[Música] [Música] Olá pessoal nós iniciaremos agora os estudos do livro intitulado orientalismo o Oriente como invenção do acidente de Edward site O livro está dividido em três partes sendo que em cada parte nós vamos ter as suas subdivisões nós vamos dedicar aqui uma aula para cada subdivisão sendo que nesta primeira aula nós vamos falar sobre a introdução desta obra no prefácio da edição de 2003 nós temos a informação de que o livro foi lançado em 1978 e depois de todos esses anos ainda é surpresa para o próprio autor Que ele continue sendo discutido e traduzido
pelo mundo afora em 36 idiomas o interesse naquilo que Ele tentou realizar no livro não desapareceu por completo em especial nos muitos países do Oriente propriamente dito em parte isso acontece porque o Oriente Médio os Árabes e o Islã continuaram alimentando mudanças conflitos controvérsias E no momento em que ele escreve e se prefácio continua alimentando guerras orientalismo é o produto de circunstâncias que são fundamentalmente ou melhor radicalmente fragmentos Eduardo jamais ensinou coisa alguma sobre o Oriente Médio Pois por treinamento e prática ele é um professor de humanidades sobretudo as europeias e as Americanas especialista também
em Literatura comparada a universidade e o seu trabalho pedagógico com duas gerações de estudantes de primeira linha e excelentes colegas possibilitaram o tipo de estudo deliberadamente meditado e analítico que está presente nesse livro A primeira página de orientalismo se abre com a descrição de 1975 da guerra civil libanesa que acabou em 1990 mas a violência e lamentável derramamento de sangue humano prosseguem Nesse exato minuto tivemos o fracasso do processo de paz de Oslo a eclosão da Segunda intifada e o Terrível sofrimento dos palestinos da Cisjordânia e de Gaza é invadidas com aviões f16 e helicópteros
Apache israelenses sendo utilizados rotineiramente contra civis indefesos como parte de sua punição coletiva o fenômeno dos ataques Suicidas fez sua entrada em cena com todos os seus danos sorrindo nenhum evidentemente mais chocante e apocalíptico do que os acontecimentos do 11 de setembro e suas consequências as guerras contra o Afeganistão e o Iraque Eduardo gostaria de poder afirmar que a compreensão Geral do Oriente Médio dos árabes e do Islã nos Estados Unidos melhorou um pouco mas infelizmente isso não aconteceu por razões de todos os tipos a situação na Europa parece ser consideravelmente melhor nos Estados Unidos
o endurecimento das atitudes o estreitamento da General que desencoraja e do Clichê triunfalista A Supremacia da força bruta aliada a um desprezo simplista pelos opositores e pelos outros encontraram um correlativo adequado no saque na pilhagem e na destruição das bibliotecas e dos museus do Iraque as sociedades contemporâneas de Árabes e muçulmanos sofreram ataque tão maciço tão calculadamente agressivo em razão de seu atraso Isso é falta de democracia e de sua supressão dos direitos das mulheres quem simplesmente esquecemos que nós somos como modernidade iluminismo e democracia não são de modo algum conceito simples e consensuais que
se encontram ou não como ovos de Páscoa na sala de casa defende-se que o ponto de vista de que existe uma diferença entre um conhecimento de outros povos e outras eras que resulta da compreensão compaixão do estudo e da análise cuidadosos no interesse deles mesmos e de outro lado conhecimento se é que se trata de conhecimento integrado a uma campanha abrangente de auto afirmação beligerância e guerra declarada Hoje em dia as livrarias norte-americanas estão lotadas de impressos de má qualidade ostentando manchetes alarmistas sobre Islã e o terror O Islã de cercado ameaça árabe e a
ameaça muçulmana tudo escrito por polemistas políticos que alegam de ter conhecimentos oferecidos a eles e a outros por especialistas que supostamente atingiram o âmago desses estranhos e remotos povos orientais que tem sido um espinho tão terrível nossa carne mesmo com todos os seus terríveis fracassos e seu ditador lamentável parcialmente criado pela politica Americana e duas Décadas atrás que se o Iraque fosse o maior exportador mundial de bananas ou laranja Sem dúvida não teria havido guerra nem histeria em torno de armas de destruição em massa misteriosamente desaparecidas e efeitos de proporções descomunais do exército da marinha
