Amém. Amém. Que a graça e a paz de Jesus Cristo seja com sua vida.
Amém. Eu faço o coro a oração da Mari, lembrando da bondade, graça e misericórdia de Deus que deve de fato encher os nossos corações de plena gratidão. Amém.
Eu quero convidar você a abrir a sua Bíblia na primeira carta do apóstolo João, capítulo 3. Está na tela. Primeira João, capítulo 3.
Lemos hoje dos versículos 19 a 24, reflexão sobre esse tema eterna segurança. Que o Senhor possa nos animar, nos encorajar, nos consolar, nos desafiar com a sua palavra nesse fim de tarde. Primeira João, capítulo 3, a partir do versículo 19 até o versículo 24.
Acompanhe com atenção a leitura da palavra de Deus. Ela diz assim: "Assim saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante dele quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior que o nosso coração e sabe todas as coisas.
Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. E este é o seu mandamento, que creiamos no nome do seu filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele e ele neles.
Deste modo, sabemos que ele permanece em nós pelo espírito que ele nos deu. Vamos orar mais uma vez. Senhor Deus, pedimos que pelo poder do teu Espírito Santo, essa palavra não apenas nos faça sentido, mas ela nos toque, ela nos molde, ela nos impacte, ela nos transforme.
Que essa reunião não apenas faça sentido, que essa reunião não apenas apele aos nossos sentidos e afetos, que não seja tão somente uma experiência agradável e prazerosa, embora esperamos que seja, mas que seja uma experiência transformadora, que o culto que oferecemos a ti seja por ti tão bem recebido, que o Senhor nos apresente de volta pelo poder do Teu Espírito a partir da tua palavra, bênçãos espirituais, sem medida que somente o Senhor pode fazer. E a maior bênção de todas é conhecê-lo, é conhecer a tua vontade, é conhecer a tua verdade e por ela sermos moldados. Abençoe o teu povo nesse momento.
Assim nós oramos no nome santo de Jesus. Amém. Amém.
Chegamos, portanto, ao final do capítulo 3 dessa carta, essa epístola de João, cheia de paradoxos, cheia de ambiguidades, cheia de paralelos. Por isso, a ideia de clareza no caos é onde João vai falar sobre luz e trevas. É onde João vai falar sobre amor e ódio, amor e indiferença.
É onde ele vai falar sobre uma vida que evidencia frutos genuínos e uma vida que pode ser questionada a partir da ausência desses frutos. Pois bem, João continua na mesma ideia. Nós falamos, não na última semana, por ter sido Páscoa, mas na anterior, nós falamos sobre caminhar em amor, a importância de caminharmos em santidade e como resultado óbvio dessa santidade, a caminhada em amor.
E parece que João vai mudar de assunto. E sim, ele vai fazer ajustes. Mas quando nós olhamos pro versículo 9 e o versículo 9 começa com assim saberemos que somos da verdade, fica muito evidente que o que ele fala tem total conexão com aquilo que ele acabou de dizer ou o que ele está dizendo.
E o que ele está dizendo apenas para nos relembrar e nos certificarmos aqui que estamos na mesma página. Ele está falando da evidência da fé. a partir de diferentes testes, sendo maior deles a maneira como nós nos relacionamos uns com os outros.
E aí, perceba, João não está sequer esticando muito a régua aqui. Por quê? Porque ele não tá falando sobre amar o mundo.
Amar o mundo é uma expressão bonita, mas é uma expressão um tanto genérica. Você concorda? Então assim, não, eu amo o mundo.
É aquela coisa, como eu já falei aqui várias vezes como exemplo, é como pedir a paz mundial. Não é que alguém não queira, é que não é tão palpável, né? Viver em paz com o mundo, ver a paz mundial, amar o mundo inteiro.
Não, eu amo o mundo. João tá falando, OK, vamos simplificar e materializar. Comece amando o próximo.
E aí, talvez nós diríamos, mas quem que é esse próximo? Aí João baixa mais ainda. Vamos começar pelo irmão, porque se a gente não conseguir amar o irmão em Cristo, aí aí tá ralado mesmo.
Amar quem crê no mesmo Jesus, quem foi batizado pelo mesmo, pela mesma trindade, quem tem em si o espírito so. Se a gente tem dificuldade para amar o irmão, os domésticos da fé, então aí João vai dizer: "É, não vive na verdade mesmo". Aliás, ele disse.
