Boa noite a todos, sejam bem-vindos. Web conferência número dois. Esse aqui é o professor ótilabelo. Estamos na disciplina de economia e mercado. Estou com vários estudantes aqui em sala ávidos para saber mais sobre economia e evolução do pensamento econômico. E como eu parei na aula passada, na web conferência número um, terminando de explicar o liberalismo, é desse ponto que a gente pega a parte da aula de Hoje, entender o liberalismo, entender quais as oposições e críticas a ele, entender como é que isso está presente no nosso dia a dia, se está presente no noticiário, nos
palanques dos candidatos, isso está presente na história do Brasil em contextos cíclicos. Porque pensar em economia também é pensar em política, é pensar em sociedade. E não tem como fugir disso, especialmente porque nós no Brasil, no mundo ocidental, sempre fomos economia De mercado. E essa é a forma como a nossa sociedade surgiu. Mas antes de mais nada, pessoal, lembrem-se das atividades avaliativas. Não temos mais fórum temático nas disciplinas virtuais do CEUB desde esse semestre. Então, as, mas isso significa que as outras atividades avaliativas ganharam mais peso, tanto na pontuação como na frequência. Então, sistematização, exercícios
objetivos, exercícios discussivos, especialmente a prova tem Mais peso. Isso não quer dizer que nós não temos interações. As interações acontecem nos momentos síncronos, como esse que estamos tendo agora, ou nos momentos assíncronos. Manda dúvida pro professor pelo fórum fale com professor, mensagem privada do ambiente virtual ou então por meio do meu e-mail do acesso diariamente e aí vou tentando acompanhar vocês e solucionar qualquer dúvida na trajetória. Minhas aulas são para trazer conteúdos novos, mas também são para Esses encontros síncronos, oportunidades para solucionar dúvidas. Então, pessoal, não é possível. Tem 32 alunos aqui. Alguém tem alguma
dúvida? Tenho certeza. É você, aluno? Qual é você, aluna? Traga sua dúvida à tona. Pode ser a dúvida de um colega. Então, se alguém tem alguma pergunta que gostaria de fazer sobre conteúdo, sobre atividades avaliativas, sobre calendário ou realmente tá tudo tranquilo até agora na disciplina e podemos seguir com o nosso conteúdo? O Que que vocês me dizem aí? Espaço para perguntas. Espaço está aberto, tranquilo até o momento. Que bacana, Loran. Eu fico feliz porque a ideia também significa que o conteúdo tá fazendo sentido. A gente tá trabalhando com um livro muito importante que é
o livro do Krugman para entender um pouco da economia no contexto da contemporaneidade. Então, por isso que eu não peguei um clássico, um autor lá do século passado. Eu preferi pegar um Autor que trabalha com os desafios da globalização, da digitalização. Então, essa que é a ideia da gente. Maravilha. Obrigados pelos retornos então da Loran da Geovan e dos demais que deram joinha aqui. Se não há dúvidas até o momento, vou começar nosso conteúdo, mas surgindo qualquer dúvida, por favor não hesitem. É uma sala de aula. Liguem o microfone, coloquem no chat. Vocês viram que
eu tô acompanhando em tempo real, não guarde a dúvida para você e traz à tona. Quem são Esses pensadores da economia? Essas pessoas que vão pensar a economia. Se a gente for retomar brevemente nossa aula da do da de duas semanas atrás, economia então é uma ciência social. voltada para as trocas que são feitas em sociedade, que de certo modo é uma ciência humana, porque ela quer entender o comportamento humano e a economia lida com força de mercado a partir da ideia de escassez. Uma ciência social humana voltada para As trocas, a ciência da escassez.
Da escassez, da escassez. Porque se um bem é escasso, quer dizer que não vai ter para todo mundo na quantidade que todos desejam. E isso é uma cláusula de barreira. Isso é um limite para acessar aquele bem. E só vai acessar aquele bem quem puder pagar por ele. Então só faz sentido falar de preço se houver escassez. E se for um bem? Tem algum bem que não é escasso, professor? Bom, até o momento de nossas vidas, o ar [roncando] respirável não é escasso, não tem preço. A luz do sol ou a luz da lua, não
tem como botar um limite para eles, porque eles não são escassos, não tem preço. Agora, a água que já foi água potável, especialmente o nosso país, que já foi um bem livre, sem escassez, cada vez mais a água tem se tornado um bem econômico por conta da escassez. Então, a economia vai entender como é que as pessoas na sociedade, pessoas aqui, Entendam, pessoas físicas e pessoas jurídicas, famílias, empresas, governos, como é que eles lidam com os recursos escassos e se a gente tem que fazer o melhor possível com eles, nós temos que fazer boas escolhas.
Então, gente, a economia tá interessado em como você faz suas escolhas de como gerenciar seus recursos diante de necessidades ilimitadas que todos nós temos e diante de recursos limitados que todos nós também temos. E Quando eu falo recursos, não pensem só em dinheiro, conhecimento, tecnologia, tempo, materiais, tudo isso é recurso e a gente tem que fazer boas escolhas com eles. Isso aqui acho só para retomar o nosso último encontro para entender. Então, professor, economia não vai ser aquela ciência que eu tenho que ficar fazendo conta? Não, aluno, se você quiser fazer conta, tem. Mas aqueles
que responderam o quiz diagnóstico devem ter visto lá que eu perguntei: "Pessoal, Vocês preferem que eu pegue mais a linha teórica e social da economia ou vocês preferem mais a parte perspectiva de fazer contas?" Porque a economia lida com modelos estatísticos, com estimativas para fazer projeções desse comportamento. Mas isso é uma técnica. A base da economia é entender por que aquele produto tem mais demanda do que aquele outro produto. Por que que esse preço tá subindo? E por que aquele preço daquele outro produto tá caindo? Como é Que eu faço a interpretação disso, inflação, juros,
desemprego para falar da sociedade como um todo. Então, esses são elementos mais importantes pra gente na economia do que que eu faço com esses indicadores do que necessariamente calcular os indicadores, mas que tem muitos indicadores. As explicações em economia não são sempre as mesmas. Tem abordagens distintas para explicar como a sociedade funciona, como é que as pessoas lidam Com a escassez. E pelo menos três grandes pensadores se destacam aqui. Três grandes linhas de pensamento, três vertentes do pensamento econômico. O primeiro, que é o que a gente finalizou, nossa aula da da de primeira da web
conferência número um, falando sobre ele, é a linha do liberalismo econômico de Adam Smith, o pai da economia como ciência, aquele que trouxe a ideia de uma nova ciência que surge no início do capitalismo para Explicar porque as pessoas buscam enriquecer, como é que as sociedades podem evoluir, de que maneira que os agentes fazem suas escolhas. Então, é uma perspectiva pautada numa liberdade de atuação. Quanto mais livres as pessoas forem para escolher, mais elas têm condições de competir no mercado e mais eficiente vai ser o funcionamento desse mercado. É a metáfora da mão invisível do
Ad Smith, é a capacidade que o mercado tem de regular a si mesmo, Desde que haja liberdade pros agentes agirem. Só que isso é uma das vertentes. Hoje a gente vai ver outras. Uma crítica aos liberais é o pensamento que Carl Marx estabelece ao tentar analisar o capitalismo em termos de seus principais mecanismos e ele não encontra o Carl Marx os mecanismos de autorregulação que o Adam Smith e os outros autores liberais viam. Então ele faz uma crítica pesada ao contexto do capitalismo, à economia de mercado e tenta oferecer uma Solução que é o socialismo
e que não necessariamente também deu muito certo na história da humanidade, como a gente vai ver daqui a pouquinho, mas é uma crítica ao capitalismo ao formular esse novo modelo além outro, entre outros aspectos que o Marx contribui também. E aí, um pouco mais adiante, para não ficar só entre liberalismo e marxismo, surge uma terceira vertente do John Mayar Kees, que é o keinesianismo, que é capitalismo, não deixa de ser Capitalismo, mas é um capitalismo em que não tem tanta liberdade pros agentes agirem, como falavam os liberais, e agora tem uma figura que vai assumir
um peso cada vez maior, o estado. Então, o estado liberal ele age pouco. O estado liberal, por mais que seja capitalismo, ele age muito. E é isso que a gente vai ver. E aí, gente, é um debate, é um debate econômico que se estabelece nas academias de economia, mas também na sociedade, na atuação de empresas, Conforme a linha de entendimento dos seus gestores, mas também nas plataformas políticas de candidatos. Estamos em ano de eleição e muitos dessas formas de ver a sociedade e a economia vão estar presentes nos debates políticos e nas projetos de governo
também. Só para pontuar para vocês, então, que são três vertentes de pensamento, não resumem tudo, mas são como se fossem três grandes eixos para compreender a economia, como a gente vai Ver ainda na aula de hoje. Beleza? Tudo bem? Vou seguindo. Qualquer dúvida, me digam aí. Então, ao longo da história recente, os economistas como um todo procuraram explicar como é que surgiu essa sociedade e como é que funciona essa sociedade que é unida pelo mercado. É o capitalismo do que estamos falando, economia de mercado, capitalismo, é a mesma coisa. Então, como é que surgiu essa
sociedade capitalista em que as pessoas estão unidas não pela tradição, Não paraa obediência pro soberano, pro imperador ou pro rei, mas por uma incontrolável tecnologia, busca por fazer melhor. E isso tira essas pessoas numa situação de inércia, porque as coisas não vão continuar muito tempo daquela maneira. A gente tem que aprender e se adaptar conforme o mercado muda. E quem tiver como antecipar melhor as tendências do mercado, sai na frente nessa competição pelas melhores oportunidades do mercado. As ideias Desses autores estão presentes até hoje em debates políticos e acadêmicos, só que cada um deles vai
