Então, meu nome é Bianca Canisola. Eu sou formada em design pela UX, já fazem três anos, tô ficando velha. E eu trabalho numa agência de ã publicidade, marketing endomarketing, que se chama moça.
Inclusive eu tô na agência, como vocês podem ver, tem um louco gigante aqui atrás de mim. Hã, e eu trabalhei muito tempo na parte de criação. Hoje eu trabalho na parte de atendimento, mas a gente acaba usando o conhecimento de design, né?
Mesmo mesmo não fazendo mais efetivamente as artes. De vez em quando tu de vez em quando eu pego e faço alguma coisa ou eu também é muito importante na hora de eu de eu est na comunicação com a equipe de criação. Então acho que é isso.
Tem mais alguma coisa que eu preciso dizer na minha apresentação? Acho que não. Tá beleza.
Show de bola. a gente já faz as perguntas. Acho que sim.
Tá. Então, por que tu escolheu essa profissão? Tá.
Eu, na verdade, quando eu tava no ensino médio, não sei se vocês são no ensino médio, sim, né? Tá. Porque hoje em dia as crianças tem tudo cara de adulto, eu fico meio confuso.
Hã, quando eu tava no ensino médio, eu queria saber que eu queria muito trabalhar com alguma coisa dentro da área de criatividade, mas eu não tinha decidido exatamente, eu gosto de desenhar, então eu não tinha, ã, entendido exatamente o que, para que lado que eu ia, uma época queria ser tatuadora, sabe, essas coisas assim. e ã fotógrafo, coisas dentro, tudo dentro da área da criatividade, criatividade, mas eu não sabia exatamente para que lado. E alguém me falou do curso de publicidade e eu tive uma oportunidade, quando eu tava no segundo ano, de acompanhar um dia numa agência de publicidade e aí todas as pessoas da agência me mostraram seu trabalho.
E o trabalho que eu achei mais legal foi do designer gráfico. E aí eu conheci esse menino que era designer gráfico, enfim. E eu o trabalho dele, nossa, era aquilo que eu queria fazer.
Hã, então eu decidi trocar, ao invés de ir para publicidade, eu decidi ir para design, pro curso de design, porque daí eu podia aprender mais voltado para pras minhas expectativas, porque dentro da publicidade a gente vocês vão, né, se vocês forem para publicidade, por exemplo, vocês vão aprender toda a parte de redação publicitária, né, eh, vai para um, tem outras coisas que englobam. E o curso de design também não é só design gráfico, ele engloba design de produto. Analisando um pouquinho do do que os dois cursos ofereciam, eu achei a parte de design de produto mais interessante do que as outras partes dentro da publicidade.
Então por isso que eu fui pro pro design, pro curso de design. E bem porque trabalhava criatividade. Eu gosto muito de trabalhar com criatividade.
Eu gosto muito de dessa coisa de tu pegar um conceito, uma ideia e transformar em algo palpável que as pessoas enxergam, eh, que as pessoas embarcam numa experiência, né? Porque a gente acaba não trabalhando só a parte e visual, a gente acaba trabalhando com outros outras experiências sensoriais das pessoas também. Então, às vezes, tu vai projetar uma embalagem, como que vai ser o toque dessa embalagem, né?
Essas coisinhas assim. Então, bem por porque é uma coisa muito criativa, muito ampla e te dá várias frentes de trabalho diferente. Hum.
Ã, segunda pergunta já respondeu. Ah, tá. Que bom.
Eh, e teve alguém que te inspirou a seguir essa carreira? Bom, primeiro o esse moço aí do que eu não sei nenhum nome, né, que que me apresentou o trabalho dele esse dia que eu fui ver visitar a a agência dele. Ã, e também a minha mãe muito porque a minha mãe é arquiteta, então ela também trabalha com ã um um ramo assim na área de da criatividade.
E é muito legal porque meus pais sempre me encorajaram a fazer o que eu quisesse, independente de ser um curso, ah, tipo sei lá, medicina, sabe? Esse tipo de coisa que às vezes os pais querem que os pais, que os filhos façam. Não sei se hoje em dia isso também é muito comum, mas eu tive bastante liberdade na minha família para escolher algo que eu realmente gostasse.
E eu realmente gostei muito, fui super bem na faculdade, gosto muito do meu trabalho. Então acho que diria minha mãe, minha mãe e o menino desconhecido da agência que me mostrou como é que é o trabalho em design. E qual foi tua trajetória até os dias atuais, a tua trajetória no teu trabalho?
Tá. Eu comecei fazendo, quando eu comecei na faculdade, eu era professora de inglês na época. Aí eu comecei fazendo alguns frilas, ah, aquela coisa, tipo começar pegando a coisinhas que tua avó precisa, que a tua mãe precisa, que a tua tia precisa, que alguém da família precisa.