Agora ele vai continuar falando desse amor e vai falar desse amor também no capítulo 4ro, porque me parece que João tá insistindo num negócio que parece simples de entender, mas complicado de viver. Então ele fala a mesma coisa várias vezes de maneiras distintas. Ele vai falar desse amor no contexto da nossa segurança em Deus.
mais do que isso, aplicado no contexto da oração. É, é sobre isso que esse texto tá falando, sobre como a nossa relação com Deus, através da oração, molda todas as coisas e sinaliza que, de fato, estamos nele e pertencemos a ele. Se eu fosse resumir a mensagem dessa dessa tarde em quatro expressões, apenas para você se situar, seriam elas: primeira, rendição.
Segunda, confiança. Terceira convicção. E quarta submissão.
Rendição, confiança, convicção, submissão. Olha comigo o versículo 19. Mais uma vez.
Assim saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante dele. Ele vai dizer como, mas antes ele faz essa declaração. O que que é oração?
Nós poderíamos sintetizar de várias formas, mas a partir desse versículo eu gostaria de sintetizar da seguinte maneira: oração é levar nossas vidas e corações para diante dele. É disso que João tá falando aqui. Nós sabemos que somos da verdade e tranquilizamos o nosso coração diante dele.
Ele vai falar desse relacionamento com Deus. O que é orar? É estar diante de Deus.
Alguém diria, mas pastor, nós não estamos diante de Deus o tempo todo? É claro que estamos. Aliás, essa é a expressão que os reformadores por séculos usaram ou por muito tempo usaram, que é a expressão corandel diante de Deus.
Então, viver corandel, não importa onde eu esteja e não importa o que eu faça, eu estou diante do Senhor, diante dos seus olhos, diante da sua presença. Isso é verdade. Não há nenhum lugar em que possamos escapar da sua presença.
É nele onde em que vivemos. É nele que nos movemos. é a partir dele e nele onde existimos.
Não há possibilidade de existência fora dele. O que é o inferno? Senão uma existência eterna fora de Deus.
Por isso chamada morte. O salmista sabendo disso, num salmo muito conhecido, salmo 139, ele diz: "Para onde eu poderia escapar do teu espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?
Se eu subir aos céus, lá estás. Se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.
Então é verdade que na igreja, no trabalho, na família, no casamento, nas amizades, no tempo de lazer, nas férias, na viagem, todos os momentos em que habitamos nesse mundo, estamos diante de Deus. Contudo, como diria o Martin Lloyd Jones, oração tem um caráter muito singular. Ele diz que a oração é ter uma audiência especial e ir imediata e diretamente para ela.
Quando mais novo, eu dizia mais ou menos assim, não é quando me perguntavam como é que é sua vida de oração? E aí eu dava uma espiritualizada, mas eu acreditava nisso. Não é que eu tava inventando, não.
Eu acreditava. Não, minha vida de oração é eu tô falando com Deus o tempo todo. Deixa eu te falar uma coisa.
Quem tá falando com Deus o tempo todo não tá separando tempo nenhum para falar com ele. Simples assim. Se você não tem momentos do seu dia separados, guardados, protegidos, não que você não possa em espírito durante o dia comunicar-se com Deus.
Mas eu estou falando de algo diferente. Eu tô falando daquilo que Jesus chama de lugar secreto. Quando você for orar, entre no seu quarto, naquele lugar secreto, e o seu pai estará ali te esperando.
Estou falando do que Martin Lloyd Jones chama de audiência. Imagine você que, sei lá, o prefeito te chama para tomar um café. Aí você fala: "OK, legal, há uma solenidade".
Não, aí o governador te chama para tomar um café. Pô, há uma solem. Eu não vou ficar escalando porque se eu escalar tem gente que vai ficar feliz e gente aborrecida.
Eu já pego metade da turma. Pense em uma autoridade, pense em uma uma celebridade, pense em alguém que você gostaria de estar com essa pessoa. E é ali, ó, um a um, só vocês.
A depender do cargo, da posição dessa pessoa, isso demanda reverência e solenidade, isso demanda protocolo. Para ficar neutro assim, tomar um xadai 5 com o rei da Inglaterra. protocolo.
Você não chega de qualquer jeito, você não vai embora de qualquer jeito, você não dá as costas pro rei. Sabia disso? Não dá as costas pro rei, não pode.
Ele tem que sair, ele te dá as costas e depois que ele vai, aí você sai. Aqui nós estamos diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Nós estamos diante do Criador de todo o universo que anseia relacionar-se conosco.
