A gente acabou de chegar aqui no Darm Stúios e hoje eu vou te mostrar como é que funciona um estúdio de gravação. É isso aí. [Música] [Música] Mr Rodrigo Oliveira, meus amigos.
Rodrigo, amigo, com ele que eu vou falar hoje, hein? Vamos lá. Sabe tudo o homem aqui, viu?
[Música] Mr Rodrigo Oliveira, sensacional. Prazer, meu velho. Prazer é meu Gão.
Darme estúdios, meus amigos. A ideia é a seguinte, Rodrigo, a gente quer mostrar pras pessoas que que é um estúdio de gravação, meu velho. O cara que tem uma banda ou alguém que é interessado, como é que funciona um estúdio de gravação?
Estúdio de ensaio e estúdio de gravação. São duas coisas diferentes. Sim, geralmente estúdio de gravação você pode fazer um ensaio.
Nem sempre, porque, por exemplo, se você pega um estúdio que grava muita coisa em The Box, que é dentro do computador, então o cara não precisa ter um amplificador, ele tem de repente uma bateria eletrônica, então não tem como você fazer ensaio. Mas aqui, por exemplo, que é um estúdio grande que tem uma bateria acústica, você tem amplificadores, eu tenho uma um par de PA, então dá para você fazer ensaios também, mas se você é um estúdio de ensaio, você não tem equipamento para captar. O estúdio de gravação tem que ser muito mais bem equipado do que um estúdio de ensaio.
Sim, hoje em dia você tem estúdios de gravação eh muito mais simples também. Hoje em dia você como interface de áudio, com alguns microfones, você grava no teu computador, você não precisa de uma mesa de som nada. Então essa é a diferença de estúdio pequenos, estúdio estúdios grandes.
Por exemplo, você pega a o Mosche, que é um estúdio consagrado, o Midas, o Dharma são estúdios que são estúdios grandes com mesa de som. A mesa de som que você tá falando, essa pequena mesa aqui com mais de 1000 botões, deve ter, não deve. Olha, eu sem brincadeira, esses dias eu fiz uma conta, tem mais de 3.
000 botões. Todos têm uma função ou não? Todos.
Mas o legal de uma mesa é que você aprende um canal, você aprendeu todos. Isso que é o legal. Todo mundo fala: "Nossa, mas você sabe mexer em tudo?
" Sim, porque você aprendeu um canal, tudo que tem em um, você tem no dois, no três, no quatro. Aqui tem 48 canais. Eu lembro dos estúdios, por exemplo, mostra, tinha uma mesa que na época custava R$ 2 milhões deais.
Hoje em dia com a tecnologia barateou ou continua um equipamento caro? Essa custa R$ 2 milhõesais e a qualidade é muito superior. É diferente.
É diferente. Eh, tem muita banda que busca e esse som mais acústico e do instrumento e não quer usar samples de bateria, tipo bateria eletrônica, são que você compra hoje na internet muitos sons prontos e só muda. Só que daí tudo fica meio meio pasteorizado, fica tudo muito igual.
Tem muita banda aparecendo a mesma coisa hoje em dia. Eh, eu adoro tudo quanto é tipo de música, né? Eu gosto do pop ao death metal, extremo death metal.
A gente já conversou sobre isso. E eu gosto de muita banda moderna. E dessas bandas modernas, infelizmente, muitas se parecem.
A a qualidade sonora é a mesma de guitarra, porque é o mesmo plugin que um usa, o outro usa. Então ele não usa amplificador. O som de bateria é muito parecido, que são os mesmos packs de sons que se vende na internet.
Um produtor usa, o outro produtor usa também. Então essas bandas modernas são muito parecidas entre elas. O princípio então da gravação, você acha que mudou muito também ou continua ainda sendo, é que você falou agora que tem gente que não usa nem amplificador, né?
