e aí e aí a cada português tem disponível energia suficiente para satisfazer as necessidades de 1,6 a dois adultos o que significa por outras palavras que cada cidadão português como quase o dobro daquilo que precisa pão batata leite carne de porco e vinho são os produtos que lideram as preferências entre mento da fruta e das leguminosas que ficam na prateleira do supermercado que o mesmo é dizer ficam longe do prato dos portugueses e somos um país que tem todas as condições para adotar a dieta mediterrânica é mas pelo menos um terço da população portuguesa aparece
não aderir a este padrão alimentar aqui entre nós é uma parceria da fundação francisco manuel dos santos com a renascença e o jornal público hoje tentamos perceber como homens portugueses o que comem portugueses e que vão comer os portugueses no futuro pedro garcia o autor fotos do ensaio que dá origem também esta conversa um ensaio que é um dos 10 da coleção que assinala os 10 anos da por data alguma coleção ensaios que é uma parceria entre a fundação a rtp e o diário a público é de graça é diretor da faculdade de ciências da
nutrição e alimentação da universidade do porto e coordenou o programa nacional para a promoção da alimentação saudável da direcção-geral da saúde está aqui conosco perdi obrigado por ter aceitado o nosso convite decorrente dos diferentes períodos da história percebemos que a forma como alimentamos foi foi bonito como é que nos situamos hoje naquilo que designa como a paisagem alimenta a a a nossa situação é uma situação muito periférica na europa e talvez seja um ponto de partida que vai influenciar toda a nossa alimentação estamos ficar num canto estamos rodeados apormar a quase a volta do do
nosso país tão território quase todo e depois temos nossos vizinhos espanhóis e temos uma cadeia de montanhas os pirinéus que dificultavam dificultaram durante muitos séculos o acesso ao resto do continente europeu aliás o josé saramago ilustrou muito bem sem imagem essa jangada de pedra não é portanto estamos nesta jangada a ainda por cima do ponto de vista histórico muitas vezes com pouco contacto com os nossos vizinhos espanhóis a por razões também políticas e razões históricas e alimentação dos portugueses durante o dia estes séculos foi muito condicionada por um lado porque eu quero o nosso contacto
a muito frequente nas zonas eleitorais a minha impressão nos litorais com o mediterrâneo eu teria que o mediterrâneo foi a grande autoestrada antiguidade que nos fez que a chegar a maior parte dos produtos alimentares que os nós conhecemos por um lado a ter esse contacto muito periférico junto a zonas ribeirinhas e a zonas a orla marítima com com exterior a e depois todo o interior é outra história por um lado e por outro lado uma eu teria um fechamento do nosso da nossa alimentação a que se desenvolveu muito entre paredes muito entre paredes gostava também
de citar outra questão é que é o facto de nos para além da situação geográfica da mente termo estado afastados daquilo que foi a grande revolução depois tornar alimentar muita coisa nova que foi a revolução industrial a que fica um pouco afastada a de portugal somente século 18 19 e depois no início do século 20 com o aparecimento de um regime também que não fechou muito 15 ditatorial que dá uma forma nos sou muito até praticamente em 1975 a um conjunto de condições que fazem com que a alimentação dos portugueses sejam a alimentação muito entre
portas muito construída naquilo que são as diferenças regionais temos grandes e frente regionais que foram crescentes foram construindo muito afastados quase o resto do mundo mas e muito a partir daquilo que a terra e o mar elisa - da não é precisamente a aí um fator que que seguramente não é negligenciável esta nesta equação que o facto de e como o pedro diz tivemos muito longe da revolução industrial que aconteceu mas provavelmente também portugal foi o país que se virou para a áfrica virou-se para o mar mais do que para a europa sim isso também
acabou por influenciar ai a isso vai refletir será certamente muito nosso consumo alimentar ou seja quando nós hoje quer saber aquilo posso que os portugueses comem no seu dia a dia temos uma influência muito grande daquele só os últimos anos de contacto da europa mas temos recuar a para aquilo que foram os nossos séculos de aqui de isolamento e de contacto com as zonas marítimas para perceber gostos preferências que perduram ainda hoje mas foi o construídas durante muitos séculos desse desse relacionamento que ele dezembros a um exemplo muito interessante é a utilização muito excessiva os
personagens saúde as consideram intensiva do sal a e por que o sal e tempere com o sal e eu diria que é o marcador da alimentação dos portugueses para o bem e para o mal porque nós também estamos bem um saldo nas por quase ninguém sabe eu também o peixe grelha também o peixe alguns portugueses mas o sal é um exemplo muito interessante cristo o sal é o grande conservante ali a antiguidade o sal e o fumo mas nós nunca fomos um país muito a grandes florestas e portanto o sal tava aqui a a mão
