Hoje você vai conhecer a história completa do livro de Números de uma forma que talvez nunca tenha visto, sem filtros e sem enrolação. Fique até o final e tenho certeza que a história desse poderoso livro vai mudar algo na sua vida. Eles foram libertos da escravidão, viram milagres extraordinários. receberam a lei de Deus no monte Sinai. [Música] Agora caminham em em direção à terra prometida. É exatamente nesse ponto que entra o livro de Números. O livro de Números narra os quase 40 anos de peregrinação de Israel pelo deserto, desde o monte Sinai até as planícies
de Moabe, às portas da terra prometida. Em Números, veremos Deus organizando seu povo de forma meticulosa, preparando-o para as batalhas e para a vida em Canaã. Mas também testemunharemos as constantes murmurações, rebeliões e a incredulidade daquele povo que resultaram em juízos divinos e na perda de uma geração inteira no deserto. E você, assim como eu, acredita que este não é apenas um livro de histórias antigas, mas a própria voz de Deus eando através de sua palavra para os nossos dias? Então, comente agora mesmo aqui embaixo. Antes mesmo de começarmos, quero ouvir a voz de Deus
no livro de Números. E então vamos pra palavra. No segundo ano após a saída do Egito, precisamente no primeiro dia do segundo mês, o Eterno falou a Moisés na tenda do encontro, ali no deserto do Sinai. Sua ordem era clara: realizar um senso completo da congregação de Israel. Essa contagem deveria incluir todos os homens com 20 anos ou mais, aptos para a guerra, organizados por suas famílias e casas paternas. Arão, o sacerdote, estaria lado a lado com Moisés para essa Importante tarefa. Deus designou um líder de cada tribo para auxiliar no processo. Assim como Moisés,
Arão e esses 12 príncipes tribais, a congregação se reuniu para o registro. Ao final do levantamento, o número total de homens de Israel, de 20 anos para cima, prontos para a guerra, alcançou a impressionante marca de 603.550 homens. Havia, no entanto, uma exceção notável a essa contagem militar, a tribo de Levi. O Senhor instruíra Moisés Especificamente, que os levitas não deveriam ser contados para o exército. Em vez disso, a eles foi confiada uma responsabilidade sagrada e exclusiva, cuidar do tabernáculo do testemunho. Isso incluía todos os seus utensílios e pertences, a tarefa de transportá-lo, ministrar em
suas dependências e acampar estrategicamente ao seu redor. Quando fosse necessário mover o tabernáculo, os levitas seriam os únicos a desarmá-lo e, ao se estabelecerem em um novo local, Deveriam montá-lo novamente. Foi estabelecido que qualquer pessoa de outra tribo que se aproximasse do tabernáculo de forma indevida, seria punida com a morte. Enquanto as demais tribos de Israel montariam seus acampamentos e bandeiras, cada uma em sua devida posição, os levitas acampariam em volta do tabernáculo do testemunho. Isso garantiria que nenhuma ira divina recaísse sobre a congregação por falha no cuidado com a santidade do Santuário. Assim, a
tribo de Levi cumpriria sua guarda e serviço exclusivos. E assim os filhos de Israel fizeram tudo exatamente como o Senhor havia ordenado a Moisés. Após o grande recenciamento, o Senhor deu novas instruções a Moisés e a Arão, detalhando a organização dos acampamentos e a ordem das marchas para os filhos de Israel. A disposição não seria aleatória, mas sim um reflexo da ordem divina. Cada tribo deveria acampar sob sua Própria bandeira junto aos estandartes de suas casas paternas, mantendo uma distância respeitosa da tenda do encontro, o centro da presença de Deus. A organização dos acampamentos seria
dividida em quatro grupos principais, cada um posicionado em um dos pontos cardiais ao redor do tabernáculo. Ao leste, nascente, acampariam as tribos do estandarte do acampamento de Judá, liderados por Naçon, filho de Aminadab. Este grupo incluía Judá e Sakar Zebulon. O total de homens aptos para a guerra nesse acampamento era de 186.400. Seriam eles os primeiros a partir quando o acampamento se movesse. Ao sul acampariam as tribos do estandarte do acampamento de Ruben, liderados por Elisur, filho de Sedeur. Este grupo era composto por Ruben, Simeão e Gade. O total de homens aptos para a guerra
nesse acampamento era de 151.450. Eles seriam os segundos a partir ao poente acampariam as tribos do Estandarte do acampamento de Efraim, liderados por Elisama, filho de Amiúde. Este grupo incluía Efraim, Manassés e Benjamim. O total de homens aptos para a guerra nesse acampamento era de 108.100. Eles seriam os terceiros a partir. Ao norte acampariam as tribos do estandarte do acampamento de Dan. liderados por Azer, filho de Amisadai. Este grupo era formado por Dan, Aer e Naftali. O total de homens aptos para a guerra nesse acampamento era de 157.600. Eles seriam os últimos a partir, formando
a retaguarda de todas as hostes. No centro de todos esses acampamentos e entre os grupos do sul e do oeste estaria o tabernáculo do encontro, com o acampamento dos levitas ao seu redor. Os levitas, como vimos, não faziam parte da contagem militar e tinham a responsabilidade exclusiva de cuidar do santuário. Eles marchariam no meio dos acampamentos, garantindo que o tabernáculo estivesse sempre no lugar Devido, no coração da congregação. Essa era a ordem dos acampamentos dos filhos de Israel, conforme suas casas paternas. O número total dos alistados, segundo suas hostes, foi novamente confirmado em 603.550. E
assim os filhos de Israel fizeram tudo exatamente como o Senhor havia ordenado a Moisés. Acampavam segundo suas bandeiras e marchavam cada um segundo suas famílias e casas paternas. Com a grande congregação de Israel, agora Organizada em seus acampamentos e hostes, uma atenção especial se voltava para a linhagem sacerdotal. Arão, o sumo sacerdote, tinha seus filhos. Nadab, o primogênito, Abiu, Eleazar e Itamar. Esses homens haviam sido ungidos e consagrados para o ofício sacerdotal. Contudo, Nadab e Abiú já não estavam mais entre eles, pois haviam morrido diante do Senhor no deserto do Sinai, quando ofereceram fogo estranho,
como não deixaram filhos, a responsabilidade Do ministério sacerdotal recaiu sobre Eleazar e Itamar, que serviam na presença de seu pai, Arão. Nesse período de profunda organização, o Senhor dirigiu-se a Moisés com uma nova e específica incumbência: trazer a tribo de Levi. Eles seriam apresentados a Arão para um propósito exclusivo, servir a ele e a toda a congregação, dedicando-se inteiramente ao serviço do tabernáculo do encontro. Sua missão era zelar por todos os elementos do santuário, desde Os utensílios até sua manutenção, garantindo que o serviço divino fosse realizado. A tribo de Levi foi assim totalmente entregue a
Arão e seus filhos, separada dentre as demais tribos de Israel para este sagrado encargo. Para proteger a santidade do local, a ordem divina era clara. Qualquer pessoa de outra tribo que tentasse aproximar do santuário de forma indevida, seria morta. Os levitas, e apenas eles, tinham a autorização para se aproximar e servir No tabernáculo. Prosseguindo com a organização dos levitas, o Senhor também ordenou um recenciamento específico para eles. Diferente da contagem militar, eles seriam registrados por suas famílias, incluindo todos os homens a partir de um mês de idade. O número total de levitas contados, homens de
um mês para cima, foi de 22.000. Os levitas foram divididos em três grandes famílias, descendentes diretas dos filhos de Levi, Gerson, Coat e Merari, cada uma com suas responsabilidades designadas para o serviço do tabernáculo. Os gersonitas eram responsáveis por todos os componentes têxteis e móveis do tabernáculo e do pátio. Isso incluía as coberturas, os véus, as cortinas e suas cordas. Seu acampamento ficava ao oeste do tabernáculo. Os coatitas tinham a tarefa mais sagrada, o cuidado dos móveis e objetos mais santos do santuário. A eles cabia zelar pela arca, A mesa, o candelabro e os altares,
juntamente com todos os seus utensílios. Seu acampamento situava-se ao sul do tabernáculo. Os meraritas eram encarregados da estrutura pesada e sólida do tabernáculo. Eles cuidavam das armações, travessas, colunas, bases e tudo o que dava sustentação ao santuário, além das colunas do pátio. Acampavam ao norte do tabernáculo. Moisés e Arão, juntamente com os filhos de Arão, acampavam ao leste do Tabernáculo, diretamente em frente à tenda do encontro. A eles pertencia a responsabilidade máxima sobre a guarda do santuário em nome de todo o povo de Israel. A regra de que qualquer estranho que se aproximasse do santuário
seria morto era estritamente observada. Uma questão de substituição divina também foi abordada pelo Senhor a Moisés. Cada primogênito homem de Israel, a partir de um mês de idade Pertencia ao Senhor. Isso vinha desde o dia em que Deus feriu todos os primogênitos no Egito. Agora, os levitas seriam tomados em lugar de todos os primogênitos dos filhos de Israel. Havia, contudo, um pequeno excedente. O número de primogênitos em Israel era de 22.273, enquanto os levitas somavam 22.000. Para os 273 primogênitos excedentes, seria necessário um resgate. Moisés deveria cobrar cinco ciclos de prata por cabeça para cada
um desses, usando o padrão do ciclo do santuário. Moisés cumpriu a ordem. recebendo o dinheiro desse resgate e entregando-o a Arão e a seus filhos, exatamente como o Senhor havia instruído. Após a organização dos acampamentos e a dedicação dos levitas ao serviço do santuário, o Senhor dirigiu-se novamente a Moisés e a Arão. A instrução agora era ainda mais específica, contar os filhos De Coat, Gerson e Merari, mas desta vez focando nos homens com idade para o serviço ativo. O censo deveria incluir todos os homens entre 30 e 50 anos de idade, aqueles que estavam aptos
para realizar o trabalho na tenda do encontro. A cada família levítica, foi atribuída uma função distinta e crucial no transporte do tabernáculo, um processo que exigia precisão e reverência, pois lidavam com os objetos mais sagrados. Para os coatitas, a responsabilidade era a mais delicada. o transporte dos objetos santíssimos. Quando o acampamento se movesse, Arão e seus filhos deveriam primeiro cobrir a arca da aliança, a mesa da presença, o candelabro, os altares e todos os utensílios do santuário com véus e coberturas específicas, garantindo que ninguém os tocasse diretamente ou os visse sem a devida proteção. Somente
depois de tudo devidamente coberto pelos Sacerdotes é que os coatitas poderiam se aproximar para carregar esses elementos sagrados sobre os ombros usando as varas apropriadas. Era uma tarefa de extrema santidade e qualquer desrespeito resultaria em morte. O número de coatitas contados para este serviço foi de 2750. Os gersonitas tinham a incumbência de transportar as partes mais leves e os revestimentos do tabernáculo. Isso incluía as cortinas da tenda do Encontro, sua cobertura, o vel da porta, as cortinas do pátio, o vel da porta do pátio e todas as suas cordas. Eles utilizariam dois carros e quatro
bois para auxiliar no transporte desses itens sob a supervisão de Itamar, filho de Arão. O número de gersonitas contados para este serviço foi de 2630. Por fim, os meraritas eram responsáveis pelo transporte das estruturas pesadas do tabernáculo e do pátio. Isso envolvia as armações, travessas, colunas, bases, Estacas e cordas. Para essa tarefa que demandava grande força, eles teriam quatro carros e oito bois, também sob a supervisão de Itamar, filho de Arão. O número de meraritas contados para este serviço foi de 3.200. O número total de levitas contados para o serviço na tenda do encontro, ou
seja, todos os homens entre 30 e 50 anos aptos para o trabalho, foi de 8.000 1580. Assim, cada família levítica sabia exatamente sua função no serviço do Tabernáculo, tanto na montagem e desmontagem quanto no transporte pelo deserto. Tudo era feito conforme o Senhor havia ordenado a Moisés. Com a nação de Israel agora, meticulosamente organizada em suas tribos e acampamentos, e os levitas, devidamente designados para o serviço do tabernáculo, a atenção divina se voltou para a manutenção da santidade e da justiça dentro do próprio arraial. Afinal, a presença de Deus habitava ali E a pureza do
povo era essencial. Foi assim que o Senhor falou a Moisés, estabelecendo diretrizes claras para a remoção de impurezas. Qualquer indivíduo que tivesse lepra, qualquer secreção de seu corpo ou que houvesse tocado em um morto, deveria ser enviado para fora do acampamento. Essa medida, válida tanto para homens quanto para mulheres, não era um castigo, mas uma salvaguarda para a santidade do lugar onde o eterno Residia. Os filhos de Israel, compreendendo a importância dessa ordem, cumpriram-la fielmente, removendo os impuros para além das fronteiras do arraial. Além da pureza física, a integridade moral e a justiça nas relações
também foram abordadas. O Senhor ditou leis para quando um homem ou mulher cometesse um erro contra o próximo, resultando em uma infidelidade ao próprio Senhor. Se posteriormente essa pessoa sentisse culpa, deveria Confessar abertamente o pecado. Mais do que isso, era exigida a restituição total do que havia sido roubado ou retido indevidamente com o acréscimo de 1/5 do valor original. Essa compensação deveria ser entregue diretamente à pessoa lesada. Caso a pessoa lesada já tivesse falecido e não houvesse parente próximo para receber a restituição, o valor deveria ser entregue ao sacerdote, juntamente com um carneiro, como oferta
de expiação, Honrando assim a justiça divina. E finalmente uma situação de profunda delicadeza foi regulamentada. a suspeita de adultério. Se umido desconfiasse da infidelidade de sua esposa, mas não houvesse provas concretas ou testemunhas, ele deveria levá-la ao sacerdote. A mulher seria apresentada solenemente diante do Senhor. O sacerdote então prepararia uma oferta de cereal para ela, uma oferta de ciúmes, sem azeite ou Incenso, pois seu propósito era trazer à memória a iniquidade, caso ela existisse. O sacerdote colocaria a mulher de pé diante do Eterno, e num vaso de barro misturaria a água santa com pó do
chão do tabernáculo. Ele faria a mulher jurar, invocando sobre ela uma maldição. Se ela tivesse sido infiel, seu ventre incharia e sua coxa se enfraqueceria após beber as águas amargas que traziam maldição. Se contudo, ela estivesse pura, nada lhe Aconteceria. A mulher, em resposta, deveria afirmar: "Amém, amém". O sacerdote escreveria essas maldições em um pergaminho e as lavaria na água amarga, que então seria dada à mulher para beber. Se ela fosse culpada, as águas amargas causariam o inchaço do ventre e o enfraquecimento da coxa, e ela se tornaria um opróbrio entre seu povo. Mas se
a mulher estivesse pura e fosse inocente, ela não sofreria mal algum e Seria capaz de conceber filhos. Esta era, portanto, a lei dos ciúmes, estabelecida para quando uma esposa se desviasse e fosse infiel ao marido, ou quando o espírito de ciúme viesse sobre o marido e ele suspeitasse de sua esposa, assim o marido estaria livre de culpa, e a mulher, se culpada, levaria sobre si a sua própria iniquidade. Em meio às leis que governavam a pureza do acampamento e a retidão nas relações, o Senhor trouxe a Moisés instruções Sobre uma forma de consagração voluntária e
profunda, o voto do nazireado. Tanto homens quanto mulheres podiam fazer esse voto, dedicando-se de maneira especial ao eterno por um período determinado. Quem fizesse o voto de Nazreu deveria observar três restrições principais. Primeiro, era proibido consumir qualquer produto da videira. Isso incluía vinho, bebida forte, vinagre de vinho ou de bebida forte, suco de uvas, uvas frescas Ou secas. A dedicação exigia uma completa abstinência de tudo que provinha da videira. Segundo, durante todo o tempo do seu voto, nenhuma navalha deveria passar sobre sua cabeça. O cabelo deveria crescer livremente, como um sinal visível e público de
sua consagração ao Senhor. Somente ao final do período do voto é que o cabelo poderia ser raspado. Terceiro, e de suma importância, o nazireu não podia se contaminar por contato com um morto. Isso significava não se aproximar do corpo de pai, mãe, irmão ou irmã, mesmo que fossem seus parentes mais próximos. A consagração ao seu Deus estava acima de qualquer obrigação familiar nesse aspecto. Se por acaso alguém morresse subitamente perto dele e o contaminasse, o nazireu deveria raspar a cabeça no sétimo dia da purificação e apresentar duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote para expiação.
