[Música] este é um programa que se dedica a apresentar o pensamento original e próprio de intelectuais latino-americanos nessa edição contamos com a presença do professor carlos walter porto gonçalves um dos principais nomes da geografia brasileira não só que no nosso país mas em nível internacional o professor carlos é graduado fez seu mestrado e seu doutorado tudo na área da geografia e também tem vários livros inscritos sendo inclusive vencedor do prêmio casa das américas com o seu livro a globalização da natureza ea natureza da globalização neste programa ele fala sobre a questão indígena na américa latina
eu acho que por isso primeiramente acho que a gente tem uma questão do debate na questão política propriamente dita a gente entender primeiro a profundidade da questão disso né primeiro que não é uma questão dos índios a primeira é uma atenção por caráter mais amplo do significado disso eu penso que é extremamente importantes a gente tem clareza da centralidade da questão indígena surdos de os contemporâneos nos dias de hoje me parece que ela sinaliza uma crise de um padrão de poder eu também direitista e também de saber que se constituiu exatamente a partir de 1992
a gente está vivendo uma crise que não é só uma crise do capitalismo e se eu acho que a discussão que a gente tem que fazer com os nossos amigos próximos últimas chances sobretudo não é que tem uma análise da crise do capitalismo e parece que a crise catarina é parte de uma crise civilizatória e isso me parece um tipo de interpretação distinta e por isso me parece ter o indígena emerge porque 1592 começa exatamente contra o indígena na verdade quer a europa teve quase 92 na verdade todos os caminhos levam a poente oriente rapaz
dirigia berto gil não é que todos os caminhos levam a poente é a quebra do caminho é de constantinopla isso que obriga a buscar outros caminhos e nesses outros caminho no meio desse outro caminho estava as chamadas índias acidentais que alguns chamam de ontem entre os ocidentais mas o encontro com a américa é que vai tornar possível que a europa com a exploração da américa ganha centralidade que tem então não se entende a centralidade da europa se entender a centralidade que tenta construir um sistema mundo moderno colonial capitalista desde o primeiro momento se custo e
contra o indígena nesta chamada cacon vai dizer ou do seu né na verdade com não com a com o descobrimento da américa mas com o encobrimento do que havia dito que fala que as datas também matou não é como se começa a querer contar nossa história a partir de 1992 essa história tem remete a milhares de anos anteriores mas esse sistema mundo que agora está em crise e não só como crise do capitalismo é como pedir civilizatório que há sistemas de costume contra outras civilizações e daí a centralidade do indigenato hoje adquire e aí pensar
não só a centralidade do indígena como por exemplo ainda tem no mundo de hoje com a população de 7 bilhões de 200 mil habitantes tem 1 680 mil indígenas isso é duas mães que duas vezes a população norte americana a mais do que a população europeia está falando de melhoria com o critério de menor e não é e essa condição de serem outros que se rende conselho povos originários povos tem outra origem oriental então é uma questão qualquer mas que sobre de que a esquerda tenha que ter uma outra dimensão do que está se passando
não é porque me parece que essa redução a que a gente vai ter que superar o capitalismo aí uma acção companhia não né o que ele nos oferece um patrimônio que eu acho que enfim embora às vezes acho que as pessoas consumindo novo do max né ele vai afundando embora seja que eu não me reconheço como o anão diante do marketing ou não pode ver mais longe só do ano dele para tentar ir mais longe do que ele é mais pelo partido mas que parece fundamental mas nem parece o mesmo tempo não suficiente o que
me parece que a crise que não é só o capitalismo o que é isso márcia certo mas é também contra a colonialidade dessa maneira ilegal outro legacy grande patrimônio da humanidade que é a riqueza da diferenciação dos povos as diferentes humanidade da humanidade então me parece primeira coisa limpa isso né é chamar a atenção da centralidade da crise civilizatória né nesse momento que está vivendo e aí países como o brasil que a frente não tenha relevância indígena em termos demográficos e nós somos cerca de 0.5 por cento da população como um dígito nós temos um