levar para uma direção distinta. Questões que vão mover esses economistas. Afinal de contas, de onde surge a riqueza? Porque que alguns são ricos e outros não têm o mesmo acesso? Como é que eu posso encontrar essa explicação no presente e também no passado para justificar esses movimentos, as escolhas dos agentes? Qual a origem do lucro? O lucro das Empresas, ele tem uma base? Ele surge pela criação da produção ou ele tem, como alguns dos outros autores vão falar, ele tem uma perspectiva oculta que explica o surgimento do Luco. Por que que determina o valor das
coisas? Porque que algo vale mais e algo vale menos? E de hoje para amanhã o preço mudou. O que que justificou essa variação no preço? Outra explica, outra pergunta que move os economistas para encontrarem explicações para isso. O que É o dinheiro, a moeda e que funções a moeda exerce na economia? Que invenção foi essa e que funções que ela cumpre pra gente? Posso considerar justa uma sociedade em que existe riqueza, mas ela não está distribuída entre todos de forma equitativa ou isso não é justiça social numa outra linha de pensamento? Por que algumas economias
crescem mais do que outras? O que que explica crescimento econômico, Desenvolvimento econômico de um lado e estagnação e recessão econômica do outro? Então, gente, são questões como essas. Notem que algumas perguntas são no contexto do indivíduo micro e algumas perguntas são no contexto da sociedade como um todo macro. Então, tanto um contexto microscópico como um contexto macroscópico interessam a economia. Até por isso, muitos cursos chamam de ciências econômicas no plural, que seria microeconomia e macroeconomia, ciências Distintas que estão interconectadas. A microeconomia tá interessada no comportamento do sujeito, a macroeconomia tá interessada no comportamento de todos
nós juntos, no nível do agregado. E isso também mostra como que essa nossa percepção da sociedade pode mudar de acordo com o nível que estamos analisando. Então, a palavra economia não surge com Adam Smith. Na verdade, antes de ser uma ciência lá no início do capitalismo, Economia foi uma palavra criada pela Grécia antiga nos pelos gregos, especialmente por Xenofontes, foi o primeiro a usar essa expressão. E ele menciona essa expressão praticamente para mencionar, para se referir a uma gestão dos recursos que você tinha num contexto individual. Então, a gestão dos meus alimentos, a gestão da
água, a gestão dos das provisões necessárias paraa família, para que vocês não tivessem nada que faltasse. Então, Economia é a junção de radicais gregos. Oicos, que quer dizer lar, casa, esse ambiente doméstico, e nomos ou nomia, que é a ideia de você estabelecer leis e regras para esta casa, como se fosse a gestão da casa, a gestão, o gerenciamento dos recursos da casa. Isso é o que significa economia no seu contexto original. No contexto de casa, vai se ampliando para bairro, vai se ampliando para clã, vai se ampliando paraa cidade. E no Caso, a cidade
estado grega tinha essas preocupações de garantir que os seus provimentos, seus mantimentos não faltassem. Então, quem cuidava disso eram pessoas que se dedicavam à economia, que era a administração da casa, como se fosse assim, a grosso modo, a tradução. O Aristóteles, no livro dele chamado Crematística, ele vai adicionar nesse contexto da economia aspectos práticos de transações comerciais dos gregos com outros povos. Definir preço, negociar, assumir de certo modo algum tipo de perspectiva de negociação. Então isso também interessava a economia para trazer os recursos que precisavam os gregos para manter a gestão da sua cidade. Então,
por isso o olhar da economia vai saindo só da gestão dos bens para também como é que você negocia, estabelece preços, utiliza moedas, tem moeda desde a idade antiga para você então poder negociar com Outros povos os recursos que você precisa. Então, a noção de economia vai se dilatando desde a Grécia antiga. Os romanos são muito vinculados à ideia da Grécia antiga, se inspiravam muito. Então, naturalmente, a economia vai pro contexto romano e agora é uma preocupação da economia do império. a economia do império romano. Então, garantir que vai ter manutenção, que vai ter provisões,
que vai ter alimentos, que vai ter água, que vai ter munições, Que vai ter a perspectiva de você prover suas suas tropas com os armamentos necessários para que elas possam defender as fronteiras do império. Então, tinha preocupações ainda limitadas com o tema, mas o termo economia avança até os romanos. E depois na Idade Média, quando a gente tem aquela grande pulverização do Império Romano, aqui a gente já vai ter uma preocupação ainda pontual, especialmente naquela naquelas cidades do Mediterrâneo Que se dedicavam ao comércio mediterrâneo. Então ainda existia negociações, ainda existia preço, ainda existia moeda e
definições comum, como é que a gente chega no preço justo das coisas? Então, quem se preocupava com a economia tava negociando costumes do comércio, preço justo, a própria ideia de usura. Usura. Usura significa o quê, pessoal? Vocês já ouviram essa palavra? Essa palavra é conhecida de vocês ou é algo Novo? >> É, eu conheço, mas >> pode falar, Simoneia, por favor. >> É porque meu pai falava, minha família. >> Então, compartilhe conosco, por favor. >> Usura é tipo murriagem. Quando você não não você segura o dinheiro e você não quer liberar. >> Muito bacana. Eh,
a ideia a ideia hoje no sexto comum pode estar ligada com essa ideia mesmo de que quem pratica o Zúri é uma pessoa Morrinha, uma pessoa gananciosa, uma pessoa que quer dinheiro, mais ou menos assim, não é? >> Exatamente. Uma pessoa >> Mas pronto, lá no original, e acho que alguns aqui no chat já estão percebendo isso, o Zura tava tava relacionado com a cobrança de juros. O que que era essa usura? E aí é bacana esse seu exemplo, Simone, porque traz o senso comum a ideia de como ficou a palavra no senso comum. Pessoal,
quem usura era um Pecado. A Igreja Católica Apostólica Romana colocava como um pecado quem praticasse a usura que era. Vamos supor, Simone, você é da minha família, você tá passando na dificuldade e você me pede um empréstimo. E ó, claro, Simone, eu te empresto este valor e daqui a um ano você me devolve o mesmo valor. Só que se eu colocasse, me devolve o mesmo valor, vírgula, Acrescido de 10%, eu estava praticando usura. Porque a usura significaria que você estava praticando o pecado capital da ganância simplesmente por querer o dinheiro a mais que remuneraria a
sua a sua possibilidade de me emprestar esse dinheiro. Então isso era um pecado. Isso era um pecado condenado pela igreja. Então a usura, ela era algo que limitava, de certo modo, a economia. Porque o que que significa isso na prática? Nenhum banco pode operar. Nenhum banco, ninguém pode emprestar dinheiro a juros. Quem emprestasse dinheiro a juros passava por uma condenação da igreja. E isso significava que essa pessoa tinha era reprovada, né? Ela era condenada eh socialmente. Então, o que que é fundamental que acontece na Idade Média em relação à usura? em algum momento sai uma
encíclica papal que retira a usura do pecado, da perspectiva da lista de pecados da igreja. que isso era fundamental para Que surgisse um grupo de bancos, de corporações, de empresas dedicadas ao empréstimo de dinheiro. Então, não tinha como um sistema financeiro nascer nem se desenvolver enquanto essa prática fosse reprovada socialmente. E aí Loran, Marco Aurélio e Camila também, que eu imagino que sabia estão certos de mencionar que a gente associava a ideia de usura, a cobrança de juros, mas hoje é algo tão normal pra gente na nossa sociedade. Mas Lá na Idade Média, quem praticasse
isso estava cometendo um pecado punido, né, condenado pela igreja. Então, >> mas aí aí você quer dizer que a idade que na idade média eles eles eles decretaram que a usura poderia ser exercida porque de certa forma eles também tinham algum tipo de interesse. >> Claro, mas com certeza com o surgimento da burguesia no final, porque não foi de um dia para outro, né, que acabou a Idade Média, começou a Idade Moderna. Então, naquelas transições da Idade Média para Idade Moderna, um momento que vai surgindo as navegações, que vai surgindo uma nova classe, além da
nobreza e do clero, a burguesia que tentava comercializar, até pelo nome Burgos, e quando negociava e comercializava, recebia recursos e pagava as indulgências paraa igreja. E claro que o clero tinha interesse nessa riqueza. Então, a pressão para que em algum momento fosse descriminalizada, se Eu pudesse dizer assim, fosse retirada da lista de pecados à usura. E é isso que abre espaço para que surja um sistema financeiro, os primórdios do sistema financeiro, um sistema de bancos que inclusive financia mais o desenvolvimento da burguesia e dos comércios dessa época. Então isso foi fundamental para que esse sistema
econômico começasse a se diversificar. Toda a Idade Média, a economia é muito limitada e pontuada naquela cidade do Mediterrâneo. A gente tá colocando como se fosse as peças no tabuleiro para um grande boom que vai acontecer daqui a pouquinho, assim que a gente chegar na idade moderna, assim sair da Idade Média. Além disso, vocês devem se lembrar dos livros de história, aquelas aquelas eh as corporações de ofício que vão surgindo, as primeiras empresas, as guildas. O que que significa isso? A população, por uma série de fatores, sai do campo e vai paraas cidades, vai Aumentando