semear e a toda a nossa orla marítima e em particular o sábado e depois o algarve são grandes depósitos de sal que vão a permitir nomeadamente o império romano tentamos a falar a 2 mil e talentos para trás consumir grandes quantidades de sal mostrado com peixe em conservas de peixe que nós vamos exportar a para todo o império romano a isso já nos faz pensar este gosto pelo peixe conservado que é muito característico do português do peixe salgado aí que realmente remonta às tradições e hábitos e a produção a que nós tínhamos por outro lado
há uma a uma crise da dívida relacionada com o sal que tem a ver com o seguinte nós conservamos o peixe mas não só o peixe com sal presente toda a nossa carne também aí toda a nossa tradição de enchidos os formatos tanto fumo e o sal vão permitir aqui um país que não só periférico em relação à europa mas também e essa outra crítica muito interessante da alimentação dos portugueses é um país que atinge mediterrânicas portanto a dieta mediterrânica é aqui a central na nossa alimentação pelas características edafoclimáticas que nós temos o nosso clima
é um clima mediterrânico mas nós não somos banhados pelo mediterrâneo são os banhados pelo atlântico e portanto eu diria que somos o país mediterrânico mais atlântico que existe e quando nós olhamos o consumo alimentar de peixes em todo o mediterrâneo e quando eu falo em toda a orla do mediterrâneo é o mediterrâneo norte europa e mediterrâneo e sul áfrica áfrica do norte da áfrica nós reparamos que o consumo de pescado é muito mais baixo significativamente mais baixo do que o consumo de pescado de portugal que é um dos maiores é porque nós comemos e consumimos
peixes muito mais muito para além daquilo que é capacidade que temos de nos conhecermos a nós para rir sem e e temos um consumo elevado de peixe pequeno natural somos um país a junto ao mar em que o atlântico nos fornece maior quantidade de pescado que o próprio mediterrâneo mas depois o que vamos observar é o seguinte nós dois temos uma ideia que o peixe chega a qual classe do país e só te ver com nossa evolução mas até há 50 60 anos entrar com peixe fresco pelo interior do país era praticamente impossível por para
fazer meia dúzia de quilómetros com carga de morava as horas e o peixe salgado era a única possibilidade da proteína animal quer escassa e convém dizer isso em quanto por cento da europa devido a sua acho o tipo de a chuva ea regularidade da chuva e também ao clima para ir por exemplo uma abundância de pastos e o território nacional é muito escasso de alimentação para o gado e nesse aspecto unificado que aqui sobrevive é o gato permite juntar celular para o outro pequeno gabi o grande gado de animais de grande porte era utilizado na
agricultura da como substituição da tal máquina que nunca chega a portugal e portanto carne de vaca praticamente inexistente no nosso hábitos alimentares mas pães e carnes salgado são a metal marcador da alimentação dos portugueses a isso é para dar o exemplo sal e de como é que a nossa posição geográfica de alguma forma vai influenciar aquilo que ainda hoje nós fizemos os portugueses consomem sala mais é que é tão difícil sensibilizar o primeiro conseguir resultados na redução dos altos agora embora as as alguns resultados positivos desde logo desde que o pão deixa o ter o
teor de sal em viés tem linhas arteriais médias dos portugueses baixaram a sede e no fundo mentalizar as suas para fazer porque a aquilo o imprinting não é alimentar sem como cones o sal logo ali sempre presente em grandes eu não sei é por isso que os pediatras desde logo nas primeiras nos primeiros anos de vida das crianças dizem que ali duas veneno sal sal eo açúcar sem evitar sem assim e são dois produtos falamos agora dos alto as nossas características geográficas mas o açúcar é um exemplo também que realmente agora já por razões históricas
não é que a produção do açúcar que é praticamente inexistente na europa até o século 14 vai ser uma das grandes alavancas dos descobrimentos a e portanto a produção de açúcar a e da cana-de-açúcar por meio da madeira em belém em parte do algarve pois da madeira e depois participar os nossos territórios vai ser a uma moeda de troca para e que vai permitir também e financiar partes dos descobrimentos e isso faz com que este gosto pelo doce é uma coisa desde muito cedo dá para falar dos piores desde muito cedo está que está na
nossa tradição alimentar e por um lado nos alegre mas também nos mata não é a e são dois exemplos como é que a história e geografia passado quase dez séculos ou 15 de do que aconteceu ainda continua a marcar os hábitos dos portugueses está no nosso adm apesar de nós sabemos é que há tempos outras formas de conservar os alimentos que não pelo açúcar e pelos ao anonimamente pelo frio e ao que a tal revolução industrial nos trouxe com eletricidade e com possibilidades que nós utilizamos o frio para evitar quantidades tão grandes sal e açúcar
