Antónia um se faz favor e a função antes de falar. >> Maria Antónia Pinto Matos, conservadora de museu. E agora para começar a nossa conversa, se quiserem começarmos a partir da coleção, como é que o que é que fizer?
>> Não, eu posso começar é acerca do Dr An Salves como colecionador, não é? Hum, é sempre um prazer voltar à Casa Museu Dr Anastácio Gonçalves e que apesar de não ser o meu primeiro posto como conservadora de museu, foi e o primeiro lugar onde eu fui diretora, hh, e foi um sítio eh onde se trabalhou muito, mas onde fizemos de facto trabalhos muito importantes. Quem era o Dr Anastia Gonçalves?
O Dr Anastásio Gonçalves era um médico reputado oftalmologista e ao mesmo tempo um grande colecionador. Oftalmologista, ele foi um brilhante aluno. Primeiro, estudou em Santarém, em Coimbra e em Lisboa, eh, onde se formou em medicina.
eh foi assistente de um grande oftalmologista, o Dr Gama Pinto, o professor Gama Pinto, e depois tinha exerceu como assistente inclusivamente na Faculdade e de Medicina de Lisboa e foi delegado de saúde a e teve praticou sempre medicina. Hum. e ao mesmo tempo eh colecionava desde os anos 20 eh obras de arte.
Ele nasceu em Alcanena em 1888 e morreu em 1965, já lá chegamos. H, e numa família abastada de Alcanena, o seu tio José Alves Anastácio fundou o hospital e da sua terra natal e e sempre dedicados à beniciência. Aliás, isso foi também eh um apanágio do Dr Anastásio Gonçalves.
O Dr Anastácio Gonçalves e também para vermos o lado humano do Dr Anestácio Gonçalves, e serviu na guerra, na grande guerra de 191418, aliás, para quem estuda a a documentação da Casa Museu Dr Está Gonçalves eh encontra um documentos em que mostram como ele se comportou durante esse conflito. Ele ia sempre para a linha da frente recolher os feridos e foi de facto e receber louvores eh exatamente por nunca abandonar os feridos. Aliás, eles diziam que todas as palavras eram poucas para descrever o Dr Anastácio Gonçalves, porque ele tratava-os muito bem, com muito carinho, eh, e, e acompanhava-os nas suas dores.
E por isso de facto ele, eles diziam que tudo era pouco para o descrever, porque além de ser sempre muito pontual, muito zeloso na no seu trabalho, isso mostra como ele era como pessoa. Depois ele tratou eh os os olhos de escritores eh como Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, etc. eh tratava os homens do teatro, dava-se com os homens de letras, hh e era muito muito organizado, era muito organizado no seu trabalho e eh tal como era no organizado no seu trabalho eh de forma a ter tempo, portanto, quer na sua clínica, na policlínica, no consultório, para ter tempo para frequentar teatro, os concertos para visitar exposições e para inclusivamente frequentar os antiquares, etc.
Ele demonstra isso e nós que investigávamos as suas coleções, como organizava a sua coleção. É exatamente no inventário que ele fazia da sua coleção que nós encontramos os dados mais preciosos sobre a coleção. Ele descrevia, numerava a coleção, como fazia ao inventário, portanto, numerava, descrevia a coleção, eh, e tirava as medidas, muitas vezes pesava, h, dizia onde é que havia peças e semelhantes, eh, coleções onde existiam essas peças, h, e a quem tinha adquirido, porquanto tinha adquirido.
Isto é um dado importante para nós podermos comparar o valor das obras, h, se as mandava restaurar, eh, e quanto é que tinha custado. E mais importante ainda, ele juízes de valor sobre o preço das peças, o preço das e o preço das e eh do valor de restauro, etc. Isso para nós é fundamental.
Depois posso dizer que ele não era um comprador fácil. por exemplo, ele adquiria uma peça, h, ele gostava pouco de gastar dinheiro e muitas vezes ele adquiria peças para trocar eh muitas vezes pelas pelos quadros ou pelos objetos de arte que gostava de adquirir. E os os antiquários quando vinham a sua casa, ele tinha já esses objetos para trocar.
muitas vezes adquiria essas peças para os trocar, mas também outras outras eh obras que já tinha comprado e numa tentativa de aperfeiçoar a sua própria coleção, ele trocava para comprar coisas melhores. Isto era a forma de ele eh trocar eh e de aperfeiçoar a sua coleção. Normalmente a a esmagadora maioria da coleção foi comprada no mercado português.
