Para eu tá aqui hoje, eu tô extremamente desconfortável e a minha vontade aqui é de te atacar enquanto pessoas pelo que você passou. Sinto a sinta, >> mas não me importa o que você acha. >> Eu já disse o que eu queria falar. >> Você tem um problema, um grande problema de não ouvir as pessoas. E eu queria falar, >> mas se eu for falar dos teus problemas aqui agora também, >> pega a visão do que tu tá vendo aqui e do que tu vê na tua vida. Tipo assim, eu já busquei, muita gente já
buscou, correu atrás, não conseguiu, a gente só quer ser respeitado a vida toda a gente sofre. Eu já sofri para car de mulher, ficava frustrada em casa. Ela não gosta de mim porque eu sou gordo. >> Não, a obesidade não, não, não quer dizer uma falta de valor, >> Gabi. >> Oxe, nunca i falar. >> Oxe, é o tema. Não é? >> Mas veja, é o que eles estão achando. Não sou eu. Essa minha camisa aqui. Ô, coisa maravilhosa. Ainda bem que vocês falaram. Você sabe o que que é isso aqui? falar agora o que
que é isso aqui. >> Deixa eu falar com ele aqui rapidinho. Como é o seu nome? >> Eu vou falar o seu nome. >> O meu nome eu sei. Luiz >> agora vejausto Targino Galba Fernandes. >> Você está tentando ter uma sessão de Terapia? Meu nome é Guto Galamba, eu sou formado em educação física, especialista no tratamento da obesidade em emagrecimento. Também sou especialista em psicologia positiva e ciências do bem-estar pela EA University. E hoje eu estou aqui cercado por 30 gordos. E o primeiro tema é ser gordo é uma escolha. Como é teu nome?
>> É Paulo Velas. >> Prazer, Paulo Guto. Prazer. >> Que bom que você tá aqui. O que é que Você acha desse tema? >> Ó, eu acho que é assim, vamos lá partir pro princípio. Você é formado em educação física, né? E você foi uma criança. >> Sim. >> Então você criança, você já foi gordo antes de você se tornar um profissional de educação física. Então você não escolheu, né, primeiramente quando nasceu, ser profissional de educação física. Então por isso que eu falo que é Uma escolha. Eu sou gordinho, pesa 120 kg. Então eu sou
um cara feliz por eu tá gordo. Você entendeu? Eu escolhi porque assim, eu já fui magro, engordei. Então a a escolha é minha. Posso ir pra academia, malhar, emagrecer, mas não. Tô feliz assim como eu estou hoje. >> Então tu concorda comigo que ser gordo é uma escolha? >> É uma escolha, porque assim, a gente nasce, certo? Eu era magro e fiquei gordo. Então isso não vai indeferir na Minha vida particular, na minha vida social. Eu posso ser posso ser muito feliz que eu sou. Não, mas a gente não tá falando de felicidade. >> Qual
questão? É uma escolha. >> Mas vamos trazer felicidade pro tema também. >> Eu eu sou gordo hoje. >> Tudo bem. >> Eu posso amanhã? >> Pode tá. >> Mas tu devia estar aqui. >> Ah, >> concordaste comigo? >> Não. >> Foi? Não. Me ajudou. Me ajudou. Como é seu nome? >> Desculpa, não tenho o prazer de te cumprimentar. >> Não tenho o prazer de me cumprimentar. >> Não tem problema. Seu nome, antes de me apresentar, eu preciso falar que a gente tá aqui, a gente foi convidado para falar sobre corpo livre. E quando a Gente
pensa sobre corpo livre, a gente primeiro tem que entender o que que é um corpo que não é livre. >> Mas da onde você tirou a ideia do corpo livre? Conce na concepção de um corpo que não é livre, a gente pensa num corpo que é limitado, >> certo? >> O que que é um corpo que é limitado? O seu corpo é um corpo limitado, assim como o meu corpo também é um corpo limitado. >> Você consegue ficar 15 minutos embaixo da água? >> Certo. O que que tem a ver uma coisa com a outra?
>> Eu tô te fazendo uma pergunta. Não, tu consegue. >> Não, eu também não. Todos os corpos são limitados. Quando a gente fala de corpo livre, a gente tá falando sobre restrição, >> não sobre limitação. >> Certo? Certo. >> Alguém aqui conhece ele? Já ouviu falar dele? >> Sim. >> Já. Só você? >> É, infelizmente. >> Parece que nós não somos o seu público. Parece que nós não somos o seu nicho. >> Mas a ideia é essa. >> Sim. Isso é muito bom. >> Se eu trouxesse 30 pessoas que concordam comigo, a gente não teria
um programa. Agora vamos fazer o seguinte. Primeiro Ponto, >> como é seu nome? Eu, antes de me apresentar, eu quero te falar que no momento em que todos nós aqui chegamos, antes de você saber o nosso nome, a nossa identidade, você já olhou pros nossos corpos. >> Então, o nosso corpo, ele vem antes da identidade. >> Eu vou falar o seu nome. >> Luusto Targino Galamba Fernandes. Diz que você é especialista em psicologia. >> Você tem CRP? Ele quer uma terapia. Como é seu nome, irmão? >> Prazer, irmão. Meu nome é Hulk. Para me chamar
de Hul. >> Prazer. Tu já foi no >> aqueles caras. Eu vi, velho. Foi irado. Vai fala. >> Então, o sobre o tema é ser gordo é uma escolha. Eu não concordo. Por quê? >> Fala. >> Porque eu não sei cientificamente, mas eu é o que eu ouço desde >> Bom, tá bom. >> Da infância. Eu tenho tendência em engordar porque minha irmã é gorda, o meu pai era gordo, >> minha mãe é um pouco gordinha, inclusive ela foi também apareceu já em outros canais, enfim. Então não é uma escolha eu ser gordo. Eu tenho
o meu corpo, ele já tipo assim, ele já tem uma uma parada Para engordar. Se eu parar de ir pra academia, eu emagreci 30 kg com o jitso. Jitsitso salvou minha vida. Inclusive o esporte salva. O jitso salvou minha vida. Eu tava, eu fui no médico, o médico virou para mim e falou assim: "Você vai morrer antes do seu pai se você não emagreceu? Tava mais gordo que isso. Fui pro gilito, emagreci, tive uns problemas psicológicos, não consegui voltar, não tive, não tem, não tenho mais motivação para levantar da cama e Ir. Comecei a beber
muito, engordei por conta disso. Então, ser gordo para mim não é uma escolha, é uma, o meu psicológico, ele não consegue ser. Agora, se você me permitir uma visão diferente, trazendo um pouco de ciência, porque é a minha base de análise, porque senão vai ficar minha opinião contra a tua e azul é bonito, não é? E ferrou, concorda? >> Não é nós. Existem dois tipos de obesidade. Tem obesidade mesogênica e Obesidade poligênica. O que que é isso? A mesogênica é aquela que depende exclusivamente do caráter genético. Sabe quantos por cent da população que quer obesa
é exclusivamente pela genética? >> Menos de 5%. >> Eu posso >> quais são? Não, total. Você pode estar nesses cinco. Qual é a outra tipo de obesidade que é a poligênica? É aquela que vem a genética, o ambiente e os comportamentos. Pelo que você tá me Dizendo, você não tem a mesogênica, porque você consegue emagrecer quando você quer. E tudo que você disse que te fez engordar foram seus comportamentos. E tudo bem que, pô, você passou por um momento difícil, você teve problemas psicológicos e querendo ou não, a gente foge. E geralmente sabe para onde
a gente foge, Hul? Hum. >> Álcool, comida, sexo, celular e televisão. Tudo que deixa a gente completamente apático mentalmente Falando. E querendo ou não, aqui no córtex préfrontal, uma região aqui do nosso cérebro, atua um neurotransmissor chamado dopamina. >> É aquele neurotransmissor que dá vontade de fazer as coisas, do querer fazer também, né? Certo? >> Você consegue controlar com bons comportamentos. Por, qual a ideia? Quando eu vou lá e como uma pizza, o córtex préfrontal, ele também é afetado por álcool, açúcar e gordura. Quando eu Como a pizza, aquela bomba de açúcar e caloria atura
meu corte préfrontal e diz: "Pô, tô feliz. Então eu crio uma ilusão de que aquilo ali tá me dando um conforto e de fato tá naquele momento. Mas ade longo prazo vai virar como uma droga. Você vai precisar de cada vez mais. Eu tenho certeza que você inventou. >> E não é uma escolha minha quando isso. Por isso que se gordo não é uma escolha. >> Então qual é a ideia? A partir de agora Você não tinha essa informação, concorda? >> A partir de agora você sabe que é uma escolha. Você pode não comer >>
por mais difícil que seja. Mas aí eu vou ter que fazer um tratamento psicológico >> e é uma escolha sua fazer ou não? >> Não. Sim, mas mas isso eu tenho condição. >> Então não escolha. >> Mas veja, você pode não ter o melhor psiquiatra, >> mas você pode ir no no YouTube, você pode pesquisar outras coisas e você fazer o melhor que você pode com as condições que você tem. Mas você também, você não concorda comigo que uma vida de estudo, de trabalho, de filho, de mulher, >> irmão, o que eu concordo contigo é
que é difícil pra [ __ ] >> Então não é uma escolha. >> É claro que é >> como é difícil coisa. É, mas o difícil, Não é uma escolha, é uma escolha muito difícil, >> mas acaba sendo mais complicado porque junta tudo isso. Você >> tô com você, tô com você. é muito mais complicado. Talvez você tenha uma vida muito mais difícil, que exija muito mais de você do que de outra pessoa, mas ainda assim uma escolha. É isso. Mas e e também o que acontece, eu busco a escolha, eu vou pra academia e
é um é um ambiente que eu não me sinto confortável Porque as pessoas como >> Muito bom, muito bom porque pessoas como você me olham estranho na academia. Mas como eu não, irmão. >> Não, como você fisicio culturista, car não sei o quê. Me olha estranho na academia e tenho certeza que a maior maioria aqui concord. >> Mas aí você tá pô, mas tem gente escrota no mundo, cara. >> Então, mas é muito mais difícil pra gente. Então, não é uma escolha ser Gordo. Ah, eu sou gordo, quero ser gordo. É tudo mais difícil. Vamos
supor o seguinte, vamos supor o seguinte. Para pegar o remédio que tu precisa, tu tem que encarar essa gente escrota. É uma escolha ou não encarar? >> Não entendi. Desculpa. >> Para pegar o remédio que tu precisa para se salvar, tu tem que passar por esse processo de encarar essa galera escrota. É uma escolha encarar ou não. É uma escolha trocar de academia. É uma Escolha treinar em casa. Por que você não treina em casa com peso seu próprio corpo? >> Mas é muito mais fácil falar assim quando você não tem prédisposição para veja só,
eu estou te dando opções e para cada opção que eu dei para salvar tua vida, tu colocou uma dificuldade a mais. Sabe o que é isso? Eu sei, mas isso é outra coisa também, cientificamente falando, o seu sistema de recompensa já está desajustado. É mais fácil, concorde Comigo, eu pedir demissão do que continuar no emprego. É mais fácil eu dizer que para mim é f continuar do jeito que eu tô do que me entregar um pouco mais. Eu não tô dizendo, irmão, que é fácil. Eu tô dizendo que pode ser feito. >> Eu não me
entrego, mas as barreiras que vão aparecendo na na minha e acredito que na vida de da maioria aqui, não deixam a gente chegar lá com muita mais facilidade. >> Concordo plenamente. Concordo plenamente. Facilidade. >> Concordo plenamente. Agora vamos lá. Dentro dessa falta de facilidades, qual o seu grau de contribuição nisso? >> Eu vou >> Opa. Como é teu nome? >> Fernando. >> Fala, Fernando. >> Bom, discordo de você porque tá. Por quê? >> Primeiramente, quando eu não tô gordo, eu tô inchado. Tudo que eu como me incha. >> Sabe como é que a gente chama
isso >> dentro do campo médico? Se você parar para ver, veja só, eu vou descrever o seu rosto. Posso? >> Ele está inchado, >> ele está inflamado e ele está avermelhado e ele está oleoso. Concorda? >> Sim. >> A gente chama isso de cara de Cardiopata. >> Você tá todo vermelho? Não, eu tô bronzeado. É diferente. >> Só o rosto e o pescoço, né? >> É diferente. >> Peço perdão. >> Tô bronzeado. Entende? O que que o que que isso quer dizer? Não necessariamente eu tenho que estar imenso para gerar comorbidade. >> O meu corpo,
