Lucas, capítulo 13 verso 16 diz assim: "Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há 18 anos? " Essa é uma das perguntas mais importantes do livro de Lucas. Quero te convidar a ler essa pergunta comigo.
Vamos juntos a independer da sua versão. Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há 18 anos? Eu quero nessa manhã tentar responder com vocês essa pergunta de Jesus.
É uma pergunta importante, é uma pergunta simbólica. Jesus está perguntando por qual motivo ele deixaria de libertar um oprimido? Por qual motivo ele deixaria de manifestar a sua graça sobre um cativo?
Por qual motivo ele deixaria de exercer a sua soberania e facilitar a vida de alguém e libertar a vida de alguém e trazer uma nova vida a alguém? Essa é uma pergunta muito importante. E analisando o dia comum em que Jesus libertou uma mulher cujo nome não sabemos, mas sabemos um pouco da sua história, eu quero tentar responder: por que razão Jesus não libertaria alguém?
Por que razão Jesus deixaria de libertar alguém? Em primeiro lugar, repare comigo o versículo 11. E eu digo a vocês que a minha situação não impede Jesus de me libertar.
A minha situação não impede Jesus de me libertar. Diz o verso 11. Veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade.
Essa mulher tem dois problemas. Essa mulher tem a sua situação agravada por dois lados. De um lado, ela tem um problema espiritual.
De um lado, ela é uma cativa do Satanás. De um lado, as trevas exercem uma influência muito grande na vida dessa senhora. Mas, por um outro lado, a influência maligna na sua vida a coloca também numa condição desagradável de saúde.
Ela é uma mulher encurvada. Ela não consegue olhar pra frente, ela não sabe o que é contemplar as estrelas. Ela só consegue olhar pro chão, ela só consegue olhar pro pó, ela só consegue olhar pros pés sujos das pessoas que a rodeiam.
Você lembra que a este tempo não havia asfalto na rua, chão batido, não havia sapato fechado, alparcas, sandálias abertas, tudo que essa mulher conseguia ver, a situação dessa mulher era enxergar os pés sujos das pessoas que por ela passavam. Essa mulher não sabia o que era contemplar de frente o mar da Galileia. Essa mulher não sabia o que era olhar por cima o templo em Jerusalém.
Essa mulher não sabia o que era contemplar a imensidão do firmamento ou a multiplicidade das estrelas. Essa mulher só consegui olhar pro chão. Mas Jesus nos prova que a minha situação, que a sua situação, que a situação dessa mulher não é fator impeditivo de libertação.
Não há situação no mundo que seja um fator de impedimento pra libertação que Cristo pode operar. Qual é a situação dessa mulher? Primeiro, é uma situação espiritual.
Ela é afligida por Satanás. Segundo, é uma condição física, ela está encurvada, mas nem uma coisa e nem a outra impediu Jesus de a libertar. Porque em primeiro lugar a minha situação, não importa qual seja, não impede Jesus de me libertar.
Mas em segundo lugar, repare comigo ainda o verso 11. O tempo da minha dor não impede Jesus de me libertar. O tempo da minha dor não impede Jesus de me libertar.
Diz o verso 11 na segunda parte que havia já 18 anos andava ela encurvada. Nós não estamos falando de uma mulher que deu um jeito na coluna e ficou uma semana tomando dorflex. Nós não estamos falando de uma mulher que foi levantar um peso, deu um jeito na coluna e passou a sua semana mal.
Nós não estamos falando de uma pessoa que sofre há um ano, há 2 anos, sequer a meia década. Essa mulher sofre há 18 anos, mas os 18 anos da sua dor não foram impeditivos para o milagre de Jesus. >> Amém.
Problema dessa diferença que existe entre a eternidade e o chão que nós pisamos, comumente os pregadores gostam de diferenciar o cairoz do cronos. O cairoz seria a eternidade, o tempo em Deus, a ausência de tempo, o superlativo ao tempo e o cronos, o tempo desse chão em que nós vivemos. No Cronos são 9:52.
No Cairos não tem tempo. No Cairos é eternidade. De Cronos vem cronômetro, cronologia, tudo relativo a tempo.