E depois eu fui fazendo também alguns materiais para ah amigos conhecidos, né? Daí comecei a cobrar algumas coisinhas de frila que eu fazia. Ã, mas tudo bem, preço simbólico, só para eu ir ganhando um pouquinho mais de experiência e um pouquinho mais de portfólio.
Portfólio é uma palavra que vocês têm que ter em mente quando vocês querem estudar design. Se vocês querem fazer design, né? Design mesmo.
Isso. Sim. Show.
É uma coisa que você tem que ter muito em mente. Então tudo que vocês fizerem, ai às vezes é uma coisa chata, é uma coisa para um cliente, façam da melhor forma que vocês puderem, porque se se talvez, beleza, o cliente não vai usar, vocês usam no portfólio de vocês, tá? Então, eh, portfólio é muito importante na é a coisa mais importante.
Hoje em dia, quando eu analiso o perfil de um designer para entrar na agência, eu, eu olho primeiro portfólio, é mais importante do que o currículo certinho da pessoa. Ã, então foi, fui criando um portfoliozinho, né, de algumas coisinhas que eu fazia. Claro que se eu olhar hoje para aquele portfólio, eu vou ter vergonha que ele me esconder embaixo da mesa, mas isso também é parte do processo.
Vocês vão quando vocês vão começar de um jeito e vocês vão aperfeiçoar para outro. E e aí depois eu na pandemia eu vim trabalhar na agência e eu tô aqui até hoje, fazem 5 anos que eu tô no trabalhando na agência mo. Então eu já tava um tempinho na faculdade, consegui um emprego como designer PJ, né?
né? Então eu trabalhava, tinha o MEI e tal. Depois assinaram a minha carteira, fiquei um tempo como designer, depois eu fui head de criação, que é basicamente a pessoa que coordena toda a equipe de criação, faz a aprovação dos projetos, fica à frente dos dos projetos mais eh maiores, né, enfim, da agência.
E depois eu fui pra área de atendimento. Então hoje eu faço atendimento publicitário e faço esse contato eh direto com o cliente, faço esse meio de campo entre o cliente e a criação, a redação, toda todo o resto da agência. Uhum.
Ã, como é que você enxerga o mercado de trabalho da profissão? O mercado de trabalho da profissão. Eu acho que uma coisa que eu gosto muito no curso de design da UX, eu não sei se o da FSG igual, eu vou falar de acordo com a minha experiência, é que ele abre várias frentes, como eu falei, tu pode ir pra parte de design gráfico, que é para o caminho que eu segui, mas eu também tenho competências hoje para ir pra área de design de produto, se alguma hora eu quiser, ã, ir para esse lado também ou até quando tá na faculdade, ele ele vai abrindo esse leque, né?
Então é legal porque tu consegue entender qual área tu te identifica mais e ir seguindo, né? Não sei se vocês já têm uma noção hoje se vocês querem ir pra área de produto, de gráfico, nem ideia. Eu queria ir mais pro gráfico, assim, mais pro gráfico.
É, acho que o foco era mesmo era o gráfico. Legal, bacana. Ã, mas vão, a minha dica é, vamos pra faculdade com a cabeça aberta, com a mente bem aberta, porque talvez vocês eh descubram coisas que vocês são bons ou que vocês gostam, que vocês não têm nem ideia, sabe?
Mas o design gráfico hoje, eu acho que ele tem uma expansão muito grande, porque ã todo mundo precisa muito, as mídias estão usando muito eh a o design gráfico para toda a parte de marca, toda a parte de de design digital. É, é muito importante a parte de web é muito importante. E uma coisa que agora a gente se te fala muito, né, é da IA e como que isso vai afetar o trabalho das pessoas que que trabalham com essa parte de criativa, com essa parte de visual.
E se vocês puderem também já ir se adiantando e entendendo a IA, entendendo como é que ela funciona e como que ela pode contribuir com o trabalho do designer, porque eu acho que a IA, por mais que ela evolua, ela não vai tirar a competência humana de tu entender do entendimento humano e do entendimento semiótico que a gente precisa ter na hora de criar qualquer coisa. Então, por mais que eu acho que ou vai demorar muito ou o robô não vai chegar no sentimento do do ser humano. Então eu acho, eu tenho muita esperança de que não vai ser algo assim que vai acabar com a profissão.
Não vejo não vejo dessa forma pessimista. Eu acho que quem for esperto vai conseguir se sair muito bem na profissão independente. Eu acho que o mercado eh tende a mudar com certeza agora com o desenvolvimento da IA.
Como como isso tá? tá afetando, já tá mudando e mas eu acho que não vai ser nada assim, ah, vai ser extin, sabe? Aí quando o Canva chegou também, todo mundo falou que ia ser extinto e estamos aí trabalhando tudo certo.
