do Monet do Renoir conhecido
né Não Era exatamente amigo mas no final da vida dele ele morreu com 66 anos dos 58 paraa frente ele teve muito reconhecimento Claro ele não aproveitou tanto assim mas ele não morreu sem ser reconhecido muito pelo contrário mas na Verdade ele nem ligava mais ele queria continuar pintando as coisas que ele queria pintar Diferentemente por exemplo do Monet do Renoir do Van goog né o o renoa era um pouquinho mais pobre mas o Monet e o Van goog eram de classe média digamos assim o cesane também assim como o manê lá atrás era de
uma família abastada e ele teve uma bela dum erança que fez com que ele não se preocupasse muito com eh dinheiro né então el pode pintar o Que ele queria e as pinturas do CESAN elas T muito a ver com uma investigação de como a estrutura da pintura desde a tradição ocidental se dava porque se a gente pega por exemplo as pinturas ali do passado o nascimento da vus que a gente viu no começo pode ser um bom exemplo disso elas geralmente estão preocupadas primeiro com o todo e depois com as partes por exemplo havia
uma técnica muito importante pro renascimento que era perspectiva linear Primeiro você faz um desenho do espaço com uma Linha do Horizonte com pontos de fuga e depois você dispõe as partes é a perspectiva matemática linear geométrica que organiza todo o resto da pintura o CESAN entre outras coisas vai fazer um movimento inverso ele vai primeiro se importar com a parte e depois com o todo primeiro ele vai pintar aquilo que é individual que é específico e depois vai tentar colocar isso em um arranjo de tdo quem fizer o Curso de histórias da arte semestral que
começa em março vai ver que a gente vai estudar isso com muito tempo e muito cuidado mas de alguma maneira resumida o cesane vai fazer um movimento contrário do que se fazia por exemplo na tradição e por isso que ele é tão importante pra história da arte moderna porque ao desenhar cada pedacinho cada esse Pinheiro por exemplo e criar um jogo de pesos e contrapesos com aquilo que joga o nosso olhar pra direita e Aquilo que joga o nosso olhar pra esquerda criar essa espécie de hélice de Galhos que saem aqui do tronco ele inaugura
uma maneira de pensar as partes de uma pintura que não tá governada por uma noção geral a priori matemática intelectual mas que tá primariamente preocupada com aquela impressão imediata que o artista tem daquilo que ele tá vendo quando ele tá pintando em alguma medida isso que eu acabei de falar na raiz não difere tanto do Impressionismo É que o Impressionismo com o mon por exemplo tava interessado em captar os efeitos Luminosos da realidade o cesane parte dessa mesma preocupação de aquilo que o artista tá vendo e não aquilo que o artista tá pensando e claro
a partir disso ele vai desenvolver uma estrutura na maneira de pintar que como eu falei para vocês ela não submete as partes a um todo mas ela organiza o todo partindo das partes Isso tá muito claro em uma pintura como essa Ou nessa outra pintura aqui do MASP Eu gosto também Especialmente porque aqui a gente vê como cesane via cada pedacinho da realidade como se fosse um bloquinho de pinceladas vocês podem ver aqui que essas cores vão se articulando aqui um pouco mais coloridas aqui aqui um pouco menos vejam como tudo isso se articula e
faz um todo complexo que se encaixa como uma espécie de quebra-cabeça ele tá olhando para cada parte e essas pinceladas Que ele dava tinha um nome Que eram as pequenas Sensações ou as Petite Sensation e claro a obra do cesane foi fundamental para tudo que veio depois sem essa investigação dele de quebrar a realidade em partes menores muitas vezes aproximar O que ele via de figuras geométricas essa é uma pintura belíssima que tá presente no Acervo do MASP Ora sem essa maneira dele de pensar a realidade muito simplificada digamos assim eh e ao mesmo tempo
muito complexa Por isso mesmo seria Impossível por exemplo a gente pensar no Picasso que é de uma geração posterior como eu falei para vocês quando o Monet tava velho com seus 80 para 90 anos o Picasso tava com seus 30 para 40 né então o Picasso é de uma geração duas gerações posteriores a do moné e quando ele que era um jovem espanhol se muda paraa França ele vai entrar em contato com tudo aquilo ele se muda com 19 para 20 anos ele era um talento desses extraordinários como Mozart por exemplo e quando ele se
muda pra França ele entre outras coisas ele vai ver uma grande exposição de obras do CESAN ele também vai ver exposição de máscaras afri amicas que foram muito influ muito influentes na obra dele ora Essa maneira de recortar o mundo Essa maneira de criar uma estrutura que parte das partes individuais para depois chegar no todo é fundamental pros experimentos que vão levar o Picasso chegar em um estilo que Ficou conhecido como cubismo Claro quando a gente olha por exemplo para essa imagem a gente vê eh que no corpo desse personagem e mesmo no fundo a
