o Olá no vídeo de hoje temos a difícil missão de conversar sobre sobre fotografia o livro mais famoso da minha autora favorita fusão som esse livro Aqui começou com apenas um ensaio ensaio intitulado na caverna de Platão mais ação tá que foi se interessando pelo tema desenvolvendo mais alguns raciocínios e aí a partir disso ela escreve mais alguns ensaios entre 1973 e1977 no fim esses ensaios são seis e são os ensaios que desde 1977 compõem este volume aqui sobre fotografia e porque eu digo que é uma missão difícil falar sobre este livro primeiro porque esse
aqui é um livro que me marcou bastante que fez com que olhasse para certos aspectos de uma maneira diferente e eu não sei vocês mas eu acho que é sempre difícil falar sobre os nossos livros favoritos livros que nos marcaram muito etc transmitir o valor que esses livros tem para outra pessoa e somado a isso eu tenho fato de que as usam são é bastante erudita e o raciocínio dela é sem nem que palavra utilizar para definir porque só lendo para entender sem um negócio maravilhoso raciocínio dela era algo realmente único e aí é difícil
você tentar apresentar um livro desses para alguém e sentir que você de algum modo fez jus a magnitude da obra Mas é isso que a gente vai tentar fazer aqui hoje mas já assumindo aqui que provavelmente eu falarei fizeram a mente mais farei o meu melhor então pra tentar expor aqui da melhor maneira possível esses ensaios eu queria falar brevemente sobre também são assim sobre cada um deles então dá uma geral sobre o que eles tratam e também falar sobre as coisas que me chamaram mais atenção e para isso já aviso que este vídeo ser
a alegria de quem gosta quando eu leio vários trechos do livro porque é o que vai acontecer hoje porque porque eu explicar se Susan assunto que pode colocar em palavras as coisas muito o seu não é então vamos lá começando com o primeiro ensaio em suado na caverna de Platão direito o principal tema deste ensaio é a relação entre fotografia e verdade porque se a gente parar e pensar geralmente a imagem a fotografia é a utilizada como prova de que algo realmente aconteceu então por exemplo Fulano pode falar que ele viu alguma coisa só que
muitas vezes quando é a pessoa narrando algo a gente já consegue imaginar que pode ter um viés ali que as coisas podem não ter acontecido daquela maneira só que quando essa pessoa vem e mostra uma foto uma imagem daquilo a gente ficar OK tá provado isso aqui realmente aconteceu só que a sensação tem coloca aqui que não é bem assim segundo ela a alma ilusão de que a fotografia sempre representa a verdade porque muitas vezes a gente não pára para pensar que essa fotografia também tem uma interpretação E aí eu queria ler dois trechinhos aqui
para colocar melhor esse raciocínio ao que ela diz a 16 fotos fornecem um testemunho algo de que ouvimos falar mas de que duvidamos parece comprovado quando nos mostra uma foto uma falta equivale a uma prova incontestável de que determinada coisa aconteceu a foto pode distorcer mas sempre existe o pressuposto de que algo existe ou existiu e era semelhante ao que está na imagem entretanto ao decidi que aspectos deveria ter uma imagem ao preferir uma exposição a outra os fotógrafos sempre impõem padrões a seus temas engole certo sentido a câmera de fato captura a realidade e
não apenas a interprete as fotos são uma interpretação do mundo tanto quanto as pinturas e os desenhos e por isso o título do ensaio na caverna de Platão a qual ela faz alusão já do comecinho do texto porque no mito da caverna os prisioneiros estavam Acorrentados em uma caverna frente a parede dessa caverna e ali eles viam sombras e imaginavam que aquilo era a realidade quando na verdade aquilo era uma a ação da realidade mas para eles aquilo era a realidade a verdade e é muitas vezes assim que a gente se porta frente é uma
fotografia imaginando que Ativo constitui a verdade nua e crua e não apenas uma representação dessa verdade e é assim a gente deve encarar a fotografia como uma representação da Verdade porque a verdade tá ali de certo modo mas essa verdade pode ter sido enquadrada com alguma iluminação que favoreça a mensagem que o fotógrafo que iria passar a partir daquilo editada ainda mais nos tempos de hoje E além disso nesse ensaio ela também fala sobre alguns efeitos causados pela fotografia e de novo gostaria de recorrer a alguns trechinhos aqui na página 29 a natureza do sentimento
