hoje no nosso programa temos a honra de conversar com o diretor de bateria da Virador nosso querido mestre Cissa Cissa tudo bem tudo bem Um prazer est você aqui Mauro prazer te receber aqui em nome da da direção da da TV alerge receber essa figa nossa amizade muitos anos também muitos anos né passamos pela Viradouro aí muitas histórias muitas fantasias né é c o nosso programa tem esse objetivo de levar para quem tá distante da do conviv do carnaval como funciona cada segmento como como Cada cada artista chegou onde chegou então a gente a gente
entrevista sempre diretores de carnaval carnavalescos diretores de bateria Então hoje é o dia de você falar como que o Cissa chegou acessoa grande figura do Carnaval carioca então a gente chegamos desde desde a década de 78 ficou eu sou assim porar dentro de bateria escola de samba né na antiga unido de São Carlos que hoje é está Uhum E ali Eu me formei como ritmista em função do meu irmão da minha família meu irmão músico beloba é o que me levou para dentro da escola de samba e eu sempre fui ali com eles ali não
tive a oportunidade de filar aí de Fi em 7 8 Como ritmista qual era o seu instrumento hã qual era o seu instrumento Na época eu tocava eu toquei marcação em 78 marcação de segunda mas aí Houve um problema aí tive a minha mãe teve que botar um eu era muito magrinho como só até hoje botar um travesseiro aqui mas aí na hora eu resolvi não desfilar em cima da hora não resolvi desfilar eí peguei uma um tarol lá parafar uma caixa para desfilar aí depois eu saí não quis mais isso para mim aí foi
semestre bateria um bloco na minha rua no estáo também chamado Mocidade Unida do st bloco oficial aí fui semestre de bateria daí eu fui aí me casei aí também larguei não quis mais Aí eu resolvi voltar em 80 85 eu resolvi voltar definitivamente pro samba uhum né sempre na está sempre na está né na bateria carnaval chora chorões na época aí dai eu não parei mais em 86 87 até que eu recebi um convite para ser o mestre de bateria da está uma coisa foi sem querer né o nosso mestre de bateria el macadam passou
mal numa semifinal carnaval um dois feijão com arroz da Rosa Magalhães n está e tinha tinha tido uma saída lá só tava bateria tinha pouco diretor de bateria aí o se falou assim pô você me dá ajuda aí comando do Samba na na na eliminatória guarda che Falei pô é isso não é para mim não pelo amor de Deus neor é tocar não eu sei que você conhece você sabe e fiquei quer dizer teve a percepção de que você já tinha o domínio é aí eu fiquei só que a a minha esposa tava sentada numa
mesa lá que ela ela porque ela sem falou assim eu nunca quero isso para você comandar bateria quera saber como é que funcionava aí quando eu subi no P olhei para trás ela não tava mais na mesa ela foi embora mas eu fiquei até o final até 5 hor da manhã comandando uma bateria pro Elo lá aí fui pro meu trabalho e o presidente da escola na época tinha uma empresa perto do meu trabalho e fui sair para almoçar aí um um assessor dele lá viio atrás de mim na rua falei assim pô o pediu
para tu ir lá na no escritório dele assir saudoso assir né Presidente est Falei pô que que ele quer comigo am quer falar contigo que tá com a diretoria lá e tal aí eu fui lá ele falou assim tô a partir de hoje vai ser meu mestre de bateria falei não quero nada disso não não quero não não quero isso para mim não não quero não quero a aí por que que não quer aí fui falando uns motivos né para ele aí quase 1 hora e meia de conversa 2 horas de conversa já que vocês
querem então tem que ser da minma maneira se vocês querem eu quero isso isso isso assim direito el falou tá fechado aí foi com nosso minha bateria 88 para 89 e qual é a sua maneira C você falou que tem que ser da minha maneira Qual é a sua maneira então como eu conheci o sistema ali primeiramente a gente tem que estar bem organizado você tem que organizar a bateria de uma maneira que o ritmista se sente tranquilo o ritmista tem que ser bem tratado né porque eu fui ritmista sou inundo de bateria o ritmista
ele ter que pegar roupa da bateria dele com uma semana de antecedência exatamente não tem que ter negócio assim vai desfilar amanhã tem que pegar roupa hoje pô uma correria a roupa não sai tá faltando o sapato tá faltando cabeça tá faltando aquilo isso acontecia muito lá porque eu via isso né Falei e também algumas coisas aconteciam não queria porque eu sou do bem pô eu sei como é que funcionava aquilo lá né Ah eu ten que dar 20 roupa não sei para onde mais 20 roupa não sei para onde falei isso tem que acabar