grande uma grande questão a ser debatida não é o brasil tem uma o país mais indígena provoca isso várias vezes é o país demais indígenas da américa as pessoas vão buscar aspirou definitivamente quem sabe que a bolívia tem populações estão 60% cmddi com indígenas vai para o méxico vai ter a população medida relevante ou até mala peru para enfim vai por isso propor regiões do país da américa latina sul do chile em regiões específicas cap bongani isso clara é possível dizer que o brasil é o país mais indigna com o país da meta que tem
350 dias não tem nenhum país da américa então o brasil tem hoje desfruta de uma condição de ter uma multiplicidade de povos uma variedade de povos que nenhum país da américa tem e populações pelas pequenas cada uma delas com as suas ticunas ano na cabeça do cachorro lá na colômbia por hunter do brasil com a colômbia mas então são multas muitas populações diferentes o que também é um patrimônio é um patrimônio não é ea gente não sabe a gente não conheço ninguém fazer uma exceção tem um uma coisa que mais me honra é um uma
uma carta um bilhete da câmara dos deputados que recebi depois o nome da pessoa ao final me agradecendo e pedindo desculpas por não ter lido a tempo durante a constituinte a proposta havia feito ele declarou com a sociedade um país pluriétnico plurinacional esse 82 e uanderson proposta para um deputado quer florestan fernandes e ele me agradecia a proposta e tempo e pedir desculpas que recebia muita coisa não tinha tempo de ler isso com o conflito ele achava que também a garota chega a proposta que me senti muito honrado que ousava fazer uma proposta é que
ele concordava plenamente é importante por isso no crédito talvez um dos poucos intelectuais brasileiros que teve sensibilidade para a questão racial e para a questão indígena né então me parece que é o brasil goza de uma de uma responsabilidade nós temos um pouco uma área de cerca de 110 milhões do território brasileiro ainda eu falar ainda porque eram 850 milhões do território a 0 era indígenas mas ainda tenho 110 milhões de território brasileiro como a indígena e sumaré moka bolívia então o brasil de certa forma é mais é mais um indígena que a bolívia a
bolívia tem 36 povos indígenas 83 vezes sim e 305 274 línguas quem de longe pela esquerda se orgulha de seu patrimônio ea partir daí a gente vai construir uma sociedade brasileira com este pudesse defender uma amazônia defendeu um cerrado defendeu uma catinga com o é património de naturais da sociedade brasileira é tão bom tão impregnado de cultura pela preocupação milenar começa a contar a história de 1.500 que não considera nada disso mas por exemplo povoamento da amazônia o último dado que eu tenho da formação che de basquete na colômbia 19 milan - ea nélida lado
que do lado do piauí no remoto para 40 mil mas enfim nosso concelho na amazônia você tem uma população a presença de uma mina na amazônia brasileira e monte alegre no pará tem presença indígena de 11.200 anos e eu sempre chamo atenção ele é online que a amazônia floresta está propriamente dito esse patrimônio foi absolutamente fantástico é que é essa riqueza de biodiversidade e pela importância que tem esse no metabolismo do planeta é essa região ela não tinha floresta até cerca de dez mil anos atrás porque tem a ver com as mudanças climáticas globais de
12 mil anos pra cá ea floresta começa a ocupá porque o que se tornou mais quente então as palavras polares no planeta regredido essa água ficou disponível para evaporar e por questões tropicais mas precipitou nas regiões tropicais mais intensa ea floresta começa a avançar sobre o cerrado detalhe já tinha gente antes eu nunca teve uma amazônia vazia mas eu nunca fui vazio demográfico a própria floresta existe ea corvo igor apareceu sem dizer então é você como é que alguém pode ter 10 mil anos numa área sem conhecê la você come você tem que saber colher
você tem que saber pescar tem saber coletar estou usando a palavra saber o tempo inteiro eu tenho de saber absolutamente emprego você tem que se proteger das intempéries estou sempre tem que saber fazer uma arquitetura tem que saber se curar então com isso é obrigado a saber que tem várias medicinas isso é rua é fruto é animal é a pele isso é um patrimônio absolutamente fantástico que essa visão colonial impede você de de aprender com isso não é uma herança do colonialismo é o chamado desperdício de experiência humana essa experiência cultural de criação de comer