E é muito comum nós imaginarmos isso. E você já deve ter ouvido esse ditado popular de que o nosso tempo não é o tempo de Deus, que você deve esperar porque uma hora o tempo de Deus vai chegar. Isso é tudo muito bonito na teoria.
O problema é que na prática as nossas dores, as nossas adversidades, as nossas compulsões, os nossos vícios, os nossos problemas internos, ah, meu irmão querido, você vai me desculpar, não tem nada a ver com cairos, não tem nada a ver com a eternidade. As nossas dores duram segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas. É muito bonito essa história de que Deus tem um tempo perfeito para todas as coisas, mas na prática só quem sofre sabe que cada dia que passa a dor aumenta.
Cada dia que passa é uma nuance nova da dor. As nossas dores duram tempo. Você recebe um diagnóstico, se é a intenção de Deus na soberania dele curar você do diagnóstico até a cura.
Pode levar um ano de tratamento, 2 anos de tratamento, 3 anos de tratamento. As notícias ruins duram no nosso relógio. Não é no relógio de Deus que correm as nossas dores, porque Deus não usa relógio.
É no nosso relógio. E você conhece. E o sofrimento é de um lado democrático, porque todo mundo sofre, mas por um outro lado ele tem as suas peculiaridades, porque cada um sofre de um jeito.
Tem gente sofrendo dentro de um iate, numa cobertura triplex de frente praia. Tem gente sofrendo numa palafita. Apesar da dor ser democrática, no sentido de que todos sofrem, cada um sofre de um jeito e cada um tem a sua resistência à dor.
Se você, como eu, já enfrentou o dilema do luto, você sabe. Para algumas pessoas o luta passa assim, ó. Para outras pessoas o luto vai se arrastando e não tem certo e errado.
É de cada um. As nossas dores são contabilizadas no tempo humano. A gente sofre assim.
Você é traído, você é alvo de uma deslealdade, você recebe uma ruptura familiar, você precisa encarar cenários difíceis da vida e você vai contando o tempo. As nossas dores correm no nosso relógio, não é no relógio de Deus, porque Deus não usa relógio. O teólogo que melhor conseguiu identificar essa proporção entre a eternidade de Deus e o tempo dos homens foi o Agostinho.
O Agostinho Dipona. Ele disse em um dos seus escritos, para mim o melhor deles, que Deus vive o Eterno agora. Deus vive o Eterno agora.
Isto é, quando a soberania dele, quando a bondade dele resolve intervir no nosso relógio, a eternidade faz um rasgo no tempo e chega aqui. Em outras palavras, Deus que não está submetido ao tempo, ele invade o nosso tempo para exercer algum milagre na nossa vida. Agora, a grande pergunta é: por que não existe tempo para Deus?
Porque Deus é ilimitado e o tempo é um fator limitador. Claro, quando uma pessoa morre, nós dizemos que ela morreu porque o tempo dela acabou. O tempo é um fator limite.
Deus é ilimitado. Então, Deus não pode estar reduzido a um relógio. Deus não pode ter uma barreira entre Deus e as coisas que seja o tempo.
Mas na sua bondade e graça, ele que é eterno invade o nosso tempo. Porque ele sabe que as nossas dores não são eternas. As nossas dores duram, repito, segundos, minutos, dias, horas, semanas, meses, anos, décadas.
Essa mulher sofre há 18 anos. Essa mulher já perde a esperança por saber que 18 anos ela não consegue abraçar ninguém. 18 anos ela só vê sujeira.
18 anos ela só vê sargeta. 18 anos ela só vê lama. Mas respondendo a pergunta de Jesus, eu afirmo essa igreja tão amada que o tempo da minha dor não pode impedir Jesus de me libertar.
O tempo da minha crise, o tempo da minha angústia, quando nós com muita honra recebemos a Cristolâ aqui e todos nós que temos, cada um por si a sua dificuldade, algumas delas demoram anos para serem resolvidas, mas a verdade é que o tempo não impede Jesus de libertar. Mas em terceiro lugar, ainda nesse versículo 11, as tentativas fracassadas não impedem Jesus de me libertar. As tentativas fracassadas não impedem Jesus de me libertar.
