Olá seja bem-vindo bem-vinda novamente Hoje a gente vai falar um pouquinho sobre a testagem Universal a testagem Universal é um termo que se baseia né que deriva aí do desenho Universal Então na verdade esse termo ele traz pra gente o quê uma perspectiva de aplicação dos princípios né dos sete princípios do desenho Universal ao instrumental da Psicologia então a gente adapta nossas técnicas nossos métodos considerando né esses esses sete aspectos e isso é muito importante na avaliação psicológica e a gente vai ver o porqu no decorrer dessa aula então vamos lá o que que é
né o desenho Universal bom di você já disse que a testagem Universal é baseada né no desenho Universal mas o que que o que significa o desenho Universal o desenho Universal na verdade é a busca de espaços que são né que fossem enfim projetados desde o início então desde a concepção desde o iniciozinho o lado local ele foi projetado pensado enfim para todas as pessoas incluindo indivíduos com ou sem deficiências né pessoas idosas e crianças então é você ter espaços no qual abarque né a multiplicidade de enfim funcionamentos desses aspectos a gente tem sete princípios
que guiam né o desenho Universal bom o primeiro ele fala aí do uso equitativo o que que seria né esse uso equitativo então eu vou propor e assim primeiro eu vou apresentar para vocês é fundamentado no próprio desenho Universal tá posteriormente a gente vai entender como esses princípios eles aí beneficiam né eles contribuem pra avaliação psicológica enquanto prática então o equitativo vai falar de da proposição né de espaços de objetos e produtos que possam aí ser utilizados por usuários com diferentes capacidades tá a fim de evitar a segregação Então esse é o primeiro princípio aí
do desenho Universal o segundo fala do uso flexível o que que esse princípio diz pra gente que a gente tem que ter aí né tem que pensar em ambientes ou sistemas que permitam adequações e transformações sem grande esforço Por lembrem-se que a nossa premissa né do desenho Universal é ter espaços amplos que abarquem a multiplicidade de funcionamentos e esse produto esse serviço esse espaço enfim que a gente vai ofertar ele tem que ter o uso simples e intuitivo porque com isso eu facilito e elimino a complexidade desnecessária né então a gente tem aí uma um
princípio que tá propondo aspectos para facilitar o entendimento pelo indivíduo informação de fácil percepção então eu vou usar diferentes meios de comunicação tá como símbolos informações né escritas eh para que as pessoas possam estar aí compreendendo então vou abrir mão de diferentes técnicas para passar uma mesma mensagem eh tolerância ao erro então isso aqui fala que a gente né ao ao projetar ao construir ao pensar esses ambientes a gente tem que escolher materiais e acabamentos que prezem pela minimizem acidentes e prezem pela segurança então Esse princípio ele vem muito do quê a gente sabe né
que erros existem Mas vamos pensar esse espaço Vamos pensar Esse aspecto para minimizar né para trazer mais segurança pro usuário enfim esforço mínimo então sexto princípio ele fala que a gente tem que dimensionar né os elementos e equipamentos eh de forma que eles possam ser utilizados de maneira eficiente segura e confortável e com o mínimo de fadiga né e por fim o sétimo princípio fala do dimensionamento de espaços para acessos e usos abrangentes então aqui eu tô falando de uma possibilitação né da utilização S enfim desses espaços por usuários de acordo aí com suas necessidades
seja para atividades né cotidianas ou ainda para atividades enfim laborais Esses são os sete princípios né que guiam aí o desenho Universal então ele busca o que que o desenho Universal busca ele busca propiciar né a máxima acessibilidade ao indivíduo reduzindo o viés de medida pois com isso a gente pode pensar então desde a construção então desde o momento que eu penso em construir alguma coisa né ou mesmo na pós-construção né enfim de espaços Eu tenho um espaço ali já construído que eu preciso fazer algumas alterações então eu começo a pensar por meio desses sete
princípios né tendo ali Eh esses sete princípios como premissas tá e quando a gente fala aí né Desse desenho Universal aplicado à avaliação psicológica alguns autores chamam isso de testagem Universal bom então a gente pode aplicar aí esses sete princípios do desenho Universal a avaliação psicológica alguns autores chamam isso de testagem Universal e o que que a testagem Universal traz pra gente né bom a testagem Universal ela vai se preocupar desde a concepção né o desenvolvimento seja a construção ou adaptação de uma medida a gente vai pensar ali em uma construção que seja flexível e