se vocês me querem como mestre de bateria aqui todos são meus amigos mas eles lá e eu aqui o trabalho tem que ser feito aí era uma coisa foi difícil mas consegui Aí falei não tudo isso que tá botando no papel vai vai acontecer e acontecer eles me atenderam em tudo até na questão de fantasia que tinha que levar fantasia para um lado para um outro eu falei isso não dá para mim eu cara fazend um trabalho dentro da escola com uma grande bateria eu conheço aquilo ali aí primeiro ano pô foi maravilhoso gravei os
10 né Aí fomos seguind no trabalho mas não foi fácil não é organizar é organizar que eu falo assim é você botar uma roupa da bateria ali no canto ali tu lá pegar tua roupa lá tua roupa tá lá hoje é tranquilo hoje a coisa é muito mais saudá e você traz isso até hoje na tua estrutura eu trav isso comigo até hoje então é uma das coisas que me preocupava pô preocupava não só a mim mas toda a bateria da na época de São Carlos está tinha essa preocupação Será que a roupa vai sair
hoje porque eles anunciava que entregar a roupa e não entregava a roupa aí quando entregava faltava pô já peguei a eu peguei a roupa no grande hotelo que eu desfi como tava tocando a a mulher maquinando aqui eu Car roupa na mão aqui a escola entrando na Avenida pô Nossa e todo mundo trabalha trabalhava as pessoas tinham o seu trabalho não pode ficar toda hora pegar a roupa então eu falei assim ass nós temos que organizar a casa primeiro né não foi só entreg roupa não instrumento a gente fizemos Fiz um trabalho Lar legal né
de instrumento separar catalogar aquilo tudo lá né que é um patrimônio né é e ver o que era melhor porque era tud chega tudo largado tudo jogado não era assim que eu queria aí passamos a organizar passamos a ter uma sala de bateria decente na escola e a escola foi se organizando até atingir o objetivo que foi o campeonato em 92 né Pô então isso aí foi uma vitória pessoal minha aí eu como eu falei não queria antes mas aí eu falei assim pô Larguei meu trabalho meha profissão que era mecânico de automóvel aí eu
falei assim p vou seguir minha vou seguir isso aqui esse caminho aqui vou fazer isso Air da minha profissão meu meio de vida semestre de bateria e nessa brincadeira vai para 38 anos quase 37 anos ininterrupta amão eu Imagina eu tenho 40 ininterruptos Então isso é um é um orgulho que a gente carrega né né e e continuei esse trabalho até hoje aí eu acho que contribui tô contribuindo com contribui com alguma coisa dentro de bateria escola de samba tá muito trabalho que fiz nós fizemos mas e que segue a vida que segue É isso
aí essa questão da valorização do do ritmista né uma passagem um uma comida no final do ensai tem presidente que não gosto que eu fale isso às vezes né eu dei Num foi um podcast até a gente conversando aqui samba pode eu falei com o rtimo tem que ser bem tratado e não é que você vai abrir as pernas para ele não é isso que eu tô falando não é pegar um ingresso na final do sreo tá com a namorada com namorado seja lá quem for um lanche eu acho que isso é isso é saudável
você fazer isso com ritmista né sente valorizado né valorizar E nessa semana comessa entrvista eu fui a São Paulo e fui visitar não tinha esta lá não fui visitar a mancha verde aí eu chegou uma pessoa perto de mim lá Aí tirei foto lá na quadra Mancha Verde Grande para caramba quadro Paulo serdan né aí falou assim você me você outas palavras você se pode falar o qu você me deu uma falei por quê pô Inter Vista que tu deu aqui eu falei eu falei alguma coisa errada é eu falei alguma coisa errada é valorização
do ritima amigo Ah porque agora o mestre de bateria acabou de me ligar mandou ver a entrevista que você fez no podcast que é isso que ele quer aqui na escola mas é valorização pô é que normalmente as escolas hoje o como eu falei a gente não tem que abrir as peras mas tem que valorizar um pouquinho o ritmista aqueles que estão mais chegados a você não é que você vai pagar os ingresso sair distribuindo né é isso mas pô se tiver um cantinho lá um espaço de para botar lá vai incomodar nada então isso
é a valorização o cara o ritmista amor ele tem que se sentir bem na É verdade retribuir através do seu da sua eu falo rista porque eu fui ritima a minha escola de coração está mesmo na está me senti não me sentia bem eu não voltava mais pô né e o ritmista quando ele vai numa escola de samba ele hav nem a escola dele mas El ele fica tão bem ali naquela escola porque ele se sente bem ele vê o tratamento das pessoas melhorou muito essa situação porque lá atrás era parecia que a gente era
