Então, aumento de estrógeno vai ser mais produção de próstaglandina. Então, vejam aqui, né? E aí isso aqui vai impactar diretamente na contração da musculatura miometrial.
Então, aquelas contrações que eu falei mais firmes e que vai levando esse petinho pro canal do parto. A prostagandina também vai ser responsável aqui pela lise do corpo lútil. E por fim, essa lise do corpo lúteo vai também ajudar na diminuição da prostaglandina, ajudando também no relaxamento cervical.
Lembrar que o estrógeno também ajuda no relaxamento da cérvix, OK? A próstaglandina também melhora as junções gap, que é para melhorar a contratidade desse útero. Então tudo isso vai facilitar o processo de contração, né?
Então eles estão sensibilizando esse miométrio a contração e início do trabalho de parto, tá? Então tudo isso que eu falei para vocês, gente, eh toda essa fisiologia, né, que cumina então em próstaglandina, início da sensibilização ao citocina, ã presença de cálcio dentro do do útero, eh contração desse miométrio, mas a dilatação da cérvix vai culminar no que a gente chama de insinuação fetal. É quando o feto então desce, existe um descolamento da placenta, ou seja, ele desinsere a placenta e aí ele vai entrar dentro do canal do parto para ser expulso.
Todo esse processo que eu falei para vocês, desde o estress fetal até esse momento em que ele entra na vagina, isso é o que a gente chama de estágio um do trabalho de parto, tá? Eh, e ele tem características físicas específicas que mostram que a sua fêmea está nessa fase. E a gente vai falar um pouquinho delas daqui a pouco.
Lembrar que também nessa fase, gente, existe a relaxina. A relaxina, ela é produzida a partir da segunda metade da gestação. Ela tem um efeito tanto de dilatação da pelvi, de afrouxar a os ligamentos que constituem ali a pel, facilitando então a dilatação pr pra passagem desse feto.
E ela também tem um efeito inibitório da ocitocina. Ela ela ajuda a fazer com que aqueles receptores durante o período gestacional de ostcina não apareçam, tá? Então ela tem um papel fundamental aí também na para segurar a ação da suocina.
Então vamos entender, né, eh, o que que fisicamente vocês vão conseguir ver nessa fêmea para dizer que ela está realmente na fase que a gente chama de estágio um ou também chamado pródromos de parto, né? São aquelas horas que antecedem o trabalho de parto. Eh, a descida do leite, gente, na cadela e na gata, ela pode ocorrer a partir dos 45 dias.
Mas o que que a gente vê muito que o leite ele desce nas fases já pré-parto. Então, às vezes 48 horas, 72 horas antes do parto, a gente pode já começar a perceber a descida do leite, tá? ou às vezes é no parto mesmo, começou o trabalho de parto, a gente percebe essa descida do leite.
Por quem que promove a descida do leite? O citocina. Então ela pode começar a ser liberada.
Ela ainda não tá no útero sensibilizado, mas ela já pode começar a ser liberada. Eh, a isso, a tanto a cadela quanto a gata podem produzir a as o aumento das secreções cervicais. Lembra que eu falei que a que a que o cortisol fetal aumenta as secreções da cérvix?
Isso pode ser visto visualmente. Isso é uma uma secreção que se assemelha muito a uma clara de ovo, que ela ela serve como lubrificante, mas como a gata ela tem um hábito de silombê muito grande, a gente não percebe na gata, mas na cadela é muito perceptível sair essa clara de ovo, essa secreção mais viscosa pela vagina. Isso então denuncia que essa fêmea está em pródromos de parto, né?
Então já você começa a perceber que ela já tá com a secreção, ela começa a ficar incomodada. Então não é só isso que acontece, né? Comportamento de ninho.
Então assim, na cadela é super clássico, né? Ela começa, ela começa a cavar o chão, aí ela roda, aí ela para, aí fica com uma respiração mais táquipnea, daqui a pouco ela vai, ela cava de novo, cava, cava, cava, aí ela vira e ela fica e ela começa com a respiração, mas tá que pinake. Isso é clássico na cadela.