mas parece que apesar de tudo os portugueses continuam a ter uma certa preferência pelo gosto e o gosto pelo sal pelo açúcar é isso é um problema aditivo sim dá uma forma a garantir a isto dito é a nossa alimentação foi lindo alterou sem função de múltiplas razões de contexto opções políticas o orçamento das famílias a desregulação dos tempos dos tempos de trabalho com o tempo fomos introduzindo e este é um fenômeno mais recente fomos introduzindo comida rápida atenção mentalmente de ida rápida embaixo em nem toda a comida tradicional também está a mesma boa mas
objectivamente o que é que melhorou e o que é que piorou na alimentação que fazemos a não convém que ir e falar um bocadinho também historicamente o tempo nós tivemos este fechamento e daria quase para atender até o 25 de abril e em função também da nossa adesão na altura a comunidade económica europeia aquilo que hoje a europa o país abriu-se muito ao exterior essa abertura rápida abrupta vai condicionar muito os hábitos alimentares dos portugueses para o bem e para o mal do ponto de vista de coisas boas aqui emergiram desta entrada pela europa fora
e dessas trocas comerciais que se aumentaram com o restante território europeu eu diria que nos últimos anos uma coisa muito interessante que nós tivemos aqui foi uma minoria significativa de diria drástica da qualidade média dos produtos quando ele qualidade média tem a ver com a índia ao sanidade da maior parte dos alimentos nós é hoje mais hoje iremos um supermercado em um plano de mortalidade com uma seringa de contente assim do ponto de vista biológico sem nós nós tivemos um ganho tanto na restauração como a do ponto de vista daquilo que a distribuição nós temos
a maior parte dos nossos mercados nos supermercados do nosso restaurantes nós sente insegurança quando vamo salgado a importante não acontece aquilo que acontecia há 40 ou 50 anos atrás que a pessoa chegava com leite e a ver se o leite tava bom tava com saída de qualquer da carne está estragada hoje em dia não há nenhum português que compro peixe ou carne com receio de chegar à casa e aquela carne estar contaminada com algum com algum ingrediente ou com algum micro-organismo que não seja uma positivo portanto enfrentamos problemas temos problemas em ir mas são esses
e eu diria que essa parte é boa e também assistiria outra questão que é a diversidade da oferta alimentar assim e de facto aparente ou não pois podemos questionar se a diversidade assim tão real mas nós hoje podemos a construir a nossa alimentação em função daquilo são os nossos gostos nossas preferências da nossa cultura a a hoje uma diversidade enorme de produtos à venda que nos permitem construir o nosso futuro alimentar sem estamos muito preocupados quase em qualquer sítio do país nós temos em qualquer local onde vamos temos uma enorme diversidade produto as aves foram
duas coisas que eu diria a muito interessantes e que vieram melhorar substancialmente a alimentação dos pedidos porque lado a bens de primeira necessidade que aquelas antes eram escassos e que hoje existem de forma abundante tu falar pelo whats ineos de uma enorme variedade de variedades de carnes não tínhamos de dados pelos processados a última enorme variedade por outro lado apesar de os termos disponível uma enorme quantidade de produtos aquilo que nós observamos ao sim bom é que assim dar um variedade produtos não trouxe proporcionalmente uma melhoria da qualidade e este alimentar a todos os portugueses
o que a talvez uma das principais razões a tenha a ver com o facto de muitos destes produtos que se tornaram muito baratos e que são as baratos em que são acessíveis a uma franja grande da população sejam produtos do ponto de vista nutricional tem um pior valor nutricional o que é que eu quero dizer com isto quer dizer que nós hoje podemos comprar a uma carne de grande qualidade nutricional mas podemos comprar um processar de carmo que aparenta ser carne mas tem lá muito pouca carne é um preço muito mais baixo e o que
temos são consumidores que vão comprar que tem um número limitado de dinheiro para gastar diariamente e que tem dois é muito parecidos mas em que um tema terminada mais valia nutricional e outro tem menor valor nutricional seja aí como sempre quem tem mais rendimentos ou quem tem mais disponibilidade financeira tem capacidade e aí entra menos mais 100 ovos no fundo acabam também por ser sempre bem aí entre ou seja a desigualdade que estávamos à espera que se batesse com a melhoria da diversidade e da segurança e da higiene não se bateu continuamos a ter uma
enorme desigualdade não mentira a compra e para além da questão econômica a outros fatores que é o aumento da diversidade de produtos também obriga a que o consumidor perca mais tempo a compreender a si mesmos produtos e essa compreensão dos produtos obriga o que obriga o investimento obrigado tempo obriga a literacia obriga essencialmente um instrumento tempo e o que é que nós temos do outro lado a temos um grande grupo de apoio o que nos últimos anos está nesse trabalhar mais horas para ter o mesmo rendimento quando eu preciso trabalhar mais horas por dia para