inimigo de todo mundo não era eu vou eu vou citar uma passagem eu fiz uma escola de sama tradicional que o presidente todo final de ensaio ele dava um café da manhã pros ritmistas aí eu perguntei mas por que essa ação Mauro tem muito ritmista aqui que só vai fazer essa essa refeição durante o o domingo todo então ele promovia um café da manhã era maravilhoso que o pessoal o samba acabava e o povo ia para comer aquela eu trocava eu trocava a vez eu trocava o dinheiro botava um motor de nota de R 10
na época da própria verador tá na época do S Maná Eu sabia que me ligar não final po uma passagem não então a gente tinha uma sopa lá também na na quadra está no sopão que a gente fazia PR bateria que era tradicional na Virador também tinha Lar na Virador também é é assim uma espécie de uma janta né É E na vereadora atual também a gente faz a gente faz na eliminatória fizemos uma janta também pessoal na final do sambir redo tinha também eu sempre peço ao presidente da escola sabe e eu dou sorte
que que atendem né tem algumas escolas que eu trabalhei que nada né bom Ti uma luta uma briga tremenda e a gente sempre tá fazendo alguma coisa tem que tem que entender eu brigo pelo meu seguimento né vai ver ah ô mas tem eles fala assim mas a escola é só bateria tem baiana tem gente cada um que soub seu seguimento né eu tô segmento bateria não posso ser atendido vou ficar na minha tudo bem mas eu procuro atender o pessoal da melhor maneira que eu acho isso é obrigação minha né fazer isso que eu
preciso do ritima ritima é ninguém verdade é essa como é que é você você é rigoroso com teus ritmistas como é que você age com eles né porque tem diretor de bateria que é eu já fui mais rigoroso queera outra situação né Lógico até hoje eu cobro também mas já fui muito mais rigoroso eu eu falo para eles aquilo ali não é trabalho de ninguém ninguém tem carteira assinada Uhum mas bota a cara de vez em quando um mês tem dois tem Quatro ensaios tem oito ensaios vai pelo menos uns dois ensaios lá três ensaios
para poder participar porque o carnaval Hoje ele ele tem umas coisas que você faz as Bas né que vocês fazem hoje a coisa é muito é julgado muito mais assim com os olhos mesmo ligado naquilo que você tá fazendo então a gente pede o ritmista para ir a cobrança é essa Ó tem que ir pros ensaios fora do dia do ensaio oficial a gente faz o ensaio de bateria separado na quadra esse ensaio não pode faltar e presença marcante né como eu falo você não tem cé nada D obrigação de estar lá vocês estudam tudo
bem mas vai lá pelo menos no mês vai duas vezes lá que é o mínimo que que eu posso cobrar dos caras né E você também é responsável por por algumas mudanças né Com relação andamento e tudo isso né e até hoje você carrega essa você faz você tá sempre inovando né é P é é questão de andamento de bateria porque eu fui muito criticado também né maulo Na época aí pô você você aga de bateria na frente mas muita coisa também minha é porque ninguém assumia aquilo né a escola queria aquele andamento às vezes
tá outra vez eu falar assim é esse que vocês vão querer mas tudo caa nas minhas costas mas de uns anos para cá eu resolvi falar ó tudo bem Eu gosto mas tudo que acontecer também era a escola que pedia aquele andamento tá na própria vadora né a vez eu queria botar um andamento mais confortável a o Dominguinho na época pô daquele jeito del bicho tem que botar mais pra frente aí o diretor de carnaval ouv então e dessas coisas que eu gosto de fazer né bateria de que hoje todo mundo faz a Hoje os
mestes bateria estão fazendo também né eu fico até o fico satisfeito de Vera rapaziada fazer também as pessoas ajoelha a bateria é toa embaixo faz tudo aquilo que a gente fazia na época né inovação né É como diz o chque nada se copia é nada se cria tudo se copia tudo se copia então eu me sinto feliz quando vejo a Rapaziada não critico não acho legal bacana para caramba e a gente vai fazendo de vai fazendo umas coisas novas também eu tenho algumas ideias mas não posso botar em prática ainda mas é tudo uma uma
uma busca um trabalho e uma preocupação com a novidade com o novo né é com enredo dentro do contexto do enredo tudo isso aí gente eh aconteceu já no carnavais já já conheceu do carnavales que não aceitar também a minha ideia conversar com carnaval não não dá para fazer isso aí também aceitar a escola não quis fazer mas vai tá aguardando aí para alguma oportunidade gente vai falar disso já já vamos para um rápido intervalo e eu volto logo com mais um bate-papo aqui no Quintas com Quintais Voltamos com Quintas com Quintas e eu sigo