que possa ali né ser adaptada a diferentes públicos seja esse público com deficiência ou não e aí a gente tem né nesse sentido diversos documentos diversas notas técnicas tá do Conselho Federal de Psicologia que fala sobre a construção a adaptação sobre avaliação psicológica para pessoas com deficiência então a gente precisa entender primeiro o que que seria né O que que a convenção eh do direito das pessoas com deficiência entende né por uma pessoa com deficiência então São pessoas que têm impedimentos de longo prazo tá e de natureza física mental intelectual ou sensorial os quais em
interação com diversas Barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas então desenho universal ele vem justamente encontro a isso bom a gente vai projetar espaços a gente vai pensar em serviços produtos Enfim no qual a gente minimize né essas dificuldades para que para que esse espaço ele possa abarcar abranger de forma eh com qualidade né todas as pessoas todas as capacidades né Com todas aí seus graus de dificuldade bom pessoal então pra Construção pro desenvolvimento né de instrumentos pelos princípios da testagem Universal a gente vai
estar sempre né E se guiando tanto pelas notas técnicas que foram emitidas pelo Conselho Federal quanto pela resolução 15/22 que é aquela resolução que fala né sobre avaliação psicológica sobre eh os aspectos que TM que ser considerados no desenvolvimento de um instrumento então a gente também vai considerar na testagem Universal a variação corporal humana Então a gente vai considerar né a diversidade humana em seus aspectos cognitivos físicos além disso a gente vai pensar e vai focar em adaptações e no uso também de recursos eh tecnológicos como tecnologias assistivas quando né eles forem aí proporcionador de
acessibilidade Então a gente vai ver sempre né se bom vou usar essa essa tecnologia aqui assistiva ela tá ainda mantendo né as premissas do meu teste as propriedades psicométricas tá sendo adequado o uso sim beleza não a gente tem que repensar Tá então vamos lá Quais são os sete princípios da testagem Universal bom Então nesse sentido a gente tem aqueles sete princípios lá do desenho Universal adaptados à avaliação psicológica Então quais seriam os sete princípios da testagem psicológica bom o primeiro ele vai falar de uma população de avaliação Ampla inclusiva que é isso que eu
vim falando com vocês então quando eu pensar um instrumento Quando eu fizer uma adaptação enfim eu vou est aí construindo e pensando a todo momento né em abarcar o maior n maior número perdão de pessoas possíveis então eu vou ter que ter né itens que sejam adequados para pessoas com deficiências pessoas sem deficiências pessoas né com diferentes tipos de deficiência então a gente precisa considerar isso como o nosso primeiro princípio o segundo a gente tem que definir de forma precisa o construto que a gente quer avaliar né então assim a gente e isso é é
uma base Até que a gente vai discutir muito lá no módulo de psicometria quando a gente vai pensar na adaptação na construção de um instrumento a gente tem que ter muito claro o que que a gente quer avaliar com aquele instrumento bom quer avaliar a atenção mas por exemplo tô usando ali uma operacionalização do construto de forma que se que se traduz em memória bom mas o instrumento é para avaliar a atenção como é que tá ali avaliando memória então a gente precisa ter muito Claro qual é o construto que a gente quer avaliar tá
até mesmo para que a gente possa construir os itens de forma simples né lembram que eu falei lá da simplicidade da clareza né Eh ao passar as informações tudo isso tá relacionado aí com a nossa definição de construto além disso os itens eles têm que ser acessíveis e não tendenciosos né então eu tenho que garantir aí a Equidade para pessoas com e sem deficiência na análise desses itens por isso que a gente faz inúmeros estudos de evidência de validade tá e como é que esses estudos acontecem a gente vai ali pegar amostras e que tenham
características próprias e vai ver como é que esse item funciona né para esses diferentes grupos Então você vai ver o que que essas pessoas entendem tanto que no processo de construção enfim adaptação a gente precisa de pessoas que sejam né especialistas na área então vamos supor que eu estou falando de personalidade eu preciso de um profissional psicólogo que seja especialista em personalidade como ainda eu preciso de uma pessoa da minha relação alvo então se eu tô desenvolvendo um instrumento de personalidade para pessoas por exemplo surdas eu preciso ter uma pessoa surda avaliando Esse instrumento para
