[Música] Olá, mais um politcast com vocês e esse é o politcast que nós vamos tratar de segurança pública com um dos maiores especialistas em segurança pública do Brasil. Nós vamos saber, tem jeito o Rio de Janeiro, o que que precisa ser feito? Como é que nós chegamos à situação que nós vivemos hoje? Por que que nós chegamos a essa situação? E eu chamei ninguém mais, ninguém menos para bater Esse papo com a gente, meu xará Rodrigo Pimentel. Obrigado pelo convite, irmão. Puxa, obrigado você por tá aqui e eu tenho certeza que para quem tá nos
assistindo, hoje vai ser uma aula de segurança pública. Vai ser, não, vai ser um bate-papo e troca de experiência e a e a e o pessoal vai ser mais animado, mais triste, né? uma das razões. Queria ter boa notícia aqui, irmão. É, mas enfim, a gente a gente tem que cada vez escutar mais os especialistas e pessoas Como você que viveram na prática, conversam com muita gente. E o Rio realmente, eu acho que a gente tava conversando aqui nos bastidores, né? Eh, o próxima eleição de governador, não adianta o cara ter uma solução maravilhosa para
o desenvolvimento econômico, uma solução maravilhosa paraa saúde, para pra educação, se o sujeito não tiver alguma solução, alguma luz no fim do túnel que seja pra segurança pública, que é o grande entrave do Estado do Rio de Janeiro, mas mais precisamente da região metropolitana, como a gente tá falando, né? E aí vem minha primeira pergunta. Tem jeito o Rio de Janeiro? Olha só, Betlin. Se se o debate realmente for bem profundo agora nessas eleições, eu tenho assim um pouquinho de esperança, viu? Se realmente no dia do debate na Globo ou na Band ou no Wall
e os candidatos Eduardo Pais, vamos pensar aqui em Barcel, em Pampolha, em ou então Itítalo Marcili, quem mais você falou para mim que pode ser candidato também? Ah, alguém do PSOL. Pessol. É, vai ter um candidato do PSOL, pode ser uma que eu gosto do PSOL, pode ser a Thaís do Pessol. Vamos lá. E e se o candidato ele ele começar com um papo de dengue, de turismo, de educação, eu vou ficar meio preocupado, porque tudo realmente hoje em dia tá atrelado à questão da segurança pública. Eu eu não fui ver o show da Lady
de Gaga. Eu eu eu até fui Ver o da Madona, mas da Lady de Gaga eu não saí de casa para ver. Mas dois dias depois do show da Lady de Gaga, turistas que estavam no Rio de Janeiro foram assaltados na porta de Santos do Mão e com fuzis, né? Os bandidos. Não tô falando de Galeão não, tá? Para quem é de outro estado, o Rio de Janeiro tem dois aeroportos, né? Tem o Galeão que você passa pela linha vermelha e pela linha amarela, onde o time do Flamengo foi atacado na na Quarta-feira, né? E
tem o Santos do Mon, que a gente tem a percepção de que é algo muito seguro, porque fica do lado ali do comando aéreo regional, do comar, da escola naval, né? Eh, não tem favela no entorno. Não tem favela nem no entorno, né? É o aeroporto da ponte aérea do rio São Paulo. É o aeroporto que os políticos usam também para Brasília, né? Porque os voos paraa Brasília estão autorizados do Santos do M. E mas se nem no Santos do Mon você tá Livre de um de uma de uma ação de extrema violência, porque o
roubo de fuzil ele você vê você tá dando informação aqui exclusiva, porque não saiu em jornal nenhum. Isso. Não saiu em jornal nenhum. E eu lamento por isso, viu? É, é, é uma nítida impressão que eu tenho de que setores da imprensa do Rio de Janeiro estavam tentando proteger o show da lei de Gaga, dizer que o show foi uma maravilha, né? E e mas de fato Aconteceu, a Polícia Civil tá investigando, os carros foram roubados no Santos do Mon e foram levados para uma favela eh em Guadalupe. E aquele esquema que você conhece, mas
quem tá nos vendo de outro estado não conhece. O Comando Vermelho hoje ele possui uma uma gerência paraa devolução de carros, né? Eh, ele ganha dinheiro com cocaína e maconha, sim, pouquinho dinheiro, mas ganha muito dinheiro devolvendo o carro roubado. E o motorista do Uber me mandou Um zap aqui, ele fé me cobrar R$ 8.000 pro para ter meu carro de volta. E o que falar para um motorista desse, Betley, porque é a vida do cara ali. Se ele não paga, ele morre de fome. Se ele não paga 8.000, ele não paga o aluguel dele
da casa. Ele não paga o plano de saúde da esposa, do filho. E mas se ele pagar, ele vai est ajudando a retroalimentar essa cadeia, né? É, é o mesmo dilema de sequestro, né? Quem paga o sequestro do seu Familiar quer quer trazer o ente querido de volta, mas vai tá alimentando a facção que sequestra. Então, hoje os motoristas de Uber no Rio de Janeiro são as principais vítimas, né? Eles estão eh eh pagando. E eu eu converso com o motorista que já pagou cinco resgates, três resgates, né? Isso é muito vergonhoso, né? Muitos desses
roubos são subnotificados, né? Porque o roubo acontece na segunda e o rapaz recupera o carro na terça, né? através de uma Ligação. Isso é mais um sintoma do caos do Rio de Janeiro. E se no debate político eu perceber que candidatos de esquerda ou de direita ou de centro estão desviando o foco para assuntos importantes, mas que não são emergenciais, dengue é importante, desemprego é importante, saúde é importante, educação é importante, mas segurança pública é emergencial. Tem uma operação da Polícia Civil chamada operação torniquete, né? Ou você fecha a Hemorragia ou o paciente morre, né?
Então assim, segurança pública é o torniquete. Eh, é, tá atrelado a todas as outras políticas. É o que você tá falando, por exemplo, a educação, como é que você vai ter uma uma educação de qualidade se grande parte das escolas públicas estão em áreas que são conflagradas e dominadas pelo tráfico? Ou seja, volta e meia essas escolas são fechadas porque há confronto. Ou as escolas estão sendo servindo de de Inclusive de paiol pro tráfico. Quer dizer, como é que se você não resolve problema de segurança, você não resolve problema de educação, não tem jeito. E
o Betley tem um um eu eu não sou crítico ele, não. É um pessoa até que eu admiro, Renan Ferreirinha, né, que é o secretário de educação do do município, né? Aliás, ele foi premiado aí porque a ideia dele de retirar o telefone de celular das escolas, né, viu? até uma lei federal. Mas o Renan Ferreirinha um Dia fez uma postagem falando que para chegar numa escola municipal ele teve que passar por três barricadas. Renan Ferrinha foi lá visitar a escola, mas passou por três barricadas. Imagina o professor que tem que ir na escola todo
dia. Todo dia esse professor vai passar na frente de alguém com fuzil, né? Eh, aí eu começo a entender porque alguns professores da rede municipal estão faltando, estão botando atestado médico, né? O cara não Aguenta mais essa violência. Eu penso naquele professor da rede municipal de ensino no Meer que os alunos da sala, isso tem uma semana, duas semanas, saíram da sala para promover arrastões e roubos, né? Tu viu essa cena? Vi, vi. Lamentável. Polícia. Polícia Militar prendeu sete alunos, né? Eh, e essa ação já vinha se repetindo há meses. Os alunos saíam da rede
municipal da escola, uniformizados no expediente escolar para promover espancamentos e Roubos. e e alguns já tinham sido presos pra polícia militar duas ou três vezes. O comandante do terceiro batalhão eh tava explicando isso. E aí eu pergunto, por que que esse diretor ou essa diretora não comunicou isso à Polícia Militar anteriormente? Por que que o que o prefeito Eduardo Pai já não sabia dessa informação anteriormente para montar uma força tarefa para ajudar essa escola, né? Porque o professor é vítima disso tudo, né? Sim. Eh, o professor e Eh imagina um professor descobrir que tá dando
aula para um aluno que meia hora antes estava promovendo roubos e batendo em idosos nas ruas. Então, ô Betley, vou acompanhar. Não sou candidato a [ __ ] nenhuma não. Já te falei isso uma vez. As pessoas acham que eu sou candidato porque eu tô fazendo muita, eu faço muito vídeo sobre segurança pública, né? Engaja muita gente com isso. Então, eh mas eu gosto de política como você gosta também. São poucas Pessoas que realmente entendem. Eu eu fiz questão de te convidar pra gente bater esse papo aqui, porque eu te conheço há muitos anos e
você é um cara que tem experiência da prática e da teoria. Porque o que você vê de gente falando de segurança pública dentro do ar- condicionado, nunca foi para o campo, nunca foi ver nada, não conhece nada, nunca entrou numa favela, não sabe a realidade, não sabe do que tá tratando, né? Quer dizer, ficam falando De coisas lúdicas. É muito bacana. Não, vamos botar mais programas sociais, vamos botar mais escola, vamos botar, sabe? Não tem menor noção do que tá falando nesse momento. É, é, é aplicação da lei, prisão. Betley, saiu hoje o atlas da
violência de ano de 2025, né? E o dado é de 2024, foi publicado hoje pelo Ministério da Justiça e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Aí você verifica ali os estados da Federação estão com queda de homicídio. São 23 dos 27 estados. E você verifica os estados da federação que que tá aumentando a violência são aqueles de sempre, né? que é que é Bahia, que é Ceará, eu acho que no momento também Rio Grande do Norte, você percebe que as polícias mais efetivas, aquelas polícias que estão prendendo mais e matando mais, estão obtendo o resultado
de redução da violência. Eh, eu eu até digo pros colegas da esquerda, o dia que o PT acordar para Isso, o dia que o PT acordar que olha, a polícia, não a polícia violenta, mas a polícia enérgica, com atitude, aquela que aborda mais, por consequência de abordar mais, participa de mais enfrentamentos, por consequência de participar mais de enfrentamentos, vai matar mais, o estado vai ter redução da violência. A Bahia, pela primeira vez em 14 anos, apresentou uma redução. E eu acompanho muito de perto que acontece na Bahia. Por quê? Porque Jaqu Wagner assumiu a Bahia
em 2007 com 3.331 assassinatos por ano. Já era um número muito ruim. Mas Jaques Wagner passa a Bahia para Rui Costa com 6770 homicídios. Dobrou. Dobrou. Nesse mesmo período, Jaques Schwagner, PAC, Bolsa Família, né, o governo Jack Schwagner conseguiu reduzir o número de baianos na linha de miséria em 1.200.000 pessoas a menos. Ou seja, fato, teve redução da desigualdade social, ou seja, o discurso Que a pobreza leva à violência é um discurso na Bahia não funcionou. Na Bahia, a redução da violência em larga escala, o aumento da violência em larga escala está atrelado à redução
da desgordade social em larga escala. E Jack Wagner também tem outros méritos, né? Eh, ele ele conseguiu reduzir o desemprego na Bahia. Foram 680.000 empregos de carteira assinada, ou seja, teve redução do desemprego e teve redução da desigualdade social. O IDH da Bahia melhorou na gestão do Jack Wagner. Com tudo isso, a Bahia fica duas vezes mais violenta. E aí surge a terceira teoria. Olha, Pimentel, então não tem nada a ver com desigualdade social, nem com desemprego, tem a ver com facção. Bom, vocês nunca falaram isso. Então agora vocês estão inventando que o estado é
violento em função das facções. Então tudo bem. Então se a Bahia ficou violenta demais em função do comando vermelho, do PCC, do BDM, vamos capturar Esses bandidos, né? Agora, capturar é operação em periferia, é abordagem, é polícia enérgica, é investigação, é presídio para isso. A Bahia tem 13.000 presos, poderia ter muito mais. Se tivesse mais capacidade, poderia ter 20.000 pessoas presas, né? A questão da Bahia de novo, com a saidinha, a saidinha do dia 24 de dezembro de 2023 na Bahia. Foram 380 presos colocados em liberdade, perdão, 340 presos, 38 não voltam. Todos eles eram
Faccionados, todos eram comando vermelho. Meses depois, a Polícia Militar da Bahia confronta esses bandidos nas ruas, armados com fuzis, né? Aí vem aquele colega, às vezes que eu respeito de esquerda, Pimentel, mas a saidinha somente 5% não voltam. O número da Bahia não é esse não. O número da Bahia que 12% não voltaram. Não, e que se fosse 1%, que fosse fosse 1%. Que fosse 1%. Não, e o cara ele ele é 1% é gente para caramba e O cara de altíssima periculosidade difícil de prender de novo. Tanto é que enfrentar a polícia em Jequier,
enfrentaram a polícia em Terra Nova. A Bahia tá num num num processo bem triste, viu? Eh, eh, Berlin, ele tá com aquele processo eh do do avanço do domínio territorial do bandido invadindo minha casa, minha vida, retirando o morador da casa, além logicamente do da cobrança do do dinheiro da da da NET, né? Todo aquele aquele aquele fenômeno Do Rio de Janeiro que a gente eh teve aqui há 5 anos, né? A gente tá exportando com um deleito de 5 anos. A Bahia tá com barricada, né? Então, a Bahia é um caso bem triste, mas
a boa notícia é que a Polícia Militar da Bahia tá prendendo muito, tá matando muito também, é a polícia que mais mata no Brasil. E pela primeira vez em 14 anos, certamente em função dessa polícia enérgica, o número de homicídio tá em queda. Agora, imagina se o PT descobre Isso. Imagina se o PT descobre que segurança pública se faz também com energia, com firmeza, com determinação, com prisão. Porque é claro que o Lewandowski no Ministério da Justiça ele passa uma informação sobre o desencarceramento. Você vê diversas, quem tiver duvidando de mim, por favor, dá um
Google e bota Lewandowski, desencarceramento. Ele diz o tempo todo que desencarcerar é uma solução. E a gente tá vendo que não é eh a gente tá Vendo que principalmente lideranças de facções, o Brasil tem 70 e tantas facções hoje. A gente pensa em comando vermelho, ADA e terceiro comando, mas o Brasil tem 70 facções. Lideranças de facções não podem sair de saidinha. Eh, o cara, a facção continua existindo, ela não deixa de existir. Então, o líder de uma facção na rua é sinalização de mais mortes, de mais invasões, a facção rival. Tá vendo aí, Betley?