A gata a gente já não percebe isso tanto. Por quê? Porque muitas vezes ela foge, mas a respiração taquipneica ela tem também.
Então às vezes ela fica parada de boquinha aberta respirando mais forte. Mas o ato de fazer ninho, ela não faz tanto quanto a cadela, tá? Mas tem algumas gatas que que fazem.
OK. Eh, outra coisa que deve ser observada, a falta de apetite. Então, tem fêmeas que param de comer, param completamente de comer nas 24 horas que antecedem o parto.
Por quê? Justamente porque ela já tá passando por todo esse processo de contratilidade uterina por causa da prostaglandina. Isso já causa dor, já causa incômodo.
Então elas vão ficando mais eh intolerantes. Então tem tem animal que come pouco ou simplesmente não come nada, né? Associado à taquipineia.
Então, comportamento de ninho, táqueipneia, falta de apetite. Eh, as gatas, elas costumam ficar mais agitadas e nervosas, portanto, se manipularem, vocês tentarem manipular, é capaz delas serem agressivas com vocês, justamente porque também tão incomodada, tão com dor, né? Eh, a gata vocaliza, eh, ela lambe muito a região vaginal.
Então isso são indícios de que ela, então a respiração mais tapipnea, são indícios de que ela tá começando trabalho de parto. A cadela fica então naquela posiçãozinha de fazer ninho eh tacpineica, super tacpineica. Pode ficar mais agitada, mas não necessariamente nervosa.
Ela não fica, não ataca nada disso, ela fica até um pouquinho mais carente. E existe uma queda de temperatura. A queda de temperatura na cadela, ela é muito fidedigna.
Então elas chegam a perder 1 gra 1,5 antes do trabalho de parto. Então é importante que vocês façam esse acompanhamento, né? Então caiu, tá com todos esses sinais e caiu a temperatura, gente, é pródromos, OK?
Vocês já podem partir do pressuposto que nessas 24 horas essa fêmea vai parir, né? Eh, a gata não. Então, na gata a gente não consegue perceber essa queda de temperatura tão evidente aí no início da da aparição.
Então, vejam aqui, né? Esse cachorrinho, ele, essa cachorrinha, na verdade, ela tá aqui, ó, aumento de volume das glândulas mamárias, importante, a, o semblante aqui com a boquinha aberta de respiração. Aí elas ficam quietinhas assim, eh, quando sentem aquela dorzinha do parto, ficam quietinhas, daqui a pouco ela volta a respirar de maneira taquipineica, vai lá, faz, cava, cava, cava, né?
E aí que vai começar então o processo mais importante, gente, que é o quê? É o reflexo de insinuação fetal. Estamos iniciando agora o estágio dois do trabalho de parto.
O que que acontece? Insinuou, entrou no canal de parto. Vejam aqui, ó, que na entrada do canal de parto ele passa então por dentro da pelve, né?
Isso é uma fotinho de bezerro, mas difícil achar foto de cão, né? né, com essa com essa imagem para vocês verem. E aí o que que acontece, gente?
Uma vez que esse feto ele se insinua, é óbvio que essa porção aqui da vagina, ela é muito mais eh estreita. Então, naturalmente quando ele passa, ele passa por um local muito apertado. Isso acaba fazendo um estímulo na região dorsal da vagina, que é cheia de nervos sensoriais, né?
Então, vários neurônios aqui e que vão levar então ao momento da passagem do feto um estímulo doloroso. E esse estímulo vai ser então sentido pelo hipotálamo que vai responder, né, que vai então estimular a apófise a produzir o quê? Oscina, né?
Eh, então é uma ação local levando a um estímulo em sistema nervoso central, gerando aí pela hipófise a liberação de ositocina. E essa ocitocina vai agir no útero, causando então contratilidade uterina, tá? Esse é o tal do reflexo de Ferguson, que a gente aprende na faculdade, certo?
