Bom, vamos lá. Fala assim muito do bricks e tudo mais. Vocês conseguiriam explicar aí basicamente o que é e para que serve bricks?
Que é talvez a nossa audiência não saiba exatamente o que que é. >> É o o bricks na realidade é um um as iniciais começou na realidade sem África do Sul, era o brick, né? Depois virou o bricks.
>> Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. >> Isso foi quando foi no começo do >> 2009, se não me engano, né? Foi em 2009.
E aí, na realidade, foi até um economista americano que criou esse termo e os países, por iniciativa até do Brasil, né, que decidiu realmente eh entrar em em cooperação entre esses países e acabou se tornando um bloco eh digamos no início já com a intenção contraegemônica, né, contra o sistema hegemônico mundial, que era essa ordem unipolar comandada pelos Estados Unidos, né? Desde o princípio, eh, primeiro os americanos não levaram muito a sério. Até, até a posse do Trump você via que ele não sabia, entendia direito ainda o que era o Bricks, mas na posse do Trump, na cabeça dele, e ele falou pela primeira vez sobre o Bricks, já ameaçando eh o Bricks por ele já ter uma intenção, ter o novo banco de desenvolvimento do que é conhecido como banco do BRIX, a intenção de não utilizar o dólar nas suas transações internacionais.
Isso pros Estados Unidos eh vai ser fatal, porque o que mantém a hegemonia americana ainda é a hegemonia do dólar, que lhe confere um poder que foi chamado como um privilégio exorbitante, né? Você ter a impressora do dinheiro que o resto do mundo utiliza. Só que desde o início eu digo, né?
Isso aí eu acho que assim, quando você tenta demonstrar muita força é porque você é fraco, né? Então, a posição dos Estados Unidos com a ascensão da economia chinesa, liderando esse bloco que é o BRIC, que hoje já são já não são só os cinco países originais, né? Já tem eh o próprio Irã, né?
Essa guerra do Irã também é uma forma de tentar atacar eh essa união que existe no Bricks, principalmente Rússia, Irã e China, né? Eh, já fazendo ali o que eles chamam do do corredor norte-ul, a própria intenção da da China da nova rota da seda, né, da da iniciativa chamada cinturão e rota. O Irã ali é um ponto central, principalmente porque ele tá no Oriente Médio, né?
Eh, que muitas vezes, por muitos especialistas americanos é chamado de Ásia ocidental, né? Não é nem Oriente Médio, porque quando se pega todo o continente asiático, é como se fosse realmente um Oriente Médio ali, a Ásia ocidental, né? Eh, porque ali é a transição do oriente pro Ocidente, né?
Então, o a a parte terrestre passa ali pelo norde Irã e vai até a Turquia e chega na Europa, né? é a parte marítima que eles estavam tentando e depois o Ricardo tem muito mais conhecimento dessa dessa geografia do que eu, mas assim, os movimentos geopolítico que você vê tentando realmente afetar o Brix. E o Brix ele tem evoluído inserindo outras nações, já representam mais de 50% da população mundial, praticamente mais de 40% do PIB.
A China sozinha já a produção industrial dela é maior do que os Estados Unidos, eh, e a Europa juntas. Então assim, passou a ser um bloco que realmente ameaça a hegemonia americana. E quando e esse bloco começa a fazer suas transações, pelo menos por enquanto bilaterais, sem passar pelo dólar, como o Ricardo falou, não faz muito sentido, né?
Eu troco pela sua moeda, eu troco pelo dólar e pago você, aí você pega e troca pelo dólar e >> faz sentido passar, faz nas duas moedas, né? Então essa viagem, essa última viagem do Lula pra China foi também reforçando, né? Eh, indo além até até isso, depois a gente pode falar um pouquinho mais sobre essas estratégias do mercado financeiro, que é fazer swap cambial e sem utilizar o dólar também, porque hoje todas as ferramentas que o Brasil e os outros países utiliza de swap cambial em dólar, né?
Não faz muito sentido também. Se você quer proteger o seu empresário, eu quero proteger o meu e fazer swap cambial, por que não fazer nas nossas moedas sem utilizar o dólar? Então, eh, todos esses sinais, por isso o Trump desde diante da posse, ele fala: "Perder a hegemonia do dólar é como se perder uma guerra mundial".
E é verdade, porque o que mantém todo o poderio americano, inclusive a capacidade dele financiar o seu poderio militar, é a hegemonia do dólar, né? Os Estados Unidos agora provou eh estourar lá a dívida americana em mais 5 trilhões de dólares. Só que que que é você poder emitir mais 5 trilhões de dólares?