Mas quem grava com o equipamento assim ainda continua a mesma coisa? É botar um microfone, posicionar bem ou mudou muito nesse sentido também? Cara, tem algumas coisas que mudaram e tem muita coisa que a gente da velha guarda até até tem uma molecada hoje que que o o Léo que trabalha aqui no Darma comigo, ele gosta dessa parte vintage da coisa, sabe?
que é usar a bateria, microfonar, tirar o melhor timbre, eh, a guitarra, a gente plugar amplificador, timbrar o amplificador, meter microfone. Eu gravei agora recentemente o Cutro, que é uma banda da de Los Angeles de hardcore, e a gente microfonou os amplos de guitarra, tinha um tatimbo com dois amplos diferentes, a gente splitou o sinal da guitarra para dois amplos diferentes. Então, e o cara veio dos Estados Unidos para cá produzir comigo justamente porque ele quer sair desse som pasteurizado que tá em Los Angeles, Nova York de hardcore.
Tá tudo suando muito igual. Ele queria buscar uma coisa diferente, por isso que ele veio para cá. Leva muito tempo para conseguir um Timber bom, para microfonar uma bateria?
Cara, leva. Eu já começo a me preparar mentalmente um dia, dois dias antes. Eu já começo a analisar quem é o baterista, que bateria que ele vai usar, que pele que ele vai usar.
Eu já começo a imaginar o microfone, já começo a escutar o som da banda, a pré-produção para eu já saber, eu quero esse timbre de tom. Então eu já penso nisso antes de vir pro estúdio. Quando eu chego no estúdio, já tá tudo meio que montado, então acaba sendo um pouco mais rápido.
O fato de você ser baterista muda, ajuda bastante ou não? ajuda na parte rítmica para caramba, na parte de tempo. E o tempo é uma coisa primordial pro baterista, pro guitarrista, pro baixista, pro vocal.
Se o vocal cantar fora do tempo, aí a gente vai ter que vir depois no Protus e mudar o tempo do que ele tá cantando, colocar o cara no tempo, né? Isso foi uma coisa que mudou, que antigamente você tinha que gravar perfeito. E é muito louco que você pega, eu não, eu não me lembro ao certo, mas acho que a Billy Jean do Michael Jackson, ela foi mixada 93 vezes e a que valeu foi a versão três.
E mixagem é aquilo, você abandona, você não não existe a melhor mixagem que você vai, não vamos melhorar, melhorar, tem uma hora que você ficar nessa, você não lança nunca. para explicar mixagem. Depois você gravou tudo, você pega tudo que você tem e você vai juntando volumes.
É isso, mais ou menos. Isso. Mix é igual a própria palavra, mixer de misturar.
Você vai misturar os sons que você tem a batéria gravada, você já tem a guitarra gravada, vocal. Isso. Daí você vai lá, o bumbo tá um pouco baixo, aumenta um pouquinho, aumenta a voz.
Aí você deixa tudo com um som que você acha que tá um padrão legal, que você consegue ouvir tudo. Aí sempre tem o guitarrista que fala que a guitarra tá baixa, o batera fala que a caixa tá baixa, o vocal fala que o vocal tá baixo. Então você vai acertando até a hora que você entra num consenso com a banda, fala: "Tá bom para todo mundo".
Aí o baixista é sempre o cara que fala: "Ah, tá ruim, mas vai assim mesmo. " Sempre sobra pro baixista. E que às vezes eu vejo o cara que mixa numa gravação, o outro produz.
Sim. Aqui no caso você faz tudo ou não? Sim.
Sim. você produz, depois você mixa. Eu já tenho, tem muita coisa que eu faço, que eu faço a produção, gravo mix e masterizo, mas teve coisas que eu já fiz com o EOS, o EOS Trente que toca comigo no Corsus, grande produtor também, então tem muita coisa que a gente produziu junto.
Então a gente tá lá, tipo, mixagem Rodrigo Oliveira e Aeros Trench ou Aeros Trench Rodrigo Oliveira. Mixagem também é nessa mesa ou não? Depende, tem, depende do cliente.
Se o cliente sabe o que ele quer, vamos pra mixagem analógica. Se o cliente não sabe, você vê que aquele cara, ele vai ficar batendo cabeça, a gente levanta a mixagem na mesa, grava e a gente faz o que a gente chama de stamps. Os stamps são eh são os canais que a gente tá passando pela mesa.