ter o mesmo rendimento começa não ter tempo para ler rótulos com cuidado perder tempo no supermercado ter tempo para investir em na confecção culinária começa a chegar cada vez mais tarde da casa e quando chega de ficar tarde a casa e quero ter um produto rápido de ter que comer tenho filhos ou tenho mulher ao marido a dizer onde é que está a comida e preciso de rapidamente não tem qualquer coisa é cima da mesa geralmente quando é que nós vamos vamos para aquilo que já está prefeito muitas vezes até que a lei ou a
take away quando tem um preço justo ou compramos comida para é confeccionado e em cinco minutos está a comida ali a em que houve um investimento baixo do ponto de vista justamente culinário mas é um retorno grande retorno grande que ainda e agora para tornar a coisa mais complexa eu consigo ter produtos e saborosos e rapidamente disponíveis quando volta adicionar o tal sal e açúcar que eu não queria tirar e os outros conservantes e aromatizantes ou seja a hoje eu diria que é hoje uma não pode ser vamos usar a palavra embuste que está a
ideia é que alguém quer enganar alguém propositadamente mas alma a uma falsificação daquilo que é um sabor original com exacerbação do aroma a todos os sabores da cor que são relativamente falsos mas que nos enganam relativamente bem e são relativamente baratos é e essa diferença vai fazer que grandes grupos da população pensa que está o comer bem mas estão comer às vezes não tão bem como que estariam esse esse essas desigualdades no acesso ao alimento são muito muito áreas depois neste doenças também que as pessoas têm só muito recentemente é que se fez um trabalho
muito interessante e avaliamos aquilo que eram as doenças mais frequentes dos portugueses ea sua condição socioeconômica a papulação todas já tinha sido feito de forma particular mas assim de forma geral esse tipo de trabalho apareceu a 56 anos e constatamos uma coisa que o sócio e pertences que são uma franja grande da população que muitos deles nem sequer sabem que o céu e que podemos estar aqui a falar dois três meses pessoas hoje nosso diabéticos 1 milhão de diabéticos estamos a ver a quantidade de pessoas que estão e depois com excesso de peso quando pegamos
nestas três patologias sozinhos posso chamar e quando reparamos que é que as tem nós constatamos que a medida que aumenta a escolaridade mínima essas doenças à medida que diminui a escolaridade elas aumentam e portanto hoje em dia e quando eu digo as qualidades que ele está muito associado ao gradiente social e meu rendimento presso tanto eu diria e diz-me quanto dinheiro ganha os advertia que doença pais darem o dia que é o que é comes a e esse aspecto eu diria que ao espetar vez mais negativo hoje em dia da nossa alimentação que abundante nos
supermercado mas depois não se transforma por vezes essa abundância e diversidade ótima excelente no supermercado a mesa de todos por estes constrangimentos e aqui uma questão também que vale a pena muito falar aqui é não só nós mudamos muito porque nos aproximamos da europa e mudamos muita nossa alimentação mas houve uma mudança social muito importante da cidade do mediterrâneo sul e em particular de portugal que foi a partir dos anos 60 70 não só a uma vinda de muita gente da província das zonas mais rurais para a cidade e vem ter uma vida mais urbana
mas há também uma coisa que vai mudar poderia que um dos grandes marcadores da mudança alimentar dos portugueses a entrada da mulher do mundo do trabalho um ano para melhor oferecer para melhor porque facto a mais igualdade a mais acesso ao trabalho a um rendimento mais distribuído entre o casal a maior autonomia adição tudo games da nossa sociedade mas cola peças para alimentação mas consequências não dá para melhor ou para pior era no meio da alimentação mas consequências para alimentação dado que a maior parte desta cultura alimentar mediterrânica era transmitida entre mães e filhas ou
sejam as mulheres guardavam numa sociedade em que a mulher de facto tinha a mão na cozinha a uma se realmente tradicionalista com tudo de bom e de mau que isso podia ter bom no sentido o conhecimento mal no sentido uma certa opção em uma certa obrigação de produzir comida para o resto do agregado essa liberdade que baba infelizmente a maior parte das mulheres e infelizmente do ponto de vista daquilo que é a perda do now own é que os homens não souberam agarrar e não via cool se isso acontecer se perder nas alguns até preciso
urgentemente chamar os homens para cozinha precisamente eu diria curiosamente e acho que ao longo da vez mais porque tocou já vai haver ainda já se nota alguma sem tocou tocou num ponto muito essencial que se nós quisermos proteger a dieta mediterrânica eu diria que uma das condições fundamentais para a proteção da dieta mediterrânica é trazer os homens para a cozinha mas trazê-los de uma forma eu diria educada é que eu quero dizer com isto não é ter os homens na cozinha durante duas horas a para a produzir uma perdiz espetacular essa é capaz de fazer
