o Ministério do Turismo apresenta Belo Horizonte eu que está à nossa frente mas também o que nos rodeia é paisagem presente e a também futuro é o que vemos com clareza mas também a névoa que cobre de longe E aí Olá eu sou Bárbara Collen e esse é o Episódio 2 de território específico a temporada de estreia do Inhotim podcast e [Música] E aí [Música] e quando a caminho do Inhotim olhamos para o horizonte Que paisagem vemos e quem conta é Bernardo Machado Gontijo professor do departamento de geografia da UFMG é fácil definir se você
vai lá no enciclopédia sei lá né sem qualquer lugar você vê essa definição mas se errar é uma formação é aliás Cerrado tem a palavras errada lá atrás algumas pode trazer algumas conotações diferentes pode estar no sentido de um bioma que é um grande ecossistema né e é um dos grandes biomas brasileiros mas será também pode ser ao mesmo tempo ao uma formação vegetacional tipo de vegetação e enquanto tipo de vegetação é o cerrado corresponde Inclusive a Savana brasileiro na periferia do Cerrado o horizonte de Minas é regido pelas Serras em Minas Ela é está
nessa Periferia por assim dizer do Cerrado e essa Periferia marcada por alinhamento montanhosos principal dele é a grande cadeia do espinhaço e alguns incluem até o quadrilátero ferrífero como um prolongamento do espinhaço que geologicamente não é não é certo né o quadrilátero ferrífero espinhaço não é necessariamente rica em bora lá ocorra também ferro e o fato de Minas tá nessa preferência errado né a biodiversidade mineira inclusive É riquíssima nesse ponto por ser uma Encruzilhada de biomas Mata Atlântica a leste errada Oeste a caatinga norte nordeste a própria formação Campestre rupestre ao longo do espinhaço é
um bioma por si só é sobre essas formações campestres sobre esses campos rupestres é que ocorrem as maiores jazidas de exploração mineral de Minas principalmente os campos rupestres a canga que é o que acontece aí na no quadrilátero ferrífero cujo limite Norte Justamente a Serra do Curral Rola Moça que vai bater lá em Brumadinho e as montanhas que estão no Imaginário Mineiro foram também registradas na obra do pintor Alberto da Veiga guiar que levou essa imagem para o mundo Olá meu nome é João Perdigão eu sou pesquisador escritor E editor independente sublinhar já era um
projeto antigo eu acho fascinante conhecer a vida desse artista que tem tantos altos e baixos e que cada brasileiro vai ter uma situação enorme e conhecer a vida desse cara tão legal que foi Alberto da Veiga linha tão peculiar então legal sobre o diário mina ele seu na serra Fluminense é Nova Friburgo perto de Petrópolis e pouco antes dele vir a Minas ele passou uma temporada em Itatiaia que é na divisa de Minas com Rio de Janeiro e PS4 e pensa me paisagens notórias Inclusive a paisagem de Itatiaia que ele fez ele ganhou o salão
Nacional de Belas Artes com essa paisagem e aquilo já era a transmissão de indo para Minas só que com E aí para Minas e ele já tinha feito esse tanto de coisa de montanha montanhas Paisagismo que aonde que ele nasceu e onde Ele viveu pouco para nem instalar lá e do álcool lá e para cá quando ele veio para Ouro Preto e ele se ambientou ele fez ou o que já tinha no início as paisagens dele eram bem fidedignas aquilo que existia lá mas à medida que ele ele foi convivendo e conhecendo melhor os lugares
ele fazia paisagens totalmente imaginantes e com esse tom surrealista de misturar né o céu com a montanha você não sabe distinguir muito bem o que é aquilo é isso que te colocou ele como essa figura de destaque e além do mais ele tornou-se o molde para que diversos pintores não tão inspirados assim tivesse o estilo da sua pintura Lumiar eu não isso eu não tô falando isso é como da mérito a esses pintores e como um elogio a minha é apenas uma contratação sabe ele ele virou uma referência da pintura mineira em Minas não é