até de ofensa moral que as pessoas podem manifestar em relação a foto dos oprimidos dos explorados dos Famintos e dos massacrados depende também do grau de familiaridade que tenham com essas imagens aí depois vai comprar um pacto de duas fotografias a as de biafrense magérrimos Nunes de 1970 que produziram menos impacto do que a das vítimas indianas da fome no início da década de 1950 porque essas imagens tornaram-se banais são seja as fotos vieram depois não tinham mais o mesmo Impacto de antes e as fotos da família de tuaregues que morriam de fome na África
Subsaariana publicadas em revistas de Todo Mundo em 1973 devem ter parecido a muitos uma reprise insuportável de uma exibição de atrocidades agora já familiar fotos chocam na proporção em que mostram algo novo ou seja fotografia em certos casos pode até funcionar como uma espécie de anestésico olha só o que ela fala que na página 31 o choque das atrocidades fotografadas se desgasta com a exposição repetida e para quem se interessa sobre esse tema ela discutir isso de uma maneira um pouco mais aprofundada em outro livro dela aqui será o próximo livro dela ser resenhado aqui
inclusive que é o diante da dor dos outros em seguida a gente tem um ensaio intitulado Estados Unidos visto em fotos de um ângulo Sombrio e a é basicamente analisar a visão que alguns artistas produziam nos Estados Unidos então ela começa com a imagem do Walt Whitman o poeta principalmente se apoiando na Eu acredito que a principal coletânea de poemas dele a folhas de Relva onde ele passa a América mas principalmente Estados Unidos como sendo um lugar muito democrático onde a gente pudesse de certa forma enxergar a beleza em tudo e muitos fotógrafos Principalmente quando
a fotografia não era tão popularizado como Ficou ali na década de 60 70 etc tinham Essa visão também utilizavam a fotografia como algo para idealizar tinham Essa visão idealizada do mundo e queriam transparecer isso através da fotografia então sempre querendo fotografar o belo mais com a ideia de que a beleza poderia ser encontrada em tudo e aí ela sinta uma exposição que foi bastante famosa a época em um artista chamado Edward steichen e eu queria falar um pouquinho sobre essa exposição aqui para vocês olha só o nome da exposição a ilha do homem e sobre
ela a fusão solta que diz que eram 503 fotos de 273 fotógrafos de 68 países e que deveriam convergir a fim de provar que a humanidade é Una e que os seres humanos a despeito de todas as suas falhas e Vila mias são criaturas atraentes as pessoas nas fotos eram de todas as raças e idades classes tipos físicos etc então a ideia daquela exposição era de que as pessoas pudessem olhar para aquelas fotografias e se reconhecerem ali a gente sabe começar a importante da gente reconhecer nos lugares ainda mais em uma fotografia Porque como as
usa até correntes e não me engano neste mesmo ensaio aqui fotografar é atribuir importância então se você tá assim enxergando uma fotografia ali você pensa não talvez eu vale a pena ser fotografado talvez haja algo em mim que vale a pena ser observado que seja bonito mas aí os tempos vão mudando esse Realismo vai sendo um pouco abandonado acidente que dá para enxergar a beleza em tudo etc e aí começa e os fotógrafos que querem fotografar a realidade como ela é E aí surgem fotografias de pessoas em situações de extrema pobreza em situações de guerra
fotografias essas que acabavam tendo com os padrões que cê tinha anteriormente buscando retratar a realidade como ela é só que para Susa isso é impossível porque como a gente viu no primeiro ensaio a fotografia é uma representação da realidade e depois essa cena muda drasticamente com o aparecimento que fotógrafos que buscavam através das fotografias de certo modo confrontar o espectador E aí ela ressalta o trabalho de uma fotógrafa bastante famosa chamada Daiane arbus Espero que seja assim que se pronuncia o nome dela ou me referir a ela como Daiane Mas então a Daiane era bastante
conhecida por retratar pessoas que eram tidas como estranhas que tinham aspectos físicos esquisitos em pessoas que eram consideradas Fez boa parte do ensaio Boa tarde eu diria é justamente voltado analisar a obra da Daiane só que aí tem o conseguir e destacar aqui que faz referência também o que a gente viu no ensaio anterior porque as usa comenta aqui que a Daiane se utilizava de algumas técnicas que basicamente todo objeto que ela fotografar você poderia ficar esquisito porque ela se utilizava de uma iluminação estranha as pessoas também estavam sempre olhando frontalmente para câmera e com