uma sorveteria em belém e nos anos 80 a propaganda deveria cair lua natala até hoje uma rede elas têm algumas dezenas de sorvetes ela tinha 125 nos anos 80 126 decentes taperebá buriti bacaba coisa que ele ouviu falar nada mas aí já está circulando mas aí um cinto e 25 tipos de sabores e você não tem sabores saberes em várias línguas a vossa vez após a pele cabeça boca mesmo que digam crp é que 4 a esse fruto como é que se trata sua cultura é isso então você não tem que saber se esses sabores
e saberes isso inclui um tipo de relação com tudo aquilo ea visão colonial que se diz que a amazônia não é conhecida como não é com eles a e todo esse patrimônio daí a figura uma figura como chico mendes um sujeito que que a chegada dele levou a que talvez o primeiro sujeito de esquerda aprovou a aliança dos povos da floresta que ele dizia eu tive a fortuna de ter sido assessor pessoal dele e chico dizia assim carlo que eu tinha 10 anos de idade era diversão do seringal viu onde passaram a atirar nos anos
20 e verdes morrendo se borram cagando correndo para dentro do mato essa criança viu isso e usando vai ter cc 80 vai propor aliança dos povos da floresta quer dizer que esse sujeito superou é eu conversar com eliéser chico você filho indígena como como é que se aprendeu teus pais aprender a conviver sem saber cortar seringa depois da crise da borracha como é que vocês comem seringa se não dá nem pra comer e vocês eram proibidos de plantar o que quer que fosse para poder ficar na dependência do batam quis aprender a comer que podia
comer tem veneno tem que saber comer tem que saber coletar em foram os pais culturais pelos indígenas então é é esse preconceito nem essa adversidade e essa é a visão colonial nec plus por isso que eu faço questão sempre levanta a questão desde que este tipo de detalhe eu sempre olha a gente não está discutindo uma questão menor está discutindo o destino da civilização essa visão do juiz que chama de pensamento único é o conhecimento único é que acha que só tem conhecimento ocidental a seleção que colonizou mundo em nome de uma ciência que ignorou
outras formas de conhecimento não tem nada com o conhecimento científico se você quiser mandar um foguete à lua talvez uma conversa com o pessoal da nasa agora se quiser viver na floresta amazônica eu vou conversar com o caboclo indica com o camponês quer dizer é cara tá macaco no seu galho de ver a cultura popular então como a gente conhece saberem para qaeda mudar eu não estou negando as qualidades e tive porque é que não acho que ele ficou muito prisioneira do saber do cêntrico analisam o produtivismo até que enfim que acaba ignorando isso e
achar ele pode entrar na experiência latino-americana é lamentável neodi dia eu vejo sim dizendo abertamente agora está se passando as ações na venezuela dramática é que nós sabemos o que tá aí tem jogo ali na da ação imperialista tentando controlar a maior reserva mundial de petróleo no fundo esse é o pano de fundo o resto a gente sabe como é que resolve isso alguns querem resolver derrubando-o madhuri e botá-lo a botar a serviço do imperialismo e aí estão tentando sair inclusive tiro numa dura também sair pela esquerda que têm essas posições como tem grupos né
que acompanha de perto com 16 ministros de chave que bateu forte no na hierarquia também no autoritarismo do fato de ter certo e deixa inclusive de lado um patrimônio fantástico só a prova costuma bolivariana da venezuela é uma obra prima tem recursos de referendo revocatório de plebiscito a tentativa de combinar a chamada democracia participativa a democracia é é representativa dos casos raros do mundo o chaves de simples e pura desculpa para dar esse desvio já dizia ela quer me derrubar derrubem segundo a constituição na metade do mandato recurso convoque um referendo revocatório países da américa
que dá direito ao povo a retirar o presidente no meio do mandato de ditadura desempenho esse patrimônio enfim mas enfim e também está lá o mundo indígena sofrendo um pouco de avançou à venezuela para sair da crise que das polícias se essa coisa nefasta histórica na venezuela mas ao longo do século 20 inteiro que a dependência do petróleo é pra sair dessa dependência até porque recentemente sabe que essa crise é também uma despencada do preço do petróleo de 120 e 130 para 40 dólares subindo um pouquinho mas enfim quebrou o país ea dependência já sabe
disso a primeira ampliando o seu o nosso o processo de exploração mineral hoje você tem uma coisa morava o mineiro do orinoco que é um projeto grande cara já entra a mesma envergadura para tudo empresas russas com empresas chinesas não exatamente isso que ele denuncia o câncer 90 alguns edis têm dito não vem dizer pra longe que nós não sabemos a diferença e direitos que eu sei que entre vocês vocês têm diferença agora com vocês com relação a nós vocês não têm diferença né e agora tá de ver o o osa taticismo é provocando o