que a gente possa aí né garantir acessibilidade e adequação desses instrumentos as diferentes características eu tenho também que pensar em testes flexíveis A acomodações então né geralmente a gente se preocupa ali com testes que tem um tempo de de aplicação curto a gente Evita o linguajar técnico tá E isso isso casa muito com os princípios anteriores que a gente falou então a gente quer um instrumento simples né claro eh e o texto aí né Se a gente for fazer o uso de tecnologias assistivas a gente tem que adaptar esse texto Então a gente falou né
de testes flexíveis e que permitam aí né diferentes acomodações o quinto princípio fala de instruções e procedimentos simples claros e intuitivos bom Vamos retomar lá o nosso objetivo né qu a testagem eh Universal a gente quer tornar Esse instrumento acessível a diferentes públicos então ele tem que ser escrito de uma forma muito clara né a gente preza pela simplicidade e clareza no desenvolvimento do instrumento nos itens né sexto leitura agradável e de máxima inteligibilidade Então eu preciso que Esse instrumento que eu tô pensando que eu tô construindo tem ali textos curtos para que a gente
Não provoque né ambiguidade no entendimento desse material e tenho aí né que evitar mais uma vez o linguajar técnico e rebuscado por fim a gente tem né a máxima legibilidade então a gente preza por textos curtos para que o indivíduo ele possa né ter aí o seu a sua autonomia no próprio processo de resposta ao ao instrumento né preservada então ele consegue ler o instrumento porque ele vai trazer ali né instruções Claras curtas e objetivas para que ele possa aí tá respondendo a Esse instrumento tá E aí quando a gente fala da testagem Universal a
gente precisa entender alguns aspectos né Que tipos de alterações a gente costuma fazer como é que a gente costuma trabalhar né O que que a gente costuma pensar Então vamos lá preocupação com a manutenção do mesmo construto para o público com deficiência Então vamos supor eu tenho já um instrumento e eu qu Esse instrumento né enfim já tá validado pelo satepsi já tá ali em uso e eu quero adaptá-lo para uma população com deficiência né de pessoas com deficiência o que que eu faço eu tenho que garantir que esse mesmo construto então por exemplo vou
dar o exemplo da personalidade né seguindo esse exemplo eu tenho que garantir que ainda assim mesmo com as mudanças adaptações que eu faça eu ainda esteja falando de personalidade tá eu não posso fazer mudanças significativas que alterem aí a essência do construto eu tenho também que fornecer evidências de que as instruções desse teste o conteúdo né que esse teste dos itens enfim ele tem significado semelhante para todas as populações pretendidas então né muitas vezes a gente tem especificidades eh culturais mas a gente também tem especificidades por exemplo eh no funcionamento né então por exemplo pessoas
eh cegas Elas têm um funcionamento diferente né Elas têm hábitos diferentes de pessoas por exemplo com uma acuidade visual baixa então a gente precisa considerar essas nuances preocupação com a qualidade dos recursos estatísticos implementados na análise dos instrumentos Então as evidências de validade né os estudos que a gente faz de normatização de busca de evidência de validade da dignidade eles são embasados em técnicas estatísticas então a gente precisa manter aí né se preocupar com a qualidade dessas análises desses dados preocupação com aspectos específicos da cultura das pessoas com e sem deficiência aquilo que eu falei
para vocês no início a gente tem especificidades e a gente precisa considerá-las no processo de adaptação e a gente também precisa realizar tá os estudos de evidência de validade fda dignidade isso sempre tá qualquer adaptação qualquer construção independente para qual seja o público a gente precisa est aí realizando esses estudos quando a gente faz uma adaptação a gente precisa documentar né registrar qualquer tipo de alteração que a gente faça isso serve para que o leitor enfim né o psicólogo que vai usar Esse instrumento ele possa ali tá ciente das mudanças se for uma versão adaptada