No oitavo dia traria os animais ao sacerdote, que Ofereceria um como oferta pelo pecado e outro como holocausto. Além disso, deveria oferecer um cordeiro de um ano como oferta pela culpa e recomeçar seu voto, pois os dias anteriores teriam sido invalidados pela contaminação. Ao término do período de sua consagração, o nazireu deveria comparecer à porta da tenda do encontro. Ali ele apresentaria ao Senhor suas ofertas. Um cordeiro de um ano sem defeito para holocausto, uma cordeira de Um ano sem defeito para oferta pelo pecado e um carneiro sem defeito para oferta pacífica. Juntamente com essas
ofertas, traria um cesto de pães ásimos feitos de flor de farinha, amassados com azeite, bolos ásimos untados com azeite e as suas ofertas de cereais e de libações. O sacerdote apresentaria essas ofertas perante o Senhor, oferecendo o cordeiro para o holocausto e a cordeira para a oferta pelo pecado. O carneiro seria oferecido como oferta pacífica e o Sacerdote faria a expiação pelo nazireu. Depois disso, o nazireu raparia a cabeça na porta da tenda do encontro e colocaria o cabelo consagrado sobre o fogo da oferta pacífica. O sacerdote pegaria a espádua cozida do carneiro, um bolo
áimo do sexto e um bolo áimo fino, e os colocaria nas mãos do nazireu, depois que ele houvesse raspado o cabelo de sua consagração. Então o sacerdote agitaria essas ofertas diante do Senhor, e elas seriam Consideradas santas para o sacerdote, além do peito da oferta agitada e da coxa da oferta alçada. Somente depois de todo esse processo, o nazireu estaria livre para beber vinho novamente. Esta era a lei do nazireu que fizesse voto, assim como a sua oferta ao Senhor pela sua consagração, além de qualquer outra coisa que suas posses pudessem permitir. De acordo com
o voto que fizesse, assim deveria fazer, segundo a lei da sua consagração. Após a meticulosa Organização do acampamento, a designação dos levitas para seus serviços e a instituição das leis de pureza e consagração, chegou um momento de grande celebração e dedicação. No dia em que Moisés terminou de levantar o tabernáculo, ungindo-o e santificando-o com todos os seus utensílios e também o altar e todos os seus utensílios, os líderes de Israel se apresentaram. eram os príncipes de Israel, os chefes das casas paternas, os Líderes das tribos que haviam sido contados. Eles trouxeram suas ofertas diante do
Senhor. Suas ofertas consistiam em seis carros cobertos e 12 bois, um carro para cada dois príncipes e um boi para cada um. Eles os apresentaram diante do tabernáculo. O Senhor então falou a Moisés, instruindo-o, a aceitar essas ofertas para o serviço da tenda do encontro e a entregá-las aos levitas, de acordo com as necessidades de cada um em seu Serviço. Moisés entregou dois carros e quatro bois aos filhos de Gerson para o serviço que lhes cabia. Aos filhos de Merari entregou quatro carros e oito bois, pois a eles cabia o serviço mais pesado. Tudo isso
foi feito sob a supervisão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. Contudo, aos filhos de Coate, Moisés não deu nenhum carro nem boi, pois o serviço do santuário que lhes pertencia era o transporte dos objetos sagrados sobre os próprios ombros. A Partir do dia em que o tabernáculo foi ungido, cada príncipe, em seu dia designado, trouxe sua oferta para a dedicação do altar. No primeiro dia foi Naçon, filho de Aminadabe, da tribo de Judá. Sua oferta consistiu em um prato de prata de 130 ciclos de peso, uma bacia de prata de 70 ciclos, ambas cheias
de flor de farinha amassada com azeite para oferta de cereais, uma colher de ouro de 10 ciclos, cheia de incenso, um novilho, um carneiro e um Cordeiro de um ano para holocausto, um bode para oferta pelo pecado e para oferta pacífica, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, e cinco cordeiros de um ano. Nos 12 dias seguintes, cada um dos príncipes das outras tribos trouxe ofertas idênticas às de Nassom, seguindo a ordem de suas tribos. A soma total de todas as ofertas de dedicação dos príncipes foi impressionante. 12 pratos de prata, cada um pesando 130 Ciclos.
12 bacias de prata, cada uma pesando 70 ciclos. O peso total da prata dos utensílios foi de 2400 ciclos, segundo o ciclo do santuário. 12 colheres de ouro, cada uma de 10 ciclos, cheias de incenso. O peso total do ouro das colheres foi de 120 ciclos. Para os holocaustos foram oferecidos 12 novilhos, 12 carneiros e 12 cordeiros de um ano com suas ofertas de cereais e 12 bodes para oferta pelo pecado. Para as ofertas pacíficas foram oferecidos 24 Bois, 60 carneiros, 60 bodes e 60 cordeiros de um ano. Quando Moisés entrava na tenda do encontro
para falar com o Senhor, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins. E assim ele falava com Moisés. Com o tabernáculo dedicado pelas ofertas generosas dos príncipes de Israel, a atenção se voltou para os detalhes finais da operação do santuário. O Senhor falou a Moisés e a Arão sobre a forma como as lâmpadas do candelabro deveriam ser acesas e dispostas. Arão deveria colocar as sete lâmpadas de modo que iluminassem a frente do candelabro, difundindo luz para a área à sua frente. Moisés fez
exatamente como o Senhor havia ordenado. O candelabro feito de ouro batido desde o seu pedestal até as suas flores, era obra de artesão e foi construído conforme o modelo que o Senhor havia mostrado a Moisés. Em Seguida, o foco se voltou novamente para os levitas, não mais para sua contagem ou transporte, mas para a sua consagração formal ao serviço do Senhor. O Eterno instruiu Moisés a purificar os levitas de uma maneira especial. Eles deveriam ser aspergidos com água da purificação, rapar seus pelos de todo o corpo e lavar suas vestes. Após essa purificação, os levitas
deveriam trazer um novilho com sua oferta de cereais de flor de farinha amassada com azeite e Outro novilho para oferta pelo pecado. Arão então apresentaria os levitas diante do Senhor à porta da tenda do encontro na presença de toda a congregação dos filhos de Israel. Os filhos de Israel simbolicamente colocariam suas mãos sobre os levitas, designando-os para o serviço. Arão apresentaria os levitas como uma oferta de movimento ou oferta alçada, dedicando-os ao Senhor em nome dos filhos de Israel. Isso os purificaria e os consagraria para o serviço divino. Em seguida, os levitas colocariam suas mãos
sobre a cabeça dos novilhos. Um seria sacrificado como oferta pelo pecado e o outro como holocausto ao Senhor para fazer expiação pelos levitas. Assim, os levitas seriam purificados e dedicados dentre os filhos de Israel. Eles passariam a ser uma propriedade exclusiva do Senhor, separados para servir na tenda do encontro. Esta Consagração era crucial, pois eles não mais desempenhariam as funções dos filhos de Israel, mas sim as próprias funções de Deus no santuário. Eles fariam expiação pelos filhos de Israel para que nenhuma praga viesse sobre a congregação quando os israelitas se aproximassem do santuário. Moisés, Arão
e toda a congregação de Israel fizeram com os levitas tudo o que o Senhor havia ordenado a Moisés. Os levitas foram purificados do pecado e consagrados. O Senhor também estabeleceu os limites de idade para o serviço levítico. Os levitas deveriam servir na tenda do encontro a partir dos 25 anos de idade. Aos 50 anos, eles seriam liberados do serviço regular obrigatório, embora ainda pudessem auxiliar seus irmãos nas responsabilidades do santuário, cuidando da guarda, mas sem a carga do trabalho pesado. Essa era a organização para o serviço dos levitas, conforme o Senhor havia Ordenado a Moisés.
Com os levitas já consagrados para o serviço do tabernáculo e a ordem estabelecida no acampamento, o Senhor trouxe à memória de Moisés uma data de grande significado para Israel. No primeiro mês do segundo ano, após a saída do Egito no deserto do Sinai, o Eterno falou a Moisés, instruindo os filhos de Israel a celebrar a Páscoa no tempo determinado. A Páscoa deveria ser observada no 14º dia do primeiro mês ao Crepúsculo. Todas as leis e ritos prescritos para essa celebração deveriam ser seguidos rigorosamente. Moisés então falou aos filhos de Israel, e eles celebraram a Páscoa
no deserto do Sinai, no tempo determinado, fazendo tudo exatamente como o Senhor havia ordenado. Contudo, alguns homens estavam impuros por haverem tocado em um cadáver e, por isso, não puderam celebrar a Páscoa naquele dia. Eles se aproximaram de Moisés e Arão no mesmo dia e expressaram Sua preocupação. Embora estivessem impuros, desejavam oferecer a oferta do Senhor no tempo determinado, como os demais filhos de Israel. Moisés lhes disse para esperarem, pois ele consultaria o Senhor sobre o assunto. E o Senhor respondeu a Moisés, estabelecendo uma nova lei para essa situação. Se alguém estivesse impuro por causa
de um morto ou estivesse em uma longa viagem e não pudesse celebrar a Páscoa no tempo regular, poderia Celebrá-la no segundo mês, no 14º dia, ao crepúsculo. Eles deveriam comer o cordeiro com pães ásimos. e ervas amargas, não deixar nada dele até a manhã seguinte e não quebrar nenhum de seus ossos. Para aqueles que pudessem celebrá-la no tempo devido, mas se recusassem, seriam eliminados do meio do seu povo. O capítulo também descreve um fenômeno contínuo e milagroso que guiava Israel. No dia em que o tabernáculo foi levantado, a nuvem cobriu a tenda do Testemunho. A
noite, sobre o tabernáculo, a nuvem tinha a aparência de fogo e assim permaneceu constantemente. Quando a nuvem se levantava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam em sua jornada e no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel acampavam. Pela ordem do Senhor eles partiam e pela ordem do Senhor eles acampavam. Enquanto a nuvem permanecia sobre o tabernáculo, eles permaneciam acampados. Às vezes, a nuvem permanecia Sobre o tabernáculo por muitos dias ou por poucos dias, ou apenas de uma tarde até amanhã. Mas fosse por dois dias, um mês ou um ano,
enquanto a nuvem permanecia sobre o tabernáculo, os filhos de Israel ficavam acampados. e não partiam. Somente quando ela se levantava é que eles se punham em marcha. Eles seguiam a ordem do Senhor, tanto para acampar quanto para partir, e guardavam a ordenança do Senhor pela mão de Moisés. Com a Páscoa celebrada e a Nuvem pairando sobre o tabernáculo como guia constante, o Senhor deu a Moisés uma nova instrução, essencial para a comunicação e o movimento da vasta congregação. Ele ordenou que fossem feitas duas trombetas de prata forjadas a martelo. Essas trombetas teriam usos muito específicos:
convocar a congregação e dar o sinal para a partida dos acampamentos. Quando as duas trombetas fossem tocadas com um som longo e Contínuo, toda a congregação se reuniria à porta da tenda do encontro. Se apenas uma trombeta fosse tocada, seriam os príncipes, os chefes dos milhares de Israel, que se reuniriam a Moisés. Os toques para a partida também eram distintos. Um toque de alarme mais vibrante e fragmentado indicaria que os acampamentos a leste, ou seja, os de Judá e Sakar e Zebulon, deveriam partir. Um segundo toque de alarme sinalizaria a partida dos acampamentos que estavam
ao Sul, ou seja, Ruben, Simeão e Gade. Esses toques de alarme deveriam ser dados pelos filhos de Arão, os sacerdotes. As trombetas seriam um instrumento de lembrança diante de Deus, especialmente quando o povo saísse para a guerra contra seus inimigos, garantindo que o Senhor se lembrasse deles e os salvasse. Nos dias de alegria, nas festas fixas e no início dos meses, elas também seriam tocadas sobre os holocaustos e as ofertas Pacíficas, servindo como memorial diante de Deus. Assim, no 20º dia do segundo mês do segundo ano, a nuvem se levantou de sobre o tabernáculo do
testemunho. Este era o sinal aguardado. Os filhos de Israel partiram do deserto do Sinai em suas jornadas, e a nuvem repousou finalmente no deserto de Parã. Essa foi a sua primeira partida, como o Senhor havia ordenado por meio de Moisés. A ordem da marcha foi estabelecida. Primeiramente, partiu o estandarte do acampamento dos filhos de Judá com suas hostes. Em seguida, o tabernáculo foi desarmado e os filhos de Gerson e os filhos de Merari, os levitas responsáveis pelas estruturas e cortinas do santuário, partiram carregando-as. Depois deles, partiu o estandarte do acampamento de Ruben com suas hostes.