a população urbana. No contexto urbano, a população não tem como prover seu sustento, então tem que vender aquilo que dispõe de vende seus equipamentos, vende seus instrumentos de trabalho e vende sua força de trabalho. Uma grande massa de assalariados. Então, o que os que eram artesãos, que eram donos dos seus próprios instrumentos, agora tem que vender sua força de trabalho para corporações de artesãos. corporações de ofício, as primeiras Empresas que contratam essas pessoas e pagam o salário. E geralmente quem está à frente dessas empresas também é o que é chamado de burguesia. Então, gente, estamos
aqui ainda colocando as peças do tabuleiro, mas é bacana revisitar isso na história. Até aqui ainda não tivemos a economia como ciência sendo criada. ainda estamos lidando com esse surgimento de uma nova sociedade que vai ser a sociedade capitalista daqui a pouquinho. Primeira fase do capitalismo. E nós fomos descobertos aqui, mercantilismo de 1450 até 1750. Primeira fase do capitalismo, ela é mercantilista. Aqui a ideia sobretudo ainda existia aquelas monarquias absolutas, ainda existiam essas classes sociais disputando o poder, mas aqui a gente tem a administração pública, as monarquias absolutas buscando aumentar a riqueza do soberano com
base em metalhismo, metais preciosos, fontes de especiarias, o caminho paraas Índias, Então temperos e outros e outros tipos de produtos que eram vendidos na Europa a preços exorbitantes. E aqui o começo da sociedade percebendo que o comércio trazia mais riqueza e trazia mais poder para aqueles que se associavam ao comércio, tanto o soberano que inicialmente ele é adepto da burguesia, como a própria burguesia que vai aumentando o poder perante da nobreza e do clero. Transformações sociais da passagem da era aerofudal pra era Moderna. políticas comerciais e mercantilistas começam a surgir aqui. Ainda não é todo
um esforço da economia como ciência, mas já existem autores que se dedicam à economia no comércio, especialmente nessa ideia de navegações, de comércio com as índias, de busca por novas fontes de recursos. Então, autores como Colber, Cantinon e Peti estão analisando essas práticas comerciais e os impactos desse comércio florescendo na Europa. Mas ainda não é a economia Como ciência. A economia como ciência começa aqui. Então, a palavra economia retomando, né, já existe desde os gregos antigos, administração de recursos, beleza? Associando com comércio, beleza? Mas agora a gente começa a falar de economia como uma área
de estudos que quer entender, pera aí, essa sociedade, como é que funciona esses recursos, esse dinheiro, essa moeda circulando nessa sociedade? Que que explica que algumas Pessoas são mais ricas e outras pessoas são mais pobres? O que que determina o preço das coisas? E o que que é essa atuação empresarial e o lucro que surge dela? Tudo isso vai começar a atrair o interesse de alguns pensadores, de alguns estudiosos. O marco de criação da economia como ciência são dois, na verdade. Na França, a a escrita do livro o quadro econômico ou tabl economic de um
de um francês chamado François em 1758. E alguns anos depois, em 1776, a publicação do livro A riqueza das nações de Adam Smith, na Inglaterra. Então, entre França e Inglaterra, nesse inteirinho aqui de 1758, 1776, nós temos a criação da economia, mais do que a criação da economia, a criação dos alicces da economia liberal, porque os dois autores, em alguma medida, fizeram contribuições pro que a gente chama hoje ainda de liberalismo econômico ou neoliberalismo econômico, quando eu vou Explicar para vocês, gente, pausa para respirar aí de vocês. Tô, tá tranquilo, tô falando muito rápido. Eh,
devo explicar alguma dúvida? Alguém tá até agora tá fazendo sentido a história? Beleza, vou seguir um pouquinho mais. Qualquer coisa não hesita em perguntar o que que era o livro do Kesner, esse tablô economic era o seguinte. Ele, o Kesner e outros autores da França faziam parte de um movimento que eles chamaram de fisiocracia. Cracia, a ideia de que existe um domínio, um império físico da natureza. Então, qual era a explicação dos fisiocratas, como que e os outros? A economia funciona como a ordem natural das coisas. A economia funciona como a ciência da natureza. É
como se fosse a biologia. Os recursos são distribuídos na sociedade e eles circulam entre todos. E existem sim vínculos entre riqueza e trabalho. Quem trabalha mais enriquece mais, quem trabalha menos Enriquece menos. É uma explicação simplificada da vida. não responde muitas das questões, mas é a primeira pessoa a perceber a ideia de que existe um ciclo, um fluxo de recursos ao longo da sociedade. Simone, a sua pergunta, por favor, pode falar. >> Mas isso ficou só na França? Eu chego assim, porque eu eu nunca ouvi falar sobre isso. Fisiocracia, eh, ela foi disseminada em algum
lugar ou foi Rápido? Então te explico, ela ficou só na França por uma razão muito importante. É que a explicação não é completa. É tipo assim, eh, Marco Aurélio, você trabalha na parte de agricultura, Simoneia, você é do comércio, eu sou do governo. E aí Marco Aurélio produziu na agricultura e vendeu pra Simoneia, transferiu recursos para lá. Você pagou para ele, Simone? Aí você produziu, vendeu. Vou pegar mais alguém para Lorane. Loran, você comprou os Produtos da Simone, pagou, então o recurso foi. Aí eu do governo vou e cobro tributos da Lorane. Loane paga para
mim e depois eu faço incentivo pro Marco Aurélio e o dinheiro vai circular entre todos nós como um reloginho. Essa é a explicação da fisiocracia. O tabula economia que é como se fosse um quadro que ia mostrando como é que o dinheiro vai saindo de um indo pro outro, pro outro, pro outro e depois é como se fosse um ciclo perfeito da biologia das Quatro estações. E na verdade a gente sabe que não é assim. Então por isso tinha limitações nessa ideia. O quadro econômico é uma contribuição interessante de tentar entender, mas ele não explicava
porque que alguns enriquecem mais e outros não enriquecem. Por que que existe miséria? De que maneira que alguns estão tendo mais e outros não têm? Então tem explicações limitadas e é por isso que essa ideia não faz muito sucesso, mas tem uma Contribuição dessa área que nós temos que dedicar, que eu vou botar aqui no chat. Essa expressão aqui que é francesa e que eu imagino que alguns de vocês talvez já ouviram falar, ela surge exatamente no contexto da fisiocracia. L fé, le passe. O que que é lcer fé? Lê. Eu tô falando aqui basicamente
da liberdade que os agentes têm que fazer. A gente vai resumir essa tradução, né, essa expressão. Vocês vão ouvir falar do Lecefer. Lecefer completo é lcerfer, lec. Tradução, professor, pelo amor de Deus. Deixe que os agentes façam suas escolhas, vírgula. Deixe que aconteça o que tiver que acontecer com eles em consequência das suas escolhas. Liberdade. Liberdade para escolher, liberdade para encarar as consequências da escolha que você fez. Isso é a base do liberalismo econômico. Isso quer Dizer que o Estado não deve vir e esticar a mão para tirar uma pessoa da situação de pobreza. Porque
em tese aquela pessoa está naquela situação, provavelmente por mais escolhas que ela fez lá atrás. Professor, que absurdo, gente. É, estamos com os primórdios da economia. [limpando a garganta] Outras explicações virão, segura os spoilers, mas essa é a base do pensamento liberal. Significa que cada Um tem que fazer a melhor escolha possível e que as pessoas têm que tomar, ter a liberdade de fazer suas escolhas e as consequências que virão, as pessoas vão ter que arcar com as consequências daquelas escolhas que fizeram. O liberalismo econômico, então, surge como uma junção da fisiocracia com o pensamento
da escola clássica, que é outra explicação que vai chegar daqui a pouquinho com Adam Smith. Mas antes de eu avançar, entenderam o que significa Lcer fair, lcer pass? Então, essa ideia de que as pessoas têm que ter liberdade para escolher. O estado não pode escolher por mim, não é outra pessoa que vai escolher por mim. Eu vou escolher se eu vou economizar, se eu vou poupar, quanto que eu vou trabalhar, quanto que eu vou guardar, quanto que eu vou investir. E cada um fazendo suas escolhas, cada um vai fazer a escolha da melhor forma possível
e vai lidar com as consequências das suas escolhas. Quem Fizer escolhas boas se estabelece. Quem fizer escolhas ruins tem que, de certo modo, penar algo pela escolha ruim que fez e a consequência que veio a partir disso. >> É tipo a a semente da da meritocracia, do liberalismo, do >> É do modo Sim. Sim. É aqui a semente da meritocracia. Então vai vai ter melhores condições. Quem em algum momento fez ou seus antepassados fizeram melhores escolhas nesse contexto. Seria mais ou Menos nessa linha. O Adam Smith, eh, alguns anos depois vai buscar uma explicação distinta
no livro da riqueza das nações. A explicação do Adam Smith é mais ou menos o seguinte: não existe esse fluxo circular e mágico que o dinheiro circula na mão de todas as pessoas e depois volta pro ponto inicial e porque senão todos nós teríamos condições de ter os mesmos recursos. Então, por que que alguns enriquecem, Outros não? O Adam Smith vai colocar na perspectiva de que as escolhas vão levar naturalmente a situações desiguais. Não espere que todos vão se beneficiar dos recursos da mesma maneira. Ao mesmo tempo que a gente tem que ter liberdade para
