[Música] [Música] a casa nasceu para ser um lugar onde todas as formas de arte convergem [Música] casa nasceu para ser um ponto de encontro isso tá assim descrito na arquitetura isso aqui é um lugar para as pessoas virem e se encontrarem E ficarem à vontade [Música] é um lugar para se fazer pesquisa para se experimentar para fazer as coisas que o mercado não faz para fazer as coisas que o jovem quer fazer para enfrentar de uma forma nova [Música] [Música] quando você passa na Vergueiro você tá simplesmente caminhando né 23 de Maio ninguém né Via
Expressa que tem aquele tempo e aquele som né aqui no centro cultural não você consegue sair daquela condição e daquele tempo diminui o seu passo né e ainda ver as atividades acontecendo né [Música] a gente sabe que tempo na história da cidade de São Paulo é uma categoria muito apropriada pela especulação imobiliária né quer dizer a ideia de não tem tempo a cidade que nunca para né e eu acho que Centro Cultural assim tem momentos que até comovente assim você passa com tantas possibilidades de mundo aqui dentro tem gente ouvindo música da discoteca o rei
do Alvarenga nas paradas sonoras tem gente dormindo no meio do caminho inclusive mas isso não nos atrapalha Eu também não quero dizer com isso que a gente tenha consciência exata de que a gente está fazendo isso o tempo todo eu acho que a gente acumulou algum tempo uma capacidade de respeito também ao público a população gostou e usou e usa e assumiu como dele então eu acho que isso é uma coisa que é muito emocionante porque era isso que a gente queria né que é esse espaço abrigasse o encontro das pessoas o uso cotidiano delas
esse espaço é um espaço que é da cidade [Música] [Risadas] [Música] as artes se misturam sem o menor pudor ao mesmo tempo que tentam se manter puras ao mesmo tempo né então Você ainda vê as coisas mais clássicas conceitos de piano e ao mesmo tempo você vê as experiências mais difíceis de você prever quais seriam [Música] vemos uma junção de um grupo de música de câmera erudito da USP o chamado música antiga com uma Trupe de hip hop de dançarinos que nem esses meninos que ficam ali no nosso corredor fazendo espetáculo conjunto uma experiência Barroca
junte-se um ao outro e veremos que estética nasce disse e Foi incrível são os resultados que a gente de repente não espera mais que eles são gerados isso vai se transformando em novas culturas Vai Com certeza talvez precise mais outros 30 anos e outras coisas vão nascendo desse tipo de interação e que podem criar em raízes né não nasceu aqui mas hoje já é uma raiz da casa né o dia que não tem os meninos dançando hip hop aqui praticando mostrando a sua arte uns para os outros vai faltar alguma coisa já nesse lugar já
é uma forma de arte estabelecida aqui dentro então rigorosa quanto o cinema enquanto a música o teatro hip hop faz parte daqui dançar com hip hop é uma atividade que já é uma cultura [Música] [Aplausos] samba rock tem um k-pop que é uma dança coreana Isso é uma dança coreana que eles direto da Coréia que é dançar por vídeo e a galera dançou então assim a gente trouxe outras danças acabou abrindo espaço para mais pessoas virem utilizar o espaço público todos os dias a gente praticamos exatamente nos ajuda sempre tá ajudando você chegar alguém alguém
querendo atrapalhar eles vão lá tiram então tem essa parceria [Música] sim com certeza tira foto Exatamente porque abriu um moleque muito bom para nós assim em termos de termos cultural e termos também assim de ser aprender o que que é você ser cidadão do mundo sabe não sei só ficar aprender o que que é os outros culturas tem interesse de aprender outras línguas foi um impressionante assim como ele pode ajudar culturalmente entendeu então é bem legal [Música] se lote né esse terreno foi destinado por um reordenamento né Desse dessa área que ele chamavam de Nova
Vergueiro então em 1974 houve uma licitação para redesenhar né essas áreas essa área próxima a linha azul do metrô e as estações a intenção da emurb na verdade com esse reordenamento era de certa maneira tem uma contrapartida com as obras do metrô então ao metrô tinha o metrô cabia responsabilidade de construção das estações e qualificação das Linhas E aí Núbia esse projeto de adequação dessas áreas envoltórios e para cá naquele momento 74 eles lançaram um concurso né e uma licitação com algumas diretrizes então para essa área aqui tem esses croquis da imube que mostra né
intenção de iculização mesmo dessa área Esse concurso foi anulado e na época a ply Foi contratada para fazer um novo um novo estudo um novo projeto e a plaque era era liderada pelo Eurico do steles também tava nesse equipe que começou a fazer essa essa esse novo desenho essa essa nova proposta para uma biblioteca ele começa com um espaço muito ambicioso de ampliação da Biblioteca Mário de Andrade com capacidade para 1 milhão de livros né Então até hoje a gente tem um subsolo que fica na altura da 23 de Maio que é um hoje é