um olhar mais duro mais seco o que geralmente configura algo esquisito e aí ela compara duas fotografias que eu vou deixar até passando aqui para vocês essa primeira que tá aparecendo aqui agora é de 1912 tirada por lá tigre lote não sei de uma mulher de chapéu de plumas e véu o nome da fotografia é corrida de cavalos em Nice E aí aqui agora essa foto que a gente tem é a foto da Daiane intitulada a mulher com véu na Quinta Avenida Nova York 1968 e aí sobre essas e o que é Susan comenta além
da característica feiura do tema de órgãos o tema de um artigo é belo de forma igualmente característica O que torna a estranha a mulher da foto de ambos é a atrevida desinibição de sua pose se a mulher de latir de olhasse para trás talvez parecesse quase igualmente estranha ela vai desenvolvendo isso para explicar como que essas poses influenciam na recepção da obra da como ela aparecia procurar fotografar pessoas em poses esquisitas em ângulos esquisitos justamente para cooperar com a impressão que ela queria passar através da arte dela E chegamos ao 3º ensaio intitulado objetos de
melancolia E aqui as usam fala bastante da relação da fotografia e do surrealismo e não sei vocês mais eu costumam associar muito surrealismo mais a pintura eu nunca tinha pensado na fotografia como uma atividade surrealista e a sua fala sobre isso na primeira frase deste ensaio a fotografia tem aplicação pouco atraente de será mais realista e portanto a e as artes médicas só que na visão das usa a fotografia é a arte surrealista por Excelência porque segundo ela o surrealismo se situa no coração da atividade fotográfica na própria criação de um mundo em duplicata de
uma realidade de segundo grau mais rigorosa e mais dramática do que aquela percebida pela visão natural para ela também se refere a esse surrealismo na fotografia como sendo o que acontece entre o momento em que a foto é tirada então o que que fotógrafo tá vendo ali e o momento em que aquela foto é analisada porque tem um intervalo nisso aí e para as usa nesse intervalo é que está a questão do surrealismo eu confesso que este é o ensaio que eu tenho mais dificuldade para analisar foi até o que eu menos anotei coisas porque
eu não tenho entendimento sobre o surrealismo nunca me debrucei a estudar o movimento etc então tem 10 acabou-se outra falar com propriedade sobre o tema mais eu tive a impressão de que e deve ser dos ensaios mais polêmicos deste livro porque as usam faz algumas afirmações bastante categóricas sobre o surrealismo Muitas delas não positivos Então imagina que o ensaio deve ter rendido certa polêmica aí e é o ensaio deste livro apesar de não ser o meu favorito a gente falou sobre ele mas é o que eu mais Considero que eu preciso reler e principalmente ter
um acabou o seu maior para poder entender realmente o que ela tá falando aqui mas ela fala não só do surrealismo ela aborda outros temas também como por exemplo distinguir a fotografia da Europa EA fotografia dos Estados Unidos e esse nas primeiras décadas do século 20 porque segundo ela a fotografia na Europa no século 20 tava muito associada ao pitoresco ao que era diferente então eles queriam fotografar esse tipo de coisas coisas mais exóticas e nos Estados Unidos na fotografia estava associada a uma função mais social deixa eu ler aqui um trechinho para que vocês
possam entender melhor achei trechinho aqui tá na página 32 porque ela fala e a fotografia na Europa Está muito associada ao turístico nos Estados Unidos a questão social a querer passar uma mensagem e aí olha só os Estados Unidos O fotógrafo não é simplesmente a pessoa que registra o passado mas aquela que o inventa como escrever o Berenice Abbott o fotógrafo é o ser contemporâneo por Excelência através dos seus olhos o agora se torna passado essencial também fala sobre como a fotografia se tornou a arte fundamental das sociedades prósperas pendulares e inquietas uma ferramenta indispensável
da nova cultura de massa o ensaio seguinte é intitulado o heroísmo da visão e talvez esse seja o meu Ensaio Favorito porque eu acho que a partir daí a gente consegue pensar muita coisa do mundo atual e eu gosto muito das discussões que as usam propõe nele Olha só na página 101 ninguém jamais descobriu a feiura por meio de fotos mais muitos por meio de fotos descobriram a beleza salvo nessas ocasiões em que a câmera é usada para documentar ou e a ritos sociais o que move as pessoas a tirar fotos é descobrir algo Belo