ele começa a se inflamar: "Quem é obeso aqui? Antes de ser obeso, Tava com sobrepeso. Antes de estar com sobrepeso foi gordinho. Isso foi aumentando. Tipo, nas inchado. Então já >> pode ser uma característica genética sua. >> Não, mas eu sou o único da família gordo. >> Você pode ter sido adotado. Tá vendo agora? Pode ser. >> Não sei. >> Eu não sei. Bom, >> pô, eu nasci gordo. Sempre foi assim. >> Eu não, não sei. Mas eu >> Mas me fala por você discorda sobre ser uma escolha. >> Porque tipo, o meu corpo, o
corpo de qualquer um aqui não é a mesma coisa. Se a gente fazer uma corrida nós dois agora, você com seu corpo e eu com meu corpo. Eu perco. Odeio correr. Mas me conta uma coisa, me fala como é uma rotina alimentada do teu dia normal. O que é que tu come no café da manhã? Não minta não. >> Eu gosto de refrigerante, tomo refrigerante de manhã, de tarde e de noite. Eu não bebo muita água. Não >> gosto, não gosto de suco. Eu gosto de >> Mas a vida é sobre fazer o que gosta
ou sobre fazer o que tem que ser feito para ser uma pessoa melhor? >> Eu acho que a vida você tem que fazer o que você gosta. Então, tipo assim, e fim de papo. >> Exatamente. >> Mas você vive muito filme da Disney, meu Amigo. A vida é fazer o que gosta. Não, a nossa obrigação aqui somos sermos pessoas melhores. E se der para ser feliz, incrível. >> Mas então ser uma pessoa melhor é respeitar os outros corpos que >> Mas eu respeito os outros corpos. Quando foi que você me viu desrespeitar um corpo? Me
diga. >> Ave Maria. >> Não, só me diga quando. >> Agora a pouco você fez isso >> quando? Quando eu descrevi o seu corpo. Mas você disse: "Eu tô inchada no seu corpo". Não, >> mas beleza. Não, não. Eu tô falando das suas redes social. Você acabou de postar um vídeo >> falando o quê? >> Você >> antigordo. >> Antigordo. Antigordo. Onde você viu isso? Essa minha camisa aqui, ô coisa Maravilhosa. Ainda bem que vocês falaram. Você sabe o que que é isso aqui? >> Isso aqui é o maior. Não, vou te falar agora. Sua
gorda sendo negada. >> Deixa eu falar com ele aqui rapidinho. >> Obrigado. >> Isso aqui é o maior movimento de combate à obesidade da América Latina. Já salvou mais de 90.000 pessoas nos 3 anos que ele existe. Está em processo jurídico agora para se tornar uma ONG e entrar Como serviço público nas prefeituras do Brasil. Qualquer pessoa que entrar na antiobery tem acesso à dieta e a treinamento gratuito. Sabe quem criou? >> Você. >> Exato. >> Tá. Mas quem falou que eu quero ir fazer parte? >> Eu não disse que você quer ir. Você me
disse que isso aqui significa uma coisa que não significa. >> Beleza, mas o meu corpo tá. >> Então quem foi que julgou quem sem conhecer? >> Você. >> Eu não. Você chegou dizendo que isso aqui erado. Mas por que colocou esse símbolo? O obeso. >> Antiobesidade. O nome do movimento é anti obesery. O nome do movimento é esse. A ideia é combater a obesidade. Existem várias formas de eu te trazer à luz da consciência. Medo, dor, constrangimento, Depende da narrativa com a qual você vai se identificar. Quando você chega para mim e diz: "Eu sempre
fui assim". Tudo bem, mas não é porque você nasceu de um jeito. Você tem que morrer desse jeito. Você pode mudar. Todo mundo aqui. Quem nasceu pobre vai ter que morre. Vou eu vou envelhecer e ficar velho e morrer, se Deus quiser. >> E a pergunta e se Deus quiser e você ajudar, né? >> Exatamente. Mas olha só, Edgar Vivar é o Senhor barriga, né? Conhece? >> Sim. >> Tá obeso até hoje e não morreu. >> Mas aí tu quer pegar uma pessoa do Chaves e usar como exemplo aqui eu trazendo nem Hulk concordou a
cara do Hulk ali. >> Ele não tá ajudando vocês. >> Pois sim. >> Mas veja só, vamos lá. Vai ter esse tema aqui mais pra frente. Existem pessoas que fumam >> Hum. E não tem problema cardiores? >> Tem. >> Então posso dizer que cigarro não faz mal >> para aquela pessoa? >> Não. Obrigado. [Música] >> Deixa. >> Poxa, não consegui correr. Go. >> Já vai ter. Tu tá e tu e tu tá mais perto que ele? Eu vou só saber seu nome agora. >> O meu nome é Alexandre Lopes. >> Eu sou formado médico veterinário.
>> Eu sou ativista corporal. ator e modelo. >> Eu me manifesto a favor de que todas as pessoas sejam livres para elas serem quem elas são. A obesidade é uma condição física. Ela não é uma escolha. Diferente do que muitos personalis trainers pensam, a obesidade ela não é só causada através da alimentação e da falta de exercício físico. A gente tem Questões sociais, econômicas, metabólicas. Concordamos 100%. >> Ótimo. Que bom. >> Qual é a sua questão sobre ser gordo? É uma escolha. >> A minha questão sobre ser gordo é uma escolha é que os lugares
para mim são privados. >> Que lugar qual lugar que você não pode entrar? Me fala. >> Existe um cou te falando. >> Não, você não tá falando. Você tá contando, desab. você tá desabafando. >> Existe um ciclo, existe um ciclo onde você diz que eu, por ser obeso, sou doente. >> Então, isso é um >> se eu sou doente, eu mereço acolhimento, respeito e dignidade no meu tratamento. Quando você coloca essa, eu estou, eu tenho personal trainer três vezes por semana, nutricionista, psicóloga, eu caminho, >> sim, já estou conseguindo resultados. Não, eu não quero ser
magro. Não, você tá escolhendo não ser tão gordo. >> Eu estou escolhendo ter mais qualidade de vida porque ser gordo não significa ser uma pessoa triste. >> O que é que você tá conseguindo? Como é que você vai ter mais qualidade de vida? Deixando de ser o quê? O que que você tá acontecendo no seu corpo? >> Eu estou falando. Você responde a 25 processos por calúnia, difamação e o uso De imagem de pessoas. Eu tenho como provar. 22 semanas atrás, você usou a imagem de uma personal >> desmoralizando o trabalho dela, porque ela foi
reconhecida numa matéria por fazer um trabalho incrível com outras pessoas e pelo fato dela ser gorda, sua colega de trabalho. >> Fala como é o trabalho incrível dela, o que que ela faz que é incrível? Ela atende pessoas gordas e ajuda essas pessoas a terem qualidade de vida, Incluindo pessoas que são gordas e idos. >> Eu também faço mes. Opa, parou. >> Ei, ei, ou >> vou falar nada até vermelho, né? >> [ __ ] eu achei que você fez eu iam cair, cara. Pô, 38 segundos. Bota manda bala. Posso dar? Teu nome, teu nome,
teu nome, teu nome. >> Igor. >> Vai, Igor. Vai. >> Bom, 38 segundos tem muita coisa que falar, né? Mas só queria desmistificar Essa coisa de colocar o corpo gordo como corpo doente, >> né? Eu acho que o corpo e a saúde estão lugares diferentes. Eh, >> legal >> tem uma, a gente fica reforçando esses estigmas e eu acho que isso mais afasta a galera gorda, por exemplo, de uma academia ou de um consultório médico >> do que aproxima. Eu acho que para mim isso é o essencial para começar os doos Debates. Eu tô ofegando
porque tem 10 segundos. Relaxa, relaxa, tá tudo certo. >> É, enfim, só queria, só queria reforçar isso. O corpo gordo não é doente, apesar de ser um fator de risco a mais, né? >> Tá. Qual é a ideia? Se você permitir uma visão diferente, >> claro. Vai. >> A gente não deve, não deve, não é que não pode, trabalhar com possibilidade. Porque vamos supor aqui, quem quer ficar milionário levanta a mão aí. Só um Exemplo. Aí eu vou chegar para você, como é teu nome? >> Marcelo. >> Marcelo, você tive uma ideia. Cada um vai
me dar R$ 10.000, eu vou jogar na mega da virada e a gente divide depois. É possível que ganhe? É, é provável. Não é possível um corpo gordo não ser doente. É, é provável. Não, é isso que a ciência diz. Não é minha opinião. Eu não queria que fosse assim não, irmão. >> Mas existem tantos atletas gordos, por Exemplo. >> Existem dentro da modalidade dele. Ele não é gordo para aquela modalidade. Ele tá dentro do peso da modalidade. >> E existem todas pessoas gordas com >> Eu concordo contigo. Eu entendi. Eu concordo contigo e eu
entendi tua visão. >> A ideia é existem narrativas diferentes para chegar no mesmo fim. Existem pessoas que se identificam com a narrativa mais agressiva e outras não. Sim. >> Concorda comigo? >> Você acha que a narrativa agressiva afasta pessoas do >> afasta quem já se afastaria? O que eu não posso, irmão, sou eu mudar o jeito que eu falo com os meus melhores amigos, por exemplo, só para agradar todo mundo. >> Mas você acha que tá certo colocar saúde e o corpo no mesmo próximo. >> Vai, vamos. Beleza, >> vai. Abraço. Obrigado. E o segundo
tema é autoestima não cura diabetes. [Aplausos] Prazer, sou Babi Paula. >> Fala Bab, >> sou modelo play size. >> Chamo de Babi ou de Paula? Babi Paula. >> O que você quiser. >> Babác. >> Sou Babi Paula. Sou modelo PlaySiz. A primeira modelo cachinse a estar na maior semana de moda da América Latina. Você não conhece Caxias Maranhão? Não, >> não sabia não. >> Ixe, geografia tá faltando. >> Caxinense, mas cachinse é bem específico. Vai. >> Por que que eu acho que todos os corpos devem ser felizes? >> Não, mas pera aí, pera aí, pera
aí. É, é sobre autoestima e diabetes. >> Auto. Eu tô falando, você tem um problema, um grande problema de não ouvir as pessoas e eu queria falar. >> Mas se eu for falar dos teus problemas aqui agora também. Sim, meu amor, mas eu Estou falando que autoestima é muito importante >> para todas as pessoas diabetes. >> A partir do Não, eu tô falando de autoestima >> a partir >> autoestima e diabetes. Eu estou falando de autoestima. A partir do momento que você >> desumaniza o meu corpo, a partir do >> Como é que você desumaniza
um corpo? >> Eu tô, eu tô fazendo perguntas porque eu Não entendo linguajar que você tá usando de verdade. O que é desumanizar um corpo? Desumanizar é não tornar aquele corpo humano, não tornar aquele corpo eh disponível para ser amado, para ser aceito. Eu não quero que ninguém aqui ou você me aceite, não, porque eu já me aceito. >> Então não entendi. >> A minha saúde está maravilhosa e não tem nada a ver com o meu corpo. Eu sou uma mulher gorda e tô eu faço exames Periódicos e todos os exames, OK? >> Certo? >>
Todos os exames, OK? Isso é devido a sua autoestima elevada. >> Não tô entendendo onde é que o debate tá. >> Não, não é de acordo. Porque a partir do momento que você fala que uma pessoa gorda não pode, não pode ser saudável, >> eu nunca disse isso. Eu eu falei inclusive o contrário. >> Eu inclusive falei o contrário para ele. Eu disse existe a possibilidade, mas não existe a probabilidade. A probabilidade é menor. >> Você fala isso. >> É possível, mas não é provável. Isso. E como o rapaz falou, isso afasta os nossos corpos
da academia, isso afasta os nossos corpos consultário médic. Eu tô falando dos nossos corpos de nossos >> corpos gord gordos. >> Travou, travou, travou. Obrigado, Babi. >> Mano, eu não entendi esse tema. Desculpa. Por isso que eu >> quer que eu quer que eu quer que eu contextualize para vocês o que é que acontece muito dentro da narrativa que grande parte dos defensores da obesidade não tô dizendo que são vocês, tá? Usam. Se eu me sentir bem é tudo que importa, não é? Não faz sentido. Então a ideia é autoestima. Eu tá me sentindo bem,
