o olá pessoal bem-vindos a lança nova vídeo aula de introdução a antropologia e e hoje nós vamos falar um pouquinho dessa complicada relação entre cultura e evolução é bom evolucionismo cultural como a gente tem visto e partir de um pressuposto importância em que é verdadeiro que é o da unidade psíquica da espécie humana quer dizer todos nós seres humanos independente da nossa cultura de onde a gente viva do povo que a gente pertence somos todos uma mesma espécie os nossos processos fisiológicos nossa forma de pensar segue os mesmos padrões mas aí o evolucionismo cultural davam
um passo além e envia cada uma dessas culturas humanas como um estágio não desenvolvimento mais geral da humanidade rumo a um final que a gente já conhecia que a civilização ocidental por isso que a gente diz que são pensamentos teleológico aí a ideia de que a evolução é um constante caminhar e aprimorar-se de formas mais simples para mais complexas ro o final pré-determinado e a também aí uma carga moral na ideia de evolução da evolução é aprimoramento é melhoramento é sair de uma condição mais precária por uma condição mais complexa e e portanto mais satisfatória
e antropologia no começo do século 20 faz a crítica o evolucionismo cultural como a gente viu com o boas e com o malinoski mas ela também é começa a beber das descobertas então no século 20 e final do século 19 e começo do século 20 sobre a ideia de evolução humana e que vai justamente criticar essa ideia e o esse pressuposto moral de que evolução significa aperfeiçoamento aprimoramento e no século 19 você tem duas grandes explicações para a evolução humana e já pressupondo outra evolução das espécies né já preço o ponto que o ser humano
é uma espécie como outras espécies animais o planeta e e uma delas é a teoria do lamarque que imaginava que as espécies se transformavam em razão da sua relação com o meio ambiente e e também em razão do uso e do desuso de determinadas características então na medida em que não determinado ambiente uma certa característica já não é mais vantajosa o necessário as pessoas deixam de usar aquela característica e aos poucos as novas gerações já não vão tendo essa característica porque ela já não estava sendo usada e e as e vão desenvolvendo novas características mais
úteis ao ambiente se transformou fazer a mudança ambiental seria o porquê que as espécies e mudam transformam-se evoluem e e o como elas evoluem para por causa do uso e do desuso lá pelas tantas charles darwin que vocês conhecem muito bem traz uma explicação diferente para essa ideia de transformação das espécies que é que tem a ver justamente com esse como as espécies evoluem e sem para o lamar que elas evoluem pelo uso e pelo desuso para o dar vem embora o porquê da evolução se deva também a aos fenômenos de transformação do ambiente em
que aquela espécie se encontra o como tem que ser melhor explicado e a proposta do darwin vai ser aquela que vai se mostrar mais satisfatória e o como aí é a famosa a seleção natural não sem querer dar uma aula de biologia que não é exatamente a minha área é a ideia de seleção natural pressupõe que a num determinado ambiente algumas características de uma espécie sejam mais adequadas para sua adaptação aquele meio ambiente a menina que esse meio ambiente se transforma a não necessariamente aquelas características vão continuar sendo vantajosa mais o davi vai notar e
o conhecimento biológico da época permitia isso que é uma população num determinado ambiente não tem apenas uma característica se sim características predominantes mas a cada nova geração a novas características vão surgindo em razão da do processo natural de mutação genética então vários indivíduos daquela espécie e vão nascer com características novas e seus pais não tinham e isso porque a um processo de reprodução sexuada e cria essa possibilidade de haver mutações genéticas naquele complexo mecanismo de partição e reprodução celular é alguma alteraçãozinha que ali ocorre e um grupo de indivíduos passa a ter uma geração que