e da Aeronáutica não teriam sido transportados a uma distância de mais de 11 mil km com o objetivo de destruir um país que nem mesmo os americanos cultos conheciam direito todo em nome da Liberdade sem um sentimento bem organizado de que aquela gente que mora lá não é como nós e Não aprecia nossos valores justamente o cerne do dogma orientalista tradicional tal Como se descreve aqui o seu surgimento não teria feito guerra todos os impérios que já existiram em seus discursos oficiais afirmaram não ser como os outros explicaram que seu circunstâncias são especiais que existem
uma missão de Educar civilizar e instaurar a ordem e a democracia e que só em último caso recorrem a força o que é mais triste sempre aparece um couro de intelectuais de boa vontade para de ser palavras pacificadoras acerca de impérios benignos e altruístas como se não devessemos confiar na evidência que nossos próprios olhos nos oferecem quando contemplamos a destruição a miséria e a morte trazidas pela mais recente missão civilizatória a cultura do livro baseada em pesquisas de arquivo bem como os princípios gerais de vida intelectual que um dia formaram as bases do humanismo como
disciplina histórica Praticamente desapareceram em vez de ler no sentido real da palavra hoje É frequente vermos nossos estudantes se desviarem por obra do conhecimento fragmentário disponível na internet e nos meios de comunicação de massa pior ainda a educação é ameaçada por ortodoxias nacionalistas e religiosas constantemente disseminadas pelos meios de comunicação de massa que focalizam a historicamente e de maneira sensacionalista guerras eletrônicas remotas transmitindo a audiência o sentimento de precisão cirúrgica mas na realidade encobrindo o sofrimento e a destruição terríveis produzidos pela guerra limpa de hoje na demonização de um inimigo desconhecido em relação ao qual
a etiqueta terrorista serve ao propósito Geral de manter as pessoas mobilizadas e enraivacidas as imagens da mídia atraem a atenção excessiva e podem ser exploradas em épocas de crise e Insegurança do tipo produzido pelo período pós 11 de setembro Eduardo sair da observa que está longe de ser coincidência o fato de que o general Ariel Sharon de Israel que em 1982 liderou a invasão do Líbano com o objetivo de mudar o governo libanês e matou 17 mil civis no processo é no momento em que é escrito este prefácio um parceiro de George W Bush na
paz e que nos Estados Unidos pelo menos não houve contestação suficiente da tese duvidosa de que só poderiam militar será capaz de alterar um mapa do planeta reflexão debate argumentação racional princípios Morais baseados na noção secular de que o ser humano deve criar sua própria história tudo isso foi substituído por ideias abstratas que celebram a excepcionalidade Americana ou ocidental denigrem a relevância do contexto e vem as outras culturas com desprezo e descaso mesmo a linguagem da Guerra planejada é desumanizadora ao extremo vamos entrar lá tirar o Saddam destruiu o exército dele com golpes limpos cirúrgicos
e todos vão achar o máximo disse um membro do congresso uma noite dessas em rede nacional de televisão Esse é um dos lados do debate Global nos países árabes e muçulmanos a situação não chega a ser muito melhor a região escorregou para o anti-americanismo fácil que mostra pouco entendimento do que os Estados Unidos efetivamente são como sociedade relativamente impotentes para influenciar a política norte-americana os governos acabam voltando suas energias para a repressão e a contenção de suas populações o que provoca ressentimento Ira e imprecações impotentes que nada contribuem para arejar sociedades em que as ideias