Mixou, a gente grava de novo esses canais pro para uma para uma doll, que seriam Pro Toolos, Noendo QBAS, tem várias dolls hoje no mercado que o princípio é o mesmo, é capital, som analógico e transformar pro digital. Aí lá dentro você tem a como fazer uma mudança da mixagem. O artista vira para você e fala: "Putz, eu não sei, não tô contente com a guitarra, vamos mudar o som".
Se a gente faz tudo na mesa, você tem que abrir toda a mix na mesa de novo. Essa mesa ainda ela tem total recall, que é o total recall, que ela faz voltar exatamente como você deixou da última vez da mixagem. Então você tem que começar, você não começa do zero, você já volta do ponto que você deixou a mixagem da última vez.
O artista falar que mudar guitarra, você muda in the box, que é dentro da da caixinha, dentro do computador. Então na mixagem só consegue mudar o volume, o timbre, mas por exemplo, o cara errou, se gravou errado, na mixagem dá para salvar também ou não? Na é na edição, é antes da mix.
Antes da Então, quais são as etapas? Para deixar bem claro, o cara entrou no estúdio com a banda dele, primeira etapa. Para ser bem chato, o bem chato mesmo, que é o padrão chato de fazer a coisa perfeita, grava a bateria.
Gravou a bateria, edita a bateria. Tem vários tipos de edição. Tem batéria que, ah, não, não quero que edite.
Mas você gravou no metrômo, você tem que dar uma consertadinha no tempo. Você acelerou porque é humano se acelerar um pouco, tal. Então você você corta em blocos e puxa um pouquinho para cá, um pouquinho para lá, só para ficar mais orgânico.
Ou senão tem muita edição que é cravada, que é o cara, não, eu quero minha bateria no grid. No grid é bem certinho no tempo. Então você vai cortando bumbo por bumbo, caixa por caixa, vai acertando e arrumando tudo.
Você monta a bateria. Então, praticamente, praticamente isso. Então, você grava batéria, edita batera, grava baixo, edita o baixo.
Grava guitarra, edita guitarra, grava a voz, afina a voz, edita a voz. Aí você grava solo, teclados, edita, aí vai pra mixagem. Mixou, tá tudo certo, aprovou, vai pra masterização.
Que aqui também, não, em outro lugar. Eu faço aqui a masterizção aqui também, tá? Masterização é o geral.
É isso. Melhorar o você melhora os volumes e corta as arestas. Aresta de grave, de agudo, de médio.
Ah, não tá muito médio, a gente dá uma afundadinha no médio, mas aí já música fechada da mixagem. Aí você fechou a masterização. Aí você tem que saber para que que você quer masterização, que essa é a jogada.
Ah, eu quero que masteriza, mas para quê? Masterização pra plataforma digital é uma coisa, para CD é outra coisa e para vinil é outra coisa. Quando você pega uma banda ruim, o produtor consegue melhorar essa banda ou não?
Dependendo da banda, eu não aceito trabalhar. Tem isso. Você rejeita também?
Você pode é antiético rejeitar ou faz parte do trabalho? Ah, gastou. Depois de um tempo você se põe no direito de poder rejeitar.
Perfeito. Eu já rejeitei algumas bandas e não é tipo, eu não vou virar pro cara falar, você é ruim, eu não quero. Eu não vou desanimar o cara.
Já é tão difícil ter músicos querendo eh seguir. Eu vou virar pro cara falar: "Cara, acho que você não tá pronto ainda. Investe mais nos ensaios, treina mais, sei lá, eu tento dar um incentivo pro cara e falo: "Depois me volto".
Já teve artista que fez isso e voltou e eu gravei fui super legal. Mas tem banda ruim que eu já gravei por necessidade. Num passado, eu tinha que gravar, o baterista era ruim, eu tive que editar tudo e fingi que o cara tocou.
Eu já tive cara que o cara saiu daqui, eu fui lá e gravei a bateria. Exatamente que o cara tocou mais direito e contou pro cara ou não? Não, não, porque se o cara não quer, o cara ele quer ouvir ele, ele acha que ele toca bem, emulou a pegada do cara igualzinho, toquei no tempo certinho, deu menos trabalho do que eu ter que editar o cara, entendeu?