não tava presente uma cara que não estava presente naquela população isso é o que vai acontecer a todo momento está sempre acontecendo no processo de reprodução geracional de uma espécie ou uma população e o que acontece é que algumas dessas características que antes não serviam para nada nessa mudança ambiental passam a ser mais úteis ou mais vantajosa sobrevivência daqueles indivíduos então aqueles indivíduos que possuem essas características passam a ter mais chá e deixar descendentes e aí com o tempo aquela característica que era uma mutação periférica só alguns indivíduos aquela população tinha começa a se tornar
cada vez mais presente mais frequente naquela população ao ponto de passar a ser uma nova característica daquela população em geral e aquela população vai se diferenciando tanto das populações anteriores e que vira uma nova espécie e assim as espécies vão se transformando bom nós tem que dar ele não tá falando aqui da sobrevivência do mais forte como a gente às vezes ouvi falar e a seleção natural a sobrevivência do mais forte não é a sobrevivência do mais adaptado e para isso a gente está falando de o mais adaptado então evoluir aqui não quer dizer necessariamente
melhorar aprimorar se rumo a um final a um objetivo que nós já conhecemos um modelo qualquer não evoluir significa simplesmente que aquela população passa a ter novas características mais adaptadas ao novo meio em que ela se encontrava com isso a ideia de evolução em dar vem vem desprovida daquela carga mural que o evolucionismo cultural trazia de que evolução significava melhor aprimoramento complexificação não revolução significa simplesmente que uma população se transforma em razão de mudanças ambientais e passam a predominar aliás características mais adaptadas aqueles novo ambiente resultando portanto numa população que não é nem melhor nem
pior o desenrolo ida em menos evoluída do que é população que existiam anteriormente tá mais e onde entra a cultura nisso tudo como que a gente se pode podemos fazer um paralelo aí e entra a evolução das espécies e e a ideia de cultura afinal de contas tudo bem nós somos uma espécie animal como todas as outras que habitam esse planeta mas não somos um pouquinho diferentes né nós temos algo que as outras espécies aparentemente não tem que é isso que a gente tem chamado aqui de capacidade de produção de cultura e aí a importância
a gente procurar uma definição por mais simplista que seja do que seja cultura que a gente tá falando aqui quando a gente está se referindo a cultura e os o evolucionismo cultural quando falavam cultura estava se referindo as várias formas de organização da vida em sociedade na espécie humana então na verdade ele tava falando das culturas e tentando hierarquizar uma cultura em relação a outra numa escala evolutiva esqueçamos isso por enquanto quando a gente tiver falando agora aqui de cultura vamos pensar na capacidade humana de produzir cultura a capacidade humana de fabricar instrumentos de alterar
o seu meio ambiente de criar algo novo para justamente se adaptar melhor aquele meio em que e em primeiro lugar essa capacidade de alterar o seu meio por meio de produção de instrumentos e produção de artefatos o que mais vão isso não basta para diferenciar o ser humano de outras espécies animais do mundo final você tem aí os castores que produzem uma alteração no ambiente em que eles vivem na constroem verdadeiras barragens nos rios para poder viver em se adaptar que adaptar aquele ambiente as suas condições de vida e você tem as formigas que constroem
galerias profundas de tu nem debaixo da terra você tem as abelhas e constroem casas com arquitetura super complexa e especializadas e então alterar um meio para que o meio se adapte às necessidades da sua espécie em várias espécies animais fazem e é isso que nos diferenciariam seria o suficiente para definir cultura tem que ter algo a mais e esse algo a mais é a capacidade de simbolizar é a nossa capacidade relativa a linguagem de pensar sobre aquilo que a gente produz e isso de fato as abelhas aparentemente até hoje pelo menos nós sabemos não fazem
as ver as abelhas produzem aquela sociedade aquela forma de organização em sociedade bastante estratificada com as abelhas operárias com os fogões com abelha rainha você pensa aqui complexa estrutura social e tem as amigas mas elas fazem isso desde que existem como espécie e continuaram fazendo sempre a coisa que eu saiba ninguém ainda descobriu uma colmeia em que tenha havido uma revolução francesa e as abelhas operárias e se revoltam com o despotismo da abelha rainha né e acabam guilhotinado ela não tem isso adaptação a qual essas espécies chegaram o mesmo processo de seleção natural e envolveu-se