Em seguida, os coatitas levitas que carregavam os utensílios sagrados do santuário, partiram. O tabernáculo seria Montado antes da chegada deles, garantindo que os objetos santos fossem colocados em seu devido lugar. O estandarte do acampamento dos filhos de Efraim partiu na sequência com suas hostes. Por fim, o estandarte do acampamento dos filhos de Dan, que formava a retaguarda de todos os acampamentos, partiu com suas hostes. Essa era a ordem em que os filhos de Israel marchavam em suas hostes. Enquanto se preparavam para a jornada, Moisés dirigiu-se a Robabe, filho de Reuel, o midianita, seu cunhado, pedindo-lhe
que os acompanhasse. Moisés disse: "Estamos partindo para o lugar que o Senhor prometeu nos dar. Vem conosco e te faremos o bem, pois o Senhor prometeu o bem a Israel." Robabe, no entanto, respondeu que não iria, que retornaria para sua própria terra e sua parentela. Moisés insistiu, argumentando que Robab conhecia os lugares para acampar no deserto e Poderia servir como olhos para eles. Ele prometeu que Robab desfrutaria do mesmo bem que o Senhor lhes concederia. Robab então aceitou e foi com eles. Após a partida do monte do Senhor, os filhos de Israel fizeram uma jornada
de três dias. A arca da aliança do Senhor ia adiante deles durante esses três dias para buscar um lugar de descanso para eles. A nuvem do Senhor estava sobre eles de dia, quando partiam do acampamento. Quando a arca partia, Moisés clamava: "Levanta-te, Senhor, e que teus inimigos sejam dispersos e fujam de tua face aqueles que te odeiam". E quando ela repousava, ele dizia: "Volta, Senhor, para as miríades de milhares de Israel". Apesar da ordem divina e da manifestação da nuvem, a jornada de Israel pelo deserto começou a revelar a fragilidade da natureza humana. O povo
agora em movimento, começou a queixar-se amargamente aos ouvidos do Senhor sobre Suas dificuldades. Essa murmuração desagradou tanto ao Eterno que sua ira se acendeu e um fogo divino irrompeu entre eles, consumindo as extremidades do acampamento. O clamor do povo subiu a Moisés, que intercedeu ao Senhor. A oração foi ouvida, o fogo se extinguiu e aquele lugar foi chamado Taberá por causa do fogo do Senhor que havia queimado entre eles. Contudo, a insatisfação não cessou. A multidão de estrangeiros que havia saído do Egito Com Israel e parte do próprio povo, foi tomada por um forte desejo
por outras comidas. Eles se lamentavam novamente, dizendo: "Quem nos dará carne para comer? Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, dos pepinos, dos melões, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora nossa alma está seca. Não há nada a não ser este maná diante de nossos olhos. O maná, apesar de ser um alimento provido milagrosamente, tornou-se monótono para Eles. Moisés ouviu o povo chorando por suas famílias, cada um à porta de sua tenda. E a ira do Senhor se acendeu grandemente. Moisés também ficou muito desgostoso e clamou ao Senhor:
"Por que afliges teu servo? Porque não achei favor aos teus olhos para que ponhas sobre mim o fardo de todo este povo? Fui eu quem concebeu este povo. Fui eu quem o gerou? Para que me digas: leva-o em teu regaço, como a ama leva o menino de peito para a terra que juraste a seus Pais. De onde eu tiraria a carne para dar a todo este povo? Porque choram para mim, dizendo: "Dá-nos carne para comer? Não posso eu sozinho levar todo este povo, pois é muito pesado para mim?" Em resposta ao desabafo de Moisés, o
Senhor instruiu-o a reunir 70 homens dos anciãos de Israel, aqueles que ele conhecia como líderes e oficiais do povo. Moisés deveria trazê-los à tenda do encontro para ali estarem com ele. O Senhor prometeu descer e falar com Moisés e então tomaria parte do Espírito que estava sobre Moisés e o colocaria sobre esses 70 anciãos. Assim eles ajudariam Moisés a carregar o fardo do povo, e ele não o levaria mais sozinho. Quanto à carne, o Senhor disse a Moisés que o povo não comeria carne apenas por um ou dois dias, nem por 5, 10 ou 20
dias, mas por um mês inteiro, até que lhe saísse pelas narinas e se tornasse repugnante. Isso aconteceria porque haviam desprezado o Senhor que estava no Meio deles e haviam chorado, dizendo: "Por que saímos do Egito?" Moisés duvidou da capacidade de alimentar um povo tão numeroso no deserto, questionando de onde viriam os rebanhos e manadas. Mas o Senhor respondeu: "A mão do Senhor é porventura limitada. Agora verás se a minha palavra se cumprirá ou não". Moisés saiu e contou as palavras do Senhor ao povo. Reuniu os 70 homens dos anciãos do povo e os colocou ao
redor da tenda. O Senhor Desceu na nuvem, falou com Moisés e tomou do espírito que estava sobre ele, colocando-o sobre os 70 anciãos. Assim que o espírito repousou sobre eles, profetizaram, embora não o fizessem mais depois disso. Dois desses homens, no entanto, Eldade e Medade, haviam permanecido no acampamento e não tinham ido à tenda. Mesmo assim, o espírito repousou sobre eles, e eles também profetizaram no acampamento. Um jovem correu para contar A Moisés o que Eldade e Medade estavam fazendo. Josué, filho de Num, que servia a Moisés desde sua juventude, clamou: "Moisés, meu Senhor, proíbe-os!"
Mas Moisés respondeu: "Tens tu ciúmes por mim? Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles. Depois disso, Moisés e os anciãos de Israel retornaram ao acampamento. Então, um vento enviado pelo Senhor soprou e trouxe codornizes do mar, espalhando-as Sobre o acampamento a uma altura de cerca de dois côvados do chão, por uma área de um dia de caminhada em todas as direções. O povo se levantou e passou todo aquele dia, toda aquela noite e todo o dia seguinte ajuntando as codornizes. Aquele que menos ajuntou
recolheu 10 hommeres. Eles as espalharam ao redor de todo o acampamento. Enquanto a carne ainda estava entre seus dentes antes de ser mastigada, a ira do Senhor se acendeu Contra o povo e ele os feriu com uma praga muito grande. Por isso, aquele lugar foi chamado Kibrote Taavá, que significa sepulcros da cobiça, pois ali sepultaram o povo que havia cobiçado. De quebroteavá, o povo partiu para Azerote e ali permaneceu, enquanto a jornada pelo deserto prosseguia, e as lições sobre a obediência e a cobiça ainda estavam frescas na memória do povo. Uma nova tensão surgiu. desta
vez vinda de dentro Do próprio círculo familiar de Moisés. Miriã e Arão começaram a falar contra Moisés por causa de sua esposa Cita. Também questionavam a sua autoridade, dizendo: "Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós?" O Senhor ouviu a murmuração. Moisés era um homem notável, considerado o mais manso de todos os homens. sobre a face da terra. Ele não se defendeu daquelas acusações, mas o próprio Senhor interveio de forma imediata e poderosa. De repente, o Eterno chamou Moisés, Arão e Miriã, ordenando que os três saíssem para a tenda do encontro.
Eles obedeceram. O Senhor desceu na coluna de nuvem e parou à porta da tenda, chamando Arão e Miriã. Ambos se aproximaram. Então a voz de Deus se fez ouvir claramente: "Ouvi agora as minhas palavras. Se entre vós a profeta, eu, o Senhor, a ele me farei conhecer em visão. Em sonhos falarei com ele. Mas não é assim com o meu servo Moisés. Ele É fiel em toda a minha casa. Com ele falarei boca a boca abertamente, e não por enigmas, e ele verá a minha forma. Por que pois não temestes falar contra o meu servo?
contra Moisés. A ira do Senhor acendeu-se contra eles e a nuvem se retirou de sobre a tenda. No mesmo instante, enquanto a nuvem se afastava, Miriã ficou leprosa, branca como a neve. Arão, horrorizado ao ver a condição de sua irmã, clamou a Moisés: "Ah, meu Senhor, não nos imputes este Pecado, pois agimos loucamente e pecamos. Não a deixes como um abortivo, cuja carne já está meio consumida quando nasce. Moisés, em sua mansidão e compaixão, clamou ao Senhor, dizendo: "Ó Deus, rogo-te, cura-á". O Senhor respondeu a Moisés: "Se seu pai lhe tivesse cuspido no rosto, não
ficaria ela envergonhada por sete dias? Que seja segregada fora do acampamento por sete dias e depois que seja recolhida?" Assim, Miriã foi excluída do acampamento Por sete dias, e o povo não partiu dali, enquanto Miriã não foi recolhida novamente. Somente depois de sua reintegração é que o povo de Israel partiu de Razerote e acampou no deserto de Parã. Após o incidente em Azerote e o retorno de Miriã ao acampamento, os filhos de Israel seguiram sua jornada e acamparam no deserto de Parã. Foi neste ponto crucial, as portas da terra prometida, que o Senhor falou a
Moisés, instruindo-o a enviar homens para Explorar a terra de Canaã, que ele havia prometido dar aos filhos de Israel. A ordem era clara: enviar um líder de cada tribo ancestral. Moisés, por ordem do Senhor, escolheu e enviou do deserto de Parã 12 homens, todos eles chefes entre os filhos de Israel. Dentre eles destacavam-se Calebe, filho de Jefoné, da tribo de Judá, e Oséias, filho de Num, da tribo de Efraim, a quem Moisés deu o nome de Josué. Ao enviá-los, Moisés lhes deu instruções precisas. Subi ao Neguebe e depois subi à montanha. Vede que terra é
e se o povo que nela habita é forte ou fraco, se é pouco ou numeroso. Vede como é a terra onde habitam, se é boa ou má, e como são as cidades em que habitam, se são abertas ou fortificadas. Vede também se a terra é gorda ou magra, se nela há árvores ou não, e sede corajosos, e trazei do fruto da terra. Era a época das primeiras uvas. Os espiões partiram e exploraram a terra desde o deserto de Zim até Eob, na entrada de Hamat. Subiram pelo Neguebe e chegaram a Hebron, onde viviam os gigantes
anaquins, Aimã, Cesai e Taai. Hebron havia sido edificada 7 anos antes de Zoã, no Egito. Chegaram até o vale de Escol e ali cortaram um ramo de videira com um único cacho de uvas, tão grande que foi preciso que dois homens o levassem numa vara. Também trouxeram romãs e figos, mostrando a riqueza da terra. Aquele lugar foi chamado vale de Scol por causa do cacho de uvas que os filhos de Israel cortaram ali. Após 40 dias de exploração, os espiões retornaram a Moisés e Arão e a toda a congregação dos filhos de Israel, no deserto
de Parã, em Cades. Eles trouxeram de volta um relatório e os frutos da terra, mostrando a todos as evidências da riqueza de Canaã. Começaram seu relatório, dizendo: "Fomos a terra à qual nos enviaste, e na verdade ela mana leite e mel, e estes São os seus frutos". A evidência do grande cacho de uvas e dos outros frutos confirmava a promessa divina de uma terra abundante. Contudo, a maioria dos espiões imediatamente adicionou uma ressalva desanimadora. Todavia, o povo que habita na terra é poderoso e as cidades são fortificadas e muito grandes. E também vimos ali os
filhos de Anaque. Continuaram descrevendo a presença de amalequitas no Neguebe, e Itas, jebuseus E amorreus nas montanhas, e cananeus à beira e junto ao Jordão. Abe, porém, tentou acalmar o povo diante de Moisés, dizendo: "Certamente subiremos e a possuiremos, pois somos perfeitamente capazes de vencê-la". Mas os homens que tinham ido com ele contradisseram: "Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós". E espalharam um relatório desfavorável entre os filhos de Israel, dizendo: "A terra que exploramos é uma terra que Consome os seus habitantes, e todo o povo que vimos nela são
homens de grande estatura. Vimos ali os nefilins, os filhos de Anaque, que são parte dos nefilins, e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles. O relatório desanimador dos 10 espiões teve um efeito devastador sobre a congregação de Israel. Naquela noite, todo o povo levantou a voz e chorou em alta voz. Os filhos de Israel começaram a Lamentar-se, murmurando contra Moisés e Arão. Diziam: "Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito, ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto, por que o Senhor nos traz a esta terra para cairmos à
espada? Nossas mulheres e nossos filhos seriam levados como despojo. Não seria melhor para nós voltarmos para o Egito?" E um ao outro diziam: "Escolhamos um líder e voltemos para o Egito". Moisés e Arão caíram com seus rostos em Terra diante de toda a assembleia da congregação dos filhos de Israel. Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que estavam entre aqueles que haviam explorado a terra, rasgaram suas vestes. Eles falaram a toda a congregação, dizendo: "A terra que percorremos para espiá-la é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará
entrar nessa terra e nos dará terra que mana leite e mel. Somente não vos rebeleis contra o Senhor E não temais o povo da terra, porque eles nos servirão de pão. O seu escudo se retirou deles, e o Senhor está conosco. Não os temais. Mesmo diante das palavras de encorajamento e fé de Josué e Calebe, a congregação tomada pela incredulidade falou em apedrejá-los. Foi nesse momento tenso que a glória do Senhor apareceu na tenda do encontro a todos os filhos de Israel. Então o Senhor falou a Moisés indignado: "Até Quando este povo me desprezará e
até quando não crerá em mim? Apesar de todos os sinais que fiz no meio deles? Ferirei este povo com peste e o destruirei e farei de ti uma nação maior e mais poderosa do que eles?" Moisés, porém, intercedeu com fervor diante do Senhor. Ele argumentou que se Deus destruísse o povo, as nações vizinhas que tinham ouvido falar do poder do Senhor diriam que ele não pôde levá-los à terra que havia jurado. Moisés apelou à grande misericórdia do Senhor, lembrando que ele é tardio em irar-se, grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão. clamou:
"Perdoa, rogo-te a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia, e como perdoaste a este povo desde o Egito até agora." O Senhor respondeu: "Eu os perdoei conforme a tua palavra. Porém, tão certo como eu vivo e como toda a terra se encherá da glória do Senhor, nenhum dos homens que viram a Minha glória e os meus sinais que fiz no Egito e no deserto, e que ainda assim me tentaram estas 10 vezes e não obedeceram a minha voz, jamais verão a terra que jurei a seus pais. Nenhum daqueles que me desprezaram haverá. Uma
exceção foi feita, mas o meu servo Calebe, porque houve nele outro espírito e porque perseverou em seguir-me, a ele farei entrar na terra a qual foi, e a sua descendência a possuirá, e Josué também seria poupado. Quanto aos demais, o Senhor ordenou que se voltassem e partissem para o deserto, no caminho do Mar Vermelho. A sentença era dura. Nenhum homem de 20 anos para cima dos que foram contados e que murmuraram contra o Senhor entraria na terra prometida. Eles cairiam neste deserto. Seus filhos, porém, que o povo temia que fossem levados como despojo, esses o
Senhor faria entrar na terra e eles a conheceriam. Eles sofreriam as consequências da sua infidelidade por 40 Anos, vagando pelo deserto, um ano por cada dia que os espiões estiveram na terra, até que todos os que haviam murmurado fossem consumidos no deserto. Os 10 homens que espalharam o relatório desfavorável e fizeram toda a congregação murmurar, morreram subitamente por uma praga diante do Senhor. Somente Josué, filho de Nun, e Calebe, filho de Jefoné, sobreviveram entre aqueles homens que foram espiar a terra. Moisés contou essas palavras a Todos os filhos de Israel, e o povo lamentou profundamente.