Palavra montanhosa é palavra abissal Minas é dentro e fundo nos versos do poema palavra minas de Carlos Drummond de Andrade o artista Marcius galan conta do seu processo criativo para fazer a obra Horizonte que faz parte do programa Multiplus Inhotim e quando me convidar para fazer a face múltiplo né para o treino TIM e eu fiquei pensando muito na tanto nessa questão da pó do minério como ele se terminava nas coisas ali na região e tô pensando também um pouco na geografia assim não como as montanhas vão se modificando assim com a extração do minério
eu fiquei pensando um pouco nessa nessa mudança da paisagem né velho passagem do nível montanhoso para nível mais horizontal assim quero não tem se desfazendo pela levantar então todas essas linhas horizontais né esse trabalho eu para realizar ele eu comecei a pensar nessa água impregnada de minério né e eu mostrei água minério e terra né então eu ia mergulhando o papel tá no papel de algodão assim super absorvente então cada mergulho que dava impregnava no papel parecido com essa coisa das casas assim que absorvi essa poeira e aí vai fazendo camadas então ela vai tomando
uma espécie de montanha assim linhas né vai ter uma coisa horizontal por isso que eu tava em cima Belo Horizonte ao mesmo tempo ele tem uma imagem um pouco de uma coisa de cavalo não de escavação mas que tem umas pessoa que é um corte da sociologia assim sabe corte geológico assim e são também as montanhas que abrem dúvidas sobre a origem do nome é o fim onde qualquer desses a curadoria daí eu tinha recebeu o e-mail de um conservador do arquivo público da cidade de Belo Horizonte era Demilson Malta e nos achados documentos que
questionavam a origem do nome no TIM a new team assim mesmo em o forma reduzida de Senhor e TIM nome de um inglês possível antigo proprietário da Fazenda onde hoje é o museu é essa história que é mais conhecida sobre a origem do nome em latim mas é mil são trouxe a possibilidade de uma outra versão possível para o nome a mensagem recuperavam estudo linguístico da década de 20 e o topônimo Inhotim corruptela Dinho Tinga contraído em utin significando campo Branco Isto é coberta de vegetação rasteira de tons branquiçado Afinal estamos no cerrado a serra
do Inhotim Inhotim é muito rico em minério de ferro nos quais se abastece a usina Siderúrgicas Souza noschese construída nas suas imediações e nas margens do rio Paraopeba não longe do sítio chamado fecho do Funil em Otim do Parauapebas PA [Música] e o que se tornar um instituto era um Vilarejo essa que tá falando é a Lucineia Cristina Pinto Maia analista de projetos da Escola de Música em Otim nascido e criado em Brumadinho e que tem uma relação com niltin que remota muitas gerações o lar e Ju que morava são parentes em casa você é
meu pai eu os meus tios e a minha avó e o Bernardo quis conservar a casa da minha avó e hoje que se tornou uma Galeria né que é a Galeria da rivani e nessa casa meu pai nasceu Meus outros filhos nasceram nela minha avó tem todos os filhos nessa casa e pra gente foi muito marcante porque a minha infância todo do meu irmão nós passamos lá casa da minha vó eu tinha uma bica d'água bem aqui próximo que nós adorávamos brincar é vários pés de manga de jabuticaba Roseira que ela tinha todo cuidado com
as Roseiras dela eu lembro direitinho chamava ela vó da água vó da Bica porque na época tinha uma bica de água que ela gostava de lavar vasilha essas coisas aí a gente fala fazendo uma casa da vó mas com a vó que ele tinha a mãe da minha mãe na Ecko mas é a mãe do meu pai que a gente estava se referindo a avó da água avó da Bica é assim que a gente às vezes chamava ela tinha um banheiro tinha um pé de ir de João porque a gente adorava comer Jambo e tem