lópez obrador é o seguinte olha nos antecipamos né vem você está é dar com a mão esquerda com seu estilo com a mão direita depois vêm vocês mas vai passar com estrada projeto desenvolvimentista como sair da crise você ter sair cedo na defesa de um tipo de progressismo de de exploração mineral que ignora tudo isso a gente teve aqui no brasil essa experiência né eu vi eu eu trabalho trabalha ou tem acesso direto ao banco de dados de conflitos de terra no brasil que o banco comissão pastoral da terra é sistematizou eu tenho futuro desse
assessor da cpt pra para sistematizar o banco de dados e eu vejo a qualidade do material fantástico que eles têm eu fiquei gritando sozinho e sempre técnico como instituição que tem também a sua dimensão política tentou denunciar isso só para as terras que foram colocados à disposição do capital do agronegócio na mineração governo lula o conflito de terra como é que querem com o olhar do ponto de vista indígena ao quebrou o tempo inteiro foi processo de expropriação sistemático interior e e essas populações ao mesmo tempo tem um aliado na campanha que esse processo ao
mesmo tempo capitalista é um processo que está está inclusive colocando em risco a própria humanidade com a sua decretação sua devastação do consumo de um colapso ambiental está em curso num evento muito esse debate do aquecimento global eu acho que por aí tem uma pegadinha neco é você colocar em torno do aquecimento global para você tentar reduzir um fenômeno da complexidade que é o clima sequer uma previsão de clima com todos os recursos de kasese né por mais que faça pessoas com o dólar mas você entender com precisão de altíssima complexidade se reduzir a métrica
do carbono o efeito estufa é na verdade uma simplificação que no fundo criado para o mercado de carbono é isso que vem por trás então por isso que eu estou fazendo não fala da crise global a limpo o anão político eu como trabalha com camponeses e indígenas com cumpriram bolas na américa latina inteira quem tiver que eles falassem pessoa não dá mais pra gente fazer a previsão que a gente fazia pra nossa plantação os bichos não comparecem o cara jogar o toque escolar e aí é nosso por mazinho aqui que tenha a goiaba ainda fosse
o terminal tem uma mão sem os frutos aqui aqui um pouco no banquete de fugir pra onde de pássaros que não têm o que comer porque você faz uma área imensa de monocultura de soja joga veneno em tudo os bichos vão comer onde vem comigo a nossa plantação é sua e que michael é o nosso inimigo é um dos bichos para se ter um inimigo que não sabem combater sabe o quanto eu e alguns já vão chorar do capital dizia x combativo como me disse um xavante você pode usar isso como exemplo na sua tese
uns avante sem professor o o oscar já estão na sua cosmogonia né e são frutos de uma turma de rochas do fundo do rio então toda relação deles ele é um povo das águas eles não sabem plantares vivem da pesca e trocam com farinha e tal então os caras dizem que já não confirma mas nos deuses isso dito com o cara já empresa porque não tenho medo que significa polui as águas estão bebendo água de mata e aquilo dá últimos roubos se imagina você pode matar os deuses as pessoas não têm idéia do nível de
violência material simbólica porque essas duas coisas caminham juntos nessa e destrói o rio mas toda uma relação que esse povo que eu não posso mais confiança no meu deus eu não posso beber água né eu tive com samuel karajá tomar essas lideranças maravilhosas casé e ele criando uma aldeia nova e tentam transformar o povo dele povo agricultor fazendo que é um povo que acabou desenvolvendo na sua avaliação não admite legislação contra os povos pelo menos algumas algumas especificidades não é mais guerreiro ter mais fé agricultou outra mais caçador primário pescador também foi desenvolvendo habilidades até
sou excelente comerciantes falei com os aimarás por exemplo são habilidosíssimos comerciantes o alemão inclusive consome uma burguesia aymara da bolívia eu diria que o suporte político à moradia mas o movimento indígena então eu me parece que é uma riqueza e quando ele começa por isso que acabei de dizer agora toma isso do ponto de vista da complexidade sociológicas para a burguesia aymara ao mesmo tempo vamos dizer com propriedade dos meios de produção classicamente definida a funcionar uma burguesia aimar que é capaz de instrumentalizar o indígena mas se a burguesia semana a seguir e também tem