fazer as escolhas e o Estado não tem que intervir para ajudar fulano ou belano, cada um tem que ser responsável por suas próprias escolhas. O Adam Smith vai mencionar que o que vai determinar quem enriquece e quem não Enriquece é uma dinâmica de mercado pautada em oferta e demanda, forças de mercado que variam, que se ajustam e que nós, ao fazermos nossas escolhas, temos que tentar antecipar para fazer a melhor escolha, tentar antecipar para onde vai a oferta e para onde vai a demanda. Quem fizer as escolhas certas de acordo com esses movimentos, consegue se
estabelecer, consegue ter riqueza e consegue sustentar a riqueza. E quem não Conseguir ler bem o que fizer escolhas erradas, naturalmente vai passar apuro. E é natural isso. Então o que a Smit tá dizendo é que naturalmente na economia vai ter pessoas ricas e vai ter pessoas pobres. E assim caminha a humanidade. E é assim que funciona o jogo social. Fez sentido, gente, até o momento? Não tô dizendo que é justo, hein? Tô dizendo que é a o modo como a a economia capitalista funciona. Beleza? Vou seguindo um pouco mais. Fiquem à vontade Para debater e
trazer comentários. Então, a explicação do Adam Smith faz muito mais sentido do que aquela ideia de uma ciência da natureza. Por quê? Porque Adam Smith tá dizendo que a economia é uma ciência humana, uma ciência do comportamento humano. E eu, de certo modo, vou tentar entender o que que condicionou o comportamento das pessoas que decidiram certo e o que que condicionou o comportamento das pessoas que decidiram errado. Professor, Mas economia tem a ver com dinheiro, com contas? tem, mas como consequências das decisões que nós tomamos no nosso comportamento, da nossa racionalidade econômica, do modo como
a gente interpretou oferta, demanda, recursos, escassez e que a gente então ao escolher a gente toma um rumo e aí a gente vai ver as consequências do rumo que a gente tomou. Faz sentido, gente? Vejam lá. Então aqui a riqueza ela naturalmente vai ser distribuída de forma desigual. Nessa explicação, o que cada agente econômico, seja pessoa física, seja pessoa jurídica, tem que fazer, é a melhor escolha possível. Quem fizer escolhas ruins vai ter prejuízo. Quem fizer escolhas ruins vai perder o emprego. Quem fizer escolhas ruins pode ser empurrado pra linha abaixo da pobreza, pra linha
de miséria abaixo da linha de pobreza. Mas isso significa que decorrente das escolhas que foram feitas, Essa lógica já vai dizendo: "O estado não deve intervir. O estado tem que deixar que as pessoas lidem com suas consequências com liberdade, de novo a palavra, liberdade para fazer suas escolhas, liberdade para entender que a riqueza vai surgir para uns e outros não, e que a distribuição da riqueza tem que ser desigual naturalmente." Pouco mais para frente, lá para 1870, um outro autor vai surgir. Aliás, no final do dos anos 1700, no início dos Anos 1800, um outro
autor vai surgir e vai começar a criticar essa ideia. E esse pensamento é de Carl Marx. Marx, pensem comigo, ele vai viver uma época de Revolução Francesa, ele vai viver uma época de instabilidades políticas. Ele vai ver a miséria nas ruas de Paris. Ele vai ver queda de governo, gente sendo bilhetinada, ele vai ver o caos e ele vai botar tudo isso na conta do capitalismo liberal. Ele vai dizer que naturalmente Tradição clássica não leva a equilíbrio nenhum de mercado. Ele vai estabelecer uma tradição de pensamento crítico, dizendo o que existe por trás do da
economia de mercado é uma classe mais rica explorando uma classe mais pobre até o nível do esgotamento. E por isso eu tenho uma disputa de classes no capitalismo. E por isso existe uma crise, crises recorrentes no capitalismo. De tempos em tempos há crises no capitalismo, que é um sistema Muito instável. E mais que isso, Marx vai fazer uma previsão de que o capitalismo tende a uma estabilidade tão grande que tem o embrião da sua própria destruição quando os recursos já não puderem atender as demandas de mercado. Marx faz essas previsões, mas também a solução que
ele sugere, né, que é o pensamento socialista, também não tem, não deixa de estar livre de problemas, como a gente vai ver daqui a pouquinho quando eu entrar melhor no pensamento do Marx. Por enquanto eu tô só colocando uma sequência cronológica entre eles. Beleza? Vamos entender então no passo a passo como é que isso vai funcionar. Adem Smith então é o primeiro dos grandes autores. Ele publica em 1776 a obra A riqueza das nações. A pergunta central da obra do Smith: Como é que uma sociedade de indivíduos livres, egoístas, que buscam seu próprio interesse pode
funcionar? E a resposta Que ele traz é essa ideia de uma concorrência, livre concorrência, por meio da qual os preços são formados livremente e é isso que vai trazer eficiência social. Essa ideia, gente, tá ligada numa metáfora chamada a metáfora da mão invisível do Adam Smith, que eu vou tentar explicar agora com dois voluntários. Marco, vou chamar você para para essa. Marco Aurélio, vou te chamar para participar. E Simone, vou te chamar Também para participar. Professor, o que que eu tenho que fazer? Calma, por enquanto você não tem que fazer nada. Por enquanto tem só
que me deixar usar vocês como exemplo e depois todos na sala me dizem se fez sentido. Pessoal, imaginem uma situação econômica em que Marco Aurélio, Simoneia e eu somos empresários do mesmo ramo, vendemos o mesmo produto e estamos ali livremente disputando o espaço. Cada um de nós querendo fazer o melhor para si, Querendo enriquecer. Estamos buscando fazer o melhor, mas estamos competindo uns com os outros e a gente tá disputando pelo mesmo mercado, pelo mesmo cliente. Vamos supor que você, Marco, você desenvolveu uma técnica que reduziu o tempo de produção e reduziu o seu custo.
Você conseguiu fazendo o seu trabalho todo dia, repetindo, dividindo tarefas, percebendo, falei: "Pera aí, se eu fizer essa mudança aqui, eu consigo reduzir um pouco o tempo de produção, e Consigo reduzir um pouco o custo, eu consigo oferecer um preço um pouco mais baixo que esses dois pilantras aí que competem comigo. E aí, se você oferece o preço um pouco mais baixo, todos os clientes também são racionais, como nós, eu, você e Simone somos. A gente tá competindo e os clientes, poxa, o produto é o mesmo, o preço do marco tá mais, tá mais barato.
Os clientes vão comprar mais de você e vão reduzir a Quantidade que é comprada da Simônia e também de mim. E aí naturalmente você vai ter mais faturamento e naturalmente você vai ter mais lucro. Ou seja, sua mudança no processo de produção, uma mudança tecnológica, uma inovação que você trouxe, trouxe ganhos que vão se reverter em maior lucro para você. Simone, no segundo momento, você muito sagaz percebeu, ah, que jogada, ele botou um preço mais Baixo, ele deve ter feito alguma coisa e reduziu o custo, não posso ficar atrás. Então eu vou encontrar alguma outra
forma aqui minha também de fazer ajustes e se possível vou também reduzir meu custo para trabalhar com o mesmo preço, sem sacrificar meu lucro. Então, a competição que você tinha com o Marcos Simone te levou para mudar seu processo produtivo, mudar alguma estratégia de produção para você também igualar ou quem sabe até abaixar mais Ainda o preço que o do Marco para recuperar uma parte da clientela que tinha ido pra empresa do Marco. Tudo bem até agora, gente? Estamos acompanhando, né? Veja que os interesses de Marco e Simone são totalmente egoístas. O quê? Eu quero
é meu lucro, minha riqueza. Não vou perder mercado. Eu quero melhorar a minha situação e da minha família. É isso que é esse egoísmo que tá aí na tela para vocês, melhorar a minha situação. Agora vamos pensar no meu caso. Eu sou mais velho, nesse caso aqui, nesse exemplo que Marco que Simone e eu me sinto mais conservador. Falou: "O que? Essas pessoas chegando agora, eu já tô no mercado há tanto tempo, eu não vou mudar em nada. Eu vou continuar produzindo como eu sempre produzi, como meu pai produziu, como meu pai antes do meu
pai produziu. E eu vou continuar produzindo com a mesma técnica e eu não vou reduzir preço nenhum. Pessoal, vocês conhecem o mercado, cliente vai comprar de mim? vai comprar de quem oferece um preço mais baixo, quem oferece técnicas melhores ou produtos melhores. Não existe essa fidelização. O cliente não está preso à minha empresa. Então, naturalmente eu que adotei técnicas antigas e que não mudei, vou enfrentar daqui a pouco, provavelmente dificuldades para pagar meus custos. vai, vou ver meus clientes reduzirem Cada vez mais, não vai ter faturamento, o lucro vai se reduzir, daqui a pouco tem
prejuízo. E a tendência é que algum momento eu vou ser engolido pelo mercado, onde tem empresas competindo de frente a frente, um com a outra para ver quem vai ter a preferência do cliente. Vamos lá pro enigma. E onde é que entra a mão invisível nessa história? A solução do enigma. Veja a frase, os motivos são egoístas. Mas Marco, sabe quando você criou aquela Ideia de reduzir o preço, reduzir o custo e produzir de forma mais eficiente? Você estabeleceu um novo paradigma pro mercado do tipo: só vai ficar nesse mercado quem conseguir produzir com mais
eficiência, quem adotar essa nova técnica de produção, quem para competir comigo de igual para igual. Então, Simone, você, na verdade, você seguiu um caminho que foi apontado pelo Marco, mas o seu interesse também era só ter Condições de competir de igual para igual com ele, mas você foi para uma situação de produção mais eficiente do que aquela que você tava antes. E aí agora a frase é do Smith, abre aspas. E assim como seguiados por uma mão invisível dos mercados que aponta a direção que devem seguir. Os agentes econômicos livremente concorrendo uns com os outros