É muito interessante h porque eles faziam uma espécie uma espécie de tertúlias e iam e o Dr Anastácio Gonçalves, eh, com os historiadores da altura e que iam eh frequentavam os antiquários e iam aos sábados de manhã, iam iam aos antiquários e viam o que havia para comprar. E depois é interessante ver que quando se publicou Porsel Lens F de Artill Shrine do Pop, ele compra esse livro e fica muitíssimo entusiasmado e começa a interessar-se muito por azul e branco. E daí uma grande coleção de porcelana da China que acaba por a fazer parte de uma importante coleção a que acaba por reunir e resolve querer ir à Pérsia.
eh, portanto, vai, ele quer ir ao Iraque, à Pérsia e, eh, inclusivamente à Turquia para na depois de tomar conhecimento da coleção do eh Dar do Santo de Ardwiille, que é era uma importante coleção e uma coleção de referência. Entretanto, há uma epidemia de cólera, ele não pode visitar a Pérsia nessa altura e vai à Turquia. E aí fica de facto deslumbrado com a coleção do Top Capi, eh, Saren Museum, não é?
Eh, que nessa altura eh para quem conheceu, ainda conhecia a coleção, a coleção anos, muitos anos mais tarde, eh, mas ainda me lembro das coleções postas na parede, eh, nas paredes das cozinhas, etc. , e de ser de facto um deslumbramento e ele fica encantado e aumenta cada vez mais a sua coleção de porcelana da China e que é de facto uma referência e não só nacional, mas também internacional e e de facto ele ele sente-se maravilhado e cada vez com maior interesse pela porcelana. Depois a casa é também frequentada não só por pessoas que se interessam por obras de arte e por pessoas que privam com ele, não é?
Portanto, eh, por exemplo, hh, eh, os colegas médicos, eh, o outro médico extraordinariamente importante, h, eh, que vai aconselhá-lo, vai aconselhar o senhor Globenquian, que vivia aqui no no hotel Avis, aqui muito perto, onde é hoje o Imavis H e e que eh a para se ele o podia receber. É curioso que nós ficamos a saber que a primeira vez que o senhor Globenquã se desloca aqui ao consultório dele, ele não recebe imediatamente. E o senhor eh não, o primeiro contacto não é fácil, eh, porque ele, como não chegou exatamente à hora, ficou para o fim, porque o Dr Anastaso Gonçalves era muito rigoroso com horários e, portanto, o primeiro contacto não foi fácil.
e mas depois acabam por estabelecer eh eh um contacto bastante bom, de tal maneira que o Dr Anjis Gonçalves é uma das primeiras pessoas a visitar a casa do senhor Globenquian Ave no Ianá em Paris e fica deslumbrado com a coleção Globenquan ainda na casa do senhor eh do senhor Globenquá em Paris. Eh, portanto, e ele também veio visitar a coleção Anastácio Gonçalves aqui nesta casa Malhoa, que foi adquirida em 1932 ao pintor Malhoa, que tinha que pintou o retrato do Dr Anastácio Gonçalves e foi segundo o Dr Amaral Cabral, que foi o testamenteiro para as obras de arte do Dr Anastácio Gonçalves, ele terá h aquisição da Casa Melhoa que ele terá pensado em deixar a sua casa ao povo português, ao público português, portanto, ao ao governo português, para fazer desta casa uma casa museu. E porquê?
porque ele não queria que a coleção se dispersasse e não queria que deixar a casa malhoa, a casa malhoa que tinha algum interesse porque ela própria estava ligada à arte, porque aqui tinha vivido um pintor. Aqui neste mesmo sítio que era Hotel Malhoa, aqui tinha vivido um pintor que tinha algum interesse, dizia ele, e tinha todo o interesse, porque esta casa é um prémio Valmor, não é? é uma casa de norte júnior de um grande de um grande arquiteto e eh é um prémio Valmor.
E, portanto, aqui eh ele achava que a casa tinha valor e que a coleção dele também tinha algum valor. E, portanto, ele eh é era de facto tinha é um grande colecionador, mas era um homem profundamente culto, era um homem que viajava imenso. Aliás, na documentação encontram certamente que a vagon diz mesmo, recomendam e diz mesmo deem-lhe todo o apoio porque ele é um dos nossos principais clientes.