Eh, a prisão de Celsinho. Eh, eu fiz um vídeo falando sobre a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Você conhece bem a polícia civil, que você teve vários delegados aí contigo na operação do Choque de Ordem. Você teve delegados até e que que eu admiro muito, que é o Oliveira, tal. É sensacional, um quadraço. E foi diretor da Dry, é um cara muito bacana, um cara muito correto, inclusive. E o Oliveira, atual subsecretário de polícia civil. Eh, se você pensar bem, o o Bet o o O Celsocida Vev Betley foi preso em 90 pela Polícia
Militar, saiu numa saidinha em 94, foi recapturado pelo 14º Batalhão da Polícia Militar em 96, fugiu em 98 e foi preso de novo pela Polícia Civil em 2002, condenado a uma pena bem longa, ficou 20 anos em Cana, saiu em 2021 e foi preso pela Polícia Civil de novo agora em 2025. Olha o retrabalho da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Exatamente. Aí eu fiz um vídeo falando, A Polícia Civil do Rio de Janeiro é incansável. Ela é incansável. É, tem casos absurdos. Metel, teve um caso há uns seis meses atrás, mais ou menos, vamos
me lembrar a data exata, mas de um sujeito que foi assaltar na ali na o na antiga perimetral ali, você chegando ali naquela região do porto já entrando na linha vermelha, foi foi fazer um arrastão ali e por acaso tinha um sargento da PM de FG alvejou e matou o Cara. 5:30 da tarde, isso o cara saltando na linha da entrada da linha vermelha, o cara tinha 18 passagens pela polícia, o cara 18 anotações criminais e o cara tá na rua. Quer dizer, como é que a lei, como é que a nossa lei penal permite
que um cara com 18 anotações, não é que o cara roubou uma vez e se arrependeu, não. O cara tem 18 anotações criminais. Celsinho tinha 54, viu? E o cara tá na rua. Como é que pode isso? Celsinho tinha isso é a certeza da Impunidade. O que você falou é corretíssimo. O o o bandido quando vai assaltar, quando vai quando vai cometer um crime, o que faz ele deixa ele o que deixa ele de cometer o crime é justamente o medo. Sim, do Estado, o medo da lei, o medo da ordem. Como é que o
medo se impõe? Primeiro, pela força, o uso da força. O estado tem que ter a condições de usar a força maior do que quem tá cometendo crime. Então, e segundo, por leis duras, que o cara sabe Que se for pego com fuzil vai ficar trancado não sei quantos anos. Isso no Brasil hoje é uma utopia. Betle, eh, eu não sei como é que como é que a gente consegue o consenso na Câmara dos Deputados. Você foi da comissão de segurança pública lá, não fui? foi a a comissão tem e ela é hoje ela é ela
é bem eh bem composta pela direita hoje, né? O pessoal chama até de bancada da bala, mas tem um deputado do pissol do Rio de Janeiro na comissão que É o que é o pastor que é o pastor Carlos Henrique. Ele tá na comissão. Eu falo com ele, eu falo com todo mundo, viu Berlin? Sim. Mas esquerda, direita, qualquer pessoa, se a gente achar qualquer consenso, e eu duvido que se a gente apresentar os argumentos certos para um cara da esquerda, eu duvido que ele não vai acreditar. Se você sentar com uma pessoa de esquerda
e falar: "Olha, a barricada tem que ser retirada, não é possível, Não. Tem que deixar a barricada lá. Não é possível. O problema é como, né? Como o cara acha que a barricada vai ser retirada botando mais uma escola lá ou botando mais um programa social e não vai. E aí você negocia assim, ó, a gente coloca lá o que você quiser, a escola com dois turnos. Eh, mas tem que tirar a barricada. Vamos retirar essa barrecada. Eu lembro quando eu era, eu fui secretário de ordem pública, implantamos um choque de ordem na época do
Rio de Janeiro. Depois eu fui pra assistência social, principalmente para enfrentar essa questão das caracolândias na época. Sim. E eu lembro que na época começou a dar problema em algumas que o programa acabou se expandindo, na minha opinião, muito mais rápido que deveria. Eu acho que esse foi o grande o grande problema das UPs. Ele acabou tendo uma expansão muito rápida e você acaba não tendo condições de gerir da forma que deveria ser gerido. E começou uma discussão, Principalmente alguns meios de comunicação comprando essa esse discurso que o problema das UPs era falta de ações
sociais nas comunidades. Aí você pega a Rocinha. A Rocinha tinha 100% de cobertura de saúde da família. A rocinha tem 100% de vaga pros alunos de escola municipais. A Rocsin tem todos os programas sociais posso imaginar. Todas as ongas que você possa imaginar trabalham na Rocinha. Pavão tem aula de natação, né? E por que que o crime tá Lá? Se o problema fosse programas sociais, por que que o crime ainda tá lá? O problema não é esse. A Rocinha hoje tem aula de natação também, né? Tem um projeto, tem um projeto nata do estado enorme
lá. que funcionavão também tem na na Rocinha tinha policial militar da UP dando aula de natação, inclusive. Você tem razão, Betle, assim, e esse papo de que falta oportunidade, eu já eu já não caio mais, sabe? Assim, eu eu Sinceramente não caio mais. Eu posso até eh entender que são áreas violentas, onde o que onde o o a facção domina o território, onde o jovem não tem outro tipo de de imagem além do bandido. Isso eu posso entender. Mas falta de oportunidade, realmente eu não eu não eu eu não eu não levo mais isso a
sério não. E eu e eu converso com as pessoas sobre isso. Eu li um livro uma vez do MVB e do Celso Taí, que o nome do livro é Falcões, livro muito bom, ganhou prêmios e tal, onde o MVB visitava as periferias do Brasil e perguntava para esses jovens: "Por que que você entrou pro tráfico? Foi em função do da falta de arroz e feijão, né?" E os jovens diziam: "Negativo, eu entrei pro tráfico para comprar uma uma um cordão de ouro, sabe? E era era o o consumismo para sair da invisibilidade. Não era, não
era desespero da fome. Sim. Não era o desespero do desemprego. Eu acho que tem A ver com isso, mas é bom pra gente saber, é bom pra gente entender, pra gente achar uma solução para esse negócio. Hoje eu eu eu temo pela questão do território. Eu fui num evento convidado pelo pessoal, viu? tava lá de infiltrado. Foi muito bom o evento onde os jovens falavam sobre as questões da das operações policiais nas comunidades da Maré. E aqueles jovens indignados com aquelas operações policiais que realmente o helicóptero voa em cima da Sua casa, realmente muitos policiais
tratam os moradores com trolência, isso é fato. Não vou dizer que não, mas no final um jovem levantou a mão e disse: "Ó, pior do que tudo isso é a barricada na porta da minha casa. Pior do que tudo isso, toda a humilhação que eu possa receber de uma operação policial é inferior a uma barricada do terceiro comando, do comando vermelho. Então, emergencial no Rio de Janeiro deve ser consenso da Esquerda e da direita, retirar essas barricadas, né, que não foram colocadas, Betlein, para evitar a chegada do blindado. Negativo. Muitas favelas onde o blindado da
Polícia Militar nunca operou, receberam barricadas também. A barricada hoje é um marco territorial onde que a facção começa a cobrar as suas taxas. E Betleen até hoje o governador Cláudio Castro, não sei se o prefeito Eduardo Pais se preocupa com isso, a gente não Sabe o tamanho da economia do crime no Rio de Janeiro. A última operação da Polícia Civil chamada Ordo, eh, desenvolvida pelo Felipe Curi, né, pelo chefe de polícia, identificou várias comunidades do Rio de Janeiro com aquele kit básico que a gente sabe, carvão, gelo, internet, né? Eh, motoboy, o gás é assustador.
Gá, o gás, o morador podia est pagando R$ 96, tá pagando 150. Isso para mim era assim, seria uma das maiores emergências do Brasil hoje, fazer com que o morador pague o preço justo pelo bujão de gás. Mas o o o que me chamou atenção na operação foram as padarias, o comando vermelho fabricando pão, né? Há um preço muito mais barato que o da padaria do seu bairro, né? A padaria do seu bairro paga IPTU, paga energia porque o forno é é energia, né? Usa farinha comprada, o comando vermelho rouba farinha, usa energia furtada da
light, né? E não paga IPTU. Resultado, o pão do Comando Vermelho é 35 centavos. Existem centenas de milhares de cariocas hoje consumindo pão do comando vermelho e do terceiro comando, né? E e até hoje a gente não sabe o tamanho real disso. E muitos delegados, muitos coronéis preocupados ainda em enfrentar a questão do da maconha da cocaína, que eu acho importante também, vou deixar claro, né? Muitos delegados e coronéis fecham os olhos pros vapes, né? O Brasil hoje, Betley, temos 6 milhões de Usuários de vapes, né? O vape no Rio de Janeiro é do comando
vermelho. As maiores apreensões de vape no Rio de Janeiro são feitas em favelas do CV. Então aquelas meninas na Dias Ferreira com aquela caixinha na mão vendendo vape, né, ingenuamente, elas fazem parte do poder de arrecadação da facção. É, esses caras se aprimoraram muito, né? Você há 10 anos atrás você poderia dizer que eram a gente chama de traficante de droga. Então o cara vivia Do tráfico de droga. Hoje a gente não pode mais chamar de narcotráfico, porque esses caras, na verdade, eles dominam o território e criam ali uma mini prefeitura e organizam a coisa
para lucrar com tudo que for possível. O tráfico de drogas é um dos itens, né? E num hoje num quantitativo, é assim, se você se você acabasse com tráfico de drogas hoje, mesmo assim essas quadrilhas continuariam lá, porque eles têm outras fontes de renda que é o roubo Do carro, roubo de mantimento, venda de gás, mototaxi, van e por aí vai. Tu vai ouvir o Víor Santos, né? Tu vai, ele vai vir aqui, tu vai, tu vai chamar o Felipe Cura ou o Víor Santos? Chamar. Tem uma entrevista do Víor Santos que ele fala em
15% maconha e cocaína, sabe? Ou seja, 85% é o resto. Aquela garotada ali usa vape? Não, esses meninos aqui usa vape. Não, vape não tem ninguém. Teus filhos não vape? Não, Deus me liv. Tenho uma filha de 24. Mas quando eu não vou Embalada mais, pelo amor de Deus, mas quando eu vou na na porta de uma, passo na porta de uma balada, você vê a garotada toda usando o vape. O vape não é e autorizado pela Anvisa, a venda do vape do Brasil, né? Aliás, eu acho um grande equívoco, viu? Então o vape que
chega no Brasil, consumido no Brasil, ele é 100% importado pelo porto de Santos, pelo PCC. E aqui no Rio de Janeiro ele é 100% vendido pelo Comando Vermelho, ou seja, virou mais uma fonte De arrecadação. E eu não vejo da Guarda Municipal nenhum empenho do prefeito Eduardo Pais em enfrentar isso não, viu? Você pode ver o aquela menina passando com com a caixinha do Vape do lado do guarda municipal, do agente da ordem. Eu sei que a que a SEOP tem outras prioridades. E aí, Betley, eu sou um fanzaço do do do Breno Carnevale, né?
O Breno, eu acho ele ele eu acho ele é um cara muito bem intencionado e esforçado. Agora é aquele Negócio, na minha opinião, precisaria de mais estrutura. Sim. aquilo ali hoje seria uma e a guarda não ser armada no Rio de Janeiro é um negócio assim inacreditável, porque você pega em todas as capitais, tirando Fortaleza e Rio de Janeiro, são as duas únicas guardas que não são armadas. Será que os outros 25 capitais estão errados, é só o Rio de Janeiro e Fortaleza, tá certo? Não é possível. E e agora o o prefeito Eduardo do
P tá tentando fazer Uma saída meio confusa legalmente, que é a tal da força municipal, né? e contratação de militares do CPOR sem concurso público, né? Eu acho isso perigoso demais, sabe? O, com todo respeito pelos militares do CPOR, eles não têm a formação eh de um policial, de um guarda municipal, né? Então, eh, isso vai ser votado na Câmara Municipal, acho que semana que vem, eu não tenho certeza, mas me parece uma uma uma jeito do Eduardo Paco trazer mais confusão pro debate. Era o Eduardo Pa chamar a guarda municipal, armar os guardas num
período aí de 90 dias, fazer concurso, porque a guarda há muito tempo não tem concurso, a guarda tá ficando velha, né? Tem guarda con tem um concurso, tem um concurso que não chamou, se eu não me engano, tem, né? Tem, tem, tem. E, e vou te dizer, Betley, o último concurso da guarda foi muito concorrido e o padrão do guarda municipal é muito bom, cara. Sabeço a guarda municipal, fui quem tornou a guarda municipal guarda municipal, fui eu. A guarda municipal era uma empresa municipal de vigilância. Eu lembro disso. Era ligada comur, né? Lurb, né?
