[Música] conversamos nessa semana no podcast do publish news com Leandro Miller sobre uma importante parte do mercado editorial autopublicação em sua tese de doutorado a autopublicação como negócio no Brasil o erge Leandro pesquisador do mercado editorial e presidente do núcleo de estratégia e políticas editoriais nesp buscou mensurar o peso desta forma de Publicação no Brasil fazemos um breve histórico da autopublicação e sua consolidação e de como era um tabu e se tornou uma parte integrada com os profissionais e estruturas antes reservadas apenas à editoras tradicionais Miller também conta de sua trajetória pessoal como autor independente
2004 e as mudanças que observou nesses 20 anos de quais diferenças de se publicar e ser publicado vantagens e desvantagens e de Como o negócio da autopublicação tem evoluído no país se podcasting oferecimento da mvb Brasil empresa que traz soluções em tecnologia para o mercado do livro além da metabooks reconhecida a plataforma de metadados a mvb oferece para o mercado brasileiro o único serviço de idi exclusivo para o negócio do livro com ainet o seu processo de pedidos ganha mais eficiência e já ouviu falar em podg impressão sobre demanda nossos parceiros D um livro são
referência dessa tecnologia no Brasil que permite vender primeiro e imprimir depois reduzindo custos com estoque armazenamento e Distribuição com o pod da um livro você disponibiliza 100% do Seu catálogo sem perder nenhuma venda e também com apoio da CBL a câmara brasileira do livro representa editor livreiros distribuidores e demais profissionais do setor e atua para promover o acesso ao livro e a Democratização da leitura no Brasil é a agência brasileira do isbn e possui uma plataforma digital que oferece serviços como isbn código de barras ficha catalográfica registro de direito autoral e carta de exclusividade Esse
é o Episódio 316 do podcast do Public News do dia 15 de abril de 2024 gravado no dia 10 eu sou o Fábio herrara e esse episódio contto com a participação de Talita faquini e Guilherme sobota e não se esqueça de Acenar a nossa newsletter nos seguir nas redes sociais Instagram LinkedIn YouTube Facebook tiktok e ex todos os dias com novos conteúdos para você e agora Leandro Miller Leandro primeiro eu queria agradecer aqui por estar com a gente nessa tarde de quarta-feira para falar um pouquinho sobre a explicações sobre sua tese mas queria começar pelo
começo obviamente eh logo no começo da sua tese Você Comenta que você o que um dos motivos de você fazer a essa pesquisa foi que você lançou um livro né em autop publicação em 2004 né queria contar um pouco dessa experiência de 2004 e claro que Como você passou muito tempo estudando Qual que é a diferença que você pode encontrar 20 anos depois né Fala um pouquinho disso pra gente Maravilha Fábio queria primeiro agradecer muito poder est participando aqui desse papo agradecer o Guilherme a Talita agradecer você Fábio é sempre um prazer colaborar aí com
publish News essa mídia que eu admiro muito né inclusive lá nas nossas aulas do nesp a primeira coisa que a gente faz é sempre fala assim olha primeira missão assinar o publish News porque quem é do mercado tem que realmente participar disso agora vamos lá realmente eu tive essa experiência né Eu sempre fui um grande entusiasta de autopublicação sempre gostei muito de livro né eh e e Queria muito publicar queria muito entender esse mercado né Foi muito motivado por isso no início e aqui no Rio de Janeiro tinha uma experiência que tinha começado em 99
com a fábrica de livros do Senai foi uma iniciativa para promover eh o empreendedorismo nessa área da indústria gráfica então a proposta dessa Fábrica de Livros era sempre você mostrar com um pequeno investimento você conseguia montar uma gráfica e o foco Deles era muito desse autor de autopublicação e a minha memória que eu tenho de pessoal né de quando que começou quando que podia Claro queo remonta coisas muito mais antigas outros modelos de publicação e eu tinha essa essa coisa de querer fazer e eu comecei a fazer livro né Eu por conta própria eu aprendi
a diagramar desde eu sou um usuário que adotou desde que chegou pro computador no Brasil diagram Ava coisa fazia cartãozinho no no print Master Umas coisas quando tinha compador at 286 né o xt monitor de fósforo verde eu já começava a diagramar já gostava então comecei a pegar livro fazer livro e tal até que eu descobri que tinha essa possibilidade de imprimir e aí como eu tive sucesso até antes desse livro que eu fiz o que é o como editar seu próprio livro né onde eu mostro como é que você deve fazer uns conceitos básicos
e na prática como é que esse livro foi publicado né então tem um exemplo ali Você tá segurando um modelo na mão né E aí eu tive essa oportunidade essa ideia de de escrever esse livro para poder ver como é que funcionava esse livro ele teve uma história muito interessante porque todo mundo que começou quase todo mundo né que começou a trabalhar com autopublicação teve esse bom dos anos 2000 especialmente a partir dos anos 2010 acabou tendo conhecimento desse livro porque eu não vou dizer que foi o primeiro que tiveram outras iniciativas Antes mas eh
foi um livro muito marcante e é um livro que vendeu mais de 5000 exemplares tá e ajudava muito o fato de eu ser Livreiro da Travessa na época então eu pegava o livro e botava na frente da loja e botava no caixa o livro né e é um livro que a primeira tiragem dele foram de 15 exemplares né eu fiz eh esse eu não tinha dinheiro nenhum era Livreiro duro para caramba sem dinheiro nenhum o que deu para eu juntar foi 15 ex saiu com eu fechei o arquivo errado a Capa saiu Rosa em vez
de sair roxa saiu com os problemas técnicos lá que era da mina experiência né a gente começando a fazer né mas acabou que um desses exemplares desses primeiros 15 exemplares foi comprado pelo CEO da e de ouro na época que era o Alexandre Matias e eles estavam trazendo a singular digital pro Brasil né isso um pouco depois né meada de 2008 2009 e quando ele viu esse livro ele falou caramba é o livro que eu preciso para trazer a Singular digital po impressão um a um eu quero que os autores invistam nisso traz para publicar
com a gente e aí eu não tinha dinheiro eu falei olha mas não tenho dinheiro para pagar não aí ele ficou naquela não vou rodar e tal rodou lá sem exemplares E aí ficou numa briga eu lembro na época da livraria com a editora at desconto de 50% é desconto de 40% aí eu um pobre Livreiro falando com CEO de uma grande Editora né ele fala olha meu livro tá preso aí eu não tá uma Briga aí de desconto E aí ele falou não não esses 100 são seus não tem desconto nenhum você faz o