praticamente vazio usado muito para ser mas era o estoque o grande espaço de estoque mas ele nascia já com uma biblioteca moderna uma biblioteca que muito diferente da Biblioteca Mário de Andrade onde o usuário tem muito pouco acesso ao livro eles durante todo o processo de estudo do projeto Ele nasce com uma biblioteca onde o usuário ficaria muito mais próximo do livro né então elas eram uma ideia muito mais contemporânea que hoje em dia a gente acha que é nova mas não quer dizer aqui esse espaço já nasceu assim eu exploro a ação isso isso
esse olhar é muito bom desse razão muito bom muito bom esse olhar muito bom isso garante a dor sensação é muito garante à toa se libertar não existe espaço mais incrível em São Paulo um espaço público do que o Centro Cultural eu tô lá desde o primeiro dia com a equipe que organizou isso então a cada sábado a gente trabalha com um grupo de pessoas que aparece de maneira gratuita tanto para eles como para a gente cada sábado é um diretor e o psicograma sai do contexto Urbano contexto social lá em cima na rua pessoal
desce para sala do Barbosa e quando tem confiança de tá em grupo trabalha não aqui agora e depois a gente compartilha a experiência das últimas duas horas e isso é sempre muito incrível é um lugar onde São Paulo pode falar através das pessoas [Música] a gente está dando nome de cidadania que é a interação da casa com a cidade existe uma cultura da cidade hoje a gente identifica essa cultura se manifestando aqui dentro uma horta que são hortelãs urbanos um grupo de rapazes que moram aqui pela vizinhança ou que chegam aqui de metrô que cuidam
de uma horta que tá ali em cima uma vez por mês eles fazem uma espécie de Cerimônia da colheita chama todo mundo num domingo de manhã eles interferiram na nossa paisagem urbana porque já plantaram uma fileira de milho lá em cima que já é enfim faz parte do visual temos uma coluna de um milharal no nosso na nossa silhueta do outro lado do prédio ali a gente tem uma oficina de bicicletas que é voluntária colaborativa gratuita que é os voluntários abrem a oficina e se você chegar com a bicicleta quebrada a alegria deles é consertar
sua bicicleta é tudo feito gratuitamente Mas é uma forma deles manifestar o seu amor pela cidade através da bicicleta eu acho isso Fantástico assim sabe manifestação de cidadania que a gente considera cultura e por isso a casa recebe né De Braços Abertos [Música] a gente tem uma oficina lá embaixo que tinha uma Folia onde tem máquinas antigas de impressão do tipo que se usa por exemplo para fazer lambe-lambe folhas de papel grande que se cola nos muros né são coladas no muro com letras enormes também lá tá se desenvolvendo uma comunidade de artistas que usam
isso já como forma de arte não mais para comunicação mas é para fazer seus desenhos fazer uma espécie de uma nova gravura são formas diferentes de cidadania se manifestando aqui e que eu acho que mais um tempo isso entra para essa definição de Cultura dentro de uma cidade grande o lugar que tiver teatro música [Música] [Música] a proposta dele é uma rua interna um eixo que ligaria o metrô e você atendo todas as coisas acontecendo até você chegar e mergulhar no que seria propriamente a biblioteca que é onde nós estamos né então é esta rua
teria como porta o metrô então qualquer localização numa grande metrópole se você tá numa boca de metrô não importa em que bairro você esteja ela é absolutamente acessível para a cidade inteira tanto é que foi muito difícil de mencionar quantos usuários isso aqui teria quantos quantos livros poderia ter porque o metrô ainda não tinha o papel que tem hoje então qual é a importância do metrô nessa nesse acesso né se convite a população agora nós não conseguimos na época é outro apelo vamos ver se a gente consegue Ligar diretamente gente o Centro Cultural ou metrô
nós fizemos o seguinte nós deixamos o piso no mesmo nível que o piso do metrô ou seja só abrir uma parede que liga sabe aquela coisa que você planta para o futuro quem sabe alguém dia é iluminado ou alguma coisa acontece que a gente consegue essa ligação tão importante para um edifício como esse né você ter do mesmo entrar direto aqui já pensou que maravilha por causa desse conceito de você vir da rua atravessar o prédio e poder participar do que tá acontecendo aqui foi criado esse conceito também de Transparência junto com a rua os
espaços aqui dentro são todos Divididos com vidros amplos então se você olhar naquela direção você talvez através de três ou quatro paredes de vidro e você tá vendo as pessoas do lado de lá no fundo Isso é uma forma de atrair as pessoas que estavam simplesmente passando por aqui para que elas comecem a tomar conhecimento de tudo que acontece mas isso trouxe consequências no uso do espaço é como se as pessoas criassem as paredes mentalmente elas se isolam só na cabeça delas elas estão visíveis daqui nós estamos olhando para lá e vendo as pessoas vendo
as pessoas em todas as direções Mas elas estão se comportando como se tivesse uma parede nos separando [Música] elas adquirem essa espécie de intimidade virtual né Então as pessoas aqui se amam se beijam dançam falam alto estudam peças de teatro na frente de todo mundo como se ela tivesse no quartinho dela na casa dela com toda a intimidade apesar de todo esse vidro [Música] isso eu acho que é o melhor sinal de que isso aqui foi adotado por eles como um lugar deles né eles não têm medo de se beijar aqui dentro não são reprimidos
