Oi boa tarde bem vindos ao 7º encontro do curso de introdução ao pensamento crítico hoje nessa parceria mais do que especial entre o centro de pesquisa e formação do SESC e aguentem em nome da boitempo agradeço a presença de todos a equipe do SESC equipe da boitempo que tornaram esse curso realidade por mencionados brevemente equipe de comunicação da editora que está diretamente envolvido em sua realização Nas figuras de Jéssica Marisol eleny Marina e Arthur gostaria de agradecer a Sabrina Fernandes e a Natália Neres pela áudio hoje que será dedicada a uma das maiores feministas do
nosso tempo Sílvia Freire ti Esse é o 7º encontro do curso que teve início com a aula sobre os lavoid gente ou zizek apresentada por lá de vista fato em com mediação de Sílvia Viana seguida da aula sobre Angela Davis apresentada por Raquel Barreto ou mediação Diane King gala da aula sobre David Harvey apresentada por Raquel rolnik com mediação de Juliano Borges aula E aí nesse freezer apresentado por guiar para pesca com mediação de Natalie bresciani aula sobre Domenico losurdo apresentado por Jonas Emanuel o mediação de Marina Machado Gouveia e aula sobre Maria Rita kehl
apresentada por Christian dunker com mediação de Priscila Santos na aula de hoje Sabrina Fernandes apresenta a potente obra de Silva Frederico ti de quem é boitempo publicou maravilhoso mulheres e Caça às Bruxas livro de 2019 contou com texto de orelha da Sabrina Que por sinal entrevistou a feder it pro seu canal no YouTube em tese onze por ocasião do lançamento dançamos no 8 de março deste 2021 seu novo livro O patriarcado do salário aproveita para convidar vocês a conferir em uma série de vídeos exclusivos gravados com Silva Frederico a perder meu tempo nosso canal no
YouTube e para seguir nossas redes sociais pois estamos preparando muita coisa boa para quem como eu é apaixonado pelo trabalho da feder it a mediação dessa aula A Batalha mulheres que é doutoranda em Direitos Humanos na Faculdade de Direito da USP mestre em direito pela FGV bacharela em gestão de políticas públicas pela USP ela atua em projeto de pesquisa no grupo de estudos e pesquisas das políticas públicas para a inclusão Social da Universidade de São Paulo ela também atua no núcleo de direito e democracia e no afro núcleo de pesquisa e formação em raça gênero
e justiça racial ambos no centro brasileiro de análise e planejamento cebrap colabora também do layout o centro de análise de liberdade e do autoritarismo infelizmente tivemos um problema técnico nesse encontro que comprometeu os primeiros oito minutos da aula então eu tô gravando essa abertura novamente Explicando a vocês o motivo pelo qual não teremos a fala de abertura da mediadora Natália Neres nem o comecinho da aula da Sabrina Fernandes em nome da boitempo e do SESC pedimos desculpas a vocês e agradecemos pela compra a bola teremos limites aí ecologicos mais na Perspectiva do capitalismo é uma
possibilidade de aprovação infinita é por isso que hoje a gente vê por exemplo no contexto da pandemia e crise ao redor do mundo mais os bilionários Enriquecendo constantemente Então isso é faz parte da lógica do Capital Marcos trabalhava também principalmente no Capítulo 24 do capital do volume 1 do Capital uma discussão do que Quais foram as bases que permitiram que as classes começassem assim organizar de forma separada criando parte do antagonismo entre burguesia e proletariado porque não é simplesmente a situação que a Então a gente tem que trabalhadores e aqui a gente tem essa que
elas Dominantes e eles vão ser a burguesia proletariado não lá no próprio Manifesto Comunista eles explicam que a história da história da sociedade humana é uma isso é de classes Então você tem esses antagonismos entre opressores e oprimidos entre dominadores e dominados mas existe existem características específicas Na expressão de cada classe no tempo então quando a gente está falando de Senhor feudal e de Servos a Relação era diferenciada a própria função da propriedade na época era diferente então quando a gente está falando de burguesia proletariado a gente tá falando essa configuração do antagonismo de classe
sobre o capitalismo então o que que vai dar esse embasamento com a surgir em essas partes dessa forma E aí Marcos vai falar aqui um processo de acumulação primitiva favoreceu esse enriquecimento de uma classe de senhores e vão poder favorecer O lucro álcool consequência e através de processos como a própria revolução industrial e vai acelerar o processo de a alterar drasticamente o modo de produção isso permite com que eles agreguem mais e mais meios de produção e quanto isso uma outra classe foi totalmente espelhado essa outra classe perdeu o seu espaço perdeu a sua forma
de sobrevivência e não resta nada mais a não ser vender a sua força de trabalho também são processo de acumulação Primitiva aquele camponês que trabalhava ali na terra ele vai perder o acesso aquela terra e a partir de isso aí ele não vai ter muita opção Então o que o que Max vai analisar nesse Capítulo 24 é muito essa discussão sobre a então isso vai gerar uma situação que várias pessoas não vão ter nada além do que a quantidade de mendigar mas o controle social vai ser tão forte que se uma pessoa for pega mendigando
era capaz dela ser considerado E ela pode ser escravizada Então vai vão ter elementos muito forte da época de controle social que tem a ver com isso E aí o que que ele explica aqui uma das Ferramentas que permitiu essa acumulação primitiva é o cercamento inglês chamado de em Cláudia e a gente tá com cercamento e uma outra ferramenta que geralmente é traduzido como clareamento tem uma produção meio curiosa na nossa cabeça mas tem a ver com clientes que é a parte em que eles praticamente Expulsam as pessoas nas terras então esvaziam então a clareiam
tiram as pessoas de lá e abrem essa Claro era a terra ela fica disponível para ser disso e claro isso se dá a partir da violência através da coerção através de métodos legais coercitivos Inclusive é o que ele vai acabar chamando muito claramente ali no capitalgi uso da Lei como O Roubo das terras do Povo eu coloquei aqui para vocês o que a gente vai entender então que Acumulação primitiva ela se dá como um processo histórico de expropriação do que era comum então a terra comum aqui vários trabalhavam ao mesmo tempo isso retornava para a
comunidade o havia uma certa divisão a de quem trabalhava em cada local mas não era propriedade privada em si e aí com essa expropriação através desse processo de cercamento mais e mais senhores uma acumular isso vai afetar inclusive o modo de produção na época então quanto essas terras Comunais serviam muito para uma ao subsistência uma produção agrária subsistência alimentando as pessoas ela passa até uma função de lucro e aí entra uma noção de por exemplo de pastoreio Então vamos colocar vários animais ali e aí contratam dessa desses trabalhadores que trabalhavam nas terras e agora foram
expropriados contrato com salários baixíssimos o trabalho em ali então vamos ocupando grandes extensões Inclusive a Produtividade agrária vai cair por conta disso que a outra coisa quer trabalhada Mas isso não ocorre só nessa transformação da propriedade E aí aqui a gente vai encontrar uma fonte muito importante para Sílvia porque ela tem uma preocupação e analisar a questão do corpo e a questão da disciplina sobre esse corpo e acumulação primitiva ela não é simplesmente quando a propriedade Deixa de ser comunal e ela é cercada EA convertida nessa terra de seu ori Senhores e vai ter êxodo
rural muito a gente vai parar nos Burgos E aí né vai você vai tendo esse inclusive distanciamento as comunidades vão ficando mais fragmentadas a partir disso aí mas a disciplina como um fator muito forte na época para que as pessoas foram se fossem moldadas em Trabalhadores e para que elas pudessem se tornar os trabalhadores ideais porque esse ano que elas viviam uma vida mais autônoma e comunal como garantir que essas pessoas Entrem numa lógica de subordinação e trabalhem de horas x até hora Y seguindo regras específicas então além dessas ameaças por exemplo se você é
por pego mendigando ameaças de escravizar ação outras técnicas de disciplinamento do corpo e do trabalho e aí isso vai envolver a função de várias instituições uma dessas instituições sendo a própria igreja então é o que aqui nas imagens eu coloquei mais ou menos né como isso era visto é uma apropriação EA partir do Isso aí na na imagem de baixo vai ver essa proletarização que começa a ocorrer com o campesinato na época nessa transição que vai dar para base do capitalismo e o conceito de acumulação primitiva ele é um conceito histórico muito importante para a
gente ver que as classes não surgem do nada as transformações de uma de uma configuração de classe para uma outra configuração passam por esse choques essas modificações mais radicais Que ocorrem na sociedade Oi e aí o que o que é a Sílvia tá preocupada em fazer aqui é olhar essa questão de mais e as mulheres onde que elas estavam inseridas Nesse contexto aqui é entra um pouco desse conflito produtivo e se você derite tem que montar o Max a olhando para as categorias marxianas as categorias de mar e preocupada em ver o que é aproveitado
e onde alguns pontos foram negligenciados não foram olhados e é Isso pode ser por várias essas horas a gente vai falar um pouquinho mais sobre isso o que que ela fala e aí eu peguei esse trecho de calibã e a bruxa algumas eu trouxe vários preços de livros A médica você pedir entrevistas aceita frente aqui para a gente ir acompanhando o que eu acredito que isso proporcionar para a gente uma oportunidade também de mergulhar em como ela faz esses argumentos e aí ela fala com tu o Max analisou acumulação primitiva Quase exclusivamente partindo do ponto
de vista do proletariado Industrial assalariado o protagonista sobre seu perspectiva do processo revolucionário seu tempo e a base para uma sociedade comunista futura deste modo em sua explicação acumulação primitiva consiste essencialmente na expropriação da terra do campesinato europeu e na formação do Trabalhador independente livre aqui entre aspas E isso quer dizer que realmente na análise de Marx está Fazendo ele tem um olhar bem centrado bem focado E com isso gerou um aspecto de um proletariado Industrial Urbano que era mais ou diariamente anacom sistematicamente homens Mas Marcos também vai fazer na sua análise ali no Capital
em vários outros momentos também apontando como aproveitar ização após a Revolução Industrial ela tô indo níveis grotescos então isso vai a vai trazendo a mulher para força de trabalho Industrial forma proletariado Industrial também e até mesmo crianças e ele rechaça isso ah não é uma categoria de análise não é um foco de análise Então realmente o sujeito acaba tomando muito mais essa figura do sujeito do sujeito do homem nesse caso mas não é completamente negligenciado então que a gente por isso que ela fala quase exclusivamente do ponto de vista mas o que que ela vai
falar então tem os outros elementos que são importantes para gente compreender aqui isso tá logo No começo de calibã e a bruxa que é que acumulação primitiva também teve o efeito de gerar uma nova divisão sexual do trabalho é tão principal mexer nessa questão do trabalho doméstico relegado a mulheres na Esfera privada isso proporciona a esse surgimento de uma nova ordem patriarcal em que a mulher Responde ao homem dentro dessa esfera privada e o homem responde a quem está né por fora ali ao seu ao seu chefe o seu patrão ao Burguês ali na esfera