gente tem esses pedacinhos de pinceladas que eram tão característicos do cesane repito não é só o CESAN que influenciou o Picasso ele teve várias influências mas sem dúvida O cesane foi a principal delas pelo menos nesse primeiro momento quando ele vai chegar no cubismo né Essa pintura é uma pintura Que os especialistas em Picasso dizem que é da fase protoc porque é um retrato em que ele tá digamos simplificando as formas do mundo e ao mesmo tempo dispondo elas de uma maneira em que elas não são vistas de modo tridimensional mas de modo bidimensional o
Picasso gente para quem não sabe quando ele tinha 13 anos ele pintava já tão bem quanto o Velasques exagerando um pouquinho mas ele era um desses prodígios tipo Mozart né ele ele Zerou a pintura acadêmica antes dele fazer 15 anos né e depois quando ele vai mais velho mas ainda assim muito jovem com 19 anos para Paris ele vai entrar em contato com essa efervescência que vinha desde o Impressionismo e com certeza vai se tornar um dos grandes artistas talvez junto com o duchan o maior do século eh XX pra gente finalizar e eu poder
ler os comentários de vocês e a gente conversar por esses 10 minutos finais eu mostro essa obra do Picasso que talvez seja a Obra mais importante da Arte Moderna é discutir isso que eu tô dizendo porque tem outras também que são muito importantes mas sem dúvida essa é uma pintura que tá no top três da arte moderna né porque quando a gente olha para essa obra a gente vê esse é um Picasso de 27 anos um Picasso jovem e que tá cercado de influências das mais variadas vanguardas porque vejam gente eh esse período até a
primeira guerra mundial é um período de muita Efervescência e de muita experimentação eu tô falando para vocês só de uma pequena parte dele mas tinha teve arte abstrata teve surrealismo teve surrealismo foi um pouquinho depois teve dadaísmo teve vários ismos que vocês podem imaginar quando a gente olha para essa pintura aqui do Picasso a gente vê uma pintura que num primeiro momento pode ser indigesto mas que na verdade tem muito daquele procedimento do cesane sobre o qual tava falando agora a pouco De simplificar a realidade em formas menores eh é um procedimento que tem a
ver com quebrar aquela hierarquia de planos tridimensionais e uma pintura em deixar tudo no mesmo plano como Se Tudo fizesse parte de um mesmo tecido um tecido que Claro tem recortes aqui e ali mas no qual prevalece uma continuidade esses volumes que vão aparecendo os corpos que se tivessem uma perspectiva tridimensional não poderiam est Como estão porque claramente a gente ver Múltiplas partes de um mesmo corpo ao mesmo tempo no mesmo sentido a gente pode ver essas máscaras africanas que claramente inspiravam o Picasso na época essa noção daquilo que era chamado por eles na época
de primitivismo que Claro é uma visão é em relação à cultura dos outros eh eu acho que tem alguém com o microfone aberto talvez já não tá mais mas pois bem essa pintura quando a gente observa Eu acho que tamb só com o microfone aberto Gente vou pedir para desligar se tiver alguém essa pintura quando a gente observa o modo pela qual ela se articula as formas simplificadas que vão se encaixando a gente vê evidentemente que o CESAN foi fundamental para tudo que veio na arte moderna depois e o próprio Picasso gente Claro que vai
ter uma longa carreira ele vai falecer com mais de 90 anos e o Picasso Diferentemente do Van Gog que não teve reconhecimento tem vida o cesane que teve só no finalzinho da vida o Picasso foi Um Superstar desde jovem ou mesmo do moné e do Renoir né que tiveram um começo difícil mas depois né depois eles se deram muito bem né sei lá metade paraa frente da vida a vida foi ótima em termos de reconhecimento de dinheiro o Picasso desde muito cedo já é o o o o Um Superstar é tipo o tenista que a
gente tava tipo João Fonseca Né desde cedo todo mundo reconhecia o Talento dele e não demorou para que ele tivesse um status de Estrela né ele vai pintar grandes obras como a guica como tantas outras outros pintores por exemplo como hry matici também eram muito importantes foram muito importantes na época dele mas e quando a gente olha para essa pintura gente reparem ela é feita em 1907 o Monet ainda tá vivo e o Monet só ia morrer 20 Anos Depois dessa pintura ser feita quando o Monet fez Aqui a pintura que deu origem ao que