Aí eu tornei todos eles estatutários porque senão o cara não tem nem poder de polícia. Você não pode ter um guarda que é que é de uma empresa de vigilância. Eu lembro dessa discussão, eu lembro bem. Então a gente tornou a Guarda Municipal uma guarda realmente e E na nossa época a guarda atuava em vários segmentos. A gente fazia operações junto com a polícia civil, tinha muito um negócio de saidinha de banco na época. Uhum. Então, a polícia civil fez uma operação em conjunta conosco que todo mundo que tinha garupa na moto, a gente parava,
a guarda via o documento das da moto e a polícia civil via se o cara tinha antecedentes criminais e com isso derrubou assim vertiginosamente o número de roubos de Saidinha de banco. Tô escutando tu falar isso, cara. Eu tive em Macaé semana passada. Isso está sendo feito em Macaé, cara. A Guarda Municipal de Macaé em convênio com a Polícia Militar tá realizando esse tipo de abordagem. Por que que pode fazer em Macaé e não pode fazer aqui, cara? Sabe qual é a Mas por que que eu falei eh bem do carnaval e eu tenho uma
uma admiração? Eu sei que o teu foco à época você tava focado no choque de ordem em Copa Cabana. Copacabana tava uma virou uma zona de guerra quando você tava à frente da e você tava preocupado em em transformar a Copa Cabana num num num bairro mais seguro. É, mas a gente fez no Rio todo, né? Por exemplo, aqui no no na região aqui do Rio das Pedras, essa história de milícia construir, eu denuncio isso desde 2009. Sim, sim, sim. E na época era muito criticado por muitos partidos de esquerda. Era até uma coisa, era
uma dicotomia, né? O o o Frecho que era do PSOL na época, fazziia uma CPI das milícias, mas eu derrubava prédio que era constituído pela milícia e os caras da esquerda batiam em mim, dizendo que eu tava demolindo só em comunidade, que era contra pobre, não sei o qu. Bá bá bá. Imagina se um prédio que nem um prédio que a gente demoliu na Rocinha na época que eh tudo indicava, a gente tinha informações que o prédio na verdade era do Nem. Sim. Botaram uma senhorinha como se fosse a dona do Prédio, que era uma
exmanicure. Sim. Que disse que tinha construído o prédio com dinheiro que ela recebeu do FGTS, que era R$ 30.000, um prédio com 18 apartamentos. Imagina se aquilo ali é coisa de para pobre, cara. O Betley, uma ação dessa de demolição de um prédio com 18 apartamentos, você tirou do tráfico um ganho, um ganho mensal de R$ 22.000 ou 23.000, né? Eh, um ganho anual do tráfego. Só aí você tirou do tráfico R$ 250.000 por ano, não é isso? Eh, isso é Mais do que uma apreensão de cocaína e maconha, mais do que uma apreensão de
três fuzis, quatro fuzis. Essa operação do Breno Carnevale lá na Maré no período de eleição que o Eduardo Paz certamente bancou essa opera porque era um período político, né, perigoso, era num território, num terreno da União, foram 300 casas do terceiro comando colocadas abaixo, perdão, do Comando Vermelho ali. Então, só essa operação você tirou da mão do Comando Vermelho R$ 450.000 por Mês, 4, 5 milhões por ano, né? Isso é mais do que apreensão de maconha. Então eu eu eu assim eu eu tenho uma admiração por essa coragem do do Breno, sabe? E ele sofreu
a mesma coisa que você sofreu. Eh, vereadores do PSOL, eu não lembro se foi um uma vereadora, ela na Câmara Municipal ela sugeriu que essa casa fosse doada ao morador, né? Olha, muito bonitinho isso. Mas é isso, esse pessoal não esse pessoal vive no mundo de mundo mágico de ó, né? No ali país Das maravilhas, uma coisa imagina, vai ser Eduardo. Tá bom. Aí o tráfego não vai me tomar mais, não vai cobrar mais nada. Agora a casa é do morador. Que lindo. Hum. Funciona, né, gente? E mas assim, e e se a esquerda quer
o follow demôio e seguir o dinheiro e o dinheiro não está só na maconha, na cocaína, o dinheiro tá na fábrica de gelo, o dinheiro tá na na na nas empresas de internet, o Brasil fragmentou de uma forma perigosa a nossa internet. Isso Foi foi antes da Dilma. Inclusive, nós temos 20.000 empresas de provedoras de internet no Brasil. Nós somos o país que mais tem empresa de de provedor de internet no mundo, né? Nós temos muito mais. Os Estados Unidos tem 1200, o Canadá tem 200, o México tem 1000, nós temos 20.000. E aí cada
cidadezinha, cada bairro tem sua empresa. E o quando a facção percebe isso, é muito mais fácil você se aproximar de uma empresa dessa e tomar Essa empresa do que você se aproximar de uma Oi, de uma clara, de uma tim, de uma vivo. Sim. Então, as pequenas empresas hoje no Ceará estão sendo ameaçadas. O Ceará chegou a ter 19 bairros sem internet. mês passado as empresas foram foram assaltadas, incendiaram o seu o carro, ameaçaram os operadores da empresa. Cada cada casa dessa em média paga R$ 109. Ô Betley, imagina um bairro com 10.000 casas só
ali o o Comando Vermelho vai Apurar ali e eh 109.000 por mês. E 190.000 mais ou menos isso. Quase 1 milhão por mês naquele bairro, 12 milhões por ano. A conta que a polícia fez. O comando vermelho naquele bairro ali não precisa mais vender cocaína, nem maconha. É só internet. É só a internet. É só estorquia a empresa de internet. Isso tá acontecendo na Rocinha hoje. Isso começou no Santa Marta na década de 90. Isso não é novidade, mas agora o Comando Vermelho descobriu que isso é uma grande fonte de renda. Não tem legislação no
Brasil atenta a isso. Eu não vejo o Lewandovski que falar sobre isso nas entrevistas, né? Eu sou um crítico ao governo federal, viu? Ministério da Justiça poderia estar fazendo muito hoje, poderia estar indicando o caminho. É, o governo federal até até alguns meses atrás fingia, nós estamos com um problema hoje. O que tá o que acontece no Rio de Janeiro há muito tempo se Espalhou pro Brasil inteiro. Sim, né? E é um problema nacional e tudo tem a ver também com a nossa legislação que é falha. Você já levantou alguns pontos. O governo federal finge
que não é com ele. Agora como as comoçou a apertar o calo, começou a se identificar em pesquisas que as pessoas estão imputando, o governo federal culpa também, né? Então agora eles começaram a se mexer, tem a PEC da segurança pública, tem o Eduardo Pais querendo visitar a El Salvador. Buquell. Essa foi sensacional. Eh, assim, eu entendo que não é o oportunismo dele. Eh, não seria educado chamar o Eduardo Pai de oportunista, mas ele percebeu que existe uma tendência do eleitor a buscar candidatos que estejam eh mais focados na segurança pública, né? E ele percebeu
o fenômeno do Bukelli e ele anunciou, não sei se ele vai, viu, ele anunciou que ele vai a a El Salvador. E eu fiz um videozinho aí para para provocar. Eu respeito muito Eduardo Pais e votei nele várias vezes, viu? E acho que ele foi um dos melhores prefeitos que o Rio de Janeiro já teve. Deixar isso muito claro. Mas eu gosto de provocar também, pô. Não sou candidato a nada. Provocar. E o o Eduardo Pais vai a El Salvador. E El Salvador hoje tem 6 milhões de habitantes, 67.000 presos. Então a política de El
Salvador é o encarceramento em massa. E tá tudo certo. Eu gosto do Bukelli. A população de El Salvador gosta também. Ele foi Reeleito com 90% dos votos. Eu tive em El Salvador antes do Bquele e presenciei o que é ser dono de um comércio. O comerciante em El Salvador, eh, em São Salvador, que é a capital, ele pagava três extorções por dia, uma de manhã, uma de tarde e uma noite. Eu conversei com o comerciante e depois do Buquell isso acabou. Era o país mais violento do mundo, né? Buquell, o Buquell resolveu essa [ __
] mas com firmeza, com prisão, fazendo exatamente o que o Lewandowski Diz que não é para fazer. Eh, ah, mas arrepio da lei? Não. O Congresso Nacional de Al Salvador votou leis, mas aparece, nem eu nem você somos candidatos a nada. Então, a gente pode falar com muita tranquilidade, sem medo da gente precisar ser politicamente correto, né? Sim, sim, sim, sim. A situação do Rio chegou a um ponto que o carioca, o Fluminense, porque o problema é no grande Rio, né? mais localizado grande rio. Sim. A gente não vai Conseguir resolver esse problema sem sangue,
suor e lágrima. Não tem jeito. O o Rio chegou a um ponto que você vai ter choro, ranger de dente para resolver esse domínio territorial, para resolver essa esse problema que nós nos metemos. Eu vou depois vou fazer a segunda pergunta baseada nisso, né? Não vai ter jeito, vai ter alguns inocentes que serão presos. vai ter alguns inocentes que serão mortos. Porque a gente chega a um ponto no Rio de Janeiro que você não Vai resolver isso. É aquele negócio, você pega um câncerzinho no início, você consegue fazer uma microcirurgia, tira e acabou. Se você
espera virar uma metástase, você vai ter que tomar quimioterapia pesada, que vai cair cabelo, que vai te dar náusea, que vai te dar problema em outros órgãos, você vai ter que fazer radioterapia. O tratamento é muito doloroso. O tratamento no Rio de Janeiro vai ser muito doloroso. Não adianta a Gente achar que vai resolver botando uma escolinha, um cursinho de de música, uma bandinha de música, não sei o quê. Não vai resolver. Sim. Vai ser doloroso. E aí? E e é isso que eu queria te perguntar. Por que que você acha que o Rio chegou
a esse ponto? Aonde você acha que foi assim um ponto de inflexão que fez o Rio chegar a esse ponto, né? Porque eu acho que é muito mentalidade também. A gente critica muitos políticos, mas o político é fruto da Nossa sociedade. Tem uma elite no Rio de Janeiro que é conivente com crime, que é conivente com a desordem, né? Não adianta a gente tapar o soco com a peneira. A gente vai no Sambódram, né? O que tinha de desembargador junto com bicheiro, com com polícia, com delegado. Eu parei de ir, viu? Eu parei de tanto
criticar, eu parei de ir. Um negócio incrível, tá? Onde como é que, por que que você acha que a gente chegou nesse ponto no Rio de Janeiro? Eu eu eu esses Dias eu dei uma entrevista para aquele pro Brasil Paralelo, que eu sou assinante, gosto muito, eh, é aquele rio em chamas, onde alguns colegas eles dizem que o ponto de mudança do Rio de Janeiro é o governo Leonel Brizola. Eh, eles dizem que o que o Brzola proibiu as ações policiais. Eu tenho um cuidado com isso, Betley, por quê? Eu cheguei no BOP na época
do Brizola e grandes prisões que o BOP realizou foi na gestão do Brizola. O o o BOP fez várias operações Na Rocinha, no juramento, prendeu lideranças do comando vermelho no governo Brizola. Então, sinceramente, no BOPE, onde eu estava como tenente no governo Brizola, eu não lembro de proibição em favela. Talvez eh a polícia tivesse algum tipo de ordenamento, olha, não vá na favela sempre, não vá nessas horas, sabe? Mas ainda assim, se fosse culpa do Brisola, o caos do Rio de Janeiro, não é possível que seis governadores depois a Gente continuasse no caos. Porque se
o Brizola tornou o Rio uma merda, a gente conseguiria reverter isso. Sim, tiveram vários governadores. A gente conseguiria reverter. Eh, e aí eu tenho um outro ponto de de mudança do Rio de Janeiro, que são as UPPs. Eh, uma política pública que eu fui lá pra Rede Globo, você era secretário, você tava preocupado com a cracolândia e eu tava lá fazendo o jornal da do RJTV ao vivo, né? E eu ia pra televisão, às vezes Aplaudi lá o PP, a o PP na Manguinhos foi aplaudida, eu torcia. Mas Bethley, de fato, a explosão da violência
na região dos lagos, em Angra dos Reis, eh, em São Gonçalo, principalmente, ela tá muito atrelada a ao início das UPS. A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil realizaram prisões na Ponte Niterói no mesmo tempo que a gente estava tomando conta das favelas. Hoje a gente percebe que a PP que eu aplaudi, que o meu trem ficou em Evidência, né? a gente percebe que ela poderia ter sido feita eh ocupando o território e realizando prisões. É, e esse para mim foi o grande problema. Então, hoje existe panta brasa. Exato. E foi o espanta brasa
que causou o caos do Rio de Janeiro. Favelas do de Cabo Frio que não tinham fuzil, favela em Angra dos Reis que não tinha fuzil, favela em em Itaburaí que não tinha fuzil, sabe? Então tem alguns pontos e e sempre relacionado a políticas públicas Equivocadas. E tem, eu percebi ali em um momento o Pesão queria ser candidato a governador. Aí começou a anunciar mais o PP e mais o PP, né? E não tinha mais efetivo, não tinha concurso público, não tinha colete a prova de bala, não tinha viatura, não tinha rádio, né? E lembro também
do do você vai lembrar de uma capa do Globo, o Beltrame se referindo ao Sérgio Cabral como meu amigo, meu companheiro Sérgio Cabral, né? Tá não, Cabral é Governador, Beltrame é secretário, pô, né? Nada de, né? E e o Beltrame reclamando da falta de apoio de políticas sociais e educação, né? Foi capa do Globo. Eh, como se o Beltram me dissesse: "Tô sozinho nessa guerra". E realmente estava. Lembra que as primeiras UPPs na cidade de Deus, eh, a primeira foi no Dona Marta, né? Mas, mas as primeiras teve aquele caminho, a PP da cidade de
Deus, ela fugiu um pouco da rota porque o comandante do batalhão, 18º ocupou e resolveu bancar uma ocupação e deixou o governo estadual sem jeito. Já que tá ocupado, vamos montar a base. Lembra que que as primeiras UPS elas chegavam desacompanhadas da Colurb, da Rio Luz, né? Aí depois em Manguinhos começou um processo de integração do do Cabral com o Eduardo Pais. Você via a prefeitura chegando junto, mas eu tenho uma mágoa também em relação ao alemão. O Eduardo Pa lançou aquelas escolas eh municipais na maré que elas são de são De período único, né?