Pela manhã, levantaram-se cedo e tentaram subir ao alto do monte, dizendo: "Eis-nos aqui, e subiremos ao lugar que o Senhor prometeu, porque pecamos." Moisés, porém, advertiu-os. Porque transgressais a ordem do Senhor, isso não prosperará. Não subais, pois o Senhor não está no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. Ele explicou que nem a arca da aliança do Senhor, nem Moisés estavam com eles. Mesmo assim, eles teimosamente tentaram subir ao alto do monte. Os amalequitas e os cananeus que habitavam naquela montanha desceram e os feriram, perseguindo-os até Ormá. Com a dura
sentença de 40 anos de peregrinação no deserto pronunciada sobre a geração incrédula, o Senhor não cessou de dar instruções para o futuro. Mesmo sabendo que aquela geração não entraria na terra Prometida, Deus continuou a preparar o povo para a vida em Canaã. Assim o Senhor falou a Moisés, instruindo-o sobre as leis referentes às ofertas que seriam apresentadas quando Israel finalmente chegasse à terra, quando o povo habitasse na terra prometida e oferecesse ao Senhor um holocausto ou sacrifício para cumprir um voto, ou como oferta voluntária, ou em suas festas solenes, tanto de gado miúdo quanto de
gado graúdo, deveriam ser observadas as Seguintes proporções. Para cada cordeiro ou cabrito oferecido como holocausto ou sacrifício, deveria ser apresentada uma oferta de cereais de um décimo de efa, de flor de farinha, amassada com um quarto de rim de azeite. Além disso, uma oferta de libação de um quarto de rim de vinho também deveria ser incluída. Se a oferta fosse um carneiro, a oferta de cereais deveria ser de 2 décimos de EFA de flor de farinha. amassada com 1/3 de rim de Azeite e a oferta de libação de 1/3 de rim de vinho. Para um
novilho, a oferta de cereais seria de 3 dha, amassada com metade de um rim de azeite e a oferta de libação de metade de um rim de vinho. Essas proporções deveriam ser seguidas para cada animal oferecido, seja novilho, carneiro, cordeiro ou cabrito. Essas leis seriam válidas tanto para os nascidos em Israel quanto para os estrangeiros que vivessem entre eles. Haveria uma só lei e um só estatuto para Todos perante o Senhor. O Senhor também estabeleceu uma lei importante sobre as primícias da massa. Quando o povo comesse do pão da terra, uma porção da primeira massa
de sua farinha, a primeira das primícias, deveria ser apresentada como oferta alçada ao Senhor, equivalente à oferta da eira. Uma provisão também foi feita para o pecado por ignorância. Se toda a congregação de Israel pecasse por engano, sem o conhecimento da Comunidade, e fizesse algo contra qualquer um dos mandamentos do Senhor, que não deveria ser feito quando o pecado fosse descoberto, a congregação deveria oferecer um novilho como holocausto, com sua oferta de cereais e de libação e um bode como oferta pelo pecado. O sacerdote faria expiação por toda a agregação e eles seriam perdoados. Se
fosse um indivíduo que pecasse por ignorância, ele deveria oferecer uma cabra de um ano para a Oferta pelo pecado. O sacerdote faria expiação por ele e o pecado seria perdoado. Contudo, uma distinção crucial foi feita para o pecado cometido com arrogância ou intencionalmente. Se alguém, seja nascido em Israel ou estrangeiro, agisse com mão levantada, desafiando o Senhor e desprezando sua palavra e seus mandamentos, essa pessoa seria eliminada do meio do seu povo. A iniquidade dela estaria sobre ela, pois havia desprezado a palavra do Senhor e Quebrado o seu mandamento. Para ilustrar a seriedade da obediência
aos mandamentos, o capítulo narra um incidente. Enquanto os filhos de Israel estavam no deserto, encontraram um homem ajuntando lenha no dia de sábado. Aqueles que o encontraram o trouxeram a Moisés, a Arão e a toda a congregação. Eles o detiveram, pois ainda não havia sido declarado o que deveria ser feito a ele. O Senhor então disse a Moisés: "O homem certamente será morto. Toda a Congregação o apedrejará fora do acampamento. E a congregação o levou para fora do acampamento e o apedrejou. E ele morreu, conforme o Senhor havia ordenado a Moisés. Para que as gerações
futuras se lembrassem constantemente dos mandamentos do Senhor e os obedecessem, foi dada uma instrução final. O Senhor ordenou a Moisés que dissesse aos filhos de Israel que fizessem para si franjas Nas bordas de suas vestes por todas as suas gerações. Em cada franja deveria ser colocado um cordão azul. Isso serviria como um lembrete visual. Quando eles olhassem para as franjas, se lembrariam de todos os mandamentos do Senhor e os cumpririam, e não seguiriam os desejos de seus próprios corações ou de seus próprios olhos pelos quais tendiam a se desviar. O objetivo era que eles se
lembrassem e cumprissem todos os mandamentos de Deus, sendo assim santos Ao seu Deus. O Senhor declarou que ele era o Senhor, seu Deus, que os tirara da terra do Egito para ser seu Deus. Apesar das instruções claras sobre santidade e obediência, a jornada no deserto seria marcada por mais um grande desafio, vindo de uma fonte inesperada. Corá, filho de Iar, da tribo de Coate, na linhagem de Levi, e, portanto, um levita com acesso ao tabernáculo, não estava satisfeito com sua posição. Ele se juntou a Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e, filho de Pelete, da
tribo de Ruben, e se levantaram contra Moisés, acompanhados de 250 líderes dos filhos de Israel, homens de renome na congregação. Eles se congregaram contra Moisés e Arão, questionando a autoridade de ambos. Já basta de vós, disseram, pois que toda a congregação é santa e o Senhor está no meio deles. Por que, pois, vos exaltais sobre a assembleia do Senhor? Ao ouvir essas palavras, Moisés Caiu com o rosto em terra. Então, dirigindo-se a Corá e a toda a sua companhia, ele propôs um teste para o dia seguinte. Pela manhã, o Senhor mostrará quem é seu e
quem é santo, e fará chegar a si aquele que ele escolheu e o fará chegar a si. Fazei isto. Tomai incensários, tu, Corá, e toda a tua companhia. Põe fogo neles e sobre eles pond incenso perante o Senhor amanhã. O homem a quem o Senhor escolher, este será o santo. Já Basta para vós, filhos de Levi. Moisés continuou repreendendo os levitas. Porventura, é pouco para vós que o Deus de Israel vos tenha separado da congregação de Israel para vos fazer chegar a si, para fazerdes o serviço do tabernáculo do Senhor e para estardes diante da
congregação para ministrar-lhes. Ele te fez chegar a ti e a todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo, e agora buscais também o sacerdócio. Por isso, tu e toda a tua companhia vos congregastes contra o Senhor. E Arão, quem é ele para que murmureis contra ele? Moisés então mandou chamar Datã e Abirão, mas eles se recusaram a vir, respondendo com desafio: "Não subiremos. Porventura é pouco que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e melares no deserto e ainda queres fazer-te príncipe sobre nós? Certamente não nos trouxeste a uma terra que mana
leite e mel, nem nos deste Herança de campos e vinhas. Acaso queres cegar os olhos desses homens? Não subiremos. Moisés ficou muito irado e orou ao Senhor, pedindo que não aceitasse as ofertas desses homens, afirmando que não havia tomado um único jumento deles, nem havia oprimido a nenhum deles. Na manhã seguinte, Corá reuniu toda a sua companhia à porta da tenda do encontro para o confronto. A glória do Senhor apareceu a toda a congregação. O Senhor falou a Moisés e Arão, ordenando: "Apartai-vos do meio desta congregação, para que eu os consuma num momento". Mas Moisés
e Arão caíram sobre seus rostos, clamando: "Ó Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, pecará um só homem e irteás contra toda a congregação?" O Senhor então respondeu a Moisés, instruindo-o a dizer à congregação que se afastasse das tendas de Corá, Datã e Abirão. Moisés se levantou e foi até as tendas de Datã e Abirão, e os anciãos de Israel o seguiram. Ele advertiu o povo: "Apartai-vos, rogo-vos, das tendas desses homens ímpios, e não toqueis em coisa alguma que lhes pertence, para que não pereçais em todos os seus pecados. A congregação obedeceu e se
afastou das tendas de Corá, Datã e Abirão. Datã e Abirão saíram e ficaram à porta de suas tendas com suas mulheres, filhos e crianças. Moisés então declarou: "Nisto sabereis que o Senhor me enviou para fazer todas estas obras e que não as Faço por mim mesmo. Se estes homens morrerem como morrem todos os homens, ou se forem visitados pela visitação de todos os homens, então o Senhor não me enviou. Mas se o Senhor criar algo novo e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que lhes pertence e descerem vivos ao
Seol, então sabereis que estes homens desprezaram o Senhor. O mal Moisés havia terminado de falar todas essas palavras, e a terra que estava debaixo deles se abriu. A terra abriu Sua boca e os tragou. A eles suas casas, todos os homens de Corá e todos os seus bens. Eles desceram vivos ao Seol com tudo o que lhes pertencia, e a terra se fechou sobre eles. Pereceram do meio da congregação. Todo o Israel que estava ao redor deles fugiu ao seu grito, pois diziam: "Não aconteça que a terra nos trague também". Ao mesmo tempo, um fogo
saiu do Senhor e consumiu os 250 homens que haviam oferecido incenso, os que se Uniram a Corá. O Senhor falou a Moisés, instruindo-o a dizer a Eleazar, filho do sacerdote Arão, que pegasse os incensários do meio do incêndio, pois eram santos. As brasas deveriam ser espalhadas em algum lugar longe. Quanto aos incensários desses homens que pecaram contra suas próprias vidas, deveriam ser batidos em lâminas e usados para revestir o altar, pois foram oferecidos diante do Senhor e, por isso, se tornaram santos. serviriam como um Sinal aos filhos de Israel. Ele, o sacerdote, fez como o
Senhor ordenou. No dia seguinte, porém, toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão, dizendo: "Vós matastes o povo do Senhor." Enquanto a congregação se ajuntava contra Moisés e Arão, eles olharam para a tenda do encontro e a nuvem a cobria. E a glória do Senhor apareceu. Moisés e Arão foram para a frente da tenda do encontro. O Senhor falou a Moisés: "Apartai-vos do meio Desta congregação para que eu os consuma num momento". Eles novamente caíram sobre seus rostos. Moisés disse a Arão: "Toma o teu incensário, põe nele fogo do altar e
deita incenso sobre ele. Vai depressa à congregação e faz expiação por eles, porque a ira do Senhor já saiu, a praga já começou." Arão tomou o incensário, como Moisés havia dito, e correu para o meio da congregação. A praga já havia começado entre o povo. Ele deitou o incenso e fez Expiação pelo povo. Arão se pôs entre os mortos e os vivos, e a praga cessou. Aqueles que morreram na praga foram 14.700, além dos que morreram por causa de Corá. Arão retornou a Moisés à porta da tenda do encontro, pois a praga havia cessado. Após
o terrível juízo sobre Corá e seus seguidores, e a praga que se seguiu, a autoridade de Arão e de toda a linhagem sacerdotal, precisava ser inequivocamente confirmada diante de Toda a congregação. Era crucial que não houvesse mais dúvidas sobre quem o Senhor havia escolhido para o sacerdócio. Assim, o Senhor falou a Moisés, instruindo-o a reunir um símbolo representativo de cada tribo. Ele deveria pedir a cada príncipe de cada tribo que lhe desse uma vara, escrevendo o nome de cada líder em sua própria vara. Para a tribo de Levi, Moisés deveria escrever o nome de Arão
na vara de Levi, Pois haveria uma vara para cada chefe de casa paterna. Ao todo seriam 12 varas, uma para cada tribo de Israel. Moisés deveria então colocar todas essas varas na tenda do encontro diante do testemunho onde o Senhor se encontrava com ele. O propósito divino era claro. A vara do homem que o Senhor escolhesse para o sacerdócio floresceria. Este sinal não apenas silenciaria as murmurações dos filhos de Israel contra a autoridade de Arão, mas também Serviria como uma prova visível da escolha divina. Moisés fez exatamente como o Senhor havia ordenado. Ele falou aos
filhos de Israel e cada um de seus príncipes lhe deu uma vara, cada um uma vara, segundo suas casas paternas, num total de 12 varas. E a vara de Arão estava entre as suas varas. Moisés colocou as varas diante do Senhor na tenda do testemunho. No dia seguinte, quando Moisés entrou na tenda do testemunho, ele encontrou um Espetáculo milagroso. A vara de Arão da casa de Levi havia florescido. Não só floresceu, mas brotou, produziu flores e deu amêndoas maduras. Todas as outras varas permaneceram secas e inalteradas. Moisés então trouxe todas as varas de diante do
Senhor para fora, para todos os filhos de Israel. E eles viram e pegaram cada um a sua vara. O Senhor instruiu Moisés a colocar a vara de Arão de volta diante do testemunho para ser guardada como um sinal para os filhos de Rebelião. Ela serviria como um testemunho eterno para frear as murmurações contra o Senhor para que não morressem. Os filhos de Israel fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés. Com a autoridade de Arão, inquestionavelmente confirmada pelo milagre da vara que floresceu, o Senhor voltou a Moisés e Arão para reafirmar a importância da responsabilidade
no serviço do tabernáculo. A santidade do santuário e o peso do ministério exigiam Clareza absoluta sobre quem seria responsável, por que aspecto do serviço. O Senhor disse a Arão: "Tu e teus filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis à iniquidade do santuário, e tu e teus filhos contigo levareis à iniquidade do vosso sacerdócio." Os levitas, por sua vez, seriam unidos a Arão para auxiliar no serviço da tenda do encontro, mas não deveriam se aproximar dos utensílios sagrados do santuário, nem do altar, para que não Morressem. nem eles, nem Arão. Assim, os levitas deveriam
guardar a responsabilidade da tenda do encontro para todo o serviço do tabernáculo. Qualquer estranho que se aproximasse, ou seja, alguém que não fosse sacerdote ou levita, deveria ser morto. Essa divisão clara de responsabilidades visava proteger tanto o santuário quanto o povo da ira divina. Em contrapartida, o Senhor garantiu aos sacerdotes e levitas suas porções e direitos sobre as ofertas Trazidas pelos filhos de Israel, assegurando seu sustento e sua dedicação exclusiva ao serviço divino. Para Arão e seus filhos, os sacerdotes, o Senhor declarou: "Todas as ofertas santas que os filhos de Israel santificassem, seriam deles por