Então é isso. E nessa profissão você considera importante a formação ou atualização de conhecimento? muito, muito, muito.
Tipo, primeira coisa, tem que est ligado com tudo que tá acontecendo, tem que ter todas as redes sociais, tem que ã esse negócio que eu falei de tipo tá se atualizando com com as tecnologias, tu tem que estar sempre indo atrás, entendendo fazer curso. Eu já fiz tres cursos, deixei formei, porque é importante que a gente se atualize, sabe? Nem que seja pelos conteúdos que a gente vê na internet mesmo.
O YouTube, o YouTube hoje tu aprende um monte de coisa. Então assim, é bem importante. Agora tô tentando, tô tentando me atualizar para chegar na nesse nível da IA também, porque é isso, vai mudar e e tipo, a tecnologia tem tudo a ver com o nosso trabalho.
A tecnologia evolui, a gente tem que evoluir junto, senão a gente vai ficar que nem museu. Quais são as suas percepções em relação às perspectivas financeiras? Uma coisa que eu gosto bastante do meu trabalho é que eu posso trabalhar pra agência e eu posso trabalhar para fora da agência também.
Isso é muito bom financeiramente para mim, porque daí eu tenho como usar meus horários extras, tipo agora tem um monte de feriado, coisaada, eu eu faço bastante frila. Então isso eu acho que que é legal tu ter uma perspectiva de uma renda extra precisar em algum momento. Ã, e assim, não é um, eu acho que tudo que tu faz bem feito, tu consegue ser muito bem sucedido fazendo.
Então, se vocês entrarem com dedicação, tendo isso de ã se atualizar sempre com o mercado, fazendo tudo bem feitinho, tem uma perspectiva bem promissora assim, ã, financeira. Dá para viver muito tranquilo e muito bem trabalhando como como designer. Uhum.
E na sua visão, como é que são as oportunidades de trabalho em quesito regional? quesito regional. Eu acho que tem bastante oportunidade aqui, inclusive a gente tem bastante, eu eu vejo que às vezes aqui na agência a gente demora para achar pessoal para trabalhar, sabe?
Eu tô bastante na parte de recrutamento ultimamente, então parece que tem cada vez mais demanda, que as agências estão crescendo e e isso geral, tá? Todas as agências que a gente conhece estão com esse mesmo problema e não tá tendo o braço para fazer. Então, hoje eu posso dizer que a realidade atual não só ã pra paraa agência, para público em geral, porque nossos clientes também têm a mesma dificuldade, é achar a mão de obra qualificada, principalmente, né, de pessoas para trabalhar ã em diferentes áreas.
Então aqui a gente tem essa essa demanda. Eu acho que é uma demanda que tá crescendo. Eu não vejo, ã, eu acho que, tipo, tem outros cursos que, por exemplo, moda é uma coisa que não tem uma demanda tão grande aqui na na nossa cidade quanto tem, sei lá, na Serra Catarinense, exemplo, não sei se será serra, Blumeral, não sei se é serra, enfim.
Mas hã eu acho que pro design gráfico ou pro design de produto tem bastante espaço aqui e é bem é só querer realmente se aprimorar e e aprender. Ã, e se tu tiver conhecimento mais sobre as outras regiões do Brasil e fora do Brasil, como é que tu acha que são essas oportunidades? O polo principal no Brasil é São Paulo, né, da publicidade, do marketing, do design.
Então é uma cidade muito muito referência, ã nível nacional e a nível internacional Nova York, diria. São tipo os dois principais polos ã de marketing. Então ela assim, claro, vai ter muita oportunidade, muita coisa bacana acontecendo.
Estados Unidos tem toda a parte válida do silício também, que daí tem tudo a ver com tecnologia, que daí acaba, claro, se tu vai para uma parte mais de web design, enfim, acaba tendo várias oportunidades para lá também. Então eu acho que é bem vasto, porque é uma área muito vasta, né, pessoal? Quando a gente fala em design, tem muitas coisas que tu pode trabalhar.
Então é muito difícil tu eh limitar em uma área. Claro, talvez mais, quanto mais grande a cidade, as oportunidades vão ser vão ter mais oportunidades. Enfim, quanto menor a cidade, ã, menos.
diria mais ou menos assim, mas qualquer cidade mais ou menos que nem a nossa, que tipo dizer que é uma cidade média, ã, tem oportunidades. Ã, e qual seria o perfil, tipo, dos profissionais dessa área? Que habilidades tu acha que são mais importantes para as pessoas que querem trabalhar no na área de design?
Obviamente a criatividade é a coisa mais óbvia a se dizer, é a coisa menos criativa a se responder por uma pergunta dessa, mas ela é muito, ela precisa tá muito constante. E uma coisa que é legal da inteligência, inteligência artificial é que ela ajuda muito, sabe, no processo criativo. Então, hoje eu uso muito, muito ela pro processo criativo.