conversando com o diretor de bateria da Unidos do Viradouro nosso querido mestre Cissa Cissa você falou aí você fez uma viagem a São Paulo como é que você vê os dois carnavais Rio e São Paulo eu sempre pergunto isso porque eu já militei tanto no rio quanto São Paulo nesse decorrer dos 40 anos como é que você olha isso hoje hoje o São Paulo não deve nada do Reio pelo que eu vejo né eu vou lá de vez em quando alum esquadra lá São Paulo aprendeu a fazer carnaval igual o Rio de Janeiro e negócio
tá bem a gente vê pô isso é inegável né Uhum V escolas fortes de São Paulo principalmente bateria bateria tá tá tudo nivelado Rio e São Paulo Acho que uns 3 anos atrás foi tudo nota 10 n Pô então uns 20 anos atrás 30 anos da trá a gente podia falar Não não tá no nível mas hoje tá no nível a bateria tanto que ele desfilam aqui a gente vai desfilar lá também com ele tem um pessoal de bateria é inegável isso tem grande grande mestre de bateria lá mestre zoin do império de casa del
o somba Zinha tem um menino lá da eu esqueço o nome agora que vim visitar a gente aqui são tudo craque pô moleques são bom para caramba É Carnaval de São Paulo cresceu muito eles não devem nada negócio de bosta de paradinha nada nada nada e tem muito também essa coisa da coreografia na avenida de Ajoelhar é tem a presidente solante também Jáu ganhou carnaval Isso mesmo Isso mesmo e a coisa que trazem daqui né que você foi mos Pioneiros nisso n estão muito bem muito forte eles a diferença do carnaval em si lá que
eu acho o carnaval é que aqui é a gente aqui é mais povão né mais espontâneo né mais espontâneo a gente acaba o desf gente vai pro botiquinho bebend lá em São Paulo não tem nada para fazer fois p vamos embora para casa né sabe que eu um vez conversando com o Serginho que era presidente da liga na época eu falei sergin tá tudo maravilhoso coisa e tal mas eu tô achando que falta sabe o que ele falou o que Mauro bagunça é falta um pouco de bagunça falta não é na bagunça da da da
da falta aquela aquela aqu faltam É falta mais gente na pista aqui um leque aí fica aquele silêncio entre uma escola e outra e O entorno também não tem nada né no entorno tem nada lá tem uma barraquinha não tem uma televisão não aqui tu vai no balanç mais no car leva até o teu teu relógio e às vezes o carnaval é mais mais bacana lá fora do que lá dentro né ô cista eu vou falar um pouco do meu segmento né com relação a carnavalesco roupa que sempre foi assim uma preocupação muito grande dos
carnavalescos fazer uma roupa que seja adequada ao desfile que não esquente que não enfim que os instrumentos todos possam ser trabalhados com perfeição então sempre que eu Mauro Quintas faça um carnaval e faço uma roupa idealizo uma roupa eu sempre levo ao mestre e uso cada um dos instrumentos Olha tá legal não tá legal vamos tirar aqui você já teve algum problema com carnavalis com relação à roupa eu já até vi um um julgamento um um diretor falando pô a roupa era muito tinha muito tecido e o som abafou a roupa abafou o som da
bateria isso é realmente verdade é verdade é Principalmente quando você B bot tá capa na na bateria que a capa ela absorve o o som do instrumento a tu tá tocando ali não não sai aqueles Son esperado né mas o a a maioria dos carav sempre pergunta né como é que tá a roupa aí Veste a roupa S tive um problema uma vez com Joãozinho 30 na verador Hum que ele fez uma roupa e foi lá em na na lá em Piratininga na casa do monar ele fez uma roupa quando eu olhei a roupa dele
olhei assim a roupa falei que roupa é essa ess roupa de bateria O esplendor a o monast ô C Como é que tá a roupa daquele jeito do monast ele mandou o Betinho vestir a roupa aí eu fiquei sentado assim Pode falar C como essa roupão não tá legal pra bateria não o Joãozinho sentado no meu lado lá am Man O que que tu quer pô eu falei tem que tirar isso aqui tirar isso aqui pô PR que que eu fui falar o Joãozinho se levantou quase me bateu não se você quer mandar não sei
João você não toca João a bateria toca a monara foi meor favor foi meu favor ou se vê que tem que tirar aí ô João tu vai ter que tirar o que você tá pedindo aí então a gente também não quer tirar o brilho da roupa né mas pode botar aquela é que depois você tem uma pontuação ruim ninguém vai dizer ah foi a roupa v dizer foi o mestre né é bot tomar cangalha nas costas ah como eu falei hoje melhorou muito essa questão de o canav mestre de bateria hoje os carnavais conversam muito