direito perpétuo. Toda oferta de cereal, oferta pelo pecado e oferta pela culpa, seria deles. Todas as primícias de óleo, de vinho e de trigo que dessem ao Senhor também seriam deles. Tudo o que fosse dedicado em Israel seria deles. Toda a primícia de tudo o que nascesse na terra que trouxessem ao Senhor seria deles. Todo primogênito de homem e de animal puro seria resgatado. E o dinheiro do resgate, cinco ciclos, seria dos sacerdotes. Eles receberiam o peito da oferta de movimento e a coxa direita das ofertas pacíficas. A melhor parte do óleo, do vinho novo
e do cereal seria deles. Para os levitas, que eram o povo do Senhor e não teriam herança de terra Entre os filhos de Israel, o Senhor providenciou. receberiam todos os dízimos em Israel como herança em troca do serviço que prestavam na tenda do encontro. Os levitas, por sua vez, ao receberem o dízimo dos filhos de Israel, deveriam oferecer um dízimo do dízimo, a melhor parte ao Senhor. Esse seria o dízimo sagrado do levita, que eles apresentariam a Arão, o sacerdote, como oferta alçada ao Senhor. Esse dízimo do dízimo seria considerado para eles como O cereal
da eira e o mosto do lagar. O Senhor reafirmou que os levitas não teriam herança de terra, mas ele mesmo seria a sua herança no meio dos filhos de Israel. Assim, o capítulo estabelece a estrutura de serviço e sustento para aqueles que se dedicavam inteiramente ao cuidado do sagrado, garantindo que a ordem e a santidade fossem mantidas tanto no ministério quanto na provisão divina. Com as responsabilidades sacerdotais e levíticas devidamente Estabelecidas, o Senhor trouxe à tona uma lei fundamental para a purificação de uma das mais comuns e profundas impurezas cerimoniais, a impureza causada pelo contato
com a morte. Esta era uma lei distinta e de grande simbolismo que seria crucial para o povo durante sua jornada no deserto e na terra prometida. O Senhor instruiu Moisés e Arão a falar aos filhos de Israel sobre a novilha vermelha perfeita. Essa novilha deveria ser sem Defeito, nunca ter sido usada para arado, ou seja, nunca ter sido posta sobo, e sua cor deveria ser uniformemente vermelha. Ela seria entregue a Eleazar, o sacerdote. A novilha deveria ser levada para fora do acampamento e ali em um local puro, sacrificada na presença de Eleazar. Em seguida, Elezar
pegaria parte do sangue da novilha com o dedo e as pergirá sete vezes para a frente da tenda do encontro. A novilha seria então Queimada completamente diante de seus olhos. Sua pele, sua carne, seu sangue e seus excrementos seriam consumidos pelo fogo. Após a queima, o sacerdote pegaria madeira de cedro e sopo e carmesim e os lançaria no meio do fogo da novilha. Aquele que queimasse a novilha lavaria suas roupas e seu corpo em água e estaria impuro até à tarde. O sacerdote que a aspergiu com o sangue também lavaria suas roupas. e seu corpo
em água e estaria impuro até à tarde. O homem Que queimou a novilha era considerado cerimonialmente impuro até à tarde, tendo que lavar suas vestes e seu corpo em água. A cinza da novilha, um produto singular e sagrado, seria recolhida por um homem puro e guardada fora do acampamento, em um lugar puro. Essa cinza seria mantida para a congregação dos filhos de Israel para a água da purificação. Era uma oferta pelo pecado. O homem que recolhesse as cinzas da novilha também Lavaria suas roupas e estaria impuro até à tarde. A importância dessa cinza residia na
sua aplicação para a purificação de quem se tornasse impuro por contato com o morto. A lei declarava que quem tocasse em um cadáver ou em um osso humano ou em uma sepultura estaria impuro por sete dias. Para a purificação, no terceiro e no sétimo dia, seria necessário usar essa água especial. Um homem puro pegaria a cinza da novilha do pecado, misturá-la ia com Água corrente em um vaso, e com um sopo, aspergirá a pessoa impura, bem como a tenda e todos os utensílios que estavam na tenda e as pessoas que lá estavam. No sétimo dia,
a pessoa impura lavaria suas roupas e seu corpo em água. Ao pôr do sol, ela estaria pura. Qualquer um que se tornasse impuro pelo contato com o morto e não se purificasse com essa água especial, seria eliminado do meio da congregação, pois teria contaminado o santuário do Senhor. A água da purificação não havia sido aspergida sobre ele, e sua impureza permaneceria sobre ele. Essa seria uma lei perpétua para os filhos de Israel e para o estrangeiro que habitasse entre eles. A longa peregrinação de Israel pelo deserto atingia um ponto crítico 40 anos após a saída
do Egito, ou da congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Zim no primeiro mês e o povo acampou em Cades. Foi ali que Miriã morreu e foi sepultada. Ainda em Cades, A comunidade enfrentou um problema familiar e recorrente. Não havia água para a congregação. Mais uma vez, o povo se ajuntou contra Moisés e Arão e começou a contender com Moisés. Eles reclamaram, dizendo: "Quem dera tivéssemos perecido quando nossos irmãos pereceram diante do Senhor? Porque trouxestes a congregação do Senhor a este deserto para morrermos aqui? nós e nossos animais. E por que nos fizestes
subir do Egito para nos trazer a este Lugar mau, que não é lugar de semente, nem de figos, nem de vinhas, nem de romãs, nem a água para beber? Moisés e Arão se afastaram da assembleia e foram para a porta da tenda do encontro, caindo com seus rostos em terra. A glória do Senhor lhes apareceu. O Senhor falou a Moisés, ordenando-lhe: "Toma a vara e ajunta à congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha diante dos olhos deles, e ela dará a sua água. Assim lhes tirarás água da rocha e darás De beber
à congregação e aos seus animais." Moisés pegou a vara de diante do Senhor, como lhe havia sido ordenado. Ele e Arão reuniram a assembleia diante da rocha. E Moisés, talvez exasperado pela constante murmuração do povo, disse-lhes: "Ouvi agora, rebeldes, tiraremos água desta rocha para vós?" E Moisés levantou a mão e golpeou a rocha duas vezes com sua vara. Imediatamente saiu muita água e a congregação e seus animais beberam. Contudo, a atitude de Moisés e Arão não passou despercebida pelo Senhor. O Eterno falou-lhes: "Porquanto não me crestes para me santificardes diante dos filhos de Israel, por
isso não fareis entrar esta congregação na terra que lhes dei." Aquele lugar foi chamado Meribá, que significa contenda, porque os filhos de Israel contendiam com o Senhor e ele se manifestou santo entre eles. Dali de Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, dizendo: "Assim diz teu irmão, Israel: Tu sabes todo o trabalho que nos sobreveio. Como nossos pais desceram ao Egito e habitamos no Egito por muito tempo, e os egípcios nos afligiram a nós e a nossos pais. E quando clamamos ao Senhor, ele ouviu a nossa voz e enviou um anjo e nos tirou
do Egito. E eis que estamos em Cades, cidade na extremidade do teu território. Permite-nos, pois, passar pela tua terra. Não passaremos por campos, nem por vinhas, nem beberemos Água de poços. Iremos pela estrada real, não nos desviando nem para a direita, nem para a esquerda, até que tenhamos passado pelos teus limites. Mas o rei de Edom respondeu: "Não passais por mim, para que eu não saia com a espada contra vós". Os filhos de Israel insistiram, prometendo que se eles e seus rebanhos bebessem da água de Edom, pagariam por ela e só queriam passar a pé.
Edom, porém, recusou com veemência e saiu ao Encontro de Israel com um povo numeroso e forte, barrando o caminho. Assim, Israel desviou-se de Edom, pois ele se recusou a permitir a passagem por seu território. Partindo de Cades, os filhos de Israel, toda a congregação, foram ao monteor. No monte, na fronteira da terra de Edom, o Senhor falou a Moisés e a Arão: "Aão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, porquanto fostes rebeldes à minha palavra, nas águas de Meribá." Leva Arão e Eleazar, seu filho, e faz-os
subir ao monte Or, e tira as vestes de Arão, e as veste em Eleazar, seu filho, pois Arão será recolhido a seu povo e ali morrerá. Moisés fez como o Senhor havia ordenado. Subiram ao monte à vista de toda a congregação. Moisés tirou as vestes de Arão e as vestiu em Eleazar, seu filho. E Arão morreu ali no cume do monte. Moisés e Eleazar desceram do monte. Quando toda a congregação viu que Arão havia morrido, toda a casa de Israel lamentou Arão por 30 dias. Com a morte de Arão e a proibição de Edom para
a passagem, a jornada de Israel tomou um novo rumo. O rei cananeu de Arade, que habitava no Neguebe, ouviu que Israel estava vindo pelo caminho de Atarim. Ele atacou Israel e levou alguns prisioneiros. Diante dessa ameaça, os filhos de Israel fizeram um voto ao Senhor, dizendo: "Se de fato entregares este povo em minhas mãos, destruirei Totalmente as suas cidades." O Senhor ouviu a voz de Israel e entregou os cananeus. Israel os destruiu completamente, juntamente com suas cidades. E aquele lugar foi chamado Ormá, que significa destruição total. A jornada continuou do monte, pelo caminho do Mar
Vermelho, para contornar a terra de Edom, mas a alma do povo ficou impaciente no caminho. Mais uma vez eles falaram contra Deus e contra Moisés: "Por que nos fizeste subir do Egito para Morrermos neste deserto? Pois não há pão nem água, e a nossa alma já está enjoada deste pão tão leve, o maná. Diante dessa murmuração e ingratidão, o Senhor enviou entre o povo serpentes abrasadoras que picaram o povo e muita gente de Israel morreu. O povo então veio a Moisés e confessou: "Pecamos porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti. Ora ao Senhor
para que tire de nós estas serpentes." Moisés orou pelo povo e o Senhor falou a Moisés, instruindo-o: "Faz uma serpente abrasadora e põe-la sobre uma aste, e acontecerá que todo aquele que for picado, olhando para ela, viverá". Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou sobre uma aste. E acontecia que quando uma serpente mordia alguém, se ele olhava para a serpente de bronze, vivia. Prosseguindo em sua rota, os filhos de Israel partiram dali e acamparam em Obote. De Obote partiram e acamparam em Igé Abarim, no deserto que Está em frente a Moabe, ao nascente
do sol. Dali partiram e acamparam no vale de Zerede. De lá partiram e acamparam do outro lado do Arnon, que está no deserto e que sai do território dos amorreus. O Arn é a fronteira de Moabe, entre Moabe e os amorreus. Por isso se diz no livro das guerras do Senhor, o Arebbe em Sufá e os vales do Arnom e a encosta dos vales que se estende até o assento de ar e se encosta ao termo de Moabe. Dali partiram para Beer. Este é o posto sobre O qual o Senhor disse a Moisés: "Ajunta o
povo e lhes darei água". Então, Israel cantou este cântico. Sobe, ó poço, cantai-lhe, o poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo perfuraram, com o cetro e com as suas varas. De Beer seguiram para Matana, de Matana para Naaliel, de Naaliel para Bamote e de Bamote para o vale que está no campo de Moabe, ao cume de Pisga que olha para o deserto. Então Israel enviou mensageiros a Seon, rei dos amorreus, Dizendo: "Permite-me passar pela tua terra. Não nos desviaremos pelos campos, nem pelas vinhas. Não beberemos a água dos poços. Iremos pela estrada
real até que tenhamos passado pelos teus limites. Se, porém, não permitiu que Israel passasse por seu território. Em vez disso, Seon reuniu todo o seu povo e saiu ao encontro de Israel no deserto, vindo a Jaás e combatendo contra Israel. Israel o feriu a fio de espada e tomou sua terra desde o Arnom até o Jaboque, Até os filhos de Amon. Porque a fronteira dos filhos de Amon era forte. Israel habitou em toda a terra dos amorreus, em Esbom e em todas as suas vilas. Esbom era a cidade de Seon, rei dos amorreus, que havia
combatido contra o rei anterior de Moabe, e tomado toda a sua terra de suas mãos até o Arnom. Por isso, os que falam em Provérbios dizem: "Vinde a Resbom, edifique-se e estabeleça-se a cidade de Se, pois fogo saiu de Esbom, chama da cidade de Seon. Ela consumiu ar de Moabe, os senhores das alturas de Arnom. Ai de ti, Moabe, pereceste, ó povo de Quemóz. Ele entregou seus filhos como fugitivos e suas filhas como cativas. A Se, rei dos amorreus, nós os ferimos. Esbom está destruída até de bom, e os devastamos até Nofa, que se estende
até Medeba. Israel habitou, portanto, na terra dos amorreus. Moisés também enviou espias a jaer e tomaram suas vilas e expulsaram os amorreus que ali estavam. Então eles Se voltaram e subiram pelo caminho de Basã. Iog, rei de Basã, saiu ao encontro deles, ele e todo o seu povo, para os combater em Hedrei. O Senhor disse a Moisés: "Não o temas, porque eu o entreguei em tua mão com todo o seu povo e sua terra, e farás a ele como fizeste a Seon, rei dos amorreus, que habitava em Esbom". E eles o feriram a ele, a
seus filhos e a todo o seu povo, até que ninguém lhe restasse vivo. E tomaram posse de sua terra. Com as vitórias Sobre Seon e, os filhos de Israel prosseguiram e acamparam nas campinas de Moabe, além do Jordão, em frente a Jericó. A notícia da chegada desse numeroso povo e de suas conquistas espalhou-se rapidamente. Balaque, filho de Zipor, o rei de Moabe, ouviu tudo o que Israel havia feito aos amorreus. Ele ficou extremamente temeroso e angustiado por causa dos filhos de Israel, pois eram muitos. Moabe sentiu-se ameaçado tanto pelo número de Israel quanto pela Recente
demonstração de poder. Balaque então enviou mensageiros aos anciãos de Midiã e também a Balaão, filho de Beor, que estava em Petor, perto do rio Eufrates, na terra dos filhos de Amalu. A mensagem era um pedido urgente. Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e acampa de fronte de mim. Vem, pois agora e amaldiçoa-me este povo, porque é mais poderoso do que eu. Talvez eu possa feri-los e expulsá-los da terra, pois sei que aquele a quem tu Abençoas é abençoado, e aquele a quem tu amaldiçoas é amaldiçoado. Os anciãos de Moabe
e de Midiãam, levando consigo o preço dos encantamentos. Ao chegarem a Balaão, contaram-lhe as palavras de Balaque. Balaão disse-lhes: "Passai aqui esta noite e eu vos darei a resposta, conforme o Senhor me falar." Os príncipes de Moabe ficaram com Balaão. Deus veio a Balaão e perguntou: "Quem são estes homens contigo?" Balaão Respondeu: "Balaque, rei de Moabe, os enviou a mim, dizendo: Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra. Vem, pois agora, amaldiçoa-me a ele. Talvez eu possa combatê-lo e expulsá-lo. O Senhor, porém, disse a Balaão: "Não irás com eles, nem