não quer dizer que eu tô sem diabetes ou sem a probabilidade de desenvolver essa doença. Por exemplo, homens que t a Cintura acima de 102 e mulheres acima de 88 tem aumento de risco cardiovascular e desenvolvimento de diabetes. Isso é fato. Ah, mas eu não tenho. Graças a Deus. Mas a probabilidade de desenvolver é alta. Essa é a pauta. >> Quando você já nasce quando você já >> Mas aí é diabetes tipo um. Aí é diabetes tipo um. Sim. Eu tô falando de tipo dois de acordo com a Organização Mundial da >> é vários fal
a falta de saúde vem de acordo com de eh Ausência de vários fatores. Você não deixa a gente a gente falar >> é porque você já acabou seu tempo. >> Você não deixa não. Eu vi aqui. Você não deixar. >> Quem é o próximo? >> 1 do TR. Ficou contextualizado ou não? Eu posso aprender, vocês podem aprender. E vocês estão vindo com ideias que foram criadas que talvez nem seja verdade. Calma, pô. Dá chance ao erro. >> Se todo mundo concordar com o tema, Procura, a gente vai abaixo. [Música] >> E o terceiro tema é
aceitar a obesidade é defender um pecado condenado pela Bíblia. >> Ô Babi, vamos pro tema. >> Eu acho que ninguém deve aceitar nada. Eh, todos nós temos escolhas, né, e liberdade corporal e ser da forma que a gente quiser ser. E muito importante a gente frisar que não é um corpo gordo que vai definir as Minhas falhas, que vai definir o meu valor. Se fosse por isso, eh, muita gente, se fosse seguir a Bíblia, muita gente estaria morto por traição, né, por pela falta de amor em respeito ao próximo. Então não, a obesidade não não
quer dizer uma falta de valor, >> nunca vai falar. >> É porque tu tá fugindo muito, vai direto na próxima. >> Oxe, é o tema. Não é? >> Mas veja, é o que eles estão achando. Não sou eu. Falar mesmo, mas esse assunto é bom. >> Venha. >> Tudo bem, senhor? >> Tudo bem. Como você vai? >> Eu sinto muito, tá? >> Como é seu nome? >> É Ana Maraía. Ana, >> eu tô bem nervosa, gente. Não me matem. >> Faz assim, ó. Vem cá. Sério? De verdade. >> 3 segundos para dentro. Vai, segura. Não,
não, não, não, não. Calma, calma. Vai comigo, ó. Segura três para fora. >> Ai, eu amo terapia. >> Vai, vai, vai. >> É que hoje eu não fiz a minha terapia, gente. Vai, vamos. Fica nervosa, não. Vai tranquilo. >> É que nem o amigo perguntou sobre o que a Bíblia condena. Sobre >> Ah, não é que a Bíblia condena a obesidade, né? Pecado da gula, né? >> Isso. O pecado da gula. Não me matem. Eu Vou dar um exemplo, um exemplo meu. >> Isso. Tá bom. >> Ah, hoje faz 10 meses que eu perdi o
meu filho. >> Sinto muito por você. >> Por erro médico, negligência. E eu já estava acima do peso na gravidez, porém uma coisa linda, gente, eu não tive pressão alta, eu não tive diabetes gestacional, sabe o que que é nada? Nada. >> Mas é, mas o meu filho faleceu por erro Médico. Cheguei aos 9 meses, ele faleceu. >> Só que na gestação eu fui lutando contra isso pelo bem do meu filho, >> certo? >> E eu quero engravidar novamente. Então, o primeiro ponto foi falado sobre a obesidade, é uma escolha. Depende. No meu caso, eu
tenho genética, >> certo? Só que eu também tenho a escolha de lutar contra genética ou aceitar genético. Esse é o meu caso. >> Sim. >> Então, hoje eu venho lutando contra a depressão, >> certo? >> Contra a ansiedade. E eu faço terapia, estudo psicanálise. >> Tá bom? >> Na psicanálise eu entendi uma coisa, eh, a terra é o a terra é a infância que o adulto pisa. Quer dizer, a infância é a terra que o adulto pisa. Tudo é formado na infância. Eu descobri fazendo a Terapia e estudando de onde vem a minha compulsão alimentar.
Então, quando você entende de onde vem a sua compulsão alimentar, há uma virada de chave, >> certo? >> Porque cada um tem algo que foi determinado na infância. Um exemplo meu sobre a questão da compulsão. A, eu cresci num lar aonde meu pai era alcólatra, era muito briga, mas era um lar farto, era muita comida, era maravilhoso, era o sonho. Então, todas As vezes que eu comia, eu me sentia abraçada. Parece loucura. Não parece, >> mas é a mente, >> a gente e muito possivelmente você vai se encaixar em um deles. >> Quando a gente
fala e pode aparecer contrainttuitivo que eu vou dizer agora, mas a maioria de vocês não pode emagrecer porque você tá buscando uma dessas três coisas: atenção, proteção ou força. >> Certo. É, >> você tá buscando isso e você acredita e essa criança foi enraizada por anos na sua vida de que se você emagrecer agora, você vai ficar desprotegida e talvez aquele pai alcólatra possa fazer algo com você. E a comida, quando eu tô num dia estressante me conforta, porque eu aprendi a construir esse hábito na vida. Sim. >> Mas a partir do momento, esqueci Ana
Maraíssa, >> é Ana Maraía. >> Ana Maraísa. A partir do momento que eu elevo o seu nível de consciência e você estuda para saber disso, >> sua responsabilidade aumenta. Concorda? Com certeza. >> E a partir de agora é uma escolha. Não dar o seu melhor. Não é emagrecer, é fazer o seu melhor. >> É esse o objetivo de todo mundo aqui. É ser melhor que ontem e pior que amanhã. Não é melhor que hoje. >> Eu gostaria de dar um exemplo rápido. A Minha mãe chegou a 135 kg, diabética, enfartada, várias coisas. E ela ela
ela escolheu. Não é que ela não se ame, não quer, ela não se respeite, mas hoje a minha mãe, para mim é um exemplo. A minha mãe perdeu 35 kg. A minha, eu tô mais pesada que a minha mãe, mas não quer dizer que isso afeta na minha autoestima total. Tem dias que sim, tem dias que não. >> Deixa eu posso te fazer uma pergunta. O que foi que levou ela a querer perder 35 Kg agora nesse momento da vida? >> As filhas >> tem duas opções. >> Sim. O médico diz que ela morreria. >>
A gente a gente só muda a forma que a gente vê e vive a vida através de duas formas, tá? Através de repetição, ou seja, fazer por muito tempo aquilo ou >> sofrendo um impacto emocional muito forte. >> Sim. E ela teve uma escolha. Os médicos disseram: "Ou você perde peso, não é Pela diabetes, mas ou você perde peso, ou, infelizmente você não vai ver suas filhas crescendo." >> E talvez a fala desse médico para muitas pessoas possa ser agressiva, concorda? >> Mas >> mas foi que salvou a vida dela. >> É. >> Então eu
não posso deixar de salvar a vida de alguém porque alguém vai ficar ofendido comigo, pô. Essa é a minha visão. >> Exatamente. >> Eu falo agressivo por isso. >> E outra coisa, por exemplo, questão de eu ter e engravidar novamente, eu tenho uma escolha. Se eu quiser ter uma gravidez mais tranquila, mais saudável do que a outra foi, eu devo perder peso. Mas é uma escolha minha. O médico não disse: "Ó, você não pode engravidar, não. Eu tô tendo uma escolha de correr contra pelo seu próprio filho." Porque a gente sabe que se você tiver
uma Gestação em estado de obesidade, os riscos dele vir disfuncional em termos de cognição, fala e até mesmo com com a probabilidade maior de ser obeso aumenta. >> Sim, eu também porque eu já tive um princípio de AVC justamente por isso, não pela questão do peso, mas o estresse, a ansiedade. >> O que que tá faltando para virar a chave de novo? Me diz >> vergonha na cara do meu >> não, não é, não é. Tem alguma coisa mais a fundo e você sabe que tem, só que se você cavucar vai doer tanto. >> E
aí tu tem que decidir, sabe uma coisa? Tu prefere passar pela dor que tá passando agora ou pela dor de curar isso? >> Aí é uma decisão. Maturidade não vem com tempo, Ana Maraisa. Maturidade é uma decisão. E decisão é cisão. Que que eu tenho que cortar da minha vida agora? Pessoas, ambientes, comportamentos. Você Tem que decidir isso. Escreva um plano de ação que vai dar certo. >> Obrigada, gente. Obrigada pela terapia. >> Você foi maravilhosa, viu? Obrigado. [Música] >> Como é teu nome? >> Prazerela. Obrigado. >> Meu primo João adora essas camisas. Eu acho
maravilhosas. Me fala. >> Obrigado. Então, eu discordo que aceitar a obesidade seria uma forma de defender O pecado condenado pela Bíblia. >> Porque o pecado do qual a gente tá falando é gula, >> certo? E como a gente disse no primeiro tema, tem gente que simplesmente é gorda porque é a genética da pessoa. >> 3%. >> Sim, 3%, mas existe esse ponto. >> Mas a gente vai falar desses 3% da maioria. >> Não, não estou falando só desses 3%. Vou falar de todo mundo. Tem gente que é por Causa da genética. Tem gente que é
porque simplesmente ficou gordo com o tempo, >> e foi ficando gordo. E aí teve escolhas. Exatamente. E aí hoje a pessoa se aceita. Ponto. Não importa se é pela genética ou se é por escolhas que ela teve na vida e hoje em dia está gorda, ela se aceita como uma pessoa gorda, como eu. Eu tenho parte da genética, mas eu também acho que tenho parte que são das minhas escolhas. Mesmo assim, eu me Aceito como uma pessoa gorda. Isso não significa que eu estou defendendo o pecado condenado pela Bíblia, que eu tenho o pecado da
gula estampado na minha cara, na minha testa e tal. Eu só acho que eu, por ser uma pessoa gorda e me aceitar como uma pessoa gorda, simplesmente não tenho, tenho que defender esse pecado. Eu só sou uma pessoa gorda e me aceito como eu sou. >> Legal. Mas você concorda que isso é uma opinião baseada na sua experiência de Vida? >> Sim, eu concordo, com certeza. É, é irresponsabilidade minha enquanto, enquanto agente do sistema de saúde, enquanto profissional da área da saúde, pegar uma experiência pessoal e querer extrapolar isso para todas as pessoas que aqui
estão. Eu tenho que ter base científica para validar o que eu tô falando. Eu tenho que ter dado você tem que ter a base científica, porque na sua base científica você tá falando que eu Estou defendendo um pecado condenado por um livro escrito há séculos atrás. Não estou falando que você está falando. Calma, eu não estou falando que você está falando. Você acabou de dizer que tem que ter base científica para isso. Tendo base científica, você automaticamente anula a Bíblia inteira. >> Pelo contrário, >> sim, você anula. >> Através de que ciência a Bíblia é
estudada? >> Como assim? Através de que ciência? >> Qual ciência estuda a Bíblia? >> Bem, eu acredito que é teologia, né? >> E tem outra também. >> Qual? >> História. >> Tá. >> É ciência ou não é? >> Tá. História é uma ciência. >> Então é ciência. Uscia. Você pode me falar, você tentou limitar a ciência fisiológica. Não, não estou limitando Ciência fisiológica. Eu estou falando que se você está tendo base científica, não importa qual, você está anulando a Bíblia. Porque eu estou falando com você, você sabe qual a minha religião? >> Não sabe. Vou
te dizer agora. Sou uma pessoa agnóstica. Não, não, não é que eu não acredite na Bíblia, só acredito que haja algo. >> Pera aí que não >> pera aí, deixa eu ver se deixa eu ver se eu entendi. Tu tá dizendo que eu tô Errado porque eu represo que tu não acredita que que faz sentido. >> Não estou dizendo que você está errado. >> Mas você não concorda com a Bíblia. Você não concorda com aquele Deus, né? >> Eu não concordo com aquele Deus. >> Mas não concordar com aquele Deus, tu já disse que aquele
Deus existe. >> Eu não disse que ele existe. >> Como é que tu discorda de um negócio que não existe? É, então, exatamente. Não é a questão da religião. O que eu tô Tentando dizer é que se você está tendo uma base científica, você não pode usar a Bíblia que é sobre uma religião ou nenhuma outra religião para falar sobre Mas eu não tô usando a Bíblia como fato religioso. Como fato teórico, estou usando o exemplo de que você diz que tem que ter uma base científica. >> Deu, foi mal, Bela, desculpa. Terminou. Obrigado, viu?