mais que mestre de bateria eu acho né naquela época pode fazer a roupa e Vamos se embora Vamos se embora é F com cada roupa como ritmista e como mestre de bateria eu olhava assim hoje não desava não eu fiz um carnaval o Cissa citou aqui Zé Carlo monaz Zé Carlo monassa foi um grande presidente da Virador foi o assim o presidente que alavancou toda essa história que hoje a família Calil tá levando também com com com com muita garra mas cara monassa foi um presidente durante muitos anos da virad e nós trabalhamos junto com
ele né era um presidente muito singular né ele tinha umas manias umas coisas dele mas uma bo uma boa pessoa e eu nessa mesma virad do monassa eu eu fiz um carnaval lá que eu tinha um outro carnavaliza que trabalhava comigo eu trabalhava com ele na verdade né A Hierarquia era essa que fez uma fantasia que tinha juro por Deus uma asa que era a asa devia ter uns 1,50 m de altura eram umas asas enormes pesadíssimas e aquilo foi o ano todo embate o ano todo embate eu projetei aquilo eu tentava diminuir não não
não aí já virou Já chegou no nível da implicância Não não vou tirar não vou tirar não vou tirar e o meu diretor de de de carnaval a época era o o djair esse o djair que foi também seu diretor lá né djir e o DJ falava Mauro Mauro Mauro Mauro o Mauro não vai dar não vai dar não vai dar eu falei mas o cara não quer tirar foi uma um gasto absurdo naquela frente não né não era bateria ah bateria bateria era roupa de bateria por isso era um asas enormes Ah era tipo
uma roupa de comissão de frente e aí no dia do desfile né tá todo mundo lá arrando a escola Coisa e Tal Paraná esperando o caminhão chegar com as asas e aí esse diretor de carnaval ó diz que não achou diz que você se perdeu aí o caminhão foi lá para Itaboraí e aí na hora Cadê as asas não chegaram as asas não chegaram eu me lembro me lembro disso a bateria entra sem as asas com uma roupa belíssima que já era o suficiente né e assim foi mas foi Dejair do Santos que já nos
deixou também que que teve essa essa posição Cissa Eu quando estava montando aqui com a produção as perguntas o meu mestre de bateria lá na na na da pedra é o mestre Pablo né que é orino também lá da virad e tudo isso e eu pedi que ele fizesse uma pergunta a você vamos responder olá mestre Cissa você e é um profissional que já formou vários diretores inclusive mestres de baterias e ritmistas só que muitos Mestres estão adotando a a fórmula do coleguismo chamos colega chamos colega e não forma ninguém o que você acha que
isso tá fazendo com samba Isso é uma nova estratégia ou você acha que isso está acabando com o samba o termo coleguismo Ele usou né É então vou responder porque é o seguinte a gente quando a gente quando mesta bateria a gente sempre bota aquelas pessoas nossa de confiança e que tenha conhecimento dentro da bateria ponto isso é é o básico mas que o Pablo O Pablo tem razão qu ele faz essa pergunta porque ele tá percebendo a mesma coisa que eu tô percebendo também e algumas baterias principalmente do acesso né Tem várias coisas que
várias situações que acontecem aí porque é uma dificuldade das bateri formar uma bateria e esse amigo que ele gosta ele tá um monte de gente para colocar na bateria dele aí passa ser o diretor de bateria dele não é igual naquela época o pavo formei o pavo formei chuvisco formei e várias e vários mestes de bateria que hoje estão no carnaval desar comigo na na verad mestre Lolo da Imperatriz né pabo chuvisco e tem mais gente aí queam comigo e trabalharam comigo também na própria cidade do samba também só cara bravo tava lá comigo lá
e a gente tinha ali muito profissionalismo na questão de escolher seus diretor de bateria para trabalhar hoje não tá acontecendo isso ele é diretor de bateria só um exemplo numa escola Y mas ele vai atender o colega na escola a entendeu no mesmo grupo Pô então quem tem que V é o presidente da Escola de Samba Meu filho você é mestre bateria você é diretor de bateria aqui não tem que est como diretor de bateria out afinal de contas é uma concorrência né uma disputa né concorrência então isso não tá legal isso já vem já
vem ocorrendo aí já tem um alguns anos para cá a gente tá vendo isso eu acho não é legal é uma competição ali todo mundo é amigo se abraça mas na hora de competir e tem como corrigir n tem tem que então que o papo fal tem razão entendi a pergunta dele mas isso tá acontecendo né tá botando um amigo iG que um amigo da escola tal tá ajudando o cara na escola tal do mesmo grupo Isso não é legal pro samba o samba não nesse caminho mas como tá tudo mudando Ô Mauro a gente