Há inclusivamente uma amiga do Dr Anastásio Gonçalves que diz e que estava a escrever, mas que não sabia onde é que ele se encontraria, portanto, porque ele viajava imenso. Eh, e um, o que é curioso é que ele morre em setembro de 65 na Rússia. E quando pede à polícia política para visitar a Rússia, ele diz: "Eu já estive na Rússia, mas eu quero voltar porque calhou num dia feriado, no dia feriado, mas que era o dia de feixo do Hermitage e Alen em Leninigrado na altura, porque é São Petersburgo.
E e o museu é um dos grandes dos poucos grandes museus do mundo que eu não conheço e eu quero voltar para visitar esse museu. Ele visita o museu, mas o seu coração não resistiu a tanta emoção e a tanta beleza que era o museu do RMA. e ele morre de facto na Rússia em 65.
E é no ano anterior que ele de facto faz o testamento e que deixa o a Casa Museu e as suas coleções eh ao eh portanto ao governo português, ao público português eh para ser à fruição de todos. Para a fruição de todos. Mas ele deixa uma cláusula e que diz que não quer que a sua coleção seja dispersa, portanto, a que a sua coleção seja dispersa para que as suas peças desta casa e para não irem para outro palácio, para outro museu, etc.
Portanto, ele no fundo tinha medo era que as suas pinturas não fossem para decorar alguma embaixada no estrangeiro, etc. Eu lembro-me que eh quando fazia parte eh de grandes exposições eh por exemplo na Europália ou noutras noutras exposições no estrangeiro de quando se pedia alguma peça à Casa Museu e de as pessoas diziam não podem ser emprestadas. Não, eu ten e depois o Dr Amaral Cabral dizia sempre, eu tenho a certeza que o Dr Anastácio Gonçalves não se opora, quando era para um grande evento cultural de sempre estar em peças desta natureza, até porque era uma forma de promover a sua própria coleção e, portanto, não se opor a eventos desta natureza.
O medo dele era exatamente esse, era que as peças se perdessem e não voltassem para a sua casa, não voltassem para a sua coleção. Por outro lado, tem-se tem-se demonstrado que os seus próprios estudos, os estudos dele da própria coleção tem ajudado e, por exemplo, quando se fazem catálogos resonas peças que passaram por aqui pelos seus registos e que hoje não se sabem o paradeiro e que ele vendeu ou que se desfez dela por qualquer motivo ou para trocar por outras, etc. que eh t ajudado, que eram de determinado pintor e que atualmente não se sabe onde onde figuravam, mas que existem, porque na realidade ele as registou.
Portanto, isto é para ver eh como este homem na realidade tudo registava, que estudava, que se interessava e que era não era um mero curioso, não era apenas gastar dinheiro, ele fazia-o por prazer, mas era um aquilo que nós encontramos na casa museu, não é uma casa de museu onde vamos encontrar objetos pessoais Ele não está aqui, vamos ver uma casa museu com objetos pessoais, etc. Não, ele está aqui escondido, mas ele está muito presente porque os as obras de arte falam por ele. É uma forma dele se revelar a ele próprio.
Aliás, ele dizia sempre: "Colecionar é um vício, um vício caro, porque comprar quadros eh mobiliário, etc. , É um vício caro, mas é um vício do qual sobra sempre alguma coisa, não é? Fica sempre alguma coisa, porque e o que fica é isto que nós vemos, não é?
Ficam os quadros, ficam as a persoana, fica o mobiliário, etc. E de uma maneira geral, ele coleciona essencialmente eh pintura portuguesa. H e e há há de facto especialistas que a têm estudado.
H e coleciona sobretudo o perfil dizia um certo gosto, a boa pintura, um certo gosto burguês. Ele não, ele não eh comprou pintura e com pintura contemporânea, não é? Ele comprou essencialmente a pintura naturalista, h comprou objetar, eh comprou e essencialmente móveis, mas móveis do século XVI.