que você quiser com esses livros eu botei para vender os 100 E aí e eles me deram eu botei oos 100 para vender venderam o 100 com o dinheiro que eu ia ganhando e ia imprimindo mais 100 então ele foi vendendo a média de 100 exemplares por mês né Isso só tinha na Livraria da Travessa na época né hoje em dia ele já tá na Amazon eu eu sempre procuro ter Uma atualização fiz uma atualização nele aí durante a pandemia né Sempre procuro rever já tá aí numa edição bem avançada né e eu acho bem
legal e desde então publiquei fiz outras autop publicações né ao todo eu tenho nove livros publicados cinco são autop publicações os outros eui um pela Palace um pela gamon pela própria e de ouro pela girir a gente fez uma antologia de pontos de livreiros atravessa com prefácio do rubben foseca que foi super legal Conseguir isso né Eh esses não foram a publicação mas assim eu gosto de publicar Eu gosto do mercado editorial entendeu E sempre incentivo e encorajo e as pessoas a experimentarem inclusive os editores eu acho que os editores também deveriam experimentar praticar a
autopublicação e Leandro na sua tese que eu mergulhei nela para poder escrever a matéria do publish News que a gente soltou essa semana E até para por ser um tema que Que acho bem interessante pessoalmente também eh é parte muito sobre o histórico realmente da autopublicação né você tem que até por ser realmente uma tese você precisa trazer esse histórico e toda uma pesquisa e aí nessa tese Você comenta também sobre e as fases da autopublicação né que são quatro fases distintas eu queria que você comentasse um pouco mais sobre elas pra gente e seguind
na nossa conversa também mantendo um histórico até a gente chegar Aqui no num presente legal Talita e a a publicação ela tem um Fascínio que ela não é o que a gente pensa que ela é inicialmente né a gente acha que é uma coisa só e tal e me admirou muito porque eu tinha essa impressão também tipo assim a aut publicação é mal vista é esse espaço do autor que não consegue publicar né E aí estudando e vendo eu vi que não não sempre foi assim sabe muito lá atrás né até o começo do século
XX não era Assim a autopublicação era o espaço legítimo de publicação onde o autor podia ganhar dinheiro e era visto Dessa forma não tinha uma coisa mal vista e a partir só do século XX de 1920 1940 nos Estados Unidos e no Brasil a partir de 1960 70 né você começa a ter essa chamada eh esse prelo da vaidade né Essa coisa que o autor tá driblando o mercado editorial através de dinheiro ele consegue passar dos Filtros só que o que aconteceu no século XXX né as editoras Que antigamente eram bem marcadas com seus modelos
editoriais com com as suas linhas editoriais elas meio se diluíram então elas acabavam publicando tanto faz elas perderam essa identidade de modo geral algumas Conseguiram manter e essas que conseguiram iram né o manteu surgiram depois hoje em dia são Principalmente as editoras que a gente chamam de nicho né antigamente a gente podia dizer que quase todas as editores eram de nicho porque elas tinham uma Linha editorial nada mais é do que o nicho só que isso se perdeu né então a autopublicação ela teve que atravessar essa esse eu tinha essa ideia também tip pô era
uma coisa ruim que não era que tinha outras formas de fazer então a gente teve esse primeiro momento e eu junto duas teorias né a teoria do Thompson e do Roger Chartier né que o Thomson ele divide em três etapas o Chartier também divide em três etapas só que quando você mescla você vê que na Verdade tem quatro etapas uma que o Thompson não coloca que é essa pré século XX que é Essa época das edições do autor e a gente vai ter referência dessas edições do autor em obras do servantes o dostoevsky todos eles
praticaram de alguma forma eh até mesmo você vai pegar aí o o James Joyce fazendo em 0 um Crowd funding aí um proto Crowd funding lá na na livraria da Silvia Beach lá em Paris né E quando você vem trazendo você tem esse primeiro Momento aí você tem um segundo momento onde os editores os autores começam a fazer um pouco por conta própria né as coisas mesmo aqui no Brasil isso ficou muito Evidente naquilo que a gente chama de geração hóra né aqueles poetas das poetas do final da década de 60 70 que rodavam em
mimeógrafos seus poemas iam paraa rua vender né hoje em dia a gente ainda encontra alguns algumas dessas pessoas em portas de centros culturais né Você gosta de poesia gente vendendo Essa poesia dessa geração depois a gente teve um momento marcado com com impressão digital isso tudo vai vai ser muito diluído não tem marcas precisas do tipo Olha isso aqui começou tal época isso aqui começou tal vai tudo se misturando se acumulando e coexistindo tá E até que a gente tem a última fase que é mais recente onde a gente tem que é o mais próximo
de uma autopublicação né Eh pura né que é essa que o autor tem que fazer tudo ele tem que revisar Diagramar ou pedir que alguém o faça né ele O encarregado da edição né para subir numa plataforma né Eh então isso é uma coisa que eu brinco muito também que eu vejo Cara o que que é autopublicação né E aí eu falo lá começo a falar às vezes até provoco na academia o pessoal reclama muito comigo que eu começo F assim vem cá o sujeito foi lá e pagou para publicar o livro dele é autop
publicação todo mundo é pergunta Evidente é autopublicação agora se foi a Mãe dele que pagou é autop publicação Ah é autopublicação beleza aí foram os amigos que pagaram é não tá é é autopublicação agora se for uma vaquinha de pessoas desconhecidas financiamento coletivo é autopublicação eh eh bom tá eh não sei aí a fa perge ou a Fapesp pagaram o fomento para publicar o um livro de artigos científicos é autop publicação Ué porque não é alguém que tá pagando para você publicar não tem uma editora por trás que resolveu assumir o Risco e aí as
pessoas ficam começam a ficar muito incomodadas né então não se trata eh somente dessa questão eh do dinheiro que isso traz uma coisa ruim para para autopublicação você pagar não é nenhum demérito por essa história do século XX que eu comentei quando as editoras perdem eh um pouco essa ident idade e elas passam se voltam principalmente a publicar sempre pensando eh Numa no sucesso comercial de um livro que não é errado é é um negócio né estamos falando de empresa você tem que pensar no sucesso comercial do seu produto Mas antes a gente tinha um