Olha a parte final do verso 11, por favor. sem de modo algum poder endireitar-se, sem de modo algum poder endireitar-se. Eu queria que você grifasse, sublinhasse na sua Bíblia essa expressão, de modo algum.
Sabe o que ela significa? Que essa mulher já tentou de várias formas. Ah, essa mulher já foi pro Pilates, essa mulher já foi pro RPG, essa mulher já procurou o rabino, essa mulher já procurou qualquer mecanismo possível.
Tem jeito de consertar minha coluna. Você pode ter certeza, ela foi atrás. Diz o texto que de modo algum ela conseguiu endireitar-se.
Está embutido nessa afirmação que ela tentou. E cada tentativa que ela tinha era um fracasso a mais. Cada tentativa que ela tinha, cada tentativa sem êxito logrado, cada tentativa era um fracasso.
Talvez em alguma das sinagogas dissesse que havia um rabino com poder místico de curar. Tava lá a mulher na fila do rabino. Depois aparecia um médico novo na cidade dizendo que ele tinha um tratamento excelente.
Ele botava umas injeçãozinha assim, umas camadas do ozônio e que agora vai resolver. E depois vinha um outro e dizia: "Não, agora vai resolver". E depois ia paraa quiropraxia.
Você já fez aquilo? Eu fiz uma vez. O sujeito me instalou, meu irmão, o meu pescoço.
Eu sei que de, e eu tenho que tomar muito cuidado com isso, que eu não estou falando mal. Deve ter quiropraxistas aqui na igreja. Isso é uma bênção.
Se tiver, procure, deixe esse irmão rico. Não é esse o ponto. O ponto é o seguinte.
Quando instalou o negócio no meu pescoço, eu falei: "Morri, mas não morri. Tô aqui até hoje. " Essa mulher procurou o quiropraxista, essa mulher procurou a camada de ozônio.
Essa mulher procurou o RPG, essa mulher tentou de todas as coisas para nos dar uma grande lição, que as tentativas fracassadas não impedem Jesus de nos libertar. Talvez haja entre vocês, queridos, alguns que já tentaram algumas vezes. Já tentaram uma e não deu certo.
Já tentaram duas e não deu certo. Três e não deu certo. Quatro.
Talvez a cristolândia seja o décimo lugar por onde alguém possa passar. A palavra de Deus está afirmando para nós que as tentativas fracassadas não impedem Jesus de nos libertar. Amém.
>> Pode ser justamente na próxima, pode ser justamente agora. Claro. Pessoa tá com crise no casamento, procura tudo quanto é tipo de ajuda, nada resolve.
Nada resolve. Só só tem mais afastamento, só tem mais problematização. Aí chega uma hora que Jesus resolve pôr a mão e tudo se resolve porque as tentativas fracassadas não impedem Jesus.
os vários tratamentos médicos, porque assim como existem doenças novas, existem tratamentos novos. Colossenses capítulo 2, versículo 3, diz que em Cristo habitam todos os tesouros, todos os mistérios da ciência e do conhecimento. Então, nós cremos na medicina, nós cremos que Deus dá inteligência aos homens para ajudar você ter uma vida melhor, para ajudar você sair de doenças que até certo tempo eram incuráveis.
Tem remédio até para você emagrecer. Agora quem tem ouvidos, ouça. Doenças que há 30 anos eram incuráveis, gente que morria.
Falasse você na década de 20 sobre a ranceníase, era uma sentença de morte. Hoje não mais. Louvado seja Deus.
Mas durante muito tempo foram tentativas fracassadas. Mas eu quero lhes afirmar com muito amor nessa manhã que as tentativas fracassadas não impedem Jesus de me libertar. >> Amém.
>> Eu posso tentar e fracassar várias vezes. A mão libertadora dele continua sobre nós. Tentativas fracassadas não impedem Jesus de me libertar.
Por isso que eu e você devemos sempre manter esperança sobre aquelas pessoas que amamos e que andam por caminhos difíceis. Porque você já pode ter tentado uma vez e a pessoa não mudou. Você pode ter tentado duas vezes e a pessoa não mudou.