pública embora ou será somente em outros em outros trechos em outras obras assim diferente também admita e Há uma razão pela qual Marcos não prestou tanta atenção sobre essa questão da Norma em Nova Ordem patriarcal justamente porque vai ter essa absorção posterior das mulheres aqui vão acabar criando essa lógica do lucro fardo fazendo o trabalho doméstico mas no caso tendo que responder ao homem e respondendo também ao burguês e uma Outra preocupação que ela a localização do corpo e as suas funções e sua algo que ela vai elaborar por exemplo a quando se discute EA
demanda por trabalhadores vai gerar uma preocupação Natal uma preocupação sobre a quantidade de agir pessoas que existem ali naquela sociedade então isso vai vir de uma forma está reprimindo as mulheres exigindo o máximo da sua capacidade reprodutiva biológica e aí a partir de isso aí aquele aquela função do útero Passa a ser uma função mecânica é isso é para isso que o corpo da mulher serve-me e lógico a igreja tem um papel forte também nesse elemento E para isso a gente tem que entrar nessa discussão que ela vai fazer sobre trabalho reprodutivo porque a Silvia
federici ela vai perguntar se nós temos uma nova ordem patriarcal e essa divisão sexual do trabalho que embora mulheres também vão trabalhar nas fábricas elas possui uma divisão sexual separada nas Na história privada nós temos que olhar que tipo de trabalho é isso bom mencionar que reprodução reprodução social reprodução social no geral é uma categoria que já existia já era trabalhada por economistas Então ela ela precede a discussão feminista ela protege Inclusive a discussão anti-capitalista só colagem reprodução social teoria de reprodução social não nos informa o caráter da prestativa passar na bordada E tem um
caráter capitalista ou não então para Silva Felicity tem que falar assim reprodução social significa o que significa a gente tem que saber trabalho trabalho reprodutivo o que quando se Olha como a categoria trabalho isso permite que a gente enxergue e relações de poder diversas e são relações que são baseadas em gênero e baseadas em raça baseadas encarte e tantos outros elementos e isso é algo e na introdução né no no prefácio prefácio brasileiro Aqui de mulheres aí Caça às Bruxas que a Bianca Santana fez ela ela até a ponta aqui isso faz com que a
Silva Frederico de seja né uma uma pensadora feminista que é branca mais altamente sensível para questão racial porque quando se olha para o trabalho reprodutivo é quase impossível negar a dinâmica da racionalização que também a cabeça Isso então isso vai inclusive ter desdobramentos políticos de coletivos voltados coletivos negros a Voltados para essa discussão muito também atreladas à discussão que a sempre fazia ali do trabalho reprodutivo hoje a gente veio aqui que eu trabalhei produtivo ele é como um trabalho que o capitalismo se apropria dele mas como ele fica ali na Esfera privada não remunerada ele
fica invisível mas apropriação existe e o capitalismo tira vantagem disso de uma forma de outra e eu não sei se vocês se lembram é algum tempo atrás saiu um relatório da oxfam Falando que o seu trabalho de cuidado ele fosse realmente quantificado e ele fosse pago isso significaria por volta de 11 e trilhões de dólares na economia Global Então o que significa esses 11 trilhões de dólares que não são pagos na lógica de acumulação do capitalismo na lógica de bilionário e ficando cada vez mais bilionários o que isso significa em também está discutindo processos como
a própria lógica da feminização da pobreza que na verdade E fala com o empobrecimento de mulheres que se dá através desse processo de acumulação primitiva então o salário ele cumpre um papel importante aqui porque ele acaba sendo determinante para gente identificar uma relação de exploração e passa dessa percebida em outros contextos então quando a mulher ela é excluída do trabalho assalariado Então ela acaba sendo inserida nesse patriarcado do salário então quando assim para poder escola de patriarcado Do salário ela tá falando que a estrutura patriarcal ela consegue ter nela consegue se reproduzir através dessa negação
do salário o que isso gera uma relação de dependência dentro da esfera privada doméstica da casa e aí nessa relação de dependência isso vai ter consequências se ela para mulher em relação aos seus filhos em poder de bloquear em poder ter autonomia no enfrentamento a doméstica e tantas outras coisas que Nos afligem até hoje E aí eu faço uma observação aqui porque isso algo que quando a Silva poderia estava no Brasil ela falou disso também ah mas ela ela exclui a gestação por substituição que é conhecido como Barriga de Aluguel a informalmente ela exclui a
gestação substituição dessa categoria de trabalho de cuidado de trabalho reprodutivo nesse sentido ela vai tratar muito mais como um serviço que é prestado numa esfera completa de comodificação a ponto de na Obra dela e na própria militância a gente encontrar elementos em que se Alega uma comodificação de bebê mas quando você fala da gestação de uma maternidade própria isso já se encaixa mais propriamente dito nessa nessa categoria de trabalho de cuidado bom então a gestação por substituição ela é vista como um trabalho reprodutivo completamente como modificado por que se paga por ele ele então ele
está visível para a sociedade já o trabalho de Cuidado de uma gestação dentro do Lar que não é com modificado de forma alguma ele se mantém como invisível aparece e começa a questão da e o instinto materno o cuidado materno que é maravilhoso e a romantizado eu trago isso porque só vai nos fazer tem que pensar algumas algumas tensões que existem dentro da própria discussão que a Silvia federici faz sobre a questão do trabalho reprodutivo quando ele é pago e quando ele não é pago porque se quando ela ela aponta por Exemplo o trabalho doméstico
o trabalho de tá lavando roupa o trabalho está se preocupando a carga mental né você pro e com a família fazendo esse cuidado cotidiano se o salário demandado traz um suporte para essas mulheres mas também deixa a que a gente perceba melhor esse trabalho que ele se torne visível no caso específico de gestação substituição Paga ela já fala que a o papel que o salário o que a taxa cumprir aí ele não é um papel de tornar Este trabalho da Gestação visível mas ele transforma completamente que significa essa gestação aponta que ela vai chamar de
abominação que eu não sei que são dois trechos de uma entrevista que ela deu para o El País Não ela está falando da questão da barriga de aluguel e no outro tá falando da questão trabalho sexual então olhando aqui para essa questão que ela fala da barriga de aluguel fala não se vende somente o útero vende-se também um bebê e é uma discussão um pouco Curiosa porque normalmente ela não utiliza essa Bom dia na sua obra teórica só saiu muito mais informalmente né então aqui a gente vai ver que ela vai falar né que mulheres
vendem o seu corpo a não somente na prostituição mas em outras prostituições então usando essa alegoria do vender mas mesmo em ensaios dela e no Bionda I have skins e saiu ano passado que é um outro outra obra dela com vários ensaios ela vai usar essa questão Do vender muito propositalmente para significar comodificação Então essa comodificação comodificação de bebês e aí ela vai falar que o que acontece que vai ter um mercado indústria voltada para isso qual que é uma das tensões estrogenismo muitas vezes quando a sigla poderia estar fazendo essa discussão as fontes não
estão sendo apresentadas para certas perto os elementos que ela trás então isso gera algumas tensões quando a gente está fazendo análise Então por E ela fala disso sobre o Mercado subterrâneo não regrada de famílias têm bebês sub-rogados que nascem com malformações do produto não é perfeito ou não é do sexo desejado e fazem circular pela internet algumas pesquisadores que pesquisam a a questão da da gestação por substituição alegam que não há um embasamento realmente para esse tipo de afirmação e muito disso se passa de rumores ou de próprio hispânicos Morais ao redor da essa ideia
De estarem vendendo crianças então dá na minha opinião aqui de alguém que estuda circunferência muito tempo aqui a gente encontra um pouco de um ponto fraco de uma argumentação dela inclusive no próprio Bionda permite olhar dos Químicos quando ela tá escrevendo o sobre a gestação por substituição várias vezes a gente vai procurar ali as notas de rodapé elas não estão presentes para essa parte dos argumentos então é é problemático essa essa falta de Evidências eu decidi desses elementos mas ao mesmo tempo quando ela tá falando da questão da sexualidade qual modificada ela faz o contrário
ela vai mostrar aquela completamente banalizada na nossa sociedade e é por isso que é Silva Frederico E não coloca trabalhadoras sexuais numa categoria completamente exclusiva mas ela aponta aqui a no patriarcado do salário as mulheres a tentando ter algum tipo de carreira de Sobrevivência o seu corpo está sempre para jogo então você não precisa ser uma trabalhadora sexual de estar envolvida com serviços sexuais explícitos dentro do mercado do sexo para que a postura sexual não faça parte da sua relação com a sua própria renda então aqui um exemplo que ela dá então por exemplo garçonetes
nos Estados Unidos vivem das gorjetas e ganha muito pouco e aí ela sabem que são costura acesso e interfere alguma se me contaram que Não sente mês quando preciso pagar aluguel se exponha mais porque a gorjeta sob essa continuar vendas sexual qual que é parte de uma situação econômica história histórica senão denunciarmos estes casos estão distorcendo então aqui eu já o argumento que quando se fala da questão do trabalho sexual como se fosse algo completamente separado como se a prostituição fosse a água quase que fora desse mundo e totalmente desvinculada de outras profissões precarizados que
Também a coloca um fardo ou exposição sobre o corpo das mulheres sobre o corpo das mulheres argumenta que a gente está distorcendo as coisas o que a comodificação do corpo das mulheres está presente muito mais espaços então a falar de trabalho de sexual existe que a gente também fale deixa os outros elementos e é onde entra nessa opção que ela faz da do próprio espaço doméstico dentro de casa privado é de familiar em i.a. até mesmo a parte De reprodução social e aí tanto biológica mas aqui falando de Deus que a mente socialmente a da
unidade da família como trabalhadores como pessoas que se sentirem cuidadas e amadas isso também é trabalho mas é trabalho não pago o que volta lhe para nossa primeira fase que a gente mencionou agharti Frederico timo e tudo isso vai nos trazer pressa do som das bruxas então a bruxa é uma figura extremamente necessária na obra da Silva Frederico e porque ela representa muita coisa então está presente tanto ali né na sua análise histórica que vai estar em calibã e a bruxa e aí eu confesso que eu como socióloga não posso entrar em notícias sobre a
precisão histórica ou não de certas abordagens dela em calibã e a bruxa porque não é a minha área de estudo mas nós sabemos que a certas críticas à de vindo né da comunidade Historiador a sobre alguns elementos que ela apresenta ali e aí se mistura um Pouco de temporalidade ou que algo que está sendo descrito não é consensualizado dentro de território então algumas coisas sobre a parte histórica sobre isso ele mas do ponto de vista sociológico é a figura da bruxa ela é uma figura que ela é real ela existe historicamente a bruxa ela existe