a imagem que não são burgueses então como é que fica a trabalhar a questão cultural ética identitária como aimar on e do ano que a torna se a atenção de classe entendi olha o nível de complexidade a necessidade de pensar isso vai desde o aymara é que ao mesmo tempo é uma dimensão que que o capitalismo neta na sua diferença embora na bolívia por essa especialidade dos aymaras conseguir a integração suave da cultura aimará com o próprio capitalismo o que complexificam o debate teórico político seu nome de a a a complexidade das questões que se
abrem que de certa forma indígena atrás né por cento das nossas reflexões eu sou assim profundamente é é dedicado e sistema é esse permanece mas sempre querendo mostrar que é um tubo é aquela coisa que você disse que a questão racial uma pessoa dos negros mas atenção dos membros que vão da sociedade branca ela quem criou isso né uma vez eu tive oportunidade de ver 1111 documentário da tv cultura às vezes pode parecer traz em programação passarmos documentário assim malucos e terminava sentirem-se editados lamas e ao mesmo tempo era um ácido pode está antropológicos fantasma
aí foram entrevistados se dizem morava num viaduto né debaixo de um viaduto em são paulo e ele fazia bonecas negras bonecas de pano negro para vender o acusavam eles racista né é só perguntar para ele é porque queria fazer bonecas negras e respondeu foi desconcertante até para aqueles que defendem a causa já à causa anti racista não se ficou vivo todas usando ele era de um pragmatismo né todo mundo verde e branca e andré pinto quando era bem mas ele furou provocando um sujeito aí ele foi embora e ele falou assim por exemplo a aaa
é é uma questão de poder um negro por definição não pode ser racista que o sistema a ser implementado como o sistema de poder e um só os negros que têm o poder de definição assim que limpam nessa imagem do que esse debate que teve enredo confuso que a universidade não é hereditário tenho confesso a vocês que o que eu tenho verdadeiro o assim ficou arrepiado quando essa conversa de quase fatal não disse que estava revolto compará-lo a questão de citar é porque sou eu nunca tive a oportunidade de conversar com uma geração o o
oi de antropólogos brasileiro com roberto carlos de oliveira essa geração tem nada de 60 é que são companheiros somente da se eu criar conselhos com fricção ética que vai eu depois a gente vai tomar o tom como referência o concurso vai assistir inglês mas ele já dizia nos anos 60 que a a a identidade é sempre contraste fifa nunca essencial ela surgiu encontrar se ela surgir no conflito na flexão etnia no caso dos indígenas então na verdade a identidade não é anterior ao conflito no conflito que se constitui ou não existia disse você tem conta
na literatura ela na antiguidade as pessoas ser identificado pela cor da pele do menino com o como se isso qualificação desqualificasse alguém como superior ou inferior o racismo único banco pedindo apoio na áfrica se alguém se chamava de negro e acha crise rj só tem medo vou chamar de negro a identificação de negro e branco é um conto com a união e qualifique desqualifica como instrumento de poder é esse é um dilema que a gente tem que atravessar que o e na verdade hoje as pessoas vêm discutindo um pouco isso a personagem intersexualidade é como
se está a fazer essa é atravessamento de si dessa multiplicidade questões que nos abate a todo racial gênero classe como essas coisas se sobrepõe nem sempre que o capitalismo tira proveito disso decidi que é o de negro como operar paga mais paga menos aos negros e mulher paga menos ainda então na verdade se paga menos é mais mais valia então não tem como você separar a discriminação não é contou denílson a pessoal da opressão ea exploração nessas coisas caminham juntas então para superá-las eu não posso tratá lá só do ponto de vista da classe da
questão da exploração em que está também a questão da apreensão 15 ea gente vai ter que superar isso eu penso que esse debate que vem se constituindo na américa latina e eu acho que já influenciado como presente do movimento indígena que eu digo organismo nos anos 90 eu sempre cito isso a grande marcha que vai ter que surge tremida uma cidade num nossas terras baixas bolivianas e vão caminhando até a paz e uma marcha que surge da amazônia equatoriana e vai até quito essas duas manchas e aí a romã em um enigma resolver essas coisas