Eu contei pro baixista que era o dono da banda, o baixista falou: "Puta, obrigado, você salvou a gente". Cara, a autoridade do produtor, por exemplo, você viu o take de guitarra, não ficou bom, você vira pro cara e fala: "Vamos gravar de novo? " O cara não, não vou gravar para mim tá ótimo.
Até que ponto você pode falar pro cara, vai gravar de novo, cara. Já teve momentos que eu tive que virar e falar, cara, mas você me contratou para quê? Eu não sou produtor, tá ruim, vamos fazer de novo?
Então, a gente tem esse direito, mas tem artista que não quer isso. Tem artistas que trabalharam comigo que eu não era produtor, foi só eu cedi o espaço do estúdio pro produtor do artista. E é legal isso que você vê o jeito de cada produtor trabalhando com artista.
Todo produtor ele tem esse tipo, não ficou legal, vamos de novo, né? E vai falando. E tem gente que aguenta e tem gente que não aguenta.
Se o cara desafinou e ele fala: "Eu quero que fique assim". Você vai, você fala na hora ali, não, tudo bem, vamos deixar. Você vai tentar melhorar depois ou você vai deixar?
Ou você acha que acaba depondo também contra o trabalho do produtor? Então, se eu deixar sair daqui um trabalho ruim, independente se o artista quer que seja cru, desafinado, sem edição, eu vou pedir pro cara para eu não assinar. A produção já fez isso já.
Então, quando uma banda contrata o produtor, ela tá tá delegando esse poder de supervisão. Sim. E a e a culpa se der errado, é do produtor.
Também tem isso. Tem isso. E você acha que o produtor ele tem que saber também de música?
Ele tem que tem que tocar algum instrumento ou dá para você ser um bom produtor sem ter noção nenhuma de nota? Dá, cara. Dá, dá.
O Rick, o Ricky Rubbing é um dos maiores produtores, toque de Midas que tem no mercado. O cara fez Slayer Rain Blood, o cara fez Sen of Down, Chili Peppers, Peppers Boys, Adel, sabe? Tipo, o cara é um gênio e o cara não sabe ligar a mesa de som dele.
Tem um puto, não sabe ligar. Qual é o mérito dele? Então é ouvido.
É o ouvido. É o bom gosto, tá? Uma pessoa com bom gosto é maior do que um cara com sabedor, com técnica.
Você falou agora o exemplo do Rick Ruben. A gente citou bandas aqui completamente diferentes, mas tem uns produtores que são especialistas num tipo de som. Tem, tem.
Você pega, por exemplo, Snip, tá? Snip pro metal desde a do do Heavy Metal, o trash metal, ele é incrível. É o guitarrista do Judas.
É isso. Isso que ele tá agora no Judas, ele tocava no Saba, né? Maravilhoso, né?
Todos os álbuns que ele produziu, que ele mixou. Ele é um cara que faz todo o processo, a produção, mixagem, masterização, ele faz tudo. Isso é bom para um produtor ou não?
Tem uma especialização. Você acha que tem mais mercado? Tem os dois lados, Gastão.
Tem os dois lados. Tem gente que me procura do metal porque sabe que eu fiz o álbum A, B ou C. Só que eu sei de gente que vira para mim, putz, eu não fui lá no teu estúdio porque você é do metal.
Fala, não, mas eu não sou do metal, sou da música. Meu estúdio é de música, não é estúdio de metal. Exatamente.
Não existe uma mesa de som para metal, uma mesa de som para música. O equipamento é o mesmo. Vai gravar death metal pagode.
Sim, equipa é o mesmo. E eu montei o dharma justamente para isso, para ter um equipamento de ponta onde as bandas de metal não conseguiam gravar, poder gravar. E eu vi as bandas de metal de Death Metal gravando no Morrison, que é um estúdio também especializado em Death Metal, né, por exemplo, muito, mas grava de tudo.