hoje ainda então quando a gente fala historicamente a gente não deve pensar que o historicamente significa passado então chegando um Processo histórico mas também a bruxa ela também existe metaforicamente Então como uma simbologia que é atrelada a mulheres Rebeldes que não querem cumprir com a sua função nessa nova ordem patriarcal nessa divisão sexual do trabalho e no que é exigido dos seus corpos como por exemplo aqui que não pratiquem aborto então a figura da bruxa e o aborto a tão muito atrelados historicamente Mas também como se constrói um discurso de pânico em Relação a figura
da bruxa bom então mulheres de caça às bruxas tem um trecho que inclusive explorou com a Silvia federici na entrevista que eu fiz com ela eu acho que é muito interessante aqui que é a bruxa foi a comunista EA terrorista de sua época então falamos do Pânico ao redor disso a quando era necessário um mecanismo civilizador civilizador entre aspas claro então a domesticador quando a gente vê civilizador aqui compreendam como uma Forma de domesticação então mecanismos civilizador para produzir uma nova subjetividade e uma nova divisão sexual do Trabalho em que a disciplina capitalista da mão
de obra viria a se apoiar então aquele caminhão lei sobre como disciplinar o trabalhador para tirar a maior produtividade e eficiência dele na Europa as caças às Bruxas foram os meios pelos quais as mulheres educaram relação as suas novas obrigações sociais e a maneira pela qual Uma grande Derrota foi imposta às classes baixas que precisaram aprender sobre o poder do estado para renunciar a qualquer hei de resistir a eles a ele nas fogueiras não estavam apenas os corpos de Bruxas Então tá aqui a nossa discussão sobre o corpo e também a estrutura social a estrutura
de que ela chama quase Ned bioengenharia de disciplinamento que passa pelo corpo não estava só os corpos de Bruxas destruir Também estava todo mundo inverso de relações sociais que foram a base do Poder social das mulheres e aí um vaso reconhecimento que elas haviam transmitido de mãe para filha ao longo de gerações tão conhecimento sobre ervas sobre meio de contracepção o aborto e sobre quais magias usar para obter o amor dos homens então a figura da bruxa é uma figura profundamente Rebelde e herege o que ela bate na tradição imposta e é necessária para garantir
Essa nova sociedade burguesa está para se estabelecer oi e ela vai estar presente inclusive até hoje em mulheres de Caça às Bruxas é um livro A muito importante para quem leu calibã e a bruxa e também leio mulher e mulheres de caça às bruxas porque ali se for fazer isso vai trazer uma contextualização atual muito mais forte inclusive entrando em outros territórios tão uma disfunção do continente africano e da e Latino-americano e a partir de isso aí a gente vai vendo como esses mecanismos a muito presente na figura da bruxa de taxa alguém como bruxa
ainda estão relacionados a práticas extremamente cruéis e misóginas na nossa sociedade A Caça às Bruxas ela ela é uma aspecto da formação do proletariado o que a caça às bruxas Ela traz a questão da disciplina e ela traz a questão da percepção como modo de controle socialmente o outro vigia a um outro Então a vigilância ela não é simplesmente uma obrigação das instituições então ele falando da porta Pandora parte 1 se alguém que já microfone aí então é uma é uma questão muito importante a porque isso isso nos apresenta que você vai ter a Perseguição
vindo até mesmo seu próprio vizinho porque se cria o Imaginário ao redor da bruxa como perigosa como uma enorme ameaça E aí a partir de disso é mais fácil você Domesticar todo uma sociedade não somente as mulheres Então essa Caça às Bruxas ela é um processo histórico presente até hoje a magia Qual que é o papel da magia nessa história porque a bruxa enfim o que é magia é vista como incompatível com a disciplina que exigida do Trabalhador E aí um exemplo que é dado é por exemplo como como você vai disciplinar um trabalhador a
trabalhar de um jeito específico na maior parte da produtividade a ir ao Trabalho hoje a ir ao trabalho também amanhã E se ele tem crenças sobre sorte sobre a se ele tem a alguma algumas superstições sobre o que fazer Eo que não fazer e que isso sejam muito enraizado na sua mentalidade então a magia atrapalha uma certa racionalidade moderna que exigida pelo capitalismo e que algo que a Silva frederich vai criticar inclusive em obras feministas que tentam apelar para emancipação das mulheres como algo que Devemos então negar o aspecto da emoção da subjetividade da mulher
porque é isso é muito Oprimido né Isso é uma desculpa de opressão do próprio patriarcado e apelar para uma racional superior e ela vai passar aqui na verdade se render a esse processo de negar as diversas subjetividades da mulher que estão presente que estão presentes na cultura da bruxa a bruxa como Ah tá como Aquela aqui poderia curar alguém a bruxa como Aquela que poderia Seduzir alguém a bruxa como uma forma de uma figura que conecta as mulheres sua própria família em outras gerações Então se vai vai criando uma forma de mecanizar você apela ah
a peça completa negação da magia historicamente é uma forma de também está mecanizando as próprias mentes é uma coisa que é trabalhada em caliban agentes absolutamente é que a própria penalização do aborto é um processo muito relacionado com a questão da caça Às bruxas e essa necessidade de um proletariado Industrial muito presente grande suficiente para que se tenha a proletariado sobrando os trabalhadores sobrando na fila ali do desemprego para que você possa ameaçar né Ah você não quer trabalhar aqui pois olha lá olha o tanto de gente que quer você quer ser pauperizado dessa forma
Então o que a gente vai chamar de exército industrial de reserva ali que é muito importante para o capitalismo mas porque calibã e a Bruxa né eu não mencionei anteriormente mas é interessante Trazer isso aqui há no livro assim você deve estar trabalhando com metáforas trazidas na verdade da parte da obra de Shakespeare na com que não é algo exclusivo a da Silva Frederick então a figura da bruxa né se coloca ela presente as camisas que já já estavam aliança inclusive nas próprias historiadoras a sobre as quais a sigla feder it edifique a sua análise
mas é que a gente veio Aqui a assim cor aquela um sujeito que o capitalismo precisa destruir e o calibã né que que é o seu filho na história ele é um corpo não não normatizado ele é um corpo Rebelde E aí representa também os colonizados e o proletariado que existe nisso algo que você carrega muito para esse livro mais recente dela e ela vai mencionar mais recentemente nas suas análises muito mais como Globo a globalização e o neoliberalismo são fatores que influenciam muito a caça às Bruxas no continente africano para que se possa continuar
fazendo seriam novos cercamentos O que seriam essa questão de Ah vamos usar apropriar desses territórios e isso claro a acaba nos fazendo com frontal que aí um pouco aceitável e do corpo não aceitado e é por isso que é Silva Frederico ela também vai discutir gênero ela também vai discutir performance Não da forma que dê o like branco é faz mais de uma forma de compreender as novas as Nossas percepções sociais sobre o que essa mulher e aqui eu fiz uma tradução livre né de livro e eu quero dizer eu fiz do Google Translate mesmo
a do do bioma do perfil Foi algo assim porque esse livro não saiu em português ainda fica a dica Mas ela fala assim para quem ela vai fazer uma crítica essa ideia de que então nós vimos que a mulher ela vai ser reduzido essa função mecânica tô precisando do Seu útero está ali para reproduzir ela não pode abortar E aí Isso pode acabar dando a impressão de que o que faz a mulher ser aprendida é o útero que é um grande azar uma grande maldição e aí eu não vou não mas esse não é no
nosso organismo E aí está curtindo ela fala para quem não aceitava que nascem com útero e tá até capacidade de procriar força necessariamente uma condenação a vida subordinação dá para falar isso não é ele não há como ser existencialista aqui não há uma correspondência a Completamente um direta entre você nascer com o útero e é isso que te condena a gente tem que falar das relações sociais troca Olha nossa alternativa é buscar uma resposta na história passada e presente como eu falei da exploração do ser humano então aqui a nossa questão de trabalho então assim
assim as mulheres para nós a definir um antes de tudo um lugar particular a particular é um ser mulher é um gás particular uma função Particular na divisão capitalista do trabalho mas também ao mesmo tempo um grito de guerra pois o combate essa definição também mudou o seu conteúdo em outras palavras mulher não é um termo estático e monolítico mas sem significado simultaneamente diferentes até o hoje e sempre mutáveis e aí posteriormente ela fala Além disso é decidindo não ignorar o aspecto material fisiológicos nosso Focus que podemos Desafiar a concepção redutível dominante de gênero e
reconhecer a Ampla Gama de possibilidades que a natureza oferece Então não é nenhuma perspectiva biologista também não perspectiva que não enxerga aqui existem Biologia as diversas na composição do que é ser mulher e aí ela vai entrar numa discussão sobre pessoas trans ao tentar uma discussão inclusive sobre a luta de pessoas não ter sexo a para não serem mutiladas quando crianças e todas essas Campanhas Então essa discussão que tá nesse nesse livro é uma discussão bastante aerada e é uma ela sai até curtinho que que tem a ver então com a discussão dela dos comuns
tem a ver porque análise da Silva ela sempre vai passar essa questão do corpo e o que está sendo apropriado para quê um banho para encontro do mini dólar vai fazer esses novos cercamentos então esses novos equipamentos a vão ser privatização apresentação ela vai ser Como não do cercamento é algo que na medida da correção da lei a lei com um veículo de roubo da propriedade comunal Então vamos privatizar alguma coisa que poderia ser comunal EA partir da Lei você faz aquilo ali por isso que ela vai carregar categoria de acumulação primitiva até hoje por
isso que ela não vai falar que é tomar um primitiva é algo que ficou para trás que é algo que só aconteceu da transição do feudalismo para o capitalismo e também porque isso A sua vida a gente demonstra em vários aspectos ir no ponto zero da revolução tem alguns ensaios que trazem um pouco mais e se destaque e inclusive porque o que que a gente vai vai notar nisso aí o desenvolvimento capitalista desigual próprio Marcos vai contar aqui enquanto a indústria dar um passo em um local ela está em um outro passa no outro local
então a ritmo de acumulação primitiva variados e algumas pessoas que argumentam que ela está Errada por ter essa interpretação porque Max colocou acumulação primitiva como um ponto fixo no tempo mas não é vidências na obra marxiana para falar que era um ponto filho até porque ele tá fazendo essa discussão de que essas transições elas estão se dando em espaços diferentes e existimos diferentes Então o que a gente pode falar é que certamente ela expande ela constrói em cima do conceito de acumulação primitiva para poder discutir esse cercamentos que Ocorrem hoje i i para ela como