Por que que é importante vocês saberem isso? Porque muitas vezes, se a gente quer entender se essa fêmea tá eh contraindo, tá tendo algum estímulo de contração, a gente pode mimetizar o reflexo de fegos nela. Como que a gente mimetiza?
A gente coloca o dedo na vagina, vira e faz um estímulo da parede dorsal vaginal, né? Quando a gente faz esse estímulo da parede dorsal, é como se a gente tivesse fazendo o estímulo de passagem da cabeça do feto. Isso que que ela responde?
contratilidade, né? Então isso você põe o dedo, faz, esfrega mesmo, dá uma boa esfregadinha, que que ela tem que fazer? Contrair.
Isso é um reflexo de fergonom positivo. Isso quer dizer que essa fêmea está tendo contração, não está tendo falha de contratidade. E junto com essa via que vai via sistema nervoso central, existe uma outra que é um arco, é um arco reflexo medular, né?
que é o que a gente chama de reflexo de esvaziamento. O que que acontece nesse mesmo momento? Então é tudo junto que insinuou e fez lá o estímulo do da parede dorsal da vagina, outro reflexo é gerado.
Só que aí é um é um um arcorreflexo local que é por via ferente vai estimular a medula. A medula vai responder então com contratilidade abdominal. Então é um arco reflexo.
Então essa fêmea vai ter contração uterina junto com contração abdominal. E isso tem que acontecer junto, gente. Por quê?
Porque isso vai melhorar a força de expulsão. Então, quando a gente faz a o estímulo da parede dorsal, essa fêmea responde com contração uterina e contração abdominal. Ela tem que responder com as duas coisas, né?
Então isso é fundamental no período do do estágio dois para que então esses fetos sejam expulsos. Eh, então o reflexo de Ferguson mais o reflexo de esvaziamento melhoram a força de contração, expulsão fetal, caracterizando então o que a gente chama de estágio dois do trabalho de parto, né, que é quando essa fêmea então começa a expulsar. Aí vocês me perguntam: "Professor, então quer dizer que para cada feto insinuado tudo isso acontece?
" Exatamente. Então, para cada feto que se insinua e vai sair, tudo isso se inicia. Então, pobre cachorrinha, pobre gatinha, que a cada feto insinuado sente uma dor e é uma dor grande, gente, não é pequena não, né?
Eh, eu não cheguei a ter parto. Eu entrei em duas cesáreas, mas a minha segunda cesárea eu tive as dores de trabalho de parto. Eu só não tive dilatação.
Então, assim, eu não sei qual é a dor da insinuação, mas se for próximo ou igual do que eu já senti como dor de contratilidade uterina, é muita dor, né? Então elas elas sofrem a cada um que passa judiação. Então aqui que que vocês estão vendo?
Primeiro essa fêmea, né? Eh, completamente envergada. Não sei se vocês estão percebendo que ela tá completamente eh contraída.
Então, nesse momento, ela tá tendo aqui o reflexo de Fergson e esvaziamento, que é justamente o a contratidade abdominal junto com o útero que vão culminar aqui na saída, na expulsão fetal, tá? Eh, quando o feto é expulso, é interessante que vocês vejam aqui, ó, ele está envolto por uma membrana. Aí eu vou perguntar para vocês que membrana é essa, tá?
Vamos lembrar, feto em quando tá envolto a a membrana que envolve mais intimamente um feto é a membrana amniótica, essa membrana de proteção é a membrana de nutrição. Depois disso, existe uma grande membrana que é chamada membrana cóoalantoide. a coralantoide, eh, na região do alantoide que tem os excretas fetais, a quantidade de líquido e o córon, que é a porção mais externa, que vai se ligar, né, no útero da mãe em região de anel, uma uma que a gente chama de uma placenta anelar, né, para formar a placenta.
Então, a placenta é isso, gente, é esse anel que se forma, né, eh, ao redor da placenta. Depois vão ter umas fotos aí que eu consegui mostrar para vocês. É, e esse contato do córreion com a mãe é que forma a placenta, ok?