Elas começam de integral. Puxa vida, a maré não tava com o PP, o alemão tava. Será que Eduardo Paz não podia ter aproveitado o êxito do Beltrame de ocupar o alemão e colocar a escola no alemão? Sabe, aquilo sinalizou para mim que, apesar de pertencer ao mesmo partido político, ao MDB, o Cabral tava indo nessa direção, o Eduardo Paz tava indo nessa, sabe? Eles podiam ter integrado as políticas naquele momento. Era muito importante para o PP do alemão dar certo que a escola integral fosse acompanhada, porque aquela garotada ali, ela ela não, ela realmente continuou
transitando na favela ali. O o o Betley, um dia eu contei também no desculpa repetir, mas são histórias que eu gosto de contar. Eu fui eu ter do BP, eu fui a Manguinhos por volta de umas, talvez por volta de umas 11 da manhã do mês de janeiro, né? Um calor da [ __ ] em manguinhos, né? E nós eh corremos atrás Dos bandidos armados com fuzis e tal e a garotada ficou na boca de fumo, uma molecada de 7 anos de idade, oito. E eu peguei aqueles moleques com uma raiva, levei na casa da
mãe e já fui xingando a mãe. Ó aqui, ó, sou irresponsável. Teu filho tava na [ __ ] da boca de fumo, né? E a mãe ficava me olhando, moço, na televisão não tem desenho animado, né? A escola não tem aula em janeiro. Que que eu faço com meu filho dentro de casa? Ele sai e vai pra boca de fumo. Aí eu Pensei no seguinte, algum político brasileiro pensou em proibir a propaganda de brinquedo na televisão aberta. Aí a Rede Globo tirou os desenhos animados, tirou lá família dinossauro, tirou o que fosse lá não sei
o quê, eh, TV Colosso, né? O SBT tirou o Chaves, o Pica-Papau, né? Aí você liga a televisão no Brasil na década de 90, você só tem Ana Maria Braga ensinando a fazer bacalhau, lasanha, aquela [ __ ] toda. Aí o Moleque, o que que eu vou fazer em casa? Aquele cubículo, inferno, mês de janeiro, ele vai pra boca de fumo, [ __ ] tá tudo certo, né? Então, a gente exigia de uma mãe que deixasse o filho em casa, mas hoje em dia tudo bem, a mãe vai dar um tablet pro filho, vai conectar
a internet, o filho vai ficar ali fazendo uma atividade na na internet, talvez vendo um desenho animado, talvez. Naquela época não tinha nada. E eu conversava também com com os colegas sobre os arrastões. Eh, você pegou muito isso em Copacabana, aqueles arrastões, aquela turma pulando a a pulando a roleta do 472. No período que eu estive na na ordem pública, nós não tivemos um arrastão em Copacaban, nenhum. Pode pegar 2009, 2010 não teve arão. Era choque de ordem mesmo. O cara viu, o cara viu a presanizamos tudo. Botamos 300 guardas municipais na praia. Pô, não
Sabia de cara. Não sabia de dar. Parabéns. A o Mas você vê que a garotada pula o 472. Como é que eu vou proibir um moleque de 15 anos no verão do Rio de Janeiro? Ó, seu maluco, vai passar o verão inteiro na na favela pegando sol e morrendo de calor, viu? E vai ficar do lado do traficante ainda por cima na no campinho, que eles ficam tudo no campinho. Esse moleque falou: "Não, vou pra praia. Para ir pra praia, um moleque De 15 anos, 14, ele vai gastar dois ônibus para ir, dois para voltar.
Se ele beber um mate leão, não vai beber mate leão nenhum. Ele vai pedir uma água na padaria. Ele vai gastar só para ir pra praia aí na na faixa de R$ 20 por dia. No final da semana ele vai gastar R$ 140 para ir pra praia. No final do mês, ele vai gastar aí R$ 600 para ir pra praia. Evidente que ele não vai, ele vai pular roleta. Então assim, eh, será que a Prefeitura durante o verão não consegue estender pro aluno da rede pública? Repito, pro aluno da rede pública a possibilidade de ele
ir pra praia sem pular roleta, né? Sabe quanto vai custar essa [ __ ] Porque se eu consigo que evitar que o que o garoto pule a roleta, ele já não chega na praia naquele frenesio, sabe? Ele já não chega na praia cometendo, ele já não chega na praia fora da lei, né? Exatamente. Isso é o conceito da lei. É o que eu digo, a A eu sempre disse isso, nós temos no Rio de Janeiro uma tolerância com a desordem, é uma cultura da desordem. Se você vai, são pequenas coisas, é a tese do Giuliani,
que na verdade não é dele, é a tese, são dois caras que escreveram essa tese das janelas quebradas, Broken Windows, que um era um agente penitenciário, olha só que coisa, e o outro era um outro era um psicólogo, que é o James Wilson George Killing. Sim, sim. Ver, Vera Rio, né? O pequeno delito gera o grande delito. O pequeno delito? Por exemplo, você permite que um cara pare o carro na calçada, só para quem não tem alguém com cadeira de roda na família ou não andou com carrinho de bebê na zona sul, não sabe o
sacrifício que é o marco do fim do carro na calçada. Foi na tua gestão? Não, porque a gente lembra como é que as pessoas talvez esqueçam disso. O Rio de Janeiro era carro em todas as calçadas, né? A gente meteu, graças a Deus essa Cultura do carro da calçada a gente conseguiu. Ainda tem, né? Você vai pro Subúrbio, então tem muito, né? Mas se você pegar Brasília não tem carro em calçada, São Paulo não tem carro em calçada. A calçada é do pedestre, cara. O cara já tem um privilégio de estar de carro. Sim. Aí
ele quer parar na porta da onde ele vai. Quer dizer, é uma coisa aí a cultura do carioca, entendeu? O carioca tem uma cultura de lixo no chão, cocô de cachorro. Essas coisas vão Criando um ambiente de que vale tudo na cidade. Aí vai ele pular a roleta. Aí, qual o problema de roubar o cordão da senhora, entendeu? Começa essa cultura de que vale tudo, sabe? Ô, Betley, eu fui levar meus filhos para passear umas, faço duas viages por ano, se Deus quiser. Esse esse ano não vou fazer muito trabalho, mas eu fui levar meus
filhos para passear em Londres, né, que é uma democracia muito bem estabelecida, consolidada. E quando você tá no metrô De Londres, tem um aviso no metrô de Londres: "Atenção, não pule roleta, pena de de dois a três anos de cadeia, tá lá". Eu olhei para aquilo, falei: "Essa [ __ ] é mentira". Isso aí é só para intimidar. Aí eu vou no Google, né? E boto no Google assim, eh eh prisões por pular roleta em Londres, né? Existe gente em Londres hoje cumprindo o regime fechado porque pulou roleta duas vezes. Mas lá vai preso mesmo.
Mas é por isso que o cara respeita. Você acha que o Cara em Londres, você acha que o Londrino tudo bem no nível de educação, Londres, Inglaterra é um país há muito mais tempo que o Brasil. É toda uma questão, a gente ia ficar filosofando aqui, né? Mas o fato em que as pessoas sabem que se o cara for pego vai em cana realmente. Sim, sim, sim. Não tem conversa, não tem audiência de custódio, não tem saidinha, não tem nada disso. Isso é isso é isso é o fator important. Mas falei do segundo ponto de
flexão, que foi a que foi a essa questão da UPP. E um dia, se você puder ouvi-lo também, falei com o coronel Ferreira Dângelo, comandou a Polícia Militar. Sim. Um dia eu perguntei isso pro Biratã, que é um pesquisador também. Eu falei, "Coronel, e e o comando vermelho abandonar a cocaína e a maconha efetivamente partir só pro território?" E o Biratan falou para mim, até eu tô escrevendo sobre isso, uma tese de Mestrado sobre isso. O Biratã, ele diz para mim que, eh, não foi basicamente o Comando Vermelho copiando a milícia, foi nessa expansão, nesse
nesse nessa sacudida da UPP que você começa a perceber o comando vermelho eh utilizando técnicas de levantar dinheiro através do território. Eu lembrei pro coronel biratan que a primeira gatonete foi no Santa Marta na década de 90, 98. Lembrei pro Coronel Beratan que na Rocinha já tinha TV Rocinha também que Era explorada por algum por alguns traficantes. Lembrei do bujão de gás também, as biqueiras da Rocinha que pertenciam ao Nem. Mas com tudo isso, hoje o comando vermelho vendendo pão, vendendo gelo, eh cobrando aluguel, cobrando IPTU, né? Isso é é bem novo. Isso é 5
anos para cá. E o comando vermelho abandonando a venda de maconha e cocaína em algumas comunidades. Algumas comunidades o Comando vermelho vende mais cigarro paraguaio do que maconha e cocaína. Então é necessário que a prefeitura do Rio de Janeiro, através da Guarda Municipal realize repressão à venda de cigarro. A venda de cigarro paraguaio, ela é ela é dinheiro pro pro crime é fugil. Sim. Isso é uma das discussões que eu tinha com quem era a favor de legalizar a droga para acabar com tráfego. Falei: "Vem cá, o cigarro é legalizado e a maioria do cigarro
Vendido no Rio de Janeiro é de contrabando." Ou seja, legalizar o cigarro não resolveu tráfico nenhum, só aumentou o número de fumante. Sim. Sim, sim. Não, não mudou nada. O crime continua exercendo influência, né? Se o cigarro fosse fosse proibido, depois legalizado, não ia mudar nada. Tanto é, entendeu? Então assim, eu converso com as pessoas sobre isso também. Eu eu aplaudo as operações hoje de apreensão de drogas, como tem que aplaudir, né? Ontem a Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso pegou meia tonelada de cocaína e maconha. Vou aplaudir, mas se aquilo vai mudar a nossa
vida, não vai mudar. Não vai mudar. Não vai mudar. Não vai mudar. É hoje para para descobrir onde o comando vermelho tá ganhando dinheiro e pra gente atacar tudo isso, comando vermelho e milícias também, tá? Não, não posso esquecer milícias, não. Mas isso seria a nossa nossa nosso desafio. Eu eu eu gosto de lembrar Paraas pessoas que gostam de história, a questão da saúde pública do Rio de Janeiro, lá no início do século XX, você tinha dengue, malária e febre amarela. O aí teve a reforma sanitária do Rio de Janeiro, né? Reforma urbana Peros, né?
Aí você teve a Escola Nacional de Manguinhos, escola de saúde pública, teve a vacinação e teve a limpeza urbana, teve a retificação de ruas. Para acabar com a DEG e com a malária, nós tomamos 15 ou 20 Providências distintas, né? Criação do CONLURB, vacinação em massa, de colocar os casebres abaixo, né? Sim. Que foi o que gerou lá o o rede de saneamento. Rede de saneamento. Curtiço de o livro curtiço, né? falar sobre isso. Eh, muita gente diz que é o início das favelas do Rio de Janeiro. Eh, mas você tinha eh eh uma insalubridade
no centro da cidade eh a a um nível que os navios não paravam mais no porto do Rio de Janeiro, né? Tuberculose, né? Que eram todo mundo confinado. Sim. Ah, e aí nós resolvemos o problema da saúde pública tomando várias ações. Eh, a gente quer resolver o problema da segurança pública com uma ação só, só com polícia. É polícia acompanhada de uma porrada de coisa, é de legislação, de hoje o governo federal tá oferecendo a Bahia e Betley, a recuperação dos territórios, tá? Eu acho que é o governo federal copiando o Fracasso das UPS, tá?