>> Lord em inglês. >> Maravilhoso. >> Como você vai? >> Tudo bem. >> Como é seu nome? >> Prazer, Bela. Bom, primeiramente que eu sou macumbeira, então a Bíblia não me diz a respeito. [Aplausos] >> Leu? >> Não, desculpa, eu não enxergo muito bem. Depois eu te fo. >> Eh, primeiro eu queria eh me posicionar a respeito de todas as pessoas que estão Aqui. É um ato de muita coragem, acho que a gente debater esse assunto. Eu sempre fui uma criança, eu sempre fui uma criança gorda >> e acho que você impor eh com o
tema, né, impor eh sobre o corpo, o corpo, a vivência de uma pessoa por conta de uma religião é muito medíocre e é muito pequeno. Então eu como um bandista eu não tenho nada a ver com a Bíblia. Isso não deveria ser uma imposição do corpo alheio, né? Então você dizer que uma Pessoa gorda, ela simplesmente tá cometendo pecado, que é a gula, é dizer para todas as pessoas gordas que estão aqui que somos pecadores. Você entende? >> Deixa eu te perguntar uma coisa. Você é pecadora? >> Todos nós somos. >> Então tá tudo certo
com o que eu disse? >> Não, não está certo porque você tá usando a Bíblia para constituir uma opinião. >> Deixa eu te fazer uma outra pergunta. Posso? Claro. >> Existem pessoas gordas que t o pecado da gula? >> Sim. Não sei. Eu não posso dizer. Você acabou. >> Existe a probabilidade de haver pessoas gordas que t o pecado da gula? >> Existe a probabilidade? Existe a probabilidade de não haver. Sim. >> Foi o que eu disse já desde o começo. Existe a obesidade mesogênica que é exclusiva da genética. Você pode não Comer nada e
o que você comer vai virar gordura. >> Uhum. >> São 3% da população. >> Os outros 97 >> vem por excesso. >> Aham. >> Então é gula. Isso não sou eu que tô dizendo. Eu só usei a Bíblia como um gancho para se alguém discordasse da ciência, eu trazer uma base que talvez ela concordasse. >> Certo? A minha única eh olhar que eu quero trazer quando passa, quando você conhece alguém com depressão, você aponta o dedo dizendo para ela: "Olha, é aquela pessoa depressiva". Quando tem uma pessoa com diabetes, você aponta para ela, fala: "Olha,
pessoa diabética". Então, por que o corpo gordo que você diz, deixa eu só terminar, por favor, >> quando você diz que o corpo gordo é uma doença, por que que você não trata as Pessoas como pessoas gordas como realmente uma um caso de saúde pública? É isso que me deixa triste e é realmente isso que afasta nós, pessoas gordas, de estar nesses espaços que você diz que somos somos bem-vindos. Hoje eu caminho por conta própria, mas eu não frequento a academia justamente porque, como ele falou, a gente não se enxerga nesse espaço porque sempre foi
um espaço de de exclusão. Então, só para reafirmar a minha opinião sobre eh exclusão com o Seu pensamento da Bíblia, é dizer que você tá usando novamente de uma uma opinião eh religiosa para dizer para uma pessoa que ela é uma que ela não merece. estar ali porque ela é uma pecadora. É a mesma coisa quando exclui pessoas LGBT da igreja. É a mesma coisa quando exclui pessoas que realmente não tem eh a metade da vivência aqui. >> Acabar o tempo da gente, eu não vou ter debate contigo. >> Não pode falar, >> tá? Vamos
lá. Quando eu trago a base da igreja, eu não falei de religião alguma. Falei, >> falei de teologia. Bíblia. >> Falou bíblia falou de Bíblia. O tema é sobre Bíblia. Tem a ver com religião diretamente. >> A minha a minha religião não tem não tem Bíblia. >> E tudo bem. Ou seja, a Bíblia existe uma ciência chamada teologia que estuda a Bíblia. A teologia não é religiosa. A Teologia não é religiosa, é uma ciência. Eu tô usando isso como base. >> Então já começa com um erro na pergunta do tema. >> Não, mas a Bíblia
tá sendo usada, tá sendo estudada pela teologia. >> Mas quantas pessoas aqui são? >> Mas veja, mas veja, Bela, você tem entendido errado, não quer dizer que a pergunta está errada. Mas vamos lá. Se tem 30 pessoas na sala concordando que a pergunta foi mal feita no tema, você tem Que concordar que existando que a pergunta foi mal feita e não que a pergunta não faz sentido ou que a pergunta em si não direcione para o que realmente pode existir, que é o gordo ter compulsão. Entendeu? >> Entendo. Mas >> não, não acabou. Não tá
aqui. >> Tem um minuto ainda. Eu entendo, mas realmente é é >> é porque você tá tentando entender uma coisa através de um conceito que você Não acredita. Não tem como, mas não tem como te explicar. Então, mas como que você vai me falar sobre Bíblia se é algo que eu não acredito? >> Mas eu não tô falando para você, você que veio até aqui. >> Não, mas você tá falando para todas as pessoas que estão na sala, que estão assistindo. Marcelo queria ter vindo. >> Sim, exatamente, >> porque ele acredita na Bíblia, acredito eu.
>> Sim, mas eu não. Mas eu sou uma pessoa gorda. Então, como que você consegue? >> Mas por que você se incomodou por algo que não existe? >> Tema fal porque o o tema fala justamente sobre isso. O tema. Você ouviu a pergunta do tema? >> Mas para ouvir e você não acredita naquilo ali. >> Não acredito. >> E por que te incomodou a ponto de vir aqui debater? Porque essas opiniões que Eu não acredito, ele é a base de ódio para várias pessoas que hoje estão dentro da igreja. No ódio não é nada forte.
Ódio é forte. >> Ódio não é nada forte. Ódio não é nada forte. >> Veja, eu sinto muito que talvez você tenha passado por uma experiência muito ruim. >> Uhum. >> Como a Ana Marisa tava falando aqui agora, eu não sei em que fase da vida Foi, >> certo? >> Mas tem pessoas ruim na igreja? Claro que tem. >> Isso faz da igreja um todo ruim? Claro que não. >> Uhum. Existem pessoas gordas que t compulsão e praticam o o pecado da gula? Sim. Isso quer dizer que todas as pessoas gordas fazem isso? Não. >>
Certo. >> É esse o contexto. Então a ideia é vir Aqui defender que sim, existem pessoas gordas que defendem o pecado da gula. Isso é fato. É só isso que tá sendo dito. E você poderia ter vi, pô, Gut, eu concordo, mas eu discordo porque comigo não é assim. >> E tá tudo bem. >> Entende? >> Entendo. >> Obrigado, querida. Prazer conhec. E o quarto tema é o que você chama de me aceitar como sou. A medicina chama de Doença. >> Alexandre, >> isso >> vai. >> Eu quero te falar que todas as pessoas que
estão aqui já passaram por uma questão psicológica. Tá? >> E quando a gente fala de doença, a gente pode falar da obesidade, a gente pode falar de tudo aquilo que a obesidade causa e tudo aquilo que também é causado pela obesidade. Assim como estão todos Aqui, >> mas a gente concorda que é uma doença? >> Concordamos. Concordamos que também é uma condição que pode gerar outras doenças e pode ser causada por outras doenças. Quando eu tinha 14 anos, um grupo também de 25 pessoas, de 25 homens me abordaram na rua e me espancaram, cuspiram em
mim, me humilharam, me xingaram e quebraram com a minha saúde psicológica. Eu tive vontade de morrer, eu tive vontade de me su com 14 anos de Idade. E eu tenho certeza que a minha história toca todo mundo que tá aqui. Porque pra gente falar sobre obesidade, a gente tem que falar sobre saúde mental. Para eu tá aqui hoje, eu tô extremamente desconfortável e a minha vontade aqui é de te atacar. Eu tô aqui numa situação de embate. Eu vou usar a história da Maraisa. Como a minha história também é muito tocante e é muito triste,
existe um armário onde a gente sai para se entender como gordo. Porque quando a gente é criança, a gente não tem o entendimento de que a sociedade vai massacrar a gente, de que a gente pode vir a ter um problema no joelho ou um problema de coração. E aí eu te faço uma pergunta. Pessoas com síndrome de Down são mais propensas a terem doenças cardíacas. Nem por isso existe um movimento contra a síndrome de Down, >> porque não não tem como curar. Sim, não tem como curar porque não é um problema. Agora você tem que
se colocar no seu lugar de entender que emagrece quem quer. >> Mas espera aí. Vamos junto. >> Calma aí que eu tô falando. Não terminei ainda. Bom não. Eu te falei que pessoas com síndrome de down, >> mas você consegue conversar sem querer me atacar mesmo verbalmente. >> Eu vou falar para você sobre saúde mental, tá? Nós temos aqui, essa daqui É de H dos Santos, tá? Ela tinha 17 anos e ela se enforcou na escola, tá? Ela se enforcou porque ela era humilhada como uma criança gorda. >> Absurdo. >> E aí depois que ela
morreu nas escolas e na internet falaram que ela deveria ter se enforcado não com uma corda comum, mas com cabo de aço. Porque o que acontece na internet é que independente de qualquer coisa que a gente fale aqui, você vai continuar tendo dois, três Milhões de seguidores. Você vai continuar tendo seguidores, fãs, pessoas que te apoiam, você vai continuar tendo seu dinheiro, porque o seu propósito, enquanto uma pessoa que tá na internet, e aí você nem se coloca mais como personal, como instrutor físico, você se coloca como influenciador. É gerar lucro em cima do quê?
da insegurança das pessoas que ali estão na internet. >> Você fez um visabo. >> Essa daqui também morreu por conta de gordofobia na faculdade. E essa daqui é uma influenciadora que depois que ela morreu, pegaram a imagem dela e anunciaram numa academia: "Se você não quiser morrer como ela, venha pra nossa academia". Mas eu tô concordando com você falando. É um absurdo isso. >> Eu fico feliz que você concorde com que eu tô falando, sempre concordei com tudo disco? Não, >> sempre >> porque até mesmo na segunda-feira você fez um vídeo falando que uma mulher
gorda e preta que é dançarina não podia fazer uma campanha para lá. Você falou que ela não gordo e preta, você vai ter que provar isso. >> Ela é uma mulher gorda e preta. E você falou que ela não poderia ser uma pessoa feliz, porque nós temos o direito a sermos uma pessoa feliz. E você acha que a gente tem que ser triste enquanto Pessoas gordas? >> Sinto pelo que você passou de verdade, eu sinto acho que você, >> mas não me importa o que você acha. >> Eu já disse o que eu queria falar.