buscam situações de maior eficiência social, sendo que suas intenções originais eram Egoístas. Ninguém queria gerar uma maior eficiência social, mas é o que acaba acontecendo, eliminando os atrasados, eliminando aqueles que não são eficientes, para que cada vez mais a gente busque eficiência social pela livre competição do mercado, fecha aspas e assim o mercado se autorregula pela competição. Exatamente. Pela oferta e pela procura e com liberdade para as pessoas escolherem. Eu escolhi não mudar minha Produção. Simone escolheu mudar. Vejam que a eficiência social vai apontando uma direção, como se a mão invisível dos mercados apontasse o
caminho da melhor produção. Vai, Simone, a sua pergunta, por favor. Eu acho que você vai chegar aí, mas isso aí também não gera um desequilíbrio, porque vai chegar uma hora que a gente vai empurrando cada vez mais as pessoas para fora desse mercado e a ideia original de Meritocracia acaba porque cada vez mais vai chegando pessoas, um grupo seleto de pessoas vai tendo mais vantagem do que outras. Segura o spoiler que aí vai vir uma crítica pro liberalismo daqui a pouquinho lá na frente. Por enquanto são os primórdios, né? A gente tá inventando a ciência
econômica. Então esse aspecto aí que eu já vou chegar nele, vou vou até lembrar na aula de hoje, Simone, lembra aquele aspecto? Vai aparecer na crítica de uma outra escola. Pros Liberais nesse começo, o livre mercado é o paraíso. A liberdade de concorrência é que faz a regulação do mercado. Ô estado, fica de molho aí, não se envolva não. Se não pensem comigo, eu que fiz uma má escolha, eu que tô com a minha empresa quase fechando. O que que significa para você, Marco, e para você, Simone, se o estado olhando pra minha empresa e
dizer: "Ah, mas você trabalha há tantos anos, sua empresa é tão antiga, toma um Dinheirinho para você se recuperar". É justo que eu que eu me salve, sendo que eu conscientemente fiz uma escolha de não atualizar a minha eficiência para um método mais eficiente. Isso é um pensamento liberal. vai permanecer no mercado quem fizer escolhas sábias buscando maior eficiência e quem não fizer vai ficar pelo caminho e assim funciona a sociedade, assim funciona a economia de mercado. Gente, antes de eu avançar, hora das Perguntas, fez sentido essa explicação do pensamento liberal? Fez sentido essa importância
da livre concorrência que eles pregam para esse contexto? Tá fazendo sentido aí? Beleza, que bom. Então, quando alguém falar para vocês da metáfora da mão invisível, podem interpretar, tá falando dessa autorregulação do mercado pela concorrência, em que cada um vai tentar melhorar a própria situação, mas nessa competição eles vão para uma situação de Maior eficiência social e quem não for vai ficando pelo caminho e é assim que caminha a humanidade nesse contexto. Beleza? O mercado então tem que funcionar de acordo com os liberais. E essa ideia é do Adam Smith, de acordo com essa mão
invisível, um sistema que autorregula o mercado baseado na flexibilidade dos preços. Os preços vão se ajustar a oferta e demanda com essas variações do mercado. Quem antecipar essas variações Sai na frente. Quem não antecipar vai ficando pelo caminho. As pessoas têm que ter liberdade para escolher. E aí nós temos a conexão do lefer dos fisiocratas com o pensamento da escola clássica. Então, Simone, até para responder você também na pergunta que você fez antes. Professor, nunca ouvi falar dos fisiocratas, porque na verdade o que fica pra história é a escola clássica, mas algumas contribuições dos fisiocratas
como LCFER são pinceladas Que a gente vai ver sendo incorporadas à escola clássica, mas a escola clássica é muito mais eficiente na explicação de por que a sociedade tem ricos e pobres, tem gente que cresce, tem gente que não cresce, do que o pensamento que os fisiocratas tentaram introduzir. Mas o LCERF é uma contribuição fisiocrata. que vai ser incorporada à escola clássica. outros insightes do Adam Smith, que ele não falou só sobre mão invisível, a divisão do trabalho aumenta a Produtividade. Então, quando você pega, em vez da pessoa fazer o trabalho inteiro, que é o
que acontecia com os artesãos no feudalismo, e agora vai ter etapas, linhas de montagem, cada um faz um trabalho específico. Isso quer dizer que a pessoa vai se super especializar na função e quanto mais ela fizer daquela função, daquela função, ela f vai ficando mais experiente, faz mais rápido, faz mais produtivo, comete menos erro. Então eu posso aumentar a produção Pela divisão do trabalho, pela super especialização na função. E muitas das primeiras fábricas, as corporações de ofício, as pessoas faziam trabalhos pontuais com essa ideia de divisão do trabalho. Outra contribuição do Smith, o comércio internacional,
principal fonte de crescimento das nações. Cada país tem que se especializar naquilo que é melhor e aí vai competir no mercado com aquilo que melhor pode oferecer. são as bases do comércio entre as nações também, mas Vejo que tá muito ainda pautado nessa ideia do comércio também. Mas tinha algumas limitações das ideias do Smith. Primeiro, nem sempre o mercado vai funcionar como ele a gente previu e algumas críticas importantes vão chegar daqui a pouquinho. E o capitalismo já se transformou muito desses primórdios. Então, a gente não perde a base das ideias do liberalismo econômico, mas
a própria ideia de que vai surgir um neoliberalismo econômico lá na frente é Porque alguma coisa vai ter que ser reformulada para um mundo mais complexo e mais moderno, mas ainda nessa base de estado não intervenha, liberdade para as pessoas escolherem e livre concorrência no mercado. Eh, antes de você, Simone, eu vou só responder uma pergunta do Marco Aurélio aqui, mas já abro para você também. As ideias do Smith, então, influenciaram políticos mundo afora. No Brasil, o Partido Novo usa como cartilha central, não só o Partido Novo, mas com certeza este partido. Sim. Mas para
você ver, eh, também já para dar uma pincelada nesse tema, Marco, eh, e para todos também, pessoal, o Brasil ele já tem uma mudança pendular, sabe? Ora, estamos mais no neoliberalismo, ora estamos mais no queinesianismo, que eu já vou explicar. Então, nossos governos, olha aqui, ó, aqui, ó, balangando, literalmente. Estamos num pêndulo e sim, tem vários, não só Partidos, como vários governos brasileiros, como alguns vão ficar mais claro daqui a pouquinho, que tem essa base de pensamento do liberalismo ou do neoliberalismo também. Simone, é sua pergunta, por favor. >> Eu já estudei isso, é até
meio, tô até batendo na mesma tecla, mas eu não me lembro bem. A revolução industrial acontece durante isso? >> Sim, a revolução industrial vai começar Em 1760. O Smith começa a analisar essa questão de que a gente produz, né, revolução industrial no país para comercializar com outros países. Só que agora não é mais só aquele comércio que tinha no mercantilismo, tem a produção industrial e os excedentes vão ser comercializados com outros países. Então aqui já é indústria e comércio presentes nessa análise. E a gente tá como Smith, exatamente na época da revolução industrial, 1760 Em
diante. E aqui tá demarcando já o início de uma nova fase do capitalismo, que é o capitalismo industrial. E aí a sociedade já tá adquirindo outra cara a partir desse momento aqui. A burguesia tá derrubando os reis, Revolução Francesa um pouco depois. A burguesia tá assumindo o poder do Estado, de certo modo, com essa ideia de que agora vamos passar de ser monarquias para repúblicas, mudando a base de poder, novas classes sociais, novas interações, Tá? ebulição, particularmente na Europa, mas também nas colônias, porque com a época do mercantilismo a gente aumentou muito a influência da
Europa no Globo pelas próprias pelo próprio processo de colonização. E nós já estamos nesse pacote aqui também, porque nós já éramos colônia inserida no contexto de produção, produzindo açúcar e mandando metais preciosos paraa Europa nessa época. Tudo bem? Beleza, gente. Mais alguma pergunta? Mais alguma questão? Então é, mas é importante ir pontuando ao longo do tempo também. Beleza? Maravilha. Uma frase do Adam Smith que resume muito dessa minha explicação da mão invisível. Vejam se faz sentido para vocês e se não fizer, por favor, levantem a mão aí ou me digam no chat para eu explicar
melhor. Olha a frase do Smit. Assim, né? Cada pessoa em busca de melhorar a si mesma, sem pensar nas demais, depara-se com a legião de outras pessoas com Motivações semelhantes. Como resultado, cada agente no mercado, ao comprar e a vender, é forçado a equiparar seus preços aos oferecidos pela concorrência. Gente, não foi isso aqui que aconteceu com a Simone quando teve que buscar mudar sua produção e baixar o preço para competir com Marco Aurélio? Então ela não, se não pudesse, Simone manter o preço no alto, mas ela tem que abaixar o preço para competir. Se
ela cobrar um preço muito mais alto, como eu insisti Em fazer, eu não tenho mais mercado, eu não tenho mais cliente. E para ela poder abaixar o preço e ainda ter lucro, ela tem que melhorar seu processo produtivo. Então, pro liberalismo econômico, a concorrência livre é fundamental. A economia só tem condições de funcionar bem se houver livre concorrência nesse contexto econômico. Nesse mundo então da livre concorrência do AD na Smith, se um vendedor tiver um preço acima do mercado, não vai conseguir vender seu Produto. Um trabalhador vai pedir um salário muito alto, não vai conseguir
trabalhar. Então aqui a gente tá sujeito a duas forças de mercado em constante dinâmica: oferta, disponibilidade dos bens e serviços e demanda, a procura pelos bens e pelos serviços. E elas não são estáticas a todo dia, toda hora elas mudam e elas é que determinam os preços. Então o mercado com a sua concorrência tem duas funções centrais. É que vai disciplinar a concorrência e vai Garantir a melhor alocação dos fatores. O dinheiro, os trabalhadores, o conhecimento, a tecnologia vão ser investidos naquilo que for mais rentável, nas técnicas mais eficientes, naquilo que os clientes querem. Se