seculares acerca da história e do desenvolvimento humano foram sobrepujadas pelo Maluco e pela frustração também por islamismo construído a partir do aprendizado mecânico do apagamento daquilo que é percebido como formas competitivas de conhecimento secular e da incapacidade de analisar e intercambiar ideias no âmbito do mundo predominantemente discordante do discurso moderno o mundo secular é o mundo da história da história vista como algo feito por seres humanos ação humana está sujeita a investigação e a análise a inteligência tem como missão aprender criticar e Influenciar e julgar o humanismo está centrado na ação da individualidade e da
intuição subjetiva humanas mais do que ideias prontas e Na Autoridade aceita os textos precisam ser lidos como textos produzidos no domínio histórico e que nele vivem sobre uma variedade de modos Profanos humanismo é nossa única possibilidade de resistência os prote em escala mundial logo antes do início da guerra no Iraque não teriam sido possíveis sem a existência de comunidades alternativas pelo mundo afora comunidades informadas pela rede Alternativa de informação e agudamente conscientes das iniciativas ambientais e direitos humanos e libertarias que nos unem a todos neste minúsculo planeta na introdução esta obra Eduardo nos traz que
o Oriente era praticamente uma invenção europeia e fora Desde a antiguidade um lugar de episódios romanescos seres exóticos lembranças e paisagens Encantadas experiências extraordinárias agora isso estava desaparecendo no certo sentido já havia desaparecido esse tempo tinha passado os americanos não sentiram exatamente o mesmo sobre o Oriente que mais provavelmente vão associar ao extremo oriente principalmente a e ao Japão ao contrário dos Americanos os franceses e os britânicos e em menor escala os alemães os russos os espanhóis os portugueses os italianos e os Suíços tiveram uma longa tradição daquilo que Duarte chama aqui de orientalismo que
é um modo de abordar o Oriente que tem como fundamento o lugar especial do oriente na experiência ocidental Europeia o Oriente não é apenas adjacente a Europa é Também o lugar das maiores mais ricas e mais antigas colônias europeias a fonte de sua civilizações e línguas seu rival cultural e uma de suas imagens mais profundas e mais recorrentes do outro o Oriente é uma parte integrante da civilização e da cultura material europeia orientalismo expressa e representa essa parte em termos culturais e até mesmo ideológicos no modo pescoço baseado em instituições vocabulário erudição imagens doutrinas burocracias
e estilos coloniais vai ficar claro aqui para gente que por orientalismo Eduardo quer dizer várias coisas todas interdependentes a designação mais prontamente aceita para orientalismo é acadêmica e certamente o rótulo ainda tem serventia em várias instituições acadêmicas quem ensina escreve ou pesquisa sobre Oriente seja um antropólogo com sociólogo um Historiador ou um filólogo nos seus aspectos mais específicos ou Gerais é um orientalista e o que ele faz ou ela faz é orientalismo comparado a estudos orientais ou estudos da área É verdade que o termo orientalismo deixou de ser o preferido dos especialistas atuais não só
porque é muito vago e geral como porque nota a atitude arrogante do colonialismo europeu do século XIX e do início do século XX ainda assim escrevem-se livros e realizam-se congressos que tem o Oriente como foco principal e orientalista a nova ou velha maneira como autoridade principal orientalismo é um estilo de pensamento baseado numa distinção ontológica e epistemológica feita entre o Oriente e o ocidente dessa forma um grande número de escritórios entre os quais poetas romancistas filósofos teóricos políticos economistas e administradores imperiais tem aceitado a distinção básica entre o leste e oeste como ponto de partida
para a teorias elaboradas epopeias romances descrições sociais e Relatos políticos a respeito do oriente seus povos costumes mentalidade destino e assim por diante tomando o final do 2018 como ponto de partida aproximado o orientalismo pode ser discutido e analisado como a instituição autorizada a lidar com o Oriente fazendo e corroborando afirmações a seu respeito descrevendo o Oriente ensinando colonizando e governando esse Oriente Resumindo o orientalismo como sendo um estilo ocidental para dominar reestruturar e ter autoridade sobre o Oriente por causa do orientalismo o Oriente não era e não é um tema livre para o pensamento