e eu acho que o lugar recebe bem isso né Qualquer manifestação se dá bem aqui [Aplausos] [Música] [Música] o Centro Cultural uma extensão da rua aberto para rua e é sofisticado ele tem uma estrutura arquitetônica sofisticada espaço sofisticado você sai de um espaço entra no outro quase não percebendo você tem aquelas árvores todas no Pátio Central foram mantidas porque aqui foi uma postura de projeto né a gente poderia dizer até que deve ter resquício de de da Serra do Mar da floresta natural de São Paulo não aquilo era um Quintais de casas que existiram ali
mas tem vegetação significativa e é muito interessante você andar pelas ruas internas e chegar na praça central com aquela vegetação toda e mais a cultura em volta né biblioteca teatros acontecimentos é muito rico cada vez que você vai olhando você consegue entender um novo layer vai o nova camada de significados que ele pode ter não é este eu acho que é isso é essa coisa que aparece na música também essa coisa que vai mas não vai na nossa cultura existe isso né Eu acho que as pessoas se sentem bem nesse espaço porque ela tem raízes
nossas tem uma modulação rígida é mas o espaço é muito diverso né os vãos eles vão variando as vigas elas todas elas vão variando Então no fundo é uma espécie de de módulo que ele que ele vai variando conforme a necessidade isso dá um pouco a riqueza da conformação do desenho né de lá para cá e tal a nota ele é o autor desse projeto Com certeza então assim ele sempre foi um cara que essa coisa da estrutura ele olhava as coisas estudava o gaudir estudava a hora alto e ele disse assim as coisas na
natureza são assim então você pega um tronco de árvore ela tem uma uma dimensão o tronco porque ela aguenta e elas os galhos vão afinando até a última folhinha existe uma hierarquia então também essas peças foram pensadas um pouco nessa graduação para cada função que ela tá exercendo e daí isso mas isso também tem uma lógica construtiva né Então essa estrutura parece que ela é toda estranha mas ela tem uma lógica ela tem um vigamento a cada seis metros Então os panos de Laje são bem menor são pequenos com vãos que estivessem diretamente e aí
A então foi uma forma de construção muito industrializada quase era uma obra de montagem apesar da enorme diversidade espacial para muita gente é um grande navio né Depende de como você olha a cobertura principal ela parece que é ondulada parece que é um movimento do mar e ao mesmo tempo ela tem uma série de citações a escola paulista Escola do Artigas não é como Pilar Central que é o Pilar aberto que parece a rodoviária de Jaú mas de novo não usando concreto usando o aço é uma citação Ou pelo menos da Rocha ao ao projeto
do pavilhão de Osaka a hora que o Pilar Encosta na fachada no Jardim ele toca o solo então ele ele constrói uma uma espécie de releitura de tudo aquilo que estava sempre de uma maneira muito original né usando não só o concreto é uma estrutura originalíssima que usa o vigas de concreto com a base dela de aço e Pilares metálicos isso foi feito toda essa estrutura foi feita num pequeno galpão na periferia de São Paulo com poucas pessoas montando né uma técnica muito engenhosa vamos chamar assim da montagem e da criação de toda essa estrutura
[Música] quando você tem uma abertura dessas que você tem mezaninos e tal é um espaço feito para pessoa dominar o todo ou seja ele não tá na sala número 135 do décimo segundo andar ele tá dentro de um edifício essa questão de você se situar e se entender dentro do espaço é uma coisa maravilhosa Muita gente da área da cultura trabalhou aqui trabalha e batalha mas tudo como nesse país a cultura é difícil É sempre uma guerra seja por vocês que fazem cinema para a gente é sempre assim mas é não desistiu Jamais porque a
resposta é ótima né quando as pessoas têm uma outra dimensão do que pode ser a vida as pessoas elas deverão na minha expectativa cobrar pedir mais espaço para elas dentro do Centro Cultural não desenho perfeito daqui a x décadas duas 20 Anos 30 anos Talvez não haja necessidade de haver mais curadoria no sentido que existe hoje ter alguém programando as atividades artísticas da casa um desenho que eu acho desejável as pessoas desenvolveriam suas atividades artísticas aqui dentro claro que isso precisa ter um processo precisa ter um fluxo precisa ter uma organização Mas seria um para
mim uma grande Mostra de amadurecimento da cidade as pessoas se sentirem donas dos espaços cênicos também que a gente tem aqui dentro né E que isso fosse feito com o mesmo critério de qualidade que a gente tem hoje através de uma curadoria feita por profissionais especializados experientes e que estão em contato com toda a comunidade artística né Mas se a gente chegasse um dia ao ponto das do fim dos ocupantes do prédio eles proporem suas ocupações artísticas isso para mim seria um futuro desejável para uma casa como essa [Música] [Risadas] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música]
[Risadas] [Música] [Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música] [Música]