a gente resolve esse problema voltando para categoria do Comum vai ganhar qualquer categoria do comum não é por exemplo comum de Raça Negra Que ela critica muito ferozmente inclusive a existe muito debate de Frederico com negro e particularmente inclusive até certo ponto eu acho que influenciou um pouco da Leitura que ela tem do próprio Marx porque às vezes ela tá criticando algo que é muito mais uma Percepção do negro de Março do que do próprio Marx do meu beijo um pouco desses elementos na obra dela é mas ela fabrica as mulheres EA Luta pelos comuns
isso é tudo a ver então como sujeitos primários do trabalho reprodutivo historicamente as Mulheres sempre dependeram mais que os homens o acesso aos recursos comuns e foram as mais comprometidas em sua defesa a gente sabe isso de ouvir evidência muito direta a reorganização do trabalho Reprodutivo portanto a reorganização da estrutura de habitação espaço público só uma questão de identidade uma questão de trabalho de poder de segurança então isso também afeta diretamente as demandas que as mulheres têm na sociedade e aí ela fala não podemos construir uma sociedade alternativa e um poste movimento alto reprodutivo A
não ser que definamos de forma mais cooperativa a nossa reprodução e colocamos um fim a separação entre o Pessoal e político a divisão político EA reprodução da vida cotidiana a minha que a gente tem um elemento fundamental da disfunção do Comum que remete até mesmo as funções do feminismo soviético em que se nasce alegava o embora não seja chamado feminismo na época a gente fala isso hoje mas a luta de mulheres a na União Soviética eo a cozinha as coletivas a bandeirinhas coletivas então trazendo formas coletivas de viver e como essas formas Coletivas de viver
liberam o tempo de mulheres porque aquelas obrigações que estavam aprisionados ali no espaço privado e legado sua mãe para mulheres se voltam para a sociedade e mesmo que alguns contextos sejam as mulheres ainda fazendo aquilo ali isso deixa de ser invisível se passa a demonstrar sua importância para reprodução do trabalho e pode se tornar cada vez mais coletivizado ao ponto que a gente sabe que até nas Campanhas de salário para trabalho doméstico com certo tempo tiveram coletivos de homem a Aliados da própria causa argumentam não presta as formas quando ele tipo de viver então comuns
para servidores tem tudo a ver com isso espaços comuns comunitários trabalho cooperativo responsabilidade compartilhada aí ela vai falar por exemplo Qual que é o papel das mulheres na luta por hortas urbanas comunitárias Qual que é o papel das mulheres na Discussão de soberania alimentar já por isso que com mais e mais frequência a gente tem visto a temática da natureza e da ecologia surgindo no trabalho da Silva Frederico então a gente vê isso nessa discussão sobre soberania alimentar sobre a mulher agricultora principalmente a mulher Campesina e a perseguição da mulher Campesina como bruxa como uma
forma de ser apropriado o seu território e ela também vai vendo isso por exemplo engajamento das Mulheres na luta contra a mudança climática na luta pela água então os comuns né A Luta pelos comuns muito associada com essa luta que daqui coloca a mulher inserida na discussão da natureza e aí no próprio a patriarcado do salário ela vai ter essa discussão também sobre isso e a e vai ficando mais Evidente cada vez mais entrevistas alguém trazeres com mais frequência também mas ela fala que essas mulheres a sendo a gente a gente centrais de uma Agricultura
de subsistência ela também comprei esse papel de preservar os biomas de garantir a nutrição das pessoas então isso vai trazendo uma conexão entre a agricultura as mulheres agricultoras e o trabalho reprodutivo ela vai amar e as mulheres por exemplo do MSP a nessa situação toda e a resistência a essas políticas de ajuste estrutural do Banco Mundial e muitas vezes Banco Mundial chega falando de comuns mas não tem nada Disso não comum porque é um comum privatizado Edésio já estão bem comum mas nós vamos atrelar direitos de exploração a ele então ela vai trazer Nossa crítica
também E aí hein no ponto zero tem quando eu coloco pz aqui no slide eu tô falando de ponto zero da revolução é alguns ensaios né então tem um ensaio que ela fala elas também têm sido as principais apoiadoras de uso não com aparência dos recursos naturais Terra as águas florestas e da Agricultura orientada para a subsistência e portanto ficaram no caminho tanto da completa comercialização da natureza quanto da destruição dos últimos comuns remanescentes Oi e aí que fecha na nossa discussão A falando um pouquinho do movimento a de Neve Waze housework a salário para
trabalho doméstico e acabou se desdobrando em dezenas coletivos Então você preferir it muito envolvida com ele Em Nova York e na Itália a um panfleto que ela escreveu um livro e se tornar um conceito do movimento na época Ainda é a grande é a grande memória até orca do movimento Mas ela fala a gente tinha mulheres de correntes políticas diversas a enraizadas em lutas particulares diversas também e esse juntaram numa demanda unificada mas há o que se vê aqui essa demanda unificada ela surge realmente através dessas mulheres vindas a ali de uma de Uma política
aqui que batia de frente para a questão do Capital então assim as mulheres lançaram a campanha virou tipo história de militância organizações que se dedicavam com marxistas com filtro de experiências movimentos anticolonialistas direitos civis do movimento estudantil e do operaísmo E aí tem essa influência da Itália que a bela Mesmo trazendo isso até para o próprio movimento o que mostra aqui nessas lutas das Fábricas e uma crítica ao socialismo real Então ela precisa frederich se percebe aquela tenta fazer um contraponto a interpretação dela de teorias racistas feministas elementos do socialismo real e vão pipocando ele
elementos diferentes da obra Mas ela fala bem diretamente como uma crítica a uma leitura marxista leninista da época ali no ali no né que no caso do próprio marca usa colocaria como o Marxismo soviético da época quando ela faz esses Contrapontos E aí ela fala que então que vai tendo uma releitura de formar que vai influenciar muitos ativistas muitos militantes da época e que vai gerando o interesse cada vez mais profundo Isso significa que a gente tem que colocar muito do que a Silvia federici fala nesse contexto do movimento do Marxismo Autonomista italiano e as
suas tensões internas e as suas tensões com o os índios marxistas e quais leituras tinham de marcação de Marcos falhou onde Marx estava certo então muito do que assim Frederick fala inclusive sobre essa questão de Barriga de Aluguel tem a ver com uma influência muito profunda de feministas do autonomismo marxista italiano relacionados essa questão de Barriga de Aluguel então a gente tá falando aqui de uma altura dinâmica viva aqui né que esse esse curso da boitempo do SESC conjunto aqui nos traz isso de continuar não me fez essas obras são três autores estão vivos são
produzindo Estão fazendo críticas E autocríticas e essa influência é muito positiva uma essa influência da Silva Frederico em relação as suas camaradas Então como como que a relação dela com Maria Rosa dela Costa relação dela com Maria Liz é tantas essas autoras e também militante que influenciam mais uma coisa que a gente vê aqui é muito diretamente é que embora o movimento mais atual de greve de mulheres não seja o mesmo movimento não É mesmo a campanha a vários coletivos da década de 70 envolvidos na campanha de salário para trabalho doméstico que foram se desdobrando
um fusível mudando de nome e abordando outras faltas que hoje compõem a a luta a relacionada com a greve de mulheres o baú e aí nós temos outras autoras que inclusive trabalho com teoria de reprodução social como a perspectiva a Tati área que é uma das coautoras o feminismo para os 90 para os 99 porcento também publicado pela Boitempo qo.que a é é uma das organizadoras da greve de mulheres mundial e trabalha bem nesse sentido Então a gente vai ver ali influência da você preferir de diretamente a ele tá na Itália nos Estados Unidos aí
o que que isso tem a ver com e os países a olhando especialmente então para países periféricos então olhando para América Latina para o sul da Ásia olhando para o continente Africano e como isso se relaciona com os Movimentos atuais inclusive de mulheres bem jovens como são referenciadas é mas fica concluir porque eu sei que há pessoas que têm dúvidas sobre essa temática ainda eu queria me anteceder um pouco sobre isso a questão da Silva Frederico Marques é uma questão que eu eu eu descreveria como ela está é com e contra marcas é o que
a gente vê com muita frequência na obra aqui eu coloquei alguns trechos a diferentes do que a do que a Silvia federici menciona E depois quando quer tem que está assistindo no YouTube Quem tá na presente na aula mas eu to be fica fácil de pegar os trechos diretamente mas por questão de tempo eu não vou ler um por um aqui mas o que a gente vê é que em alguns momentos ela faz uma crítica muito forte quase que uma patada no Whats realmente Então ela presente vai falar que o mar acreditava no certo Progresso
capitalista que algo que Eu discordo eu acredito que é uma leitura De que quando o Marcos falava o momento histórico das condições materiais necessárias para se levar um comunismo para que não fosse simplesmente com mesmo primitivo mas o comunismo realmente capaz de atender a todas as necessidades humanas a a uma confusão de interpretação que eu preciso que inclusive comum a que quando você trabalha disso é como se estivesse admirando um um potencial de progresso no capital então ela vai e faz essa Crítica e falar se ele tivesse olhado pelo ponto de vista das mulheres aí
não acharia isso mas na minha interpretação não é isso que Marcos achava mas aí é o mesmo tempo ela vai falar olha mas aí a gente não pode descascar Marcos porque ele nos deu uma análise que é indispensável até hoje a gente não não entenderia a sociedade capitalista sem ele então mas eu também acho que olha sim ele nem negligenciou essas questões do trabalho doméstico mas olha tem Fatores históricos que tem a ver com isso porque é a época várias mulheres estavam sendo levadas para o trabalho Industrial também e também naquela época não era tão
comum olhar para o trabalho de mulheres com tanta frequência E aí algumas alturas vão alegar que nesse caso civil fez perder 20 poderia ter-se ancorado um pouquinho um pouquinho mais linda ainda para tentar lidar com isso que ela coloca como uma negligência mas Em um outro momento ela entra depois E aí esse é um dos textos da Silva feder it alguns quais Eu tenho um pouco mais de incômodo que eu acredito que a um pouco mais de equívoco na leitura aquela faz a diretamente de Max é o sobre o sobre o cuidado dos idosos e
os limites do Marxismo aqui tá no ponto zero da revolução então ela vai pegar uma função que Marcos paz um dressa que não é um livro é uma coletânea na verdade de rascunhos e e discussões de Max Bom então é um fragmento sobre as máquinas e a partir daí vai ter uma reação de como se marca estivessem realmente alegando uma Utopia desejável de total automatização que é uma leitura problemática que existe hoje então nós temos pessoas que alegam sobre um comunismo totalmente automatizado que colocam muito muito muita ênfase nesse trecho me deixando passar despercebido outros
elementos da própria análise em que Marte discutir alienação ali então é Um pouco é um pouco complicado e eu acredito que aqui é um pouco de uma influência colocar ficar com o ponto de interrogação mas as vezes é muito fluência da Leitura Negri Ana de Negri sobre Grand besta então o que é que ele faz né de marketing depois de mar e que eu acredito como que é um problema de equívoco de Negri em relação a isso mas e aí algumas outras coisas que a gente vai vendo por exemplo a esse texto de e da