Acho que ela dá uma boa ajudada, ela te leva a lugares que ela não te dá nunca nada pronto, mas ela te ajuda a chegar a lugares muito interessantes. Então eu acho que criatividade, a inovação, porque é exatamente o que a gente falou antes, tem que estar sempre se atualizando. Então isso é muito a flexibilidade.
Então vocês têm que entender, vocês têm que ter empatia, vocês têm que ser humanos, porque quando a gente tá trabalhando com design, a gente tá querendo resolver um problema, passar uma ideia e tudo isso tem, ã, tu tem que entender muito do que tu tá querendo transmitir e qual quais que são os reais objetivos, ã, da marca, por exemplo, do dessa peça que tu tá fazendo, com quem que tu tá comunicando, para quem que é isso, o faz sentido para essas pessoas que estão recebendo? Então acho que eu diria essas quais são as coisas que eu falei? Criatividade, inovação, empatia, flexibilidade.
Queria isso. Quantas expectativas que tu tinha antes de entrar nessa área? Teve algo que te decepcionou, te surpreendeu?
Teve. Deixa eu pensar com calma. Não tava, né?
Eu faço todo ano isso e eu nunca lembro quais são as perguntas, então eu sempre tenho que parar e pensar um pouco. Ã, uma coisa que me surpreendeu muito foi quando eu comecei a trabalhar aqui na agência, porque a agência que eu trabalho, ela trabalha com endomarketing. Não sei se vocês conhecem, vocês sabem o que que é?
Não, não. Eu também não conhecia. Inclusive eu menti na na entrevista de emprego que eu sabia o que que era, mas eu não fazia ideia.
Fa casa pesquisar depois. Ã, endomarketing, ele é o marketing, ele é como se fosse a comunicação interna das empresas. Então, ao invés da gente fazer só marketing para fora para vender um produto, para chegar num público, enfim, a gente faz a comunicação da empresa pro colaborador, pra pessoa que trabalha nessa empresa.
Então, a gente ajuda a fazer ações dentro da empresa, tipo, ah, sei lá, as atas comemorativas ou não, fazer, tipo, campanhas, para melhorar os benefícios das empresas, para que as pessoas tenham um dia de trabalho melhor, n coisas. Então, é muito legal porque uma visão que me surpreendeu muito dentro da minha área, é uma coisa que eu gosto muito de trabalhar, porque eu acho que falando da minha pessoa, às vezes tu só trabalhar com propósito de vender, vender, vender tira um pouco do propósito humano do trabalho. E eu não gosto muito disso.
Eu não sou muito fã do capitalismo atual. Então, se vocês forem, tudo bem, né? Cada um sabe de si, mas eu acho que que eu me dá uma visão um pouco mais humana e um pouco mais otimista do meu trabalho, porque querendo ou não, o trabalho de design de design gráfico em agência tem muito essa coisa de vender.
E nem sempre é vender com esse propósito, tipo, ah, vender por vender. Às vezes tu realmente tá vendendo uma coisa legal, uma coisa útil, mas ã eu acho que me dá um propósito um pouquinho diferente tu tá trabalhando do outro lado da da comunicação pro colaborador. muito interessante mesmo.
Então isso me surpreendeu muito positivamente, ver que tem um um nicho dentro do que eu faço que trabalha com as pessoas. O foco é trabalhar com as pessoas e fazer o de dia das pessoas melhor. É isso.
Então isso e eu não sei se teve algum assim grandes decepções. Claro, às vezes tu passa por situações e isso ã faz parte de qualquer trabalho, tá? tu vai passar por situações eh desagradáveis, ã, tu vai ter que lidar com pessoas difíceis, isso é é parte do Mas isso é parte de qualquer trabalho.
Eu não diria que é nada assim ã ah dentro da área especificamente o que rola muito dentro de agências tem muito um jogo de ego que é um pouco decepcionante tanto vê que tem muita gente ali ou muita agência que faz para mais para se mostrar do que realmente para fazer o trabalho bem feito. Então, acho que talvez isso seja uma coisa decepcionante, mas eu acho que também tem outros lugares, então tá tudo certo. E tu pode contar pra gente um pouco de como é, tipo, o teu processo criativo para criar um projeto novo ou algum trabalho?
Sim, a primeira coisa e isso também eu acho que é uma, isso acaba indo responder outras perguntas, mas eu esqueci de falar isso disso antes, é referência. Tem que ter a gente tem que começar sempre um processo buscando referência, entendendo da outro o que que o resto das pessoas está fazendo. Então, quando eu começo, por exemplo, eu vou dar um exemplo de identidade visual, projeto de identidade visual, porque eu tô trabalhando em umas duas identidades visuais, ã, essa semana.
Então eu vou contar como que eu tô fazendo esse processo. Eu primeiro eu faço uma reunião com o cliente para entender, coletar o briefing. Você sabe o que que é briefing?