>> Pode ir. >> Obrigado, Alexandre. Como é seu nome? >> Cristina. >> Prazer, Cristina. Você lembra do tema? >> Pode repetir, por favor. >> Eu esqueci também. Eu perguntei porque eu também esqueci. Esqueceu. >> Esqueci. Depois de 4 horas que ele falando, nada a ver. >> Ok. Ah, me relembra rapidinho quais são as suas formações. Você disse que é formado em educação física, >> especialista em tratamento da obesidade pela Gama Fil do Rio de Janeiro, em emagrecimento pela Gama Fil do Rio de Janeiro, psicologia positiva pela PUC do Rio Grande do Sul e ciência do
bem-estar pela EA University dos Estados Unidos. >> Nenhuma dessas é medicina, certo? >> Não. >> Ok. Eu não vim também não. Eu não vim aqui querendo atacar você porque, sinceramente, eu não faço a menor ideia de quem você é. Você não é meu. Eu não sou seu pú. Estamos junto nisso também. Não faço ideia de quem você é. Não. Eh, eu não sou seu público. Você não é meu tipo de criador de con de conteúdo que eu consumo. >> Qual Qual é o meu público? >> Não sei. Eu sei que eu não faço parte. >>
Como é que tu sabe que não faz parte? Não sabe nem qual é meu público. Eu não te sigo. Então você não é meu tipo de criador de conteúdo. Suponho que eu não seja seu público. >> A levanta a mão rapidinho, gente. >> Já deu. >> As pessoas levantaram a mão. Não sou eu, são eles que decidem. Tem que entrar, ela tem que >> tem que levantar, >> tá? >> Foi mal. Obrigado. Falar, >> turma, posso posso abrir meu coração para vocês? De verdade, >> se continuar assim vai ser bom para mim, para [ __
] na internet. >> Então assim, [ __ ] eu tô aqui para debater real. Eu tô aqui para debater real e vocês estão me dando o queijo, a faca quente e a manteiga na mão. >> Vocês falaram de ódio lá na sala? >> Vocês falaram do ódio lá na sala? O cara até agora não agrediu ninguém. Vocês estão demonstrando ódia do que é. >> Bora lá. Acho que tem uma eh vou voltar naquela coisa de saber separar muito bem as coisas, né? Acho que quando a gente fala sobre aceitar como sou, isso tá relacionado ao
nosso corpo. E aí quando a gente fala de doença, a gente tá falando de um outro espectro que quando a gente mistura e escracha, vira essa frase toda junta, que eu acho que ataca As pessoas. E eu até entendo as pessoas virem nesse nessa armadura de ataque, porque é uma coisa muito pessoal, né? Mas também entendo que você tá trazendo um informações de um lado eh de um estudo que você fez de de todo o seu estudo, toda a sua eh experiência acadêmica e afins. Eh, porém, e aí é que eu acho que mora o
perigo quando a gente coloca tudo num balaio só, né? Eu tava vendo, por exemplo, que eh quando a gente fala, por exemplo, de Márcia Copória, né? Nem o nem o considera, por exemplo, o IMC eh um laudo, né? >> É que o IMC, para todo mundo, não, quem não sabe o que é IMC aqui, IMC é o índice de massa corpórea. >> Ele é uma uma conta que você faz entre sua altura e seu peso, mas o IMC só serve para grandes contingentes populacionais, para eu ter uma ideia se a quantidade da maioria das pessoas
que ali mora é alta ou baixo esquele peso, entendeu? Sim, só isso. Exatamente. Para Você sozinho ele ele é falho. >> Examente. Exatamente. E aí, justamente porque ele deixa de considerar vários fatores, né, socioeconômico, eh, acessos e afins e todas essas coisas. Por isso que aqui eu gostaria muito de estrinchar entre duas coisas diferentes. Uma coisa para mim é você se aceitar quanto seu corpo, quanto sua realidade, quanto lugar que você tá, não conformismo e saber diferenciar o que é sedentarismo, que aí para mim é onde Mora a questão da doença. >> Posso fazer uma
provocação? Super. Deve >> geralmente aí eu vou falar de mim. Quando eu vejo o me aceitar como sou, é sou assim, vou continuar assim. >> Hum. >> Quando eu vejo é mais ou menos isso. >> Mas vou continuar é uma condição que você coloca sobre se aceitar. Se aceitar e continuar são coisas diferentes. >> Então é aí a gente discorda. >> É, eu posso aceitar a condição que eu Estou. E aceitar a condição não é permanecer nela. >> Eu aceito que hoje eu estou com dificuldade financeira. Vou fazer nada para melhorar. Não é? >> Ué,
mas eu não posso aceitar quem eu sou. Você não é isso aqui é quem você é. >> Exatamente. >> Não, quem você é. Tá sendo esse cara super gente boa, super eloquente, pode um bom filho. Tá, mas vamos lá. Quando eu falo sobre aceitar quem eu sou, Aceitar o estado que eu estou agora. E aí as condições a qual eu me coloco, por exemplo, se eu quero >> um corpo gordo, ele pode ter uma vida extremamente saudável, ele pode se exercitar. E aí é onde eu que eu eu só que queria chegar, que eu acho
que é o perigo disso tudo, né? Quando a gente coloca o corpo gordo nesses estigmas, a gente afasta pessoas dos reais propósitos delas, que é ter uma vida saudável. >> Eu concordo com você, mas de todas as pessoas que passaram aqui agora, incluindo você, >> sim. >> Quem limitou o corpo gordo foram vocês ao próprio corpo gordo. >> É porque as perguntas são tendenciosas a chegar nesse nesse lugar. Você pode discordar e trazer um outro ambiente. Não tem problema nenhum. Discordo e trazer num outro ambiente. Aceito e eu sou assim, eu não vou mudar. Não
faz Ninguém falou sobre não mudar. Eu me aceito como eu sou e eu entendo que eu preciso de condições para chegar onde eu quero. Se eu quero emagrecer, eu acho que se você aceita como por que que você vai mudar? >> Não, mas eu posso querer ter um estilo de vida um pouco mais saudável sendo gordo, certo? >> Você vai ser uma pessoa vai diminuir a probabilidade de ter mais doenças, mas saudável a probabilidade de não ser Mais, >> eu não posso ter um estilo de vida saudável, não posso comer, fazer exercícios, diminuir, por exemplo,
tendência. Consequência disso vai ser você emagrecer, não tem para onde fugir, a não ser que você tenha, pode ser, não vai, >> pode ser. Mas o que, mas aí aí a gente coloca um estereótipo de um corpo magro lá na frente. Como que se, para que eu fique saudável, eu preciso chegar Naquele corpo? Mas aí é aquele balanço que a gente coloca de possibilidade e probabilidade. >> Saúde é mais fácil e mais provável, de acordo com a ciência, uma pessoa magra ser mais saudável. Quando eu falo uma pessoa magra, não é comparando você com o
outro, >> é você com você mesmo. >> Sim. Mas não é o único exclusivo do corpo magro. >> Não esquece a estética de outra pessoa. >> Exatamente. >> Você, se você perder 20 kg, sua cognição vai ficar melhor ou pior? >> Com certeza pode ficar melhor. >> Sua memória vai ficar melhor ou pior. >> Seu condicionamento cardiorrespiratório melhor pior. >> Mas se eu começar a fazer exercícios e e ter uma uma rotina mais saável agora, você acha que eu também não posso trazer benefícios para mim? mesmo peso, talvez o exercício tenha Sido equivocado ou você
não esteja dando o seu melhor. Então você tá meio que criando uma ilusão. Eu jogo bola três vezes por semana. Isso não é exercício físico, é atividade física. Sabe a diferença de atividade física e exercício físico? Deixa eu te elucidar. >> Se eu dissesse: "Igão, levanta aqui, pega uma cerveja lá dentro na geladeira e volta pra gente tomar uma". Isso é uma atividade física, >> tá? >> O que é um exercício físico? Você vai levantar 10 vezes, vai até lá em 30 segundos, vai voltar e gasar mais 10 vezes. Você vai fazer isso três vezes
por semana durante dois meses. >> Arrasou. >> Eu eu consigo metrificar, eu quantifico e qualifico. Então o que as pessoas confundem hoje é isso. Eu faço uma caminhada, quanto a que velocidade, >> tá? Mas vamos lá. Só voltando a uma coisa, tudo isso tá ligado a muitos Outros fatores, certo? Olha o sócio econômico, acesso. A gente tá falando de mim, mas se a gente vai para um espectro maior, uma dona Maria que acorda 5 da manhã, chega 10 horas da noite em casa, aí ela não consegue, por exemplo, fazer exercícios, comer bem, final de semana
vai beber a cervejinha dela. Mas aí, só finalizando esse papo, eh, >> ela não ela em algum momento não vai, por exemplo, se sentir bela, se sentir eh se sentir desejada. Aí ela abre o Instagram e existe todo um discurso de ódio pro corpo dela. E aqui que o perigo. Opa, desculpa. Ah, >> arrasou. >> Vaiigão. >> Como é que você vai? Como é teu nome? >> Carol Matias. >> Prazer, Carol. Manda bala. Lembra do tema? >> Prazer. Repete, por favor. >> Vocês estão tudo ó. Sabe o que é isso? Aí quando eu digo que
a excesso de Gordura afeta a memória, ninguém acredita em mim. Ó, >> na verdade eu lembro. que você chama de me aceitar como sou. A medicina chama de doença. >> Sim. Vai lá. você eh eu queria entender primeiro sobre essa colocação, porque em nenhum momento tá falando sobre padrões. Aceitar o próprio corpo não quer dizer que, ã, eu tenho uma doença. Aceitar o próprio corpo é se sentir bem, é estar bem consigo mesmo. Isso é mais da Questão da autoestima do que da questão da doença. Mas hoje em dia, a nossa sociedade ela pré-julga todo
mundo, inclusive eh por padrões estéticos de antigamente, na moda principalmente, de que todos deveriam ter uma metricidade. Tanto isso pela questão lá atrás dos gregos que precisavam ter muito os padrões estéticos limitados. Então, veio um conceito do belo veio daí. Então, quando eu entendo essa pergunta, ele não tá voltado tanto pela questão da doença, Eu entendo pela questão de autenticidade do próprio ser, >> tá legal? >> E aí eu queria entender mais desse seu ponto de vista para eu contrapor, >> porque você trouxe uma questão psicossocial, né, do julgamento dos outros. Isso é o que
te incomoda? >> Sim. Não, na verdade é o que parece na pergunta mesmo. >> É que parece na pergunta, mas tu disse que vê isso nas redes sociais, as Pessoas julgando pelo que vem. >> Isso. Não só nas redes sociais, no convívio social. >> Todo lugar. Entendi. >> Isso. >> Tu tinha algum tipo de predisposição para pensar como eu era antes de eu chegar aqui quando tu me viu? >> Não, na verdade eu nem sabia. >> Tu nem sabia? >> Nem sabia quem ia ser. >> Mas tu percebeu que muita gente tinha, Não é? >>
Sim. >> E eles me julgaram. >> Sim. >> Por coisas que eles viram. >> Sim. Porque a gente mostra o que a gente quer. Mas isso quer dizer, >> você quer mostrar um corpo gordo. >> Mas aí o corpo do o corpo gordo não necessariamente ele está doente e aceitar o próprio corpo. >> Nós vamos voltar de novo para Probabilidade e possibilidade. >> Isso. Mas aceitar o próprio. >> O que que a medicina diz? O que é que a literatura diz que ele não está doente? Ainda >> sim também. Mas aceitar o próprio corpo não
vem pelo pelo simples fato da doença, ele vem pela estética. Ex. >> Pav. A palavra aceitar. É, eu quero continuar como eu tô. Eu tô bem, eu me aceito assim, porque ninguém que está se sentindo mal aceita continuar se Sentindo mal. >> Sim. Mas quando a gente aceita o nosso próprio corpo, a gente consegue entender quem a gente é. Só que se a gente aceita o nosso corpo da gente, do jeito que a gente é, outras pessoas não deveriam estar julgando de fora se está doente ou não. >> Concordo. Quando foi que eu fui no
Instagram de alguém dizer: "Ei, você tá gordo, tem que emagrecer?" >> Não. >> As pessoas vêm até mim. >> Sim. e vem até mim, quem se identifica comigo, quem não gosta bloqueia, para de seguir, vai embora e tá tudo bem. >> Tem gente que eu concordo com várias coisas que fala e com outras não. >> Se fere meus princípios e valores, o que foi falado, eu bloqueio, >> tá? Mas aí >> se não fere, eu só discordo e não vejo. >> E voltando pro pro questão da pergunta, aceitar o próprio corpo é >> o que
a medicina chama de doença. >> Isso então >> e é porque o a palavra aceitar é da permanência. Eu aceito. É assim? Não, você você aceitar quem você é, aceitar o seu próprio corpo, entender quem você é, não quer dizer que coloca quando você coloca quem eu sou, você se coloca num estado de imutabilidade. Não, nem >> claro se eu sou assim, sim, porque todos temos que sim. >> Não, porque quando a gente entende o nosso corpo, não só mentalmente, fisicamente, a gente entende o nosso ser, a gente tem um próprio conhecimento de nós mesmos.