Ninguém escama como isso é feio Tem de fotografar Lu nele se alguém dissesse significado de o seguinte achei essa coisa feia Bela é comum para aqueles que puseram os olhos em algo Belo lamentar-se de não ter podido fotografar Lu e aí eu queria pensar um pouco sobre esse ponto aqui acho que uma galera aí vai se identificar com a seguinte situação você tá lá aí você vê não sei uma lindo lindíssimo portuguesa perfeito queria muito tirar uma foto a gostar no seu Instagram e aí você tira foto e fica puto a foto não faz juz
ou então quando você vai viajar para algum lugar e aí muitas vezes você já tinha imagem daquele lugar na sua cabeça fica meu Deus do céu eu vou ver esse pôr do sol vou tirar essa foto aqui e aí quando você vai lá tira foto o objeto não corresponde ao que você tinha idealizado por que o que você tinha idealizado muitas e está baseado no que em outras imagens e não na realidade e aí eu acho que a partir desse ensaio dá para gente pensar muito nessa ideia aqui é bem bizarra que a gente parar
para pensar bem do padrão de beleza estando associado a imagens e não há coisas reais mesmo eu acho que nós mulheres pessoalmente Sofremos muito mais com isso com essa questão do padrão de beleza que é baseado ainda modelo que está aparecendo na capa da revista e ela tá lá com o rosto perfeito dela poros praticamente sela a pele de seda e aí você passa a ter o padrão de beleza baseado naquilo só que aquela foto tá editado tem uma interpretação digamos naquela foto e aqui ela falou bastante dessa questão da fotografia determinar o que é
Belo ou não a imagem seu determinante do que é Belo e muitas vezes para nós virar essa questão do padrão de beleza EA imagem fica tão importante a ponto de ir aí eu acho que alguns vão se identificar com isso também de você conhecer uma pessoa que é muito bonita é só que aí você vê as fotos daquela pessoa e pensa putz é tão bonita mas não é fotogênica então é meio que que adianta você tão bonita assim na foto não fica tão bonita quando é pessoalmente e aí queria ler aqui novamente alguns trechinhos pra
gente poder embasar a melhor raciocínio Olha só na página 102 muitos se sentem nervosos Quando vão ser fotografados não porque recém como os primitivos ser violados mas porque temem a desaprovação da câmera as pessoas querem a imagem idealizada uma foto que as mostras com a melhor aparência possível sempre ser repreendidas quando a câmera não devolvem uma imagem mais atraente do que elas são na realidade mas poucos têm a sorte de ser fotogênicos ou seja aparecer melhor nas fotos mesmo quando não são maquiados ou beneficiados pela luz do que na vida real sobre a questão de
edição Olha que a gente tem aqui ainda na página 102 a notícia de que a câmera podia mentir ou novo muito mais popular o ato de se deixar fotografar aí tenho certeza que muita gente tem uma foto um pouco disse assim eu não vou postar não mas se eu tacar um filtro aqui dá uma iluminada aqui aí que vai ficar bom que ela falou também da relação entre pintura e fotografia porque quando a fotografia surgiu o teve aquele impasse e agora qual que é o lugar da pintura porque muitos pintores se utilizavam das suas telas
para retratar a realidade e muitas vezes de uma maneira muito fidedigna mas de que serviam digamos essas pinturas agora se você podia tirar uma fotografia daquilo só que olha só que interessante ela apresenta aqui a ideia da fotografia como uma atividade Libertadora para pintura vou ler aqui o trechinho ao tomar para si a tarefa de retratar de forma realista tarefa que era até então um monopólio da pintura à fotografia liberou a pintura para sua grande vocação modernismo a abstração E aí ela fala que o impacto da fotografia na pintura não foi tão claramente delimitado Pois
quando a fotografia entrou em cena A pintura já estava começando por conta própria e além para retirada do terreno da representação realista ou seja talvez Impacto não tenha sido tão grande assim enquanto eu pelo menos imaginava que tivesse sido outra parte do ensaio que eu adoro é quando ela fala do contexto no qual uma fotografia é vista Olha só página 122 como Cada foto é apenas um fragmento seu peso moral e emocional Depende do lugar em que se insere uma foto muda de acordo com o contexto em que a vista assim as fotos de minamata