Você não pode emitir 5 trilhões de dólar de dívida se você não tiver mercado para vender essa dívida. E o mercado que os Estados Unidos utiliza para vender essa dívida é o mercado global. Se o mercado global parar de comprar essa dívida, ele teria que se financiar internamente e ele não tem como fazer isso.
Então ele perder realmente a hegemonia dólar é perder esse poder que ele tem, não é? Um poder econômico incommensurável que financiou ele ter aí >> quase 800 bases militares espalhadas pelo mundo, ainda mais agora ele incentivando guerras. Isso é dinheiro, né?
Ele precisa tá ajudando Israel, é dinheiro que ele tem que mandar. Abandonou a Europa lá e a Tampo, várias frentes de batalha ficar mandando armamento e financiando todos os países. Então a grande preocupação dos Estados Unidos é econômica e atacar o Bricks faz parte da estratégia dele.
Então, como o professor Ricardo falou, atacar o Brasil é atacar o Bricks, atacar o Irã é atacar o Bricks, né? E no final do dia, o objetivo final é tentar minar esse poder econômico que a China eh que é irreversível, né, essa ascensão econômica chinesa. Então o bricks é um um bloco contraegemônico e é um bloco diversificado, né?
Além de ter o Brix, a China também tem feito vários acordos com a com continente africano, na Ásia Central, então com a própria Rússia, parceria que tem com a Rússia, com o Irã. A China tem atuado em vários, várias frentes, mas um bloco que reproduz o que seria um bloco contraegemônico é o bricks. >> Entendi.
>> E eu achei aqui na última cúpula dos bricks, pelo menos é o que os diplomatas brasileiros estavam falando, né? Porque quando você pega os quatro fundadores ou até África do Sul, vamos colocar, vai, eh, África do Sul, China e Rússia tem uma postura bastante contra Estados Unidos, bastante antiocidente. Agora, Ind Brasil é meio que aquele meio terribemo, negociou com os dois lados, né?
Como a cúpula foi sediada no Rio de Janeiro e o Brasil que ia propor os temas, eu achei que o Brasil ia fazer aquela meio mais blazer assim, sabe? Ah, vamos colocar, por exemplo, a questão da saúde e realmente formou uma comitiva na última cúpula para as doenças dos países subdesenvolvidos, muito por culpa também dos Estados Unidos, porque os americanos eles saíram da OMS, isso já comprometeu bastante ajuda que eles davam pros países pobres e acabou também o SCD, que também querendo ou não, financiava ajuda eh eh sanitária pros país pobres. Então, achei que o Brasil ia focar na questão da saúde, na questão da governança da inteligência artificial, falar sobre a uma pré-cop 30, porque também a gente vai ser já COP 30 esse ano.
>> Só que a resolução final, ela pegou em alguns pontos que desagradaram bastante os Estados Unidos. Por exemplo, a gente condenou as ações que Israel e Estados Unidos fizeram atacando o Irã. A gente fez críticas também às tarifas que foram aplicadas pelo Trump.
Então a Chados tom uma postura bastante política, até a Índia também, né, que também tenta ser mais neutra na situação. Tanto que hoje, né, quando a gente pega o Senado americano ou LDS Graham falando da possibilidade de taxar Índia e taxar e eh Brasil e China, mais uma vez, acho que é impensável fazer isso até pela própria economia americana. Se a as repercussões que uma taxação de 50% no Brasil pode impactar bastante o mercado interno?
Imagina você taxar em 100% o mercado chinês, o mercado indiano e o mercado brasileiro ao mesmo tempo, em um momento em que você tem eh uma inflação maior do que a média histórica nos Estados Unidos, o o Trump, por exemplo, brigando com o Federal Reserve para ver se ele consegue baixar a taxa de juros e o presidente, o General Powell falando que não pode baixar porque não tem certeza de quais vão ser os impactos das tarifas. Por isso que eu acho que nem vai paraa frente essa, não vão paraa frente essas tarifas, porque muito possivelmente os impactos econômicos pra sociedade americana vão ser muito altos. E o Trump sabe que ano que vem tem uma eleição importante que é os midterm elections.
Se ele não conseguir dar conta de controlar a inflação, de reduzir essa taxa de juros, muito possivelmente ele vai perder o controle da Câmara e aí vai dificultar o restante do seu governo. >> Basicamente essas tarifas que ele tá propondo, que ele tá impondendo na verdade, que bom tem lá o toca, né? Ah.