Tá. Beleza. Eu nunca sei que que é termo que que que as pessoas sabem que que é termo que não é.
Eu já tô confusa. Ã, então eu faço essa coleta, tenta entender bem bem certinho o que que o cliente gosta, o que que não gosta, qual que é a ideia, por que que tá mudando ou porque que quer fazer essa marca, quais são os principais objetivos, qual que é o diferencial dele no mercado, enfim, porque tudo isso a gente consegue transmitir o público algo, né, todas as perguntinhas básicas que a gente tem que fazer inicialmente para a gente conseguir transmitir isso através da da nossa criação visual. Feito isso, eu vou buscar referências, mergulho nas referências.
Vocês conhecem Bence? Não. Anotem aí para vocês já criarem o de vocês.
Ben é um grande portfólio. Escreve B E H A A N C E. É um grande portfólio online onde vocês têm um perfil e vocês postam o os trabalhos de vocês.
E aí vocês também podem ver trabalhos que as outras pessoas postaram. Então ele serve tanto para vocês como um portfólio para vocês mandarem para um lugar que vocês querem trabalhar exemplo, ou para vocês verem o que que o resto do pessoal tá fazendo. Então ele é muito legal porque lá tem é tem muita coisa bacana.
Ele é legal de você, tipo assim, ah, tô sem nada para fazer um dia, vai lá escrola, scrolla o o Ben que tem sempre coisas legais que vocês podem ir salvando em pastas e criando referências desde já. Ã, então eu gosto muito de pesquisar referência lá. Gosto de pesquisar referência.
Quando eu não acho lá, eu vou tipo para Pinterest, para tudo. Às vezes eu tô andando na rua, eu vejo um outdoor, falo: "Nossa, que outor legal, tiro foto". É isso.
A referência, ela tá em tudo o tempo todo. É muito engraçado porque vocês vão ver que conforme vocês forem estudando e trabalhando, vocês vão ver que vocês vão estar andando na rua e vão tá pensando como é que esse cara fez esse efeito, sabe? Tipo, nessa foto dentro de um outdoor, sabe?
é bem, é bem assim mesmo. Então a referência ela é muito, muito, muito essencial. Ninguém cria nada do zero, do zero.
A gente tem que ter uma uma base pr entender. Ah, gostei desse que esse cara fez. Acho que eu posso usar esse pequeno elementinho.
Às vezes te dá um insight de uma outra coisa. Não é que tu vai copiar, mas isso vai te dar uma ideia de uma outra coisa que tu vai fazer e aí de repente vai vir vai montando o quebra-cabeça, sabe? Vai virando as peças.
Então eu vou precisar referências dentro da do que eu trabalho da identidade visual. Eu gosto de mostrar as referências que eu que eu que eu procurei, enfim, as minhas referências favoritas pro meu cliente para bater se tá no caminho certo. Quando no caminho certo, eu vou começar a fazer toda a parte de pesquisar tipografia, paleta de cor e construindo toda essa parte.
Eu começo sempre pela tipografia e pela paleta de cor. Tipografia, vocês também sabem o que que é, né? Sim.
Tá beleza? Só para, é que às vezes os clientes não sabem, né? Então eu não, como eu falei, eu nunca sei a o o nível de conhecimento, eu prefiro perguntar.
Ã, e aí daí sim eu vou começando a analisar tudo que eu pesquisei. Eu junto, tipo, numa telona, várias coisas e aí eu vou começando a separar, tá? Isso aqui é interessante, isso aqui eu gosto, vou tentar fazer isso, vou tentar fazer um meche aqui, um mexe ali, n.
Eu gosto muito de rascunhar a mão também. Eu acho que isso é bem legal. Isso é uma parte bem importante do processo criativo.
Então, tá com, eu tô sempre com caderno e caneta. Sempre, sempre, sempre. Eu tenho provavelmente vários desenhinhos aqui no meu caderno, enfim, mas eu gosto muito de rascunhar e também quando eu vou explicar alguma coisa pro pessoal aqui da agência que, ah, eu quero fazer assim, assado, eu desenho e entrego para eles, ó, isso aqui que eu quero.
Então, eu acho que o o desenho, o essa manualidade, porque às vezes tu tu rabiscar, tu rascunhar, tira muita coisa da da tua cabeça e tu consegue testar de uma forma mais livre. Então eu o o rabisco a mão me ajuda bastante no meu processo criativo. E aí depois sim testes, muitos testes.
E aí, claro, depois tu vai, a coisa vai tomando forma, depois que tu faz essa grande coleta, é uma grande pesquisa, uma grande coleta que tu bota tudo na no teu painel visual. Eu gosto muito do desse cois moodboard, eh, jogar tudo para uma tela para tu conseguir enxergar. tu vai pegando uma coisinha de cada coisa e criando uma coisa nova a partir disso.