E quando vocês percebem, por exemplo, uma o início de contratilidade dessa fêmea e aí sai aquele líquido em grande quantidade e mais claro, esse primeiro líquido que sai é da membrana corelantoide que se que se rompeu, tá? No caso, quando elas expulsam aqui, ó, o que vocês estão vendo é amniótica. Então, é até comum que as fêmeas de pequeno porte e expulsem seus filhotes com ainda envoltos com a membrana minniótica, que ela é um pouquinho mais resistente do que comparativamente à espécies de grande porte.
Então é função da mãe chegar aqui, ó, saiu na membrana, a primeira coisa ela tem que romper, porque a partir da ruptura da membrana aminiótica, esse feto vai então realmente fazer aquele eh aquele aquela primeira respirada, né? Então ele vai colocar todos os líquidos para fora porque ele ainda tá com pulmão cheio de líquidos. Então e esse esse esse ato de colocar o líquido para fora, quem estimula é a mãe por lambedura.
Então ela rompe, ela lambe o focinho do feto, vai fazendo várias lameduras e isso faz com que ele coloque todos os líquidos para fora e aí ele sim vai respirar com ação dos factar esses esses alvéolos. Então precisa disso. Então, por exemplo, se vocês tiverem dando assistência a parto e perceberem que a mãe não tá fazendo isso, vocês têm que fazer.
Então vocês vão ter que ir lá romper a membrana, limpar o focinho do feto, fazer com que ele tire os líquidos. É isso que a gente faz numa cesariana, por exemplo, né? Eh, então a gente tem que mimetizar tudo o que é feito, o que teoricamente deveria ser feito com a mãe.
Ou se a mãe não fizer, a gente fazer por ela. E aí vale vocês teriam uns paninhos limpos. Então, né, se vocês vão assistir ou vão ficar ali pertinho, já deixam os paninhos limpos, né, pra gente usar e tentar levar o menos de contaminante possível para esses neonatos recém-nascidos, né?
É meio redundância, né, gente? Eh, neonato é recém-nascido, OK? E nas gatas é muito parecido.
Vocês vejam que aqui nas fotos, né, ela praticamente ã eles estão nascendo sem envolvimento com a membrana ou ela já comeu no momento da foto. Então é importante a gente observar isso. A mesma coisa, reflexo, vai fazer a contratidade abdominal, saída do feto expulsão e ela come a placenta, né?
ela come, na verdade, os anexos fetais e ã esse esse esse esse neonato, né, que é agora ele é um neonato, vai ter que começar então a se movimentar e eh ir em direção à mãe para começar a amamentar. Eles já nascem com reflexo de sucussão. Depois nós vamos ver o que que a gente vai avaliar nesses neonatos aí para saber se eles estão bem, ok?
Então, a mãe faz isso, uma mãe boa faz isso. Aí eu pergunto para vocês, gente, existe a necessidade dessas fêmeas comerem esses anexos que saem? Porque uma vez que esses que eles saíram, o que que tá saindo com eles?
São os anexos fetais. É amocorelantoide. A placenta já era.
A placenta, tava lá dentro. a pacienta tava formando ali o o elo de ligação entre útero e mãe. Então, a expulsão quando elas fazem é expulsão de anexos, OK?
Então, esses anexos fetais que eu pergunto para vocês, existe a necessidade dessas fêmeas comerem esses anexos, como se fala, né? Ah, não, placenta para produzir mais ocitocina. E gente, isso não existe, né?
Eh, a ositocina vocês viram, ela é produzida pela hipófise. Eh, você comer placenta ou pedaços de placenta, não vai alterar a produção de ocitocina. Não tem por alterar a produção de ocitocina.
E, eh, na verdade, na natureza, as fêmeas elas comem esses anexos para tirar o cheiro de predadores, para não atrair os predadores, né? Então, quanto mais restos placentários ou restos de anexos essa fêmea deixar, o cheiro vai atrair predador. Então, pra proteção, elas comem para tirar o cheiro.
Isso tanto as cadelas quanto as gatas, né? Então, os lobos, eles comem todos os anexos. E também imaginem, gente, que esses animais que estão na natureza, eles vão ficar um tempo em privação de alimento.
