Efeito manada entre investidores em ações Olá, aluno! Sou o professor Rogério Mauad e, neste vídeo, vou falar um pouco sobre o “efeito manada” entre os investidores em ações. Vamos começar?
O que é análise técnica? O mercado de ações é previsível? Será que conseguimos realmente antever qual será o preço futuro de uma ação?
Os adeptos da análise técnica acreditam que isso é possível, pois os preços das ações são decorrentes das atitudes dos investidores, e o padrão de negociação dos investidores, ocorrido no passado, tende a se repetir no futuro. A análise técnica consiste na interpretação dos preços passados para projetar o desempenho futuro dos ativos. Todas as informações que o analista técnico precisa estão traduzidas no preço da ação.
Basta, portanto, analisar o comportamento que o mercado teve no passado em relação a esse preço para tentar prever como será o desempenho futuro do ativo. Neste sentido, a interpretação de um gráfico de preços que contém todo o histórico do desempenho de uma ação auxilia o analista técnico na busca do padrão passado, que ele acredita poder se repetir no futuro. As críticas à análise técnica As críticas à análise técnica baseiam-se no fato de que os preços passados são utilizados como projeção para os preços futuros.
Trata-se de um estudo em que se acredita que o padrão dos investidores, no passado, irá se repetir no futuro. Não há uma evidência científica de que os padrões de comportamentos dos investidores no passado se repetirão no futuro. Na verdade, a formação de preços dos ativos no mercado pode ser classificada como aleatória, ou seja, sujeita diariamente a diversos fatores intrínsecos e extrínsecos à empresa, e não apenas ao comportamento dos investidores.
Ao contrário da análise fundamentalista, que se baseia na busca do valor da empresa, a análise técnica visa a determinar o melhor momento para comprar ou para vender um ativo, tendo como principal referência o comportamento passado dos investidores em relação ao preço atual. O efeito manada entre os investidores em ações Para conhecer os pontos mínimos e máximos para os preços da ação, os analistas técnicos buscam os chamados suportes e resistências de preços. Um suporte de preços caracteriza-se por um patamar em que, após uma tendência de queda, o preço da ação parou de cair e iniciou uma tendência de alta.
Na visão dos adeptos da análise técnica, nas próximas vezes em que o preço da ação tocar novamente esse patamar, ele deverá subir e retomar a tendência de alta. Como destacamos, não há uma evidência científica de que isso irá de fato ocorrer, é apenas um comportamento que se refletiu no passado e que os investidores acreditam que pode se repetir no futuro. Da mesma forma, uma resistência marca os possíveis pontos máximos para o preço da ação.
Ela se caracteriza por um patamar de preços verificado no passado, a partir do qual os valores da ação começaram a cair. Quando isso ocorre, verificamos mais uma vez um comportamento típico de manada dos investidores. Basta o preço atingir um determinado patamar considerado resistência, que muitos investidores começam a vender as ações, acreditando que, a partir de então, os preços irão cair e que a resistência marcará o fim da tendência de alta.
Dado o grande número de adeptos da análise técnica que seguem diariamente o desempenho dos preços no gráfico, ocorre a chamada “profecia autorrealizável”, ou seja, os preços sobem até um determinado patamar e passam a cair, porque grande parte dos investidores acredita que, a partir daquele ponto, os preços devem cair, um típico efeito psicológico e um comportamento de manada. As principais críticas da análise técnica baseiam-se especificamente nesse comportamento de manada. A análise técnica desenvolveu-se muito nas últimas décadas.
Além dos gráficos de preços, diversos indicadores técnicos foram desenvolvidos para mostrar o melhor momento para comprar ou vender o ativo. Alguns indicadores técnicos mostram a continuidade das tendências de alta ou de baixa nos preços. Outros indicadores indicam possíveis reversões de tendências.
O objetivo de quem utiliza indicadores técnicos é encontrar o melhor momento para comprar ou vender um ativo, mantendo-se posicionado na tendência dominante de preços. Isso significa dizer que, enquanto há uma tendência de alta dos preços, os investidores desejam permanecer comprados no ativo, e não o vendem até que haja um possível sinal de reversão de tendência. Em sentido oposto, enquanto houver uma tendência de queda nos preços, os investidores permanecem vendidos na ação e não a compram até que ocorra um sinal de reversão na tendência de queda.
Seguir a tendência de preços transforma-se então em um movimento de mercado que se retroalimenta, isto é, se a tendência de preços é de alta, acaba por atrair mais compradores na ação, que subirá ainda mais. Por sua vez, se a tendência é de queda, provavelmente atraia mais vendedores para o papel e, certamente, o preço caia ainda mais. Os estudos da análise técnica, portanto, buscam apurar os melhores momentos para comprar ou vender uma ação, tendo em vista o comportamento de mercado.
Esses estudos não devem substituir as metodologias de análise de valuation, que se dedicam a apurar o valor justo de uma ação, com base em seus fundamentos e em sua geração de fluxos de caixa. Bons resultados, contudo, podem ser apurados quando se conjugam análise técnica e análise fundamentalista, pois enquanto uma metodologia se dedica a calcular o valor justo de uma ação, a outra mostra os momentos para comprar ou vender o ativo, com base no comportamento do mercado. Neste vídeo, conhecemos um pouco sobre os conceitos de análise técnica, que busca, por intermédio da interpretação de padrões de comportamento do mercado, revelar como serão os preços futuros dos ativos.
Apesar de a análise técnica ter se desenvolvido nas últimas décadas, graças ao uso de softwares especializados que trazem gráficos de preços com tempos diferentes e dezenas de indicadores técnicos, ela não é uma unanimidade entre os investidores, em decorrência do possível efeito manada. Muitos investidores de longo prazo utilizam apenas análise fundamentalista na escolha dos ativos de suas carteiras. Esses investidores, que buscam receber dividendos no longo prazo, não baseiam suas decisões de investimento nos estudos de análise técnica, pois acreditam que são técnicas mais direcionadas ao curto prazo.
Bons estudos e até a próxima.