em uma capacidade de alteração do meio de produção da sua do meio em que vivem mais cada indivíduo dessa espécie é adotado a fazer instintivamente as mesmas coisas sempre para produzir aquele resultado final que é o resultado adaptado ao meio em que elas vivem a medida em que esse meio se transforme e aquela forma de organização já não se mostra mais vantajosa a o processo natural de mutação genética vai o brasil outras características que podem se mostrar mais vantajosa cê esses indivíduos vão então aos poucos e ao longo de um lento processo de geração após
geração de milhares de anos produzindo uma transformação na forma de vida daquelas abelhas o daquelas formigas ou daqueles castores ao ponto até que com mutações corporais fisiológicas ao tal ponto em que surge uma nova espécie inclusive o ser humano não o ser humano é a única espécie no nosso planeta que ocupa ao menos entre os primatas né ocupa aí todas as latitudes do globo do círculo polar ártico até lá embaixo pertinho já da antártica né existe ser humano e no entanto nós somos biologicamente iguais em todos esses lugares a nossa adaptação ao meio não implicou
uma transformação de características fisiológicas até o ponto onde surgiu uma nova espécie que você não existe um homo sapiens polar por exemplo ao contrário do que você tem com o urso né aqui para se adaptar aquele ambiente ao longo de muitos e muitos milhares de anos foi se transformando a tal ponto que virou atriz pérsis na em relação por exemplo um urso pardo que vivem em regiões temperadas então nós temos na nossa na nossa relação com o ambiente não só uma capacidade de e intervir no meio mas temos a capacidade de pensar sobre as intervenções
que a gente faz e de pensar sobre o universo de regras que organizam as relações entre os indivíduos nessa comunidade a um formigueiro é uma só é uma comunidade e com diferentes categorias de indivíduos com um regras claras de atuação é uma colmeia também ué mas os indivíduos aí dentro não pensam não simbolizam não tem essa capacidade e própria mente humana e representação simbólica sobre as suas regras e sobre o seu modo de vida e isso é algo que surgiu no processo específico de especiação do homo sapiens as primeiras linhagens hominídeos surgiram há 13 milhões
de anos atrás indivíduos com características mais próximas do que nós reconhecemos em nós hoje mas foram preciso duas e milhões de anos até que um milhão de anos atrás surge um indivíduo que nós chamamos de australopithecus afarensis o que trazia é uma capacidade de nova de produzir instrumentos pequenas armas e coisas que demandavam uma habilidade fina no uso das mãos e aí a gente começa a se dar conta de que em algum momento no nosso processo evolutivo ouvir algo que a gente não pensa muito no nosso dia-a-dia mas que foi a descida das árvores quando
nós deixamos os nossos ancestrais deixaram de viver pulando de galho em galho e passaram a caminhar sobre duas pernas o bipedismo permitiu uma liberação do uso das mãos e o desenvolvimento dessa habilidade fina para produção de instrumentos que começa aparecer aí a 1 milh e com o australopithecus afarensis tem a ver claro com essa característica que nós temos até hoje ainda bem que é a existência de um polegar opositor que permite a gente pensar fazer o movimento de pinça com as mãos e a partir de uma destreza manual de uma coordenação motora fina e produzindo
instrumentos cada vez mais e delicados elaborados para transformar nossa relação com o meio ah pois é da próxima vez que vocês amarrar em os sapatos pensem nisso como que um ato tão simples depende de uma habilidade e única da nossa espécie por mais que a gente é nos cachorros e tente humanizá-los e faça hoje até festa de aniversário bolo roupinha para eles eles nunca vão ser capazes de amarrar seus próprios sapatos é um bipedismo teve também uma consequência séria para a reprodução dessa dessas espécies hominídeos e por que implicou uma transformação na estrutura óssea da