Por quê? Porque os neonatos eles são estritamente dependentes da mãe, então eles precisam amamentar cada uma duas horas. Então essa essa mãe não consegue ficar longos períodos longe da anada para caçar.
Então muitas vezes acaba sendo até como fonte energética para ela sobreviver nesse período de lactação, que não é fácil, é um gasto energético absurdo para elas, né? E então assim, elas saem rápido para comer alguma coisa e voltam. E muita e essa comer essa placenta também serve para isso.
Então não, a fêmea de casa não tem necessidade de comer, ela tem comida à vontade, não tem predador ali, então elas não têm necessidade porque inclusive pode dar até diarreia depois. Então tem fêmeas que comem, né, esses anexos no pós-parto porque são boas mães. Eh, não briga, não tira, deixa se comer, OK, deixa, não tem problema.
Eh, mas elas podem ter diarreia depois da ingesta dessas desses anexos, tá? Isso é esperado, isso pode acontecer, OK? Então aqui é exatamente o que a gente tem que observar.
Primeiro de tudo, ruptura da membrana miótica, eh o corte do cordão umbilical. Então ela tem que fazer isso. Ela vai lá, ela mastiga o cordão um ombilical, se necessário, depois a gente faz uma limpezia, uma antisepsia.
Hoje só o clorexidine alcoólico já é suficiente para fazer isso. Eh, e se esse ela ela vai fazer a lambedura do focinho desse animal para que ele então coloque os líquidos para fora e inicie o processo de respiração, ou seja, de influção pulmonar, e ela vai limpar e secar esses filhotes. Então isso é função da mãe, isso é função dela.
Só que às vezes é uma mãe de primeira viagem, ela tá tão entretida ali no que que vai acontecer, eh, se tá vindo outro, se ela começa já ter dor, ela esquece um pouco daquele que nasceu. Aí sim a gente entra, né, para ver o que que tá acontecendo, se ele tá bem, se ele tá seco, porque se ele ficar muito molhadinho, ele pode acabar perdendo temperatura e perder esse neonato, né? Então, acho que vale observar, vale estar perto.
OK? Eh, então a gente tem que sempre observar se ela limpou eles. Eh, neonatos são são aqueles que o pelame é brilhante, eh, eles não ficam encebados porque a o próprio próprio conteúdo amniótico, ele tem um pouquinho de de uma secreção um pouquinho mais gordurosa.
Então, às vezes eles ficam com esse pelo mais encebadinho, só que com o limpar da mãe, isso perde-se. Então eles ficam com um pelo bonito, eles têm que ficar com pelo eh brilhante, não encebado. Isso mostra uma uma mãe boa na questão de limpeza.
Reflexo de sucção. Então eles têm que estar com o reflexo de sucção presentes a um nascimento. Uma maneira de avaliar é sempre com a mão bem lavadinha, gente, eh esterilizada, né?
passa um álcool 70, espera um pouquinho, a gente pode então colocar o dedo na boca desse neonato para sentir o reflexo de sucção. Então, se tá presente. Inclusive, o reflexo de sucção, ele é um teste que a gente faz eh nesses neonatos que estão no canal do parto e a gente quer entender se eles estão vivos ou não antes de fazer alguma manobra, a gente coloca o dedo na boquinha dele para para ver se ele suga.
Isso quer dizer que ele tá vivo. Então a gente precisa agilizar o processo de de retirada, né? o corte do cordão.
Então, se a mãe não fez, a gente vai fazer a ligadura. Então, pega um fiozinho de nylon, faz lá uma uma ligadurinha, corta e faz uma anepsia com clorexidine. Iodo, a gente usou muito tempo, se não tiver outra coisa, pode ver se no umbigo não tá saindo nem um pouquinho de de urina.
Por quê? H, lembrar que dali também passa o úraco. O úraco é uma aquela membraninha de de ligação com a bexiga e que teoricamente ao nascimento ela já deve eh praticamente ser inexistente, ela só se rompe.
