[Música] abrem-se as portas e adiar se levanta e espanta adoro o medo a dúvida desconfianças inseguranças complexos de inferioridade inconsciência esquecimento não dá mais para disfarçar a hora é agora chegou o momento e identidade Qual é a sua quem é você e o que você faz Qual a origem da sua cultura de onde vieram seus ancestrais pois respeitar Quem veio antes é ensinar quem vem após ativar a história ativar a memória saber quem é quem a negra voz eu vendo balanço do mar de Angola [Música] tá acho que tá nesse Líder essa história se chama
de onde você veio odeia eu não tive uma das melhores infâncias recordações que eu tenho é triste eu era pequena e tinha uma amiguinha uma cor de pele mais clara do que eu e um dia eu falei para ela você é minha amiga ela não eu sou você sua amiga quando você fica branca que na escola no meu tempo não tinha livros que falasse sobre a questão racial que fala sobre representatividade como eu ia gostar e como eu ia passar a minha cor sentença minha filha foi crescendo foi para escola quando chego na escola ela
o coleguinha dela falou assim pensa para sua mãe comprar talco para Que tal para você passar na sua pele porque você vai ficar branco [Música] como trabalhar isso aí com criança de 3 anos no grupo de creche eu não sabia [Música] existe um grupo de relação sétimo raciais grupo erei na UFBA que a faculdade daqui da Bahia esse curso foi assim um divisor de água ele abriu a minha mente é pequena ou a girafa é grande Ela é bem grande crianças bem pequenas elas amam os animais os animais que a gente trabalhou foram animais que
vieram na África no primeiro dia de aula a gente já precisa estar inserindo uma educação anti-racista com livros com música com pertencimento principalmente nós baianos a gente precisa trabalhar o ano inteiro a questão racial nós estamos numa rodinha e tinha crianças brancas e crianças negras eu não entendi porque ela estava se recusando a pegar na mão da tua coleguinha fiz várias rotina Depois eu percebi que ali era um racismo que estava acontecendo na minha sala mas eu não conseguia aceitar porque criança de 3 anos criança não nasce racista quando chega na escola todo mundo recebeu
bem abraçou beijou E aí chegou a hora mais gostosa da escola qual é mami meia hora do lanche a Literatura e a oralidade nas suas narrativas invisibilizaram a história africana tal como ela é né invisibilizaram a presença de crianças negras e quando essas crianças negras elas eram apresentadas tanto na literatura quanto na oralidade elas estavam sempre em posições de subalternidade de inferioridade contar uma história para vocês vocês sabiam [Música] então a gente pesquisou começou e chegamos ao entendimento de uma joaninha diferente Seria maravilhoso traz o gancho as outras joaninhas não davam bola para ela então
vamos fazer a Joaninha com bolinha e vamos deixar essa Joaninha sem bolinhas tá bom ele é diferente vai ficar todo mundo juntinho aqui a Bahia no local onde as relações é raciais elas são bem vivenciadas na cultura mas existem também pessoas que resistem tá trabalhando porque o Candomblé Ah isso vem do diabo porque nós trabalhamos com a Lei 10.639 e a 11.645 trabalhar África já é lei como eu vou fazer para convencer essas professoras só trabalhar comigo essas questões Por incrível que pareça tinha esse grupo puxe o curso é um coletivo de negros evangélicos e
negras evangélicas que em 2012 se reuniu para pensar a história da África e afro-brasileira a partir da Bíblia a partir de uma leitura astrocentrada da Bíblia elas vieram para cá quando a gente deu início ao projeto e foi maravilhoso os professores evangélicos professoras evangélicas sempre foram tidos e são como aquelas que tem mais resistência na aplicabilidade dessa lei quer falar da história da África E aí vem a questão do combate à intolerância religiosa ao racismo religioso classentou na vida tanto profissional dos docentes auxiliares cuidadores familiares que se identificaram se encontraram o retorno aqui de professoras
a gestão foi muito significativo elas se sentiram contempladas um projeto foi eficiente a formação foi eficiente e aí mudanças aconteceram tem dias que solta tem dias que amarra para cima mas nunca ela lisa ela é igual a proana ninguém escala exatamente igual o seu igual dela aí tá igualzinho da Emília se identificar como a questão do cabelo de Lelê mesmo eu tinha um aluno que ele vinha com cabelo sempre preso e no dia que eu mostrei para ele o livro automaticamente ele puxou a Xuxa do cabelo Soltou o cabelo e disse ó Lelê mais bonito
do que o outro ó qual que vocês gostam eu agora entendo porque que determinadas pessoas usam black antes eu achava que era só moda mas agora eu tô entendendo que é uma forma de representação vinda das nossas origens africanas quando se falava de África eu ligava muito a questão de Deus a questão do Candomblé eu vi que os projetos de raízes africanas é muito maior a nossa identidade [Aplausos] como a árvore sem raiz quando você não sabe quem você é de onde você veio você não tem propósito para o futuro o futuro de autonomia de
liberdade então primeiro é autoestima o conhecimento de si promove autoestima e identidade de acordo com a sua originalidade a partir daí você enxerga quem você é no mundo e a partir daí você escolhe o que você quer para você e para os seus essa história é a história de um menino que se chama Odé toda nasceu em Angola mas um dia os papais de Odé vieram morar lá em Salvador até eu chegar onde eu tô hoje eu passei por muitas situações de preconceito e eu lembro que eu não me aceitava porque eu era ex porque
você não toca porque é porque eu era Negra e eu não entendi aí minha mãe sempre conversava comigo que ele já vem agregando de Agora com certeza ele vai ser um cidadão sem preconceito com a mente aberta sabendo das suas raízes sabendo das suas origens sabendo se identificar sabendo se impor Então eu acho que o importante a gente mostrar isso de uma forma lúdica porque é uma forma com que eles vão aprender a criança já vai saber minha família já vem de uma história de preconceito de luta e na escola e já vai saber que
a gente precisa mudar essa história que a criança já cresce todo mundo [Música] a gente resolveu fazer o desfile com muito legal ele se acharam eles acharam tão bonitinhos colocaram os turbantes o que por mais importante é que ele se viram se viram no espelho se olhar e gostar do que vira [Música] nós temos Reis nós temos rainhas nós temos músicas a gente tem uma história riquíssima as crianças precisam saber as pessoas vivenciar isso [Música] [Música] [Música]