e Ação isso não quer dizer que orientalismo determine une lateralmente o que se pode dizer sobre o Oriente mas que consiste numa rede de interesses inevitavelmente aplicados em toda e qualquer ocasião em que essa entidade peculiar o Oriente é discutida falar dorientalismo é falar principalmente de um empreendimento cultural britânico e francês um cujas dimensões inclui áreas tão diferentes como a própria imaginação toda a Índia e o levante os textos bíblicos e as terras bíblicas o comércio de especiarias os exércitos coloniais e uma longa tradição de administradores conformedável corpo de eruditos inúmeras especialistas e auxiliares orientais
um professurado oriental um arranjo complexo de ideias orientais muitas seitas filosofias e sabedorias orientais domesticadas para o uso europeu local a lista pode se estender ainda mais indefinidamente do começo do século 19 até o fim da segunda guerra mundial a França e a grã-bretanha dominaram o Oriente E orientalismo desde a Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos dominam o Oriente abordando o Oriente como a França e a grã-bretanha fizeram antigamente dessa intimidade cuja dinâmica é muito produtiva mesmo que sempre demonstre a força relativamente maior do ocidente britânico francês ou americano daí que provém um grande corpo
de textos que Eduardo sai chama de orientalistas assim como o próprio ocidente o Oriente é uma ideia que tem uma história e uma tradição de pensamento o Imaginário e um vocabulário que lideram realidade e presença no e para o ocidente as ideias as culturas e as histórias não podem ser seriamente compreendidas ou estudadas sem que sua força ou mais precisamente em suas configurações de poder também sejam estudadas seria incorreto acreditar que o Oriente foi criado ou orientalizado e acreditar que essas coisas acontecem simplesmente como uma necessidade da Imaginação a relação entre o ocidente e o
Oriente é uma relação de poder de dominação de graus variáveis de uma hegemonia complexa não se deve supor que a estrutura do orientalismo não passa de uma estrutura de mentiras ou de Mitos que simplesmente se dissiparam ao vento se a verdade a seu respeito fosse contada o próprio Eduardo acredita que orientalismo é mais particularmente valioso como sinal de poder europeu Atlântico sobre o Oriente do que como um discurso verídico sobre o Oriente orientalismo portanto não é uma visionária fantasia europeia sobre o Oriente mas um corpo elaborado de teoria e prática que por muitas gerações tem
feito considerável investimento material investimento continuado criou o orientalismo como sistema de conhecimento sobre o Oriente uma rede aceita para filtrar o Oriente na consciência ocidental assim como o mesmo investimento multiplicou na verdade tornou verdadeiramente produtivas as afirmações que transitam do orientalismo para a cultura geral grandes fez uma útil distinção analítica entre a sociedade civil e a política na qual a sociedade civil é composta de associações voluntárias Ou pelo menos Racionais e não coercitivas como escolas famílias e sindicatos já a política é constituída de instituições estatais o exército a polícia a burocracia Central cujo papel na
vida política é a dominação direta a cultura é claro deve estar em operação dentro da sociedade civil onde a influência de ideias instituições e pessoas não funciona pela dominação mas por aquilo que Grêmio se chama de consenso numa sociedade não totalitária certas formas culturais predominam sobre outras assim como certas ideias são mais influentes que outras a forma dessa liderança cultural é o que grande identifica como hegemonia um conceito indispensável para qualquer compreensão da vida cultural no acidente Industrial é a hegemonia ou antes o resultado da hegemonia cultural em ação que dá a orientalismo a durabilidade