tiradas por esse mês pareceram diferentes de uma cópia de contato numa galeria uma manifestação política no arquivo policial numa revista de fotos numa revista de Notícias comuns no livro na parede de uma sala de estar cada uma dessas situações sugerem um uso diferente para as fotos mas nenhuma delas pode assegurar o seu significado Será que se a gente colocasse uma legenda nessa foto o problema seria resolvido o que ela disse aqui na página 125 o que os moralistas exigem uma foto é que ela Faça aquilo que nem uma foto é capaz a falar A legenda
é a voz que falta e espera-se que ela fale a verdade mas mesmo uma legenda inteiramente a curada não passa de uma interpretação necessariamente limitadora da foto a qual está ligada e a legenda é uma luva que se veste e se retira muito facilmente Outro ponto que ela discutir no ensaio que eu acho muito interessante é o que acho que até elas recebe aqui como tendência isso tendência estetizador da fotografia porque tem algumas pessoas que se incomodam com o fato de que a fotografia parece imprimir o belo Então se algo foi fotografado a gente já
quer encontrar o belo daquele de algum Moro tem até um trechinho de um teórico que fala sobre isso Cadê do Walter Benjamin olha só o que ele diz a câmera agora em capaz de fotografar um prédio Residencial um monte de lixo sem transfigurar o para não falar de uma represa no Rio ou de uma fábrica de cabos de eletricidade diante disso a fotografia é só consegue dizer que Belo ela conseguiu tornar objeto a própria pobreza ao tratava de um modo elegante Tecnicamente perfeito e transformá-la em objeto de prazer é mais frequente em outro textinho que
diz aqui ó fiz a composição atraente e a perspectiva da garantia das fotos tiradas por Deus raio de crianças exploradas em fábricas e Minas americanas na virada do século sobre a podiam facilmente a relevância do seu tema Então ela coloca isso como um problema em certos casos porque muitas vezes a fotografia por essa tendência é esse pesquisadora acaba de sensibilizando a gente porque o fotógrafo talvez quisesse retratar Inclusive eu tenho até uma experiência que me marcou muito sobre isso porque certa vez eu vi uma foto de crianças crianças claramente em uma situação muito desfavorável uma
situação de pobreza para ser bem honesta estavam brincando ali e era um lugar horroroso só que a fotografia era bonita e eu lembro de ter prestado muita atenção nisso eu olhei para foto e eu disse nossa que foto bonita mas será que era aquilo que dele e a atenção na foto e aí olha só que ela diz assim como criam solidariedade forte e subtraem solidariedade distanciam as emoções do penúltimo ensaio se chama evangelho fotográficos e aqui a Suzana vai discutir a relação entre fotografia e Arte Ou seja a fotografia como arte e se ela realmente
é uma arte ou se o negócio da fotografia é que ela consegue transformar qualquer coisa em arte e aí ela pega a visão de diversos teóricos para discutir sobre esse tema e eu queria de novo né alguns trechinhos daqui a pouco esse vídeo aqui vai virar uma espécie de audiologista edição de fotografias mas aqui ela vai falar então como ela tá falando de fotografia como arte da relação dela com a arte ela falou muito da crítica da fotografia de como que os teóricos fazem para poder criticar uma fotografia e tem alguns alimentos que dificultam e
um deles é o fato de que a fotografia acaba sendo um instrumento muito democrático de Gamas no sentido de que o é uma foto e muitas vezes você pode achar aqui essa fotografia foi tirada por um profissional mas na verdade ela foi retirada sei lá pela sua tia nas férias dela Olha só o que ela disse pois a fronteira da fotografia entre amadora e profissional primitivo e sofisticado não é só mais difícil de traçar do que na pintura ela tem pouco sentido a fotos tiradas por amadores anônimos tão interessantes estão formalmente complexas tão representativas das
potencialidades características da fotografia quanto uma foto de stiglitz ou de ervas que são grandes fotógrafos Outro ponto que ela ressalta a identidade na fotografia na página 150 ela diz muitas fotos publicadas pelos maiores nomes da fotografia parecem obras que poderiam ter sido feitas por outros profissionais de talento do mesmo período é preciso um conceito formal ou uma obsessão temática para tornar uma obra facilmente identificável como pegar como exemplo aqui a pintura muitas vezes você olha para um quadro se você já teve certo contato com pintura a senhora para o quadro aí você não precisa de