amaldiçoarás a este povo, porque é abençoado." Pela manhã, Balaão levantou-se e disse aos príncipes de Balaque: "Voltai para a vossa terra, porque o Senhor recusou permitir-me ir convosco." Os príncipes de Moabe voltaram a Balaque e lhe contaram que Balaão havia se recusado a ir. Balaque, contudo, não se deu por vencido. Ele enviou novamente príncipes em maior número e mais honrados do que os primeiros. Chegando a Balaão, disseram-lhe: "Assim diz Balaque, filho de Zipor: "Rogo-te que não deixes de vir a mim. Certamente te honrarei muito e farei tudo o que me disseres. Vem, pois, rogo-te, amaldiçoa-me
este povo. Balaão respondeu Aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir a palavra do Senhor, meu Deus, para fazer coisa alguma, pequena ou grande. Agora, pois, rogo-vos, permanecei aqui também esta noite, para que eu saiba o que mais o Senhor me dirá. Durante a noite, Deus veio a Balaão e lhe disse: "Se esses homens vieram para te chamar, levanta-te, vai com eles, mas a palavra que eu te disser, essa farás". Balaão levantou-se pela manhã, selou sua jumenta e foi com os príncipes
de Moabe. Contudo, a ira de Deus acendeu-se porque ele estava indo. O anjo do Senhor pôs-se no caminho para ser-lhe adversário. Balaão cavalgava em sua jumenta e seus dois servos estavam com ele. A jumenta viu o anjo do Senhor parado no caminho com sua espada desembanhada na mão. A jumenta desviou-se do caminho e foi para o campo. Balaão bateu na jumenta para fazê-la voltar ao caminho. O anjo do Senhor postou-se numa vereda estreita entre as vinhas, com uma parede de cada lado. A jumenta, ao ver o anjo, apertou-se contra a parede, prendendo o pé de
Balaão contra ela. Balaão bateu nela novamente. O anjo do Senhor então passou mais adiante e pôs-se num lugar apertado, onde não havia como desviar, nem para a direita, nem para a esquerda. A jumenta, vendo o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão. A ira de Balaão acendeu-se e ele bateu na jumenta Com o cajado. Então o Senhor abriu a boca da jumenta e ela disse a Balaão: "Que te fiz eu para que me espancasses estas três vezes?" Balaão respondeu à jumenta: "Por que zombaste de mim? Se eu tivesse uma espada na minha mão, agora te
mataria". A jumenta replicou a Balaão: "Não sou eu, tua jumenta, sobre a qual cavalgaste toda a tua vida até hoje? Acaso costumei fazer-te assim?" E ele disse: "Não, nesse momento, o Senhor abriu os olhos de Balaão e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho com sua espada desembanhada. Balaão inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra. O anjo do Senhor perguntou-lhe: "Por que espancaste tua jumenta estas três vezes? Eis que eu saí para te resistir, porque o teu caminho é perverso diante de mim." A jumenta me viu e se desviou de
mim estas três vezes. Se ela não se tivesse desviado de mim, certamente eu já te teria matado e A ela teria deixado viva. Balaão confessou ao anjo do Senhor: "Pequei, porquanto não sabia que estavas parado no caminho contra mim. Se te desagrada, voltarei. O anjo do Senhor, porém, disse a Balaão: "Vai com esses homens, mas somente a palavra que eu te disser, essa falarás". Balaão seguiu então com os príncipes de Balaque. Quando Balaque soube que Balaão vinha, saiu ao seu encontro na cidade de Moabe, que está na fronteira do Arnon, Na extremidade do território. Balaque
perguntou a Balaão: "Porventura não te enviei a chamar? Porque não vieste a mim? Não posso eu, na verdade, honrar-te?" Balaão respondeu a Balaque: "Eis que vim a ti, mas porventura terei eu poder para falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. Balaão foi com Balaque e eles chegaram a Kiriate Balaque sacrificou bois e ovelhas e os enviou a Balaão e aos príncipes que Estavam com ele. No dia seguinte, Balaque pegou Balaão e o fez subir a Bamote Baal, de onde Balaão pôde ver uma parte do povo de Israel. Com Balaão,
agora sob a vista do acampamento israelita, o rei Balaque o levou para um local estratégico para que pudesse realizar as maldições. Em Bamote Baal, Balque instruiu Balaão a construir sete altares e a preparar sete novilhos e sete carneiros. Balaão cumpriu a ordem e ambos ofereceram um novilho e um Carneiro sobre cada altar. Então Balaão disse a Balaque: "Fica aqui junto ao teu holocausto enquanto eu vou para ali. Talvez o Senhor venha ao meu encontro. Aquilo que ele me mostrar, eu te declararei." Ele se retirou para um lugar alto e solitário. Deus de fato, veio ao
encontro de Balaão. E o Senhor colocou uma palavra na boca de Balaão, dizendo: "Volta a Balaque e fala-lhe assim. Balaão retornou e encontrou Balaque de pé junto ao seu holocausto Com todos os príncipes de Moabe ao seu lado. Balaque perguntou: "O que disse o Senhor?" Então, Balaão proferiu seu primeiro oráculo, falando em parábola: "De Arã me trouxe Balaque, rei de Moabe, das montanhas do oriente. Vem, amaldiçoa-me a Jacó e vem, denuncia a Israel. Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? E como denunciarei a quem o Senhor não denunciou? Pois do alto das rochas o vejo
e dos montes o contemplo. Eis que este povo habitará Isolado e não será contado entre as nações. Quem pode contar o pó de Jacó ou o número da quarta parte de Israel? Morra a minha alma à morte dos justos e seja o meu fim como o deles? Balaque, exasperado, perguntou a Balaão: "Que me fizeste? Eu te trouxe para amaldiçoar meus inimigos e eis que os abençoaste." Balaão respondeu: "Não devo eu ter cuidado de falar o que o Senhor puser na minha boca?" Balaque, ainda com esperança, disse a Balaão: "Rogo-te, vem comigo a outro lugar de
onde o verás, mas apenas uma parte dele e não todo. E dali amaldiçoa-o para mim." Ele o levou ao campo de Zofim, no alto do Pisga. Lá, Balaque novamente construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro em cada um. Balaão disse a Balaque: "Fica aqui junto ao teu holocausto enquanto eu me encontro com o Senhor ali." O Senhor veio a Balaão novamente e colocou uma palavra em sua boca, dizendo: "Volta a Balaque e fala-lhe assim". Balaão retornou e encontrou Balaque junto ao seu holocausto com os príncipes de Moabe. Balaque perguntou: "O que disse
o Senhor?" Balaão então proferiu seu segundo oráculo. Levanta-te, Balaque, e ouve. Escuta-me, filho de Zipor. Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele diria e não o faria, ou falaria e não o cumpriria? Eis que recebi ordem de Abençoar, pois ele abençoou e eu não posso revogá-lo. Não viu iniquidade em Jacó, nem viu perversidade em Israel. O Senhor, seu Deus, está com ele, e nele há o brado de um rei. Deus os tirou do Egito. Ele tem a força do unicórnio, pois não há encantamento contra Jacó,
nem adivinhação contra Israel. No seu tempo se dirá de Jacó e de Israel o que Deus tem feito. Eis que o povo se levantará como leoa e se erguerá como leão. Não se deitará até que coma a Presa e beba o sangue dos mortos. Balaque, ainda mais frustrado, disse a Balaão: "Nem o amaldiçois, nem o abençois". Balaão, porém, respondeu: "Não te disse eu que tudo o que o Senhor falasse, isso faria eu?" Balaque, não desistindo, propôs mais uma tentativa. Vem agora, levar-te ei a outro lugar. Talvez agrade o amaldiçois para mim. Ele levou Balaão ao
cume de Peor, que olhava para o deserto. Balaque, mais uma vez construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar. Balaão disse a Balaque: "Fica aqui junto ao teu holocausto, enquanto eu vou ao encontro do Senhor ali." Após as tentativas frustradas de amaldiçoar Israel e as bênçãos proferidas, Balaão percebeu que era do agrado do Senhor abençoar a Israel. Desta vez, ele não buscou encantamentos como havia feito antes, mas voltou seu rosto para o deserto e Erguendo os olhos, viu Israel acampado segundo suas tribos. O espírito de Deus veio sobre ele. Então
Balaão proferiu seu terceiro oráculo, falando em parábola: "Palavra de Balaão, filho de Beor, e palavra do homem de olhos abertos. Palavra daquele que ouve as palavras de Deus, daquele que vê a visão do todo- poderoso caindo em êxtase, mas de olhos abertos. Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó, tuas moradas, ó Israel. Como vales que se estendem, como Jardins à beira de um rio, como aloés que o Senhor plantou, como cedros junto às águas. Água correrá de seus baldes, e sua semente estará em muitas águas. Seu rei será mais alto que Agague, e seu
reino será exaltado. Deus o tirou do Egito. Ele tem a força do unicórnio. Devora as nações, seus inimigos, e lhes quebra os ossos, e com suas flechas os três passa. Curva-se e deita-se como leão e como leoa. Quem o despertará? Bendito todo aquele que te abençoar e Amaldiçoado todo aquele que te amaldiçoar. A ira de Balaque acendeu-se contra Balaão, e ele bateu as mãos, dizendo a Balaão: "Eu te chamei para amaldiçoar meus inimigos e eis que já por três vezes os abençoaste. Foge agora para o teu lugar. Eu disse que te honraria grandemente, mas o
Senhor te privou da honra". Balaão respondeu a Balaque: "Não falei também a teus mensageiros que me enviaste, Dizendo: Ainda que Balque me desse sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir a palavra do Senhor para fazer bem ou mal por minha própria vontade. O que o Senhor falar, isso falarei agora, pois vou para o meu povo. Mas vem, eu te avisarei o que este povo fará ao teu povo nos últimos dias." Então, Balaão proferiu seu quarto e mais profundo oráculo, uma profecia sobre o futuro. Palavra de Balaão, filho de Beor, e
palavra do homem de olhos Abertos. Palavra daquele que ouve as palavras de Deus e que conhece a ciência do Altíssimo, que vê a visão do Todo-Poderoso caindo em êxtase, mas de olhos abertos. Eu o verei, mas não agora. Eu o contemplarei, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó, e um cetro se levantará de Israel, que ferirá as frontes de Moabe, e destruirá todos os filhos de Sete, e Edom será uma possessão, e Seir seus inimigos, também será uma possessão. Mas Israel fará Proezas. De Jacó virá aquele que terá domínio e destruirá os que
restarem da cidade. Balaão então fixou seu olhar sobre os amalequitas e proferiu uma profecia sobre eles. Amaleque é o primeiro das nações, mas seu fim será a destruição. Em seguida, ele olhou para os quenitas e proferiu sua parábola: Forte é a tua habitação e puseste o teu ninho na rocha. Contudo, o queita será destruído quando Assur te levar cativo. Finalmente, Balaão proferiu mais uma Parábola. Ai, quem viverá quando Deus fizer isto? Navios virão da costa de Quitins e afligirão a Assur, e afligirão a Éber, e ele também perecerá para sempre. Após proferir todas essas profecias,
Balaão levantou-se, partiu e voltou para o seu lugar. Balaque também se foi para o seu caminho. Após as profecias de Balaão, que contra a vontade de Balaque só trouxeram bênçãos para Israel, os filhos de Israel acamparam em Sitim. Foi ali nas campinas De Moabe, que o povo começou a se desviar, envolvendo-se em imoralidade com as filhas de Moabe. As mulheres moabitas convidaram o povo de Israel para os sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e se prostrou diante dos deuses delas. Assim, Israel se juntou a Baal Peor, uma divindade pagã, envolvendo-se em idolatria e
prostituição cultual. A ira do Senhor se acendeu grandemente contra Israel. O Senhor falou a Moisés, ordenando: "Toma Todos os chefes do povo e enforca-os ao Senhor diante do sol, para que a ira do Senhor se desvie de Israel". Moisés então disse aos juízes de Israel: "Cada um mate os seus homens que se juntaram a Baal Peor." Enquanto a praga divina já começava a se espalhar entre o povo, um homem dos filhos de Israel trouxe uma mulher midianita para junto de seus irmãos, diante dos olhos de Moisés e de toda a congregação, que chorava à porta
da tenda do encontro. Ao Ver isso, Finéias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, levantou-se do meio da congregação, tomou uma lança na mão, seguiu o homem de Israel até o interior da tenda e traspassou a ambos, o homem de Israel e a mulher, pelo ventre. Imediatamente a praga cessou entre os filhos de Israel. Aqueles que morreram na praga foram 24.000. O Senhor falou a Moisés, dizendo: "Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, desviou a minha ira dos filhos de Israel, pois zelou com meu zelo no meio deles, de modo que eu não os
consumi no meu zelo. Portanto, dize: "Eis que lhe dou a minha aliança de paz, e ele e sua descendência terão a aliança de um sacerdócio perpétuo, porquanto zelou pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel. O homem de Israel, que foi morto juntamente com a mulher midianita, chamava-se Zinri, filho de Salu, líder de uma casa paterna dos simeonitas. A mulher midianita morta chamava-se Cby, filha de Zur, que era chefe de um povo, uma casa paterna em Midiã. O Senhor ainda instruiu Moisés: "Hostilizai os midianitas e feri-os, porque eles vos hostilizaram com as suas
ciladas, com que vos enganaram no caso de Peor e no caso de Cosby, filha do príncipe de Midiã, sua irmã, que foi morta no dia da praga por causa de Peor. Após a praga causada pelo pecado de Baal Peor e com uma nova geração pronta para se Aproximar da terra prometida, o Senhor falou a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, filho de Arão. A ordem divina era clara: Realizar um novo senso de toda a congregação dos filhos de Israel. A contagem deveria incluir todos os homens com 20 anos ou mais aptos para o serviço militar,
segundo suas casas paternas. Essa contagem aconteceria nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, em frente a Jericó. Moisés e Eleazar então falaram ao povo nas campinas de Moabe, assim Como o Senhor havia ordenado. O censo revelou um panorama das tribos, mostrando as mudanças ocorridas ao longo das quatro décadas de peregrinação e a formação da nova geração que herdaria a Terra. Os números, embora extensos no registro original, revelam o total de homens prontos para a guerra. De Ruben, o primogênito de Israel, as famílias e seus alistados somavam 43.730. De Simeão, as famílias e seus alistados somavam
22.200. De Gade, as famílias e seus alistados somavam 40.500. De Judá, as famílias e seus alistados somavam 76.500. Decar, as famílias e seus alistados somavam 64.300. De Zebulon, as famílias e seus alistados somavam 60.500. Das famílias de José, de Manassés, somavam 52.700, de Efraim somavam 32.500. de Benjamim. As famílias e seus Alistados somavam 45.600. De as famílias e seus alistados somavam 64.400. Deer. As famílias e seus alistados somavam 45.600. De Naftali, as famílias e seus alistados somavam 45.400. O número total dos filhos de Israel alistados, segundo suas casas paternas, foi de 601.730. Os levitas, como