O governador do Bahia parece que não tá aceitando esse tipo de ajuda, mas do Rio de Janeiro parece que já tá anunciado para daqui a pouco eh algumas ocupações territoriais, tá? E eu tenho medo do fracasso disso aí. Eu acho que o fracasso é eminente. Eh, essa cidade, essa operação cidade na Jaquerezinho, eh, desculpa, não funcionou, né? Não teve não, não. O, o, o governador anunciou aquilo como uma Mudança estratégica e tal, e tá lá o tráfico cobrando taxa no Jacarezinho, tem fuzil no Jacarezinho, tem bandido lá, como se nada tivesse mudado. Você acha que
essa DPF é sempre uma uma discussão muito grande? Eu tenho, eu tenho uma opinião conceitual sobre isso, né? Mas você acha que essa DPF ela realmente prejudicou muito a segurança pública no Rio? Essa DPF, para quem não sabe, é aquela a DPF 635 é a é a arguição de inconstitucionalidade feita Pelo PSB, partido PSB, pelo dá um nome, dá o nome, dá o nome, dá o nome. Molon. Molon, que era presidente do PSB, fez essa essa arguição de inconstitucionalidade. Eu gosto muito do Molon, viu? na no Supremo Tribunal Federal e um ministro do Supremo monocraticamente
que nem conhece o Rio de Janeiro, porque se eu não me engano ele é cidadão eh paranaense, né? Paraná. Ele proibiu a polícia, restringiu, não proibiu quando falou assim, a polícia Foi proibida, não foi proibida, mas criou-se tantas restrições que você inviabilizou certas ações, né? Eh, que bom que o Eduardo Pais se aliou o governo do estado para enfrentar isso aí, viu? Então, houve uma aliança aí estratégica. Eh, eu converso com o Mol porque eu gosto dele. Tu conheceu o Molon também na Câmara de Cal? Conheço, conheço. Eh, e o Molon deve ser candidato ao
Senado. Ele é um bom cara. Eh, o Molon diz para mim que não foi Exatamente aquilo que o PSB pediu. A canetada do Faquim estaria e assim desconectada do que eles pediram. Mas eu acho perigoso demais porque eu voto no governador do estado para que ele conduza a política de segurança pública do meu estado, seja Bahia, seja São Paulo, seja Minas Gerais. Uma decisão da Suprema Corte de regular as operações policiais, eu acho só no Rio de Janeiro, não é para todo o território nacional. Eh, mas eu tenho medo que a Suprema Corte abra um
precedente e amanhã ou depois vai lá na Bahia em Salvador, vai lá em Macapá, vai lá em Dourados, Mato Grosso do Sul. Olha, operação policial. Ué, calma aí. Mas eu não votei no Faquim, eu votei no no Cláudio Castro, eu votei no no Tarcísio, eu votei no Mas a meu mas o meu conceito é exatamente igual ao seu. Eu não discuto, eu não entro, eu o cara começa a discutir, não, não pode. Eu não entro nem nessa Discussão do que do que eles permitiram, do que não permitiram, dos equívocos. A minha discussão é o seguinte,
não tem cabimento nenhum exatamente um ministro do Supremo decidir como a polícia deve atuar. Isso não é, isso não pode ser porque ele não sabe o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Por mais preparado que possa ser o ministro Supremo, nesse caso específico, ele não sabe o que está acontecendo no Rio de Janeiro. E outra coisa, restringe em Áreas mais pobres da cidade. Quer dizer, se eu quiser ocupar o Leblon, eu posso. Eu não posso ocupar a manguinhas, mas eu posso ocupar o Leblom. Ou seja, me parece um preconceito ao inverso isso. Eu derrubo
a tese dos favoráveis da DPF, exatamente com o teu argumento. Assim, olha, eu vou te contar um caso que acontece diariamente no 190. Uma mulher, por volta de 8 da noite, ela liga para um 90 e ela diz: "Meu marido está me batendo". Isso acontece em média 15 vezes por dia. Aí o policial olha no computador dele o nome da rua e verifica se aquela rua ali é uma San Roman, por exemplo, que é uma subida do pavão pavãozinho, ou se é uma estrada independência que é no Borelu. Aí o policial olha, minha senhora, eu
não posso mandar a viatura aí, porque para mandar uma viatura aí eu tenho que montar uma operação policial. E para montar uma operação policial eu tô eu tenho que pedir uma DPF 635, né? E e apanhar do seu marido não é uma situação extraordinária, né? Então a senhora não tem direito à viatura do 90. Só quem tem direito à viatura do 90 é quem mora na Tijuca, no Leblom e Panema, em Copabana. Você, por morar na favela, você tá proibida de receber. Você não tem polícia, sabe? Vai aí. Aí eu conto uma história também que
não é falsa, é verdadeira. Era o cotidiano no nono batalhão Rocha Miranda e o cotidiano no 41, Irajá. pela manhã na porta do Batalhão, vários jovens que pilotavam suas motos de mototáxi. Esses jovens não pagam seguro pra moto porque é é proibitivo. Então essa essa juventude tem lá um localizador na moto. Ele usa moto para fazer iFood, farmácia e mototaxi. Então ele apura ali por mês R$ 5.000 por mês. Ele consegue dar dignidade pra esposa dele, pra filha dele, ele consegue pagar o aluguel dele, mas ele teve a moto dele roubada pelo comando vermelho. Quando
Ele chegava no batalhão antes da DPF, o coronel Nunes, que comandou o BOPE, comandou 41, ele reunia aqueles cinco, seis motoboys, montava uma operação policial, ia buscar as motos com blindado, com caveirão, sabe? e recuperava a moto, devolvia a moto no pátio do quartel com a Rede Globo filmando, os motoboys emocionados. Não posso mais. A DPF não permite isso e não permite mesmo porque não é a situação excepcional. Então vai, eu expliquei Isso desse jeito que eu falei para você, eu falei pro Molon. Aí o Molon falou: "Não, Pimentel, nesse caso pode calma aí, mas
isso não é excepcional. Não, mas nesse caso aí pode." O que que é excepcional? Então, o que que é excepcional? Quer dizer, o o cara que tem que decidir ele na hora, o o comandante do batalhão, delegado, ele fica com medo. Sim. Não, mas ele fica com medo. Esse cara pode ser preso amanhã. Ele fica com medo. E e aí, ó, Você violou uma decisão do Supremo, você vai preso. E, e, e, e é muito comum, Bethley. O Comando Vermelho e o Terceiro Comando fazem isso todos os dias. Ninguém é bobinho aqui. O Comando Vermelho
liga para um batalhão da PM e diz assim: "Isso acontece todos os dias, tá? Diariamente, ó". Eh, tem um policial do sexto batalhão que foi retirado de um de um carro e tá dentro do do microondas aqui. A gente vai queimar ele, né? Aí o 90 sabe que isso pode ser uma Informação da facção rival para provocar a incursão da Polícia Militar para enfraquecer a facção rival. Então, existe um protocolo muito rígido para você mandar um apoio para retirar um colega de uma favela que tá cercado, porque quase sempre é uma informação falsa da facção
rival. Mas teve um dia que o 41 de Irajá, perdão, o nono batalhão de Rocha Miranda, recebeu uma informação de um morador dizendo: "Olha, tem uma senhora sendo queimada no pneu". Isso foi na primeira semana de vigência da DPF, segunda semana. E o comandante do Batalhão avaliou: "Pô, calma aí, [ __ ] Isso não é normal. E tem uma caracolândia lá embaixo, montou uma operação, chegou lá, retirou a mulher dentro do pneu, já tava toda cheia de quererosene e tal, né? Aquele comandante, ele tinha eh uma uma grande chance de tomar uma cadeia, de ser
punido, de ser condenado pela em função da DPF. Ele Bancou essa essa com uma coragem, sabe? Eu não iria. Eu acharia o seguinte, pô, isso é, isso é boato. O comando vermelho tá ligando para cá porque aquela favela do terceiro comando e tal. Então, um cara desse tem que chegar pro Faquinho e falar: "Faquinho, olha só o que você tá nos causando. Olha o o a confusão que você tá nos causando." E eu ouvi outras também. Eu ouvi, eu ouvi diretor de escola que falou comigo, diretora de escola que falou comigo: "Olha, eu não Quero
saber de operação nenhuma. Por que se eu sei de operação e não comunico ao comando vermelho? Eh, o comando vermelho vai me cobrar, né? Então, aquela exigência de você compartilhar informação com a rede escolar, sabe assim, uma coisa que não faz sentido, sabe? Nenhum sentido. A questão do helicóptero também, o helicóptero como plataforma de tiro eh no Rio de Janeiro, ele garante a sobrevida do policial militar, policial E evita e evita que inocentes sejam, porque o cara tem um campo de visão muito maior. Sim. O coronel Montenegro comandou a ocupação do alemão eh com exército
brasileiro. Ele conta no livro dele que toda vez que a equipe dele tava cercada, que um helicóptero do exército brasileiro sobrevoava os bandidos com fuzil cessava o ataque. Ou seja, o helicóptero na cabeça do Faquim é uma ferramenta de morte. na cabeça dos policiais que são especialistas, é uma Ferramenta de sobrevivência que reduz a letalidade policial e reduz a possibilidade de bala perdida. Mas vai explicar isso para esses caras. Eh, lembrando, ô, ô, Bethlein, que que eu faço parte de um grupo de policiais que que é crítico às operações policiais, né? Operação policial para mim
é quando tem uma informação muito precisa, numa situação bem estabelecida, com efetivo e eh vantajoso, né? Chegar na favela com uma equipe pequenininha é Para tomar porrada. Mas a Polícia Militar já tá fazendo isso. Essas operações para prender o peixão que deram errado. Você tem que avisar todo mundo. É verdade. Você acha que o cara não vai saber? Ele não vai se armar até os dentes para preparar a polícia? Tô surpresa espaço. Tem um áudio do Peixão falando isso. Tem um áudio do Peixão. É, é, é tipo assim, porque que que a polícia fez? Ela
planejou cinco, seis operações, executou Uma. E ela comunicou cinco ou seis operações, executou uma só. Então, tem um áudio do Peixão falando, ninguém avisou nada, tipo assim, né? Tipo assim, não vazou, né? Eh, e eu sei que tem policial corrupto para [ __ ] Eu sei que tem policial que é ligado ao peixão. Eu não sou bobo, né? Mas com tudo isso, eh, era evidente para mim que a DPF tava tava causando ali, eh, uma um vazamento de informação, sabe, o fluxo de autorização da DPF, né? E as as pessoas que sabiam da operação, eu
sei que muitas operações vazam no próprio ambiente policial. Eu não sou bobo, porque as pessoas vão dizer: "Pô, a polícia como eu sei que é corrupta". Teve uma operação do BOP, o Betley, comandada pelo coronel Sarmento. O BOP realizou uma operação na Mangueira no dia 17 dezembro. Eh, chegou na favela, não tinha nenhum bandido de fuzil. O BOP refez essa operação dia 21 de dezembro. Chegou na favela, não tinha nenhum bandido. O comandante do BOPE falou: "Tem alguma coisa esquisita. A mangueira enfrenta o BOPE, tem bandido para [ __ ] de fuzil lá". E o
comandante do BOP solicitou ao Ministério Público Militar a interceptação telefônica de 414 telefones do BOP, todos os policiais, inclusive dele. E o BOP remarcou a operação pro final de Dezembro e nós identificamos quatro policiais ligando para bandido, ou seja, 1% do efetivo tava ligando para bandido e os policiais não sabiam que um tava avisando o outro. Perfeito. E, ou seja, tinham quatro bandidos infiltrados no BOPE, foram expulsos da corporação, né? Foram expulsos, eh, e foram presos, condenados à cadeia e tal, mas nós tínhamos lá infiltração. Então, se tem, é evidente que tem, eh, mas é
combatido essa essa Infiltração combatida. Mas o que o que me deixou preocupado com a DPF35, ela ser reproduzida em vários estados da federação. Eh, a tutela do STF sobre como a operação policial deve ser realizada. O Faquinho nunca botou o pé numa favela. Ali tem um cara que a gente que a gente gosta porque que é o Fux. O Fux conhece Rio de Janeiro. Conceux conhece carioca. Ele conhece. Ele ele teve uma equipe da da Polícia Civil protegendo ele uma época, sabe? Ele ele Ele foi alvo de uma violência dentro de casa. Horrível. Conheço muita
família. É. Então assim, ele saiu na porrada. ali foi na porrada. Mas então o Fux conhece policiais, conversa com policiais, o Fux vai na Polícia Militar, conversa com o comandante da polícia, o Fux é diferenciado, mas do resto ali, meu amigo, não sabe o que tá do que tá falando, sabe? Não sabe o que tá canetando. E para mim a grata surpresa, o Eduardo Pais embarcou nessa campanha Antes a DPF 635, né? O Eduardo Pais deve ter ouvido ali a equipe dele ali, o próprio Breno Carnevale deve ter ouvido ali, ou então pelo fato do
Eduardo Pa também conhecer o Rio de Janeiro e saber que é que é inviável uma cidade como o Rio de Janeiro abrir mão de operações policiais, né? enquanto a gente não tiver algo melhor para fazer, é enxugar gelo mesmo, senão o gelo vai derreter, vai inundar a tua sala, vai inundar tudo. Então assim, eh, A certeza que que a gente tem que o Comando Vermelho não vai roubar 400 carros no fim de semana é você entrar na favela 15 vezes comando vermelho e perceber, não tá valendo a pena roubar carro. É, é uma, é uma
negociação através de força. Isso, é isso. É o uso da força, né? O Comando Vermelho meteu 800 carros naquele naquele naquele período de 4ro dias, né? No período de carnaval, né, Bethley? Lembra disso, né? Lembro. Mas deixa eu dar uma notícia boa Aqui, Bethley. A gente não é candidato a nada, mas a gente tem que falar a verdade. O número de roubo de carro esse mês do Rio de Janeiro foi o menor dos últimos 22 anos. Que maravilha, hein? Mesmo com essa situação de do Comando Vermelho roubando 800 carros em 4 dias, né? Foi essa
vergonha, né? que foi foi uma ação de terror. Com tudo isso é a menor taxa de roubo de carro dos últimos 22 anos. Ninguém acredita nisso, cara. O o homicídio do Rio de Janeiro, eu te Falei quando a gente encontrou lá no final de semana, o homicídio do Rio de Janeiro tá com o menor indicador dos últimos 38 anos. Mas eu tô contando para você aqui que teve um roubo na porta do Santos do Monte Fuzil. É, mas é isso o que diferencia o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro não tem indicadores ruins se
você comparar com outros estados brasileiros. O problema do Rio de Janeiro é essa questão desse domínio Territorial. Uhum. E dessa ostensividade de fuzil que as pessoas ficam apavoradas, assombradas. E agora as taxas também, né, Berlin? Aquela aquela taxa do síndico do prédio Madureira, aquilo é isso. Mas é domínio territorial, essa cabeça de domínio territorial. Agora eu te pergunto, você tem conversado com muito desses pré-candidatos? Eu eu sei que você eu até vi outro dia na internet você no programa do do Pampolha. Eu sei que você Já conversou com Ítalo Marcil que parece ser candidato pelo
novo. Não sei se você já conversou com o Eduardo Pais ou não. Não sei se você já conversou com o Barcelar, que também é um um pré-candidato que tá estabelecido aí. Sim. Eh, eu queria assim, você, pelo que você tem conversado com esses candidatos, você acha que a gente tem a possibilidade de ter uma discussão mais aprofundada e de ter um assim uma Luzinha no final do túnel em 2026? Ô Betley, você falou que é um paciente com com câncer, né, já em metástase. Vou te dar um exemplo aqui. Você você vai falar para mim:
"Pô, Pimetel, é difícil fazer isso na política, mas repito, é um paciente que tá morrendo. Se tivermos um governador no Rio de Janeiro com culhão de mandar voltar aos policiais militares, são 4.000. São 4000 concedidos. 4 3820. Então, só Com esse efetivo aí, Betley, você monta eh mais ou menos oito batalhões, né? Só com esse efetivo. Só de você falar para aquele deputado lá de da base do governo, me devolve seus seis policiais militares aqui, sabe? Eh, eu sei que você era deputado federal, você não tinha nenhum PM contigo, mas alguns colegas não gostam disso.