modelo em que o bestseller sustentava o fundo de catálogo E aí muitas muitas editoras principalmente grandes grupos meio que perderam um pouco esse equilíbrio do bestseller Fundo de catálogo e começaram a apostar só no bestseller e aí quando vem e essa esse Essa desarmonia né o o autor que publica o mesmo autor bom quando ele vai publicar às vezes ele não encontra espaço porque o livro não é comercial o suficiente não vai vender o suficiente né então um teve um jornal em inglês acho que foi o the guardian ele fez um experimento onde ele pegou
um livro menos conhecido do prêmio Nobel de 1975 que nenhum de vocês aqui sabe quem é e eu também não lembro o nome dele porque é um cara que realmente ficou Desconhecido tá mas ele foi o prêmio Nobel de Literatura em 1975 e mandaram o livro para 90 editoras nenhuma Editora aceitaria publicar esse cara hoje em dia e o cara ganhou um prêmio Nobel de Literatura né claro que tem muito mais coisa por trás mas a gente vê que o mercado ele não é pautado só pela qualidade da obra né ele envolve muito mais coisas
então não é nenhum demérito você já que você a editora não não não quis apostar no seu livro às Vezes porque não é comercial você tem que buscar outros caminhos e às vezes é por uma autopublicação que não necessariamente envolve pagamento Tá Tem vários tipos de autopublicação como eu falei pode ter uma coparticipação você pode se comprometer a vender 100 exemplares no dia do lançamento né eh você pode fazer muita coisa online hoje em dia que vai ser plataformas online que vai ser de graça Você tem o pod que a princípio você pode publicar tendo
só Um custo historial ali envolvido né você consegue contornar legal Leandro e e nessa e e na tese também né você você passa também por questões que são assim pontos de convergência e divergência com o mercado de publicação tradicional digamos assim né Queria queria te ouvir um pouco mais sobre sobre esses pontos de contato assim e diferenças fundamentais também é essa é é esse é um ponto para mim mais importante eu eu até de diria que os Pontos de convergência são mais fascinantes porque com essa diluição as editoras vieram nesse movimento de enxugamento dos quadros
né Já há muito tempo então o que que a gente vê normalmente né claro as maiores editoras possuem um corpo fixo de funcionários dentro do seus revisores seus diagramadores seus produtores editoriais só que isso foi começou a ser muito concentrado em frila né então os trabalhadores começaram a se tornar cada Vez mais freelancer e esse freelancer ele vai atender de demanda diversas E aí o que que começou a acarretar com aumento né de demanda de autopublicação os autores que se autom publica começaram a poder contratar também os mesmos profissionais que fazem revisão para grandes editoras
então o vou citar o exemplo aqui sei lá um um um revisor que trabalhe com frila para companhia das Letras ou por uma roc por uma Record pra gente ficar na na nas Grandes né também vai fazer revi Para um autor independente ele pode fazer e muitas vezes ele pode até cobrar mais num autor independente do que o que uma editora grande paga né e um capista por exemplo vai poder eh atender o mesmo capista que vai atender uma editora tradicional vai trabalhar também no no mercado né Eh de autopublicação porque no fundo acabou tudo
virando o mesmo mercado né é um monte de editores Claro tem a a as suas Diferenças né o público eu digo uma diferença que acaba sendo muito marcante é que a editora tradicional procura o cliente da editora tradicional é o leitor enquanto o cliente da editora de autuação é o autor né E para alguns modelos tá de autop publicação né os que são de prestação de serviço você quer vender o serviço né então Você não tem uma aquela preocupação primária né você evidentemente para atrair o autor para sua Editora você tem que atender o Leitor
todo todo o autor quer ser lido né quer quer ter um você o livro dele em todos os lugares do Brasil até fora do Brasil também mas e a editora ela quem tá pagando ali pelas contas pelos custos no final das contas é o autor né e não o leitor diferente da editora tradicional né e os processos produtivos també hoje em dia Tecnicamente não tem diferença de um livro Auto publicado bem feito de um livro de uma editora tradicional a gente Vê tanto de um lado quanto do outro livros bem feitos e mal feitos né
Eu já peguei muito livro de Editora tradicional com problema de revisão com capa feia tem até uma editora aí que na livraria não vou citar o nome mas que era conhecida como coleção da capa feia né que era todo Parece que todos os livros para entrar tinha que ter uma capa feia senão não era da da coleção da editora né então tem eh melhorou essa Editora melhorou muito tá isso aí foi no Depois eles começaram a ver que não podia ser assim mas assim e e na na parte do de autopublicação vai ter também autores
que vão pegar como eu falei aquele meu primeiro livro que eu fiz que saiu com problema de impressão R não foi culpa da gráf foi culpa minha que eu não fechei o arquivo direito eu era um iniciante est era amador queria fazer tal né hoje em dia quando eu faço o livro já tem muito mais qualidade né não tem nenhuma diferença pro mercado Mas claro hoje em dia eu sou um profissional do mercado editorial Então mas tem muito autor iniciante e a gente procura trabalhar muito nisso né E hoje em dia um um autor encontra
muito tutorial para aprender fazer qualquer coisa se ele tiver um pouquinho de dinheiro ele consegue contratar bons profissionais para fazer os processos né então ele tá incluído E a Rigor é é uma coisa que eu também sempre falo eu eu dificilmente vejo um livro autop Publicado hoje em dia autopublicação pura por a autopublicação ela é tão inserida no mercado editorial que ela sempre vai usar alguma Instância que pertence ao mercado então por exemplo se você tem que imprimir o teu livro tu tá usando uma gráfica você tá dentro do mercado editorial se você vai vender
o seu livro e usar uma plataforma para vender você tá usando uma livraria uma plataforma você tá dentro do mercado editorial você não tá fazendo sozinho Não é a publicação pura sua né o único aut publicação que tem é Zini é esse poeta da porta do centro cultural né é o cara que fez tudo escreveu imprimiu na impressora de casa foi pra rua vender ele não tá inserido em nenhum lugar do mercado né mas iso é uma visão muito particular minha que eu acredito que é uma coisa muito mais Ampla tá Leandro eh você falou
