Olá no vídeo anterior eu comentei um pouco sobre a ideia de Cultura de festa e como isso pode ser um novo olhar que a gente direcione para entender as nossas práticas cotidianas falando de Brasil falando de vida cotidiana falando de vida na rua de corpo encantado na rua e trazendo essa ideia de encantamento para o olhar mais acurado sobre a nossa existência aqui nesse país a o cima Luiz Antonio Simas é justamente um estudioso que vai nos trazer essa perspectiva no fragmento da micro-história da vida cotidiana capaz de desvelar o mundo a partir deste olhar
então é muito importante a gente a tentar preciso fazeres cotidianos como é interessante para a gente escutar e compreender outras vozes que não as vozes oficiais e oficiosas dos discursos inclusive dentro do próprio discurso da teoria social e aí que cima vai falar do carnaval não carnaval institucionalizado a festa institucionalizada passa na TV mas o fazer cotidiano do Carnaval vai falar do por exemplo das brincadeiras na rua vai falar do preparo de comidas vai falar de práticas religiosas tudo isso que traz para a gente a reflexão sobre um duelo com a política de morte né
carnaval pode ser visto também como não apenas uma festa mas como um duelo entre o corpo EA morte justamente porque a vida não é mole a vida no Brasil é difícil e por isso a importância de festejar de e para subverter para trazer uma alternativa um projeto de desencantamentos né o corpo carnavalizado vai ser Simas é aquele que ficava o confinamento da existência como o projeto de desencanta mento e simplesmente espera da morte e na verdade que a gente parar para pensar é essa disputa esse embate entre intenções mais castradora ia e universo mais criador
sempre existiram né no nosso território a gente não raro percebe como esse conceito civilizatório que tentam empurrar goela abaixo no nosso país em outros países colonizados foi elaborado exclusivamente por uma ideia de cânone Universal e hoje continua a ser empregado por lógicas mais empresariais por lógicas políticas por lógicas religiosas que busca de alguma maneira evangelizar conter controlar o caldo vigoroso de uma cultura forjada na experiência inventiva de mundo de superação da escassez de superação do desencanto de contorno da política de morte esse projeto Então não é resistências projeto antigo e faz parte do projeto colonial
e assim como mostram os Rufino flecha no tempo né que trata também um pouco dessa temática de Aniquilação Colonial é óbvio que hoje a gente está em uma outra faceta a gente tá vivendo um outro momento desse projeto cada vez mais necessário trazer à tona essas questões e obviamente o Luís o filho vai mostrar para gente como a gente só vai se fortalecer e quando a gente usar o encanto como uma prática transgressivo quando a gente considerava o pluralidade quando a gente se aproximar dessa sabedorias de festa quando a gente de fato fortalecer gramáticas não-normativas
e para que isso aconteça obviamente a gente não pode enquanto pesquisadores da realidade social brasileira se afastar esquecer desse tipo de prática práticas cotidianas o que acontece nas ruas o que acontece nos terreiros o que acontece nos jogos o que acontece nessa nesse viver cotidiano né é muito urgente que a gente vá Campo abrindo os nossos olhares para dar nossa sensibilidade na o pesquisador para todas essas questões a mãe para Além disso é preciso também descolonizar nosso pensamento de para a crítica ao colonialismo a gente precisa decidir primeiramente sobre a sua visão de tempo que
é sair dessa ideia de uma estrada a única de uma rota única de sair do lugar eu chegar no outro inclusive na forma do raciocínio lógico enfrentar uma ideia de tempo aprisionado e criar outras formas de tempo outras formas de tempo outras formas de espaço e para isso é preciso a gente considerar as filosofias banto ioruba e outras tantas mais do que nunca a relembrar também a importância física prática dos nossos corpos e não são apenas a elementos secundários da nossa existência eles são suporte inventivo pode virar enunciar múltiplas gramáticas e ações criativas e mais