Se tiver saindo urina, possivelmente esse animal pode ter uma persistência de úraco, né? Ele tema ao redor do umbigo, então isso pode enunciar uma faloflebite, por exemplo, e avaliar a presença de colosto. Então vocês vão apertar o mamilo e normalmente o colosto ele tem uma uma coloração um pouquinho mais amarelada.
Ver se ele tá presente, porque é o a primeira mamada desses neonatos tem que ser rica, né, em colôstero, tá? E aí a gente já aproveita para dar uma olhadinha, né, nesse nesses neonatos. Então, já olha, já abre a boca, vê como é que tá lá dentro, vê se tem alguma alguma fenda palatina, algum lábio leporino, peito mais chatinho.
Então a gente começa a olhar possíveis deformidades. Vejam os membros se eles estão bem bem feitos, se são, né, se ele tá normalzinho, se tá tudo certinho. E ao nascimento, gente, assim como existe para humanos, existe também um apegar score pra gente fazer para esses neonatos.
né? E aí avaliando a alguns parâmetros. Então, normalmente, quais são os parâmetros avaliados?
Primeiro, a coloração de mucosa. Eh, lembrar que a coloração de mucosa normal, ela é rosea. O neonato canino, ele tem um rosa pink.
O neonato felino, ele tem um rosa médio. Então, não dá para comparar os dois. Então, os gatos já nascem com a mucosa menos corada do que os cães, né?
Mas o normal é que eles sejam, o cão seja um rosa avermelhado. O gato vai ser um rosa eh mais não é um rosa pálido, é um rosa normal, não um rosa avermelhada. Então, só para vocês entenderem, o cão ele nasce em torno de 50% de hematócito, o gato ele nasce em torno de 35%.
Então, seriam essas colorações. Segunda, segunda avaliação, batimentos cardíacos, né? Então eles devem nascer acima de 180.
Quanto menor o filhote, maior o batimento. Então, tem neonatos que nascem com 200, 220. Gatos, a gente vai esperar 200, 220.
Movimentos respiratórios, a gente vai entender. Então, o certo é que seja acima de 30. Entre 15 e 30 a gente vai dar uma nota um.
Então, a gente vai dando notas, né? Então, vi lá, coloração de mucosa, nota um, batimentos cardíacos, nota um. Vai somando.
Reflexo de irritabilidade. Como é que eu vejo isso? esfrega, pega ele na mão, vê como é que ele responde.
Não eles são chatos, eles eles resmungam, né? Eles choram. Então vai lá, vê como é que ele responde, se ele responde positivamente.
Então ele tem que ter uma uma reação bem ativa, ele tem que na hora que mexer já gritar e ao mesmo tempo a gente já vê a vocalização. Então se ele mexe e vocaliza, a gente vai ver o quanto ele tá vocalizando e se é uma uma vocalização vigorosa ou se ela é mais discreta. E aí a gente vai dando as notas, tá?
Depois disso, a mobilidade, coloca ele ali no chão, vê o quanto ele tem energia ou em como ele se movimenta. Eles têm um, a gente chama de termotropismo positivo, ou seja, eles tendem a ir pra região que tá mais quente. Então eles normalmente vão se rastejando para essa região, já o nascimento.
E por fim, o reflexo de sucção para entender, né, como que eles estão puxando essa essa eh eles estão sugando o dedinho. E aí a gente vai somar todas aquelas notinhas que nós demos e vamos colocar eles nessa tabela, né? E aí o ideal, gente, é sempre que esse animal esteja noigar entre 10 e 14, que é considerado um apegar saudável, né?
Eh, sabe-se que indivíduos que estejam aqui entre 5 e a gente já considera eles moderadamente estressados. Ã, as manobras de reanimação costumam ter sucesso nessa nesse nesse APGAR, mas APIGARS abaixo de quatro normalmente estão relacionados a maior óbito, né, desses neonatos. são mais difíceis de reanimação, maior índice, digamos assim, de mortalidade e de morbidade.