o cliente não quer, se a tecnologia defasada, se não tem perspectiva de lucro, não vai ter investimento e não vai ter atuação naquilo. Então, a gente vai oferecer produtos que a sociedade quer comprar. A gente vai investir Dinheiro para produzir os produtos que a sociedade quer comprar. E a sociedade mudou seus gostos e preferências. Nós mudamos a produção para acompanhar o que que tem de demanda da sociedade. Então, a demanda é a força motriz e a oferta vai acompanhando a demanda. Pera aí, professor. Então, a demanda vem na frente. A demanda vem na frente. Sem
mercado não faz sentido produzir. Eu vou produzir para dar conta do mercado. Oferta e demanda estão em constante Interação, mas precisa ter demanda. Ninguém vai comprar a máquina da Tilográfica hoje em dia. Mas veja há algumas décadas atrás como era uma coqueluche no mercado. Então tem que ter demanda. Ninguém mais tá comprando CDs e DVDs como há um tempo atrás. Não faz sentido. Tá certo. Os hipsters podem gostar, né, das coisas antigas, então é mesmo, de tempos em tempos as coisas voltam. Quem sabe até os CDs e DVDs em algum momento vão voltar, mas hoje
a Verdade é que eles tiveram uma queda drástica de valores porque sem demanda não tem mais oferta. Não faz sentido nesse contexto. E aí a gente vai começar as críticas nesse contexto. Então é muito bonitinho esse cenário da livre concorrência. O mercado se autorregula, tudo se ajusta. Uau, força de força de mercado, oferta e demanda, mas vai surgir um pensador pautado em filosofia, pautado em sociologia e que se torna também um Economista nesse sentido. É considerado também um economista que vai analisar essa sociedade de mercado, essa sociedade capitalista e vai encontrar outros elementos que estavam
presentes aí. Primeiro aquilo um pouco que a Simone já começou a mostrar. Pera aí, mas se vai eliminando, Marques é alemão, mas vai morar na França. Ele vai trabalhar na universidade, em universidade francesa. Por isso que ele está morando em Paris na época da Revolução Francesa. E pela janela dele ele assiste miséria, barricadas, tiroteio, golpe de estado, o povo pedindo para corte a cabeça dele. Então, é por isso que ele está presenciando o que acontece na Revolução Francesa. ele é alemão e que por razões de perseguição no contexto da Alemanha, ele vai para para Paris
e depois também ele ainda vai para outras para outros povos. Então ele é um grande peregrino, mas nessa época da Revolução Francesa, por isso que ele Está em Paris. E aí o que que acontece? ele vai perceber que, na verdade, com essa perspectiva de que algumas empresas vão se estabelecendo e outras não, existe a possibilidade de surgir uma concentração do poder político e poder econômico na mão de algumas empresas. Então, vão surgindo grandes cartéis e esses conflitos entre a classe dos trabalhadores e a classe dos empresários que ele vai se debruçar sobre isso. Então, crises,
conflitos, disputas de Classes. Enquanto o Smith e os e os economistas clássicos viam ordem e progresso, e esse aqui é um drama positivista importante, que haja ordem na sociedade para que então possa acontecer um progresso para todos, que esse progresso venha a partir dessa liberdade que os agentes têm de fazer escolhas. Marques vai associar o capitalismo com desigualdade e instabilidade. Desigualdade no acesso, na distribuição da riqueza e Instabilidade econômica e política por conta das disputas de classes. Então o pro Marx, o crescimento do capitalismo é cheio de armadilhas. As crises naturalmente vão acontecer quando os
recursos ficarem mais escassos, quando as classes tiverem disputas mais ferrenhas. Então não tem aqueles mecanismos de autocorreção da mão invisível que o Smith, os clássicos viam. Então a primeira crítica de Marx, ela é bem pesada. Não existe essa Autorregulação do mercado. Essa mão invisível não funciona na sociedade da economia de mercado. Essas crises econômicas que o Marx vê são recorrentes e iam gerar concentração ainda maior e que centralização de capitais. Quem as empresas que sobrevivem vão ficando cada vez mais poderosas? grandes conglomerados de poder econômico reunido, empresas menores e mais frágeis vão sendo eliminadas a
cada crise e os conflitos entre capital e trabalho se Agravariam com a crescente proletarização. É como se fosse uma pirâmide populacional em que os mais ricos estão só aqui em cima e a grande massa do restante da sociedade é de trabalhadores, alguns poucos que mandam nesses muitos. Eh, e concorda com o Marques neste ponto e nem em todos? Beleza, vamos lá, vamos começando a perceber, né, as ideias, porque o debate econômico é esse também. Vocês não precisam necessariamente concordar com Tudo que um diz, porque o debate mostra que tem contribuições que vêm de cada um
deles. Marx não é só um crítico ferrenho do capitalismo, ele também tem algumas contribuições para nossos estudos. Primeiro, ele consegue perceber que tem uma questão da concorrência que passa pela tecnologia e quem domina melhores tecnologias, mas como tem empresas mais ricas, elas investem mais em tecnologia do que as menores. Então isso só acirra a desigualdade, mas a tecnologia é um Ponto central aqui pro Marques. Então também existe uma uma expressão que ele chama de mais valia, que é o quê? Eu sou um trabalhador, trabalho para empresa X, faço uma contribuição paraa empresa X que vai
ter um lucro tanto. Uma parte desse lucro, uma parte do valor que eu gero vai ser paga de volta para mim pelo salário, mas uma parte do que eu gerei de riqueza não veio para mim como fruto do meu trabalho com o meu salário, foi apropriada pelo dono da empresa. Então Ele chama de mais valia a expropriação do trabalho, que é fruto do meu trabalho, mas que não é pago para mim em salário, como se tivesse uma exploração da classe da burguesia em relação ao proletariado. Isso o Marx chama de maisvia e que é essa
que ele aponta que é a fonte da maior riqueza dos do da dos burgueses ou dos empresários, porque eles se apropriam de uma parte da riqueza gerada pelos seus funcionários. E isso só acirra a diferença de classes, Isso só acirra a disputa de classes no contexto do Marx. E Simone aqui, sim, isso também não geraria uma exploração da ca? Sim, é essa exploração que leva o Marques a sugerir a criação do socialismo, que a classe trabalhadora tinha que tomar o poder político e tinha que generalizar. Não tinha mais propriedade privada, porque assim era de todo
mundo para que não tivesse alguém que pudesse explorar uns aos outros. Cada vez mais os Trabalhadores mais pobres e os poucos que já eram ricos ficando mais ricos. Sim, essa é a grande crítica que Marx faz ao socialismo e que ele justifica então a criação do socialismo como a ideia de que a gente poderia tentar redesenhar a sociedade para ter algo mais justo. E eh e onde ficam as mulheres nesse rolê? Acho que o Marx meio que esqueceu uma crítica ao Marx. Sim, não tem não tem pensamento Especificamente do contexto das mulheres aqui nessa lógica.
Então, muito pensamento que vai surgir depois pode se inspirar nessa crítica marxista, mas na verdade Marx não tá pegando o rolê específico. Ah, os povos colonizados, as mulheres na sociedade não t essa essa maturidade de pensamento aqui, não. Ele na verdade tá querendo expor que existe um grupo muito rico, existe uma grande massa muito pobre e que esses muito ricos exploram os mais pobres e que a Gente teria então que de certo modo quebrar as molas dessa sociedade com uma revolução que é a revolução socialista que ele propõe. Gente, frisando, Marx não é necessariamente o
aquele que instaura o socialismo no mundo. Ele lança as ideias quando vai acontecer a revolução bolchevique na União Soviética, séculos depois, inspirado nessas ideias, mas não necessariamente algo que o Marx foi lá na frente e começou o socialismo, mas ele lança a Publicação do Manifesto Comunista e também o livro O Capital que ele produz, é onde ele faz todos esses cálculos e apresenta essas ideias. Ele também faz uma leitura histórica do capitalismo. E pois é, Simone, não dá para dizer também que o socialismo deu certo. Na verdade, o socialismo deu sinais de desgaste muito antes
do que o capitalismo, como a gente, como a própria história demonstra. Por isso, algo das ideias do Marx podem ser Aproveitad e algo das ideias do Marx são estapafúdios também, mas tá tudo no debate. Eh, ele faz uma leitura histórica do capitalismo, apontando, por exemplo, que aspectos do capitalismo são podem ser melhor compreendidos analisando os modelos econômicos de trás, comparando com o feudalismo, comparando com a era antiga. E ele acessa esses livros nas universidades francesas para poder fazer essa leitura de materialismo histórico. a história Mostra e ele também começa a analisar crise após crise desses
modelos econômicos. E é por isso que ele percebe que no capitalismo as crises se aceleram e vão pegando dimensões cada vez maiores nessa profecia que eu falei com vocês de que o capitalismo tende a um dia que as crises vão ser tão altas que ele não vai conseguir mais se sustentar. profecia do Marx, introduziu também conceitos fundamentais do socialismo que depois vão dar a base pra revolução bolchevique E apresentou essa polêmica, lei de tendência e derrocada final do capitalismo, que na verdade quem teve a derrocada, quem está tendo cada vez mais é o socialismo. Hoje