Falando sobre a oração lá em Lucas, capítulo 18, versículo 1, Lucas registrando falas de Jesus Cristo, ele diz que então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Olha só, tantos anos de caminhada, eu não havia notado algo óbvio nesse texto. Se Jesus tá ensinando os discípulos a orar sempre, não é às vezes, não é ocasionalmente, não é frequentemente, é sempre e nunca desanimar, qual é a implicação óbvia do que Jesus tá dizendo?
Quer viver uma vida desanimada? Eu vou te dar a receita. Não ore.
Não ore. Não gaste com Deus. Você vai viver ansioso, angustiado, desanimado, deprimido.
Por quê? Porque a oração para o cristão é o que o abastece. Meus irmãos, quando eu tô nervoso, quando eu tô inquieto, quando eu tô pavio curto, quando eu tô menos tolerante com situações, eu eu preciso orar.
Eu noto que eu preciso orar. Se você tá uma pessoa difícil, talvez o que tá te faltando é aumentar a dose do remédio, não é mais terapia, às vezes é também, mas às vezes o que tá faltando é oração, é gastar tempo diante de Deus. É parar de ficar reclamando da vida o tempo todo e falar com Deus.
Quer reclamar? Reclama com Deus. Ele segura a onda.
Ele não tem ego ferido, ele não fica ofendido. Fala: "Deus, não tô bem hoje". Aí Deus vai olhar, fala: "Não, tô chocado.
" Não vai. É com ele mesmo que você tem que falar, entendeu? Em vez de aborrecer o irmão, a aborrece Deus, ele segura bem a onda.
Então, se você não orar, você invariavelmente vai desanimar em diferentes momentos na jornada. Não por acaso. Você já deve ter notado, às vezes parece tão difícil separarmos tempo para orar.
E não apenas isso, quando conseguimos quão facilmente a nossa mente devaga. Você tá falando com Deus, aí você leva uma situação para ele, aí daqui a pouco você já tá pensando num negócio que não tem nada a ver com coração. Você como é que eu vim parar aqui?
Aí você volta paraa oração. Uma outra coisa que eu tenho entendido com o tempo e eu preciso praticar mais é não apenas a oração enquanto fala, mas é a oração enquanto postura. Por que que parece que os antigos oravam de joelhos?
Porque a sua postura é de rendição e postura importa. lugar em porta. Encontre lugares de oração.
Encontre momentos de oração. Encontre posturas de oração. Quantas vezes nós oramos no automático ou simplesmente fazemos orações burocráticas.
Ele não tá aqui, então eu posso falar. O Gelzinho quase que se viciou numa oração. Gael é meu filho menor para quem não o conhece.
E lá em casa a gente não vai dormir sem orar. Então, um dia eu oro, um dia Aline ora, um dia o Noa ora, um dia o Gael ora. E nos dias que o Gael deveria orar, ele construiu um hábito de orar mais ou menos o seguinte: Deus, muito obrigado por esse dia, porque a gente se divertiu muito, mesmo que ele não tenha feito absolutamente nada, a gente se divertiu muito.
Obrigado porque amanhã a gente vai se divertir muito também. Nos dá uma boa noite de sono em nome de Jesus. Eles estão aqui.
É verdade ou não é? Essa é a oração dele. Aí um dia eu chamei ele para conversar, falei: "Que reza é essa?
" Eu não falei desse jeito. Que a gente se divertiu muito. Não vi você se divertindo.
Por quê? Porque a oração na hora de dormir pode se transformar em algo meramente ritualístico, burocrático, sem que demande reflexão da nossa parte. OK?
Mas o que o tema do amor fraternal, o amor entre os irmãos, tem a ver com a nossa vida de oração? Tudo porque como alguém já disse, é quando você está lá, quando você tá diante de Deus, que você começa a perceber a importância do que você tá fazendo com o resto da sua vida e com o resto do seu tempo. É quando você está lá que você começa a ver a relevância disso.
A oração, ou seja, o relacionamento com Deus molda e tem o poder de moldar todos os outros relacionamentos humanos. Se você orar mais, você vai ser um marido melhor. Você orar mais, vai ser uma esposa melhor, um pai melhor, um filho melhor, um amigo melhor, um patrão menos endiabrado ou um funcionário também.
Tem muito funcionário endiabrado. Precisa orar. Nós precisamos orar.
E aí quando nós oramos, o que acontece? Nós tranquilizamos o nosso coração diante dele. Quando o nosso coração nos condenar, acho interessante que ele não disse, não é?
Se o coração condena é quando que vai. E há um aspecto positivo e negativo quanto a isso, a gente já vai falar. Por quê?
