Você já sentiu como se algo estivesse faltando na sua vida, mas não sabe exatamente o quê? E se eu te dissesse que existe alguém dentro de você que está esperando, talvez há anos, por um simples gesto seu, alguém que carrega todas as suas dores, suas memórias mais profundas e todos os silêncios que você acumulou ao longo da vida. Noonopono, essa parte sua tem um nome especial, unirripili, mas eu prefiro chamá-la por algo mais doce.
Algo que toque direto o coração. Criança interior. É ela quem sente medo quando você está inseguro.
É ela quem chora silenciosamente quando você sente uma dor que não consegue explicar. É ela quem tenta se comunicar, enviando sinais constantes, esperando que você finalmente perceba. Mas talvez você nunca tenha aprendido a ouvi-la.
Talvez, como muitos de nós, você tenha aprendido a silenciá-la, a racionalizar, seguir em frente, mesmo que algo em você tenha ficado para trás, esperando. Hoje eu quero te convidar a parar por um instante, respirar fundo e abrir espaço dentro de você para uma reconexão que pode mudar toda a sua história. Porque quando você cura essa criança, você cura a sua vida inteira.
Vem comigo. Você não é só o que pensa. Você não é só o que vê no espelho.
Você é um ser inteiro formado por camadas profundas e por histórias que começaram muito antes de você nascer. No roponopono da identidade própria, aprendemos que dentro de nós existem três aspectos fundamentais. A mente consciente, que é como a mãe, a superconsciência, que é como o pai, e a mente subconsciente, a criança.
É essa criança quem guarda absolutamente tudo que você já viveu. Todas, as suas memórias, seus traumas, suas dores, mesmo aquelas que você não se lembra. Ela é como um banco de dados espiritual, funcionando em silêncio, repetindo memórias antigas que aparecem na sua vida como problemas, medos, bloqueios, doenças ou relacionamentos difíceis.
E sabe o que é mais surpreendente? Essa criança não é apenas uma versão pequena de você na infância. Ela é muito mais antiga.
Ela carrega registros de vidas, experiências e histórias que atravessam o tempo. Ela sente tudo, ela percebe tudo, ela reage mesmo quando você acha que está tudo bem. E se você não cuida dela, se você a ignora, se você não a escuta, ela grita.
Às vezes grita por meio de uma crise de ansiedade, às vezes por meio de uma dor no corpo, às vezes por meio de uma tristeza. sem explicação. Essa é a sua criança interior, o seu unirripile, a parte mais sensível, mais poderosa e mais negligenciada do seu ser.
E enquanto ela continuar sofrendo em silêncio, a sua vida vai continuar carregando pesos que não são mais necessários. Mas você pode mudar isso, você pode curar essa relação. E tudo começa com um gesto de amor.
Uma das maiores barreiras para quem começa a praticar o roponopono é a mente racional. Essa parte de você que precisa entender tudo, que precisa de lógica, de explicação, como se sem isso não fosse possível confiar. E talvez você também já tenha se perguntado: "Mas como repetir te amo?
Obrigado. Pode mudar alguma coisa, como água, respiração, palavras simples podem transformar minha vida. A resposta é direta.
Você não precisa entender. E eu vou te mostrar o porquê. Me responde com sinceridade.
Você sabe exatamente como funciona o seu celular, o caminho que o Pix faz até cair na conta de outra pessoa? Como o Wi-Fi consegue conectar tudo mesmo sem fios? Como o motor do carro liga?
como a geladeira resfria, como a air fryer cozinha. A maioria de nós não sabe, mas isso nunca nos impediu de usar essas coisas, porque a gente confia na utilidade, mesmo sem compreender o funcionamento. E ainda assim, quando se trata de algo que pode curar a alma, a mente racional grita: "Isso não faz sentido.
Isso é simples demais. Isso não pode funcionar". Mas o roponopono não foi feito para a mente racional.
Ele foi feito para a criança interior, para o subconsciente, para aquela parte de você que sente, não para aqui. Analisa. E sabe o que mais?
Toda essa necessidade de entender todos esses questionamentos repetitivos também são memórias. Memórias que estão pedindo para ser limpas. Então, se você está resistindo porque não entende, limpe isso também, porque quando você silencia o racional, você começa a ouvir a criança.
Reconectar com a sua criança interior não é algo que se faz de uma vez, é um relacionamento. E como todo relacionamento leva tempo, cuidado e paciência. Imagine que essa criança, que é o seu subconsciente, foi ignorada por muito tempo.
Ela tentou falar com você através da ansiedade, através do medo, da raiva, da tristeza, mas você não soube ouvir porque ninguém te ensinou como escutar. Agora imagine que ela é uma menininha ou um menininho de três ou 4 anos, assustada, fechada, desconfiada, e você aparece querendo que ela solte as memórias, que colabore, que te ajuda a limpar. Mas como esperar confiança de alguém que se sentiu abandonada?