Então não tem como a gente colocar isso dentro do padrão de doença. >> Mas não é a gente colocar, existem pré-requisitos para determinar se uma pessoa é doente através da obesidade ou não. Não é só olhando, não, olhando a gente tem um dos pré-requisitos. Isso é Base científica. Agora, como eu me sinto quando sou julgada é outra coisa. Mas a própria pergunta já tá dizendo isso, porque aceitar o nosso próprio corpo, aqui tá dizendo, quando eu aceito o meu próprio corpo, você mostra que é uma ex de doença. Mas é isso que vem, a visão
já vem através de padrões que são esteticamente provados e colocados dentro. Acabou. >> Ah, que droga. >> Tá bom. Gostei, gostei, gostei, gostei. Tu >> e o próximo tema é quem defende a obesidade tá falindo o SUS. Como é teu nome? Diane. >> Prazer, Diane. Como é que você vai? Que coisa boa. Fico feliz. Tô ótimo. Ótimo. >> Fala. Então, eu não acho que tá falindo sus porque eu acho que como estavam falando que a obesidade é uma doença, generaliza isso. Não é uma doença. Eu sou formada em balé, em jazz, em Educação física, sou
coreógrafa e sou gorda. Então, desde que eu nasci, eu nasci gorda. Então, >> tu lembra, eu eu eu vou assim pra gente conversar, tá? Para não ficar um monólogo daí, um daqu. Aí quando acabou o tempo, a gente não fez nada. Tu lembra quando foi isso? Identificou que tu era gorda? A idade mais ou menos? >> Minha mãe que identificou porque eu nasci gorda. Eu nasci com 4, k >> já nasceu. Mas meu filho também nasceu 4 Não é gordo não. Acho que minhas bombas passou para ele. >> Então aí por medo de eu crescer
uma criança gorda, o meu pai e minha mãe me colocaram em todas as atividades físicas possíveis. >> Top. >> Foi assim que eu me formei no balé e no jazz porque eu peguei amor, mas eu era a única gorda que dançava balé. Eu era a única gorda que abriquete, espacate. Aí eu falei, mas eu eu nasci para dançar. >> Que top. >> Eu não posso deixar de dançar porque eu sou gorda, porque eu era vista diferente, eu era apontada. E muitas vezes quando eu chegava eh no municipal, por exemplo, para ter uma seleção de bailarinast,
eu saía pelo peso. Eu era desqualificada pelo meu peso. E tudo bem, porque a minha mãe me preparou para eu entender que eu poderia ser tudo que eu quisesse, independente do peso. >> Tua mãe foi incrível. Minha mãe é Incrível. Meu pai já tá no céu, mas ele vivia batendo em cima do filha diabetes. Filha diabetes. Então meus exames estão em dias. Eu não tenho nenhum problema de saúde, eu corro atrás do meu peso, eu faço regim. Desculpem amigos, mas eu faço porque senão eu fico maior, porque eu não quero morrer de obesidade. E eu
sei que é uma doença, mas eu me sinto bem, muito bem assim, entendeu? Porque eu continuo malhando, eu não vou parar. O SUS não vai me atender tão cedo. >> Não, tudo bem. Mas a ideia é, você acredita que você ser gorda interfere na minha vida? >> Não. >> Alguém aqui acredita que por estar acima do peso, ser obeso, interfere na minha vida? >> Não. >> Tipo, a gente tá em São Paulo, não tá? >> Se tiver alguém obeso no Acre, interfere na vida de vocês? >> Não >> interfere >> no quê? >> Todos os
anos são gastos 3 bilhões de reais em tratamentos da contra a obesidade pelo SUS. Esse dinheiro sai de onde >> você trata? Sai do meu bolso, eu pago imposto. Claro que sim. Sai do Sai também, mas eu tô pagando pela sua doença através de escolhas. O tratamento por drogas, por vícios? Concordo plenamente. Então vamos mudar. Quem usa Drogas está falindo SUS. Está. >> Então, mas é que tá quem tá falindo são os governantes que só roubam. Isso é outra coisa. >> Só são dados desses desses 3 bilhões anuais. foi roubado um moto. E beleza, aí
eu não tenho como dizer que eu não tenho doo usar como todo mundo. >> Veja só, mas a ideia é a partir do momento que eu entendo que apenas 3% da população tem obesidade mesogênica, aquela que é exclusiva da genética e o Resto é por padrão de comportamento. E esses padrões são escolhas que eu faço, sejam conscientes ou não, eu estou escolhendo fazer isso. Quem tá pagando preço é uma escolha, >> mas eu acabei de falar que é, eu tô defendendo isso o tempo inteiro. >> É porque não é uma escolha. de só 3% não
escolhem isso. Inclusive pelos pelo seu relato. E aí eu vou ser superficial aqui, pelo seu relato, nasci gorda e sempre fui gorda. A obesidade mesogênica É encontrada a a crianças antes dos 5 anos de idade. Então talvez você faça parte dos 3%. Existe 97% que tá falando SUS por escolha. Isso é um fato, >> mas não é escolha, querido. Todo mundo tem problema, tanto psicológico como de drogas, como de todo mundo usar o susto. Pesso, mas você concorda que alguém que tem Não, não, não, não. Tô falando de obesidade. São R milhões para obesidade. Vários
tipos de coisas. Fal, eu tô falando de dinheiro específico destinado A tratamento da obesidade. São 3 bilhões por ano para algo que é antecipável. Mas a saúde ela é necessária em qualquer ângulo, não é só na obesidade. >> Não, você não tá entendendo. Mas a discussão é sobre obesidade. >> Sim, mas eu tô te dizendo que ela é usada em todos os ângulos. Você sabia que se você nasce com gendo da obesidade, mas você não vive dentro de um ambiente que se chama pela literatura, de obesogênico, a Probabilidade de você desenvolver a doença diminui igual
a depressão. Existem pessoas que nascem com genda depressão. Se ela vive num ambiente que não induz a processos depressivos, a probabilidade de encadear a doença diminui. Ao contrário de uma pessoa que nasce sem um gêno da obesidade ou sem um gên depressão e vive num ambiente que induz a depressão e a obesidade, essa pessoa, mesmo sem o fator genético, dados científicos, tem maior Probabilidade de encadear a doença. Ou seja, não, não é, pode ser, é um fato científico, não é minha opinião. E eu queria que fosse diferente. Sabe por quê? Porque menos gente ia sofrer.
Eu queria que fosse diferente de verdade, mas não é. Eu não posso trabalhar com um sonho do como eu gostaria que o mundo fosse. O mundo não é bonito, não é florido e ninguém tá nem aí pra gente. Isso é para mim também. >> Mas eu acho que o mundo é lindo, é Florido e tá muito aí para mim. A partir do momento que eu nasci, eu vim para brilhar. E isso é felicidade é uma coisa interna. Me diz uma coisa, se sentir assim desse jeito e me responder como tu respondeu, é uma escolha. >>
Claro. >> Isso partiu do que tu tem aonde? >> Educação da minha casa. Exato. Acho que tem gente sem educação em casa por aqui. >> Maravilhosa, >> maravilhosa. Você foi incrível. Que eu Te abençoe, viu? >> Senta, Hulk. >> Era para est de verde, né? >> É por causa da escola. Pode mesmo. Eu acho assim, cara, com todo o respeito, a gente já tá cheio de problema no Brasil, no Rio de Janeiro. Eu vou falar uma coisa só em paralelo. Não levanta a mão não, tropa. Igual esse bagulho, igual esse bagulho de [ __ ]
parar tudo para prender o oruan, porque não sei o quê. As pessoas tá querendo arrumar sarra Para se coçar. Aí a gente que é gordo, já sofre a vida toda. Aí vagabundo agora vem falar negócio de ah porque vocês gastam muito que não sei o que. tanto bagulho gastando aí. Vai falar do gordo. >> O gordo só que, mano, pega a visão, pega a visão do que tu tá vendo aqui e do que tu vê na tua vida. Tipo assim, eu já busquei, muita gente já buscou, correu atrás, não conseguiu. A gente só quer ser
respeitado. A gente só quer ser respeitado. A gente a vida toda a gente Sofre. Eu já sofri pr por causa de mulher, ficava frustrada em casa, [ __ ] Ela não gosta de mim porque eu sou gordo. E lá emagrecia, sofria na escola. [ __ ] me batia, igual ele ali falou, [ __ ] me batia. me dava tapa na cabeça porque eu era gordo. A gente só quer ser respeitado, mas os outros vem e arruma isso. Ah, porque vocês estão gastando para Todo mundo gasta, os caras rouba para car, entendeu? Tipo assim, ó, igual
você Falou para mim agora aqui no off, eu vou te ajudar, pô. Muito obrigado. Igual o Titi Cariane também ajudando, tá ajudando o gordão. Se tiver mais gente assim querendo ajudar e não querendo apontar, >> vai melhorar o mundo. >> Eu criei de graça o maior movimento ante obesidade da América Latina. Se tu clicar aí de graça, de graça, eu ganho nada. >> É isso aí. As pessoas tem que ser assim. Sim, só que a parada é a seguinte, tu tem que entender, não faz sentido. Eu como especialista tratamento de obesidade, emagrecimento e maior movimentador
do da saúde no Brasil, hoje tenho a equipe de médicos. O novo do novo movimento é Make Brasil Riofrainha, fazer o Brasil ser saudável de novo, não só física, mas mental, emocional, espiritualmente, financeiramente também, porque a galera não sabe lidar com isso. E eu ouvi falar de de outro problema que Não seja esse. Eu eu aí foge minha alçada. Eu tenho que trazer problemas que eu domino a solução, entende? Mas, mas eu entendo o que você tá dizendo. Eu acho que a gente já é tão cheio de problema. Vai botar em cima do gordo. >>
Concorda. Tu concorda comigo que isso é meio que um boi de piranha? >> Eu sei. >> Bota bota isso aqui, ó, para desviar a atenção. >> Então, exatamente. Aí com gordo a gente Só quer ser respeitado. >> Mas tu não faz isso na tua vida também para desviar a atenção dos problemas? >> Botar uma cortina de fumaça, >> álcool, comida, sai com celular, televisão. >> Não, mas aí já é o problema psicológico que é parada. Aí quando pega para tu que os outros fazem, mas aí é diferente. Eu tenho motivo para fazer isso. Te quebrei
agora, R. Te que >> te que outro aí. >> Vai. >> Ah, >> bom. Eu discordo novamente do custo dos gordos, porque o gordo gasta bem mais que o magro. >> Mas foi isso que eu disse. >> Sim. Não, ele gasta. Ele gasta. Não, desculpa. >> Obrigado. Quer trocar de lugar? Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. Ele lucra não, ele ele g ele não, ele ganha gera mais lucro. >> A roupa dele ele tipo é mais cara, entendeu? De comida, >> a quantidade de comida, tudo que gasta ele é mais. Então ele tá trazendo lucro sim pro
outro lado ou não, ele tá vendendo, tá comprando. >> Eu concordo, eu concordo. Não é porque algo gera lucro que justifica um custo elevado que outras pessoas estão pagando. Por exemplo, o lucro que você gera quando você pede um McDonald's, por exemplo, vem pra minha conta, >> independente o lucro, ele vai pagar imposto também. O McDonald's não vai ele. Então você tá falando a questão do SUS. Eu como McDonald eu nem como McDonald's. Eu nem sei o dono de McDonald's e eu tô pagando o imposto de tratamento de uma doença. O dono também tá pagando
>> que é evitável. É isso que eu tô dizendo. >> Se o gordo tá precisando de atendimento, a mesma coisa o magro. O magro não vai Precisar de um atendimento, ele vai gastar no SUS. >> Mas meu lindo, o que eu tô lhe falando é de probabilidade e números de dados do IBGE agora do Ministério da Saúde. >> Só o tratamento de uma doença que é evitável. é evitável, ou seja, poderia não estar ali acontecendo se houvesse padrões de comportamento, mas todas do a gente for tentar evitar, tipo assim, vamos evitar o vai diminuir os
hospitais, então, >> graças a Deus, se eu tenho, se eu preciso de menos hospitais, eu tenho menos gente. O quê? >> Doente. >> Isso é ruim. Por que isso é? Aita, desculpa, perdão, perdão. >> A, >> eu só quero falar uma coisa rápida. Eu falo e eu saio. >> Fala, Alexandre. >> O SUS é composto por 1 milhão de pessoas. Você é um em 1 milhão. Tá. Dito Isso, eu tenho a escolha de procurar você ou não? Você concorda comigo? Você não tem como resolver o problema de 3 milhões de pessoas. Essa roda aqui não
é um consultório, não é uma clínica, assim como a internet também não é. Se a gente tá falando sobre obesidade e você é um representante da luta contra obesidade, o seu perfil eu nunca vi ninguém parou >> sendo atendido por você. Eu só vejo você humilhando. >> Posso perguntar uma coisa? >> Pode. >> Tu já viu no meu perfil eu fazendo cocô? >> Eu já vi você humilhando pessoas gordas. Mesma coisa. >> Você usa. >> Acabou, Alexandre. Ok. Obrigado, querido. >> Como você vai? >> Prazer. Najarquel. >> Prazer. N jarra. >> E na jara Raquel.