força de trabalho na economia Global e Revolução feminista inacabada ela vai falar de ontem de frente que criticou eurocentrism Max mas aí mais recentemente depois desse texto a gente vai ter uma obra fantástica que é do Kevin Anderson que também saiu pela boitempo boitempo muito internada nessas conexões aí que é o sobre a sobre mar nas margens então que Max tinha a dizer sobre colonialismo sobre escravidão sobre questões sociais e acaba batendo nesse argumento desse eurocentrismo Então a gente vai vendo aqui que é uma linha um pouco conturbada é de conflito com o Marxismo mas
ao mesmo tempo ela vai falar pelo iniciante capitalistas não podem ignorar então é com e contra mar e aí em certos momentos eu até diria que seria então mais valoroso pensar menos sobre com e contra Max e mais sobre materialismo histórico e dialético e essa e o que não se trata de Março senha do quem dá a palavra mas sim a metodologia E o que isso nos oferece então no patriarcado do salário ela tem um trecho que ela vai falar por exemplo de um possível usar consultar listas criticando o Max por ignorar essa relação homem-natureza
e ela de ocorreu tinha Marcos a lista de primeira geração né da primeira da primeira fase primeiro estágio da com salismo E hoje nós sabemos que de roubo infelizmente não está mais entre nós mas sabemos que essa crítica é uma crítica muito pouco Embasada por que João Vale me force é correr e Saito e também escreveu vai conseguir buscar Marques também vai sair pela boitempo em breve a demonstra que existia uma enorme sensibilidade de Marcos como questões ecológicas apesar de não ser o foco central da sua análise mas ao mesmo tempo ela vai falar olha
com isso a gente precisa ver que existe uma relação entre o quem escreveu e essas críticas que vão surgindo E aí eu me vejo aqui no momento De alta concordância aqui se não fosse o movimento feminista é possível que várias questões a sobre gênero e são nos possibilitados analisar através materialismo histórico dialético em Mar tivesse permanecido essas questões tivessem permanecidos apagadas Por que não haveria interesse um olhar para elas Então existe uma um papel muito importante então mesmo esses ecos socialistas criticaram mar por não né vou por ignorar a natureza cumprir um Papel de outro
da com socialistas querem que irá investigar e ver que sim e que as feministas que criticam as negligências a em Mar sobre a questão de gênero cumprem um papel para que o feminismo marxista possa está se desenvolvendo e trazendo outros e já nálise porque mas não vai resolver tudo isso e até um nesse nesse texto sobre idosos ela até fala que existe muita negligência análise sobre idosos e isso pode ser parcialmente Responsabilidade de marcar eu fico Nossa mas poxa ele tinha que ter escrito sobre tudo então então é um pouco de uma pressão que existe
é forte da nesses movimentos que vão de encontro com o Marxismo que a gente pode falar né da na leitura racial na leitura de gênero na leitura ecológica de sexualidade em olhar para amar e ainda te falei que não está em mar você pode ter duas reações ou falar que então o Marxismo Não serve ou investigar um pouco mais a fundo e Perceber que a metodologia ela aparece bastante e aí é onde a gente se localiza essa tensão de cima feder it como Marxismo e quando livro patriarcado do salário a embora saiba que a versão
brasileira vai ter alguns os dados e tal mas é uma das preocupações dela é realmente para lado essas tensões entre feminismo e Marxismo e aí eu encerro a a aula por aqui realmente pra gente ter espaço para uma conversa né gente aproveitar esse Momento também Oi Sabrina Obrigada exposição é muito pontual faltava dois minutinhos para o seu tempo acabar então aquele tipo de aula aqui não dá trabalho para para moderadora é a gente recebeu aqui pouco mais de uma dezena de questões entanto com um pouquinho de dó de você para dar conta de tudo mas
eu vejo eu tentei agrupá-las no conjunto um conjuntos né eu vejo cinco grandes conjuntos de questões uma um primeiro conjunto que Vai tentar é de questionar um pouco sobre Frederico EA relação com os outros autores né o outro bloco com muitas dúvidas sobre cuidado é um outro bloco muitas dúvidas sobre corpo e comodificação é um penúltimo bloco sobre como se operacionaliza certas propostas que ela faz né como por exemplo remuneração de trabalho doméstico e por fim um última na última questão também que eu acho que tem a ver com um pouco com essa ideia de
Operacionalização das ideias que é pensar em experiências do Comum do Brasil neodi retomada do Comum em comunidades brasileiras então eu vou começar lado comecinho nesse primeiro eixo de relação com outros autores a Michele ela pergunta né Se alguma se a gente pode afirmar né que é uma relação entre o pensamento da frelith quando ele é essa filhote no que se refere ao patriarcado né já que é a Vertentes que vem né só pesando outros aspectos e o Leonardo né que que comenta né que você faz uma relação da Frederico hardt e Negri é mas se
você consegue ver também que aproximações entre a concepção de da Dori local então talvez a gente possa fechar os bloquinhos para você ir e tentando encarar os assim pode ser assim adorei a organização é muito bom quando a moderadora não é super organizada ajuda a gente ah ah não ficasse é totalmente viajando na hora de responder As coisas Obrigada Natália então é sobre a federation saffioti a letra filhote é outra grande grande feminista pensado era brasileira que também tinha um pouco disso de com encontra Marx a gente percebe isso na sua obra nos seus debates
sobre o que é gênero O que é patriarcado a a peça e a tese de doutorado com Marília moschkovich até a borda um pouco sobre isso quando ela vai falar dessa filhote então acredito que existem Paralelos que nós podemos Desenvolver aqui mas não necessariamente Oi mãe então a gente vê assim muito muito fortemente que a maior parte do Diálogo que tive que dele gente faz com outras autoras feministas ela tá realmente focada nas suas colegas que estavam presente nos mesmos espaços então é o maior diálogo que ela tem certamente é com a Maria Rosa da
Costa é o que é muito muito forte né na no debate de reprodução é mas mas eu acredito que é possível sim inclusive Seria vantajoso se nós tivéssemos um pouco mais a desse diálogo feito por outras pessoas gente fevered isso aqui ó tipo que isso Henrique seria também a construção da nossa epistemologia do feminismo marxista brasileiro então fica sugestão aí e dica de TCC e dissertações e teses a polpa sei que era que já tem um pouco disso eu não poderia opinar Mas é uma cartão e aí entra numa outra coisa que eu também não
posso opinar eu não sou E humanizada com trabalho de dardo e lavar o quanto eu sou com Hart negro Então acho que seria um pouco irresponsável da minha parte ela tem que tá especular um pouco sobre isso embora eu acredito que assim vai feder it teria algumas críticas similares do pouco né no pouco Que acompanho ali apenas umas duas coisas de dar delaval mas eu vou ver Acompanho a frederich ela tem um quando parecia que o quando ela vai discutir comuns em relação a arte nele Ela crítica uma certa um certo fetichismo do comum e
Raça Negra e criam ao redor da informação então agora estamos o criando comum na internet conhecimento partilhado ela fala ué mas assim e as corporações por trás de tudo isso e as patentes e o poder exacerbado que essas corporações têm e o peso Ecológico dessas coisas será E aí é um dos momentos assim e antes dela começar a falar mais aprofundadamente Ecologia que ela fala e O custo ecológico de você colocar a tecnologia como grande ponto do comum então ali olhando para hashi Negri ela acaba falando assim se você não olhar o comum voltado para
a natureza a você pode cair nessa questão do fetichismo e a maior parte da discussão dela de comum ela sempre vai falar isso né eu como um como a água a Terra é a grande ponte para essa discussão então acredito que ela ela encontraria um pouco a do mesmo Ponto de negligência né de algo que Passa desapercebido mas infelizmente eu não tenho eu não tenho conhecimento adequado para responder essa pergunta da forma que satisfaria a nossa nosso meio que dá audiência nesse sentido eu vou passar para o segundo bloco aqui então sobre perguntas tem relação
com cuidado aqui eu vou te lendo né como essas perguntas parece que tem vez de perguntas mais básicas né mas elementares até perguntas um pouco mais complexas sobre sobre esse tema né o Carlos Ele pergunta né se para a autora todo cuidado a entendido como travar e o Rodrigo ele diz né levando em conta é o pensamento da frederitzen espaços de cuidado e de reprodução da vida além da figura materna em sentido amplo mais concentrado na figura da mulher né ainda nessa linha é possível pensar que cuidado no capitalismo é como apenas algo físico que
garante a manutenção da vida para o trabalho geração um lá então essa comodificação dos corpos é o Gabriel pergunta né quando um corpo feminino performance cuidado matéria né em seu trabalho para ser aceita é empregada ela tá assumindo uma posição de resistência ou de submissão às demandas de mercado é a Cecília ela pede para voltar um pouquinho na discussão sobre divisão entre trabalho produtivo e trabalho reprodutivo é para pensar nessa a gente pode fazer uma relação entre essa divisão com a ascensão Da Lógica protestante EA racionalização da vida O momento de encantamento do mundo Ah
e por fim é a Letícia A Letícia ela vai dizer o seguinte o trabalho não-pago da reprodução social sua vinculação com cuidado impacta de alguma forma do valor pago o aceleramento da profissionalização de categorias que são compostas por mulheres aí ela tá alguns exemplos né como informar a Gina Cipó longas aspectos sociais pessoas é uma esse bloquinho tem essas simples O leque suficiente para mais uma hora de resposta Mas vamos lá vamos ver tá eu vou tentar meio que relacionar elas para ficar um pouco mais fácil é só que você não figura materna é interessante
essa pergunta surge porque absolutamente não não é uma questão da figura uma terra inclusive é uma coisa que a senhora poderia te mencionada quando ela tá falando do começo do movimento de salário por trabalho doméstico ela fala que na verdade não começou a um pouco as Mães Eram poucas mães envolvidas mas e assim éramos poucas mães embaixo não tínhamos medo de falar que mesmo não sendo mães estávamos carregando um carro desigual dentro da dentro da com as casas então é importante não atrela a figura da mãe mas é muito mais a figura da trabalhadora mulher
dentro de casa dela essa questão do trabalho a mãe ela surge como um tipo de trabalho da gente percebe que tá na categoria e frederi Diana a Kika como poderíamos Colocar a maternidade é um tipo de trabalho ela é um trabalho de Cuidado então você tem esse No gestar No Pare No criar mas não é o número que tipo de trabalho de cuidado porque essa reprodução ela ocorre e aqui eu acho que ajuda a gente compreender ela ocorre de modo a não somente criar as crianças mas o que é feito para o esposo mas o
que é feito para avó então assim aquele cuidado com toda a família em quem cai a responsabilidade quando alguém está Doente então a carga mental não é só a parte física a carga mental a preocupação aquela questão de que a você você sabe que você não deve ser a pessoa com aquela obrigação mas os internalizou que você tem que fazer porque se você não fazer é vão comprar você para nós tá feito eu sempre faço uma quando eu dou algumas oficinas sobre isso eu tenho e olha você tá em casa você numa relação hetero é