bacia é uma coisa é um animal que anda apoiado nos quatro membros outra coisa é um animal que tem que caminhar ereto apoiado apenas sobre as duas pernas isso provoca um estreitamento no osso da bacia e uma redução no espaço no canal por onde nascem os bebês hora isso significava que um bebê plenamente desenvolvido no útero materno podia já não conseguir mais passar por esse que e para vir ao mundo e ele fato não passava e aí morreu bebê morrer a mãe então o que acontece ao longo de milhares de anos é a sobrevivência daquelas
mães e daqueles bebês o cujo os bebês nasceram prematuros nasciam ainda sem a caixa craniana completamente formada nasciam portanto com o cérebro ainda em formação e nós hoje somos descendentes desses indivíduos que tinham parque o dava uma luz a bebês prematuros e até hoje o ser humano nasce sem ter o seu cérebro plenamente formato para qual é a consequência disso a consequência disso é que e o bebê humano nasce precisando de mil cuidados é preciso que haja toda uma organização desse dessa população de indivíduos para tomar conta de si seus filhotes e ao mesmo tempo
os estágios finais de desenvolvimento do cérebro desse filhote vão se dar já fora do útero no ambiente exposto a essas relações sociais entre os indivíduos dessa população exposto principalmente a linguagem e aí então que o nosso cérebro se completa a parte da linguagem a última a se desenvolver se desenvolve já com o individo participando plenamente da vida social daquele grupo ah e assim esse processo é que vai aí começar a um milhão de anos atrás e mas só vai de fato chegar nessa nessa situação que nós temos hoje a 250 300 mil anos atrás é
que vai se formando essa espécie que tem uma capacidade de movimento de pinça na mão e portanto de alteração do seu ambiente de uma forma muito mais versátil do que aqueles animais que nascem com uma especialização que lhes permite apenas fazer isso ou fazer aquilo e que a ao longo do processo evolutivo foi desenvolvendo o seu telencéfalo o tamanho do cérebro e da caixa craniana crescendo ao ponto de o bebê ter que nascer prematuro e terminar o processo de desenvolvimento dessas áreas de linguagem já e em contato com os indivíduos do grupo ah e é
assim que surge o homo sapiens uma espécie que já nasce portanto em sociedade nós só conseguimos ser humanos se nascemos e tivermos esse estágio final de desenvolvimento do nosso cérebro em interação com outros humanos mas não nos desenvolvemos plenamente dentro do útero materno a parte final aí de preparação de um indivíduo humano se dá em até três meses depois do nascimento já em contato com a linguagem já em contato com os símbolos daquela cultura daquele povo e é por isso que um ser humano que massa seja abandonado na floresta thaís os milagres um tema bastante
recorrente cena no pensamento ocidental a ideia do menino lobo não é do indivíduo que nasceu o posto para fora da sociedade e um pouco reverberando um pouco aquela discussão dos contratualistas sobre o estado de natureza o homem estado de natureza né isso tudo é impossível é são são mitos que nós contamos para nós mesmos um indevido e que uma vez nascido se a gente excluído completamente do universo e relações sociais não vai nunca se completar como ser humano ele precisa desses três meses de interação humana para virar um ser humano e e por isso a
gente diz hoje que não existe essa história de homem em estado de natureza porque o ser humano homo sapiens quando surge como espécie no planeta terra já surge em estado de sociedade e os seus filhotes nascem e terminam de se formar interagindo e socializando com o grupo a que pertence e por isso todo e qualquer omo e desde a 250 mil anos é um fruto da vida em sociedade não é possível portanto ao ser humano viver sem a cultura a cultura é condição mesmo da nossa própria natureza a e é por isso que a gente
disse que a evolução humana é um processo binho cultural continua se a gente voltar a ali para a história do australopithecus a um milhão de anos eram um ancestral hominídeo e que já produzia alguns instrumentos e portanto alterava a sua relação com o ambiente vamos imaginar portanto que você viva num grupo de australopitecos e nesse grupo quando se caçavam os animais necessários à sobrevivência do grupo se caçava com uma lança era preciso que você fosse o que que você fosse forte que você fosse destemido que você fosse rápido para alcançar o animal que está sendo