deu nome ao Impressionismo o pessoal olhava para isso e falava Ah isso aqui é molecagem isso aqui não pode ser sério né Só aqui Quem pintou isso é um amador é sacanagem o Renoir também recebeu o mesmo tipo de crítica pelas pinturas dele o Van goog então nem se fala teve um crítico Holandês gente que comparou a noite estrelada do do Van goog com um bolinho de chuva que vende aqui na Holanda Chamado olen bowen e ele falou que aquilo não era coisa de gente séria porque aquelas estrelas pareciam esse bolinho de chuva né A
Noite Estrelada para quem não sabe é uma das pinturas mais famosas do mundo que é tipo a Monalisa do do do Metropolitan né em do mom em Nova York né então reparem eh a gente tá falando de uma época em que as coisas estão mudando muito rápido ora a grande obra do Picasso indiscutivelmente Foi a garnica que ele pinta quando ele já tá muito bem estabelecido muito bem reconhecido e que é um mural muito grande vocês podem ver que fala dos Horrores da Guerra Civil Espanhola Claro a gente consegue ver que aqu ele tá quebrando
com toda a ideia de beleza toda a ideia de Equilíbrio toda a ideia de um sentimento positivo em relação à arte porque segundo ele depois do que os alemães fizeram com a cidade de garnica que foi um bombardeio Terrível nos anos que precederam né a segunda guerra mundial o General Francisco Franco na Espanha foi ajudado pela força aérea nazista e eles bombardearam a cidade de Guernica o Picasso que morava na França ficou completamente transtornado e ele faz esse mural que mostra digamos a ausência de toda a ideia de beleza de toda a ideia que possa
remeter a um sentimento positivo com a arte e que possa remeter a qualquer valor positivo que a arte Possa ter e que tinha desde a tradição Claro a gente tá falando de um artista que não era só um pintor era alguém que para citar um famoso Historiador da arte italiano chamado Júlio Carlo Argan era alguém que não só pintava mas que também interferia intervinha no mundo eh para poder falar de como ele interpretava o mundo então quando a gente pensa o caso a gente tá pensando em um artista que teve uma trajetória e que claro
não é um artista qualquer evidentemente mas que Teve uma dívida digamos assim muito grande com a obra do CESAN como também teve a tarc lanita malfa tantos outros artistas do que a gente chama de arte moderna e como o próprio Picasso vai inspirar muitos artistas brasileiros como Portinari de Cavalcante entre outros pra gente finalizar gente eu quero que espero que tenha ficado Claro para vocês esse percurso que a gente fez que teve muita informação que teve muita imagem Mas é assim que é bom porque a gente consegue pensar a partir das referências o que eu
quis mostrar para vocês é o quanto essa ideia de arte que tá presente em uma tradição que remonta ao Renascimento e que se Manteve mais ou menos estável ao longo dos anos o quanto a partir dos anos de 1860 70 ela passa por um choque ela passa por uma mudança que inverte a lógica dela antes ela era uma lógica voltada pro passado e depois ela passa a ser voltada pro futuro para Inovações então o CESAN inova aqui para que o Picasso não para que ele possa Inovar mas é a partir da Inovação do cesane que
o Picasso faz a Inovação dele e depois vai dar no cubismo né o Van goog morre sem ter reconhecimento com tiro no peito depois de ter cortado a orelha e o exemplo dele fica como ar que diz pro mundo aquilo que o mundo tinha que entender como arte embora o mundo não estivesse preparado para receber o que ele tinha para dizer Porque o CB gente vocês lembram né ele teve uma vida apesar dos percalços Aí ele teve uma vida como artista reconhecido Ele tava dizendo pro mundo aquilo que o mundo deveria entender como arte e
o mundo de alguma maneira aceitou agora o Van goog fez a mesma coisa mas o mundo não aceitou o CESAN fez a mesma coisa o mundo demorou para tá ele conseguiu ver isso no final da vida mas a maior parte da vida ele passou Amargurado pintando felizmente ele tinha Herança né gente se se fosse uma pessoa pobre não ia ter pintado nada ia est trabalhando na fábrica ou ou ou numa né Se toda gente que tivesse herança produzisse coisa boa que nem o CESAN Talvez o mundo fosse melhor mas muito bem assim também não é
que o CESAN era milionário ele só teve uma ele inclusive vivia de uma maneira relativamente modesta para que ele pudesse não trabalhar para ele não queria gastar tudo da herança dele enfim né dessa Opção já é alguma coisa mas muito bem eh o que que eu queria o que que eu queria ter mostrado para vocês na aula de hoje é essa inversão de como as coisas funcionam A partir dessa época e que se inaugura essa nova maneira de pensar arte que é o que a gente chama de Arte Moderna repito essa definição não é clara