Você pode ter tentado 20 vezes e a pessoa não mudou. Pode ser na 21ª. Já que eu e você não somos soberanos para discernir, para ter a ciência de quando vai mudar, o nosso papel é não desacreditar, o nosso papel é continuar tentando.
Porque essa mulher num dia comum, depois de tentar por 18 anos de várias maneiras, ela vai pra sinagoga e ela encontra Jesus. naquele dia foi. Mas em quarto lugar, a falta de atenção das pessoas não pode impedir Jesus de me libertar.
Eu queria voltar ao verso 10 com você. Ora, ensinava Jesus no sábado, numa das sinagogas, repito, ensinava Jesus no sábado, numa das sinagogas. Por que que eu afirmo aqui que a falta de atenção das pessoas não pode impedir Jesus de te libertar, de me libertar?
Porque você já deve ter aprendido com a vida algo muito interessante, que a vida de ninguém para porque você tá sofrendo. Quando muito aquele núcleo familiar mais próximo para um pouquinho, mas a vida de ninguém para porque você está sofrendo. Diz o texto que essa mulher vai à sinagoga, não deve ter sido a primeira vez.
E essa mulher entra na sinagoga, ela tá encurvada. E ninguém parou de cultuar na sinagoga porque ela tá encurvada. Tá ela olhando pro chão e os crentes da sinagoga levantando a mão.
Tá ela olhando pro chão e os crentes da sinagoga devolvendo oferta. Tá ela olhando pro chão e os crentes da sinagoga ouvindo a palavra. Ninguém para.
Essa igreja nunca interrompeu em 66 anos um culto porque tem gente sofrendo porque a vida de todo mundo continua. Pode parecer insensível, pode parecer duro, pode parecer indomesticável, mas a vida de ninguém para porque eu tô sofrendo. Vai longe não.
Qualquer irmão nosso em qualquer igreja do mundo recebe um diagnóstico ruim. Na primeira semana, todos os grupos da igreja estão se movimentando em oração. Fulano tá doente, fulano tá doente, fulano tá doente.
Na segunda semana eles fazem uma campanha de oração. Nós não podemos perder o fulano. Nós não perdemos o fulano.
Fulano tá doente. Na terceira semana os grupos tá todo mundo orando. Na quarta semana vocês estão sabendo se fulano melhorou?
Aí passa um mês, a gente lembra de vez em quando. Passam trs meses, isso vai virando rotineiro. Passa 4 meses, porque é o outro doente, não sou eu.
E a vida de ninguém para porque eu tô sofrendo. A vida de ninguém estaciona porque eu tenho as minhas angústias, as minhas aguras, as minhas demandas. A vida de todo mundo segue.
A vida de todo mundo segue. O texto nos diz que essa mulher vai até uma sinagoga no sábado e ninguém parou o serviço da sinagoga porque tinha uma encurvada na porta. E o rabino não mudou a direção da sua homilia, do seu sermão, da sua interpretação da Torá, porque tinha uma mulher encada na porta.
E ninguém interrompeu o recolhimento de oferta porque tinha uma mulher encada na porta. Todo mundo ia passando pra sinagoga e a mulher olhando pro chão das pessoas, a mulher olhando pro chão da vida, a mulher olhando pra sargeta, a mulher olhando pro pó. Por que ninguém interrompe nada?
Porque eu tô sofrendo. Mas eu afirmo a vocês que a falta de atenção das pessoas não impede Jesus de te libertar. Porque se eu posso trazer uma afirmação com toda a minha alma, essa igreja tão amada, é que existe alguém que tá sempre prestando atenção em você.
É que existe alguém que está sempre querendo pôr-te no colo. Existe alguém para quem a sua dor importa. Existe alguém que não vai esquecer a sua dor só porque os dias passaram.
Esse alguém tem nome, o nome dele é Jesus. A falta de atenção das pessoas não impede Jesus de te libertar. Pode ser que a sua família já não se importe mais com você.