Tem colega que é deputado federal. Tinha ter razão para ter. Eu tive ameaça de morte que não acaba mais, né? Mas assim como você, Outros deputados também, eh, Molon não tinha, não tinha PM com ele e tantos deputados não tem, mas tem deputado federal e deputado estadual e tem vereador, meu irmão, que quer andar com uma com uma uma farândula de capangas no seu entorno, sabe? Não sei porquê. Ah, Pimentel, mas eu sou da zona oeste. Ué, cara, mas quando você era candidato, você não tinha PM, você não morreu. Agora você é você é político,
você quer ter e tal. E esses policiais, cara, Estão trabalhando com a esposa do deputado, com a filha do deputado, eh com o pai do deputado. Eles estão, eles estão deixando de estar na rua protegendo a sociedade. Então, se tem um governador com culhão, que pode ser o Bacelá, que pode ser o Pampolha, que pode ser o Ítalo, se ele recuperar esses policiais, ele já anuncia, ó, dia 2 de janeiro eu tô ocupando a linha amarela e a linha vermelha. não vai ter mais nenhum Assalto. Porque se você colocar na linha vermelha e na linha
amarela, pelo menos ali uns umas 30 equipes de de circulando, não tem roubo. Não tem, não tem, não tem mesmo. Eu te garanto que não tem. Te garanto que não tem. Pode ser de moto, pode ser de carro, pode ser. Então é com muito pouco efetivo. Você lembra a Lapa? A Lapa e eh tivemos dois dois duas pessoas esfaqueadas em 30 dias na época do Sérgio Cabral. montou a operação lá para Presente com um efetivo pequeno, eram 30 policiais por noite e não teve mais homicídio na lapa. Você lembra a Lagoa? Tivemos a morte do
Dr. Jaim Gold, montou a operação Lagoa Presente, nunca mais tivemos homicídio na Lagoa com pouco efetivo. São 15, são 15 duplas, sabe? Então assim, o policiamento ostensivo não é a única solução, mas resolve, sabe? Ajuda, sabe? Aliás, dentro dessa dessa desse vou falar um negócio aqui que depois eu vou apanhar para caramba, Mas não tem problema nenhum. Meu compromisso é com a verdade. Uhum. Nesse todo esse período que eu acompanho política e vivo na política desde 82, quando eu tinha 11 anos de idade, que eu começo a acompanhar, ler jornal, me interessar, o talvez de
todos esses governos, o que eu acho que a gente teve algum sopro nessa questão da segurança pública foi na primeira gestão do Cabral. É, eu falo isso, Betley, para também não é para puxar o saco do Cabral, pelo amor de Deus, que assim assim e Cabral sempre foi muito educado comigo quando eu tava na Globo, mas eu falo isso lembrando de uma situação do coronel Biratan. Coronel Biratan foi levar ao Cabral a lista de promoções dos coronéis da PM. Quem conta isso não é o Cabral. Quem me conta isso é o Coronel é o Biratã,
que foi meu instrutor na academia. Então, quem escolhe os comandantes da Polícia Militar, o que diz a Constituição Estadual é o Governador do estado, não é? O Cabral pegou a lista, devolveu pro pro Biatã e falou: "Não quero ver isso. Escolhe quem você quiser, né? E não quero que nenhum deputado também indique ninguém, né?" Então aquilo que a gente mostrava no Tropa de Elite, deputados estaduais escolhendo os comandantes dos batalhões, escolferência política, escolhendo quem ia ser promovido. O governo Cabral não teve, pô, não teve por por dois motivos, Beltrame, um e Cabral segundo, sabe? Então
assim, a gente e isso é importantíssimo pra segurança pública. Sim, eu acho, eu acho definitivo. Talvez talvez Pampolha tenha disposição de fazer isso. Talvez Barcelar tenha condição política de fazer isso também. Talvez eh eh Ítalo Marcil também tenha, né? E talvez. Agora eu eu tô mostrando aqui situações que que podem ser feitas no dia 2 de janeiro. Ó, dia 2 de janeiro você pode colocar na rua mais 4.000 Homens. Tem a o o governador anunciou mais um concurso agora para 4.000 policiais. Tem que ter concurso, pelo amor de Deus. Eu não tô defendendo que não
tem, tem que ter concurso, mas ó, eu posso somar a esses 4.000 do concurso mais 4000, 8000. Não, outra coisa você podia fazer para botar uma quantidade de de homens na rua, aliás, eu na época eu entreguei esse eu eu tive o cuidado de fazer esse estudo, entreguei isso ao Beltram. Uhum. Você Tem uma série de policiais muito bem treinados na PM. Fora da atividade fim na atividade meia, atendendo telefone, dirigindo, banda de música, música, banda de música, cozinhando, banda de música. Eu fiz um cálculo na época, na época 2007, dava um efetivo de 3.000
homens quase, que você poderia contratar, seis batalhões, cara. Você poderia contratar atendente de telefone. Faz um faz uma um contrato uma empresa privada, inclusive você vai Gastar menos porque um sargento da PM atendendo telefone, sei lá, custa 8.000 Um atendente telefone custa 2000, 2500. Então assim, eh são coisas que poderiam colaborar também para botar um efetivo na rua. Agora eu eu vi eu vi coisas também e apanhei porque o cara fala que eu sou de esquerda. Eu eu fiz um vídeo elogiando uma fala do Quaquá, porque o Quaquá disse assim: "Na minha cidade bandido que
invadir casa de de morador vai pra vala", né? Porque o Quá teve um Problema em Maricá, porque invadiram minha casa, minha vida. E eu fiz um vídeo falando sobre sobre essa fala do Quaqu. A gente não espera uma fala dessa tão contundente de um prefeito do PT, PT. É, mas o Cacá é um cara diferenciado nesse aspecto. Ele tem ele tem essa coisa pragmática, a vida como ela é. Sim, teve aqui no programa, a gente conversou muito, ele é um cara que tem essa visão, que ele inclusive critica, olha, o PT, o PT abandonou o
discurso social para ficar num discurso walk, esse discurso que é de uma elite americana que não tem nada a ver com a esquerda. Ele diz: "Comunismo não tem nada a ver, eu sou comunista. Esse discurso, o tem nada a ver com comunismo, coisa e tal". Então ele ele disso aqui e eu vi lá em Maricá muito eleitor do Bolsonaro que votou no no Quaquar, assim, esse o cara votou no Bolsonaro no Quaquá, né? Então é mas eh é o voto bolso quar Bolsoquar. E o Quá Chegou para mim efetivamente que que que ele fez na
segurança pública? Efetivamente um bom sistema de tecnologia de câmeras comprado pela prefeitura de coisa muito moderna. Ele colocou eh um secretário municipal de segurança pública, Coronel Veras, que é um cara muito capacitado, e ele contrata proex da Polícia Militar mais do que o próprio batalhão de Niterói. Então, o AQá tem mais efetivo de policiamento ostensivo na rua Do que o o o Batalhão de Niterói consegue colocar no próprio município. No final, o resultado é muito rápido. Redução do roubo de carro, redução do roubo de rua. Aí eu fui em Macaé. Macaé é um caso muito
legal também. O prefeito colocou na delegacia uma equipe de para para tocar aquela parte de cartório, nada policial, tá? A parte de organização do cartório, né? Aí já libera mais quatro policiais pra rua. O prefeito pagou o proex da Equipe do núcleo de atendimento às mulheres. Então, a mulher que fos ser atendida num caso de violência doméstica, ela tem um atendimento separado e sempre vai ter um policial para atendê-la, porque a prefeitura tá bancando aquilo. A prefeitura também contratou o Proex lá, 50 policiais de Proes da prefeitura comprou 24 viaturas pra polícia militar e pra
polícia civil. Resultado, você começa a ver os números de Macaé em queda. É a maior queda do Estado hoje, viu? E era uma cidade muito violenta, hein? Era muito violento. Era muito violento. Mas assim, os números são tão surpreendentes para mim. Roubo de carga e pode conferir isso depois. Roubo de carga em Macaé em 2022, 60 roubos. Perdão, em 2000, eh, de 60 caiu para um. Então, o roubo de carga lá quase que deixou de existir na cidade. O o o homicídio também numa queda de 89%. Então, são bons números. até uma sugestão ao ao
Eduardo Pais, não precisa Ir visitar o Buquelli, não. Vai visitar Macaé, vai dar uma olhada em Maricá, porque aqui nós jogamos com a regra do jogo do Brasil. Tem saidinha, tem audiência de custódia, tem leis brandas, né? Então é coisas que você pode fazer mais rapidamente. Então acha, Pimentel, que essa questão da legislação pra gente dar uma pincelada nisso, a gente, eu fui deputado federal, tudo em Brasília é muito moroso, né? Foi na gestão do Cabral, né? Não, eu fui em 2006. 2014. Que governador, que o governador tu pegou? Que governador pegou? Peguei o Cabral.