uma relação sincera eu vamos ser bem bem simples amarrar são bem Fizer hetero em casa então marido e uma mulher e a casa tá bagunçada e chega uma visita de uma hora para outra quem que fica com mais vergonha da casa tá bagunçada a mulher com mais feminista que seja ela vai se sentir julgada Porque existe uma expectativa e é colocada de que este trabalho é dela o que coloca uma expectativa 200 mulheres têm ser mais afiada são mais limpinha são mais organizadas então isso então nessa questão da disciplina do corpo Isso entra na questão
de domesticação né então o que o que a gente vai vai vendo aqui é que o cuidado ele vai ser interessante para o capitalismo porque se você tem pessoas que estão trabalhadoras que estão com a saúde mental em dia então não estão doentes fisicamente e estão Associados estão bem nutridas que a equipa tem Amparo afetivo Amparo familiar isso também gera um alto nível de produtividade A então isso vai sendo Relegado é para fora no que a gente vai ver é que ela vai no entanto fala olha não não pode simplesmente pegar uma categoria de trabalho
afetivo Como tem sido utilizada por aí e aí eu acho que isso aqui é pode ajudar com essa discussão de dar de eu ir lavar foi foi trazer tá mais cedo que a questão de que ela faz uma crítica de que Trabalho reprodutivo e trabalho afetivo não trabalha produtivo não a mesma coisa que trabalha em material não é então ela vai Fechar vai acreditar rádio Raça Negra e por isso na discussão que eles fazem trabalho afetivo E aí ela vai apontar Aqui nós temos que compreender que eles são tipo de trabalho que gera materialidades porque
ele reproduz a força de trabalho se ele reproduz a força de trabalho porque você e os trabalhadores estejam aptos para vender a sua força de trabalho que eles estão cuidados como que pode ser legal que são trabalho e material então entra Um pouco nessa discussão em que eu acho que relaciona com essa questão do produtivo e reprodutivo que é uma grande enorme a polêmica conversa polêmica no sentido de debate mesmo dentro do Marxismo a sobre o que configura realmente trabalho produtivo e trabalho reprodutivo se é possível dessa separação esse reprodutivo é realmente trabalho ou se
é alguma outra coisa então alguns marxistas que possuem uma leitura um pouco mais a Vamos colocar Ela aqui Ortodoxa entre aspas vão alegar que não existe isso de trabalho reprodutivo Mas é interessante que quando a gente volta lá em 1890 em ou se inscreve numa carta que o Né o materialismo histórico dialético é uma análise o Marxismo é uma análise ele sobre reprodução e reprodução da vida o EA reprodução da vida possui esses aspectos mas objetivos Concretos palpáveis e os processos Mais subjetivos também tanto que ele ele passa da linha Diante no mesmo parágrafo discutir
cultura discute leis esses elementos que são menos palpáveis mas fazem parte das nossas esferas da vida e aí essa questão do produtivo do reprodutivo então voltando né A pergunta foi interessante que a pergunta é informada por bebê Ah e não é a base de Interpretação da Frederick aqui ela vai tá usando Marques e críticas álcool Apesar dela pegar a discussão de disciplina também construir em cima de cocô a partir disso aí mas Uma questão que a gente vê é que a esse esse processo do produtivo de reprodutivo ele vai ter muito a ver com a
própria divisão espacial que vai se dar a sociedade então um trabalhador ele está e me trabalhando no território comum aí ele perde Então você vai ter esse desse povoamento aí ele sai aí se você não pode ir aí é partir disso conter leis relacionadas a bebê Leida relacionadas a conduta a o que se fala é tudo isso vai Gerando um disciplinamento muito profundo em que a esfera privada passa-se a esfera ou privada onde se a um pouquinho mais de verdade mas para o homem na sua divisão sexual do trabalho para homem isso é algo inclusive
que vai vai se notar que a posteriormente já com a parte do capitalismo do capitalismo já melhor estabelecido se coloca aqui a partir do momento que as mulheres foram trabalhar no trabalho produtivo né Então esse é um trabalho que está ali na Fábrica na Esfera produtiva como os meios de produção parte do trabalho reprodutivo daqueles homens caiu para as suas as suas amantes no caso e faziam não somente não era são seres sexuais mas também lavar roupa ela também cuidava também ouviam né Eu vi umas dores e os amores e coisas assim então vai se
vendo que a separação ela é uma separação muito mais espacial que vai vai se dando do que na verdade no que se contribuí o que vai que vai Acreditar a vai vai entrando numa lógica de nesse caso a o que a gente vai vendo é que as pessoas elas estão ali se organizando na esfera de trabalho mas uma pessoa em si não consegue separar a produção da reprodução porque a reprodução é onde ele está faz sentido que eu tô falando aqui a reprodução levou ela até onde ela está ali né então existem alguns elementos baseados
nisso aí então n caliban ela não vai falar eu acredito que ela até trata de verdade em Outros momentos A autora muito arejada então ela vai dialogando com várias pessoas mas a preocupação quando ela tá falando disso especificamente em calibrar em calibã e a bruxa é que o que vai acontecendo aqui você vai tendo uma divisão sexual do trabalho essa nova ordem patriarcal e vai em por e o reprodutivo ele é ele é escondido era invisível e racional ele não ele não pertence à esfera daquilo que é considerado de valor para a Sociedade então isso
acaba sendo um parte do problema em si ha ha é a parte do nome pago influenciado pago isso é interessante porque é uma existe um fenômeno que é discutido e existe inclusive evidência empírica disso é que você pode ter setores de trabalho em que você tem empregados e trabalhadores diversos e a pele medida aqui aquele setor vai ficando mais feminizado então muda-se proporção se tem mais mulheres trabalhando ali e o que é um homem a Média salarial o pai bom então esse é um elemento para a gente considerar nessa questão né então por exemplo descrição
mencionou Enfermeiras no caso né E aí inclusive em visualização de homens enfermeiros no processo como se ele não fosse um trabalho para homem então existe toda uma discussão sobre o que que é feminilidade e masculinidade o trabalho de cuidado não deve ser o trabalho com muitos homens são trabalho com as Mulheres EA isso vai aceitar a diferença né a diferença de salário nesse caso mas no caso do nome Pagão silenciando o pago a gente vai ver também que aquela situação no caso de uma sociedade em que você tem a que investe em Cuidado E aí
as mulheres têm tempo livre para fazer outras coisas aí aquela sociedade está investindo Cuidado você vai coloca uma cifra aquilo ali e se você não coloca cifra naquele são as mulheres estão fazendo com ele tu vai poder inclusive Se convertido em trabalho além de ser trabalho não remunerado o quê o qual poderia está pagando mas estava operando nesse sentido então É vantajoso para o sistema capitalista você tem certas áreas que são altamente feminizadas porque justificável um salário mais baixo e os trabalhos de cuidado na esfera na esfera A considerada né já agora produtiva e aí
percebe-se o que que acontece aqui né você vai ter um mesmo Talvez o mesmo Trabalho estão falando que cuidado de idosos cuidar de idosa em casa uma filha cuidando da sua mãe é considerado a é um trabalho reprodutivo não remunerado quando você entra numa no abrigo de idosos e você tem uma cuidadora de idosos na que local está sendo remunerado E aí ele deixa você trabalhar improdutivo não eles pega sendo trabalho produtivo Mas ele tem outro reconhecimento porque ele já é visto como trabalho ele já tem a visibilidade Então tudo o que acontece muito dessa
questão do trabalho reprodutivo e do produtivo tu viu essa transferência espacial porque a transferência especial Normalmente também vem com a transferência do de como o valor é o valor monetário é enxergado e inclusive distribuído nesse sentido é a questão do materno que eu não entendi muito bem você pode repetir mais uma vez Natália a resistência na materna E assim quando um corpo feminino performance cuidado materno trabalho para ser aceita empregar água na sua visão na ela tá assumindo uma posição de resistência ou de submissão a demanda de mercado então no caso falando aqui quando performa
o cuidado materno trabalha quando o performa um trabalho efetivo sendo trabalho materna né não de maternidade em se é isso que você tem um pouquinho confusa então aí vai depender do tipo de trabalho né existe uma Discussão que interessante que vem da discussão do Bugio sobre masculinidade e é sobre como se fosse o duplo no da mulher no poder ocupando espaços de poder e eu sempre usar Dilma como um exemplo disso então para Dilma ser levada a séria A Série muitas vezes ela tinha que ser dura mas esse era dura aí era questionado o tipo
de mulher que ela era porque ela era brava demais sendo que um homem seria um homem e a festivo ela não era brava demais ou Era arrogante e o coisas as outras formas então a a forma com que a mulher tem que ter formar essas expectativas vai variar da sua função de trabalho então se você tá trabalhando no espaço que é considerado um trabalho de cuidado principalmente de cuidado aí é esperado que você faça isso mas aí nós temos que entender resistência individual e resistência coletiva São dinâmicas diferentes resistência individual a gente faz dentro de
certos limites você Vai deixar você pode abrir mão do emprego e aí então vou trabalhar com outra coisa aí isso te dá uma outra possibilidade Mas você tem que trabalhar ali Às vezes a docilização é justamente o tipo de disciplina que tá sendo exercida para cima de você e se você não cumprir com aquilo ali você acaba sendo expulso daquela esfera de trabalho então são essas dinâmicas a dinâmica que ela vai falar do disciplinamento do corpo e aí não tem Como a gente falar assim eu sozinha Vamos levantar contra o deslizamento do corpo o que
a gente tá falando de uma dinâmica que é sistêmica ela é sistêmica EA cabeça várias relações de poder então é onde entra a questão da organização de mulheres é onde que entra discussão de outros paradigmas e entra essa questão de justamente de fugir dessas assim realizações o que essas assim realizações muito atrelados essa esse retorno ao espaço doméstico ao espaço Privado que a bruxa era Rebelde a figura da bruxa Rebelde ela não aceitava ficar somente nesse espaço e eles falam você tem que ficar e você não tem que cumprir dessa forma Então até mesmo quando
a mulher vai entrar no mercado de trabalho é exigido que ela passa pela mesma forma de adequação então a resistência é isso precisa ser uma resistência de alguma forma coletiva e a minha passar próximo bloquinho Mas chegou uma pergunta que eu acho que se Relaciona um pouco que a gente tava discutindo agora ainda sobre o trabalho não pago né social é muito Pode ser na verdade e eu não ele pergunta se a desvalorização do trabalho reprodutivo não tem a ver com o interesse capitalista de manter as pessoas que ficar mente doentes né e dessa forma
alimentar um consumo muito maior né se não é benéfico para o capitalismo o cuidado o trabalho de cuidado ser um trabalho de valorizado que é que seja um Desses nesse sentido bem interessante essa pergunta tá muito pano para manga alguma coisa que a gente vê nesse sentido é que nós temos discutido muito né que a questão do adoecimento mental e neste século tem muito a ver com dinâmicas do capital do neoliberalismo da precarização a como austeridade e afeta a eu paro social Então essa é uma crítica que se você poderia te faz com frequência né