Então é bem é bem esse o processo e daí depois sai uma coisa bacana. Ã, tu acha que tem algum investimento que você julga necessário na área do design? Investimento, investimento de tempo, investimento de dinheiro, é de qualquer coisa, tipo a gente botou de exemplo tipo programas por aí.
Sim. Ã, sim. O, é muito importante que vocês saibam usar o pacote Adobe, que, né, é o básico para falando de design gráfico, tá pessoal?
Depois para design de produto tem sim, vocês vão ter que saber fazer uma modelagem em 3D, daí tem N programa, tem eu fazia no Solid Works na faculdade, mas eu sei que ele não é o melhor programa para isso, mas tem eh o 3DS Marcas, eu aprendi, mas eu sei que hoje tem melhores, é que faz tempo que eu me formei, né? Então, ã, eu sei que que hoje tá atualizado, tem outro Blender, acho que se usa hoje, Rhinous, tem um monte de de programa para modelar de 3D, mas fondo de design gráfico, que é o um pouco melhor. Tem que saber pacote do é o básico.
E hoje em dia tu tem que saber o básico de edição de vídeo. Falando claro da minha experiência, talvez vocês vão virar designers, gráficos editoriais, não vão usar vídeo para nada, mas se vocês não sabem ainda o que vocês querem fazer, eu acho que é legal vocês saberem o básico de edição de vídeo no Capcut. Já tá ótimo, já é alguma coisa, tá?
Porque hoje em dia, tipo, os trabalhos mais comuns ã de design que se oferta em agência tem a ver com rede social. Então é legal para vocês, se vocês não sabem ainda o que vocês querem saber um pouquinho do básico de cada coisa. Photoshop, Adobe Illustrator, Adobe Inesign.
O Adobe Inesign ele é específico para diagramações de coisas tipo revista, livro, coisas nesse sentido, editoriais, mas ele é bem importante. Então é legal vocês saberem. ou quando vocês sabem Illustrator e Photoshop, fica mais fácil de aprender o em design.
Então ele vem, eu diria que ele vem depois. Ilustr Photoshop é o básico do básico, em design é o básico um pouquinho melhor. E uma edição de vídeo básica já tá um bom começo, assim, vocês já conseguem ã sair de algum lugar.
Hoje em dia a gente usa bastante o Canva também. Então o Canva ele é legal porque ele é fácil, mas tu consegue criando algumas, ele é legal para referências às vezes. Às vezes a gente vai referência do Canva, então ele é legal porque ele consegue ir te alimentando com algumas alguma alguma coisa, tu já consegue ir aprendendo ali.
Então o importante é começar e ir conhecendo outros programas e se aprimorando. Depois ã claro, todo ano eles atualizam, né, o Photoshop dos Pater. Então, todo ano tem novas ferramentas que a gente vai aprendendo, mas eh eu eu diria que o básico é isso aí.
Depois o depois a gente acaba aprendendo outras coisas também no meio do caminhoada da questão da inteligência artificial, mas quanto a isso, como que tu acha que a gente pode atualizando para usar no mercado? Como isso atualizando com a inteligência artificial para usar no mercado? Eh, eu acho que consumindo o máximo de conteúdo sobre possível, imaginável.
Hoje a gente tem um acesso a informação muito fácil. Então, o YouTube, o o Instagram, o tanto de informação que eu recebo no Instagram todos os dias, porque eu fico lá rolando o ries coisas idiota, tipo bailarina cappuccina, trá tr, isso, essas coisas. Chegou para mim também.
Isso aí só aparece isso aí agora no meu Instagram. Tudo bem. tralareiro tralalá.
Ã, mas também tem muita coisa útil. Então, tem várias dicas, ã, eu tenho várias pastas salvas com várias dicas do pessoal, assim, gente mais famosa. Tem um, não vou lembrar de, eu não vou lembrar dos nomes das pessoas, mas eu sigo vários designers e eu posso até mandar para vocês, depois eu vou achando e daí eu vou mandando para vocês.
Ã, e aí eles sempre dão várias dicas, tanto de programa quanto de referencial, de processo criativo, de montagem de apresentação pro cliente. É muito legal porque quanto mais quanto mais tu consome esse conteúdo, mais ele vai aparecer para ti, né? Então, sempre tem coisas legais acontecendo, tanto na rede social, quanto no YouTube, quanto ã se tu for parar realmente para pesquisar, mas eu acho que ã nem sempre tu precisa pagar um curso.
Se tu sentir necessidade de pagar um curso, tem cursos muito legais hoje no Hotmart da vida, enfim, que tu pode fazer. Ã, e eu inclusive fiz curso para aprender a mexer nos programas, porque eu era muito bocó para aprender a mexer sozinha. Hã, então acho que é válido também, mas não necessariamente tu precisa disso.