Tem um estúdio de música, mas você pega todas as bandas dos anos 90 de Death Metal, gravaram ali, gravaram lá. E é a mesma mesa que eles tm lá é a que tem aqui, tá? É a mesma mesa.
Só que que é essa mesa? Essa é uma SSL Duality. É uma mesa feita em Oxford na na Inglaterra.
Ela tem pré-equalizador, gate expander, eh compressor por canal. Então são 48 canais já com todos os periféricos internos. 48 canais.
Para quem nunca não entende isso, as mesas no tempo dos Beatles tinham o quê? Tinham quatro canais, né? quatro depois oito.
Depois oito. Então quer dizer, você tinha que gravar vocal baixo e alguma coisa num canal. Aqui não.
Aqui você grava cada coisa, por exemplo, uma bateria, você grava cada peça num canal. Aí cada peça num canal. Aqui daria para fazer ao vivo uma banda tocando ao vivo, cada um seu lugar para não vazar o som da guitarra dentro sons da bateré.
Mas dá para gravar um álbum inteiro, todo mundo ao vivo tocando junto, sem faltar canal. Você falou primeiro grava batera, depois grava baixo e as bandas que gostam de gravar ao vivo. O problema de gravar junto é que se um errou, no finalzinho da música tem que voltar para tudo.
Para tudo ou não, né? Mas se tem vazamento, sim. Se tem vazamento, tem esse problema.
Tá vazando a guitarra no microfone do vocal e o guitarrista errou na última nota e o vocal tá cantando. Então dá aquela, pronto, vamos voltar. Mesmo gravando ao vivo, o vocal tem que ficar separado ou não?
Tem que ficar numa cabine ou dá para você fazer também o vocal no mesmo ambiente ali? Depende o que você quer. Se você quer uma sonoridade ao vivo, o vocal consegue ficar dentro da mesma sala.
Agora, se você quer uma qualidade de álbum, o vocal a gente coloca numa sala separada. E o Butvig, por exemplo, falando sobre a gravação do Never Mind, tá? Você bota o disco, você ouve o som da guitarra, todo mundo acha que é um take só, né?
O cara ligou o amplificador, ele mostra, ele usou diversos amplificadores, são vários takes de guitarra da mesma música que ele juntou tudo numa guitarra só. Sim, isso é um procedimento comum. Depende muito.
Tem artista que quer somar sons, tem artista que quer ter um som único, tem artista que fala: "Não, quero esse mesmo amplificador com esse timbre, o álbum inteiro". A bateria geralmente a gente grava primeiro porque a gente aproveita que a gente levantou o som da bateria, é aquele som tá incrível, então vamos gravar o álbum inteiro. Mas eu já tive artista que falou: "Não, essa música eu quero com esse som.
A próxima música eu quero uma outro som de bateria". Traz referência também. Tem muito disso.
Todo mundo traz referência. Hoje traz banda que ele gosta. O problema quando o cara quer fazer uma coxa de retalho, né?
Tá, ele fala: "Eu quero som bateria do Black Album, eu quero somar do, sei lá, da Skin My Te do megadef. Eu quero o som de baixo do True Hilo no suicidal tenders, mas não combina esse som de baixo com esse som de guitarra, com esse som de batéria. É uma coisa, sabe?
O a música ele tem que soar como um todo e não como uma coxa de retalho. Então você como produtor e baterista, Rodrigo, som da batéria do Sanger, por exemplo, que tem som de lata da caixa do Larsur, é culpa dele ou é culpa do produtor, cara? Do produtor ou dele?
Se ele chegou produtor, falar: "Eu quero que fique assim". Ele é um princesão que poderia falar isso, né? Ele é, ele é mimado, né?
Mimado. Eu acho o Lars, muita gente já me xingou até na internet uma vez que eu falei que ele era um gênio, cara. É o cara que criou ali Master of Puppets, é o cara que tocou no Just for all.
Ah, mas hoje em dia todo mundo toca. O problema não é tocar, é criar também. Acho.
E ele criou aquilo ali naquela época e um monte de gente vem trazendo referências dele pro seu play. Cara, o papel do produtor até que ponto também você se intromete no arranjo da música, na letra, você pode dar palpite para esse essa estrofa não tá legal. Vamos mudar.