já da dessas convergências né e divergências eh acho que uma coisa também que é interessante é antes Existia uma aura e tinha era o gatekeeper Né o o editor e a livraria tinham o controle do mercado né porque eh ninguém poderia era difícil entrar numa livraria como autora independente eh só a editora tinha esse contato eh para você entrar dentro da editora para ser publicado também você tinha uma série de resistências né Só que também eh existia também uma chance digamos maior de sucesso bem entre aspas né mas Digamos que a profissionalização não só Passa
pelos meios de produção né do tipo o diagramador a revisão a a preparação né então tem uma parte também do Sucesso comercial mas hoje em dia você vê dos dois lados né os mesmos autores às vezes publicando em ao autop publicação tem mais sucesso que publicando em grandes editoras né você pode ver no no mundo de hoje existe eh essa diferença ou tipo uma uma vantagem de estar numa grande Editora é uma necessidade talvez olha Necessidade eu eu não vai depender muito do perfil do escritor porque agora tem uma mentalidade que surgiu de uns anos
para cá que é o autor independente que levanta a bandeira que fala assim eu quero ser independente porque eu quero ter o controle da minha produção tem algumas coisas que pegam muito né no mercado tradicional pro autor que não entende nada de mercado né ele vai ser ele vai manda o original dele para uma Editora vamos supor que por algum aco ele consiga que o original dele seja lido e que ele vai ser publicado e ele descobre que ele vai ser publicado daqui a 2 anos tem uma fila de publicação e aí ele vai primeiro
meu Deus mas do anos e aí ele vê que no mercado de autop publicação daqui a seis meses o livro dele tá pronto daqui a quro meses o livro dele tá aí sendo lançado então o autor que tem essa pressa essa coisa ele acaba optando tem esse autor que vai por Esse caminho né e tem o autor que não que ele tipo assim ele não quer gerenciar a obra dele ele quer que ele tem aquela mentalidade mais daquele escritor antigo né que acha que a editora vai fazer tudo por ele e e esse autor né
não é culpa dele ele não tem esse conhecimento né mas hoje em dia você não tem esse escritor mais isolado numa Torre de Marfim lá que fica escrevendo manda pra editora a editora publica e faz tudo o autor ele tem que Tá colaborando ele tem que tá ajudando ele tem que tá junto com a editora e seja Editora pequena ou grande né o autor vai ter que participar vai ter que estar junto claro que as grandes editoras elas vão oferecer mais oportunidades no sentido de ter uma distribuição presencial melhor né E mesmo assim eh vai
ser um um é é é desigual num você vê o editor que tem um grande volume de publicação vamos supor que um livro meu né um livro de um autor Desconhecido eu se que eu escreva um novo romance né Eu não sou um autor que tenha seja famoso mas aí eu vou ser publicado pela companhia das Letras vai ter um vai ser chamado para flip a a companhia vai vai levar para flip um autor como o Daniel galera O Julian fux A Carola savedra ou vai me levar que sou um autor que não sabe então
eu tô competindo ali dentro de certa forma né com outros autores de grande porte de grande envergadura mas o autor que Iniciante experiente ele não ele não percebe esses detalhes ele não vê então ele acha que a solução para ele é ser publicado por uma grande casa né Eh e eu tô citando vocês estão vendo que eu tô citando aqui muito a a a companhia das Letras né a editora que admiro muito porque ela tem uma uma tese do Giovan Marcelo pestel um pesquisador aí da USP que ele fez uma categorização sobre o o chamado
autor como vocação E aí literatura como vocação e ele faz uma Análise né dos autores contemporâneos brasileiros para classificar qual seria o clássico contemporâneo ele faz p e ele faz indicadores e a uma um dos quadros de pontuação dele é justamente essa de você publicado por uma editora tradicional grande e reconhecida né E nessa pesquisa dele ele mostra algumas que são essas que eu citei a Record A roco a companhia hoje tem muitas outras que publicam com muita eficiência estão Crescendo estão nas listas de mais vendidos aí o tempo todo mas essas eu estou falando
especificamente de literatura né mas eu eh tem uma uma um perfil assim um eu gosto de trazer um Panorama histórico né fazendo um parênteses aqui só pra gente ver dessa coisa da facilidade de publicar e que o pessoal sempre reclamou disso assim sempre houve reclamação então na Minha tese também tá tá isso aí eu coloco né eu faço uma Retrospectiva e é legal a gente ver por exemplo em nos anos de 2000 o Jason epstein lá aquele do negócio do livro eh Eita eu acho acho que caiu aqui o meu já voltou eh ele fala
lá poxa agora qualquer um pode publicar com esse negócio de internet tá muito fácil publicar que coisa aí você pega a obra de arte na na era de sua reprodutibilidade técnica do Walter Benjamin de 1936 tem uma passagem lá que ele tá falando assim ah não agora com Isso de carta de leitor no jornal qualquer um pode falar qualquer coisa que é absurdo tá muito tá muito fácil publicar Aí você pega lá no livro do Humberto e com com Manuel carrer o não contem com o fim do livro Uma carta do Nicolo perotti de 1471
falando olha com essa nova invenção aí que chegou da Alemanha aí há um pouco tempo atrás qualquer um pode dizer qualquer coisa qualquer um pode publicar uma pessoa num dia imprime mais do que Foi impresso a vida do que foi copiado a vida toda à mão sabe aí você vamos lá Estamos aqui no século XV né Aí você pega nesse livro da Irene valero agora o infinito e um junco ela abre com ali uma história onde um rico orador Romano né escreve uma história sobre o filho dele e se não me engano o Plínio um
filósofo desses Romanos diz que a história foi muito mal escrita que parecia ser escrita pelo filho e não não era sobre o filho que era tinha escrito pelo filho e Esse cara contrata os decuriões romanos para lerem pela Europa toda o império romano já ocupando a a Europa toda para ler história do cara ou seja Olha o caraa fazend autop publicação oral né estamos Já estamos no século io antes de Cristo e aí extrapolo né você pega o o filme do eorg A Caverna dos sonhos esquecidos o documentário sobre a caverna de chovi na França