Jara >> com Y. >> Por que você discorda do tema? >> Porque eu discordo que independente do SUS, eu tenho a minha vida particular, >> certo? >> Eu tenho a minha personalidade, a minha essência. Eu sou, eu, eu sou gorda. Independente se escolha ou não, o SUS não vai todo dia na minha casa bater para dizer que eu como, deixo de comer. Independente de qualquer coisa, cada pessoa tem seu emprego, seu trabalho e o seu salário. Então, depende de cada um Da condições financeira que vai comer ou não. >> Certo. >> Tem magro que tem
mais problema de saúde do que gordo e golo extremamente saudável. >> Então o SUS é uma parte separada. Eu como pessoa individual sou outra. E eu e Najara Raquel me amam, me aceito exatamente como eu sou, gorda. E o SUS não tem nada a ver com isso, porque é minha personalidade e eu sou saudável. >> Mas veja, e a pessoa que não é, >> a que não é um problema dela porque a escolha dela é problema. >> Mas não é um problema só dela, é meu também, porque o imposto sai do meu bolso também. É
isso que eu tô mostrando aqui. >> Sair do seu bolso sai também do meu. >> Exato. E tu acha justo? Tu acha legal isso? >> Não acho justo nem sair do meu, nem do seu. Esse tem toda a gente concorda. >> Mas até o ponto que eu não estou na casa do outro. Eu sei a minha vida individual, cada um vive a vida individual. Se a gente colocar todo mundo no balado de gato, moraria todo mundo junto numa mesma cabana. Mas veja, veja, a transformação ela é coletiva. Inagé, a gente mora num sociedade, >> moramos
numa qualidade, a o seu processo é individual, mas a transformação ela é coletiva. Eu não posso, ou, aliás, poder pode, mas eu não deveria pensar como Você nesse sentido, por eu vou fazer o que eu quiser na hora que eu quiser e danse, porque ninguém tem nada a ver com isso. Não é assim. A não ser que você queira viver no no alto de uma montanha sozinha, solitária e tudo certo. Mas enquanto nós vivemos em sociedade, nós temos sim que nos adaptarmos a os conceitos sociais que exist. Lógico, mas aí eu tô falando de mim
como gorda. Estou falando de uma sociedade, mas pera aí. >> A minha personalidade é essa. Eu sou uma pessoa, calma. Eu sou uma pessoa gorda. Se eu não tenho problema de de gordura, eu me aceito, eu me amo. Não tenho problema nenhum de autoestima, não tenho problema de nada. A minha fase que eu emagreci um pouco porque eu sou alcólet problema de alcoolismo e isso é uma coisa separada. Em nenhum momento eu cheguei em hospital ou qualquer coisa e a pessoa falou: "Ai, você é gorda, você precisa de tratamento". >> Posso uma pergunta? >> Nunca
isso pode. >> Nos dias que você bebia, você comia mais no dia seguinte do que o normal? Não, >> eu só bebia porque eu bebia. >> Não, no dia seguinte >> não. Só bebia porque eu sempre bebi desde os meus 7 anos. Sinto muito. >> Então, quando eu tinha 7 anos, que eu me recordo, eu já estava bebendo e normalmente a bebida substituí a comida. >> Você tava fogindo de quê? >> Não, porque na minha casa, na minha família, todo mundo desde criança começou a beber cedo. Ai, molha a chupeta da criança porque ela vai
passar à vontade. A criança não sabe nem o que que é isso, >> então ela não passa à vontade. Então isso virou um hábito. >> E você, e você hoje é alcólotra ainda? >> Eu sou alcool porque a gente não deixa de ser, mas eu não bebo mais. >> Você não bebe mais? >> Não bebo mais. Quando você era alcól parabéns, deixa eu perguntar uma coisa. >> Eu continuo gorda. >> Quando você era alcólatra, você era gorda ainda. >> Eu continuo gorda. >> Eu só desinchei porque o álcool que faz a gente engordar muito mais.
E algumas pessoas que estão aqui, que vai muito na balada, tão muito mais gordo pelo álcool do que pelo que come. >> Concordo. Mas pelo que eu falei, álcool, comida, celular, televisão, quando eu emagreci porque eu parei de beber e fui cuidar da minha saúde por causa das assim, porque o álcool eu tava totalmente inconsciente porque eu bebia diretamente, então eu não tinha consciência. >> Legal. Mas o álcool ele é um problema. >> Ele é o maior. >> O sintoma não é o álcool. O sintoma é como você se sentia, inchada, Indisposta. Pior que não.
Eu me sentia feliz quando eu bebia. >> Não, quando bebia. Eu tô falando depois. >> Mas o depois não me incomoda porque eu entendi. >> E por que tu parou? Então >> eu parei porque eu ia morrer e foi o médico que falou isso. >> E tu e não te incomodava em morrer, mulher? >> Não, porque era exatamente o que eu tava buscando. >> Então e tu tava fugindo de quê? Voltei a pergunar. >> De mim mesma. Porque eu estava fugindo de mim mesma na força que eu nasci e de como eu nasci. Eu não
nasci querendo viver, eu queria querendo desblindar o mundo. Então para mim isso eu morria ou não hoje ou amanhã não importava. Eu aprendi com a minha maturidade que está viva era importante. >> Olhe, eu sinto muito de verdade pelo que você passou. Eu espero que você tenha Forças para continuar de verdade, >> viu? Você já é vencedora, já é guerreira. Parabéns, de verdade. >> Parabéns. >> Muito bom. Muito bom. O próximo tema é: A cultura do gordo saudável é pior do que o cigarro já foi. >> Como é teu nome, parceiro? >> Samuel. >> Prazer,
Samuel. Você tá aí, velho. >> Ah, [ __ ] fil da [ __ ] Então, é bacana. Eu vou me identificar de uma outra forma. Eu sou adictor. Eu tô limpo e sobra há 20 anos. >> [ __ ] velho. [ __ ] [ __ ] >> É. Eh, a consequência da do meu problema da dependência foi a obesidade. Porém, eh, durante muitos anos, como morador de rua, andarío, eh, foi uma situação muito difícil, por condição que eu tava magro, esquelético, Eu também recebia um jugo da sociedade ao meu redor. Muitos atravessavam a rua porque
eu tava passando. muitos não queriam eu por perto e tal. Então assim, eu sofri preconceito tanto magro quanto depois gordo. Porém, psicologicamente eu tenho uma aceitação. Por quê? pelo outro fato, pela pela pelo fato de da onde eu vim, como que eu era, associei a minha imagem a recuperação. Os meus amigos, pessoas que me conheceram e viram, acompanharam a minha história, olhavam Para mim e olham para mim hoje e falam assim: "Cara, tá da hora, hein? Tá diferente, você mudou para caramba. Ó como que você tá. E eu consigo me aceitar um pouco mais dessa
forma. Deixa eu te perguntar uma coisa. Concordo com tudo que você falou 100%. Estamos estamos junto nisso aí. Foi inconsciente, digamos assim, as escolhas que te levaram a ficar gordo. Parei de consumir algo que me deixava doidão o tempo inteiro. Não lembrava nem de Comer. Não tinha o que comer, tava morador de rua também. era mais difícil arrumar comida em quantidade. Quando eu me reabilitei, houve oferta de comida, houve um descanso melhor, houve um processamento melhor do meu corpo em relação à aqueles nutrientes. E querendo ou não, a gordura é uma forma de reserva energética,
é uma forma de proteger o nosso corpo, isolamento térmico, choques mecânicos, reserva energética também. Tudo isso eu concordo que não foram Escolhas inconscientes, mas foram consequências da sua primeira escolha, parar de consumir o que você consumia. Faz sentido. >> Faz >> a partir do momento que você chega no bairro que você nasceu, como você disse, você até quase se emocionou aqui. Bonito ver um cara raiz se emocionar. Vulnerabilidade, irmão, não é mostrar para todo mundo como tu tá sofrendo, não. É mostrar para quem você acredita Que construir o direito de lhe conhecer de verdade. Eu
fico muito feliz por você ter me dado essa oportunidade. Mas ao mesmo tempo, quando alguém chega para você e fala: "Tá melhor", você associa isso a estar melhor e cada vez você vai querer aparecer e estar melhor, porque hoje você tá tendo uma das três coisas que você não tinha antes, a atenção das pessoas. E você pega isso para você, coloca no seu subconsciente e cada vez mais para validar isso e buscar mais Atenção, a tendência é que você fique maior, só que não maior a ponto de ficar insuportável. Se perguntem: "Qual a utilidade do
meu problema?" É uma pergunta contrainttuitiva, não é? Bem provocadora. funciona dessa forma, na Jara, todo problema quando ele tá sendo construído, ele não pode ser pequeno demais a ponto de ser ignorado, nem grande demais a ponto de não ser suportado. Mas eu me mantenho ali naquele meio termo porque eu estou tendo Algo que para mim é muito valioso, que no seu caso me parece será a atenção das pessoas. Só que você é um cara extremamente inteligente. Você é um cara muito gente boa. Humor para cima o tempo inteiro aqui sorrindo. Você não precisa mais estar
acima do peso para ser para conseguir a atenção das pessoas. Quando você acreditar nisso, irmão, você vai emagrecer, você vai se sentir melhor, sua autoestima vai aumentar, seu sono vai melhorar, sua vida inteira vai Melhorar e as pessoas vão dizer: "Sabe o quê? Tá melhor ainda." Sacou? habilidade. >> Valeu, acabou demais, irmão. Tu é o cara, velho. Parabéns. Finalmente, seu Marcelo. >> Opa, >> pô, velho. Aí, pô. >> Então, é o seguinte, sou Marcelo, né? Eh, eu tenho 58 anos, eu parei há 35 anos com cigarro. Parabéns, >> né? Porque era uma coisa que eu
concordo que o cigarro é uma desgraça também. Parabéns. >> E a pessoa vai indo num processo aí muito ruim. Eu gosto do jeito que eu sou. Então tem aquele tema que você falou da aceitação muito >> eh é é muito complicado. >> É porque é o seguinte, aceitar eu acho que é interessante para pessoa levantar autoestima. Então eu me aceito como eu sou. Ponto. Ela já resolveu o problema De autoestima. Aí com a autoestima elevada é muito mais fácil para ela tentar batalhar. Eu tenho autoestima elevada, agora eu quero passar por um outro processo. Então
nem sempre aceitação pode ser visto como uma doença. Aceitação é uma forma de ser primeiro curar uma etapa. aceito, pô, melhorei minha autoestima. A partir daí, da autoestima elevada, aí você consegue trilhar caminhos muito maiores e benéficos se a pessoa achar Que é benéfico para ela. Eu acho que o fato da pessoa ser como ela é, é o que falaram muitas vezes. Eu a a bailaridina aqui falou: "Eu sou feliz, eu tô bem, eu faço atividade física e eu sou feliz com a minha barriga e as pessoas se incomodam muito mais com a minha barriga
do que eu." E eu tiro um barato porque eu falo que antes eu me sentia um galã, hoje eu me sinto um galão >> e eu mesmo, entendeu? >> Aí tu ri, né? Se sou eu falando, não Pode. Ah. >> Ah, então, então não é a piada, é quem falou. Olha o seu preconceito aí, ó. Ah, >> não, mas a a sociedade se incomoda mais. Eu concordo com eles. Então faço muitas piadinhas, porque as pessoas vem se incomodar, eu não ligo, cara, eu tiro de letra, entendeu? Não, mas você come demais. Eu falo: "Não, não
tomo herbalife, eu tomo herbalfo". Aí eu brinco com as pessoas com um monte de piada, entendeu? É verdade, gente. E a Autoestima é tudo. Agora eu comecei a fazer mais ginástica, eu quero fazer um treino mais, queimar um pouquinho mais. Eu sei que a obesidade é um caso também de saúde pública, como é o cigarro. >> Não, não, não, não, não é só um caso saúde pública. A obesidade é a maior pandemia da história da humanidade. Pandemia, vários continentes ao mesmo tempo. >> É pesado, gente. >> Agora muitas pessoas também. >> Pesado. Foi sem querer,
eu juro. Não, foi sem querer. Aí para você não achar que você viu. Foi sem querer. Passou. Só passou >> a indústria também. o funciona assim para vocês entenderem como é que o corpo da gente funciona fisiologica, antropologicamente falando, tá? A gente carrega, turma, a mesma carga genética de milhões de anos atrás, não mudou isso não. E há milhões de anos eu não sabia o que que eu ia comer, Quando eu ia comer, o quanto eu ia ter que andar para comer. Então o nosso cérebro ficou muito bom em fazer uma única coisa, economizar energia.