Porque Deus é maior que o nosso coração e sabe todas as coisas. Então, a primeira coisa que é absolutamente vital para um relacionamento verdadeiro com Deus através da oração é a libertação do nosso senso de condenação, porque o nosso coração irá invariavelmente nos condenar. Mas cuidado com conclusões precipitadas sobre o texto, porque claro que temos que nos livrar da condenação, primeiramente por uma razão muito simples, porque se você estiver vivendo uma vida em pecado, você não vai dar conta de orar.
Você quer saber como depois de vários anos de pastoreio, eu sei ou eu desconfio de irmãos que são assidos, frequentes, engajados, sabe como é que eu sei que eles não estão bem? Eles somem porque eles não dão conta apenas de não orar. Eles não dão conta da comunhão.
Eles se escondem, talvez pela condenação, talvez por vergonha, talvez por se sentirem mal, talvez só por ser envergonhe mesmo, que não quer encontrar um irmão da igreja, perguntar como é que você tá, ele não quer dizer. Pode ser tudo isso junto. Mas se você tiver vivendo uma vida incoerente com o evangelho, inconsequente condenação, você não vai ter cara para orar.
Mas também porque quando nós oramos que nós percebemos de fato quem nós somos e o que habita o nosso coração. Já percebeu a oração como um espelho? É como uma conversa, porque oração é uma conversa.
De repente você que é casado falando com o seu cônjuge ou você que não é falando com algum amigo, alguma amiga, sabe quando você diz algo, você hum não devia ter falado. Às vezes é isso mesmo, não devia ter falado, mas às vezes falou. E falou por quê?
Que ou porque não tem muito filtro, é possível? Ou porque aquilo habitava o coração e escapoliu. Oração é isso também.
E oração verdadeira é isso mesmo. Por quê? Porque não é uma oração que você manipula as palavras.
Afinal, Deus conhece os nossos corações. Antes mesmo da palavra virar minha boca, o Senhor já conhece. Então, às vezes eu tô orando e aí ao orar eu percebo, meu Deus, eu achei que essa situação tava resolvida, não tá.
Tô trazendo de volta a oração. Meu Deus, eu achei que eu tinha perdoado o fulano. Se eu tô trazendo isso diante de Deus, é porque eu não perdoei.
Não tá resolvido. Meu Deus, eu achei que eu era menos ansioso e isso aqui tá tirando meu sono. Eu tô trazendo em oração de A oração é um espelho.
Ela mostra nossos desejos mais íntimos, nossas inquietações, nossos pedidos, sejam ele bons ou não tão bons assim, mostra nossas tentações. E tudo bem, a oração é para isso, mostra nossas possíveis amarguras. Então, por isso que a primeira palavra aqui é rendição.
Orar é se render. Mas repito, ele diz: "Quando o nosso coração nos condenar, me permita aqui uma admissão. Por anos, eu li esse versículo do jeito errado, porque eu li do jeito óbvio.
Se meu coração me condenar, Deus é maior que o meu coração. Ou quando meu coração me condenar, Deus é maior que o meu coração. Então, quando meu coração, chame de consciência, chame de coração, chame de Espírito Santo, eh, a gente tá falando coração aqui, coração como ah, central norteadora da vida, aquilo que não apenas lida com os sentimentos, mas também com os pensamentos na mente hebraica, João é o hebreu, coração é o todo da vida.
Pois bem, eu sempre li, se meu coração me condenar, eu já levo para Deus e aí Deus já tira esse negócio de mim. Mas não é o que o texto tá dizendo. E por que que não é o que o texto tá dizendo?
Porque não tem a ver com o fluxo do restante do texto e do espírito do texto. Por quê? Porque o que João está fazendo aqui é nos trazer diferentes testes e termômetros da fé.
Você tá aqui habitualmente você já se acostumou com isso. Ele tá nos avisando, nos alertando, nos exortando. Ele tá nos levando ao autoexame diante de Deus, diante da sua palavra, para que ninguém vivendo um cristianismo anestesiado pense que está tudo bem.
quando simplesmente não está. Então, o que significa ter um coração que nos condena ao mesmo tempo, sabendo que Deus é maior que o nosso coração? E como nos tranquilizarmos diante disso?
O que que isso quer dizer? O fato é que o seu coração, sua consciência vai te condenar em diferentes momentos e você vai se sentir inadequado diante de Deus em alguns momentos. Às vezes basta você rechaçar essas ideias.
Às vezes isso é uma tentação do inimigo tentando ah diminuí-lo, tentando fazê-lo sucumbir, tentando fazer você desanimar, tentando gerar em você um senso de mérito que nunca será suficiente diante da escandalosa graça de Deus. Então, é possível. Mas a luz do que João tá dizendo aqui no texto é mais ou menos o seguinte: seu coração diz: "Olha, você pisou na bola ontem.