a gente fica meio observando e vendo se vai observando as cois fale assim pô é isso que tá acontecendo porque quando eu eu se eu fosse perer de uma escola de samba eu tenho essa preocupação com Mesto de bateria lá na verador graças a Deus nós temos lá um projeto lá pô Hoje a Virador a bateria da Virador hoje ela eu posso dizer que é 98% 9999% é é de Niterói gente de Niterói e esse projeto tá que tem lá das crianças lá pô colaborou muito desde quando eu fui para lá em do em do
do 2019 não começou o projeto o projeto começou um pouquinho mais na frente mas fizemos uma escolinha lá já tinha uma escolinha dentro da Virador e ajudou muito ajudou muito e do projeto eu tenho mais ou menos umas 30 pessoas do projeto que des furam na bateria já oficial já Ah já tão e o Marcelo sempre o Marcelão sempre atende nosso patrão lá que eu falo para ele Marcelão tem que ver essas que ah Quantos anos tem a gente dá um jeito P documentação legal né e procura a pessoa tal então e essas crianças é
para perpetuar mesmo né E tá se formando dentro da batéia da verador e eu acho muito bacana eu me sinto vitorioso vendo aquilo ali que eu tô é o projeto que eu não não participo do projeto mas observo né Uhum aí eu vou lá no ensaio do projeto falei vi cá você vai esar comigo aí eu posso fazer isso tiro do projeto coloco na bateria oficial a aí o garoto chora é que que bonito isso né então eu vou lá à vez a vou procurando porque eu aí est o meu número de ritima Mas cada
semana que você for lá você tem um tem um valor lá muito bom tem garoto lá tocando repique de 10 anos 9 anos lá que é um absurdo qualquer instrumento então a vadora tá com essa preocupação de formar eu acho muito louvável ISO muito de exemplo né as grandes escolas TM esse olhar também pro Futuro né e eu eu costumo das entrevist falar sempre que o presidente de escola de samba el gente tem que olhar para esse caminho aí quando porque uma escola do acesso pelo menos do acesso que é mais sacrificante é formal o
ritima da dentro da comunidade é fazer um trabalho de base uma vez eu falei pro zer da Santa Cruz aluga uma casa dar uma casa pro riquinho que Ero mestre de bateria para ele morar aqui em Santa Cruz que ele morar na Ilha do Governador pô para ele fazer uma escola olha de bateria aqui em Santa Cruz a o z pô Vou pensar nisso por qu aí você forma uma uma Bat forma lá se você não formar você fica na mão disso que o p perguntou o diretor de amigo tá Trend o ritmista aí o
cara vai embora por algum motivo recebe um uma proposta de outra escola acaba a bateria dele porque ele não tem Não formou uma raiz lá Não formou um grupo de baixo end Isso é uma preocupação minha eu falo presidente de escola de samba tem que ver isso porque na verdade eles também quer ver quer quer resultado imediato é isso é um trabalho né Aí você não faz uma você não faz uma base eu tô falando de bateria mas eu estendo isso aí para outro segmento dentro da escola tá seg mas tem que fazer um trabalho
de Base é e poucas escolas no acesso tem um trabalho de base poucas a gente percebe n desfile eu tava lá vendo lá né então você tira aí umas quatro cinco escolas al dear que tem essa bateria própria de raiz tá vendo é isso é um pro T falando mal dos Mestres de bateria falando mal trabalho dentro da escola que faça um trabalho de base que dê um suporte pro Mestre de bateria fazer esse trabalho né duas vezes por semana eu sei que é complicado que à ve não tem como comprar instrumento mas eu acho
que isso aí é é o dinheiro mais bem aplicado numa escola de samba prevendo já já já com a previsão de um futuro melhor para cada bateria né para manter perpetuar toda uma história né e cada bateria tem sua característica né E tem que ser mantida tem sua característica cada uma tem seu jeito de trocar umas são parecidas mas tem a sua SAS nuan lá diferente mexe Ô Cissa você é um cara de poucos vícios né Mas conta uma história aí que eu soube que o teu vício maior Qual é o cigarro né cigarro já
te levou o qu quase foi preso ah fui daqui fui no show com a com a com a grande rio fui fazer a copa do do mundo I pismo uma cidade lá da Alemanha lá na França não na Alemanha né Aí eu fui monade fumado do caramba falei fazend do avião dei um 12 horas de voo aí o cara deu um rapaz lá tu vai Pô tu pode ser preso Falei pô aí eu fi conversando com ele conversando com ele aí parece que ele resolveu da melhor maneira Mas você foi pro banheiro Então foi eu