Faz parte também do trabalho. Faz parte. Faz parte.
Tá, faz parte. Mas hoje em dia, como tem, não é, hoje em dia, acho que sempre foi assim, o ser humano é uma, é um bicho complicado, né? Então, ao invés de eu falar não gostei disso eu pergunto antes, posso dar uma opinião sobre essa parte?
Você vê que o cara tá aberto a opiniões, aí você começa a introduzir mais o seu trabalho. Mas eu já tive músicas que eu mudei a música completamente, falou: "Não, mas essa parte que você tá cantando, ela tem cara de refrão, não é destrofe, vamos jogar lá pro refrão? " "Ah, mas o refrão".
Falei eu não gostei do refrão. Vamos jogar fora e vamos criar uma estrofe agora. Você acaba rearranjando a música de alguma maneira também.
Exatamente. Essa parte da produção que eu que eu mais gosto, na verdade. Teu ouvido já tá muito acostumado com vários tipos de som.
Quando você ouve alguma banda, você saca o que que o cara usou, como gravou, você consegue isso ou não? Isso é uma maldição, Gastão. Tem isso.
Você vai no show, você não consegue curtir o show porque se vira e fala: "Nossa, o grave tá tá sobrando 80 Hz aí de grave". Nossa, esse 1K, o cara podia baixar esse 1K da frequência ali que tá me incomodando. Nossa, que tá tá.
Então você começa a reclamar o show inteiro, você para de curtir música. Falou agora num show, você tá ouvindo ali, fala: "Puta, tá alto isso, tá baixo aquilo". O cara que tá na mesa, que tá controlando a mesa, que é uma função fundamental paraa banda e pro público, né?
O cara que tá ali na mesa durante o show ao vivo, esse cara tem que ser um produtor ou é uma outra um outro talento que o cara tem? Não, ele é um mixador. Ele é um bom mixador.
Mixar ao vivo é um outro universo. O alinhar o PA, sabe? É, é um outro universo e que precisa um cara muito bom, porque se o cara for ruim, ele derruba a banda, ele derruba o artista.
É isso. Acaba com showro. Do mesmo jeito, o técnico de monitor, que é um técnico que vai fazer a mixagem pro fone de ouvido ou pro monitor de palco, pro músico.
Se ele fizer mal feito, o músico vai tocar mal e vai acabar com o show dele. Brinca, o produtor, ele tem que saber mexer numa mesa ou ele pode só ser o cara que tá ali de pé e ter alguém que saiba mexer nos botões? Eu tô dizendo, ele pode não saber mexer em nada, ele pode não saber de nota musical e aí ser um bom produtor.
De novo, voltando ao mesmo cara, Rick Rubbin, ele não sabe mexer em nada. Só que ele é um produtor incrível. Ele não sabe nota, ele não sabe, ele só sabe se tá bom para ele ou se não tá.
Ele é um bom ouvinte. Na verdade, você não precisa ser um, você não vai mandar tua música só para músicos, ou melhor, 95 ou mais por da da galera que vai ouvir teu somo. Exatamente.
Não tem nenhuma técnica musical, né? Então é é para esse público que você tem que se preocupar mais. Eu tava vendo bandas dos an 70 Led Zaplin eles iam para um lugar Headley Grand lá que era uma casona toda equipada o produtor também ia.
É um outro tipo de de trabalho também, né? O cara acompanhou antes do estúdio uma pré-produção que chama Sim, pré-produção. Uma pré-produção e daí já vem pro estúdio já com as com as músicas prontas.
Hoje isso ainda existe ou não? Porque eu sei que nos anos 70 era meio pre. Hoje em dia eu não vejo acontecer.
as bandas não querem mais fazer isso porque fica caro. Eh, e eu acho primordial o Paulo Anhaia, produtor, grande amigo meu, ele sempre fala que uma banda que vai, não vai te dar dor de cabeça é uma banda que fez uma boa pré-produção. Faz uma boa pré-produção, não vai te dar trabalho em estúdio, para eles vai ser menos custoso fisicamente, mentalmente e e no bolso também, né?