Pode ser que os seus colegas de trabalho já tenham desistido de você. Pode ser que o pessoal da igreja sequer saiba que você exista. Jesus não apenas se importa com você, mas ele é tão bom que faz com que a desatenção das pessoas não influencie em nada o fato de que ele pode te libertar.
Em quinto lugar, repare comigo, por favor, o verso 14. A incredulidade dos outros não pode impedir Jesus de te libertar. A incredulidade dos outros não pode impedir Jesus de te libertar.
O verso 14 diz que o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, ele disse à multidão: "Seis dias há em que se deve trabalhar. Vinde, pois nesses dias para ser desescurados e não no sábado. " Duas coisas nos importam aqui.
Não é objeto do sermão. Então eu pulei esses versos, mas o que acontece é que Jesus chama a mulher pro centro. Jesus manda ela se endireitar.
Ela se endireita, tá curada, tá liberta, não tá, não tem mais influência maligna, não tem mais coluna torta, tá com problema resolvido. E na hora que o problema tá resolvido, o chefe da sinagoga, ao invés de reunir o povo para dizer, vamos dar uma salva de palma para Jesus. Olha que coisa extraordinária.
Jesus levantou essa nossa irmã e diz assim: "Não devia ter feito. Não devia ter feito. Não devia ter feito, porque hoje é sábado e seis dias ele começa a dar um sermão paralelo.
Ele aproveita a deixa de Jesus ali e ele dá um sermão paralelo. Qual que é o sermão paralelo? Meus irmãos?
Aproveitando que essa senhora que a gente via esse tempo todo encurvada, agora ela tá endireitada. Eu quero trazer uma reflexão aqui para vocês. Foi feito no dia errado.
Ela devia continuar olhando pro chão. Foi feito no dia errado. Ela deveria ter continuado influenciada por Satanás, porque hoje é dia de sábado.
Seis dias deve se trabalhar e agora tem que descansar. Ele fez o milagre errado na hora errada, na pessoa errada, no tempo errado. Não pode.
E ele diz mais esse cidadão, cujo nome nós também não sabemos, mas sabemos que ele era chefe da sinagoga, vocês devem vir nesses outros dias para ser curados e não no sábado. A pergunta é: você acha que essa mulher não apareceu lá dia de sexta? Você acha que essa mulher não apareceu lá dia de quarta?
Você acha que essa mulher não apareceu no cu de quinta? Essa mulher ia, as pessoas iam. A pergunta é: será que tinha cura ali nos outros dias que não sábado?
Porque preste atenção, meu irmão querido, a luz da nossa fé, o milagre não está num dia. O milagre não está num lugar, o milagre está numa pessoa. E essa pessoa tem nome.
O nome é Jesus. >> O milagre não é domingo, segunda, terça ou quarto. O milagre não é aqui nessa igreja ou no calçadão.
O milagre é onde Jesus está. Amém. >> Então, não é por ser sinagoga e nem por ser sábado, é porque o verbo encarnado estava ali.
Não é por ser sinagoga, tampouco por ser sábado. É porque o autor da existência estava ali. Não é por ser sinagoga e nem por ser sábado, é porque aquele que tem autoridade sobre o Satanás estava ali.
Jesus estava ali. E porque Jesus estava ali, ela foi curada. Então, as críticas dos outros, a incredulidade dos outros não pode impedir Jesus de nos libertar.
Você já deve ter ouvido essa história várias vezes. Fulano, não acredito não. Ele ali, teatro, daqui uns dias volta tudo de novo.
Aquilo ali, falsa piedade. Aquilo ali não, não, não, não. Espera, já, já vem a recaída.
Aquele ali não, não. Hipócrita tá fingindo, é porque tá querendo a namoradinha da igreja. Aí botou roupa de crente.
Sempre que Jesus estiver prestes a fazer algo extraordinário, levantarseão os críticos. Sempre eles existem. Eu acho que você não deve ser um deles e nem eu, mas o fato de que eles existem é uma bênção.
Crítico mantém o seu pé no chão. Crítico te lembra que você não é absoluto. Crítico te lembra que você não é Deus.
crítico mantém os nossos pés de barro no chão. Não seja um crítico, eu também não quero ser um crítico, mas louvado seja Deus pela existência deles. Nos lembram que nós não somos unânimes.