Tranquilizar o coração diante de Deus não é dizer não pisei não. É dizer é verdade, pisei na bola, fui fui orgulhoso, pequei. Deus, estou aqui diante de ti com meu pecado, com meu arrependimento e com minha necessidade e desejo real de transformação.
Aí Deus se torna maior para você verdadeiramente do que toda e qualquer condenação que seu coração possa trazê-lo. Mas perceba, há um detalhe aqui importantíssimo, porque se é verdade que um extremo do evangelho é chamado de legalismo, é alguém que quer fazer por merecer o tempo todo e conquistar a salvação a partir das suas obras, o outro extremo do evangelho se chama antinomismo. É basicamente dizer: "Ah, quem quem é você para me julgar?
Só posso ser julgado por Deus". Pois é, isso não te assusta, rapaz. Se é ele que pode, caso você não saiba, decidir o teu futuro aí.
Então, João não está dizendo: "Olha, não importa o que aconteça, esqueça, Deus te ama, tá tudo certo". Não, não, porque agir assim é agir como quem age diante de uma pessoa. E você já passou por isso certamente?
Já tentou conversar com um amigo e com uma amiga dando um conselho para ajudá-lo ou ajudá-la? E hoje em dia dar conselho é coisa de amigo mesmo, né? Porque assim, a turma tá com uma dificuldade de de receber conselho.
Agora é feedback. Porque crítica construtiva também já não existe, que a turma não acredita que existe crítica construtiva. Mas você fala pro bem do sujeito e ele não ouve, ele não aceita.
Já lidou com gente assim que até escuta, mas não ouve, não internaliza? Aí você tá tentando falar de repente: "Poxa, mas então será que de repente não é uma questão na sua postura? Ah, o camarada passou por 10 empresas, passou por cinco igrejas, mas todo mundo tá errado.
O patrão tá errado, o gerente tá errado, diretor tá errado, colega de trabalho tá errado, igreja tá errada, pastor tá errado, diretor da escola tá errado, faculdade que reprovou ele, não foi ele que reprovou, faculdade é sem vergonha, reprovou ele. O mundo tá errado. O alecrm dourado é o único que tá certo.
Já lidou com gente assim? É horrível. Que que João tá dizendo?
Pare de fugir e terceirizar de culpas. Sim, haverá condenações trazidas inclusive pelo nosso próprio coração. Admita, leve diante de Deus para que Deus possa tranquilizá-lo a partir do quê?
Da vivência do evangelho de Jesus Cristo. Percebe a diferença? é sutil, mas muda absolutamente tudo.
Porque João sabe que o coração humano é mau. E ele sabe também do perigo de seres humanos atribuírem equivocadamente, equivocadamente, tudo a linguagem do perdão divino, para que possam ter inclusive paz de espírito para pecar tranquilamente. Isso é possível.
Não é que o cara quer ficar tranquilo porque agora ele tá vivendo em Deus. É que ele quer pecar em paz. João fala: "Não vai rolar, porque se acontecer isso, a tua própria consciência, o teu próprio coração vai te importunar.
" Mas nós cristãos, fazemos o quê? Admitimos, pedimos perdão, abandonamos, experimentamos a transformação que somente Deus pode gerar. Então você lida com a condenação do seu coração em Deus pela palavra, em atitudes concretas que evidenciam uma transformação gerada pelo evangelho.
A gente vai pro segundo passo. Olha comigo, o versículo 21. Amados, se o nosso coração não nos condenar, paráfrase aqui minha, ou depois de ter resolvido a questão da condenação do coração, temos confiança diante de Deus.
Percebe o fluxo do texto e a progressão da caminhada? Há momentos em que me sentirei inadequado. E todos nós passamos por momentos assim, com razão.
Eu lido com aquilo. Deus tranquiliza o meu coração. A condenação é tirada não apenas espiritualmente, como Paulo diz, que não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Mas às vezes a gente sabe disso, mas não vive como se isso fosse verdade, tá? A condenação, ela é aplacada nos céus, mas também ela é aplacada no meu coração. É isso que João tá dizendo.
Resolveu isso, segunda a palavra, confiança. A confiança também é vital pro nosso relacionamento com Deus e ela é uma promessa da palavra de Deus para nós. Por exemplo, autor aos Hebreus, capítulo 4, versículo de número 16, ele diz: "Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim do quê?
de recebermos misericórdia, aí sim, e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Ainda o autor aos Hebreus, capítulo 10, versículo 19 e 20, ele diz: "Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos. " Entrar onde?