não é precisa mas vocês entendem comigo olhando para essa pintura do Picasso que também só ela da uma aula sozinha né Eh e pensando nas primeiras Pinturas que a gente viu o quanto aquilo que a gente chama de pintura mudou e a partir dos anos de 1870 por aí muda muito rápido a a a história do moné mostra isso né o Monet aqui gente é é ainda vai viver mais 20 anos e o Picasso já tá porque perto dessa pintura o Monet é um cara super certinho né só que quando ele era mais novo quando
ele tava com uns 30 e poucos o pessoal falava que ele era um vagabundo que fazia arte e Direito etc Então tudo isso gente tem que ser levado em conta quando uma nova lógica se instaura tem uma coisa importante também aparecem os museus de arte moderna né que é uma coisa aparecem os museus como um todo nesse período mas especialmente os museus de Arte Moderna que vão passar também a colecionar e a falar sobre essa arte que tá sendo feita nesse momento Claro até mais ou menos porque aqui a gente ainda tá falando de pintura
né a gente tá falando de pintura A gente não tá falando de outros suportes que a gente depois pode chamar de arte contemporânea né isso aqui gente de algum modo Tá negando a tradição não tá ignorando a tradição porque o kurb ele não tá virando as costas pra tradição ele tá falando dela ele tá brigando né agora quando começam os movimentos que a gente chama de arte contemporânea essa tradição meio que fica para trás mas isso é papo para um outra reflecção o que eu queria deixar Claro para vocês hoje era esse movimento que Eu
mencionei agora né de como essas coisas se articularam e como essa mudança da tradição paraa arte moderna e o meu curso semestral né o meu curso de 12 13 aulas não lembro enfim o meu curso de 3 meses e meio que começa em março ele fala sobre isso que eu tentei resumir aqui para vocês só que de uma maneira muito mais rica muito mais explicada e muito mais cadenciada fiz aqui dos meus livros me desculpem mas é A vida assim 14 aulas Muito obrigado Nani então a o curso de 14 aulas ele vai justamente ó
falar sobre isso expandir muito mais aprofundar muito mais e claro eu vou interromper aqui o compartilhamento com vocês e ficar à disposição de vocês deixo aqui também os meu o meu Instagram para quem quiser me acompanhar que é felipes p Martines o meu Instagram e o meu e-mail é felipes martinz @gmail.com para quem quiser saber dos Meus cursos das coisas que eu faço fica aí os meus contatos e claro convido todo mundo que tá interessado nesse assunto que gostou da aula de hoje muito obrigado pelos comentários aí no chat e quem se interessou Quem gostou
eh eu eu vi Aí que a Vitória falou que tem um cupom desconto considere fazer o curso eh de de 14 aulas que vai começar agora em março tá bom eh os meus livros coloco sim ó o meu ó vou mostrar aqui para você É cartas Atel que é uma tradução de 150 cartas do Van Gog que eu fiz do holandês e do francês e o outro se chama o escolar que é um livro sobre a pintura do MASP tá bom que é publicado pela Editora da USP a edusp e a Janaína me pergunta qual
o top três das obras modernas olha Janaína eu acho que eh as demazel da vinon que eu mostrei né as as Madames da vinon de Picasso a dança do matice e acho que a garnica de Picasso também né Acho que essas três são as obras mas daí tem tanta coisa boa também né que dá até dó mas assim eu tô falando moderno século XX para frente né porque se for voltar pro do século XIX daí já tem as coisas do cesane já tem os van goog daí já vai ficando mais difícil mas enfim de qualquer
maneira o que eu queria mostrar para vocês com essa aula de hoje era justamente eh essa imprecisão da ideia De Arte Moderna mas quando começam esses movimentos que são esses movimentos do meio do século XX para do meio do século XIX paraa frente e que começa esse território da Arte Moderna tá bom gente então foi ótimo est com vocês para quem não me conhecia foi um fazer eh vocês viram ali o meu Instagram meu e-mail para quem quiser ficar em contato e o curso eh o curso tá no site do MASP mer eu vou ver
se eu pego aqui tem aqui Vitória fácil para o link Sim já tô com O link fácil aqui eu coloco no grupo você põe aí pra gente no chat e daí o pessoal que se interessar eu sei que tem a Terezinha acho que já me conhece Que bom Teresinha e a a a Vivian colocou o link Tá bom então tá aí esse é o da tradição e Arte Moderna percebam o nome do curso já fala que é justamente isso que a gente vai abordar e alguém colocou lá atrás Muito obrigado mas eu já perdi aqui
alguém colocou o meu artigo que eu escrevi pra folha sobre o Impressionismo Tá a a Karen e a Alana Maia colocaram então e depois deem uma olhada lá no artigo também para quem gostou tá bom então a Vitória colocou a Vivian também deem uma olhada no curso se vocês quiserem ver com a gente vai ser ótimo certo vitóri com certeza vai sim muito obrigada pela aula Felipe foi ótimo agradeço então isso aí até uma próxima