no mundo tem dois ou três países socialistas apenas e a grande parte do planeta hoje são sociedades de economia de mercado, economias capitalistas. Então tem uma limitação essas profecias do Marx nesse sentido. E aí a gente chega no terceiro autor, na Terceira linha de pensamento. E ah sim, uma pergunta, Simone, pode falar? Diga. >> Não, professor, desculpa, porque eu gosto muito desse assunto. >> Por favor, vamos lá. A ideia é essa, vamos compartilhar. >> É porque, por exemplo, tem um livro que eu gosto muito que chama, não sei se você já chegou a ler, que
chama A Caliban e a e a bruxa que falam, >> não pode falar. É, é de uma historiadora italiana que fala muito sobre a a Transição do quando antes ali no feudalismo que as mulheres poderiam ser donas da própria terra e quando chega um pouco o o feudalismo chega, eles justamente tiram essa propriedade privada e passa pra mão dos homens. E é por isso também que há essa desculpa de queima de bruxa que é para tirar as mulheres de serem donas de terra. Aonde entra isso? Entra isso então lá lá no no no início de
tudo? >> Sim. É, vamos lá, né? Estamos diante de uma ciência social. O capitalismo é uma ciência social. Esses pensamentos de Marx, não é isso? >> É no tempo dele, mas não no contexto da economia. Isso que eu quero até frisar para você, entendeu? Vai surgir um pensamento, vão surgir ideologias no contexto filosófico, no contexto de novas ciências que vão surgindo como a sociologia. Então, tem uma série de críticas e o que o Marques inaugura é o Pensamento crítico. Isso é bacana, Simão. O que o Marques inaugura é uma tradição de não tá tudo estabelecido,
o positivismo de ordem e progresso não vale para todos os lugares. Que negócio é esse de regulação do mercado? Então, é a coragem de criticar situações estabelecidas. Essa é a grande contribuição do Marx para pensamentos ideológicos contrários ao mainstream, aquilo que estava estabelecido na sociedade. Então, o Marx influencia Sociologia, ele influencia economia, ele influencia filosofia e toda essa extradição de pensamento crítico acaba bebendo um pouco da fonte do Marx. Mas em nenhum momento, eh, Silvia Federit, por exemplo, vai ser considerada como uma pensadora da economia para entrar neste debate da economia, mas com certeza no
âmbito da filosofia ou no âmbito da perspectiva da sociologia ou da antropologia, aí essas críticas podem surgir. Bacana por você compartilhar aí Com a gente essa perspectiva do livro da Silva Silva Federite, mas a base do pensamento da crítica, e eu concordo contigo, por exemplo, no sul da França, nos cátaros, tinha uma tradição pautada muito mais no pensamento de sociedades que não eram patriarcais, eram matriarcais, mas isso vai sendo só lapado na medida que as monarquias absolutas vão pegando o viés mais patriarcal. Mas o que eu tô dizendo para você, acima de tudo, é nesse
contexto do Nosso debate econômico, não tem ainda esse viés ideológico bem estabelecido, porque a gente tá aqui exatamente no âmbito da revolução francesa, tira o porrada e bomba o caos e só depois em leituras que vão surgir mais à frente é que vão repensar a história e muito desse pensamento do Marx de rever a história a partir dos fatos, um método que ele desenvolve e que é base para muitos outros estudiosos. estudiosos e estudiosas que se inspiram, devem dessa Fonte do pensamento crítico, tá? Então, não é dizer que não está nesse contexto, quer dizer que
pro debate econômico não não se insere aqui conosco, mas em filosofia, em sociologia, em antropologia, todos esses debates são ricos e vão naturalmente beber dessa fonte. Consegui explicar? Fez sentido? Espero que sim. Beleza, maravilha. Então, ótimo, muito bom. Então está conectado, mas vai ser uma leitura histórica que será feita depois, a Partir do que o Mark está desbravando, criticando o mainstream, criticando o que tava estabelecido e criticando com fundamentos, diga-se de passagem. Nem tudo que ele previu deu certo, mas muitos pontos que ele trouxe fizeram reflexões importantes no âmbito do próprio capitalismo também. Beleza? Terceiro
autor importante, uma terceira forma de entender a economia. Pera aí, então, professor, vamos retomar. Primeira forma, a economia tem Que ter autorregulação, o estado não deve agir porque ele cria distorções, as pessoas têm que ter liberdade para escolher e o mercado vai se equilibrar. Beleza? Ou então no contexto do Marx, isso tudo é uma grande falácia, isso aqui é uma exploração de uma classe pela outra, isso aqui são crises recorrentes, isso aqui é uma perspectiva que não tem como alcançar o equilíbrio, né? Então o melhor é uma revolução em cima disso. São dois extremos. Tem
um caminho do Meio. Tem. John Menar Kes, economista mais influente do século XX, publica seu livro Teoria Geral da Revolução, revolução teórica e política, meados assim da da primeira metade do século XX. Ele foi um grande estadista, ele foi ministro das finanças da Inglaterra e ele assistiu na Europa um período de grande turbulência. Particularmente, ele estava já atuando no contexto econômico no período entre Guerras. Então, ele viu a as consequências da Primeira Guerra Mundial, viu o surgimento da Segunda Guerra Mundial. No meio do caminho, vocês sabem que teve a crise de 1929, então todas as
dificuldades econômicas que aconteceram nos Estados Unidos, mas que também varreram a Europa. E aí ele se depara com essas questões, problemas monetários para todo lado, hiperinflação e deflação, desemprego em massa na sociedade, ascensão do nazismo, duas Guerras que quase acabaram com a Europa e as economias desses países parando, estagnando. era capitalismo. Ninguém tinha virado socialista aqui, a não ser a a União Soviética. Então ele tá no mundo ocidental. França, Inglaterra são países capitalistas, mas a economia tá parando. Cadê a autorregulação? Cadê a autorregulação do mercado? E os que os clássicos falavam, os economistas Convencionais, os
liberais, que que ainda acreditavam nas ideias do Smith, acreditavam [limpando a garganta] na ideia da mão invisível, que havia princípios autocorretivos no mercado, mas não sabiam explicar essa crise que não passava e nem apresentavam nenhuma solução para essas crises. E aí a economia estagnando. Por que que a década de 30 nos Estados Unidos é conhecida como a década perdida? Porque na verdade não voltou a crescer, o Mercado não se regulou. Pequeno parênteses aqui, eu tenho tempo, tem. Vocês sabem que o Brasil saiu melhor da crise de 1929 do que os próprios Estados Unidos? Vocês sabem
dessa história? E a gente adotou uma medida que depois foi claramente classificada como keinesiana aqui no Brasil. Pois é. Alguém saberia dizer o que que o governo, governo Vargas na época, que o governo Vargas fez na década de 30 para Tirar a gente da das consequências da crise de 1929? Alguém se arrisca? Não se preocupem, eu sei que não é a prova oral, é só se alguém sabe. Vou pro meu tópico de 5 segundos e depois eu trago a solução do enigma só para saber se alguém sabe do que que eu tô falando. Ninguém. Então
vamos resolver o enigma. Pessoal, que que o Brasil mais produzia na época de 1930? Eh, é, pois é, já vou dizer o que que é. Brasil era produtor mundial principal de Café. Exato, Aline. Direto no alvo. Exato, Loren. A solução da gente passa pelo café. O Brasil, principalmente São Paulo, Paraná, Minas Gerais, produzíamos café e exportávamos. Mas se o mercado parou de comprar café, se não tinha mais quem comprasse café a partir da década de 30, então a gente não tinha como vender o café. E se não tinha como vender o café, não tinha como
receber dinheiro, não tinha como pagar os Funcionários, não tinha como manter a produção e a nossa economia foi parando também. Qual foi a solução adotada? Pois é. Então, cadê a autorregulação? O mercado lá fora não melhorava, aqui dentro não melhorava e não tinha autorregulação nenhuma. Qual foi a solução? É bem na linha do que a Lime tá mencionando ali, pessoal. O governo brasileiro, o estado brasileiro comprou o café Dos produtores brasileiros, pagou pelo café e assim eles puderam retomar o crescimento, retomar a produção, pagar seus fornecedores, a economia girando, pagaram os funcionários e a economia
girando. E o café que foi comprado, o estado brasileiro queimou. Queimou e publicou. Publicamente queimou. que Sandice, professor, queimou para que não tivesse excesso de oferta, tipo um auxílio emergencial. É mais ou menos assim, ele, o Estado age Diretamente na economia e isso você vê que não é nada da autorregulação da mão invisível. O estado entra na economia e age diretamente, sem nenhum tipo de freio ou restrição liberal. o Estado age diretamente na economia para que a economia volte a funcionar. Então, o Estado brasileiro comprou o café e queimou o café porque se aquele café
ficasse guardado nos estoques, ia ser uma oferta muito alta. Oferta alta, preço despenca. Então, eu precisava Reduzir a oferta para que quando o mercado voltasse a funcionar, o preço estava nivelado e voltasse a crescer. Então essa Getúlio fez isso. Na verdade Celso Furtado fez isso. Ele tinha uma boa equipe de economistas. Não foi o Getúlio. Al Getúlio, mas foi o governo do Getúlio que fez isso. Sim, que fez esse episódio da queima do café, que era um estado forte de certo modo, mas bem assessorado por economistas que acreditavam nessa linha de pensamento do Keines. Então,
qual que é a solução do Keines? Em momento de crise, a economia não se autorregula. Em momentos de crise, tem que ter uma agente que vai lá na economia e faz as coisas travadas começarem a funcionar de novo. O estado. Então, o estado não pode se absimir. O estado tem que intervir diretamente na economia. Não tem essa coisa dos liberais de que o estado não pode participar. O estado tem que entrar na economia para tirar a economia de Equilíbrios ruins, de ciclos de crise, de situações que prejudicam e que não vão sair por si só.