Você não vai gastar tantas horas. Já produziu um monte de gente também. Eu queria que você falasse alguns algumas bandas que você já produziu, você é batéria do corzos, né?
Eu lembro de você. Você entrou pra banda quando você tinha 17 anos. 17 anos.
Eu lembro de você. Moleque, Rodrigo. Moleque, velho.
É. Você tocou já em vários projetos também. Já produziu um monte de gente.
Quer citar alguns aí? cita alguns aí que eu sei que você tem um belíssimo currículo aí na cara, fiz o o último álbum do Chamã, foi gravado comigo, com o Luís, com o Hugo, com o Alírio, querido Alírio, Alírio, o Doctor Sim, último álbum deles, eu que produzi, gravando, mixando. Cara, tem tanta gente, cheguei a fazer uma colinha aqui.
Produzir a própria banda, você acha legal? Não, o Corsos mesmo chegou a produzir, produziu. Coros mesmo.
Sim, eu tô, a gente tá com um álbum inteiro aí para para lançar em breve. Pronto. Tá pronto.
Falta mexer em algumas cortar arestas. É que a casa de ferreiro, o espeto é de pau, né? Infelizmente com as bandas a gente acelera tudo, mas com a gente é tudo não.
A mãe te vê. Caderninho de cola. É isso.
Caderninho de cola. É beleza. Ó, vamos lá.
Matan ritual coros. O Felipe do Angra já gravou aqui. O Rafael Butencur já gravou aqui.
Felipe Andreol tá falando Felipe Andreoli. Project for Six já gravou aqui. O Amplifica já fez um alguns programas especiais aqui dentro.
Paulo Ricardo gravou o álbum, o último álbum dele, O Lirinha do Cordela do Fogo Encantado, conheço bem. lançou o fez, gravou inteiro o o álbum solo dele, o Shamã, Worst de hardcore, Cutro de Los Angeles, salário mínimo, trabalho novo deles, o Medi lá de Minas Gerais, eh, o Andraus, tem Orquestra do Clube de Campos, Orquestra Almai, o Couro do Santa Marcelina, a gente já gravou aqui. Eh, cara, infinidade de coisas e estilos, né?
Não tem essa de eh fazer só metal, só rock, é música. Mas é óbvio que eu prefiro, ó, você pode ver, na minha lista não tem nenhum sertanejo e na minha lista não tem nenhum funk. E eu continuo agradecendo por não ter.
Só dar um apanhado geral na na mesa, Rodrigão. O que que é o que aqui? Porque para mim eu vou falar isso aqui é grego.
Vamos lá. Deixa eu pegar, por exemplo, canal aqui 17. Nesse canal aqui em cima você tem o pré, o pré-amplificador, que é onde entra o sinal de microfone, de guitarra, em linha, baixo, em linha.
Aí entra e você amplifica o som com o pré que daí depois vai, você tem o compressor que o próprio nome já disse, você comprime, o que tá embaixo, ele sobe, o que tá em cima, ele abaixa, ele dá aquela chatada no som para comprimir. Você tem o gate, noise gate. Para que que serve o gate?
O gate é para ele cortar os barulhos que tem externos. Então eu posso usar o gate na caixa para não ter o vazamento do prato. Aí você tem equalizador, filtros, equalizador, que é grave, médio, agudo, grave, grave, eh, médio, grave, médio agudo.
Aqui agora você já tem os kills, né, que são as mandadas, né, efeito reverb, você pode, máquina de reverb, máquina de de delay, você manda para cá. E aqui é a parte de de mandar para pras caixas, né, que é esquerda, direita, é o pan, mas aqui é essa ele faz em em surround. Então você tem um 5.
1, você tem um sub mais cinco caixas, é um dialeto, né, velho? É, mas daí você quem não mancha, exatamente, é um dialeto. Mas depois você chegou até aqui, você tem o fader, né, que é eh onde você sobe o volume.
E depois que você chegou nisso, você aprendeu um canal, você aprendeu todos os outros 48. Só não vale você falar, tá vendo como é simples? Não vale falar essa.