Pegou Pezão também? Ver, peguei o Peguei o Cabral. Eh, e não, eu peguei só o Cabral, na verdade, que o Pesão ele quando ele foi em 2014 que ele se candidatou, né? Eu peguei um pedacinho do Pesão, porque Betle, minha dúvida, você pode tirar para mim essa dúvida. O governador Cabral ou o Beltrame reunia a bancada para falar com vocês? Nós temos Quantos deputados federais do Rio de Janeiro hoje? 50 e tantos. São 46 46. Reunir a bancada. Olha, ban, independente do partido, eu preciso dessas leis aqui. Essa é a minha dúvida, porque eu tenho
opinião que pode ser uma ingenuidade minha, que os que os governadores estaduais poderiam estar mais engajado em reunir suas bancadas. Eh, na votação da proibição das saidinhas, eu acompanhei que a Tábata Amaral, que é uma centraesquerda, né, ela votou junto com Derrit saidinhas. A Maria do Rosário, que é extrema esquerda, direitos humanos e tal, votou junto com Derit pelo fim das saidinhas. Ou seja, tô pegando o quê? Duas pessoas de tendência ideológica bem diferente da do Derit que votaram pelo Eles entendem que saidinha não dá mais. A saidinha, o problema da saidinha é o aumento
da percepção da violência do brasileiro. Aquela notícia, Ah, o bandido saiu de saidinha, matou o policial, o bandido saiu de saidinha, matou a esposa, né? As pessoas não aguentam mais ouvir isso. As pessoas acham, mas isso vai dando uma sensação de impunidade. Exato. Exato. Exato. E a saidinha do Brasil, Betley, é a pior saidinha do mundo. Ela um cesto da pena. A saidinha nos Estados Unidos é 9 dé da pena. A saidinha na Alemanha é 2/3 da pena. A saidinha na na França é 1/3 da pena. No Brasil é 1/6. É. E não é a
Invenção do PT. A saidinha no Brasil é Ibrahim Abiate. O governo Figueiredo, sabe? Na lei de execuções penais em 83. Então a saidinha é vergonhoso mesmo. Eu falei para você que na Bahia os bandidos que enfrentaram a PM e 12 bandidos, né? Quase todos tinham saído de saidinha 30 dias antes no carnaval, né? E na saíram de 24 dezembro, né? Tinham saído dois meses antes. Ou seja, Polícia Militar enfrentando bandidos que ela tinha capturado do anos antes. É covardia. Então, um governador, ele poderia chamar a bancada, eu não sei se existe isso, viu? Pode ser
uma ingenuidade minha, viu? Não, mas eu mas mas mas isso mas isso era feito assim, não especificamente para legislação penal, mas isso era feito. Mas o que eu acho o o o o Beltram te chamou lá e falou assim: "Bet, tô precisando de uma lei assim". Sobre isso não. Sobre isso. Nunca nunca nunca. O Beltr tentou emplacar aquelas 17 medidas Para reformar. Mas é aí que eu acho teu equívoco. Eu acho que a coisa mais simples do mundo eram os governadores pleitearem que a legislação penal ela fosse concorrente com a legislação dos estados. Ou seja,
os estados pudessem, porque é um parágrafo só isso que você precisa aprovar em Brasília. Em vez você fic aprovar 17 mudanças, um monte de coisa e lei nova e aí uma guerra, é uma guerra de narrativa, esquerda contra direita um parágrafo, permita. Porque o Brasil é um país continental. Tem razão. O problema do Acre não é o problema do Rio de Janeiro. Você fez uma analogia para mim com o meio ambiente, não é isso? Você fez é você a lei ambiental, você tem a lei nacional, né, de proteção ambiental, a lei penal ambiental. E se
você quiser fazer uma lei mais rígida nos estados, você pode fazer, por exemplo, a lei, a lei, a lei, a lei nacional de de mananciais, você só permite construção, vamos supor, a 15 m, Tem uma faixa marginal de 15 m que você não pode construir nos rios. Uhum. Se você quiser deixar, não, aqui no estado do Rio de Janeiro vai ser 30 m. Você pode fazer, você não pode fazer dizendo que é 5 m. Por que que você não faz isso? quer dizer, permite aos estados, porque o problema do Rio é fuzil e domínio territorial.
O problema do Acre deve ser eh invasão de terra indígena, deve ser eh estação de madeira ilegal, enfim, tem outros problemas. Então, acho Que a gente fica discutindo uma solução nacional quando os problemas são locais. Cada estado tem seus problemas. Sim, sim, sim, sim, sim, sim. Eu eu fui a eu fui no Amapá mês passado. Amapá eh a Bahia em números absolutos era o mais violento. Amapá em números relativos era o mais violento, mas caiu. A taxa de elucidação da polícia da MAP hoje é uma das maiores do Brasil de de homicídio, né? Então a
polícia começou a trabalhar, o de sempre, a Polícia começou a trabalhar muito, o homicídio começou a cair. Amapá não tem fuzil. A polícia civil e a polícia militar não aprendem fuzil. Então não existe no Amapá o domínio territorial. Então, uma lei federal para domínio territorial não atinge o nada. Então você tem razão. Isso isso seria uma uma Mas sabe quem falava isso, por incrível que pareça, e Luís Eduardo Soares. O Luís Eduardo Soares dizia que o Brasil tinha um problema, que é o artigo 144 da Constituição, que ela amarrava a segurança pública em todos os
estados, né? Se cada estado pensasse de uma forma, eh, de repente até algum estado ia ousar, ia unificar as polícias, né? Ia, né? Cada estado ia ter uma linha de pensamento, como é nos Estados Unidos. Estados Unidos você tem pena de morte em alguns estados, em outros você não tem. Em alguns eh uso de droga é crime, em outros é liberado. Você tem cada estado, você tem o Betley, quando quando eu vou Estar numa entrevista no Rogério Vilela no Inteligência Limitada, depois da manhã eu vou estar com secretário de segurança pública, Víor, e com subsecretário
com Nunes, eu vou estar online, né? Mas o Vilela me ligou, falou: "Pô, Pimentel, eu queria conversar com o Víor sobre segurança pública no Rio de Janeiro." A pergunta que o Vilela, ele falou para mim, a pergunta que eu vou fazer o Víor e é a pergunta que que eu gostaria de saber como brasileiro. O Rio de Janeiro é viável, ainda é viável. Mas Bethley, a pergunta que eu faria mais longe ainda, eu eu avançaria, eh eu perguntaria ao Víor ou governador Cláudio Castro: "Você instalaria uma empresa no Rio de Janeiro hoje? Se você fosse
dono de uma indústria, uma fábrica, tivesse procurando uma planta para instalar sua Fábrica, né? Você viria pro Rio de Janeiro?" Eu acho que eu não viria não, cara. Mas você vê, mas você vê, nós estamos falando disso. Nós vivemos isso. Eu vivo assustado. Eu sou um cara que eu vivo assustado. Eu tenho filha pequena, minha mulher sai, vai levar na escola. Você vive assustado. Sim. Mas os números do Rio estão melhorando em várias várias áreas. Mas o problema, a gente volta aqui a nossa conversa, o problema é o tal do domínio territorial conjugado com A
ostensividade de fuzil que apavora os cariocas. Sim, sim, sim. Ou seja, então quer dizer, se você tem uma liberdade para o Estado poder legislar de forma mais dura sobre isso, Uhum. talvez seja isso, talvez seja uma luzinha no final do túnel, entendeu? Você consiga começar a retroceder esse problema. Você sabe que São Paulo tá com 5,7 homicídios para 100.000 habitantes anos, né? São Paulo tá com a taxa de homicídios mais baixa do que 20 estados Americanos. Esse é o número que o Tarcíio e o Derrit apresentam pro Brasil, que é o número lá do Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, que é um número muito bom, um dos melhores números do Brasil. Parabéns ao Tarcis Elderrit. Eh, mas o número de latrocínio em São Paulo é superior do Rio de Janeiro. Latrocínio para cada 100.000 habitantes, né? Ou seja, aquele crime de tomar o teu celular e te matar lá é pior do que aqui. Aqui é alto Também. Aqui não é baixo não. Minas Gerais é baixo. O o do Acre é o mais baixo do Brasil de latrocínio, né? Porque o latrocínio é aquilo que nos dá medo. Eh, a gente não acorda de
manhã e fica apavorado com a notícia que teve cinco homicídios eh na boca de fumo, na periferia. Isso não nos apavora. Mas quando a gente vê uma notícia de uma pessoa, de um jovem de 15 anos de idade, 16, que deixou o celular cair no chão e tomou um tiro de um bandido em São Paulo, de um ciclista que tava pedalando e tomou um tiro por causa do celular, do Dr. Jaime Gold na Alagoa que foi esfaqueado pedalando na Alagoa, né, nas dezenas de pessoas que morrem nas periferias do Brasil, eh, Pavuna, eh, todo aqui
o o o o a nossa o nosso local de maior índice de latrocínio, não é zonaçul, viu? Eh, periferia, viu? Sim, claro. Assim, a gente fala aqui do do, tô dando exemplo aqui de ruas da zona sul, parece que a gente tá falando do Rico, mas o o é mais comum o latrocínio na Pavuna do que no Lebron e Pemb, né? Isso aí deixar o dia que o PT perceber isso e o o jogo para eles vai mudar, porque eles não perceberam, o Quaquá já percebeu, mas o PT não percebeu que o maior vítima da
violência é o pobre de periferia, né? No dia que perceber o jogo muda. Mas não estão percebendo, deixa para lá. Não vou ficar avisando para eles não, porque eles não são firmes com isso. Tu já acompanhou essa Proposta de legislação sobre roubo de celular? Já acompanhou da de você eh eh ter uma notificação, né? Receber. É, não, mas não tem existe uma ideia agora. O seguinte, ideia eu acho que é do governo federal do Lewandowski, eu acho aumentar a pena paraa receptação do celular. Ninguém fala em punir o ladrão. O ladrão tá aquela pena do
Código Penal, deixa do jeito que tá aí. O ladrão de celular, se ele for condenado a uma pena Inferior a 8 anos, se ele for ré primário, ele vai responder em liberdade. Ninguém fala em aumentar isso. Aliás, eu eu vi outro dia num podcast desse um número absurdo que eu acho que você deve ter esses números. Você pode me me confirmar se é verídico ou não? O Brasil responde. O Brasil, sei lá, tem 2% da população mundial, 3%, número assim. O Brasil responde por 25% dos roubos de celular no mundo. Eu acho que a gente
tá abaixo da Índia, se Eu não me engano, né? É o segundo país do mundo, mas a Índia eles fazem, eles fazem, eles somam roubo e furto, né? Aqui a gente é basicamente, basicamente roubo, né? Com violência. Lá eles consideram o furto, né? o o Brasil notificado ano passado, ano passado notificado, tivemos 1 milhão de roubos notificados, mas eu tenho certeza que é falso, porque meus amigos que foram roubados ano passado ou esse ano, nenhum deles eu consegui convencer, é Subnotificado. Então eu tenho certeza que é que é extremamente subnotificado. Eh, mas o que o
que me chocou na na lei federal, a proposta de uma lei federal é aumentar a pena pro receptador e não mexer na pena do ladrão. Mas se você parar para analisar, quem é o receptador de um celular roubado? É uma grande indústria que compra celular roubado para furtar os dados? Sim, nós já vimos algumas operações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, da polícia da Polícia Civil do Piauí, que você descobre lá que tem gente por trás, pessoal de São Paulo retirando os dados do teu celular, do teu celular para promover fraudes bancárias. OK? Mas
em geral, quem vai comprar celular roubado, Betley, é quem teve seu celular roubado três vezes. É o morador de periferia que foi roubado pela primeira vez, comprou o segundo. Foi roubado pela segunda vez, comprou o terceiro. Aí não tem mais linha de Crédito para ele na Casa Bahia da Magazine Luía. Aí a solução dele é: "Pô, tem um vizinho ali na minha rua que tá com o celular para vender. Ele vai lá e compra um celular por R$ 300, o celular tá desbloqueado e esse celular é roubado." Eu tô te falando isso porque a quantidade
de pessoas que compraram celulares roubados lá no Piauí na operação da Polícia Civil, você via gente pobre comprando celular roubado. A polícia civil do Piauí virou referência No Brasil nesse tipo de operação para recuperar celular, viu? Desenvolveu um procedimento, um protocolo. Olha que bacana. Então assim, a ideia do Lewandowski é punir o pobre que comprou o celular roubado, né? Porque aumentar a pena da receptador é de novo punir o pobre. Isso tudo para não mexer na pena do ladrão, sabe? Eu acho isso uma covardia. Eu acho que tem que punir o receptador e tem que
punir o cara que rouba também com Extrema e e e assim com uma de com extrema energia, né? O cara que rouba celular, cara, com arma na mão, com faca. Desculpa, ess cara, esses cara, essa turma do governo federal não tem nenhuma, eh, assim, digamos assim, não tá no rall de prioridade deles a questão da segurança pública. Eles só mandaram essa PEC da segurança porque certamente pesquisas internas que eles fazem, eles começaram a ver que essa questão da segurança pública tava caindo no colo do Governo federal. Então eles tomaram atitude não vai passar não, Berto,
não vai passar não. Não, do jeito que tá não vai. Betley, você fala com a Laura Carneiro, conversa com ela, conversa com ela de vez em quando? Não falo com ela algum tempo, mas eh ela ela me ligou um dia, eu bati um papo com ela, ela foi muito rápida, eu não conheço ela, só tive com ela pessoalmente uma vez na minha vida, mas ela me ligou porque eu falei que os deputados do PSD no Rio de Janeiro votaram eh a favor da manutenção da saidinha e ela tentou me explicar os motivos. Eu entendi os