que o que que é uma outra Forma de cercamento um novo certamento é quando você vai tirando esse apoio social que é dado pelo Estado então quando você perde a Previdência isso é um novo cercamento também tem a partir da Lei e quem vai se beneficiar com isso então a manter o olho aberto precisa de dinâmica de acumulação primitiva atualmente nos permite enxergar essa esses essas outras formas de benefício ao capitalismo mas aí a gente vai entrar numa contração do próprio capitalismo lá Então e a gente não tem que pagar pelo cuidado e a gente
precisa que as pessoas assim tão desesperadas para trabalhar a qualquer curso a tocar qualquer tipo de emprego então é interessante que não se tenha cuidado mas é necessário que se tenha um mínimo de cuidado porque se tiver todo mundo adoecido baixa a produtividade bom então eles vão pegar as vezes falsas para nas férias eles vão entregar inclusive discursos né então entra nesse Discurso do coaching liberal os discursos do empreendedorismo Liberal né aquela coisa de que não é quase que de autoajuda que que entra na né no processo ideológico capitalismo quase aqui de auto ajuda a
isso vai entrando em questões que a gente pode falar de de responsabilização individual então se você se você tá mal se você tá doente e você tem que se virar você não porque você está buscando algo mais para fora porque às vezes você buscar algo mais Para fora e aí vão ter que subir né Vamos de comentar em Poço porque eu vou exigir do Estado então isso vai acontecendo isso vai acontecendo de uma maneira que se tira assim um certo nível de vantagem porque o que você faz você vai delegando a responsabilidade de cuidar do
cada vez mais e mais e mais e mais forma devido inclusive epa e no sozinho isolado do restante da sociedade mas nunca pode ser ao extremo E aí eu onde eles oferecem outras né Falsas né pra nas férias porque é necessário você não tem a produtividade do Trabalhador de uma forma de outra então e a por isso que você vai ver que os capitalistas Eles não estão pedindo aí que tenham por exemplo a grande demanda que tá vendo no Canadá desde o começo da pandemia é por dias a dias pagos a de page Six Days
né então fica dias pagos de doença de mini licenças médicas né diárias diárias de licença médica porque se você tá doente você Sabe que você pode ficar em casa que você não tá perdendo aquele dia de trabalho mas algum capitalista Pô eu isso não porque não interessa se aí tem uma curso então que interessa é muito mais é quando você pode manter e da esfera do cuidado invisibilizada e não aspecto o individual realmente desde que não interfiram um pouco mais um círculos eu vou passar para um bloquinho que eu chamei de corpo né Acho que
tem duas Perguntas nessa nesse sentido O primeiro é de pedido no mesmo dia biografia para além da severity que trate né sobre o corpo do utilizado e foram consolados pelo capital estratificação de referências e uma outra pergunta do rubiano não é que você poderia aprofundar um pouco sobre lugar das pessoas LGBT na massa de capitalista né Olá multa contra domesticação do corpo em certo sentido na obra de ca de Elite e Não precisa se tem esse papel né esse também está se trata sobre esse na obra dela o a e i o u sobre referências
Eu acredito que sim uma questão muito básica como a feder it ela se constrói em cima de ficou mesmo criticando fortemente análise ficou em história da sexualidade com a cola tem bastante acordo Inclusive a é comum eu lembro muito com muita força da primeira aula que eu peguei sobre história da Sexualidade na universidade e o tanto que as mulheres estavam desconfortáveis com a leitura e uns colegas homens estavam da maior naturalidade e a gente acabou conversando depois eu fosse confortável também eu também porque tem uma Tem certas naturalizações que ocorrem ali né mas essa análise
da docilização era muito presente não história da sexualidade mas em vigiar e punir de fogo e é uma de se encontra com a melhor explicação direta apesar de não Ser ficou Diana eu acredito que é importante muito importante esse diálogo E aí a questão do que a docilização dos trabalhadores vários mecanismos Como o próprio Relógio centro com mecanismo à E aí a diferença entre as expectativas quando trabalhador começa a se auto-regular ele a docilização chegou um ponto que gera auto-regulação e eu acho que ele já agonia é um livro que vários capítulos ali que não
são tão difíceis De compreensão que são convidativos para uma leitura introdutória Rosivaldo aluno meio de introdução á sociologia já conseguiu ler alguns Capítulos Então tem um pouco sobre isso e aí a gente vai encontrar assim essa discussão tem uma uma feminista materialista e é a Rosemary e nesse E aí ela tem o livro chama tentar lembrar Professor pede que eu acho só que aí eu não sei se tem o livro em português mas eu lembro que uma discussão interessante que ela faz sobre Isso Mas no geral autoras feministas que trabalham com a teoria da reprodução
social vamos trazer a questão do corpo então acaba a gente vai com toda disposição colocar mais sobre reprodução social você consegue encontrar alguns elementos mas eu recomendaria se há muito interesse na categoria de docilização voltaram a Socorro porque a Sílvia tá até de ficando isso cima né de uma categoria prévia então é interessante voltar a Vigiar e punir encontrar essa análise ali a fabricação LGBT então algo que é muito forte a no movimento voltando né que a década de 70 no movimento a de salário tá trabalho do México havia parecer como um coletivo que tratava
das demandas específicas de mulheres lésbicas Nessa situação a por quê as mulheres lésbicas então em relações lésbicas Então nada hetero normativas mas que também absorviam o trabalho de reprodução social que deveria ser Coletivo o que ser está sendo colocado individualizado para dentro da minha casa mesmo não tendo relação com um homem que não faz né que Tecnicamente não não tem aquela obrigação de fazer aquilo sobre essa nova ordem patriarcal ainda é um trabalho que está sendo internalizar e ainda é feito isso sofrendo consequências de todo preconceito da Lisboa fobia na sociedade então uma coisa muito
incrível o que aconteceu com essa campanha é que foram Surgindo coletivos muito conectados uns com os outros mais que traziam elementos de auto-organização para demandas específicas então há semanas eu coloquei a imagem presente idade mulheres negras envolvidas na sua demanda mesmo sabendo que há muito tempo e salva o Angela Davis frases que a Bell hooks trás há muito tempo essas mulheres né que eu já trabalhavam fora de casa é bom então não eram aquelas mulheres que estavam só de né em casa com um só com Um trabalho em casa o trabalho doméstico em uma casa
não mulheres negras fazer um trabalho doméstico na sua casa e já vai doméstica na casa de outras Então esse é o caso porque não estão pagando o trabalho doméstico que eu faço na minha casa então essa organização muito potente então e então isso entra nessas interseccionalidades que são muito valorosa saque E aí ela nessa E aí na obra de fazer it essa questão do porco ela tem trazido um pouco mais essa Discussão é do corpo não normativo de gênero né então é a pauta da transexualidade e intersexo até porque ela faz uma discussão muito interessante
se vai fazer isso é muito crítica dessa questão do maquinário e racionalidade a como uma forma de uma algumas e almejar ela é muito crítica disso eu quero muito crítica disso ela ela vai entrar em algumas discussões sobre sobre o que que é Essa sociedade sai borg né então ela vai engajar com a dona Harley Nessa discussão o que que é o sailboard o quê que é a mulher sai borg e aí vai entrar em algumas coisas que ela vai discutir corpo a partir disso aí mas ela vai ter que discutir não no arrumar atividades
do corpo e aí uma das coisas que ela fala que por exemplo a comunidade trans dos permite a um Horizonte de compreensão extremamente complexo sobre a questão da Trans medicalização então quando se fazem cirurgias quando não se fazem cirurgias Então essa discussão que ocorre dentro da comunidade e trans sobre a medicalização ou não seja hormonal ou com intervenção Cirúrgica é uma discussão e tá abrindo um espaço para uma discussão extremamente profunda sobre o corpo em todo o feminismo no entanto feminismo Então ela fala assim temos que prestar atenção isso aqui é bem interessante porque aí
você tá falando assim de uma autora né quase 80 anos que está constantemente Alerta Olha isso tá acontecendo isso aqui também tá acontecendo e é quase que uma lição para muitos de nós muito mais jovens e frequentemente podemos cair em armadilhas acadêmicas que já aprendemos tudo que tem que aprender e assim que eu poderia falar não nunca não acabou então esse engajamento que ela tem com isso traz isso e nós podemos falar que inclusive é muito forte o engajamento de coletivos de mulheres lésbicas ain promover o seu baixo uma frederich Tem Um diálogo Fortíssimo então
relacionado ao calibã e a bruxa principalmente mas existe uma relação realmente muito forte ali ela é uma aliada muito frequente a nesses espaços tô indo pra esse bloquinho que tá chamando de operacionalização né das ideias da frente uma primeira pergunta é sobre essa proposta né do salário do trabalho reprodutivo né Qual é a forma prática pensar na execução disso na escola proposta antiga desta obra dela é Um ó e aqui acho que o que essa pergunta nesse blog mas eu acho que ela demora um pouco aquela conversa que a gente tava tendo de valorização de
algumas profissões que são relativas a cuidados né a Mariana faz o seguinte a crescente profissionalização do cuidado por meio de produções informações técnicas e universitárias contribuem para a Seleção Feminina em trabalhos formais né por outro lado justamente pela feminização Nesse trabalho são mais igualdade salarial é ser mantida entre as produções de mesma exigência curricular para uma possível saída para manutenção da permanência de uma profissionalização do cuidado e equiparação salarial né entre uma técnica de enfermagem de um técnico de analista de sistemas por ela dá como exemplo né eu acho um Bobó perguntas Então é só
no celular trabalho produtivo a Baby do começo da para anemia essa discussão Voltou com muita força muita força porque nós sabemos o que é a quanto diferente é a realidade de mulheres que são mães estão em casa com seus filhos a durante academia tendo que produzir home Offices e aquelas que não estão em Home Office estão usei fazendo trabalho doméstico na casa de outras mais filhos não está na escola e aí tá lá então as desigualdades muito forte muito forte sair nesse sentido então isso trouxe a discussão sobre Sim passa discutindo Auxílio emergencial E aí
no caso do Brasil nós tivemos um uma diferenciação no caso de mulheres aqui são chefes de família e tem e tem filhos né Então que aí de 600 para 1200 Mah e as mulheres que tem um certo apoio em uma outra figura apresenta uma figura paterna presente mas ainda assim cumprem mas dessas tarefas Então por que não expandir Essas funções do auxílio para uma discussão para trabalho reprodutivo existe no teto de algo então entre o Pessoal que faz o debate de renda básica Universal e o trabalho né salário para trabalho doméstico então uma forma de