Se tu tiver bastante tempo e quiser, ã, sei lá, fuçar na internet, acho que há várias coisas que você dá para aprender só sendo metido e curioso. E ah, hoje o que eu aprendi foi tipo meio que vendo coisas, vídeos, salvando um monte de conteúdo sobre e enfim. Mas eu tô pensando em fazer um curso.
Então eu falei que não precisa fazer curso, mas eu tô aqui me contradizendo. Tô pensando em fazer um curso, mas é porque eu quero tipo mais. Então eu acho que não, não.
Eu o que eu podia aprender assim dessa forma mais superficial eu já aprendi. Então enfim. Então eu diria vol, não lembro mais qual que era a pergunta.
A pergunta era sobre IAR e a outra pergunta que era sobre investimento. Eh, eu diria que investir tempo é a primeira coisa e daí se você sentirem necessidade investir ã dinheiro. Sim, pode fazer sentido, pode ajudar.
Tu tem alguma inspiração, tipo, atualmente na para continuar na área do design? Alguma inspiração que tu quer passar pra gente? É inspiração.
Como eu falei, hoje o tipo de de criação e de design que a gente trabalha na agência, ele é muito lutado com as pessoas. Então, eu me inspiro muito eh nessa motivação de pensar: "Ah, olha, eu posso fazer algo que vá comunicar para uma pessoa ã que vai fazer o dia dessa pessoa melhor ou que vai ajudar ela no ambiente de trabalho dela". Então, isso me motiva muito.
E é a minha principal motivação para trabalhar no dia a dia, é saber que a gente pode fazer coisas muito legais, ã, para pessoas, para melhorar o dia a dia das pessoas. Ã, e depois também porque eu acho muito divertido o trabalho, sabe? E hoje, de hoje de manhã, eu passei a manhã fazendo conteúdo, gravando, eh, no supermercado lá em Carlos Barbosa.
E eu, tipo, me diverti horrores, sabe? Então, é legal porque é super dinâmico. Então, isso também me inspira bastante.
Eu acho bem bem legal esse dinamismo, tu nunca saber o que tu vai fazer, sabe? Acho isso legal. E também saber que eu tenho eh que eu não preciso ficar sempre no mesmo lugar.
Eu tô há bastante tempo no mesmo lugar porque eu gosto, mas não é um ã eu sinto que hoje com toda a abertura que a gente tem, com a internet, com tudo que a gente pode fazer, pode trabalhar online para outro país, tipo, olha que como as possibilidades são animadoras e são legais, sabe? Então eu acho que a inspiração é saber que tu não tu não tá estagnado, tu não tá num num trabalho que te deixa que te faz ter essa sensação de estagnação, tu tá num trabalho que te dá sensação de movimentos. Acho que é isso.
Exato. Qual o conselho daria pros jovens seguir essa? Façam um portfólio agora imediatamente.
Baixem tem abram um bhen e fusem. Não. Eu diria para isso também, tá?
Claro, mas falando sério agora, hã, eu acho que sejam muito curiosos, sejam pessoas inquietas e curiosas, são as melhores pessoas para se trabalhar, as melhores pessoas para se trabalhar na área criativa. Então eu diria que a inquietude, o não conformismo, né? não estar conformado com as situações atuais, ter essa sede de mais, de querer fazer melhor.
É é muito importante ser curioso e ser ã explorador, assim, eu diria que são características bem bem bacanas para pra área. E fusem, fusem na internet. A internet tá na mão de vocês.
Não, você falou, eu cheguei até abaixar, na verdade. Isso aí, isso aí. Façam o bir lá, botem os trabalhinhos de vocês, façam um trabalhinho no campo, gente.
Faç, faço coisas tipo, ai sei lá, eu gosto de futebol, exemplo. Eu gosto de futebol, sou do Ju. Alguém aqui gosta de futebol também?
Não. Gosta de futebol? Mais ou menos.
Doio. É do Grêmio. Tá, dá para passar, dá para passar um eh tipo assim, a, eu gosto de futebol.
Faz uma fun de um jogador que tu gosta. Ah, eu gosto de K-pop. Sei lá, não sei se K-pop ainda é moda, não sei.
Eu sou meio, para algumas coisas eu sou meio, não sei, não sei como é que os jovens pensam hoje, mas o, ah, eu gosto de K-pop. Faz uma fanátic do mocinho lá da bandid-pop que tu gosta, posta lá no bir, sabe? Vai, vai fuçando, mexe no, no Photoshop com algum assunto que tu gosta, mexe no centro com algum assunto que tu gosta, faz um desenho, não sei.