E aqui o que está acontecendo é que a crítica é a Jesus e a crítica é a libertação que Jesus operou. Mas nós temos uma pergunta para responder nessa manhã. Se você tomou nota do sermão, em primeiro lugar, a minha situação não impede Jesus de me libertar.
Verso 11. Em segundo lugar, o tempo da minha dor não impede Jesus de me libertar. Verso 11.
Em terceiro lugar, as tentativas fracassadas não impedem Jesus de me libertar. Ainda no verso 11. Em quarto lugar, a falta de atenção das pessoas não impede Jesus de nos libertar.
Verso 10. Em quinto lugar, aqueles que não acreditam, os incrédulos, os críticos, não impedem Jesus de me libertar. Verso 14.
E agora chegamos ao versículo inicial, que é o 16. Tá aberto ainda? Feita essa exaustiva introdução, chegamos ao texto do sermão dessa manhã.
O verso 16. Jesus agora pergunta: "Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro? Em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há 18 anos.
Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava. >> O que nós aprendemos aqui?
Os adversários sempre vão antagonizar conosco. Quem não gosta da gente sempre vai arrumar um demérito na nossa história. Não importa.
Tentar agradar quem não gosta de você é um esforço inútil. Não vai dar certo. A pessoa já criou uma objeção intelectual a você, já criou uma barreira emocional a você, já criou um abismo, já rivalizou, já antagonizou?
Não tem jeito. Lucas chama o chefe da sinagoga e os seus pares de adversários de Jesus. Tendo ele dito essas palavras, verso 17, todos os seus adversários se envergonharam.
Então, os adversários estão aqui e não vai mudar a menos que Deus resolva intervir. Quem não gosta de você, você pode fazer o que você quiser. Não gosta.
Não gosta. Pessoa não gosta de você. Aí você faz uma grande doação para ajudar uma família carente.
A pessoa vai dizer: "Fezrar". Claro, não gosta de você. Aí você tem a conquista de uma casa nova, vai dizer muito grande, vai pagar caro pra limpeza.
Aí você faz o investimento. Terrível. Esse é o pior investimento que você podia fazer.
Aí você resolve mudar de eixo profissional. A pessoa vai dizer: "É terrível, você pode só vencer na vida, tá tudo errado. Não gosta de você, não pensa só você".
Eu tenho amigos que acerca de alguns temas teológicos pensam diametralmente opostos a mim. E nós conseguimos conviver com a maior das bênçãos, porque somos amigos. Mas quem não gosta de você pode pensar igual você, não vai, não tem liga, não funciona.
Mas sempre que acontece um evento, tem o adversário para dizer: "Não, tá bom". Mas diz o verso 17 que tem o povo de Deus que se alegra por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava. >> Quando Jesus faz uma grande obra, como a libertação da mulher encurvada, tem quem diga: "Não devia ter feito", mas tem quem diga: "Louvado seja Deus, esse é o nosso Jesus.
Ele liberta, ele cura e ele salva". Aleluia! >> A questão é: a quem nós vamos dar ouvidos?
as vozes que constrangedoramente aguardam a nossa ruína ou a voz do povo que se alegra com as conquistas que Deus dá. Eu escolho ouvir a voz daqueles que se alegram com as conquistas que Deus dá. E eu convido você a tomar essa mesma decisão.
Todas as vezes que Deus fizer algo diferente na sua vida, levantar-se aos adversários para dizer não devia ter feito mas levantar-se a um povo amigo, amável, afável, de um só rebanho e um só pastor para dizer: "Louvado seja Deus. Ah, Jesus começou um processo de transformação e vai dar tudo certo". Porque respondendo à pergunta do verso 16, por que motivo não se devia, num dia comum como esse, livrar essa mulher cativa de Satanás por motivo algum?
Porque não há uma justificativa sequer plausível ou não, para impedir Jesus de libertar alguém. Então, o que pode impedir Jesus de me libertar? Nada.