uma boa sopa um boa hoje sal sem se armar em chefe de cozinha e fazerem o básico com qualidade com pouco sal com sabor mas é assim fazer coisas básicas com qualidade também requer muito conhecimento cordeiro em casa mesmo que tenham um elevado valor calórico não sei se estou usando tendinite nos pés o regime acertamento mas será seguramente muito melhor do que por exemplo é para falar um take away irão sei qual é o restaurante que eu vá lhe buscar buscar em medidas por mais que confiemos no restaurante onde vamos buscar a nossa comida nunca
conseguimos ter a mesma confiança certamente que temos quando fazemos quando somos nós mesmos não temos muito jeito para a cozinha sim o valor daquilo que fazemos em casa e sempre muito melhor sim até que antes antes antes de irmos aí até que o ex muito bons silicones e come-se muito bem fora de casa e alguns filhos agora uma das cavas lições muito interessante até deste problema muito receita convido quando nós observamos a a qualidade alimentar algumas pequenas trabalho tem vindo a ser feitos a qualidade alimentar deste tempo de confinamento concluímos que cozinhar em casa e
comer em casa de um modo geral por muito má cozinheiro ou muito ao cozinheiro que tínhamos em casa e do material é sempre melhor do que me fora isso é muito do ponto estado nutricional não estamos a falar do gosto e do prazer que é comer fora que é fundamental na cidade de técnica também é preciso que se diga isto a nossa cultura alimentar é uma cultura alimentar muito social muito socialização vou a mesa o convívio à mesa nossa e o estarmos a mesa é muito importante mas isso também pode ser feito em casa não
precisa ser feito besteira né agora aquilo que nós observamos foi que comendo em casa mesmo que comente pior o cozimento pior conseguiu sempre ganhos do ponto de vista nutricional faça comer fora porque é muito interessante não é por dentro cozinhar em casa é sempre uma proteção do ponto de vista nutricional e por outro lado aqui outra coisa do que sonhara casa que que é importante e se calhar esse teria sido o grande benefício nós temos estado confinados eu não tenho tempo que é a pouco quando falávamos de transmissão de conhecimentos entre mães quero que se
fazia e filhas eu acho que o em casa juntos permite fazer uma coisa fundamental e decisiva para a qualidade alimentar os portugueses um uma esta a educação alimentar não se faz falando eu faço comendo isso é um euromilhões exemplo isso é uma é uma questão que a escola a escola portuguesa tem que resolver o sentimento não é explicando a onde é que estamos apenas onde é que estão os nutrientes numa roda dos alimentos ou o que é que tem mais proteína mais vitamina que as pessoas modificam substancialmente a sua alimentação é pessoas modificam sua alimentação
quando são confrontados com aquilo que é o fator mais decisivo da aprendizagem do gosto que é provar e a ver os exemplos da teoria com uma família e se calhar com que a paz e mais a ver e avise o que é que o meu filho que é que eu dizia assinar o meu filho eu costumo dizer que a única coisa que tem que ensinar o seu filho é estar à mesa com eles e comer saudável porque quando um pai uma mãe come saudável os filhos copiam automaticamente não é preciso conversa nenhuma é só pegar
uma faca uma colher é sempre um garfo e comer não se pode exigir uma criança como a sopa e depois que e ao lado tem é assim seus pais ou abrigar a um fast food rockers os pais ao lado comer é saudável ao longo da sua vida pode não consigo no primeiro ano e se preferem a mesa é outra coisa importante é a mesma comida que eles comem não devia haver comida para crianças e para adultos não é a comida tem que ser saudável para a família toda e quando as crianças virem com a mãe
e o pai cozinham os dois arrumam os dois a cozinha estão bem a mesa tem conversa agradável seca comida é saborosa e como se faz grandes filmes a volta do comer que ela tem que estão importante comer é para comer a naturalmente essas crianças acabam por ter uma alimentação muito mais saudável sem grandes a ser grandes filmes que ele costuma dizer o pedro agarrou a que o contexto contest of 19 que um contexto em que nos em que vivemos e nos movemos nesta nesta fase ela está a acelerar a seguramente uma visão do futuro em
vários em vários domínios das nossas vidas é e o contexto convido introduziu nas famílias uma realidade uma se ficou uma realidade que já tinha construído que a realidade pelo trabalho a parte ou até a escola corrente na distância das crianças estresse trabalhar em casa pode levar falamos em um certo 1723 alimentares pode levar à perda de apetite mas podem levar à compulsão este período não está ainda suficientemente estudado mas qual é a sua opinião nós teremos de gravar um pouco a forma como nos alimentamos em casa não nas refeições principais e eventualmente mas entre refeições