de 32.000 Anos Antes de Cristo pintura rupestre é aut publicação o cara tá lá na parede Fazendo né o a expressão artística dele né então a autuação remonta Ao Começo dos nossos tempos como produção de Cultura né E também percebe-se que o autor o papel do autor mudou muito né a gente conversou na semana passada com o Rafa montes e ele contando não é exatamente o trabalho do escritor tá em todos os lançamentos eh tem o contato com o público com as redes sociais mas esse perfil mudou também né Acho que no mesmo nos anos
2000 Você tem uma mudança Né isso impacta acho que tanto na na publicação tradicional quanto a publicação faz sentido faz muito sentido mas é porque é isso mesmo e meio que não dá mais para dissociar Hoje em dia a gente quer essa cultura do espetáculo né o autor você vai pegar por exemplo e já não é de agora você vai pegar você quer ler um você quer escutar um audiolivro você quer ler o drumon recitando os próprios poemas mas às vezes a voz da sujeito não É boa para você pega um tem um livro tem
um audiolivro do Juan rulfo não sei se vocês já ouviram a voz do Juan rulfo né o Pedro páramo por exemplo você não consegue entender nada a voz do cara é horrível então eu quero um ator Leia e é isso a gente quer que a presença que o autor além de ser um bom escritor hoje em dia ele precisa ter presença de palco presença de mídia tem que ser showman às vezes o sujeito só quer ser escritor eu só quero escrever minha historinha mas Tipo já não o o já não dá mais se o cara
ele quer atingir esse estamos falando de escritores que vão ser de Patamares muito elevados né porque a gente tem escritores que vão ser eh o escritor que vai vender menos mas que o escritor que vai construir uma carreira literária uma uma carreira mais uma literatura de de fundo de catálogo né que você vai vai vendo e tal e tem muito escritor que só quer isso e para esse geralmente esse Escritor que só entre aspas né porque é muito grande né Já isso conseguir sucesso nisso o escritor que só quer escrever né a editor fic pô
mas você só escritor que só quer escrever eh complicado né Então você precisa participar de um evento você tem que est no nos lugares você tem que est eh estando ali no no no círculo tá Entre outros escritores trocando ideia o só escrever hoje é como se não fosse suficiente mais e o escritor que quer só Escrever ele não é propositalmente mas ele vai acabar sendo punido mas e mas eu acho que isso é uma coisa que acontece em todas as áreas aquela coisa do quem não é visto não é lembrado né você tem que
circular no meio você tem que eh fazer mais do que só escrever Claro e aí é uma coisa que até fico dividido porque eu às vezes quero fazer uma coisa quero fazer outra e vejo e eu fico o tempo todo perguntando cara mas o que que eu gosto de ler né O que que Como é Que eu eu avalio Que tipo de livro que tipo de literatura e eu vou lendo um monte de coisa de diferentes Estilos diferentes eh eu procuro muito avaliar o que que me leva a ler um quem me conv vu Quem
são os meus influenciadores pessoais né É É a matéria que saiu num jornal é um amigo que recomendou quem são essas pessoas mas para chegar até mim isso teve que passar por um processo ou de mídia ou de circulação né então o autor que escreve E fica ali Quietinho eu acho que assim teve me lembro de uma vez na minha vida em que eu peguei um livro aleatório na estante ou na prateleira e li sem ter nenhuma recomendação antes Então olha como é raro né então como é que esse autor pode esperar provavelmente nem esse
autor faz isso esse autor que espera isso das pessoas provavelmente ele também não faz isso então faz muito sentido né E essa coisa desse autor do autor ter que ser Múltiplo hoje em dia e Leandro além de das especificidades do desse desse segmento é uma das coisas que ficou bem marcada na sua tese é sobre as dificuldades né que você encontrou ali no meio do caminho até e principalmente de conseguir dados aí antes de falar realmente sobre isso eu queria passar por um outro lado da pergunta eh dessa questão que é a ajuda que você
teve das pessoas de dentro do mercado editorial você sentiu que tava todo mundo aberto Querendo te dar informações é mesmo às vezes a empresa não podendo ou sei lá sabe esse tipo de de querer ter a informação porque no geral é importante pro mercado como um todo poder ter esses dados né sim eh isso me sempre me surpreendeu Talita Eu tô no mercado há 25 anos tá e o mercado o mercado editorial Apesar dele ser muito corporativista muito fechado né entre si para mim é muito eu tenho a sensação de ser muito Generoso esse mercado
todas as pessoas com quem eu converso me falam me contam me abre dado me a maioria das pessoas querem ajudar né claro até determinado patamar né Por exemplo eu não tenho muito contato mas aí é uma uma falha minha né de contato não tenho intimidade ou contato sei lá com as pessoas da Amazon uma empresa global e mesmo se eu tivesse aqui no Brasil uma empresa Global com seus eh suas políticas internacionais que não podem Abrir dados Mas as pessoas eu eu sinto que elas querem ajudar tá eh então eu para Minha tese eu fiz
mais de 30 entrevistas com muitas empresas de autopublicação com editoras com plataformas todos que eu que eu entrevistei assim foram muito generosos alguns disseram assim Leandro se você for fazer aqui alguma coisa pode me falar eu abro os dados hoje você citou eh na entrevista na na na no artigo que você escreveu né o o o Ricardo né da do Clube de autores né Ricardo não é o é do clube de autores e tipo Ricardo almeid e ele é um que tipo cara eu eu falo aqui eu te mostro quanto que tem eu eu eu
quero ter esses dados né o o pessoal da Bíblia mund também olha eu te mostro aqui quantos dados que tem não tem então o o só o que faltou mesmo assim é foi a Amazon né O mais difícil de abrir então você acaba tendo que pescar por eh e aí não Dificuldade só minha né Se você pegar o Guerra dos livros A as Guerras do livro do Tompson ele tem a mesma dificuldade nos Estados Unidos para poder mapear então ele tenta ver mais ou menos por uma estimativa e uma das estimativas lá que você também
citou hoje no seu artigo é que 60% do mercado de autopublicação tá ali no kdp né ali no caso do americano aqui no Brasil Talvez seja também até maior esse número né mas tem se tem essa disposição isso eu gosto muito então só que eu não sei se é uma deturpação muito particular Minha das pessoas me ajudarem eh tipo alguma sorte Tio Patinhas que eu tenho na vida de que todo mundo foi muito legal comigo até hoje ou se não e é uma característica mesmo do mercado eu quero crer que seja uma característica do mercado