No santo dos santos, na presença de Deus, pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu e sué seu corpo. Acabamos de passar a Páscoa, falamos sobre isso. Quando Jesus morre naquela sexta-feira, há um terremoto, a escuridão, há trevas, um grande terremoto, inclusive que atinge o templo em Jerusalém.
E o que acontece ali? o véu gigantesco que separava o lugar santo do lugar santíssimo, o lugar santo do santo dos santos. O que é o santo dos santos?
É um local onde somente uma pessoa poderia entrar, o sumo sacerdote, uma vez por ano, depois de ter feito expiação pelos seus pecados. Entrar no santo dos santos não apenas era uma impossibilidade, era uma fatalidade. Entrar ali era a certeza de ser morto.
Pois bem, o que acontece na cruz, a partir do sacrifício vicário de Cristo Jesus, o véu se rasga de cima a baixo, escancarando o Santo dos Santos. Qual é a imagem que Hebreus nos explica aqui? Nós que estávamos separados da presença por Jesus Cristo, temos confiança para entrar na presença de Deus e não caímos mortos, mas sermos por ele abraçados e acolhidos.
Meus irmãos, isso é sublime. Habitar a presença de um Deus santo, mesmo consciente dos nossos pecados e falhas, é um milagre que somente é possível a partir do sacrifício de Cristo. Então, porque sabemos agora dessa realidade, segunda palavra, repito, somos tomados por confiança.
Terceira palavra, olha comigo, versículo 22. E recebemos dele tudo o que pedimos. Porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada.
Terceira palavra é convicção. Esse versículo é um prato cheio pros triunfalistas, pros teólogos da prosperidade, pros teólogos coach, porque eles vão olhar e dizer: "Tá vendo aí, pastor? Tá escrito, né?
Recebemos dele tudo o que pedimos. " Aí eles param aí, né? Que interpretação de texto não é muito forte dessa turma.
Recebemos tudo dele, tudo que pedimos. Vírgula. Por que recebemos tudo?
Porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. Não, mas essa segunda parte é dispensável. Eu vou ficar só com receber tudo o que eu peço.
É óbvio que há uma junção de fatores aqui, porque acima ainda da minha própria confiança existe algo maior que a própria palavra declara sobre a nossa identidade. Nós somos filhos e filhas de Deus e, portanto, temos convicção desse acesso ao Pai. Tiago, quando ele fala sobre oração, ele fala que quando pedirmos a Deus sabedoria, devemos pedir com fé, sem mente dividida, sem duvidar, para que possamos recebê-la.
E isso é no todo da vida. Ou seja, o que que isso significa em se tratando de convicção, de acesso, de presença, de coração de Deus, que absolutamente qualquer coisa que eu pedi Deus vai dar, quem dera? Ou melhor, que bom que não.
Quem tem filho aqui, levanta a mão, por favor. OK? Aquelas perguntinhas assim básica, tá?
Mas básica mesmo, não é pegadinha não. O que seria do seu filho independente da idade que ele tenha? Talvez ele seja bebê ainda, dá tempo, tá bom?
Criança dá tempo. Criado, hum, só misericórdia de Deus. Agora, o que será do seu filho ou da sua filha se você se propor a jamais dizer não para tudo o que ele e que ela pedir?
Uma palavra, eu poderia usar várias, uma palavra, delinquência. Eu não tô falando delinquência como um sujeito que vai preso, não. Delinquência na essência do termo.
Um sujeito que não sabe o que é privação, não sabe o que é adversidade, não sabe o que é frustração. Por quê? Você quer matar o seu filho emocionalmente, é você dizer aquela frase: "Vou dar para ele tudo o que eu não tive".
Parabéns. Daqui 20 anos a gente conversa. Pastor, criei na igreja.
criou pelos princípios bíblicos, que é uma diferença significativa, não é palestra para criação de filhos. Então eu vou me ater ao texto. Graças a Deus, ele não diz sim para todas as besteiras que a gente pede para ele.
Louvado seja Deus que sabendo o que é melhor por nós e para nós, tem o cuidado de nos negar. coisas que por vezes desejamos. O que seria da sua vida se tudo que você tivesse pedido a Deus a resposta fosse sim?
Eu lhe respondo: tragédia. Mas eu pedi coisas boas. Você achou que era boa.
Talvez o que é aparentemente temporalmente bom vai te arrebentar ali na frente. Parecia bom, não necessariamente. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.