um fogão a lenha tinha um quarto da minha tia do meu tio que a gente sempre escutava os primos para dormir qual tem que ficar no quarto de quem e ela fazia muitas escolhas de um o forno quero de barro e era da área externa aqui da casa e ela fazia muito biscoitos polvilho ela me achei Ilda e essa é a lembrança que eu tenho na casa da minha avó hoje ela não é uma casa de cor branca e tem duas portas do janelas uma escada desculpa Na verdade são seis janelas uma escada com piso
de cimento queimado e eu já briga a obra da rivani continente luva quando olhamos para o alto e vemos as nuvens vemos muitas vezes também no caminho para o Inhotim As Brumas que cobrem as montanhas em outro especificamente nunca me deparei com uma Bruma assim né já em Minas assim que é justamente a condição geográfica por causa do das Montanhas e os vales né então a umidade do ar então eu já vi isso acontecer mas não ia o Tina não Não exatamente em em Brumadinho né mas o nome Brumadinho certamente porque é um lugar para
Martinho é meu nome é Laura Vinci o artista plástica moro em São Paulo nasce em São Paulo meu primeiro trabalho de vapor com vapor foi em 2 mil tem dente tantos anos né e eu acho que a e a necessidade é vontade o desejo de trabalhar com vapor e o significado acho que durante esses 20 anos sendo assim se modificou muito né ali naquele primeiro momento era um vapor quente eu aquecia a água com resistências elétricas e era um papo bastante Sutil montei esse trabalhou em espaços internos ali eu acho que tinha uma questão que
era a ligada a transformação da matéria da água que nos seus estados né Muito fazendo uma analogia com o nossos corpos é como se esse vapor quisesse indicar o que a gente não vê né de nós mesmos e do próprio mundo né não é como que não há como se ele pudesse identificar algo que a gente realmente não consegue ver um saco de vapor você quente Então ele se misturava ao ao aqui é o próprio vapor né o próprio umidade do ar é fazer com que nossos corpos sente-se né É perceber-se no próprio corpo na
diferença atmosférica né mas eu acho que esses últimos trabalhos que eu fiz que te escala maior que aí são uns tela sessão vapores frios porque aí eu uso um sistema de aspersão que o a água sai com tanta pressão que ela quase que é um vapor né [Música] em um dos últimos foi instalação no ar em que a fumaça se espalhou pelo prédio do museu brasileiro da escultura em São Paulo eu acho que até com tudo que tá acontecendo no mundo eu acho que a ideia também mudou né Eu acho que o vapor aí eu
acho que é muito mais aqui tem vários sentidos pode ter vários sentidos né aí eu acho que talvez de novo acha questão da transformação mas aí talvez não tão não Tão brigado ao nossos corpos mas talvez como a ideia de mundo mesmo né se a gente pensar que muitos dos povos indígenas tem como mito né a Bruma o nevoeiro como como elemento de transformação e até de transportar para outros mundos né o Xamã se for do fumo a fumaça é um veículo para atingir Outros Mundos né então eu acho que nesse mundo dou sábado o
primeiro trabalho para agora eu acho que talvez tenha muito mais uma relação que com desejo a fazer mais uma inquietação irmã é uma vontade de se pensar outros né e transformação mesmo do próprio na nossa existência como um buraco uma postação do mundo né como nossos corpos e o mundo é uma coisa só né imaginar Outros Mundos o que papel pode cumprir um museu para imaginação de outros horizontes usamos uma coisa você não é uma coisa bastante curiosa na verdade meu nome é Marcelo Rezende a e eu profissionalmente me descreveria como profissional de museu de
exibição Então a gente vai ser no seguinte o museu ele por definição ele ele ele trabalha com o material do passado ou seja tem o elemento histórico Sempre Presente mesmo quando a gente pensa no museu por exemplo de arte contemporânea ele imediatamente se torna histórico então o museu ele parte dessa dessa condição de Obrigatoriamente lidar com elementos do passado mas ao mesmo tempo o museu eles tiveram obrigação de projetar o futuro o sentido em que bom que maneira essa é ou essa ou essas duas são ela pode a ter correspondência com a sociedade geral no
