a nossa querida amiga aqui da comunidade a normalíssima me pediu para falar sobre a relação entre o autismo e a Sexualidade e claro Missão dada em missão cumprida Então hoje o objetivo é falar especificamente sobre o fenômeno do comportamento assexual no autismo e eu já preciso dizer que a primeira vez que eu estudo mais a fundo esse tema tão complexo cheio de nuances por isso eu peço a compreensão de vocês e até ajuda aqui mesmo na comunidade para que a gente enriqueça o nosso conhecimento Porque mesmo os pesquisadores reconhecem que esse é um construto ainda
não muito bem definido bem e dito isso vamos ver o que eu encontrei na literatura primeiro li sobre a Sexualidade na população em geral aqui nessa revisão sistemática sexualidade humana o que sabemos sobre a falta de atração sexual e esse foi um trabalho publicado em 2017 e eu fiquei sabendo que o conceito sexualidade passa por cinco hipóteses que são um possível transtorno mental 2 uma disfunção sexual terceiro eles cogitaram uma parafilia quarto uma orientação sexual apenas ou a quinta hipótese uma identidade compartilhada por uma certa comunidade por um grupo da população então a revisão da
literatura investigou essas hipóteses e a conclusão do maior parte dos autores é de que a Sexualidade está mais próxima da orientação sexual humana natural mas ao mesmo tempo eles constataram que sim a Sexualidade como identidade e validada pela comunidade né Por um grupo das pessoas na população é um componente super importante para que essa experiência sexual ou seja mais saudável mas tranquila e não há consenso sobre a prevalência também mas os estudos mostram que cerca de 1 a 3% da população pode apresentar essa tendência assexual e o que seria essa tendência ou comportamento assexual bem
esse é outra pergunta super difícil na verdade a resposta né que é difícil porque o termo a Sexualidade descreve um grupo muito heterogêneo de indivíduos como uma variedade imensa de experiências mas de forma objetiva e mais precisa talvez quando alguém se diz a sexual é provável que ela ou ele não tem atração física por outra pessoa e será que os autistas estão mais propensos não manifestar essas reações fisiológicas de desejo Pois é os estudos não são conclusivos porque os pesquisadores têm dificuldade para saber se as pessoas autistas não tem esse desejo sexual real ou se
ela simplesmente tem dificuldade expressar o reconhecer mesmo o que seria essa atração pelo outro mas o mais provável é que sim haja mais autistas né com menor interesse por intimidade Física mesmo porque por causa das dificuldades sensoriais da ansiedade social de desequilíbrios hormonais possíveis desequilíbrios hormonais agora olha só que interessante nesse estudo que saiu em 2020 intitulado breve relatório a Sexualidade em mulheres jovens no espectro do autismo eles mencionam que o nível de ansiedade das pessoas autistas assexuais tende a ser menor Olha só quem que contra intuitivo e logo no resumo do artigo Eles já
dizem estar no espectro assexual também foi associado sintoma de ansiedade generalizada mais baixos Ou seja quando a pessoa chega com queixa de disfunção sexual no seu consultório geralmente ela rejeita em contato físico por vergonha por medo às vezes ocorreu um trauma de infância ou naquele momento Então existe Muita ansiedade envolvida nessas queixas e aqui a situação é outra esse mesmo estudo inclusive nos informa que quando os autistas vão avaliar a satisfação sexual deles eles usam uma pontuação mais alta quer dizer a pessoa está feliz com os seus investimentos de energia e é fundamental saber disso
porque se não há uma insatisfação não há algo a ser trabalhado em terapia por exemplo a não ser que a pessoa esteja sofrendo uma pressão social ou que haja outro tipo de incômodo um outro detalhe é que esse comportamento parece ser mais comum em mulheres mas os dados também ainda não são conclusivos e em um artigo publicado agora em 2023 os autores falam sobre a influência dos atrasos do desenvolvimento nas pessoas a e o título do artigo é Corpus que nunca crescem como a compreensão psiquiátrica dos transtornos do espectro do autismo afeta a experiência corporal
de gênero de envelhecimento e de desejo sexual das pessoas autistas é um título longo né o trabalho português vale a pena conferir mas essas limitações não incluem toda comunidade autista mas sim quando a pessoa está mais regredida talvez ela se interessa em menos pelo a Sexualidade se interesse mais por outras coisas e namoro casamento talvez nem estejam no radar dela então aqui a nossa missão é proteger essas pessoas se você é médico terapeuta educador pelo que nós conversamos aqui o seu papel será em primeiro lugar garantir a segurança segurança Física mesmo dessas pessoas autistas porque
se elas forem ingênuas e se correrem riscos precisam garantir um espaço de segurança e segundo vai ser aliviar a culpa ou desconforto de ser diferente de não seguir as expectativas sociais porque ao que tudo indica quando a pessoa sabe quem ela é e quais são as suas preferências ela tende a se sentir bem com as suas escolhas e para concluir eu quero compartilhar com vocês o site da even que eu descobri agora com essas pesquisas achei fabuloso e eu vou deixar o link aqui para vocês na descrição porque esse é um espaço para conhecer a
comunidade sexual e claro para participar das discussões sobre os múltiplos Tons de Cinza quer dizer sobre as inúmeras possibilidades de ser sexual na verdade quando nós vamos ler Os relatos das pessoas na comunidade nós vemos que algumas se consideram apenas pouco românticas outras gostam de companhia mas não sentem falta de contato físico e de forma mais radical ou grupo que deve representar esse 1 da população simplesmente não pensa nessas coisas bom eu quero dizer que eu aprendi muito fazendo esses estudos Agora durante essa semana muitíssimo obrigado normalíssima pela recomendação do vídeo e agora eu quero
saber de vocês me falem por favor sobre os estudos que vocês já fizeram nessa área sobre as experiências de vocês e claro curtam o vídeo compartilhem com quem puder se interessar sobre esse tema um grande abraço até breve tchau tchau