Fique com a vontade de Deus. por mais que num primeiro momento ela não pareça tão boa, tão perfeita e tão agradável, à luz daquilo que você vislumbrava, inclusive usou o pedir. Eu tentei lembrar o nome desse filme hoje cedo, eu acho que é esse filme.
Ah, um filme com o Jean Carry, todo poderoso. É todo poderoso, não é isso? Que ele vira Deus.
É esse? Não, não é o Sim Senhor. O Sim Senhor é outro, mas é todo poderoso.
Eu acho sensacional. É uma, é uma baita de uma sátira, é um filme de comédia, mas há verdades ali. Ele vira Deus, Deus tira umas férias, fala: "Ah, tá contigo".
E aí o que que acontece? Ele começa a ouvir oração de todo mundo. Ele começa a ficar enlouquecido porque é voz de gente do mundo todo no ouvido dele fala: "Nossa, eu eu tenho que resolver esse negócio".
Ele automatiza e ele não deixa mais as orações chegarem na mente dele, chega no e-mail. Lembra disso? Quem viu o filme?
Aí quando chega no e-mail e é um negócio assim que não para de chegar e-mail, aí ele tem uma ideia ainda melhor. Ele automatiza, ele ele clica em todos e fala: "Dizer sim para todos". Que que acontece?
É todo mundo ganhando na mega cena e ficando revoltado que apostou na mega cena, ganhou R$ 2. É, é o cara roubando, é o cara assim, horrível, carro batendo, caos total. Essa é uma sátira.
Role o Diana para dizer, imagine se Deus dissesse sim para tudo que a gente pede para ele. Se eu estou guardando os seus mandamentos, se eu realmente estou fazendo a vontade de Deus, se eu amo a Deus e amo ao próximo como a mim mesmo, se eu estou vivendo a vida cristã dessa maneira, aí sim eu posso ter certeza de que a minha vida é uma vida que está sendo controlada, moldada, fundamentada no Espírito Santo. E, portanto, olha só, o pulo do gato tá aqui.
Portanto, eu sei que meus pedidos, desejos e anseios já não são moldados pela carne, mas pelo espírito. E se são moldados pelo espírito, são coerentes com a vontade de Deus. E se são coerentes com a vontade de Deus, ele nos dará um grande, glorioso e alegre.
Sim, meu filho. Sim, porque não é tudo o que eu pedir, é o tipo de pedido que eu faço. Percebe a diferença?
Tiago vai dizer que muitos das nossas orações ou muitas das nossas orações não são respondidas ou não são atendidas porque nós pedimos para os nossos próprios desejos egoístas, conforme a nossa própria vontade. Mas quando nós somos moldados pelo Espírito Santo, bom, aí tudo aquilo que eu peço vai ser atendido certamente. Versículo 23.
E esse é o seu mandamento, que creamos no nome do seu filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros como ele nos ordenou. Qual é a quarta e última expressão? Submissão.
Falamos sobre rendição, sobre confiança, sobre convicção e submissão. Primeiro João, ele vai falar sobre mandamentos. Ele já falou antes desse texto, sobre mandamentos no plural.
Aqui ele fala sobre mandamento no singular. Mas é interessante, eu eu como gosto de português, gramática, ortografia, essa loucura toda, aliás, deveria gostar, uma vez que eu sou um, como pregador, eu sou um artesão das palavras. O mínimo que se espera de um bom pregador é fazer bem uso ou bom uso, tá vendo?
Já me lasquei, um bom uso da linguagem. Então eu olho aqui, eu falo: "Ô João, este é o seu mandamento singular? Qual é o mandamento?
" "Ah, é crer em Jesus e amar uns aos outros". Mas aí são dois, né? Mas não, ele sabe o que ele tá falando.
Claro, sabe muito mais do que eu. Por quê? Porque quando ele fala de mandamento no singular, mas menciona duas coisas, que é crer em Jesus e amar uns aos outros.
Primeiro que ele está fazendo, ele está citando diretamente duas falas de Jesus no Evangelho de João. João capítulo 6 versículo 29. João capítulo 15 versículo 12.
Mas ele está traduzindo o que o próprio Cristo disse num texto que a maioria de vocês conhece. que é quando Jesus é questionado sobre o maior dos mandamentos. Amar a Deus de todo seu coração, um entendimento segundo semelhante a este: amar o próximo como a si mesmo.
Nisso resumem-se a lei e os profetas. Ou seja, crer no Novo Testamento, crer em Deus, crer em Jesus é muito mais do que conhecer intelectualmente, é muito mais do que uma questão meramente cognitiva. Por quê?