ninguém para te dizer que quem tentou aquele quadro foi Van Gogh porque ele tem um estilo tão característico as pinceladas tão características que aquilo é uma identidade dele mas em uma fotografia que não tem como você imprimir um traço ou uma cancelada específica como uma pintura ou em desenhos por exemplo aí geralmente acontece isso que essa relatos de a pessoa tem uma obsessão com o tema e aí você vê aquilo que pensa como disso aqui acho que foi Fulano que ou um conceito formal e aí aquela citou 300 Mas a gente pode falar da própria
Daiana órgãos que fotografava pessoas que tinham feições esquisitas etc e aí você olhava para aquilo e dá para dizer a isso aqui é uma fotografia da Daiana Tem Um textinho aqui na página 151 não cola jeans na fotografia o assunto sempre prevalece e assunto diferentes criam abismos intransponíveis entre um período e outro no vasto corpo de uma obra confundindo a assinar E aí ela se volta mais principalmente para critica a linguagem que em geral se avaliam fotos é extremamente pobre mais frequentemente e consentimos mais tipos vagos em julgamento como coisa cirurgião fósforo serem sutis interessantes
fortes complexas simples o motivo por que a linguagem é pobre não é acidental trata-se da ausência de uma rica tradição de crítica fotográfica a fotografia proponha um processo de imaginação e um apelo ao Gosto totalmente distintos daqueles que a pintura propõe de fato a diferença entre uma foto boa e uma foto ruim não é em absoluto igual a diferença entre uma pintura boa e uma pintura ruim as normas de avaliação estética é laboradas para pintura Depende de critérios de autenticidade de falsidade de perícia técnica critério esqui para fotografias são mais permissivos ou até inexistentes ela
falou também aqui sobre como o tempo opera na fotografia e como ele opera sobre a pintura não saio interessantíssimo a gente que mulher viu já e encerrada com o ensaio intitulado o mundo imagem e aqui ela retoma bastante do que ela fala no primeiro ensaio nu na caverna de Platão porque ela fala muito dessa questão da realidade da fotografia e da realidade e de como muitas vezes a gente prefere as imagens a realidade ou seja representação da realidade a realidade e ela diz aqui que há uma espécie de lealdade as imagens ela fala também nesse
ensaio da fotografia no contexto do capitalismo Ou seja você ter várias fotos e é uma espécie de maneira de você possuir o mundo ter certa propriedade daqui consegui ter um controle sobre isso olha só aqui na página 172 ninguém supõe que uma pintura de cavalete e seja em nenhum sentido consubstancial a ser objeto ela somente representa ou alude mais uma foto não é apenas semelhante a seu tema uma homenagem a seu tema ela é uma parte e uma extensão daquele tema e o meio poderoso de adquire Lu de ganhar com e ele tem um exemplo
aqui que ela dá na página 177 que nossa evidencia muito essa relação tão íntima que a gente tem com fotografia que a gente desenvolve muitas vezes que eu fotografia aquela fala da nossa relutância a rasgar ou jogar fora a foto de uma pessoa amada sobretudo quando morta ou distante como sendo um gesto Cruel de rejeição E aí ela cita que o exemplo de uma obra que eu não vou falar o nome porque uma galera aí pode considerar spoiler mas é basicamente tem um cara que ama uma mulher e aí em certo momento ele descobre que
a Amada dele se desfez de uma pintura que havia dele e ele veio aquilo ali como uma morte de qualquer sentimento que houvesse dela em relação a ele porque Como assim ela se desfez de uma imagem minha e ainda sobre essa relação que a gente tem uma espécie de lealdade com imagem como ela disse aqui olha só a realidade passou cada vez mais a se parecer com aquilo que as câmeras nos mostram é comum o que as pessoas ao se referirem a sua experiência de um fato violento em que se viram envolvidos um desastre de
avião tiroteio um atentado terrorista insistam em dizer que parecia um filme isso é dito a fim de explicar como foi real pois outras qualificações se mostram insuficientes no bizarro isso aí eu queria ler um trecho aqui que meu Deus do céu quando eu reli agora o livro porque eu nem comentei ainda né mas é uma releitura eu lembrei de uma situação que aconteceu há pouco tempo que foi uma amiga minha foi a gostar o nome dele que vai ficar chateada aqui mas ela foi a Paris recentemente E aí eu perguntei dela como é que tinha