enfim ou ainda se for uma versão construída ciente dos processos que foram adotados nesse nessa investigação a gente pode né como eu já Adiantei para vocês fazer o uso de tecnologias assistivas então o que que seriam Essas tecnologias assistivas né são recursos ou serviços né que vão contribuir aí para proporcionar ou ampliar as habilidades funcionais de pessoas com deficiência e assim promover uma vida dependente em inclusão então por exemplo quando a gente fala de pessoas né que tem aí eh pessoas cegas a gente pode estar fazendo o uso de tecnologias assistivas como por exemplo eh
CDs gravados né pede que o computador um rádio enfim leia os CDs e passem as instruções ou ainda a gente pode tá fazendo né o uso de recurso como o Braile a gente tem diferentes tipos de tecnologias para est aí auxiliando e toda vez pessoal e né Toda vez que a gente tá fazendo aí uma adaptação uma construção a gente tem que acessar um especialista do construto como eu já Adiantei para vocês especialista em acessibilidade para o público né Eh com e cência que a gente tá desenvolvendo ali e especialista em testagem Universal e ainda
tá uma pessoa da população alvo porque a gente faz ali né um estudo Piloto para verificar se Esse instrumento enfim ele tá de fato entendível se ele está adequado então quando a gente fala né Eh da elaboração de um instrumento pelos princípios da testagem Universal a grande estrutura é a mesma do que um teste que talvez não siga esses princípios Então o que vai vai mudar são eh os aspectos que a gente vai se atentar né ter uma maior atenção em cada uma das etapas então quando eu falo de construção n elaboração de instrumentos a
etapa um sempre vai ser a conceituação então bom eu preciso entender o que que por exemplo a personalidade significa no que que eu vou embasar o meu instrumento né Eh a gente sabe que na psicologia a gente vai ver isso mais detalhadamente nos módulos que a gente fala dos construtos né que eu tenho um construto que ele pode ser definido de diferentes formas e não tem uma forma mais certa ou mais errada tem diferentes perspectivas né então eu preciso ter isso muito bem definido quando eu tiver falando aqui é da minha construção depois tendo ali
né decidido já bom a minha perspectiva teórica de personalidade é x vou construir os itens e aqui eu preciso me atentar né às especificidades da minha população bom a gente tá falando uma população Ampla que tem diversas né características eu tenho que pensar esses itens com construir esses itens de forma mais abrangente possível depois né eu vou submeter esses itens a uma análise tanto de especialistas né quanto ainda talvez da população alvo e E aí eu vou fazer a partir dos feedbacks que eles nos deram vou fazer as análises e correção depois disso eu vou
realizar uma aplicação em campo então eu pego esse instrumento né que foi todo pensado que já foi ajustado e aplico no meu público alvo depois disso eu vou pegar esses resultados vou fazer as minhas análises né quantitativas e qualitativas qualitativas sim a gente também faz análises qualitativas nesse processo né então para que então eu possa aí tá propondo uma versão final o processo de construção pessoal a gente vai falar mais detalhadamente no modo de psicometria mas ele é um processo bem complexo tá e falando aí da testagem Universal a gente tem que considerar graus diferenciado
de uma mesma deficiência né O que torna ainda mais complexo então assim o teste ele é pensado para avaliar o a população mais Ampla possível eh e a gente tem que ter uma sempre em mente que a gente não pode confundir né as barreiras que agem no processo de comunicação com prejuízos cognitivos então por exemplo o fato da pessoa Talvez não entender algo que eu diga Bom ela não tá entendendo isso diz respeito a algum prejuízo cognitivo ou alguma barreira talvez bom a pessoa tem baixa cuidade é visual né ela não consegue ler direito a
aos estímulos que eu coloco ou ainda ela tem baixa audição e a minha comunicação com ela tá aí e prejudicada é por algum é por alguma barreira né ou é por algum prejuízo cognitivo então a gente precisa ter isso sempre em mente antes de finalizar eu queria trazer para vocês uma perspectiva eu falei aqui durante a aula toda em testagem Universal né e a testagem Universal tem como princípio aí buscar construir instrumentos para população mais Ampla possível no entanto tem alguns autores que discordam né Eh dessa questão da testagem Universal e trazem uma outra perspectiva
de que para as pessoas com deficiência a gente precisa ter instrumentos né que sejam construídos especificamente para esse público é isso vejo vocês na próxima aula é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos educacional e profissional