Depois há um ou outro móvel estrangeiro, móvel móvel estrangeiro, como temos aqui neste caso eh o móvel eh eh Flamengo ou temos móveis franceses eh que são técnicas completamente completamente eh diferentes. A, mas as, e depois temos a porcelana da China. E aí sim que se vê de facto a influência das duas grandes coleções internacionais, quer a debil, quer a de a do Top Capi, em que ele tem de facto uma paixão enorme por azul e branco, em que esmagador na maioria da coleção é azul e branco, em que nós tem um ou outro exemplar do século XI, mas um um de cinco pai e uma um deá provavelmente mente, mas depois tem essencialmente azul e branco e tem família verde, que é um gosto muito francês.
E depois tem então um serviço a de facto a família rosa a mas de resto é tudo azul e branco em que nós podemos estudar aqueles e períodos essencialmente a jading, que é um em que ele tem de facto potes como o pote dos meninos, eh, que é que era um freveroso taísta e que encontramos toda aquela simbologia eh de da longevidade, não é? Que era a principal luta dele, que era encontrar a longevidade. H, e temos esse pote dos meninos a brincar, que o dos pote dos 100 meninos a brincar.
Eh, ou temos duas peças eh que temos esta eh que é o uma encomenda eh já do final da dinastia Ming, eh que é para o colégio de São Paulo de de Macau, eh portanto com a simbologia dos jesuítas e o SP de São Paulo, que eram o colégio dos dos jesuítas. e depois eh uma garrafa de colo troncado eh que é do período da União Ibérica, portanto, com eh eh o o escudo da eh das armas reais espanholas. Isso eh para eh para a porcelana porcelana da China, à parte uma coleção bastante significativa de crack porcelane eh que é de facto a porcelana de Carraca.
Isto porque nos convém a nós eh do ponto de vista eh do ponto de vista eh romântico eh eh mas que que é um nome que de que é um nome holandês, mas que tem uma uma coleção e significativa. As as coleções falam por si. H, ele tem eh coleções, coleção e do ponto de vista da pintura eh tem pintura naturalista.
Eu gosto especialmente de um quadro que eu agora estava a olhar, um quadro que eu gosto, que eu gosto especialmente, que é a praia do João Vaz, que não tem aqui, mas foi capa de catálogo de uma exposição eh que fizeram em Paris eh sobre o século sobre a pintura do século XIX, eh que eu gosto especialmente. E depois ele gostava e tinha no seu no seu escritório eh o Confita Valsa, que é um estudo eh do colombano. Mas tinha também uma senhora que também não estou agora a ver aqui a mas que é a a senhora vestida e de preto e que ele chamava a minha Goconda.
Portanto, ele tinha assim umas peças que considerava de eleição eh e que eu acho eh que era que ao fim e ao cabo são peças de uma grande simplicidade, porque a minha Goconda tem uma paleta bastante reduzida. acaba por ter uma paleta praticamente de negros e vermelhos e que no fundo eh mas que tem aquela torção com aquele chapéu e que no fundo são peças de uma grande simplicidade, mas de uma grande beleza e que são peças sempre extraordinárias e que é um gosto voltar aqui a este sítio onde se ouve música, onde se vê boa pintura, onde é sempre agradável voltar. Muito bom.
Gostava só de reforçar se nos conseguia para para depois em destaque como é que caracterizaria o boosto naço Gonçalves como colecionador. Só para pôr assim. O gosto do Dr Anastácio Gonçalves é um um gosto eclético, não é?
porque ele eh depois é preciso não esquecer eh porque é muito fácil de criticar, mas as pessoas compram aquilo que gostam e aquilo que podem. Eh porque eh aquilo que gostam e aquilo que podem é exatamente isto que eu estou a dizer, porque há pessoas que podem muito e compram aquilo que gostam. E há pessoas que gostariam de ter outras coisas.
mas que não o podem comprar, não é? Ele não, ele comprou aquilo que podia comprar e aquilo que custava. E depois temos que ver a época em que ele compra, não é?
Porque ele começou a comprar nos anos 20 e depois morre em 65, não é? Portanto, aquilo que tinha disponível comprou essencialmente cá. Eh, isso vê-se porque quem estuda os inventários, os inventários dele, vê exatamente onde ele comprou.
E depois é preciso estudar a época. Ele, eu quando vejo pessoas do tempo dele e o o que o que compraram, não é por acaso isso está recordada, h, o que é que nós quando tivemos a casa ao lado, quando se comprou casa ao lado, o que é que nós mostramos? Não foi por acaso que quando começamos a fazer exposições temporárias, eu só mostrei coleções particulares e fiz outra coisa.