talvez cumprir com isso seria uma universalização mas ao mesmo tempo surge uma crítica a respeito disso que é mais existe um peso especial de gênero no que ocorre aí existe também uma questão de que há há de se tomar cuidado para assim Algumas casas em que já não algum tipo de alienação a patrimonial financeira que a esse valor seja revertido para o Homem que nada faz a mulher fica fazendo tudo então são discussões sobre é de política precisa ser envolvida quais precisam ser as condições relacionadas a isso para que as mulheres realmente sejam contempladas sendo
as que fazem a maioria poder parte disso embora nós saibamos que sim há homens que também fazem o trabalho a discussão é sobre para trabalho doméstico não é só para mulheres mas o que se aponta que a maioria dos trabalhos domésticos é cai Sobre as mulheres Então ela isso Exige uma certa discussão sobre proporcionalidade aqui aí a isso vai entrando em minúcias que são um pouco mais relacionadas a contexto local a qual é a cultura do espaço como que as pessoas vivem então não dá para fazer por exemplo ciência essa Será uma política Universal sobre
isso mas é muito bom é muito bom a perguntar sobre isso porque eles também nos aponta o outro lado da moeda É porque a demanda nunca é só sobre salário para trabalho doméstico a demanda pelo comum então como degenere ficar o trabalho doméstico em um ponto Central disso é desprivatizar então nós precisamos como analisar voltá-lo para o espaço coletivo onde essas tarefas né de os passos mais de vivência coletiva mais mais comuns em que as pessoas dividam isso em que você veja que o trabalho de cuidado a você vai ter a creche Quando você vai
ter sempre os comunitários você Vai ter diversos espaços em que esse trabalho seja levado para fora é possa ser cumprido de de formas diferenciadas e é isso é algo que movimentos sociais tem muito a ensinar sobre isso aí a sobrevida de instalar menciona experiências na Argentina na Nigéria mencionados experiências no Brasil então falando por exemplo das mulheres a sem-terra e sem-teto e suas experiências relacionadas é isso então é é algo que mostra isso já existe como Que nós tornamos isso que cada vez mais comum cada vez mais a regra E aí está chegando no objetivo
realmente de a ao comunismo se pensa que esta é a norma essa passa-se a norma está para fora está voltado para o trabalho coletivo e é até uma discussão que tive o poder de paz tá assim comuns ou comunismo Eu acho que isso tá no patriarcado de salário Porque existe E aí falando dessa dessa tradição ali do Marxismo Autonomista na Itália essa essa residência muito forte Ao socialismo real os pés especialmente ao período stalinista alguns retrocessos né a gente tem o livro depois a gente também devem ligou mas não falamos das Vitórias as mulheres a
União Soviética e postou realmente entrou Sesi eu estou essa resistência por conta desse trouxesse muitas vezes assim ah como o comunismo e encontra a gente termina fascinam comunismo comum de verdade como comum de verdade então é meio que essa questão de ampliar aí ele Trazer uma ênfase a especial em vez de colocar como se fossem coisas Opostas ou categorias que não são compatíveis assim é sobre essa questão né dos profissionais né então é um técnico que outro técnico ali essa questão é algo que passa a gente vê aquela que é o meio que uma via
de Mão Dupla né o salário é menor qual que é mais sobre amizade e por que mais cuidados é mais cuidado é mais organizado você vai ser utilizado é porque é mais os cuidados a gente vai Ficar aqui né andando em círculos nessa situação é uma dá uma das coisas que se estabelecem a partir disso aí é políticas públicas que a retorna uma nossa visão para o bairro reprodutivo trabalho de cuidado como trabalho valoroso existe uma iniciativa de 2015 que é o Moisés pelo salto que surgiu no Canadá Neomi Klein é uma das das precursoras
do universo pontos altos e uma coisa que falava manifesta pelo salto que é uma excursão De descarbonização contra a mudança climática é que nós precisamos a valorizar a educação e saúde e aí se a gente investe mais em educação saúde a gente cria mais empregos nessa árvore que a gente cria mais empregos na área a gente vai vendo que o cuidado é para todos e para todas as pessoas isso a gente vai olhando dessa forma a gente vai vendo que além de tudo são áreas de trabalho que são menos a poente né no sentido menos
emissoras então também a Possui o maior potencial Ecológico você mantendo bons empregos ali então isso entra para a gente para a discussão do que é um bom emprego O que é um bom emprego é um emprego e se você consegue para tirar o seu sustento justo a partir dele eu acho que tá falando aqui ainda soubesse era do capitalismo nós estamos falando de trabalho emancipado completamente mas o que que é um bom emprego e é porque eu que a pessoa deseja ninguém quer Trabalhar um emprego né então um bom emprego aquele que vai te dar
um certo sustente que você não está sendo humilhada você não tá passando por constrangimento que o horário de permite uma certa uma certa flexibilidade para você ter outras questões na sua vida divisão de tem os de verão de tempo inclusive para lazer para você viver realmente não só sobreviver E aí o que o que é necessário nessa disposição que a gente faz é começar a qualificar esses Empregos como empregos de absoluta necessidade o que se eles são empregos de absoluta necessidade esse algo que academia escancarou é isso também significa que eles precisam atrair mais pessoas
a expressão atrair mais pessoas para atrair mais pessoas vezes precisa ser bons empregos então passa por essa reconfiguração do trabalho de cuidado do trabalho não ser produtivo como um trabalho é essencial e a gente fala Muito sobre isso agora né academia faz lá trabalhos assistenciais salgado não essenciais Então já parou para pensar a quantidade de trabalho essencial que é extremamente para minimizado e muito mal remunerado então então esse é um trabalho essencial tá na hora da gente colocar esse essencial e colocar aqui é para valer fazer corresponder Quando vamos fazer mais pessoas vamos garantir a
reprodução desse próprio trabalho claro que isso exige muita muita Organização social não é uma mera reconfiguração linguística que vai resolver algo assim nós vamos fazer a última pergunta então acho que para nos devolver um pouquinho de esperança depois dessa pessoa retomada histórica né que mostra pão Onde fica todos estão nas relações sociais sobre experiências né que experiências você tem observado no Brasil talvez fora do Brasil a pessoa que sugere Amanda sugere povos Originarios no Brasil tem feito isso né de retomada do Comum né então você comentasse sobre a gente enterrar a Com certeza é válido
a gente falar da questão de povos originarios comunidades tradicionais então a retomadas quilombolas a ser tomadas indígenas a voltando para o território de onde estavam sendo expulsos a própria questão de valorização da cultura do seu legado do seu conhecimento algo que tentam até patentear por aí então é um exercício em Preservação realmente a que ocorre nesse é mas aí o que que acontece a gente tem que tomar um cuidado para ir não ficar com essa coisa então eles estão lá fazendo a questão do comum e que a gente faz a gente vive na cidade essas
coisas e deixa de entender o a cidade e os outros espaços que não são de qual os originais que vão das tradicionais deixa de entender como território então a gente esquece que o urbano também é território Urbano E aí o são território Diferentes com dinâmica diferente como um precisa ser disputado nesses locais também então algumas experiências a gente sabe que o que ocorreu na então usando a pandemia aqui de Panorama mais uma vez é esforços de solidariedade a organização ali em Paraisópolis por exemplo nessa auto-organização de garantir que as pessoas tivessem acesso à saúde que
ninguém passasse fome a auto-organização ela gera comum ela já era como a aí a fica atenção de pão Permanente esse como vai ser e a gente precisa está articulando com o restante da sociedade então isso isso é muito valoroso nosso pensamento sobre alguns essas ecocídio os recentes então no caso da mineração olhando para Mariana olhando para Brumadinho essa perspectiva de olhar para o Rio e olhar para a região é um local sem lama tóxica é um local que precisa você vai usar toda a sociedade que quando quando a coisa pega e tem lama tóxica para
todo Canto todo mundo é afetado aqui ah não não porque eu vou ver nenhuma mora mas essa é uma cidade constante Então essas conexões são presentes a gente encontra algumas respostas que são os postos de trabalho cooperado entre mulheres e não por exemplo eu penso a algumas cooperativas de mulheres que fazem sabão por exemplo então ali não não se emprego estão juntos jantam juntos ali fazendo algo para se sustentar que é uma experiência Em Florianópolis que a Revolução dos baldinhos que é a comunidade se organizando para fazer compostagem porque a Prefeitura não estava lidando com
seguidos propriamente abandonada até uma comunidade precarizada periférica é uma alta proporção Negra então a Prefeitura não ligavam e aí nessa coisa de Ser Invisível de ser escondido a gente se auto-organiza E aí tem um dos projetos de compostagem urbana mais avançados do Brasil organizados Coletivamente são uma retomada do clã porque aí você pode ter hortas comunitárias nesses espaços então há muito o que a gente pode ir olhar assim bateu o olho e ver que tem potencial por aí mas a gente ainda está numa fase difícil já articulação né então se a gente conseguisse a replicar
um pouco mais experiências e mais locais eu acho que a gente estaria com esperança um pouquinho mais alta nesse momento mas não dá para O que estamos perdendo completamente não dá tem muita resistência e existem esses esforços de criação autônoma surgindo por aí a o que nós vemos aqueles contexto atual da academia ele gerou uma relação contra história alguns espaços com mais fácil como brotar pela necessidade de auto-organização mas outros espaços são precarizadas são atacados com tanta miséria que não a resiliência suficiente para que se próprio sozinho e aí esse papel de Articulação das várias
organizações políticas para que o trabalho de base seja feito para valer que a base possa se estabelecer de forma autônoma possa se auto-organizar a partir daí eu abrir a muito obrigada por sua exposição é que só acompanhando pouquinho aqui os Sérgio estão infelizes com a alta tecnologia do mundo agradecendo por todo o conhecimento dizendo que vai ser difícil chegar todas as referências e realmente muita coisa Né Eu acho que eu tô sozinho tanto que eu acabei colocando muito mais textos nos slides do que eu normalmente coloca o que eu tava a gente mais isso aqui
aqui mas aí eu lembrei que como aula fica no YouTube também a pessoa pode simplesmente pausar e ler o texto Então essa é melhor a gente foi ótimo deu muito certo as pessoas estão elogiando muito a quantidade de referências Eu Te Agradeço também pela oportunidade de se encontra agradeço água tempo Agradeço ao Teste né Queria agradecer todo mundo esteve aqui até esse momento é convidado então é para vocês continuarem curso né Na próxima quinta-feira já os dois é o e o autor não é escolhido vai ser o Giorgio agamben vai ser apresentado pela Patrícia pele
como mediação do Daniel Félix o fecp feliz então estejam mesmo continue no curso de bullying e a gente estiver em uma próxima oportunidade é muito obrigada pelo meu coração Natália para casca piada piada vocês