e a força de que Eduardo tem falado até o momento a hegemonia das ideias europeias sobre o Oriente elas próprias reiterando a superioridade europeia sobre o atraso oriental anulando em geral a possibilidade de que um Pensador mais independente ou pudesse ter visões diferentes sobre a questão o que importa no orientalismo é o grupo Geral de ideias que domina a massa de material impregnadas de doutrinas da superioridade europeia vários tipos de racismo imperialismo e coisas semelhantes visões dogmáticas doriental como uma espécie de abstração ideal e imutável são mencionados aqui três aspectos da realidade contemporânea de Edward
Side a distinção entre o conhecimento puro e político um erudito que estuda a economia Soviética trabalha numa área altamente carregada em que há muito interesse do governo e o que ele pode produzir na forma de estudos e propostas será adotado por responsáveis por políticas públicas funcionários do governo economistas institucionais peritos do serviços de inteligência em outras palavras nós teríamos aqui um conhecimento puro sendo utilizado no campo político a imposição determinante sobre a maior parte do conhecimento produzido no ocidente contemporâneo é que seja apolítico ou seja erudito acadêmico Imparcial acima de crenças sectárias ou doutrinárias estreitas
trata-se aqui de uma concepção problemática ninguém jamais inventou o método para distanciar o erudito da circunstâncias da vida da realidade de seu envolvimento com uma classe um conjunto de crenças uma posição social ou do mero o fato de ser um membro da sociedade Ah que um conhecimento que é menos e não mais parcial do que um indivíduo que o produz mas esse conhecimento não é automaticamente apolítico saber se as discussões de literatura ou fisiologia clássica estão carregadas de significado político é uma grande questão que doar trata aqui com bastante cuidado se é verdade que nenhuma
produção de conhecimento nas ciências humanas jamais pode ignorar ou negar o envolvimento de seu autor como sujeito humano nas suas circunstâncias deve ser também verdade que quando um europeu ou um americano estuda o Oriente não pode haver negação das principais circunstâncias de sua realidade ele se aproxima do oriente primeiro como um europeu ou um americano e em segundo lugar como o indivíduo orientalismo não é um simples tema ou campo político refletido passivamente pela cultura pela erudição ou pelas instituições nem é uma grande e difusa coletânea de textos sobre o Oriente nem é representativo ou expressivo
de algumas écrável Trama imperialista ocidental para oprimir o mundo oriental é antes a distribuição de consciência geopolítica em textos estéticos eruditos econômicos sociológicos históricos e filos é a elaboração não só de uma distinção geográfica básica ou seja o mundo é composto de duas metades do oriente o acidente Mas também de todo uma série de interesses que Por meios como a descoberta erudita a construção filológica análise psicológica a descrição paisagística e a sociológica orientalismo não só cria mas igualmente mantém é mais do que expressa uma certa vontade ou intenção de compreender em alguns casos controlar manipular
e até incorporar O que é um mundo manifestamente diferente orientalismo tem menos a ver com Oriente do que com o mundo ocidental o ponto de partida de análise aqui de Eduarda foi a experiência britânica Francesa e americana no Oriente tomadas como unidade investigar o plano de fundo histórico e intelectual que tornou essa experiência possível o seu teor e o caráter da experiência a grã-bretanha e a França dominaram mediter ambiental desde aproximadamente o fim do século 17 todo aquele que escreve sobre o Oriente deve se localizar frente a frente ao Oriente traduzida no seu texto essa
localização inclui o tipo de voz narrativa que ele adota o tipo de estrutura que constrói os tipos de imagens temas motivos que circulam no seu texto todos os quais se somam para formar os modos deliberados de se dirigir ao leitor e abranger o Oriente e enfim e representá-lo o falar em seu nome mas nada disso ocorre de forma abstrata todo escritor sobre o Oriente assume algum precedente oriental algum conhecimento prévio do oriente a que se refere e em que se baseia o produto principal dessa exterioridade é certamente a representação a representação que se faz do