mas se não for e as pessoas que estão aqui do mercado editoral assistindo Por favor continue a ser legais comigo tá eh ajudem e tal por gentileza sejam legais com mas assim eu não creio que Uma coisa que é só minha porque os nossos alunos lá da po também encontram muita abertura para fazer as pesquisas deles eh não só com os nossos professores mas como outros profissionais acho que vocês aqui do publish News também não devem ter nenhuma dificuldade para conseguir que as pessoas venham participar dos programas Batam papo com vocês e tal Porque a
gente sente essa necessidade né a gente é a gente quer que o mercado Como um todo cresça que o mercado como um todo se amadureça né Eu acho isso muito importante acho muito legal assim parabéns pro nosso mercado assim tem uma qualidade humana muito boa né fora a parte toda de fofoca que é uma par particularmente maravilhosa que eu gosto muito também né então acho que e aquele começo brilhante do filme do Tarantino lá do do Bastardos Inglórios né aquele cara fal ass ah nossa uma fofoca a verdade qualquer um pode dizer mas uma Fofoca
assim é mais vem me conte mais eu quero saber o boato boato as informações mais relevantes estão nos boatos né concordo com você além da Fofoca que também permeia aí o mercado editorial a gente também aqui no publish News acho que o Guilherme até pode confirmar que o povo se sempre se mostra muito aberto a querer realmente ajudar com as matérias e com as informações que a gente precisa mas aí na sua resposta você falou dos Estados Unidos né você citou os Estados Unidos até porque talvez ele seja uma referência nessa parte de autopublicação também
mesmo também não tendo todos os dados necessários ele já já tem alguma coisa mais do que a gente para poder apresentar né para ter uma quantificação eh Mas além dos Estados Unidos eh a países da Europa e tal como é que você vê a autopublicação No resto do mundo porque a gente mais fala dos Estados Unidos e o resto do mundo resto do mundo aí aspas gente que tá me Ouvindo acaba sendo né o mercado mais maduro o mercado com maior volume de movimentação financeira então acaba sendo né o foco principal do do mundo inteiro
né Eh mas vários outros lugares até muito antes dos Estados Unidos a França por exemplo tem uma tradição de autop publicação Fabulosa né tem a tese de doutorado da Marie cloue felton que era sobre uma editora especializada em publicar fazer a autop publicação no século XIX de 1850 é uma editora que era só para isso o o o dono da editor chegou até a ser preso porque não podia fazer era proibido ele não tinha lá o imprimatur para fazer o a as publicações né E era uma empresa voltada para isso com vamos dizer assim CNPJ
né de editora de autopublicação e a gente v o dostoyevski então na na Rússia teve uma uma coisa de autuação muito forte também eu esqueci o nome agora tem um nome muito específico mas é o nome Russo que eu não vou Lembrar mas eh para contornar aí o o todo o sistema aí durante C tinha um sistema de autopublicação né que acabava sendo mais com uma coisa coisa clandestina pelas dificuldades de publicar do que por uma opção né mas funcionava né Eh e você vê o o no Don quichote o servantes fala lá de um
tradutor que olha só um tradutor nem é o autor ele vai fazer a primeira edição das obras completas não ele vai fazer uma edição Uma tradução de um autor italiano E aí de um escritor italiano ele fez a tradução e ele quer publicar isso é é o o Don shot que tá relatando ele passa em frente uma gráfica o donot 1600 1605 alguma coisa assim né estamos começando em final do século X já uma pessoa fazendo autop publicação ali né oficialmente na gráfica porque tinha essa questão Em algum momento aqui a Gente a gente falou
né eu traço um Panorama histórico na tese também que vai falar Tipo assim quem é que o que vai ser publicado né Isso é muito importante a gente sabe tem sempre alguém que determina né então inicialmente a gente tinha os impressores que seri os os editores da época né que eles que escolhiam os livros que iam ser publicados depois a gente vai ter uma era que eu chamo de A Era dos varejistas né onde os grandes Varejistas que meio que determinam o que vai ser publicado não é que eles mandem nas editoras Mas eles a
partir do momento que eles são 60 a 80% do mercado eles viram e falam para editor você fala ah eu tô com um livro genial aqui de múmia um livro sobre múmia que é incrível aí não só quero publicar livro de vampiro se você não publicar livro de vampiro eu não boto na minha loja o cara é 80% do mercado então o varegista começa meio que ditar as regras e depois Né com a internet com essa possibilidade de você identificar né o leitor com com Big Data né o próprio leitor influenciar muito né Que tipo
de livro que ele quer ler né e as editoras começam a poder mapear isso e publicar o que o público quer né E aí hoje eu falo que hoje em dia a gente tá numa era talvez entrando numa era do autor que não é mais o escritor não é mais o leitor que escolhe o que vai ser lido é o autor que o que vai ser publicado né é O autor que escolhe o que vai ser publicado claro que tudo isso é uma é uma mescla né de de coisas que que vão levando por aí
eh eh de saber isso mas acho que eu me perdi um pouco ali falei enrolei um pouco aqui no final não é é é isso aí eu acho que a gente já tá encaminhando mais ou menos pro pro fim aqui Leandro mas obviamente é um assunto muito interessante né E com essa pesquisa aí com a tese que você eh entregou no no Ano passado né em 2023 a gente teria ainda muita muita coisa para falar mas eu pensei em te perguntar eh como como como que você vê hoje o mercado de autopublicação no Brasil atualmente
né E como que um um autor assim ou uma autora que queira né Eh fazer uma autopublicação pode se virar hoje em dia no Brasil Quais são as opções né e qual que é a sua análise aí desse contexto contemporâneo digamos assim legal legal Guilherme ó hoje em Dia tá eh 2024 o Brasil é muito maduro no não é muito maduro n talvez não seja a palavra é muito M ele já tem um estado muito bom de de autopublicação tá o autor independente consegue se virar muito bem tá ele consegue qualidade técnica consegue preço bom