motivos que ela me colocou e tal, ela, o Pedro Paulo, né, e o Renan Ferreirinha votaram a favor das saidinhas e na contramão do Brasil. Mas tudo bem, né? O Eduardo Paz tá indo lá em El Salvador conhecer a política de encarceramento do do do presidente lá de El Salvador, né? mas a equipe dele tá votando a favor do Desencarceramento. E a Laura Carneiro conversou, Pimentel, qual na tua opinião uma prioridade? Eu falei, Laura Carneiro, tem uma tem uma questão que que quando eu converso com delegados em todo o Brasil, que são os homicídios praticados
por facções. O homicídio ele é julgado pelo Tribunal do Júri, não é o juiz natural, não é o juiz da vara de de de criminal, né? Imagina, Betley, o que é você montar um juri numa cidade Do interior, onde o comando vermelho matou uma pessoa. Só se você for maluco. É possível. Só se você for maluco. Você só vai participar desse jurri se você for louco, sabe? Imagina você, morador de Guarulhos, Betlein, convocado pro júri da morte do do delator do PCC lá no aeroporto dos Guarulhos. Imagina você no Rio de Janeiro, Berlin, morador de
Bangu, convocado por júri de um homicídio praticado eh pelo Rogério de Andrade. Tu vai? Eu não vou. É, esquece. Não vou. Ou então eu vou e vou votar que não teve nada. Vou sentar ali, não vi nada, tá todo mundo inocente. Então é emergencial no Brasil hoje que você tire os homicídios praticados por facções da mão do júri. Ah, Pimetel não tem precedente. Tem. O latrocínio não é julgado pelo juúri, né? O latrocínio é o juiz que o o o o sequestro com morte também não é julgado pelo juíri, né? Então você ia dar um
alívio para que Juízes pudessem condenar esses fascinos, assassinos aí que são os líderes das facções, né? E a Laura, 48 horas depois ela botou isso no papel. Na minha opinião, isso seria hoje com o aumento da pena dos fusis, né? Aumentar a pena mínima pro porte de fuzil, na minha opinião, seria as duas ações mais eh eh assim instantâneas pra gente tomar para tentar reduzir um pouco o clima no Brasil, o clima de medo, né? Para tentar reduzir Essa esse nervosismo das pessoas. Eu eu conversei com um juiz de júri, eh, e ele disse para
mim, Pimentel, eh, o o jurado entrava na minha sala e falava assim, ó: "Não consigo, eu tenho que voltar para casa depois de noite, né? Eh, o meu bairro é um bairro dominado por milícia, me desculpa, mas não dá para mim, né?" É a realidade do do Rio de Janeiro, é realidade de É realidade hoje do de Guarulhos, é realidade de do litoral paulista, é a realidade da Bahia, né? Vai montar um júri hoje em Salvador, na favela de Valéria, que hoje tá dominada ela com barricadas, né? Então eu acho a PEC da segurança pública
bem pouco objetiva. Ela não caminha na necessidade real, ela não ataca o que tem que ser atacado, não. Ela vai na E ela tem um vício que é muito comum ao PT, que é essa coisa de centralizar o poder em Brasília, quando o que a gente tá conversando aqui, exatamente ao contrário, teve permitir aos estados, Sim, que eles fossem, ah, mas cada estado vai ter sua legislação. Não, a gente não precisa nem encaminhar para isso. Basta pentir que cada estado possa tornar a lei mais dura, aonde ele entender que tem que as assembleias, onde as
assembleias entenderem que é necessário uma lei mais dura, porque cada estado tem sua peculiaridade. Foi o que você falou aqui. O Bet, eu te perguntei, tu fugiu aí, irmão, tu eu fugi nada pedia tu, um amigo teu que tem Uma indústria no quisesse trazer pro Rio de Janeiro, tu não vem. As pessoas estão apavoradas, mas é pro interior dá para ir, viu? Vamos, vamos ser. Dá para ir para Paríba do Sul, dá para ir para Três Rios, dá para ir para Macaé. Petrópolis é uma cidade super tranquila. Petrópolis dá, mas a região metropolitana eu eu
acho bastante complicado, viu? Por conta dessa questão de domínio territorial e ostensividade de fuzil. Sim. Que apavora as pessoas. Sim. Eu acho essa é a minha Opinião. Tô contigo aí. E a então o foco da emergência hoje é Baixada Fluminense e é até São Gonçalo, talvez um pouquinho, região metropolitana de Niterói. E capital, né? Eh, é o local aí que se um governador bancasse no dia 2 de janeiro trazer 4.000 policiais de volta, já era um tremendo reforço, já ia dar um, já ia dar uma impactada, porque você sabe o desespero que é você um
final de semana no Rio de Janeiro de verão com praia, Com jogo do Maracanã, um clássico, né? Só no Maracanã a PM vai colocar 800 homens, né? na praia ela vai colocar de 100 até 5000, dependendo uma coisa, o Tribunal de Justiça tem muito dinheiro no seu fundo, não pode contratar esses policiais na folga para, entendeu? Eles poderiam contar, ah, nós precisamos desses policiais aqui para fazer segurança, o deputado precisa. Assembleia, o tribunal não pode contratar esse cara na folga para que Ele não precise ficar cedido. Betley tirando a a a o ataque a a
juíza Tula covarde que promoveu a morte lá do Marquini, né, do herói lá, garoto foi corajoso. Ele foi uma um evento isolado porque não não era contra a juíza, era um evento do dia a dia do qualqu era contra o cidadão, né? Então, se você analisar, tirando Patrícia Cioli, que foi covardemente assassinada por policiais militares, e o Abraão, Alexandre Abraão, que foi Atacado no Foro de Bangu, quais são os outros casos do Rio de Janeiro de juiz atacado? Teve um desembargador, o o Rangel, que tava na rodovia, né, tava, né, também não era contra a
conduta dele, não contra a condição de juiz, né, desembargador. Sinceramente, eu acho que o juiz não tem que ter segurança não, cara. Sinceramente, a não ser que seja um juiz assim que esteja num júri muito específico de um de um mafioso famoso, De um traficante famoso por algum tempo determinado, né? Mas de forma geral, eu não vejo razão para ter policial militar escoltando o desembargador e juiz, não sabe, eu sei que os juízes não têm, tá? Pode ter algum juiz numa situação específica, tá? Porque a situação da da Patrícia Ciol foi uma ação covarde e
mas é isolada, né? Ela assassinada por policiais. Conheci ela, viu, pessoalmente. Era uma pessoa maravilhosa. E o e o e o e no Brasil como um todo, você vai lembrar o juiz Alexandre lá do Espírito Santo que foi assassinado em Vitória. Você vai em Vila Velha, perdão, você vai lembrar um juiz corregedor da várias de execuções penais, eu acho que em São Paulo, que foi assassinado pelo PCC. Mas de forma geral, o juiz é menos vítima do que a sociedade. A sociedade é mais vítima. Esses rapazes aqui são mais vítimas que os juízes. Sim. né?
Nós somos mais vítimas que os juízes, Né? O governo federal fez mais uma lambança semana passada. Uma proposta do governo federal é aumentar a pena paraa agressão contra juízes e familiares até a terceira geração, né? Ou seja, se um neto de um juiz for atacado, em função da condição de juiz, a pena do bandido vai ser aumentada em 2/3. E o governo federal e eh aumentou eh expandiu esse essa condição para promotores também e não colocou Policiais, né? O governo federal sempre maltratando a classe. Acreditável, né? Ele você falou isso para mim. O governo federal
se isolou de policiais da classe evangélica, né? Assim, não é? É assim, porque quem mais tá exposto, quem mais tá exposto a à vingança é o policial. É o policial, [ __ ] Não são juízes. Por que que o Lewandowski é tão é tão Bastava tirar juiz e promotor e botar qualquer autoridade, qualquer agente da lei. É, exatamente. Policial penal, Guarda municipal. Exatamente. Não é isso? Mas é uma lei proposta por um deputado federal do de do Maranhão, possivelmente encomendada pelo Dino, né? E agora vai ser relatada e vai ser enviada pro Congresso Nacional. Mas
espero que não passe, porque porque é vergonhoso a o desprezo, o desprezo que Lewandowski tem pela classe policial. Ele não ele não incluiu os policiais nessa lei. É uma covardinha, é uma imbecilidade. É uma é uma uma loucura. Ele ele não conhece dados. Ele não entende que quem morre enfrentando o crime do Brasil é policial civil, policial militar, é policial rodoviário, é policial federal, é delegado, é agente, é coronel, é capitão, é soldado, é sargento. Mas ele faz uma lei para proteger promotor e juiz que sequer é vítima. Eu coloquei esses dados para você aqui
que são os dados do Brasil dos últimos 100 anos. Juízes são até ameaçados. o caso do Odilon lá em Mato Grosso, que era um juiz que enfrentava a máfia lá, né, perdão, Mato Grosso do Sul. Mas de forma geral o o o juiz é menos vítima do que policial. Sim, né, querido amigo, chegamos aqui, a gente até estourou um pouquinho tempo. Fale, desculpa aí, viu, cara. Esse papo aí tava maravilhoso. A gente podia levar esse papo aí mais uma hora sem sombra de dúvida. Uhum. Queria franquear a palavra para você poder, cara, obrigado pelo convite
aí, irmão. Espero que você traga, apesar de ser um papo de política, né? A segurança pública no Rio de Janeiro, tá? Sim, mas é é o principal problema político que a que a que a principal problema que a que a sociedade demanda que a política resolva é a segurança pública. O o o Betle, eu te pedi uma gentileza, cara. Você pergunta duas nas pesquisas sobre isso, você pergunta eh eh o que vai ser a segurança pública na pauta, tu tem essa informação já? Sim. É, é, é o, é o, É a prioridade zero de qualquer
pesquisa hoje. As pessoas, candidato hoje, ele tem que vir com segurança pública. Esquece quem quem eu eu eu digo o seguinte, quem dominar o tema de segurança pública nessa eleição vai ganhar eleição. Esquece, o cara pode ter a melhor proposta do mundo pra saúde, pra dengue, pra geração de emprego, pr geração de emprego, para qualquer coisa. Quem vai ganhar a eleição será quem o eleitor olhar, esse cara vai melhorar, Vai me deixar menos aflito, vai me deixar menos preocupado com a segurança da minha família. Porque Bethley, eh, olha a nosso, não digo nem resolver. Ninguém
acredita que a terá solução. As pessoas querem é um pouco mais de paz. O nosso dilema hoje, a gente viaja o Brasil todo, o cara me liga lá de São Paulo ou então de Campinas ou então o cara me liga da Bahia, Pimentel, vou no Rio de Janeiro. Pode vir, cara. A orla de de forma geral, ela é bem policiada. É é é bem provável que você passe um belo final de semana no Rio de Janeiro caminhando em Panema, Leblom, Copacabana, então não vai ser assaltado, né? Aí o cara pergunta para mim: "Mas eu venho
pelo Santos do Mão ou pelo Galeão?" Cara, vem pelo Santos do Mão, porque o o Galeão é esquisito passar pela linha amarela e pela linha vermelha. Na Rio mais 20, naquele nesse reunião agora que nós tivemos agora, né? A delegação da Austrália foi atacada. É Que não saiu em jornal nenhum, mas o carro com a delegação, no evento teste tomou um tiro de fuzil quando passava na transição da linha amarela com a linha vermelha, né? Olha que vergonha pra gente trazer um evento para cá, né? E uma delegação ter sido atacada com tiro de fuzil.
Não saiu em jornal nenhum. Aí você vê o que aconteceu com o time do Flamengo aí. Uma vergonha, podia ser uma tragédia. Eu não entendo como é que você não classifica esses caras que estão com Fusil no meio da rua como terroristas. O Lewandowski que não quer, pô. Aí agora você tem essa ação no Santos Dum. A matéria deve ao arbto, jornalista, faz boas matérias. Mas cara, se eu não posso sequer usar o Santos do Mão, se eu não posso usar o o o Galeão, né? Como é que essa cidade vai trazer show da Lady
de Gaga, como é que vai trazer show da Madona, sabe? Como é que a gente vai trazer jogo aqui da Comenball, do do do da Libertadores? Não Tem condição. Toda os últimos três jogos da Libertadores aqui, tivemos tumulto na praia, tivemos briga com torcedor do Penharol, do Boca Júnior, com Fluminense, com Botafogo, né? Então a cidade tá cada vez mais inviável e talvez falte um pouquinho também de autoridade do governador de sinalizar o que ele exatamente quer pro comandante da polícia. Eu quero uma cidade onde o cara chega no aeroporto e tem uma viatura da
polícia. Perfeito. Então a Gente pode estar discutindo aqui muitas questões de estratégias, mas no final de tudo é a autoridade que você falou que o Cabral teve, né? Cabral teve autoridade, você falou para mim, né? falou para mim que ia apanhar, mas eh eu espero desses candidatos aí, esses cinco candidatos aí, que conduzam com autoridade, com com firmeza, que deixe claro o que que ele tá querendo pra população e pro estado. É isso aí, basicamente, amigo. Muito obrigado por Ter vindo aqui. Valeu, meu irmão. Olha, você gostou, compartilha, curte, manda pros seus amigos e, principalmente,
se você não tá seguindo o canal, passa a seguir que é importante que você nos siga para receber todos esses programas, uma aula de segurança pública que nós tivemos aqui hoje com Rodrigo Pimentel. Muito obrigado a você que nos assistiu até agora. [Música]