de costume, foram contados separadamente. Seu Recenciamento incluiu todos os homens de um mês de idade para cima, divididos por suas famílias, Gerson, Coat e Merari. O total de levitas contados foi de 23.000. Eles não foram incluídos no senso dos filhos de Israel, pois nenhuma porção de herança lhes foi dada entre as tribos. Este segundo senso revelou uma verdade marcante. Entre todos os contados, não havia nenhum dos homens que haviam sido contados no primeiro censo por Moisés e Arão no deserto do Sinai. Eles haviam Perecido no deserto, conforme o Senhor havia declarado. Apenas Calebe, filho de
Jefoné, e Josué, filho de Num, restaram daquela geração que saiu do Egito, testemunhando a fidelidade de Deus em cumprir tanto suas promessas quanto suas sentenças. Com o segundo senso concluído e a nova geração às portas da terra prometida, uma questão de justiça e herança surgiu, trazendo à luz uma situação em comum. As filhas de Zelofiade, da tribo de Manassés, da Família de Maquir, filho de Manassés, da casa de José, apresentaram-se diante de Moisés, do sacerdote Eleazar, dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda do encontro. Seus nomes eram Maalá, Noa, Ogla, Milka
e Tirza. Elas expuseram sua petição, dizendo: "Nosso pai morreu no deserto e ele não estava entre a companhia daqueles que se ajuntaram contra o Senhor na companhia de Corá, mas morreu no seu próprio pecado e não teve filhos. Por que o nome De nosso pai seria tirado de sua família por não ter tido um filho? Dai-nos uma possessão de herança entre os irmãos de nosso pai. Moisés levou a causa delas diante do Senhor. E o Senhor falou a Moisés, dizendo: "As filhas de Zelofeade falam o que é justo. Certamente lhes darás uma possessão de herança
entre os irmãos de seu pai e lhes farás passar a herança de seu pai". O Senhor então estabeleceu uma lei para Toda a congregação de Israel. Quando um homem morrer e não tiver filho, fareis passar a sua herança a sua filha. E se não tiver filha, então dareis a sua herança a seus irmãos. E se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai. E se seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança ao seu parente mais próximo de sua família, para que a possua. E isto será aos filhos
de Israel um estatuto de juízo, como o Senhor ordenou a Moisés. Após resolver a questão da herança, o Senhor dirigiu-se a Moisés com uma instrução sobre o seu próprio futuro. Disse o Eterno a Moisés: "Sobe a este monte de Abarim e vê a terra que dei aos filhos de Israel. Depois que a tiveres visto, também serás recolhido a teu povo, assim como Arão, teu irmão, foi recolhido. Pois vos rebelastes contra a minha palavra no deserto de Zim, na contenda da congregação, e não me santificastes diante dos seus olhos nas Águas. Estas eram as águas de
Meribá, em Cades, no deserto de Zim. Moisés então clamou ao Senhor: "Ponha o Senhor, o Deus dos espíritos de toda a carne, um homem sobre a congregação, que saia e entre diante deles e que os guie fora e os traga para dentro, para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não t pastor." E o Senhor respondeu a Moisés: "Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele, e apresenta-o diante de Eleazar, o sacerdote, e diante de toda a congregação, e dá-lhe um encargo
diante dos seus olhos, e põe sobre ele da tua dignidade, para que toda a congregação dos filhos de Israel lhe obedeça, e ele se apresentará diante de Eleazar, o sacerdote, que consultará por ele, segundo o juízo do Urim, perante o Senhor. Pela palavra dele sairão, e pela palavra dele entrarão ele e todos os Filhos de Israel com ele e toda a congregação. Moisés fez como o Senhor lhe havia ordenado. Ele pegou Josué, apresentou-o diante do sacerdote Eleazar e de toda a congregação, e impôs suas mãos sobre ele, e deu-lhe um encargo, como o Senhor havia
falado por meio de Moisés. Com a questão da liderança futura resolvida pela unção de Josué e a proximidade da entrada na terra prometida, o Senhor voltou a falar a Moisés, detalhando as ofertas que Deveriam ser apresentadas constantemente e nas diversas festividades. Essas instruções visavam garantir uma adoração contínua e sistemática, uma vez que o povo estivesse estabelecido na terra que manava leite e mel. A primeira instrução se referia à oferta diária contínua, uma oferta queimada que deveria ser apresentada sem falha. O Senhor ordenou que cada dia fossem oferecidos dois cordeiros de um ano sem defeito, como
holocausto contínuo. Um Cordeiro deveria ser oferecido pela manhã e o outro ao crepúsculo. Com cada cordeiro, deverseia apresentar uma oferta de cereais de um démo de Efa de flor de farinha, amassada com 1 qu4to de rim de azeite batido e uma oferta de libação de um quarto de rim de vinho. Esta seria uma oferta queimada de aroma agradável ao Senhor. Aos sábados, além do holocausto contínuo diário, deveriam ser oferecidos dois cordeiros de um ano sem defeito, com sua oferta de cereais De 2 démos de efa, de flor de farinha amassada com azeite e a sua
oferta de libação. Essa era a oferta queimada do sábado, além do holocausto contínuo e da sua libação. No primeiro dia de cada mês, nas luas novas, uma oferta ainda mais substancial era exigida. Dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito, como holocausto ao Senhor. Com os novilhos seria oferecida uma oferta de cereais de 3 démos defa de flor de farinha amassada Com azeite. Com o carneiro 2 décimos defa e com cada um dos cordeiros décimo defa. As libações de vinho seriam de metade de um im para cada novilho, 1/3 de
rim para o carneiro e um quarto de rim para cada cordeiro. Adicionalmente, um bode seria oferecido como oferta pelo pecado ao Senhor, além do holocausto contínuo e de sua libação. A grande Páscoa, no 14º dia do primeiro mês, seria uma festa ao Senhor. 15º dia daquele mês começaria a festa dos pães Ásimos, que duraria s dias, durante os quais apenas pão sem fermento seria comido. No primeiro dia não se faria nenhum trabalho serviu. A oferta queimada ao Senhor para a festa dos pães ásimos incluiria dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos
sem defeito, com suas respectivas ofertas de cereais e libações, e um bode como oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. O mesmo ritual seria repetido diariamente durante os Sete dias da festa. No dia das primícias, também conhecido como festa das semanas, quando o povo apresentasse uma nova oferta de cereais ao Senhor, não fariam nenhum trabalho, serviu. A oferta queimada seria de dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, com suas ofertas de cereais e libações correspondentes, e um bode como oferta pelo pecado. Tudo isso seria oferecido além do holocausto contínuo e de sua
libação. Essas eram as ordenanças para As ofertas contínuas e para as festas anuais, garantindo que o culto ao Senhor fosse uma parte central e constante da vida de Israel na Terra. Após detalhar as ofertas diárias, semanais e mensais, o Senhor continuou a instruir Moisés sobre as ofertas específicas para as grandes festas anuais, aquelas que marcavam os ciclos do calendário sagrado de Israel. O culto e a adoração seriam manifestações visíveis da aliança de Deus com seu povo na terra prometida. No primeiro dia do sétimo mês, conhecido como a festa das trombetas, o povo deveria celebrar um
santo ajuntamento sem fazer nenhum trabalho serviu. Era um dia de brados e trombetas, um memorial. A oferta queimada ao Senhor para este dia especial incluía um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito. Junto a eles seriam apresentadas as ofertas de cereais. com flor de farinha amassada com azeite, 3 Défa para o novilho, 2 décimos para o carneiro e um démo para cada um dos sete cordeiros. As libações de vinho também seriam proporcionais. Além disso, um bode seria oferecido como oferta pelo pecado para fazer expiação por eles. Tudo isso somado ao
holocausto contínuo da lua nova e suas respectivas ofertas. No 10o dia do sétimo mês, seria o soleníssimo dia da expiação. Este também seria um santo ajuntamento, onde os Filhos de Israel deveriam afligir suas almas e não fazer nenhum trabalho. A oferta queimada ao Senhor nesse dia seria de um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito, com suas ofertas de cereais e libações correspondentes. Bode seria oferecido como oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado da expiação e do holocausto contínuo, com sua oferta de cereais e libação. No 15º dia do so
mês, começaria a festa dos Tabernáculos, que duraria s dias. O primeiro dia seria um santo ajuntamento, sem trabalho serviu. Durante esses s dias, as ofertas queimadas seriam generosas e graduais. No primeiro dia, 13 novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano, todos sem defeito, com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. No segundo dia, 12 novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano, Com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. No terceiro dia, 11
novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano, com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. No quarto dia, 10 novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano, com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. No quinto dia, Nove novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. Sexto dia, oito novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um
ano, com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo. No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano, com suas ofertas de cereais e libações, e um bode para oferta pelo Pecado, além do holocausto contínuo. O oitavo dia seria um dia de assembleia solene, sem trabalho serviu, e uma oferta queimada de aroma agradável ao Senhor. Um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano sem defeito, com suas ofertas de cereais e libações e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto
contínuo. Essas seriam as ofertas que deveriam ser apresentadas ao Senhor nas festas fixas, além das ofertas pelos votos, ofertas Voluntárias, holocaustos, ofertas de cereais, libações e ofertas pacíficas. Tudo seria feito como o Senhor havia ordenado a Moisés. Depois de instruir sobre todas as ofertas e festividades que marcariam a vida de Israel na terra prometida, o Senhor voltou-se para a seriedade dos votos e juramentos. Ele falou a Moisés, ordenando-o a transmitir essa lei aos chefes das tribos dos filhos de Israel. A instrução era clara e de peso. Quando um homem fizer um voto Ao Senhor ou
jurar um juramento, ligando a sua alma por meio de um voto, não violará a sua palavra, fará conforme tudo o que saiu da sua boca. A fidelidade à palavra dada era de suma importância. A lei, porém, apresentava nuances específicas para as mulheres, considerando sua dependência da autoridade masculina em certas fases da vida. Para uma mulher jovem que ainda vivesse na casa de seu pai, se ela fizesse um voto ou se ligasse por um Juramento e seu pai ouvisse seu voto ou seu juramento e não dissesse nada, então o voto ou o juramento seria válido. No
entanto, se o pai ouvisse e a desaprovasse no mesmo dia, então o voto não seria válido. O Senhor a perdoaria porque seu Pai a desaprovou. Para uma mulher casada, se ela fizesse um voto ou falasse algo que a ligasse por um juramento e seu marido o ouvisse e não dissesse nada no mesmo dia, então o voto ou o juramento seria válido. Contudo, se O marido ouvisse e a desaprovasse no mesmo dia, ele anularia o voto que a ligava e o juramento impensado que saiu de seus lábios. O Senhor a perdoaria. Para uma viúva ou mulher
divorciada, qualquer voto ou juramento que ela fizesse por si mesma seria totalmente válido e obrigatório para ela. Não havia uma autoridade masculina para anulá-lo. Para uma mulher casada, cujo marido desaprovasse um voto apenas posteriormente. Se o marido ouvisse o voto de sua esposa e ficasse em silêncio por dias e só então o desaprovasse, ele estaria carregando a iniquidade dela. Ou seja, a responsabilidade pela anulação recairia sobre ele, pois sua demora em agir significava uma aprovação inicial. Essas eram as leis que o Senhor ordenou a Moisés entre o homem e sua esposa e entre o Pai
e sua filha na juventude dela em sua casa paterna. Tudo isso para garantir a seriedade e a santidade dos Compromissos feitos em nome do Senhor. Com as leis sobre votos e juramentos estabelecidas, o foco de Israel voltou-se para uma tarefa pendente e ordenada por Deus. O Senhor falou a Moisés, instruindo-o a tomar vingança pelos filhos de Israel contra os midianitas. Somente depois de cumprir essa missão, Moisés seria recolhido ao seu povo. Moisés então ordenou ao povo: "Armai homens dentre vós para a guerra, para que saiam contra Midiã, para Executar a vingança do Senhor contra Midiã.
Enviareis 1 homens de cada tribo, de todas as tribos de Israel, para a guerra. Assim foram destacados 12.000 homens armados para a guerra, 1000 de cada tribo. Moisés os enviou à guerra com Fineéias, filho do sacerdote Eleazar, acompanhando-os, levando consigo os utensílios santos e as trombetas para o toque de alarme. Eles combateram contra Midiã, como o Senhor havia ordenado a Moisés. E mataram todos Os homens. Entre os mortos estavam os cinco reis de Midiã, Evi, Requém, Zur, Ur e Reba. Também mataram Balaão, filho de Beor, a espada, junto com os midianitas. Os filhos de Israel
levaram cativas às mulheres de Midiã e suas crianças, e também saquearam todos os seus animais, seus rebanhos e todos os seus bens. Queimaram todas as suas cidades em que habitavam e todos os seus acampamentos. E tomaram todo o despojo e toda a presa, Tanto de homens quanto de animais. Trouxeram os cativos o despojo e a presa a Moisés, ao sacerdote Eleazar e a congregação dos filhos de Israel, ao acampamento nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, em frente a Jericó. Moisés, Elezar e todos os príncipes da congregação saíram ao encontro deles fora do acampamento. Moisés
irou-se contra os oficiais do exército, os chefes de 1000 e os chefes de 100 que voltavam da batalha. Moisés Perguntou-lhes: "Por que deixastes vivas todas as mulheres? Eis que estas, pelo conselho de Balaão, fizeram os filhos de Israel cometerem transgressão contra o Senhor no caso de Peor. E por isso houve praga entre a congregação do Senhor. A ordem foi então dada: "Agora, pois, matai todos os meninos e matai toda mulher que conheceu o homem, deitando-se com ele. Todas as meninas e todas as mulheres que não conheceram o homem, deitando-se com ele, deixai-as viver Para vós.