para imprimir os seus livros ele consegue distribuir bem vamos vamos lembrar que no ano passado foi o primeiro ano talvez tenha sido o Primeiro ano mas em que as livrarias online né superaram em Venda as livrarias os pontos de venda comercial eh presencial né então tipo a concentração cada vez mais de venda tá indo pro digital isso é bom pro autor que se autop publica porque ele não precisa est dentro da livraria a pessoa que vai comprar o livro dele pode comprar online com P barateou muito para ele né então hoje em dia o tá
muito legal claro que assim como Tudo tem bons e maus profissionais né então tem um grupo de pesquisa lá de Minas né Miguel eles estão fazendo um trabalho muito muito interessante sobre as editoras predatórias que a gente tem isso na aut publicação provavelmente todos vocês aqui quem já acabou uma graduação ou uma pós-graduação sabe o que que é isso no dia seguinte que você faz sua defesa você recebe um e-mail de uma editora aleatória e que fala assim olha lemos o sua tese lemos o seu Negócio e achamos maravilhoso você é um autor incrível venha
publicar com a gente vai custar só tanto eh conheça nossos de publicação e assim eles até endem de certa forma eles cuidaram para atender todas as demandas de lates de quales de conselho editorial para que aquilo tenha uma validade né acadêmica ou de outro tipo mas são consideradas editoras predatórias que não vão Sabe às vezes não vão nem fazer revisão vão pegar do jeito que você Pegar o teu arquivo vão jogar numa diagramação automática vão pegar um template de capa para fazer coisa e tal então a gente tem que tomar cuidado para não cair nisso
e tem editoras de autuação que são excelentes são excelentes né Eh e isso eu acho assim para quem não é do mercado é difícil entender então assim o autor ele tem que como é que ele faz para se encontrar uma uma editora de De autopublicação né Ele pergunta para outros autores vê as experiências que já teve e mesmo uma editora que seja muito excelente né E aí vale até pro mercado tradicional pode sempre dar problema na publicação né atrasar né é uma dificuldade né Porque o autor ele não é editor ele não tem conhecimento técnico
da área então ele vai chegar muito na inocência achando que vai receber um determinado serviço e às vezes não não vai não é aquilo né então uma grande Parte do trabalho da editora de autop publicação é explicar pro autor como é que o trabalho funciona né eu digo o gargalo da autop publicação atualmente é isso é essa Educação do autor isso é um trabalho que eu eu mesmo tenho desempen ado já ao longo da minha vida desde sempre que é de tentar eh ensinar os autores como se aut publicarem ou como encontrar um trabalho eh
um trabalho uma editora para se publicar tanto o subtítulo desse meu Livro Como editar seu próprio livro é Como publicar ou ser publicada Como publicar seu próprio livro ou ser publicado porque você também não pode mandar seu livro para qualquer Editora tradicional você tem que saber ali Qual é a linha editorial né Se ela publica da literatura se ele publica juvenil infantil né Isso é muito importante então por exemplo lá na pós-graduação de escrita criativa a gente tem um módulo que é só falando sobre mercado editorial Para esses autores se situarem entender como é que
eles devem se posicionar no mercado enquanto escritores porque aquilo o escritor não é mais só quem escreve ele tem que saber como lidar com uma editora ele tem que saber eventualmente como lidar com o agente ele tem que aprender a divulgar o próprio livro independentemente da editora né né ele vai ter que fazer um trabalho de marketing ali que seja pessoal né então assim Eh eu fico até dividido e eu eu brinco hoje em dia se eu tivesse que publicar um livro meu eu dependendo do tipo de livro eu iria escolher fazer uma aut publicação
ou dependendo do tipo de livro eu iria procurar alguma Editora tradicional porque hoje em dia eu tenho mais ou menos entrada conheço editores né eu poderia falar poxa Dá uma lida aqui vê que você acha né é um privilégio eu sei que é um privilégio mas mesmo assim talvez eh alguns tipos de livro Eles precisassem ser de aut publicação e Talvez seja até uma autocensura minha de alguma parte falando assim pô esse livro aqui eu acho que ele ele é ele é menos comercial não vale ir para uma editora ou o contrário esse livro aqui
cara eu acho que vai vender muito eu não quero dividir esse meu dinheiro com uma editora né Tem autor que vai pensar dessa forma muito a gente vê muito palestrante né Muito eh muito livro religioso por exemplo em Que a a pessoa vende ali na própria comunidade dela né então ela não precisa de uma editora para distribuir ela alcança ali na própria comunidade dela façam cursos procurem tutoriais no YouTube eh encontrem outros escritores procurem participar eh de eventos com editores eh Leiam o publish News fiquem ligados que acontecem no mercado editorial isso é fundamental para
qualquer autor tá eu acho que os caminhos são mais ou menos esses Lendro Muito obrigado aqui pela conversa a gente agora vai para as indicações mas já queria agradecer aqui pelo pelo seu tempo Acho que Talita Você tem alguma coisa para indicar pra gente aí pra gente começar Hum eu vou indicar um livro que eu li esses dias eh chama a lista de coisas suspeitas publicado pela paralela é da J E Jenny godfrey ele é um livro bem eh com uma história bonitinha é estranho falar esse bonitinho e meio fofo assim porque tem envolve um
serial Killer no meio da história e assassinato mas mas a personagem ela tem 11 12 anos e aí eu li toda a história pensando na personagem daquele não sei se Já assistiram aquele filme are you dare God it's me Margaret no Brasil foi publicado pela hoco esse esse livro e o filme foi traduzido no português como crescendo juntas tem na Amazon tem na Amazon Prime enfim aí é uma criança né que narra história e ela vai atrás de de fazer a lista de coisas suspeitas dela e é um Livro eh muito bonitinho apesar de ter
uma história um serial kider no meio e Enfim acho que só isso já torna a leitura interessante desse mix de de sentimentos ali no meio boa e você l tem alguma coisa para indicar pra gente deixa eu pensar que um uma uma coisa que eu indico nem nem vai ser uma coisa ponto ual não vai ser uma coisa mais geral Mas é uma experiência que eu Tenho tido que tenho gostado muito que é recomendar que as pessoas participem de Clubes de livro né clubes de leitura de livros eu tenho participado especialmente aí né ficao Com