oriente Edward análise aqui dados como estilo figuras de retórica o cenário os esquemas narrativos a circunstâncias históricas e sociais enfim como o Oriente é representado pelo acidente aquilo que comumente circula não é a verdade mas uma representação Portanto ele busca estudar as representações do oriente feitas pelo ocidente por isso que ele diz que orientalismo representa e se afasta do oriente o fato de orientalismo fazer sentido depende mais incidente do que do oriente e esse sentido tem uma dívida Direta com várias técnicas ocidentais de representação que tornam o Oriente visível Claro presente no discurso a seu
respeito essas representações feitas do oriente se baseiam em instituições tradições Convenções códigos consensuais de compreensão quando por volta da Virada do século 18 o Oriente revelou Definitivamente a idade de suas línguas tornando obsoleta a linhagem Divina do hebraico uma vez que agora nós vamos ter o sânscrito foi um grupo de europeus que fez essa descoberta e passou essa descoberta a outros estudiosos e preservou na nova ciência da filosofia indo Europeia nasceu uma nova ciência poderosa para examinar o Oriente linguístico e com ela como focou mostrou em ordem das coisas toda uma teia de interesses científicos
relacionados a história do orientalismo tem uma coerência interna em um conjunto altamente articulado de relações para com a cultura dominante que o circunda Eduardo se propõe examinar não só as obras eruditas mas também as obras de literatura tratados políticos textos jornalísticos livros de viagem estudos religiosos e filológicos em outras palavras aqui uma perspectiva híbrida amplamente histórica e antropológica para o leitor em geral Esse estudo trata de questões que sempre prendem atenção todas ligadas não só a concepções e tratamentos ocidentais do outro que é o Oriente mas também ao papel singularmente importante desempenhado pela cultura ocidental
para os leitores do assim chamado terceiro mundo Este estudo se apresenta como passo para compreender menos a política ocidental e o mundo não ocidental nessa política do que a força do discurso cultural ocidental uma força muitas vezes tomada é ruim apenas decorativa ou de super estrutura a esperança de Eduardo é ilustrar a formidável estrutura de dominação cultural e especificamente para os povos outrora colonizados os perigos e as tentações de empregar essa estrutura em si mesmos e em outros há também aqui a dimensão pessoal em cadernos do cárceremos diz o ponto de partida da elaboração crítica
é a consciência do que você é realmente é o conhece-te a ti mesmo como produto do processo histórico até aquele momento o qual depositou em você uma infinidade de traços sem deixar o inventário muito investimento pessoal de Eduardo aqui nesse estudo deriva da sua consciência de ser um oriental por ter sido uma criança que cresceu em Duas colônias britânicas Palestina e Egito um aspecto do Mundo Eletrônico pós-moderno é que houve um reforço dos estereótipos pelos quais Orient é visto a televisão os filmes e todos os recursos da mídia tem forçadas informações a se ajustar em
moldes cada vez mais padronizados no que diz respeito ao Oriente a padronização e os estereótipos culturais intensificaram o domínio da demonologia imaginativa e acadêmica do misterioso Oriente do século XIX a teia de racismo estereótipos culturais imperialismo político ideologia desumanizadora que reprime os árabes os muçulmanos é realmente muito forte e essa teia é o que todo palestino vem a sentir como seu destino singular punitivo A situação ainda se torna pior quando observamos que nos Estados Unidos nenhuma pessoa académicamente Envolvida com o Oriente próximo Isto é nenhum orientalista jamais se identificou de todo o coração cultural e
politicamente com os árabes certamente ocorreram identificações em algum nível Mas elas nunca adotaram uma forma aceitável como a da identificação americana Liberal com sionismo tendo sido com muita frequência radicalmente prejudicadas pela sua Associação com interesses políticos e econômicos desacreditados ou com a religião e nós finalizamos aqui os principais pontos presentes na introdução desta obra na próxima aula nós vamos abordar o primeiro capítulo Bons estudos a todos e até a próxima [Música]