fui mais dei um sa quando quando eu dei uma atacada o negócio começou a apitar lá mas aí foi foi um erro meu né Não deu para segurar o vício Não deu para segurar o vício e é uma coisa que me incomoda muito isso cigarro é mas me encomoda não sei se já foi fumante já nunca mas encomodo um pouquinho eu até me educo mais né questão de viagem aí até porque eu tô viajando pouco eu não gosto hoje eu tô não quero viajar mais já tá mais tranquilo eu eu fiquei com medo de viajar
agora a verdade é essa mas não é só do cigarro não mas atrapalha o cigarro atrapalha muita coisa eu tenho consciência disso vamos ver umas fotos aqui pra gente comentar também isso aí foi um grande desafio né foi o carnaval do Paulo Barros né sua bateria vem em cima de um carro alegórico cima de car Isso é uma vontade que eu tinha rapaz Desde da época da ST e eu falei uma vez com o presidente assim na época eu falei assim ISO eu falei com ele em 94 93 bot tem uma vontade de bateria colocar
bateria em cima no carro alegória aí ele olhou assim pô mas não ten condição não tinha verba para fazer isso is aí requer muita coisa e tal mas quando Foz isso aí eu não imaginava isso aí eu não imaginava o tamanho né o volume que foi me assustou né foram dois carros acoplados foram três carros acoplados três carros três carros acoplados e foi engastado quando vi o Paulo pela primeira vez na vadora numa feijoada Eu sabia que a vadora tinha contatado o Paulo aí o Paulo tá o Paulo fo me abraçou o Meo tudo bem
Falei pô foi B te encontrar aqui assim uma hora da tarde no almoço lá pô Paulo tem uma ideia de botar bateria em cima do cara agora o que que tu acha brincando ele parou de almoçar me pegou pelo braço e me levou na sala do presidente falei calma Paulo vamos lá aí o Paulo falou falou falou a eu vou aceitar tudo bem eu sou o terceiro maluco vocês dois mas você eu só que eu me assustei com isso aí né foi uma coisa enorme TRS acoplado não foi fácil não aí já é você se
caracterizando né foi você um dos primeiros né que começou esse foi o carnaval de 23 eu acho assumi as fantasias como diretor de bateria né não teve gente que assumiu mais o Pablo que assumiu Pablo tá sempre foi de frala isso e aquilo que eu tenho uma não tem essa foto aí no do do merl né e 2019 na vadora sim sim não sei se tem não não tem não essa aí foi do Rosa Maria egipci mas aí é União da Ilha relção uma escola que tem muita gratidão P essa escola aí essa escola no
momento meio difícil na minha saída da grande rio foi a escola que que te abraçou me abraçou e foi nessa escola aí primeira vez que eu gan andar de ouro na minha história do carnaval foi aí na ilha é isso que eu ia falar você esses anos todos só tem re eu fui lá na ilha que não é a minha praia em termo de bateria né mas como profissional aceitei esse desafio aí e foi aí que eu ganhei o sandar de ouro fui muito feliz na ilha muito e aí é no no no nosso Barro
do Samba lá Calçada da Fama Calçada da Fama com eu tô querendo uma estrela lá também tô cavando mereço né 40 anos né foi desf a com o menino que mre bateria lá oig que foi um cria meu lá Grand ri bateria de bateria [Música] rista irmão cara me ensinou tudo na minha vida aí nós temos da família sobramos só nós dois né Uhum Então a gente tem um a gente cuida um do outro né ele me liga eu digo para ele como é que você tá vou lá na casa dele ele vai em casa
a gente tá sempre nessa essa ligação aí nós dois aí ô Cissa a gente tá caminhando já pro final da entrevista mas eu tenho uma curiosidade qual é o peso de um diretor de bateria na escolha de um samba de eneto é tem um peso eu ele sabe um momento que o samba e na verdade a gente estudar opinião dou minha opinião mas que escol S Presidente é já aconteceu várias vezes isso né a gente a gente ele P dar nossa opinião a gente D Nossa opinião certo ou errado mas eu tenho minha opinião né
a vez sou vol vencido bou Então eu acho que p pergunta essa pergunta eu fica meio no ar porque Ah o mestre de bateria qu esse samba aqui mas à vez tu escolhe o samba lá mas que ele vai dar resultado é o samba que ele quer mas a bateria sempre elege um samba né ah sempre isso é mito isso é mito ou não a bateria bate melhor para aquele samba que ela que ela torce Não não é que bate melhor ela bate melhor o samba bom Hum e geralmente ela escolhe samb porque ela vai