um convite é o que eu indicaria o clube da Bíblia mezon aqui no Rio de Janeiro que é toda a primeira terça do mês a 5:30 da tarde em que a gente lê obra de literatura francesa contemporânea eh e eu acho isso muito legal pro duas razões principais primeiro porque Você lê livro fora da sua zona de conforto foi você que escolheu é alguém Às vezes a experiência é boa às vezes não é mas O legal é que você sai da sua zona de conforto e a outra que eu acho mais interessante é poder ouvir
o comentário das pessoas sobre um livro que todo mundo ali leu junto e tal sem você conhecer a pessoa que tá comentando isso desarma a gente porque você não tem como dar nenhuma atribuir nenhuma outra caracter tica pra pessoa você não sabe o Background dela qual é a área de Formação dela se ela é formada ou não se ela gosta de ler ou não o que que ela tá fazendo ali você não sabe nada da pessoa e ela vem de repente faz um comentário você é obrigado a prestar atenção no comentário sem julgamento antes você
tem que ficar prestando muita atenção para ver e às vezes a gente se surpreende com os comentários né então eu me lembro de um um dos livros que a gente leu no semestre passado que foi ao amigo que me Salvou a vida do herve Gilberto né que ele tinha um caso com Foucault e com o editor dele e é baseado muito aquele começo dos anos 80 a a explosão da aides aquela coisa toda e a gente lá comentando sobre o livro no meio do livro E aí de repente a gente percebe no final já do
clube do livro que tipo um personagem determinado lá era o personagem que dava nome ao livro o livro Chama ao amigo que me salvou a vida só que ninguém tinha se dado conta Que er aquele era o protagonista da história sabe tipo ficou Tod mundo assim gente Ninguém percebeu que esse é o cara que é o cara da história principal e a você toma aquele susto é impactado de uma forma muito significativa né então eu recomendo essa experiência para todo mundo participar de clube de leitura online participar né desse tipo de atividade é muito gratificante
muito bom Boa Dica e você Bot cara eu vou indicar o último livro que eu li aqui ó que é o é uma gráfic novel na verdade chama chumbo foi publicado pelo selo Nemo da autêntica esse autor chama Matias leman ele apesar desse nome né que é meio alemão na verdade ele nasceu em Paris na região de Paris aqui segundo orelha do livro mas tem ele tem uma ele tem família brasileira então ele passou ele visitou muito ele conhece o Brasil e o livro conta a história de uma Família mineira de Minas Gerais eh que
ao longo ao longo do século XX no Brasil e E aí é é né os principais acontecimentos se dão ao redor do do golpe militar de 64 que no começo desse ano né fez 60 anos então o Liv foi lançado Nesse contexto também mas é é bem legal é um livro é um livro grande né ele levou alguns anos para fazer e e tem enfim tem esse eh esse alcance histórico bastante interessante sobre sobre as questões Políticas do Brasil embora né o o centro o núcleo do livro digamos assim seja a história de uma família
então fica a recomendação aí muito bom eu queria indicar um podcast que chama livros no centro eu não conhecia faz muito tempo mas a Tati eh indicou aqui e eu falei assim nossa fui ouvir eu eh achei muito bom porque são histórias eh tem um roteiro muito fiado assim sabe a a Flávia Santos faz a a uma das apresentadoras junto com a Rita que eh e Elas trabalham na megafauna né então é um podcast sobre e que a Mega fauna faz faz tempo que não tem Episódio mas de com é jeito eh eu indico livros
no centro que também eles são meio atemporais assim sabe são são contas histórias que são relacionadas a livros a cor ah a algo relativo Então vale muito a pena procura no seu agregador né a gente sempre deixa aqui os links né e de a jeito Flavinha a gente quer falar com você né adoraria falar contigo Também sei que você tá lançando livro novo então pode ser e essa como falar dessa experiência também de ter um podcast muito muito bem feito e as pessoas que participam tem uma uma parte muito legal né Tali eu sei que
você já ouviu também de que de adivinhar a qual livro que a gente tá falando As pessoas mandam coisas que acho que o Leandro deve ter passado 1 milhão de vezes quando era Livreiro do tipo ah o livro da cappra amarela que tem Peixinhos voadores assim sabe é muito divertido também e então acho que procura ali livros no centro e acho que é isso Leandro geralmente Fábio esse livro aí que você acabou de escrever a capa dele costuma ser azul e é um boi na capa não tem nem peixe nem amarelo é é geralmente é
assim né né mas é verdade mas Leandro Muito obrigado acho que a sua tese é um um trabalho super importante pro nosso mercado como um todo seja tradicional aut complicado Independente e vale muito a pena acho que vai sair em livro em breve não é isso também vai sair em breve eu espero que esse ano ainda estamos aí trabalhando conversando com algum um as pessoas né quem me ajudou bastante aí nessa tese foi o próprio Chartier né então tô cantando ele aqui para ver se ele escreve umas palavrinhas para ficar no começo do livro né
E que ia ficar bom né um trabalho legal contar com com essa participação dele aí mas vai sair em Breve né a gente tá lançando aqui pelo nesp em breve eu vou vamos falar com vocês aí procurar o publish News para contar dessa novidade mas o nesp tá lançando a editora modelo né uma editora voltada a publicar livros sobre livros né que conta com a a participação dos nossos alunos na realização dos livros com a a supervisão dos professores né E tenho várias publicações que vão sair esse ano aí é uma parceria do nesp com
a br75 né E tem já tem uns livros na fila Aí bem legais né uma coleção em especial aí que promete trazer muita alegria pra gente que é uma coleção chamada eh a construção do livro no século XX né uma homenagem ao Emanuel Araújo aí né 40 anos depois da publicação do da da construção do livro Só que ao invés da gente publicar um livro Só vai ser uma série de livros com cada uma das suas produção gráfica composição tipográfica contratos de direitos Autorais uma série de livros nesse sentido que a gente tá trazendo para
trabalhar nesse sentido de profissionalizar o mercado editorial né como a gente é sempre a preocupação nossa né ajudar as pessoas a se profissionalizarem cada vez mais muito bom é isso e só queria agradecer também Leandro por toda a ajuda para e respondendo as questões para construir o artigo que a gente publicou no publish News acho que assim como as pessoas Ajudaram você a fazer sua tese você ajudou aqui também a gente então é uma grande colaboração A Corrente do Bem tem que ser assim obrigado obrig Valeu obrigado gente tchau tchau