sido não sei o quê e ela falou ah eu achei que a torre era mais bonita por foto conhecia vai dormir com você você cria uma imagem já na sua cabeça e aí quando você chega às vezes você tem uma decepção porque né tá lá a foto idealizada editada e aí Olha o que ela fala aqui não saber muito do que se passa no mundo por meio de imagens fotográficas e não raro se frustram se surpreendem 60 em diferentes quando vem a coisa real pois imagens fotográficas tendem a subtrair o sentimento de algo que experimentamos
em primeira mão e os sentimentos que elas despertam em larga medida não são os mesmos que temos na vida real ou seja fotografia leva muitas vezes a gente a idealizar as coisas essa minha amiga por exemplo da Torre Eiffel tinha visto provavelmente fotos da Torre contra um pôr do sol superbonita Tô deitadinha não sei o quê e aí quando ela viu lá chegou não era bem aquilo que ela esperava eu vou querer tinha todo uma idealização na cabeça dela e que Vejam Só prejudicou muito a experiência real que ela teve lá é triste pensar nessas
coisas e aí acho que a última coisa que eu vou comentar sobre isso aí a já está acabando para o mas olha só o que ela disse aqui muitas vezes algo nos perturbam mais em forma de fotografia do que quando o experimentamos de fato E aí ela retrata uma experiência dela no hospital em Xangai em e três ao ver um operário Industrial com ulcerações em estádio avançado perder nove décimos no estômago retirados sob o efeito da anestesia por acupuntura consegui acompanhar a operação de três horas a primeira operação que testemunhei em minha vida sem sentir
náuseas nem a necessidade sequer por uma vez de desviar os olhos no cinema de Paris um ano depois a cirurgia menos sanguinolenta mostrada no documentário de antonioni sobre a China intitulado o sangue cor feito me conhece toda ao primeiro corte do bisturi e desviar seus olhos várias vezes durante a sequência somos vulneráveis a fatos perturbadores em forma de imagens fotográficas de um modo que não ocorre diante da realidade e aí ela comenta algo que eu achei muito interessante para a gente pensar no cinema por exemplo na sala de operações sou eu que mudo o foco
faço os closes e os planos médios no cinema a câmera olha por mim e eu briga olhar deixando a mim como única opção não olhar Além disso o filme condensa em minutos algo que leva a hora o deixando apenas partes interessantes apresentadas de um modo interessante ou seja com intuito de provocar ou de chocar e assim terminamos os meus comentários sobre os ensaios especificamente mas não acabamos os meus comentários porque eu queria deixar alguma coisa aqui que pode ser um receio de algumas pessoas e para ser sincera foi até o receio meu porque bom ela
escreveu esses ensaios entre 1973 em 1937 e convenhamos a fotografia e vou eu muito de lá para cá E aí o mesmo tá vai será que os textos podem ser um pouco da palavra será que uma coisa que funcionava muito para época mais para hoje em dia não e a gente não primeiro que como eu falei no vídeo de leituras do mês Onde eu apresento esse livro aqui rapidinho que a gente tem mais reflexões de cunho filosófico e sobre atos que são inerentes intrínsecos ao ato de fotografar e que foram coisas que não mudaram Desde
quando ela escreveu até o dia de hoje se viram que eu dei vários exemplo a falar da minha amiga aqui foi para Paris por exemplo dessa coisa do padrão de beleza vinculado a uma imagem isso é algo que tá muito presente ainda nos dias de hoje então se você ficou com medo de comprar o livro que você acha que é um livro datado Fique tranquilo porque não é você vai conseguir pensar sobre muita coisa que a gente vive atualmente a partir disso aqui E para aprovarem isso ainda mais eu selecionei alguns trechinhos sim o áudio
livro que vem aí olha só na página 19 isso aqui por ele é muito tem sido escrito nos dias de hoje parece Decididamente anormal viajar por prazer sem levar uma câmera Como assim você vai viajar sem levar uma câmera assim você não postou a foto no Instagram você não esteve lá não é as fotos ofereceram provas incontestáveis de que a viagem se realizou de que a programação foi cumprida de que houve direção o modo de atestar a experiência tirar fotos é também uma forma de recusá-la alimentar experiência a uma busca do fotogênico ao converter a