Nem eu mesmo, o gerazeno endemoniado, aquele bicho em forma de gente, que era um problema de dignidade pública à margem da Decápolis, que cavava túmulo, tirava osso, ruía do osso do defunto humano, começava a se bater. Ele não pediu para ser liberto. Jesus chegou.
Nem o ser humano pode impedir que Jesus o liberte. >> Nada pode impedir que Jesus liberte. A libertação de Jesus é absolutamente clara para todos nós.
Aos nossos amigos da Cristolândia, aos nossos irmãos amados da Cristolândia e a todos que estão aqui, a aqueles que têm parentes, amigos em caminhos tortuosos, nós cremos firmemente que nada pode impedir Jesus de libertar alguém. Nós cremos na libertação. Nós cremos que chegou a hora.
Nós cremos que vai ser agora. E nós cremos no poder do nome de Jesus que aquele que coloca a mão no arado não olha para trás e que Deus no seu poder, na sua glória e na sua influência bendita, vai fazer com cada com que cada um de vocês persista. E eu oro isso no Espírito Santo.
Persista e não regridam um passo para trás. A libertação em Jesus é eterna. A libertação em Jesus é perene.
Louvado seja o nome dele para sempre e eternamente. Amém. Louvado seja o nome de Jesus.
Você pode fechar os seus olhos comigo. Nós vamos orar pedindo a bênção do Senhor. Pai, é no nome de Jesus, o teu filho, que nós te agradecemos pela presença da Cristolândia conosco aqui nessa manhã.
Homens que o Senhor resgatou >> para uma nova vida. >> Ouvi-los e vê-los cantar aqui à frente traz emoção pro nosso domingo. Nós os abençoamos no poder do nome de Jesus.
Nós os abençoamos na autoridade do Cristo ressurreto. >> Nós os recebemos aqui com honra porque são teus filhos, portanto, nossos irmãos. E agora, Pai, cada um de nós, a medida das dores que carregamos, a medida das necessidades que temos, rogamos, ó Deus, pelo dom de Jesus, que nos abençoe e que nos ajude a ser gente como Cristo.
Lembra-te agora, Pai bendito, dos nossos que vivem aprisionados por Satanás e que já tentaram de tantas formas endireitarem se não consegue. Assim como num dia comum aquela mulher encontrou na sinagoga o dono da sinagoga, que os nossos possam encontrar o dono da vida e terem uma libertação completa no poder do nome de Jesus. Nessa manhã nós oramos por filhos distantes da tua presença.
Nessa manhã nós oramos por aqueles que um dia foram bênção na tua casa e hoje estão por aí pelas ruas do carnaval. Senhor, nós oramos por aqueles que dependem e precisam da libertação que há no sangue do cordeiro. Nós oramos implorando a tua ação.
Nós oramos implorando a tua bênção. Nós oramos implorando o teu cuidado. Nós oramos implorando que faças, ó Deus bendito, aquilo que tu és especialista em fazer, endireitar os encurvados, libertar os oprimidos de Satanás.
Porque tu veio em Cristo anunciar um ano aceitável, cumprindo a profecia de Isaías. E nessa manhã a tua igreja clama: Liberta-nos, Senhor, para tua glória. Fortalece a nossa fé em Ti.
Cuida dos nossos, cuida dos nossos filhos. Ó Deus, fortifica o sacerdócio nos lares, levanta homens sacerdotes nessa igreja, Senhor. Ó Deus, em nome de Jesus, nós não criamos filhos para perdição.
Nós não criamos filhos para uma sexualidade dividida, túbia, pros vícios da vida. Nós criamos filhos para povoar o céu. Por isso, ó Deus, se algum pai, alguma mãe que chore, um filho distante, que o mesmo Deus que num dia comum encontrou aquela mulher encurvada, sopre também onde estiver o meu irmão e a minha irmã.
Obrigado por esse domingo. Obrigado pela tua casa preenchida. Guarda-nos até o encontro da noite e que seja sobre nós o amor de Deus, o Pai, a graça do Cristo Filho, o poder, a autoridade e as divinas consolações do Espírito Santo desde agora e para sempre.
Amém. M.