Depois eu queria ver a outra sala que quando a banda tá gravando, você fica aqui, né? Sim. E a banda fica na sala ao lado que nós vamos mostrar agora.
Isso. [Música] [Música] Mas que beleza. Nossa, dá vontade de tocar, né?
Agora falando sério, dá vontade de tocar. Cara, eu te separei aqui quatro microfones para eu para eu falar sobre São mais clássicos, né? O SM58, microfone de mão para voz, é o mais usado, isso para show, para ensaio.
Acho que todo estúdio tem que ter um. Esse carinha aqui é o SM57. É um microfone também clássico, padrão.
Ele é usado para para microfonar caixa de bateria, amplificador de guitarra. Teve gente que já gravou cantando nele. Dá, dá.
Ele é um microfone dinâmico. Esse aqui é o microfone, é o melhor microfone. É o microfone mais usado para tambor.
Ah, batéria exclusivo. Esse aqui é um Suniser 421. É um microfone de tambor.
E esse cara aqui é um Neuan aí já 87. Fala Noan já dá até um arrepio assim. Já é um microfone alemão.
É esse é o U87. É um dos microfones mais usados para voz no mundo. Tenho esse modelo que é o AI.
Isso daqui é muito louco. Aí é o nome de quem é o gerente de enrolar o microfone. É enrolado manualmente.
Manualmente quando você vai gravar uma batéria, você tem que microfonar peça por peça. Sim. É isso.
É um Esse aqui no parte BV é um microfone. Um microfone em cada tambor. Embaixo.
Embaixo na caixa. A caixa eu pego em cima e embaixo porque a caixa ela tem uma esteira, tá? Aí eu coloco um par de microfone overheads, que é para pegar pratos e ambiência da bateria no todo.
E depois eu ainda coloco o microfones na distância para pegar o som da bateria longe, que é paraar o som de sala. Por isso que a sala é muito importante para uma gravação de bateria. Tudo influi.
Pé direito, tudo, pé direito. A equalização aqui foi uma acústica feita por um pessoal da de um amigo meu que é da Yamarra, o Juliano, ele que fez todo o projeto aqui. Quer dizer, nada de decorativo.
Isso aqui também tem sua função, né? Tem, tem. Se eu tirar isso daqui, eu mato.
Se eu tirar todas essas placas da parede, eu matei 90% do som da sala. Amplificador de baixo aqui, ó. B.
Esse aqui é o de guitarra, é o famoso 6505. A terceira edição dos do quando o Pive fechou o contrato com o Edvan Hallen, que era 5150, não 5150. Então eu sou 5150, 5150.
Aí ele saiu da Pive, aí tiraram do mercado e lançaram 6505 porque é o mesmo amplificador, só que é com um número diferente porque o Ed não queria liberar isso aqui no teto, cara. Isso é faz parte da acústica também. o o acrílico, não tem um acrílico que é o o rebatedor, aí tem as placas acústicas acima disso que é para absorvedor de som.
Então tudo tem esse armário. Se for ver um armário, isso daí é madeira. A gente tá falando de uma tonelada de madeira aí.
Não sei se dá para ver o final que é o teto lá em cima. A gente tá falando de 10 m de pé direito. Nossa, é gigante mesmo, cara.
É. Vem cá. Aqui daria para fazer umas sessões com umas bandas, né?
Que a gente poderia escolher e fazer um programa. O que você acha, hein? Vamos começar.
Que que você acha? sessions assim. [Música] Vamos.
Para mim tá tá feito. Vó. Isso aqui ó.
Obrigado, meu garoto. Obrigado pela explicação. Poo que vai ter um monte de gente vai adorar esse programa, cara.
Vai entender muito mais como é que se faz um disco que não é fácil. Você percebeu também, né? A gente já mostrou como é que faz vinil.
Aquele processo maluco. Gravação não é nada diferente. Só que você mostrou de botão e de cabo ali.
Meu Deus do céu, velho. É, tem bastante coisa. Tem bastante coisa.
Rodrigo Oliveira. Senhoras e senhores, é isso aí. Dharma Stúdios, Gastãozinho, Casa Gastão.
Fechou.