que não cai do céu têm a mesma consigna coincidência vai interrogação eu creio que é coincidência demais luta pela vida e pela dignidade e pelo território ele não é qualquer coisa né por liberdade igualdade e fraternidade esse é o léxico onde a esquerda ea direita se identifique onde a direita ficou com a liberdade dos liberais acho que ela ficou com a igualdade ea fraternidade também largou na gente contou andré a igreja foi cuidar da propriedade né mas enfim os outros dois abandona a vida bem o léxico é o político é outro vida para toda dimensão
da relação com as plantas com os bichos e essa coisa que as pessoas têm dificuldade em entender e eu não conheço você consegue está se dando muito bem disso mas respeitando eu não conheço nenhum povo indígena que tem uma palavra a natureza então dizer que define a natureza é uma profunda agressão é questão de ver uma coisa com a qual se quer dizer uma palavra quem falar de natureza é admitir que eles não são natureza então já opera com 11 elementos centrais do pensamento ocidental do pensamento eurocêntricas e para a natureza de cultura pela palavra
pachamama não traduza por natureza pelo amor de deus é uma pobreza batian eu acho que é uma palavra que vai marcar a que significa o mesmo tempo espaço e tempo ele não tem uma palavra espaço e outra palavra tempo hoje é uma coisa que se aproximou muito depois pessoal brasil que a física quântica ou seja com um nível de compressão que de outro dia d e e que não existe nada não existe nunca unidade indivisível da pele o ato o indivíduo a molécula eles vão dizer que tudo isso que existe em relação e relação de
relação vamos à tona relatividade é muito tempo ele vai ver que o preconceito faz com o preconceito com a união é você não tem nada a aprender com o outro a primeira condição para recolonizar alguém você infeliz alô você se colocar na condição de superior poder vai pôr-nos salvar o outro desde que seja igual a mim ele deixa de ser o outro envolve a primeira condição da de colonizar vem você primeiro inferiorizado com esse negócio todo esse conhecimento e essa parada que os povos frase então por empate a mama a vida onde nós fazemos parte
e ter definido a sua integralidade a dignidade uma palavra mais forte do que a gente daí eu sou digo eu sendo como sul e respeito à dignidade tem a ver com essa dimensão e identitária parece que não tem ficando com ele estava assim como dignidade que a coisa parece muito em documentos indígenas né a questão de dignidade e mais agora pra eu poder ter a minha dignidade isso é uma coisa abstrata cultura eo preço das condições materiais é preciso território então seria que uma unidade evita dignidade território você não pode pensar a sociedade dissociada desta
dimensão acho que estão oferecendo para todos nós uma outra mostra outro léxico teórico político é por isso que eu falo que a questão civilizatória e não somente à questão indígena as coisas indica ele acabou revelando a natureza foi um monte de milho do 1492 eu tive a fortuna de 1992 está trabalhando o trabalho com os engenheiros aí veio aquela conferência no rio de janeiro ele está ali trabalhando com os índios daquela as tendas no aterro do flamengo e de um pau entre eles muito interessante como é que eles vão se comportar politicamente a ideia se
eles iam por exemplo entrar com o debate denunciar os 500 anos de massacre elas fizeram a conexão direta entre 1990 e 2006 92 já atualizar mostrar a história de longa duração como múltiplos tempos atuam ao mesmo tempo que assola a colocar a questão colonial continua presente ainda hoje é uma questão que tem 500 anos então existem em outros destinos mas os bancos já sabe do massacre que cometeu xipote no fazer-nos esquecer fazer alguma coisa que lembre é bom quando vai ser esse o eixo da gente então qual é o eixo focará acabou prevalecendo eu sei
que vocês estão fazendo aqui no rio de janeiro inglesa são entendidos estão discutindo que não tem mais água que o ar poluído que a biodiversidade assumir você chegar a 500 anos prometendo elevou a humanidade porque vocês agora estão discutindo aquilo para o qual nós sempre soubemos que não são daqui com solução de futuro e não da defesa do passado acho que sete uma profundidade que eu acho que a gente merece tajurás a busca de refletir sobre essa questão e mais não precisam disso é uma questão seria ilusório e hoje em dia sou demais autorizado pela
sua condição de outros né colocar para a sociedade hegemônica contou na sua soberba se resolve por isso ao ser preciso àquilo que é o capitalismo e a colonialidade não é uma ou outra é as duas coisas ao mesmo tempo