sentido que que ela será é diagnosticada e essa coleção sobreviverá não só fisicamente mas quantas só relevância também o futuro então o que resta para gente eu como atuar no presente a partir desse elemento do passado essa essa é a cidade de mirar o futuro Olha que maneira os Mas eles podem entrar em diálogo ou no ter contato com as comunidades acho que se acrescente a gente lembrar que o Brasil ele alguns lugares no mundo que tiveram uma das mais mais radicais da experiências de museologia se a gente pensar nos criados pela Lina compadre você
a Associados a no museu do volta de zanine em São Paulo e já existiam pouco essa algumas ideias sobre de que maneira o museu ele ele se projetaria para a sociedade para as comunidades e uma das ideias principais é dessas experiências ao fato de que o museu ele não poderia estar numa condição a pena daquele que em cima ele teria que retornar para uma condição daquele que aprende então é para te dar um exemplo de como vai operação poderia se dar a gente pensar no Museu da Arte Moderna da Bahia e em maneira ali na
bobagem ela começa a ter uma ideia de criar uma coleção a partir de peças o que ela achava nas feiras populares e tampa e esposa essas peças com a condição de Exposição de quem é ela fala mente ela não tava fazendo uma operação na qual os visitantes locais da Bahia Eles Eles teriam que aprender o valor daquelas peças eles já sabem o valor daquelas peças que fabricavam aquelas pela via do Artesanato mas o museu de começava aprender culturalmente qual é o valor desse sobre já e a partir das operação ela tava tentando oferecer um outro
tipo de diálogo No qual no seu ele ausentar um pouco dessa perspectiva erar eu acho que esse diálogo com a sociedade ele só pode ser sustentado eo se colocar numa numa condição na qual essa fotir aquele que Museu e posiciona-se um pouco de batida as pessoas necessariamente vão ao museu para ter aula de espanhol da água ou o que as pessoas vão Museu para ter uma experiência estética e artística e essa experiência não pode ser realizada de muitas diferentes maneiras e não apenas uma operação de professor é aluno E se a gente prosseguir Então quem
quem quem é o professor e quem é o aluno nas experiências que a gente comentou dali na bobagem na Bahia Eu Sou a Bárbara correm Este foi mais um episódio de território específico a temporada de estreia ganhou Tim podcast Acesse o site em Otim. Org. Br/podcast e acesso conteúdos extras desse Episódio você ainda pode conhecer um pouco de Inhotim Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico localizado em Brumadinho Minas Gerais E não esqueça de seguir o nosso perfil na sua plataforma de streaming preferida deixar ativar as notificações e ser avisado da publicação dos próximos episódios
se eu vou a gente por aqui se pelas redes sociais@em Austin fui eu tinha podcast uma produção do instituto Inhotim com a rádio novelo a concepção do Inhotim podcast da Lorena vicini a Coordenação Geral é da Paula scarpim e do Renan só que vícios com apoio do Vitor Hugo Brandalise e do Ricardo Lopes a Lorena vicini a Gabriela longman são responsáveis pela pesquisa e pela falta a produção é da Gabriela Varela e do Renan se o que vícios que também assina o roteiro deste Episódio a edição é de Julia Matos a captação externa do Gustavo
zysman a música Tem Uma foi composta pelo Luiz Rodrigues e pelo João já base da pipoca saúde que também fazem a mensagem a identidade visual é assinada pela allislaw Juliana e Erguer e Ricardo Lopes cuidam da Estratégia digital um minutinho podcast tem patrocínio do Itaú por meio da lei federal de incentivo à cultura e da Fiat realização do instituto Inhotim secretaria especial da cultura Ministério do Turismo governo federal pátria amada Brasil nos encontramos no próximo episódio a tela E aí E aí [Música]