A primeira coisa que você precisa fazer é reconhecer que ela existe. Dizer em voz baixa com o coração: "Eu sei que você está aí. Eu sinto você".
E então, como uma mãe amorosa, você começa a conversar, não com cobrança, mas com delicadeza, com ternura. Você pode dizer: "Eu te amo. Me perdoa por não ter cuidado de você.
Obrigada por ser parte de mim. " E repetir isso sempre, mesmo que pareça que ela não responde, porque no começo ela não responde mesmo. Ela observa, ela testa, ela quer saber se pode confiar.
É como um cachorrinho ferido que passou a vida apanhando. Você não pode chegar correndo e tentando pegar no colo. Você precisa se aproximar aos poucos, em silêncio, e deixar que ele venha até você quando se sentir seguro.
É assim com a criança também. Uma das formas mais poderosas de começar esse relacionamento é a respiração Ra. Ela adora essa prática.
É como um carinho na alma dela. 7 segundos inspirando, sete segurando, sete soltando, sete segurando, sete rodadas é o suficiente para dizer: "Estou aqui com você". E mais do que palavras, é a sua presença que constrói essa ponte.
Com o tempo, ela começa a confiar, ela começa a soltar as memórias por conta própria. Ela te inti, te protege, te guia. E você percebe que não está mais sozinha.
Porque quando essa criança está bem, você está bem. Você já se sentiu irritada sem motivo? Triste do nada?
Com um aperto no peito, uma angústia no ar, sem saber de onde veio? Pois saiba, não é? Você é a sua criança interior pedindo socorro.
E quando ela não é ouvida, ela sofre. E quando ela sofre, você também sofre. Muita gente diz: "Ah, mas eu não ouço minha criança".
Ela não colabora. Ela me ignora. Mas será que você está mesmo tentando ouvi-la?
Será que você está mostrando para ela que pode confiar em você? Em muitos atendimentos, eu vejo isso com clareza. Pessoas que descrevem a criança virando as costas ou até sentem repulsa ao tentar se conectar com ela.
Isso não é raro. É apenas o reflexo de uma relação que foi negligenciada por tempo demais. E quando a criança tenta te mostrar uma memória para limpar, o que acontece?
Você se engancha nela, você se identifica, você se desespera e aí entra uma metáfora que eu adoro usar e que talvez fique com você para sempre. Imagine que cada emoção negativa, cada problema que aparece, é um saco de lixo que a criança está te entregando para jogar fora. Mas ao invés de jogar fora, você abraça o saco de lixo, leva ele para trabalhar, assiste série com ele no sofá, dorme abraçada com ele.
Tem gente que até tira selfie com o lixo emocional. Faz parte da identidade, se apega. Mas vamos ser sinceros, isso faz sentido?
A função da criança é mostrar o que precisa ser solto. A sua função é limpar, não é analisar, não é julgar, é simplesmente dizer: "Obrigada, criança. Eu recebo, eu limpo, eu te amo".
Quando a sua criança começa a confiar em você, tudo muda. Você começa a sentir mais leveza, mais clareza, começa a perceber os sinais da vida de forma diferente. Problemas que antes te esmagavam, agora passam como nuvens.
E você começa a viver algo raro, paz interior. Apesar de tudo, eu vejo isso todos os dias. E a pergunta que eu sempre faço é: se o propósito da prática é estar em paz e você não está em paz, o que é que está acontecendo aí dentro?
Porque o que limpa não é repetir palavras. No automático é o vínculo, é a entrega, é o relacionamento vivo entre você e a sua criança. E quando esse relacionamento floresce, a vida também floresce.
em silêncio, no tempo certo, com amor. Quando você cura sua criança interior, você não está apenas curando o passado, você está liberando o futuro. Você está limpando os caminhos, quebrando ciclos, libertando memórias.
Essa criança, o seu pili, é sua maior aliada. Ela só precisa saber que pode confiar em você. Cuide dela, abrace-a com a sua presença, converse com ela durante o dia, respire com ela antes de dormir e repita quantas vezes for preciso: "Eu te amo, me perdoa.
Obrigada, porque quando essa conexão se restabelece, você sente e tudo ao seu redor começa a se alinhar. E se você quiser aprofundar ainda mais esse relacionamento, fica comigo por aqui. Em breve eu vou publicar um vídeo especial, uma meditação guiada para reconexão com a sua criança interior.
Uma jornada profunda, suave e transformadora. Até lá, pratique a respiração. R.
Repita as palavras com o coração e saiba, você nunca está sozinha. Um beijo no seu coração.