Isso é claro que os liberais se opõem, não concordo com os kinesianos. E isso é claro que o Kea vai dizer: "Isso é tudo falá, isso é economia de mercado, isso é tudo, isso é tudo e exploração, porque é a gente tá no keinesianismo, mas eu não tô caminhando pro socialismo, eu ainda tô no capitalismo. Só que é um capitalismo que aqui o estado é Interventor e o Estado vai entrar na economia para regular o modo como a economia funciona. Kees, então, demonstrou que os mercados não possuíam forças naturais autocorretivas. As variações de renda e
de riqueza dependiam então de decisões privadas dos gastos. Mas se as pessoas tão com receio de investir, elas não vão investir quando não tiverem confiança de novo. Então eu não vou fazer novos investimentos enquanto eu não perceber Que tem um mercado na economia melhorando. A gente chama isso em racionalidade econômica. É tipo assim, pessoal, se a população espera que a economia vai piorar, ela vai piorar. Porque lembra, é uma ciência do comportamento econômico. Agora, se as pessoas acreditam que vai melhorar, tem chance de que vai melhorar, porque as decisões que as pessoas vão tomar dependa
das expectativas delas. Então, o estado tem que entrar na economia para Passar segurança para as pessoas voltarem a investir e que a economia volte a funcionar de novo. Hoje a China pode ser considerada keinesiana em algum ponto? Sim, Simoneia, já começa a perceber, né? Não estamos mais no liberalismo puro, nem no kenesianismo puro, mas a gente tem estados que são mais interventores na economia e isso leva uma linha mais pós quenesiana, é como a gente tá chamando atualmente. Enquanto tem estados que são mais Reciosos de atuar na economia, que preferem deixar que o mercado se
regule e que não fazem tantos investimentos em gastos públicos porque preferem manter no mínimo. É um estado mínimo. A a expressão é essa. E isso é um contexto mais neoliberal. neoliberal, pósquenesiano. São dois são duas dois das vertentes como elas têm aparecido no contexto mais recente na nossa sociedade. Mas aqui ainda tô na origem do kenesianismo. Então vamos lá pro Pensamento do Kees. Então essas decisões dos agentes privados de investir são tomadas num ambiente de incerteza. Então é tipo assim, nós queremos produzir ou nós queremos investir ou nós queremos fazer um curso, mas se eu
tô percebendo que o mercado não está bom, eu vou reter meus gastos, eu vou segurar minha riqueza, eu vou segurar meu investimento, eu não vou empregar, eu não vou ampliar a produção. Então, a não ser que eu perceba que tem Sinal de que a coisa vai ficar boa ou vai ou vai melhorar, eu vou muito mais adotar uma postura cautelosa. Como é tomado em ambiente de incerteza e a instabilidade é intrínseca no sistema de acordo com o Kees, somente quando o governo entra na economia e toma decisões para gerenciar a economia, para tirar a economia
de equilíbrios ruins, de desemprego, de crise, é que então esses agentes vão começar a confiar na economia de novo para fazer seus Investimentos. Concordo, Aline. A China é um pouco de tudo. Você tem uma coisa que a China traz pra gente é desafios, porque é um país que é gerenciado por um partido comunista, mas que tem recordes de bilionários no mundo. Então é mais capitalista do que muita coisa. Então a China realmente tem essa perspectiva de uma junção. Tanto que a gente em economia a gente chama a China de economia híbrida. Ela não é mais
Socialista, ela não é comunista, ela é capitalista, mas ela tem algumas sequelas de quando ela foi socialista. Então, por isso ela é capitalista, não tenha dúvida nenhuma que é economia de mercado, mas ela ainda tem algumas reminiscências desse período, por isso que a gente coloca ela como economia híbrida entre o socialismo e capitalismo. E o Brasil é o quê, Simônia? Desde a origem. Brasil é capitalismo até a tampa. O Brasil nunca Foi socialista, nem tem como ser. Nós temos essa oscilação. Agora eu posso dar os nomes do têndulo. Liberalismo, keninesianismo, neoliberalismo, neoquinesianismo, neoliberalismo, pósquinesianismo. Então,
a gente tá alternando é aqui, ó. Mas o nosso país tá completamente inserido num contexto keinesiano. O Brasil é entre neoliberal e e pós-keninesiano. A gente tem essas alternâncias, mas ambos aqui estamos na economia de mercado. Só para deixar Muito claro que em nenhum momento estamos flertando com o socialismo, tá bom? Só para responder sua pergunta aí no chat. Vamos lá, gente, que eu tenho 8 minutos para minha aula, mas estô com os últimos dois slides, então vai dar tempo certinho e ainda abrir um espaço para perguntas também. Vamos lá. Então, qual que é a
grande questão da linha do CAS? Como enfrentar o ciclo vicioso da depressão, né, da depressão econômica, Em que os consumidores com menos renda reduzem seus gastos. As empresas sem vender, vendendo menos, não, não tem como manter seus funcionários. Vão demitir os funcionários sem receber salário vão comprar menos. Então, na sociedade, a renda cai, consumo cai e aí nós vamos lá num círculo vicioso, cada vez pior. Então isso explica crises. A solução pro pro Kenes é intervenção governamental, política fiscal do governo, que é botar dinheiro na Economia, gastar, e política monetária, controlar os juros, estimular crédito
ou reter crédito, segurar a inflação, estimular crificação. O governo vai atuar diretamente, professor. vai completamente contra o liberalismo. Sim, e esse é o grande debate. O liberalismo diz: "O governo não deve entrar na economia porque ele cria mais distorção e mais problema do que solução. Pros keinesianos, o governo é a solução para tirar a economia da crise. Pros liberais É mesmo uma questão de ajuste. A crise requer um tempo para melhorar e o que pode acontecer dar mais segurança pros agentes de mercado retomarem ao crescimento. Então, o liberalismo é muito pautado pro contexto privado, o
quinesenismo é muito pautado pro contexto público. Simônia mencionou aqui, acha que essa teoria da mã invisível é o o e tá com quem? Beleza, Simoneia. Isso é bacana porque significa que você compreendeu as três vertentes e Fez seu alinhamento. Mas aqui na sala pode ter pessoas que claramente concordam mais com a ideia do liberalismo e tudo bem. E aqui na sala também pode ter pessoas que claramente e pensam mais na linha do marxismo de que tudo isso é uma grande um é uma é um grande sistema para que alguns explorem eh poucos explorem muitos e
tá tudo bem também. Esse é o grande debate econômico e concordo. Esse é oito da diversidade. Inclusive pelo seguinte, já aproximando Do final da aula, pessoal, o debate econômico significa que os liberais, a partir do keninesianismo, tiveram que se reinventar para lidar com respostas para diante do que os os kinesianos trouxeram. Os queenesianos em algum momento passaram a lidar com episódios de hiperinflação e grande dívida pública e eles tiveram, como no âmbito do FMI, que se sujeitar a medidas dos liberais se tiveram que se reinventar no pós-cinesianismo. Os marxistas provocaram ambos e também receberam feedbacks.
Então o debate vai permitindo que a gente monte novas teorias e novas abordagens. O Paul Krugman, que é o livro que vocês estão lendo, é um dos principais pós-inesianos que explicam a economia moderna na luz da globalização e do contexto digital. Então esse livro traz muito essa perspectiva. Socialismo e comunismo também foi o Pois é, Simone é bom que você já tá se posicionando e tá tudo Certo. Então quando alguém falar de política fiscal é política de gasto público e controle da arrecadação com impostos. O governo esse a Isso é um problema. O estado keinesiano.
Aqui, ó, isso aí você não vai gostar, Simone. O estado keinesiano, como ele participa mais, ele precisa de mais dinheiro para poder participar. Então, os tributos são muito mais altos aqueles tributos sem países quinesianos. É verdade. Uého, se é um Estado que participa mais e ai >> se é um estado que é mais inchado, naturalmente um estado queenesiano, ele precisa de mais tributos. E nesse sentido o Brasil é campeão mundial de tributos, né? A gente tem uma das maiores cargas tributárias. Os >> os liberais, por outro lado, como o estado participa menos, eles podem se
permitir ter uma menor carga de tributos. E eu gosto de brincar nas minhas aulas Que a gente tem o Brasil no meio do caminho com a carga tributária keninesiana, mas uma atuação mínima liberal. [risadas] Então a gente tem o pior dos dois mundos. comunismo. E contato de comunismo, >> a gente tem muitas vezes o pior dos dois mundos, mas não, gente, é sério, a gente tem essa alternância mesmo entre neoliberal e pós-quenesiano no Brasil. É muito claro isso nesse contexto. Bom, Fechar meu último slide ainda do nosso tempo regulamentar, então quem trouxe essa contribuição, né?
Então, é uma outra forma de explicar a economia agora que é um estado que intervém na economia e a ênfase agora é sobretudo no contexto macroeconômico. Os neoclássicos vão reagir, o quê? Não, vamos correr atrás. Então, vai surgir o neoliberalismo, vai surgir o monetarismo de Milton Friedman em oposição aos keinesianos, vai surgir o novo classicmo De Lucar também. Os novos keinesianos vão surgir depois, logo na sequência, pós-queninesianos como pro Cugman, marxianos, retomando as ideias de Marx, institucionalistas e o debate vai longe. Mas para retomar aqui rapidamente são três vertentes. E aí retomando, pois é, exatamente.
Ali ainda tem as complexidades de cada país que a gente tem que levar em conta também, porque nem todos os países lidam com tudo com a mesma forma, né? Tem questões de Recursos, tem questões de inserção internacional, mas no contexto econômico, vejam aqui, primeira abordagem é liberdade para os presentes fazerem sua escolha em livre concorrência. O estado não deve intervir no sistema que se autorregula. A segunda vertente fala de sistemas de modelo pautado em sistema de conflitos, em estabilidade desigualdade, crises econômicas recorrentes, que na verdade não tem como funcionar sem uma classe Explorando as outras.
E o terceiro caminho que aponta, não é economia de mercado, sim, mas o estado tem que intervir sobretudo para tirar a economia de situações de crise. Então essas três vertentes vão se multiplicar em muitas outras, como eu mostrei aqui agora a pouco para vocês. E o debate permanece até hoje. Para fechar como provocação, vejam as plataformas dos candidatos dos últimos anos no Brasil e deste ano também. Estamos em ano de eleição e Percebam, caminhos que levam mais para um contexto neoliberal, caminhos que levam para mais para um contexto pósquenesiano e caminhos também de debate ideológico,
pelo menos que vão, mas para uma linha mais marxista. Mas vejam, a economia vai muito além daqueles números e contas. Economia é uma ciência social que ajuda a explicar como é que a sociedade funciona nesse contexto. E claro, né, posicionar-se diante de tudo isso também é importante E tem que dar espaço para que cada um possa se posicionar também. Gente, fez sentido essa explicação dos três principais vertentes do pensamento econômico? Ainda tem dois minutinhos. Alguém gostaria de fazer alguma pergunta, algum aspecto que não ficou claro? podem perguntar, fiquem à vontade se tiverem, se não tiverem,
agradecer a vocês pela presença, pela participações, pelos pelos comentários e sim, isso aqui significa dar meios e recursos para Vocês se posicionarem na sociedade, na economia e naquilo que está ao nosso redor. Tem questões que vão levar a gente mais para entender oferta e demanda, tem questões que vão levar a gente mais para entender investimento e poupança, mas tem questões também de pensamento econômico. E por isso, cada vez mais fica em claro essa ideia de que a economia é uma ciência social e uma ciência do comportamento humano diante da escassez dos recursos e como é
que as Explicações vão ser muito diferentes umas das outras. Muito obrigado. Eu que agradeço pelo feedback, Késia. Muito obrigado também, Aline. Obrigado a todos pela presença, pela participação. E daqui a pouquinho vou lançar as frequências também no ambiente virtual. E daqui a pouquinho a aula tá foi gravada, vai estar disponível para vocês também reverem e os colegas que não assistiram. Obrigado. Boa noite, bons estudos. Logo logo nos continuamos essa História aqui no nosso próximo encontro. Eu aviso a vocês no mural de aviso da disciplina. Boa noite para todos irmã. Excelente final de semana para todos
vocês. Obrigado, gente. Boa noite para todos vocês. Obrigado.