um ir mais aos neco e mais a bolacha e mais refrigerantes até para até para nos sentirmos com energia para trabalhar e para produzir muitas horas que a virada aí algum a este tempo de confinamento trouxe dos dados que nós temos a direcção-geral de saúde fez um inquérito muito interessante há muito pouco tempo sobre isto sobre os árabes atividade física e os hábitos de alimentação ou programa nacional para a promoção da alimentação saudável em conjunto a com outros programas da dgs trabalhar o este tema a observamos duas coisas curiosas uma foi que ao contrário do
que pensamos não ficamos muito mais tentados fizemos ficarmos alguma coisa na ficamos assim tanto que me esperar e para falar dos hábitos alimentares também não não piorar a tão exageradamente apesar da percepção do ganho de peso ter aumentado convém agora vou ficar sem facção verdade agora quando fala pouco de com 22 questões do futuro a aqui uma visão do futuro que nós podemos aproveitar e podemos discutir e a convide eu acho que veio trazer duas lembranças que nós devemos discutir uma delas é esta estamos a viver no mundo estão vai desaparecer depois da convido estamos
a viver no mundo que tem cada vez mais pessoas e você vai querer mais pessoas a face da terra essas pessoas por várias razões a estão cada vez mais juntas a sociedade humana tal como muitas outras cidades dos animais a 15 vamos estar juntos para ser mais produtivos as cidades são bons em posição laboratórios onde há muito massa crítica ou nós nos juntamos onde podemos conversar podemos converter essa maior densidade populacional vai aumentar claramente o riscos de doenças infecciosas podem ser transmitidas pelo contato nas consultas e portanto a covinha de daria que estas doenças infecciosas
verão dá uma forma para ficar na medida em que são doenças que são possíveis de ser obtidas pelo contacto entre relógio como temos que ver mais juntos e acabei mais toda a face da terra essa essa questão não vai desaparecer segunda questão que queres problemas vieram trazer e que não temos o convite mas convém não esquecer aquilo que o grande desafio alimentar do futuro tem a ver com as mudanças climáticas que estão e a sustentabilidade a sustentabilidade temos que pensar que é uma geração de novos consumidores que está agora a chegar ao mercado o mercado
de consumo que tem ideias muito precisas o movimento de um barco que temos assistido a recentemente a ideias muito precisas sobre o que é uma vida mais sustentável e isso naturalmente repercussões ao nível da alimentação podemos contar com estas próximas gerações para no futuro salvarmos eventualmente o planeta de exaustão de recursos pensando na perspectiva ali aqui nas outras classes não mas alimentação aliment quanto se pensa nas suas ambientais a alimentação tem que ser tem que tacar em cima das nossas preocupações por uma razão que causa nossa a ver a produção dos alimentos é talvez das
atividades a face da terra que mais poluem é importante também importante como mais pelo no sentido a impressão casos não são ou seja a produção do alimento utilização da água para produzir esses alimentos aí quanto mais proteína animal mais águas utiliza que ela ter que estão a o transporte a história do quilo de carne de vaca quantos litros de água com só fiz essa merda a o transporte do alimento pelo mundo todo com 15 trajes de implicações e não temos fechar a estas questões todas vamos obrigar a fazer uma reflexão séria sobre as questões ambientais
e nessa reflexão séria sobre as questões ambientais e temos agora a falar já do futuro da nossa alimentação eu diria o seguinte o futuro não pode ser igual ao passado e parece uma coisa fácil dizer mas a nossa alimentação do futuro muito realmente não vai ser a alimentação para adicional e como é que vai ser vamos ter muito provavelmente fazer perdi carne forma se quisermos continuar a comer carne forma diferente o que fazemos agora e até de forma artificial eventual eu posso tirar algumas pessoas vamos ter produção agrícola dentro das cidades e não me admirava
nada que tivéssemos que fazer hortas verticais em paredes para poder alimentar as grandes cidades vamos ter que refletir quase do zero e não podemos pensar que o retorno ao tradicional e a forma como os alimentar as nossa voz vai ser a solução para o nosso futuro e portanto isso significa que estamos prestes a começar uma aventura nova na nossa alimentação alguns produtos que até hoje comemos muito provavelmente nos próximos anos estamos a falar de quantidades elevadas de carne ou até de peixe não vão poder fazer não vamos poder consumir assim então vamos vai ser das
áreas meu antevejo uma maior modificação dos hábitos alimentares vai ser na produção alimentar vamos vamos assistir a uma revolução adoramos abertamente certamente vai pedro gostava de me focar aqui no outro dado o último império a novela que um quinto da população chinesa é obesa em cerca de um terço estarão estado de pré-obesidade força de opções alimentares erradas e sedentarismo já que falamos legumes a menos carne mais alguns galos refrigerantes etc no entanto é curioso que a alma uma sondagem realizada pela marktest em outubro do ano passado sugere que larga maioria dos portugueses 83 por cento