caçado para não ter medo de ir para cima dele porque você precisa chegar muito perto para colocar aquela lança ali mas como você tinha a pontinha essa capacidade de produzir instrumentos pela pelas tantas surge alguém usando um arco e uma flecha hora e o arco ea flecha exigem outro conjunto de habilidades para caçar esses animais já não é mais aquele sujeito forte destemido e rápido que vai se sair melhor lá caçada houve aí uma transformação nas condições ambientais agora é mais vantajoso a uma vantagem cooperativa ou comparativa para aqueles indivíduos que forem mais capazes de
operar com destreza um ar que uma flecha terem mais precisão terem mais paciência porque caçar com arco e flecha exija tocaia você tem que ficar escondido paradinho quietinho não pode fazer barulho tem que esperar o animal se aproximar tem que ter mira e aí esse é um sujeito completamente diferente do bom caçador de lança que se você caça com essa você tem que ser rápido tem que ser agressivo se você caça com arco e flecha você tem que ter paciência e principalmente se colaborativo você precisa combinar com os outros quem é que vai encontrar os
animais quem é que vai trazer os animais para onde está o sujeito com arco ea flecha então a criação de um novo instrumento e uma capacidade da cultura é muda completamente o ambiente em que esse essa população vive a mudança ambiental portanto deixa de ser apenas um fenômeno natural é produzido pela natureza foi um vulcão que entrou em erupção foi uma era glacial que congelou aquilo foi um elemento externo não há o ambiente em que essa essas linhagens ou meninas estão se e ele já vai se transformando em razão de uma própria característica cultural em
razão da própria ação humana na medida em que a gente cria um novo instrumento uma nova técnica para caça para obtenção do alimento para produção do abrigo portanto a cultura começa a operar dentro do processo de seleção natural nós já não precisamos de transformações ambientais o dependemos apenas transformações ambientais externas uma invenção na nova invenção humana cria um novo ambiente que vai favorecer algumas características ou indivíduos com algumas características novas e são esses que vão aos poucos deixando mais descendência e ea cultura passa portanto a ocupar o lugar também da mutação genética porque muitas dessas
características no ser humano são apreendidas e e são treinadas a gente e a nossa paciência a gente treinar a nossa capacidade de atenção nós não nascemos já com essa incrível capacidade de ficar duas horas sentado em frente a um computador assistindo as aulas de introdução a antropologia é isso demanda atenção se demanda foco e isso é um processo de aprendizado nas etapas iniciais da nossa vida então a cultura vai ocupando o lugar da mutação genética no processo de seleção natural e vai produzindo alterações ambientais no processo de seleção natural de modo que ao longo de
alguns milhares de anos e aqueles aquelas populações hominídeos que poderiam ter grupos de caçadores mais agressivos arrojados fisicamente mais fortes começam a se transformar para grupos de gente fisicamente menos forte mas com uma hora destreza o maior qe paciência e principalmente maior capacidade de colaboração entre os indivíduos de comunicação para traçar estratégias eficazes na caça na construção do abrigo no cuidado com os filhos e e é esse processo então que vai criando essa nova espécie homo sapiens um processo portanto em que cultura e biologia se interceptam e um processo portanto de evolução biocultural e continu
que produz esse essa espécie que tem a capacidade de cultura dentro da sua própria natureza e em suma a nossa capacidade humana de produzir cultura não é algo que é veio depois da formação da nossa da nossa espécie como tal no mundo não é que primeiro surgiu o homo sapiens e de repente com uma espécie de sopro divino a esse ser começou a transformar o seu ambiente é desenvolver habilidade fina nas mãos e a sua capacidade de simbolização essas características foram sendo parte mesmo do processo de formação das peças se a gente quisesse usar aqui