do que nunca trazer as ideias de brincadeira de jogo de variação de festa como elemento capaz de espantar miséria a escassez EA morte é uma vez que a miséria e escassez é morte são situações claramente refletoras de uma ideia de captura no tempo de paralisia a vida então é uma eterna disputa entre essa violência e a beleza e o encantamento nos resta romper com esse binarismo de Cultura versus natureza também já tem sido discutido essa esse rompimento já tem sido discutido por vários estudiosos e atentar para as formas de relação com a vida que escapem
a esse binarismo a vida ela não pode se classificar no binarismo que edifica o ser humano como Vivo e superior a outras formas de existência isso que eu tô falando isso quando a gente volta nas formas de enxergar o mundo desses saberes ancestrais sejam eles nos povos dessa ferro de outro continente a gente percebe como essa questão também E aí vem toda a discussão do antropoceno também essa discussão da superioridade do ser humano é cai por terra as coisas se mexe tão esse Gear reordenam rearranjo em outros modelos em outros formatos que não se trata
de tratar todos colocar todos no mesmo patamar Kuhn e de forma igual Mas a partir da diferença não alimentar uma ideia de supremacia do humano é preciso também não só lhe me parar de alimentar umidade super macias humano perante o que a gente chama de natureza como também parar de alimentar a ideia da supremacia da vida dos vivos perante os mortos porque é a partir desta consideração da ancestralidade e dos daqueles que vieram antes e toda essa questão dos mortos que a gente que a vida se refaz a vida e também com base no Kim
já aconteceu nas construções anteriores e na honra a essas pessoas então aqui eu não tô especificamente falando apenas para que a gente tem as práticas religiosas de culto aos mortos para Além disso é importante é abrir o olhar para outras formas de assistência e outras formas de forças que se colocam na nossa das nossas vidas é isso que nos dá suporte a isso que permite a construção de uma outra forma de vida que dobra a política de morte que no século tempo todo Oi e aí e não tem como não falar né de e não
tem como não não citar religiões afro-brasileiras e não falar Como de fato mais do que a conversão né um disco Sul pro conversão a essas regiões é muito mais faz muito mais sentido entender que o Brasil e os brasileiros a pra subverterem essa política de silenciamento dos corpos para subverter essa narrativa do Brasil que é oficial fixa e que busca o progresso que buscam um único caminho enxerga um único deslocamento de um lugar para o outro ela tem que se a ver com a proposição de uma política que seja muito mais espiritual no sentido de
um complexo de práticas de saberes que dão respostas políticas contrárias à violência que a gente vive e que as costas que não seguem o raciocínio que a gente considera como oficial a forma de raciocínio oficial é uma vez que a gente tem que escapar ideia binária de vida e morte então e é possível considerar as práticas cotidianas é de terreiro de festa de Com certeza os populares como política também né o fazer cotidiano na rua ele é político e e abre caminho diante de esferas de poder que são empregadas e mantidas pelo continuam colonial e
não dá para estudar o Brasil e seguir construindo uma narrativa de Brasil que Ignore todas esse todos esses elementos que Ignore a morte como um elemento Central capaz de dinamizar A vida num ciclo na idade ciclo continuam até porque a gente não tá falando aqui novamente de uma linha reta de começo meio e fim mas a gente tá falando do ciclo baseado lá tá na cosmogonia bakongo né de ciclos de vida Oi e a morte então como dinamizadora desse ciclo que permite restituição que atualização com uma condição necessária para a vida mas isso não significa
que a gente Deva cultuar a política de morte muito pelo contrário a política de morte é se insere numa lógica muito mais binária de começo e fim de vida a partir do momento que a gente traz a importância da ancestralidade e traz essa outra forma de vida do ciclo continuam a gente traz os mortos para viverem conosco e para produzirem política conosco culto aos mortos aparentemente é a favor da morte mais não na verdade é contra essa política de morte bom então a a hora da gente se entender enquanto o povo te realizado em cruzado
em múltiplas sabedorias e indefesa desse outro projeto forjado e múltiplas experiências múltiplos saberes e múltiplas Comunicações E aí [Música]