consideram que tem uma alimentação saudável se existe alguma contradição nisto ou seja hoje significa que os portugueses têm uma percepção demasiado lisonjeira da sua alimentação e as duas coisas talvez tão é eu diria para alugar nós protegemos sempre muito faça aquilo que fazemos e portanto essa ideia é que eu escolhi o chocolate mas amanhã com uma peça de fruta para equilibrar as coisas é uma está dentro da nossa cabeça porque para não não não vivemos com demasiado quando o material ideia do pecado e esta estes dados estes números têm provado inquéritos e as pessoas por
vezes por vezes estou sentiram vergonha de responder de determinada forma ou seja poderão eventualmente não ser 100% verdadeiras na forma como respondem para não correrem o risco de não serem politicamente sim a mão a a a sempre margens de rios usadas nos inquéritos e curiosamente quanto mais as pessoas sabem o que comem mais tendo enganar as vezes que te respondi porque sabe a resposta que lhe dar não é um táxi sempre algum cuidado neste tipo de o filme de informações em todo caso eu diria que o português de um modo geral é uma pessoa muito
bem resolvida com sua alimentação isso é bom ou seja nós temos a ideia de que aquilo que comemos do modo geral é comida boa saudável isso é bom no sentido permitirmos de alguma forma boa relação com os alimentos eu diria que o português neste momento sofre também duas foi o primeiro acidente arismo enorme que faz com que gastemos muito menos energia do que fazemos do passado e isso é muito importante e depois temos a venda de determinados produtos que parece que não são nada e eu tenho número que é que é o número a eventualmente
marcante quando nós observamos os portugueses consomem de acordo com a roda dos alimentos de modo geral com mais ou menos viu não se afastam muito só que depois a trinta por cento do peso daquilo que nós conseguimos que não está na roda dos alimentos que não é recomendado a seja a roda dos alimentos não tem refrigerantes e não tem doces não tem bebidas alcoólicas também é uma roda que indica o que é que os filhos devem consumir regularmente para serem saudáveis mas pois é um conjunto de produtos que representa a trinta por cento do peso
daquilo que os produtos cobrem que não está lá a bolos prontos açucaradas a produtos salgados s763 produtos que não fazem parte da roda entre a nossa alimentação é se não devia estar lá e percebe que eu diria que é sobre isso que nós teremos que analisar e já agora dizer também que nos últimos anos enfeitamos que tem sido um esforço muito grande e inclusiva de parte da indústria alimentar portuguesa para reduzir teores de açúcar e de sal nos alimentos e daria que hoje os nossos aumente progressivamente que estão à venda a vão ser de mais
saudáveis também agora não podemos comer com uma economia nossa cabeça dizia quase por dois não é e importante isso é que é uma questão central da qualidade da nossa alimentação pedro estamos mergulhados nesta nesta crise sanitária é que no futuro é quase certo nos vai trazer uma crise de outra de outro atraindo vamos fazer uma crise econômica estamos recordados do que foram os anos da troika em portugal dos anos difíceis estamos ainda a pagar na nossa alimentação estamos ainda a pagar a fatura dessa dessa criança as ações da alimentação são sempre difíceis de interpretar mente
alimento por isto aquilo que nós comemos tem somente o impacto da nossa saúde passado 10 15 20 anos não é a e temos alguma dificuldade a vezes em fazer essa relação muito muito próxima nenhum facto que eu quebro atendimentos sem língua estrada igualdades nem começar a mesma aquilo que aconteceu durante o período da troika está a acontecer agora tem algumas semelhanças do ponto de vista da crise económica a e do que nós estudarmos fórum muito aprofundado durante o durante a troika mostrando cisto as pessoas não mudaram curiosamente drasticamente a sua alimentação o que fizeram foram
foi substituíram produtos são parecidos a parecidos mas muito mais baratos ou seja não temos assim a partir de hoje vou comer menos carne ou menos outros qualquer porque é caro menos não te qual é o produto que é o mais semelhante a este que é muito mais barato e poder procurar suas ideias muito originais para mantermos o mesmo status só possa se chamar status alimentar que tínhamos antes da crise e isso ao ceder aumenta substancialmente a má qualidade o risco nutricional a importante substituindo-a em vez de carne limpa a carne com gordura em vez de
pão ou reduzindo a quantidade de pão para depois ir comprar um sucedâneo de pão aqui tem mais açúcar ou mais sal para mudar o mesmo prazer com menos esforço etc aún suspendido um articular por um ao invés de uma fruta no final de uma refeição por começaram a chegar o café são pequenas substituições permitiram manter uma ideia de normalidade nós temos muita da ideia de normalidade na nossa vida mas depois do ponto está qualidade nutricional se não estaria baixo e depois faz notar passado uns anos quando começamos a ter mais pro valência determinadas patologias têm