Porque o mesmo Novo Testamento que fala sobre crer em Deus dessa forma, fala que os demônios creem em Deus e tremem. Olha que interessante. Tem gente que crê nem tremer de medo não treme mais, não tem mais temor.
Os demônios creem, mas não tão convertidos. Então, a sua crença não é traduzida em transformação. O que que significa então crer em Jesus?
Significa depender de Jesus. Significa depositar toda a nossa confiança em Jesus. Significa se submeter em Jesus de todo coração, alma, entendimento.
O que nos faz fazermos uma pergunta? Onde está a nossa confiança? No que que a gente crê de verdade?
Porque nós dizemos crer em Cristo, mas talvez seja mais fácil acreditarmos, ou seja, confiarmos. na nossa conta bancária, no nosso nome, na nossa carreira, no nosso emprego, no nosso intelecto, no nosso conhecimento, nos nossos contatos profissionais, na nossa capacidade de empreender e produzir riqueza. E não que você não deva acreditar que é possível fazer tudo isso se Deus lhe deu as condições de assim fazê-lo, mas a sua fé no sentido de dependência, ela deve estar em Cristo.
E o que acontece quando nossa fé, a nossa dependência, a nossa confiança está em Cristo? O que acontece quando o meu relacionamento com Deus está adequado? Bom, você já entendeu, isso se manifesta em todos os outros relacionamentos.
Aliás, João vai falar sobre isso de novo no capítulo 4, quando ele fala: "Não adianta dizer que ama Deus a quem você não vê, se você não ama o seu irmão que tá do teu lado. " Os que obedecem, versículo 24, aos seus mandamentos no plural de novo, permanecem nele e ele neles. Deste modo, sabemos que ele permanece em nós pelo espírito que nos deu.
O que que isso tudo tem a ver com eterna segurança? Chegou ao ponto. João tá dizendo, se você se relaciona verdadeiramente com Deus, algumas coisas vão acontecer.
A primeira delas, você não vai viver debaixo de condenação. Você pode até passar por ela, mas você não vai habitar nesse lugar. Porque diante de Deus em oração, o seu coração que há de condená-lo será subjulgado pelo próprio Deus a partir de uma confissão, de um abandono, de uma transformação.
Em segundo lugar, livre dessa condenação, você viverá em plena confiança nele. Em terceiro lugar, você tem a convicção de acesso à sua presença. Em quarto lugar, você vive uma vida rendida, submissa, em total obediência nele.
Assim você saberá que essa é uma vida que habita nele e que a vida dele habita em você. Eu odeio pragmatismos no que diz respeito ao evangelho, mas esse seria um momento adequado de dizer quatro passos para uma vida cristã vitoriosa, quatro passos para uma certeza absoluta, uma eterna segurança do cristão. Porque no fim de todas as coisas, você sabe, não é sobre o que nós fazemos, é sobre o que ele fez, não é sobre o nosso mérito, é sobre a sua graça.
Mas graça verdadeira não é graça desconectada da vida. O Cristo que nos salvou e nos perdoou é o mesmo Cristo que nos transforma. De modo que a cada dia, mesmo às vezes a passos aparentemente pequenos, eu vou sendo transformado.
Eu vou me parecendo cada vez menos com Adão, cada vez mais com Cristo. Eu vou sendo moldado por aquilo que é a vontade e a verdade do evangelho, para que então, no fim de todas as coisas, eu possa sentir-me seguro, saber que estou seguro em Deus até aquele dia onde nos encontraremos com ele. Ele olhará para mim e para você e dirá: "Muito bem, servo bom e fiel, entre pro descanso do seu Senhor.
" Amém. Que o Senhor nos ajude hoje e sempre. Vamos orar.
Senhor Deus, nós te louvamos pela tua boa mão que nos conduz soberanamente. Te louvamos, Senhor, porque a tua graça se manifesta visível em nossas vidas, não apenas a partir daquilo que aconteceu há quase 2000 anos, mas por aquilo que acontece em nós todos os dias, pelos frutos que são gerados, pelos desejos transformados, pelos afetos moldados, pelos pensamentos e pela consciência completamente renovada pelo teu espírito, senhor, que de fato quando passarmos por dificuldades, adversidades, e inquietações. Possamos habitar na sua presença, levando tudo diante de ti, o único que de fato é capaz de nos transformar de dentro para fora.
Abençoa o teu povo, derrame virtude, misericórdia e graça que vem do teu trono. Assim nós oramos no nome santo de Jesus. Amém.
Amém.