ela vai evoluindo eu Acontece muito isso momento acontece Às vezes você tem uma eliminatória num final você tem dois sambas bons né os dois sambas bons vai se destacar não é porque ele tá torcendo pro samba não porque o samba ajuda ele tocar porque ele é música Ele É ritmista ele tocar samba ru ele nca tocar aí toca mas quando o samba é bom que mexe com ele entra aqui na virad nessa final aconteceu isso a Virador levou quatro samba out três samba para final os três sambas da final era excelente né então os três
samba você falar assim pô tá tocando igual para todo mundo não tem como tocar diferente quando você leva dois samba ruim um bom você vai perceber que então tem um peso né a bateria vai se envolvendo com samba lógico tem uns sambas que gostam mais mas na virad tem preocupação nada de ficar gritando vamos tocar o samba seriamente porque tem que respeitar o outro samba que vem o Marcel não tem essa preocupação todos TM um samba depois que dá um resultado aí te festeja né mas todo cada um tem seu samba aí te vê na
cara do vitimista um faz uma gracinha aí eu falo na onda aí meu P segura na onda a gente aí eu mesmo as vezes eu tenho que me educar que eu viro às vezes começa a cantar o samba né mas faz parte da disa coração fala mais alto né Fala mais alto mas é é válido isso no carnaval Car carnaval é sentimento né você não pode acabar pô é tem que at final de tambo que a bateria botar instrumento no al e do presidente falou assim vocês podem se manifestar Eu já vi pô ah pode
se manifestar aí aí P botar instrumento no alto s é esse e vamos embora Cissa eu quero te agradecer muito aqui pô Eu que agradeço a você amo presa oportunidade de vir aqui esse bate-papo bacana tipim para você poder explicar um pouco dessa tua trajetória de que maravilhosa trajetória eu tenho muito orgulho de poder ser teu amigo de ter trabalhado com você alguns anos pô trabalhamos junto eu sempre carrego esse orgulho e sempre digo que você é um dos grandes nomes do carnaval Sem dúvida nenhuma mas aqui no Quintas com Quintais sempre que a gente
termina as entrevistas eu faço uma pergunta chave que eu me apropriei de uma de uma fala do Milton Cunha o que que o Cissa de hoje depois de quase 40 anos de trajetória falaria pro Cissa menino lá atrás e seja correto porque eu sou muito profissional eu tenho uma virtude eu quando eu tenho que falar alguma coisa eu olho na cara do Olho no olho do rista do cara da bateria porque o meu tempo de de comercio de bateria eu convivi com com várias pessoas que as pessoas que estão aqui que vão no assistir não
tem noção É verdade aonde eu fui mestre de bateria e situações que aconteceram Então essa rapaziada aqui nova que tá aí são bons mas eles precisa ser mais profissional né é uma preocupação que eu vejo deles aí quantas coisas primeiro é focar no trabalho se dedicar o trabalho profissionalismo tá acima de tudo depois que se formar o mestre de bateria Uma coisa que eu falo não trabalha de graça para ninguém onde a câmera lá não trabalha de graça para ninguém seja do acesso do acesso cobre que você tá fazendo porque se você não for bem
o presidente te manda embora tá tem que a verdade é essa tem que ser valorizado n tem que ser valorizado Mas para ser valorizado tem que fazer por onde vamos fazer ser profissional tá de sempre ali tratar o ritmista bem não quer mais ele tira aí da bateria mas tem que cuidar da Rapaziada isso é eu falo isso pro Pablo já falei PR chicho falo para todos eles ISS aí tem que ser profissional trabalhar trabalhar trabalhar trabalhar e ser correto cara que o quando o ritmista te Olha ele tem confiança em você mano pô aquele
cara nunca me sacaneou ninguém pode falar que eu fiz sacanagem com alguém não pode pode falar mal de mim o não é bom ou se é bom tem Dire de falar mas que eu fiz covardia com ele nunca fiz cov ISO ninguém vai questionar isso ninguém questiona isso vai questionar Então eu acho que quem trabalha comigo vários anos estão comigo e sab de isso a minha Filosofia de trabalho eu não gosto que maltrate ritmista não gosto não quer mais o ritmista a gente tira ele é assim que a gente funciona então agradecer a você maulo
ah que isso Eu que agradeço produção todinho aí desculpe alguma coisa se eu falei alguma coisa nada P maravilhosa produtor dessa maneira mes que eu falo Eu que agradeço muito a tua presença em nome da TV Aler da sua diretoria agradecer demais a tua presença e dizer que foi uma belíssima entrevista mais uma vez obrigado você muito obrigado valeu Esse foi o Quintas com Quintais e até a semana que vem aqui na TV alerge o canal do Povo [Música]