Eu só eu só explorava o colecionismo. E porquê? Porque praticamente ninguém estudava colecionismo em Portugal.
E eu mostrei a coleção Palmela, a coleção do Dr as coleções do Dr Amaral Cabral. duas, porque a outra, uma outra coleção que eu considerava que era a grande coleção, mas que não vou dizer qual era, até porque ele já não está cá, h eh mostrei essas duas coleções, mostrei a coleção Palmela, uma parte porque a casa é muito pequena. hh mostre fiz o estudo de um prateiro.
Se fosse, se continuasse aqui, teria mostrado outro, porque foi a primeira vez que se fez o uma exposição só dedicada a um prateiro, h, e, e que tudo com peças de particulares, porque na realidade é importante ver essa época. Ele compra o móvel que estava mais em vol, o a pintura também e não compra a pintura. E eu chego-me, eu isso eu não lhe posso dizer porque eu não não estudei quanto é que custava um Almada, por exemplo, que vi noutras coleções.
Quanto é que custava o Almada? Quanto é que custava a pintura contemporânea para saber se ela poderia comprar? Mas ele era um homem que viajava tanto, porque eu recordo-me uma vez de estar a falar com o Dr Amaral Cabral, que era uma pessoa de facto cultíssima, tal, e o Dr Anastá Gonçalves também era.
E dele-me dizer, eu uma vez entrei e até tive que tinha vindo aqui a casa e ele estava com amigo e estavam a discutir, imagine isto, mas estavam a discutir o preço do bilhete de Atenas para o Pireu, que é o Porto. a já chegavam porque eles eles frequentavam tanto as viagens e essas e esses sítios que tantos já já discutiam um preço de um bilhete de de Atenas para o Piru, que é no instante. Isto quem quem foi a quem foi à Atenas sabe isso perfeitamente, mas isto para ver e porque é que ele não comprou esse tipo de de arte?
Portanto, eu não sei quanto é que isso custava. Não, nunca me liguei a isso. Mas mas isto é por isso que eu digo, ele comprou o que custava e o que podia comprar ou não.
Isso eu não sei. Neste momento eu não lhe posso dizer porque eu não fiz esse estudo. também não fiquei tempo suficiente ou não quis ficar tempo suficiente para podermos fazer eh essa esse tipo de esse tipo de exposição que permitisse estudar.
Eh, até porque há pessoas e quando tentei abordar a primeira coisa foi eu não quero que diga quanto é que quanto é que custa. Enquanto ele registava essas coisas, houve pessoas que também registavam e houve pessoas que não queriam de que se soubesse. Porque se compararmos com os preços de agora é importante ver até ter muito interesse, porque quando se virmos no mercado, os preços que as coisas atingem atualmente é muito interessante.
>> E a memória aquilo reforçar o que a Dr António disse que através da coleção conseguimos encontrar o Dr Anistácio Gonçalves, não é? essa memória que perdura na casa, não eh não reconstituindo a casa como era na vivência da Dr. Ça, mas >> não não era possível, porque eh é muito engraçado as pessoas perceberem uma coisa, uma uma casa habitada é completamente diferente.
Era impossível eh porque a pessoa tende a comprar e depois põe as coisas de uma forma qualquer. Por exemplo, podia-se abrir uma gaveta e saía um prato, um prato que tinha acabado de comprar. hh e ele e eu esqueci-me de referir, mas por exemplo, ele comprava uma coisa, comprava uma peça e depois punha-se a admirá-la a ver e durante algum tempo, quase que será que esta peça é para ficar?
Isso é importante. Esta peça é para ficar. Esta peça, a a coleção, como todas as coleções, é desigual.
Tem umas peças absolutamente excecionais, outras outras não são tão excecionais. Isso são todas as e depois vai-se apurando a as coleções vão-se apurando, não é? H, e ele, ele, ele quase que julgava a peça, havia uma espécie e às vezes até convidava amigos para apreciar.
E, portanto, isso é muito é muito importante. É havia uma forma uma forma dinâmica e de havia como que uma interrogação, não é? havia uma fruição da peça e depois logo via se era uma coisa que interessasse ou não.
Eh, isso é importante porque ao fim de algum tempo logo se viajo que tá tá tá ótimo. Tá com >> Eu tava com medo. Eu estava com medo já não me lembrasse.