são que lógica dessa cardiovascular diabetes até toxicidade são tudo consequência de alimentação que fizemos com muito mais qualidade a 10 15 anos atrás temos temos a poucos minutos mas mas eu gostava ainda dele colocar esta esta pergunta ainda neste contexto de pandemia esta esta realmente ser a primeira pandemia da história que não trouxe como consequência a primeira a primeira família sem fome ainda nossa história mas atendendo a análise que poderá cobrar virar seguir no conjunto anos atualmente reconhecidas apenas projetos sem corrermos o risco de e por via do aumento das desigualdades termos situações de fome
graves no futuro em portugal em resultado desta desta situação que vivemos deixe-me terminar uma forma cadinho desconcertante a a fome da idade média foi substituída pela obesidade do século 21 por cento que iremos ter são mais ou menos é muito provavelmente porque porque estamos consumir produtos com alto valor energético que mimetizam produtos de mais qualidade como não valor energético e portanto não existe fome mas existe uma forma moderna que é uma fome da má qualidade nutricional e essa certamente vamos ter vamos ter no futuro ou seja a chegar ao fim do dia com a sensação
que estamos saciados que comemos o suficiente que temos muito cheios mas do ponto de vista nutricional temos ali um produto que é quase vazio muito pobres vazio do ponto de vista de é mas temos uma grande quantidade de energia que me dá uma sensação aparente de opulência mas como a polícia fingida e eu diria que este talvez vai ser o grande o grande risco que podemos correr nesta nova pandemia da forma e não comia com fome e aí quem vão ser os ou vezes vão ser os mais desfavorecidos aí é uma coisa que lembra as
versao a todos aí alguma coisa que é consistente com a história em todas as pandemias quem foi sempre mais afetados são sempre os mais desfavorecidos economicamente isso aconteceu no século 10 no século 12 no século 13 e vai acontecer no século 21 e daí para a frente também uma vez que podemos contar que pandemias como esta sinceramente sem infelizmente vão se tornar recorrentes em nosso dia a dia deixa-me só dizer também uma coisa muito importante apesar nós estamos ouvir uma pandemia aqui o papel do estado é muito importante e ou seja o estado me deixará
desamparados que nos estados autônomos aniversário temporada que eles estão sofrer mais os estados mais organizados e eu vou tinkle portugal nesse estado organizados vão ser mais capaz de proteger suas populações e tenta aqui a um reforço naquilo que tem sido o papel nome aumento sms da nossa segurança social etc de manter estável uma sociedade e fácil é muito importante não são nesta como nas futuras quando minhas eu espero que este trabalho tem sido feito de amparar nós passamos com uma cães brutal a durante a troika e no entanto ao contrário de outras sociedades o abalo
foi grande mas mantivemos não é eu espero que agora nos conseguimos manter sem grandes sobressaltos sociais mas isso depende desta capacidade vamos ter de apoiar a que eu estou em mauá ganhar aqueles que me até alimentar mente que necessitam pedro a estamos mesmo mesmo a terminar ao longo ao longo deste problemas temos analisado os temas da vida dos portugueses em função dos números da por data se tivesse que sublinhar um número ou um grave que vá surpreender que vaca te dar a atenção do leitor que número que dado seria isso e eu diria cuidado que
pode ser perder muita gente mas tem a ver com com tudo aquilo que temos até agora foi o aumento de animais de capoeira apresenta frangos nomeadamente frango e peru entre os anos 60 e dos anos 80 seis anos entrava na modernidade alimentar em portugal nós nesse período aumentamos 1000% o consumo desta carne ou seja a carne de aviário a foi uma democratização da carne a possibilidade de os portugueses terem carro na mesa barata a e esse representa a transição entre o mundo rural o mundo arrendamento rural e fechado a com pouco acesso nome aumentar a
proteína animal que acontecer com as alças até os anos 60 e de repente a entrada neste mundo aonde tudo está disponível apesar do tá disponível ver não significar avisei aparência verdadeira qualidade mas é este mundo que nós entrar e onde estamos mais perto da europa mais perto dos países comer muita carne e é aqui que estamos tentando perder ser realmente modernes outra vez é para entender apenas essa modernidade que está me lascar desgraça obrigado por esta gabriel essas que nos trouxe sobre o padrão alimentar dos portugueses que podem ser vistas mais em detalhe no livro
como comem os portugueses vai estar disponível com edição do jornal público de 25 de setembro também à venda no site da fundação francisco manuel dos santos em www.sns.pt também no site do jornal público amanhã a nossa convidada e maria joão guardado moreira e vamos perceber como envelhecem os portugueses numa altura em que o declínio demográfico se apresenta como um dos maiores não provavelmente o maior desafio da sociedade portuguesa para o futuro uma conversa não perder aqui nas redes sociais da fundação a partir das sete da tarde até lá e aí