Ã, mas vão vão começando a a fazer coisas dentro do interesse de vocês. Eu me arrependo muito de não ter feito isso quando eu era mais jovem, então acho que que é, não sei se era para eu dar uma dica. Já tô, desculpa, gente, tô morrendida dor de cabeça, mas ã vão vão fazendo isso, realmente baixem o Brence, deem uma olhada do que que é feito lá, busquem referências, tentem montar coisas de vocês, tentem ir criando coisas de vocês.
Ai, mas eu ainda não sei mexer no programa, tudo bem, olha uns videozinhos no YouTube, faz até onde tu consegue, vai procurando, desenha primeiro, faz primeiro no papel, depois tenta traduzir, sabe? Ã, do jeito que vocês conseguem. faz no camba, faz qualquer coisa.
Mas vão começando a a entender um pouquinho do que que vocês gostam, do que que quais são as possibilidades de vocês e e busquem referência. Ponto. É isso.
As perguntas, na verdade, a gente já acabou. É, as perguntas eram isso. Tá beleza.
Vocês querem saber mais alguma coisa? Vocês querem me contar mais alguma coisa de vocês? Eu queria perguntar qual que foi o trabalho que tu acha que foi mais difícil de conseguir desenvolver?
Pensar, eu bem sinceramente assim, eu eu tenho um cliente aqui na agência que ele era muito difícil da gente entender o que o cliente queria, porque eles não sabiam explicar, então isso pode acontecer. Mas aí não teve nenhum trabalho específico. Foi mais ou menos tipo, eh, foram vários trabalhos que a gente não conseguia chegar onde ã o cliente queria.
Até que a gente entendeu qual que era a pegada. O cliente não gostava de nada que fosse tipo ícones, desenhos, não gostava de nada tipo a desenhinho de pessoa, não gosto. Ah, o iconezinho, tipo, sabe aquele iconezinho do Wi-Fi?
Uhum. Não gosto de ícone, não gosto de nada que traduzito. A gente teve quebrar a cabeça para fazer coisas que explicassem o que a gente precisava explicar sem usar ã esses elementos visuais mais óbvios.
Então a gente, tipo, hoje em dia a gente usa tipo muita forma assim, a ele não gosta muito de uma forma geométrica também, então pensa como é que como é que foi o desenvolvimento. Então a gente entendeu que ele gosta muito tipo de coisas mais fluídas, degradê, de não sei o quê. Então, foi um processo assim mais complexo até a gente entender exatamente o que que aquele cliente queria, o que que aquele cliente gostava.
Depois que a gente entendeu que era um visual mais clean, mais sofisticado, mais assim fluído, porque quando a gente trabalha no marketing, a gente trabalha muito com pessoas de show de fábrica. E aí a gente tinha muita, muito uma tendência de fazer comunicação pr de fábrica muito colorida, muito ilustrada, muito lúdica, porque para ser muito mastigado. Só que esse essa fábrica específica, é uma fábrica, esse cliente ã gosta das coisas muito mais sofisticadas.
Então a gente teve que tipo meio que redesenhar nossos conceitos de comunicação para essas pessoas. E foi bem difícil, mas hoje tá tipo fluindo super bem, assim, foi bem bem interessante assim, a se a gente pegar os projetos que a gente fazia no início, os projetos que a gente faz agora para esse cliente, ele tem uma diferença bem grande. É bem interessante quando tu consegue entender e traduzir e fazer, ã, né, essa fazer acontecer da forma que o cliente quer.
É muito, realmente muito satisfatório. Se eu lembrar de alguma coisa assim, tipo, de algum projeto específico, ã, para falar para vocês, eu mando depois. Mas eu não lembrei de nada assim, tipo, nossa, esse momento foi horrível na minha carreira, não aconteceu até agora.
Espero que não aconteça também. Teve uma vez que um cliente gritou comigo que eu quase chorei, mas tudo bem, passou já. Mas não, eu não não como designer, tá?
atendimento mesmo. Então acho que tá tudo certo. Mas assim, vocês vão vocês vão passar por frustrações normais da da área.
Às vezes vocês vão fazer um negócio que nossa, eu reinventei a roda, isso aqui ficou muito que a gente vai amar. Chegou na reunião, ai não sei se era isso que eu queria, pai. Exatamente.
Você viu tudo no briefing que o cliente queria, igualzinho, só cabo a rabo. Tem todos assim, ó. Cheque, check, check.
Tudo que ele pediu não era o que ele queria. Porque às vezes o crente não sabe que ele quer. Essa é a verdade.
E daí cabe a nós pegarmos bola de cristal e descobrir. Mais alguma pergunta? Acho que era isso.
Muito obrigada pelo teu tempo. Vocês terminam o terceiro ano, vocês façam o bhenxam um pouquinho e depois vocês mandem currículo pra gente ser moça, tá? Pode deixar.
Fechou? Beleza. Então tá.
Muito obrigada. Muito obrigada. Tchau.
Tchau. Boa noite, pessoal.