experiência em uma imagem um suvenir sobre isso eu queria com é sobre uma experiência que aconteceu comigo também recentemente eu fui a sentiment a exposição do Van Gogh que tá tendo aqui em São Paulo linda demais recomendo muito para quem quer ir se você vir a São Paulo dá uma olhada que ela vai ficar por um tempão aqui recomendo fortemente e eu pensei muito nessa coisa de tirar uma foto ser também uma forma de anular a experiência porque nossa tem uma coisa que aconteceu na minha frente eu eu que entrego você eu já sabia que
esse tipo de coisa acontecia mas vai que foi tão descarado acontecendo Então na minha frente que a gente sabe que tá acontecendo bom acho que qualquer um que vai tem a blusa de seus funções ele sair eu já deve ter lidado com esse tipo de coisa que é a pessoa tá lá e ela não presta muita atenção no que está sendo mostrado ela vai mais para fotografar então mostrar que ele esteve lá no museu e eu sou 000 mesmo a pessoa que acha um absurdo ficar tirando foto Museu Não acho não inclusive tirei fotos maravilhosas
lá na exposição Van Gogh vou deixar aqui mas tem uma galera que a partir da foto e apresenta a experiência ali porque o que aconteceu foi que nessa exposição do Van Gogh tinha vários como é que fosse uma mostruários aí eu não vários quadros com alguns escritos do Van Gogh cartas dele para o irmão dele eles trocaram muitas cartoon da vida né dê certo e era legal você ler aqui porque isso ajudava a compreender melhor Van Gogh obra dele Certo E aí uma moça que estava na minha frente atrapalhando a minha visão do texto diga-se
de passagem olha para o texto aí fala assim amiga tira uma foto minha aqui olhando para o texto só que assim ela não tinha lido a Gotinha diga que será a primeira frase sabe aí ela virou e ficou de costas olhando para o texto aí eu acho que uns três segundos não dava para ter ido o texto nem Fernando aí ela vira ai deu certo ela liga disse que sim e aí ela foi embora e não é um texto mas lá no Instagram para lá parecendo que leu o texto eu achei muito bizarro isso em
casa tava do meu lado e eu também e a gente veio correndo sabe porque meu Deus e aí na página 21 ó que a Solange está a fotografia tornou-se um dos principais expedientes para experimentar alguma coisa para dar uma aparência de participação página 34 e 35 ao que ela diz aqui ver se você é datado a necessidade de confirmar a realidade e de realçar a experiência por meio de fotos é um consumismo estético em que todos hoje estão viciadas se você não viu 2022 as sociedades industriais transformaram seus cidadãos em Independentes de imagens é a
mais Irresistível forma de poluição mental E aí ela fala dessa compulsão com fotografar transformar a experiência ensina o modo de ver mas eu queria chegar aqui no fim hoje tudo existe para terminar uma foto imagina sua nuvem do mundo de hoje e eu poderia levar o som e aqui para provar que batado coisa nenhuma aí que esse livro é incrível mas eu de forma alguma pretendo esgotá-lo aqui nesta resenha então fica a fortíssima recomendação Leiam esse livro Este é na minha opinião uma das melhores portas de entradas para você conhecer as suas ações Apesar de
que eu gostei bastante de ter conhecido as usa pela entrevista que ela deu para o lençol vou deixar o link tem resenha já aqui no canal livro maravilhoso mas se você quiser e já numa obra dela mesmo recomendo muito ler este aqui e aí depois você lê diante da dor dos outros porque e tenta ler próximo um do outro porque eu acho que você perde um pouco de Diante da dor dos outros que você lê em um intervalo muito distante de sobre fotografia que eu realmente acho que os livros têm muita conexão bem alguns pontos
aqui eu até anotei que são meio que sementinhas do que ela vai discutir em diante da dor dos outros eu tô na França porque ele tá ali na minha filha de leituras atuais em breve deveremos ter resenha desse livro aqui também que também será uma releitura de bom e é isso para quem se interessa sobre fotografia sobre a nossa relação com esse meio fica aqui a melhor recomendação que eu posso fazer sobre eu tenho acredito eu se você gostou do vídeo não esquece de deixar um like é de se inscrever aqui no canal caso não
seja inscrito ainda um grande beijo e até a próxima