uma tá frente poderia pensar na ideia de um bolo né não é que primeiro você assa o bolo aí surge lá um bolo no céu homosapien biologicamente completo e a capacidade de produzir cultura vem como os confeitos que você vai colocando em cima e é esse bolo já surge com a capacidade de produzir cultura gente pode imaginar aqui e o polegar opositor é o telencéfalo desenvolvido o a nossa habilidade de linguagem de comunicação de simbolização e são matéria-prima tal como os ovos ea farinha de um bolo eles são matéria-prima eles não são um bolo pronto
é preciso esse longo processo de seleção natural que é o assamento desse bolo para que ele surja já com essa capacidade de produzir cultura e entranhada dentro dele então foi um longo processo em que resumindo aqui o que eu disse até agora nossos ancestrais adotaram o bipedismo e com isso conseguiram a liberação do movimento de pinça né a produção de instrumentos que ajudaram a caçar mais facilmente e com isso você tem um aumento da proteína animal na dieta dessas populações e com isso você tem um crescimento da massa encefálica em especial do telencéfalo essa parte
responsável pela linguagem em crescimento a tal ponto que os filhotes dessas espécies já não podiam mais se desenvolver inteiramente dentro do útero tenho que terminar a sua formação já fora do útero interagindo com os demais indivíduos daquela população e é aí então que o orçamento do bolo tá completo em surge um homo sapiens a terra com essa capacidade que ao menos pelo que sabemos até agora nos destinos das demais espécies a cultura entrando portanto como um elemento importante no próprio processo de seleção natural que leva à formação da nossa expresso eu conheço põe por terra
é uma ideia aventado até os anos 20 que era teoria do ponto crítico que o próprio kleber aluno do boas advogava e que era essa de que para você manter a ideia de que nós temos uma unidade psíquica na espécie era preciso primeiro acreditar que a espécie homo sapiens surgiu no mundo e a capacidade de produzir cultura vem depois então as diferenças culturais que a gente vem ver variam enormemente no mundo mas no fundo como o nosso substrato biológico é um só a cultura é outra coisa né o creme tinha sem preocupação bem boasiana de
separar o biológico do cultural ea cultura seria a como que esse com feito do bolo mas vai por baixo todos somos iguais todos somos o mesmo bolo para por quê que o cléber tinha essa pro oi e aí é importante porque eu tô aqui fazendo uma síntese bastante simplificada de como nós entendemos hoje esse processo biocultural de formação da espécie humana mais no final do século 19 e começo do século 20 muitos muitos pesquisadores da área médica da biologia e do que então se chamava uma antropologia física também estavam pensando sobre a evolução humana e
ainda marcados pelo pensamento no evolucionismo cultural faziam uma leitura bastante racista das capacidades intelectuais das diferentes formas culturais humanas era o período que o outro pó logo físico que ele fazia era sair por aí medindo o tamanho dos crânios os clientes das diferentes populações humanas para advogar que determinadas raças tinham um crânio menor um cérebro menor eram portanto ainda menos evoluídas e outras raças portanto poderiam ser superiores a a essas era o tempo em que europeus faziam excursões pelo continente africano em busca do elo perdido na evolução da espécie humana e se fascinavam por exemplo
com os pigmeus achando que ali estava o elo perdido da da nossa do nosso desenvolvimento humano e traziam essas alguns desses indivíduos para exibições públicas em verdadeiros zoológicos humanos na europa e nos estados unidos que eram grandes máquinas de negócio e reproduziam uma ideologia racista e que justificava e a exploração colonial de povos mais desenvolvidos biologicamente inclusive em relação à povos menos desenvolvidos biologicamente para vocês sentirem a intensidade dessa realidade vejam esse trecho do documentário rota benga um pigmeu na américa e aí e aí ah e não entre não entre de manhã victor simon phillips
ver a véspera no df constante os cambistas e cantar caminho ex perish in the rain o storm status corante e o joão titanium fitness campinho no parque via norte stacey os pinguins a hunger games and less than for speed hot wheels and it will rain forest oi larissa bengalesa pig in central african forest os público could account for this station o esperma longo eu utilizei android o tio juninho rayres papel sweet intuition he he he a calça marrom hoje eu tenho essa palavra anitube rápido disso inata e pronto saiu slide market e vai até que