Além disso, aqueles que houvessem matado alguém ou tocado em um morto na batalha, deveriam purificar-se por sete dias. No terceiro e no sétimo dia, tanto eles quanto seus cativos deveriam purificar-se e também purificar todas as suas vestes e tudo o que fosse de couro, de pelos de cabra e de madeira. O sacerdote Eleazar instruiu os homens de guerra sobre a lei da purificação dos objetos. Todo objeto de ouro, prata, bronze, ferro, estanho e Chumbo, tudo o que pudesse resistir ao fogo, deveria passar pelo fogo e seria puro. Aquilo que não pudesse resistir ao fogo, deveria
ser purificado com água da purificação. O Senhor também instruiu Moisés e Eleazar sobre a divisão do despojo. O despojo da batalha, que incluía pessoas e animais, seria dividido em duas partes. uma para os homens de guerra que saíram à batalha e a outra para o resto da congregação. Da parte dos homens de guerra, uma Contribuição para o Senhor deveria ser separada. Um de cada 500, tanto de pessoas quanto de bois, jumentos e ovelhas, deveria ser dado ao sacerdote Eleazar como oferta alçada ao Senhor. Da metade pertencente aos filhos de Israel, um de cada 50, tanto
de pessoas, quanto de bois, jumentos, ovelhas e todos os animais, deveria ser dado aos levitas que guardavam a responsabilidade do tabernáculo do Senhor. Moisés e o sacerdote Eleazar fizeram a divisão do Despojo, conforme o Senhor havia ordenado. O total do despojo capturado pelos homens de guerra foi de 675.000 ovelhas, 72.000 cabeças de gado, 61.000 jumentos e 32.000 pessoas do sexo feminino que não haviam conhecido o homem. A metade dos que saíram à guerra foi 337.500 ovelhas, 36.000 cabeças de gado, 30.500 jumentos e 16.000 pessoas. Desses, a contribuição ao Senhor para Eleazar foi 675 Ovelhas, 72
cabeças de gado, 61 jumentos e 32 pessoas. A metade que pertencia à congregação foi 337.500 ovelhas, 36.000 cabeças de gado, 30.500 jumentos e 16.000 pessoas. Destes, a contribuição para os levitas foi 6750 ovelhas, 720 cabeças de gado, 610 jumentos e 320 pessoas. Os chefes de 1000 e de 100, os comandantes do exército, vieram a Moisés e relataram que haviam contado os homens de guerra sob seu comando e não faltava um sequer. Eles trouxeram uma oferta voluntária ao Senhor de artigos de ouro, braceletes, correntes, anéis, brincos e colares, para fazer expiação por suas almas diante do
Senhor. Ouro de toda essa oferta alçada ao Senhor dos chefes de 1000 e de 100 pesou 16.750 ciclos. Moisés e Eleazar, o sacerdote, receberam o ouro e o trouxeram para a tenda do encontro como um memorial para os filhos de Israel diante do Senhor. Com as vitórias sobre Seon, Hug e Midiã, Os filhos de Israel se encontravam nas campinas de Moabe, olhando para a terra prometida. Foi então que os filhos de Ruben e os filhos de Gade, que possuíam uma quantidade muito grande de gado, observaram que as terras de Jazer e Gileade eram ideais para
a criação de rebanhos. Eles vieram a Moisés, ao sacerdote Eleazar e aos príncipes da congregação com uma proposta. Se achamos graça aos teus olhos, disseram eles, que esta terra, a leste do Jordão, seja dada A teus servos como possessão. Não nos faças passar o Jordão. Moisés, ouvindo a petição, respondeu-lhes com censura: Acaso vossos irmãos irão à guerra enquanto vós ficais aqui? Porque desanimais o coração dos filhos de Israel de passar a terra que o Senhor lhes deu? Assim fizeram vossos pais. quando os enviei de Cades Barneia para espiar a terra. Pois subiram ao vale de
Escol e viram a terra e desanimaram o coração dos filhos de Israel para que não entrassem na terra que o Senhor lhes dera. E a ira do Senhor se acendeu naquele dia, e ele jurou, dizendo: "Nenhum dos homens que subiram do Egito, de 20 anos para cima, verá a terra que jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, porque não me seguiram plenamente." Exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num, porque seguiram plenamente ao Senhor. E a ira do Senhor se ascendeu contra Israel e os fez andar errantes no Deserto por 40 anos,
até que toda aquela geração que fez mal aos olhos do Senhor pereceu. E eis que vós vos levantastes em lugar de vossos pais, uma descendência de homens pecadores, para aumentar ainda mais o furor do Senhor contra Israel. Pois se vos desviardes de segui-lo, ele ainda os deixará no deserto e causareis a destruição de todo este povo. Os filhos de Ruben e de Gade se aproximaram de Moisés e disseram: "Edificaremos aqui currais para o nosso Gado e cidades para os nossos pequenos. Mas nós nos armaremos e iremos à frente dos filhos de Israel até que os
tenhamos levado ao seu lugar. Somente nossos pequenos habitarão nas cidades fortificadas por causa dos moradores da terra. Não voltaremos para nossas casas até que cada um dos filhos de Israel tenha recebido sua herança. Pois não teremos herança com eles além do Jordão, para o oeste, visto que nossa herança nos foi dada aqui, ao leste do Jordão. Moisés lhes respondeu: "Se fizerdes isso, se vos armardes para ir à guerra perante o Senhor, e se cada um de vós armado passar o Jordão perante o Senhor, até que ele tenha expulsado seus inimigos de diante dos seus rostos,
e a terra vos for subjulgada diante do Senhor, então depois disso, voltareis e estareis livres da culpa para com o Senhor e para com Israel, e esta terra será vossa possessão perante o Senhor. Mas se não fizerdes assim, eis que Pecareis contra o Senhor, e estais certos de que o vosso pecado vos achará. Edificai-vos cidades para os vossos pequenos e currais para as vossas ovelhas, e fazei o que prometestes. Os filhos de Gade e de Ruben responderam a Moisés: "Teus servos farão como meu Senhor ordena. Nossos pequenos, nossas mulheres, nossos rebanhos e todo o nosso
gado, ficarão aqui nas cidades de Gileade. Mas teus servos, todos armados para a guerra, passarão diante do Senhor Para a batalha. como meu Senhor diz. Então, Moisés deu ordem sobre eles ao sacerdote Eleazar, a Josué, filho de Num, e aos chefes das casas paternas das tribos dos filhos de Israel. Moisés disse-lhes: "Se os filhos de Gade e os filhos de Ruben passarem convosco o Jordão, todos armados para a guerra perante o Senhor, e a terra vos for subjulgada, então lhes dareis a terra de Gileade como possessão. Mas se não passarem armados convosco, então terão Possessões
entre vós na terra de Canaã." Os filhos de Gade e os filhos de Ruben responderam, dizendo: "Como o Senhor falou a teus servos, assim faremos. Passaremos armados perante o Senhor à terra de Canaã, e a possessão de nossa herança será do outro lado do Jordão. Moisés então deu aos filhos de Gade, aos filhos de Ruben e a metade da tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seon, rei dos amorreus, e o reino de Hog, rei de Basã. deu-lhes a terra com Suas cidades e seus territórios, as cidades da terra ao redor. Os filhos
de Gade edificaram Dibom, Atar, Aroer, Atar Sofan, Jazer, Jogbeá, Bet Nimra e Bet Arã, cidades fortificadas e currais para ovelhas. Os filhos de Ruben edificaram Esbon, Elealeale, Kiriataim, Nebu, Baalmeon, cujos nomes foram mudados, e Sibma. Edificaram cidades e lhes deram novos nomes. Os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram a Gileade, tomaram-la e expulsaram os amorreus que nela Estavam. Moisés deu Gileade a Maquir, filho de Manassés, e ele habitou nela. Jair, filho de Manassés, foi e tomou suas vilas, e as chamou Avote Jair. Noba foi e tomou Quenate e suas aldeias, e a chamou Noba,
pelo seu próprio nome. Com as terras a leste do Jordão asseguradas para as tribos de Ruben, Gade e metade de Manassés, a narrativa agora se volta para um registro histórico e detalhado de toda a jornada de Israel, desde a saída do Egito até as campinas de Moabe. Moisés, por ordem do Senhor, registrou todas as suas etapas e as paradas de acordo com seus acampamentos. Depois o Senhor falou a Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, em frente a Jericó, dando instruções finais para a conquista e possessão da terra de Canaã. Ele disse: "Fala aos
filhos de Israel e dize-lhes: Quando passardes o Jordão para a terra de Canaã, então expulsareis todos os habitantes da terra de diante de vós, destruireis todas as suas Figuras esculpidas e destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus lugares altos, e tomareis posse da terra e habitareis nela, porque eu vos dei a terra para a possuirdes. A posse da terra seria dividida por sorteio entre as tribos, de acordo com o tamanho de cada uma, as maiores dando-se mais e as menores menos. O sorteio determinaria a herança de cada um, conforme as
tribos de seus pais. O Senhor advertiu que se não expulsassem Os habitantes da terra, aqueles que restassem seriam como espinho nos seus olhos e aguilhões em seus lados. e afligiam na terra em que habitassem. E ele faria a eles o que havia pensado em fazer aos habitantes. Com o registro das jornadas e a lembrança da expulsão dos habitantes da terra bem estabelecidas, o Senhor voltou a falar a Moisés, mas agora com um propósito ainda mais concreto, delinear as fronteiras exatas da terra Prometida. Era fundamental que Israel soubesse os limites precisos de sua herança em Canaã,
para a qual estavam prestes a entrar. O Senhor descreveu as divisões geográficas que formariam os limites de sua futura nação e o povo deveria respeitar todos os limites. Para garantir uma divisão justa e ordenada dessa vasta terra, o Senhor designou os responsáveis. Moisés seria auxiliado pelo sacerdote Eleazar e por Josué, filho de Num. Além deles, um líder de Cada uma das 10 tribos que receberiam herança a oeste do Jordão, foi nomeado. Esses 12 homens seriam os encarregados de distribuir a terra conforme as famílias e tamanhos das tribos. Assim foram estabelecidas as diretrizes para a posse
da Terra, definindo os limites e os responsáveis por assegurar que cada tribo recebesse sua porção da promessa divina. Com as fronteiras da terra prometida definidas e os líderes da divisão da terra designados, o Senhor Voltou-se para um aspecto crucial da organização interna, o sustento dos levitas e a provisão de justiça em casos de morte. Ele falou a Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, em frente a Jericó, sobre as cidades que deveriam ser dadas aos levitas. Visto que os levitas não teriam herança de terra como as outras tribos, o Senhor ordenou que os filhos
de Israel lhes dessem cidades para habitarem das suas próprias Heranças. Além das cidades, também deveriam ser dados aos levitas os subúrbios dessas cidades, ou seja, áreas de pastagem ao redor das cidades para os seus rebanhos, gado e todos os seus animais. O número total de cidades a serem dadas aos levitas seria de 48 cidades, incluindo seus subúrbios. Essas cidades seriam distribuídas proporcionalmente entre as tribos. As que tivessem mais território dariam mais cidades e as que tivessem menos, dariam Menos. Entre essas 48 cidades haveria um propósito ainda mais específico e vital. Seis delas seriam designadas como
cidades de refúgio. Dessas seis cidades, três estariam a leste do Jordão e três na terra de Canaã. As cidades de refúgio serviriam a um propósito fundamental de justiça. Seriam santuário para qualquer pessoa que tivesse matado alguém acidentalmente, sem intenção e sem ódio prévio. O homicida involuntário poderia fugir para uma dessas cidades e Encontrar proteção contra o vingador de sangue, o parente da vítima que tinha o direito legal de executar a vingança. Quando alguém fugisse para uma cidade de refúgio, deveria apresentar-se às portas da cidade e expor seu caso aos anciãos. Eles o receberiam e permitiriam
que habitasse com eles. Se o vingador de sangue o perseguisse, os anciãos não entregariam o homicida em suas mãos, pois ele havia matado o próximo sem intenção e sem ser inimigo dele. O Homicida deveria permanecer na cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote que estivesse em ofício naquele tempo. Somente após a morte do sumo sacerdote, ele poderia retornar à sua própria terra e a sua possessão. O Senhor também estabeleceu uma distinção clara entre os diferentes tipos de morte. Se alguém matasse o próximo com um instrumento de ferro ou com uma pedra na mão
que pudesse causar a morte, ou com um instrumento de madeira na mão que Pudesse causar a morte, sendo a intenção maliciosa, seria considerado um assassino. O assassino deveria ser morto pelo vingador de sangue. Contudo, se a morte fosse acidental, por exemplo, empurrar alguém sem querer, ou jogar um objeto sem ver a pessoa, ou derrubar uma pedra sobre alguém sem a intenção de matar, o homicida involuntário deveria fugir para uma das cidades de refúgio. Ele seria julgado pela congregação que o protegeria do vingador de sangue e o Faria retornar à sua cidade de refúgio, onde deveria
permanecer até a morte do sumo sacerdote. Uma regra crucial foi enfaticamente estabelecida. A terra não deveria ser contaminada com o derramamento de sangue, pois o sangue contaminava a terra, e não havia expiação pela terra pelo sangue que nela se derramasse, a não ser pelo sangue daquele que o derramou. Os filhos de Israel não deveriam contaminar a terra em que habitariam e onde o Senhor Residio, pois o Senhor habitava no meio dos filhos de Israel. Todas essas leis e estatutos deveriam ser observados por todas as gerações futuras de Israel, onde quer que habitassem, com as leis
sobre as cidades levíticas e as cidades de refúgio estabelecidas, uma última questão importante surgiu nas campinas de Moabe, antes que os filhos de Israel cruzassem o Jordão. Os chefes das casas paternas da família de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, da família Dos filhos de José, vieram e falaram diante de Moisés e dos príncipes, os chefes das casas paternas dos filhos de Israel. Eles apresentaram uma preocupação legítima: "O Senhor ordenou a meu Senhor que dividisse a terra por sorteio entre os filhos de Israel. E a meu Senhor foi ordenado pelo Senhor que desse a
herança de Zelofad, nosso irmão, à suas filhas. Se elas se casarem com qualquer dos filhos das outras tribos, dos filhos de Israel, então a herança Delas será tirada da herança de nossos pais e acrescentada à herança da tribo com a qual elas se casarem. Assim, uma porção da sorte de nossa herança será retirada. Eles argumentavam que no ano do jubileu, quando todas as heranças retornavam aos seus proprietários originais ou suas famílias, a herança dessas filhas, se casadas com homens de outras tribos, se perderia definitivamente para a tribo de Manassés. Moisés, por ordem do Senhor, respondeu
aos filhos de Israel, dizendo: "A tribo dos filhos de José fala o que é justo." Este é o que o Senhor ordenou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: "Casem-se com quem bem lhes parecer, contanto que se casem somente na família da tribo de seu pai". Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo, porque os filhos de Israel se apegarão cada um à herança da tribo de seus pais. E toda filha que possuir herança em Qualquer tribo dos filhos de Israel, se casará com um homem da família da tribo de seu
pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. Assim, nenhuma herança passará de uma tribo para outra. Cada uma das tribos dos filhos de Israel manterá sua própria herança. As filhas de Zelofeade, Malá, Noa, Hogla, Milka e Tirza, fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés. Elas se casaram com os filhos de seus tios, da família dos filhos de Manassés, filho De José. Dessa forma, sua herança permaneceu na tribo da família de seu pai. Estas foram as leis e os estatutos que o Senhor ordenou aos filhos de Israel por
meio de Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, em frente a Jericó. A jornada continua e assim chegamos ao fim da nossa jornada pelo desafiador e revelador livro de Números. Foram 36 capítulos que começaram com a organização de um povo rumo à promessa e terminaram com a preparação para a posse Da terra, um ciclo que testou a fé e revelou o caráter de um Deus que guia, disciplina e provê. Números não é um livro fácil, não é uma leitura superficial, mas é verdadeiro. Ele nos mostra que a incredulidade e a murmuração têm consequências severas,
que a santidade é exigida, mas acima de tudo que a presença de Deus é a bússola que nunca falha. Aqui aprendemos sobre a fragilidade do homem, a soberania divina e a necessidade de confiar plenamente Naquele que prometeu. Agora, se você realmente chegou até aqui, eu quero te convidar a fazer algo importante. Comente aqui embaixo, não só por engajamento, mas como um selo da sua própria jornada por este livro. Escreva assim: "Eu cheguei ao fim do livro de Números e agora eu sei que a fidelidade de Deus prevalece sobre a minha falha." Esse comentário não é
só uma frase, é uma marca de quem não desistiu nas queixas do deserto, de quem compreendeu O peso da incredulidade e o milagre da provisão, de quem crê que Deus ainda está conduzindo o seu povo. E se quiser, vá além. Qual capítulo mais te surpreendeu? Qual lição sobre a fidelidade de Deus, que antes parecia distante, ganhou um novo significado para você? Qual verdade sobre a paciência e a soberania de Deus mais te impactou? Responda aqui. Porque quando você comenta, você testifica. E quem testifica permite que outros também Tenham fé para continuar. O livro de Números
não foi feito para ser apenas lido, foi feito para moldar nossa confiança. E se ele te tocou de alguma forma, deixa isso registrado, porque as jornadas mudam, os desafios passam, mas a palavra do Senhor permanece. E onde ela é levada a sério, a fé é fortalecida e a jornada com Deus se torna mais real. Então, se essa palavra te confrontou, te ensinou a confiar mais, te inspirou a perseverar, comente, compartilhe e Carregue isso com você. E eu oro para que a compreensão da fidelidade de Deus, em meio às dificuldades da vida, te conduza a um
relacionamento cada vez mais profundo e dependente dele. Se você ainda não fez de Jesus o seu Senhor e Salvador, saiba que ele é o cordeiro perfeito que nos redime das nossas murmurações e incredulidades, guiando-nos com sua presença e garantindo nossa entrada na verdadeira terra prometida. Arrependa-se dos seus Pecados e declare Jesus como seu Senhor e Salvador. Deus te abençoe e até o próximo estudo, se ele permitir.