Por isso que a gente sempre tenta o caminho mais fácil, a lei do menor esforço, porque o cérebro olha e fala: "Tu vai gastar essa energia todinha para isso, vai, senta aí, pô, fica de boa. Tá bom, isso aqui, já tem dinheiro para pagar as contas, tá bom demais, pô. Para que ficar rico?" E eu começo a criar Narrativas que justificam o meu fracasso. Eu eu tô feliz assim, tô bem assim. Eu não tô dizendo que é seu caso. Ou de alguém aqui, né, mas >> no passado não tinha tanto peso, certo? >> Concorde. Sabe
por passado >> o que que aconteceu? Revolução industrial chegou. O que que houve com a revolução industrial? Ele diminuiu nossa necessidade de locomoção, controle remoto, carro, elevador, escada rolante e aumentou a oferta de comidas e não só Comidas boas, mas das comidas que a gente chama de alta densidade energética e baixo valor nutricional. Ou seja, eu como croação agora, daqui a 10 minutos eu tô com uma fome desgraçada porque aquilo não me nutre. >> Sim. >> Então é, e essas são as comidas mais o quê? Baratas. >> Por isso que o maior nível de incidência
de obesidade é na classe mais baixa. >> Olha que loucura. Falta informação. Tem Aquilo que o Hul falou, pô, a vida tribulada, problema para [ __ ] Tenho três filhos, trabalhei de manhã, tarde e noite, cheguei em casa 10 da noite. Irmão, me desculpe, eu também não treinaria não, velho. Sim. >> Eu ia tomar uma cervejinha para dormir, para outro dia aguentar o tranco. >> Eu iria. >> A ignorância é uma bção, >> sacou? Mas a partir do momento agora que eu trouxe essa informação, passa a ser Uma escolha. >> Passa a ser uma escolha.
Não tem para onde correr. Mas vamos fazer esse vídeo chegar em mais gente, então, para essa informação chegar nas pessoas. Ou será que o ranço contra mim é tão forte que eu quero que todo mundo fique mal para não conhecer o Guto? Aí cabe a vocês escolher isso. Você é maravilhoso. Obrigado pela sua participação, irmão. >> Obrigado, gente. Valeu. >> Parabéns. >> E aí? >> E aí? Bora, Tati. Quer um biscoitinho? >> Não, obrigada. >> Foi eu. Não foi Samuel, viu? Rápido. >> Então, aí depois fala que eu falo das coisas aí, Ra. Aí depois
é culpa de Guto. Manda bala, Tati. Bom, meu nome é Tati Alexandre e eu trabalho com a administração de empresa. Eu tenho 40 anos, eu não fui gorda. >> Tem quantos anos? >> 40 anos. >> Ó o rosto dessa mulher, velho. >> Que é que tu faz na pele? >> Nada. >> Gorda. >> [ __ ] >> A minha >> tu tá pior que ela >> tá sim. Ah, vamos ser honesto. Olha o rosto dessa mulher, velho. >> É, eu nunca fui gorda a vida toda. Eu comecei a ser gorda a partir dos 30 anos,
tá? Eu tive uma gestação há 20 Anos. Durante a gestação eu não engordei tanto, né? Muita gente associa. Ah, é obesa por causa da gravidez. Não foi por isso. Foi 10 anos a partir da minha gravidez que eu comecei esse processo de engordar. >> Que que houve? >> Não sei. Eu acho que foi mais a o trabalho. Tipo, eu trabalhava das 8 às 8. >> Por que teve que trabalhar tanto? >> Porque eu virei gerente, tive um cargo Maior, mais responsabilidade e aí não tinha tempo para >> Não, nessa época não. >> Era só >>
tinha que dar conta de tudo, né? Isso >> sabe que eu tava buscando, né? Força, pô. >> Sim. >> É isso, gente. Sempre vai ser atenção, proteção e força. Sempre vai ser isso. >> Sim. Mas eu queria focar na questão que assim, tudo bem, não fui a vida toda Obesa. A minha família tem obesidade por parte do meu pai, então eu tenho um pouco de genética, >> tá? Então eu fiz tratamento particular quando tinha convênio. Nunca foi bom. Eu emagreci porque tomei remédio e cordei o dobro quando acabou o remédio. >> E assim, pelo SUS
é muito ruim o atendimento. >> Então eu queria realmente que a gente falasse um pouco do SUS, porque assim, se tem essa verba, a gente tá usando Muito mal. >> Eu concordo usando muito mal, porque assim, eu vou lá fazer o tratamento porque eu tenho obesidade. Eu já tenho obesidade, já foi relatado, já fiz exame. E assim a nutricionista nem olha na minha cara. >> Deixa eu te dizer uma coisa. Não existe no SUS tratamento para obesidade, pô. Não existe. Qual vai ser o primeiro? Péssimo. >> Sabe qual vai ser o primeiro que tá em
Trâmite? Virou ONG já para entrar na saúde pública? >> O que vocês odiaram quando eu cheguei? >> De nada. >> Então, mas eu acho que tem só tem remediando e eu concordo com você. >> Então, mas >> Deus queira que passe, né? Porque também não depende de mim. >> Então, gente, mas eu queria aproveitar esse momento pra gente aumentar essa questão de falar do seu projeto que eu Também não conheci, estou conhecendo agora. Eu quero muito que viralize para que mais pessoas tenham acesso. E eu queria também fazer uma crítica pro SUS, porque se tem
essa verba, por que que a gente não consegue utilizar? >> Aqui estamos 30 obesos. >> Eu acho que a gente soube agora porque a gente não consegue utilizar, né? Onde é que tava o dinheiro? >> Então, então, mas eu não consigo. Eu sou obesa, eu tenho o tratamento, eu tenho, Eu passo com a nutricionista que nem olha na minha cara, entende? Eu me aceito do jeito que eu sou. Eu danço, eu fui na Record, eu me amo do jeito que eu sou. Eu tenho autoestima, eu sou maravilhosa, minha saúde tá ótima, não tenho pressão alta,
não tenho diabetes, mas o meu tratamento contra a obesidade não sai. O SUS não me atende. >> Qual é o melhor que o Guto pode fazer? Eu podia virar político >> e mudar o SUS? Podia, mas eu não quero. Podia não. Todo mundo aqui pode ser político, pode não é? >> Você não tá disposto a ir, mas que você pode, pode, pô. Você pode se candidatar e não virar, mas que você pode fazer sua parte. >> Eu disse: "Cara, eu não tô disposto a virar política para fazer isso acontecer." É muito sujo o ambiente >>
e talvez eu consiga fazer mais do lado de fora. >> Sim. >> Que que eu posso fazer, já que o SUS é uma bosta e não existe tratamento para obesidade só para eh combater as comorbidades. A pessoa já tá na merda ali. O que é que eu posso fazer? Pensando, tinha meus produtos, vendia porque é meu ganhaapão, eu tenho família para criar, >> tem tudo isso. Eu disse: "Cara, eu vi essa imagem". Aí eu disse: "Cara, que a imagem é agressiva". E de fato é. >> Eu disse: "E se eu der um sentido Diferente a
ela? Esse foi o meu e si." Criei o movimento, comecei a colocar na internet, daqui a pouco eu vi a imagem de uma menina, Mariane, e mandei um direct para ela, fiz tu top emagrecer, que era uma menina que tava falando da dificuldade de emagrecer que ela tava vivendo, Mariana Teodório. E ela falou: "Cara, top, vamos fazer um projeto com você então". E eu fiz um projeto de 30 dias com a Mari. Hoje a gente fechou três meses, a Mari perdeu mais de 30 kg. A Mari tava com a lopécia, voltou a crescer o cabelo.
Ela tava com a menoria, já tava sem menstruar. Mostrei a Mari também como ela podia ganhar dinheiro no digital, que eu faço isso há mais de uma década. Hoje a Mari mora sozinha, saiu da casa dos pais, tá independente financeiramente, feliz da vida, influenciando outras pessoas. Eu disse: "Opá, consegui fazer mais do que sendo político. Como é que eu deixo isso aqui maior ainda?" Eu fiz: "Cara, vou me Entregar de graça pra galera". Meus sócios surtaram porque me dava dinheiro. Eu disse: "Velho, o mundo já me dá muita coisa, eu já tenho muito dinheiro, eu
quero fazer isso aqui realmente para ajudar as pessoas". E aí ficou tão grande que eu disse: "Como é que eu ajudo mais gente ainda sem ser político?" que se a gente coloca como um projeto de saúde pública, alguém conhece algum político disposto a ajudar de verdade as Pessoas? Conhecemos um tá em trâmite na prefeitura de Goiás para começar isso a acontecer. Não tem previsão porque não, agora tá totalmente fora da minha alçada. Mas a grande questão é: você tem feito o melhor que você pode? O melhor que pode? Você sabe que não. >> A gente
sempre faz menos, mas a gente busca melhorar. Eu entendo. Só que a gente tem que ter processo, turma, e tem que ter vontade de fazer acontecer, porque uma galera que vai sair motivada, >> motivação que nem banho, se não tomar todo dia, vai embora. >> É verdade. >> Então, a minha parte eu tô fazendo e a única coisa que me importa é isso. Eu só tinha uma intenção em vir aqui ter debate como esse, como que eu tive com Samuel, com Marcelo, com o Hul, com a Injara, com o Fernando, acertei, com o Igor, a
Bela também. Então era essa a ideia, >> mostrar que a gente consegue, vela, que A gente consegue discordar e no final se propor a dizer, cara, talvez esse cara tem razão, porque tem uma diferença muito grande de confronto e conflito. Sabe qual a diferença? No confronto eu busco a vaidade, eu quero tá certo. >> Uhum. >> No conflito eu busco a verdade. E o admito tá errado. >> Solução, né? >> Eu quero solucionar o problema da obesidade no Brasil. Eu quero fazer Isso. >> Pode ter uma galera dizendo que eu sou um bosta, que eu
sou grosso, isso e aquilo. Eu não vou agradar todo mundo. >> Agora, se eu tentar agradar todo mundo, eu não vou conseguir fazer metade do que eu faço. Verdade. >> Muito obrigado, querida, pela sua participação. >> Valeu, galera. [Aplausos] [Música]