racionalizar vana ter oito pingar a própria do sol harry potter coffee o espiritismo nintendo direct 2018 de pinguins em o finlandês leitor express expression did not state will shine again in e eu não entrego não testa nation a saint louise pullip [Música] i would pass sua característica and eu sei que às vezes até mais racing technology contigo animals which we nunes lourenço a ah e não de noite for sem duas febre a friend hello kitty em tricologia centerpiece [Música] os elementos laying out caffé a slide banana apêndice pesca costa glória single representative specimens of world
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e aí a radicalidade da fé até assim sistema de tracção city frights é mas se for sentar aqui vai lançar asas jornais the new york state pênis se entre o espaço entre publicamente side in sexus é mesmo táxi e essas abordagens a racionalistas e racistas no começo do século 20 eu quero fazer a subverter o discurso do evolucionismo cultural trocando cultura for raça e aí colocando as raças em escadinha aí buscando relacionar as características físicas de cada uma tamanho do crânio formato do nariz do rosto estatura física e tal atributos psicológicos e atributos sociais e
essas teorias raciais e se propagam no na biologia no início do século 20 e levam a esse tipo de argumentação em que se busca relacionar o tamanho da caixa craniana com a inteligência da pessoa ou como fazia césare lombroso as características físicas associadas à aptidões sociais então você poderia definir se alguém era e eu penso ao crime a partir do formato do nariz do tamanho dos olhos da proporção do rosto e a um determinismo das formas físicas em relação as formas de ação social e uma leitura e evolucionista no sentido moralizante de dizer que existem
raças mais civilizados por pensas a civilização e outras que são de fato mais primitivas e mais bárbaros e esse era esse contexto que os atropelos culturais se opunham então havia uma dificuldade aí de juntar cultura e evolução cultura e biologia e é por isso que os antropólogos culturais então na época tinham esse cuidado de dissociar de separar natureza ideologia e cultura e dizer não natureza nos iguala a ea cultura não tem nada a ver com isso é esse super extrato que a cultura é uma totalidade de outra ordem totalmente diferente não misturemos e agora as
teorias racistas do início do século 20 vão nos levar uma grande tragédia em que é holocausto em meados do século e a partir do choque provocado aí para o pelo pela aplicação política dessas teorias eugênicas racionalistas e é que o pensamento predominante no ocidente resolvi rever isso tudo né e botar um basta nas falácias e dessas teorias e ao ponto da biologia já não mais falarem raça as diferenças físicas fenotípicas dos vários grupos humanos são tão pequenas tão residuais e que não justificam o uso da categoria raça nós somos todos a mesma raça que é
a raça humana e com diferentes formas de ser e estar no mundo que aí sim se justificam por diferenças culturais mas você não pode associar é a característica física o fenotípica a um modo de ser e de estar no mundo mais uma vez que está no pós no pós-segunda guerra resolvido no campo da biologia no pensamento predominante em um acidente aí antropologia pode voltar a essa percepção da evolução humana e mostrar como que a nossa capacidade humana de produzir cultura é de fato parte do processo foi parte do processo biológico de formação da nossa espécie
e nós somos seres portanto naturalmente culturais e aí sim nós podemos começar a nos preocupar mais entender como e por que que essa mesma espécie surgida neste planeta com a capa e com a capa igual a capacidade de produzir cultura produziu formas tão variadas de ser e de estar no mundo ou seja produziu tantas culturas no plural e isso eu passei a agenda da antropologia cultural antropologia social como aliás nós vamos ver no texto da próxima vídeo aula o do livro estiloso pela levistross raça e história mas esse assunto a gente deixa para depois por
enquanto leiam aí o terço da mirella soares e do cliente for nerds e sobre a evolução e cultura ea gente se encontra na quarta-feira na nossa aula 5 cara tá ok até mais