Fala pessoal! Eu sou Paulo Royal e hoje eu tô trazendo pra vocês a história do fuzil de assalto que entrou em processo de adoção por algumas unidades policiais do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, provavelmente se expandindo pra outros estados num futuro não muito distante. O material de hoje vai falar sobre o fuzil Israelense IWI Arad, que, segundo a fábrica, tem a proposta de ser durável, altamente personalizável, tem a capacidade de trocar de calibre em questão de segundos e pode atingir níveis de precisão muito superiores aos dos seus concorrentes.
Como isso seria possível? Eu vou explicar mais adiante. Quando o vídeo acabar, deixa aí a sua sugestão de tema nos comentários, assiste aos outros vídeos aqui do canal na playlist chamada a origem das armas e não esquece de me seguir nas redes sociais, onde eu coloco diariamente por lá um conteúdo exclusivo, tá certo?
Meus amigos, a origem da nossa arma de hoje vem do ano de 2019, quando a fabricante israelense IWI, cuja sigla se refere Israel Weapons Industries, começou a desenvolver um fuzil de assalto na plataforma AR-15, voltada, majoritariamente, ao mercado externo. Entretanto, algumas unidades especiais do próprio país também as usam no seu arsenal. Pra fins de curiosidade, o nome Arad vem de uma cidade localizada no Sudeste de Israel, próximo ao deserto da Judéia e à região, também desértica, de Negev.
Até onde se sabe, o armamento não teve inspiração anterior em nenhum outro produto da marca e, embora seja baseado nos fuzis da plataforma AR-15, trouxe algumas características que acabaram colocando esse fuzil em evidência nos últimos anos, inclusive, chamando a atenção dos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, que começaram a comprar alguns lotes dessa arma e já receberam algumas unidades nas suas polícias. Considerando os agentes que já operam ou operaram no passado com outros armamentos da plataforma AR, a quantidade de treinamento necessária pra se habituarem com o Arad é pouca, já que o posicionamento dos comandos é basicamente o mesmo. Mas afinal de contas, quais são as características de um fuzil de assalto IWI Arad e quais seriam os seus pontos diferenciais em relação a outros fuzis AR-15 de nível mediano?
Seguinte: O seu sistema de ação é o de pistão a gás de curso curto, considerado por muitos como uma vantagem em relação ao sistema de ação direta dos gases usado pelos AR-15 tradicionais, uma vez que os gases do disparo praticamente não entram em contato com o transportador do ferrolho, reduzindo drasticamente a possibilidade de acúmulo de carbono e o aquecimento excessivo dos componentes do receptáculo. O seu receptáculo superior é monolítico, ou seja, toda a peça é feita de um único bloco de alumínio. O trilho Picatinny integral existente na face superior é usinado diretamente no receptáculo, tornando todo esse conjunto uma peça apenas.
A metade inferior do guarda-mão vem com encaixes do tipo M-LOK nas suas laterais e também na sua face inferior, permitindo a instalação de diversos acessórios que sejam compatíveis com esse sistema e até mesmo um lançador de granadas calibre 40 mm, dependendo da necessidade. O cano é forjado por martelamento a frio e é revestido com cromo, aumentando a resistência à superaquecimento e aumentando a vida útil da peça, que pode ter 11,5” (29,2 cm), 14,5” (36,8 cm) e 16” (40,6 cm) de comprimento. Inclusive, a IWI alega no seu site (sem especificar o tamanho do cano), que o Arad pode entregar 1 MOA de precisão a 100 metros de distância.
Em outras palavras, no local em que o operador mirar, o acerto vai acontecer numa dispersão de, no máximo 3 cm, o que é um resultado interessante, ainda mais se tratando de um armamento que faz a sua ciclagem a gás. Outra afirmação feita pelo fabricante é de que o cano pode continuar tendo essa precisão mesmo depois de 20. 000 disparos sendo efetuados.
O bloco de gases tem uma válvula reguladora de fluxo com 2 posições, onde o operador pode alternar entre o regime normal de uso ou quando o fuzil é equipado com um supressor de ruídos. O revestimento de todas as peças metálicas é anti corrosivo, permitindo que a mesma suporte agressões prolongadas do ambiente, como água salgada, lama e umidade, durante o seu transporte. Todas as teclas e alavancas da arma são ambidestras.
O seu gatilho é de estágio duplo, dando ao operador uma melhor noção de quando o disparo vai acontecer. A coronha é retrátil com ajustes intermediários de posição, mas não é rebatível, já que, como grande parte dos sistemas AR-15, a mola recuperadora fica dentro do tubo central da coronha. Por fim, a característica que talvez seja um dos pontos mais diferenciados dessa arma e que poucos concorrentes diretos têm, é o seu sistema multi-calibre de municiamento, que funciona da seguinte forma: Por padrão, o Arad emprega o cartucho 5,56x45 mm, mas usando uma ferramenta específica, que vem junto com o fuzil, basta o operador girar o mecanismo que fica na frente do fosso do carregador que, em poucos segundos, o cano da arma se solta e um cano direcionado ao cartucho .
300 Blackout pode ser instalado no lugar. Pra quem talvez não saiba, o calibre . 300 Blackout, no sistema métrico, equivale ao 7,62x35 mm e, sendo um projétil mais largo, obviamente, precisa usar um cano mais largo pra percorrer na hora do tiro.
Mesmo sendo um projétil menos veloz, gera um canal de lesão permanente maior, sem falar na melhor performance em relação ao 5,56x45 quando usado em ambientes com vegetação fechada ou barreiras leves. Um outro destaque pro cartucho . 300 Blackout é que, quando é instalado um supressor no fuzil e o projétil aplicado é do tipo subsônico, que é aquele que percorre abaixo da velocidade do som, há uma combinação interessante entre baixo recuo e baixo ruído do disparo, tornando esse conjunto recomendável em operações furtivas de curto alcance.
O tamanho padrão do cano oferecido pela fábrica pro calibre . 300 Blackout é de 9,5” (24,1 cm). Acredito que agora alguns de vocês estejam se perguntando: Ué?
Se o projétil . 300 Blackout é mais largo que o 5,56x45, o carregador e o ferrolho precisam ser trocados também, certo? Na verdade, não, meus amigos, pelo seguinte: Embora o projétil do .
300 Blackout seja consideravelmente mais largo, o estojo tem a mesma largura do 5,56x45 mm, assim como o tamanho total do cartucho é praticamente idêntico entre eles, então, numa tacada só, os cartuchos cabem no mesmo tipo de carregador e se encaixam na mesma face do ferrolho. Nesse caso, o operador só precisa ter uma atenção redobrada pra não municiar o seu equipamento com o cartucho errado, sob o risco de explosão da arma e danos graves ou até mesmo letais ao usuário. Mesmo não sendo de amplo conhecimento do público geral, como era de se esperar, a IWI colocou no mercado um modelo variante do Arad, configurado como fuzil de batalha e batizado como Arad 7.
Ele tem o mesmo funcionamento do Arad versão assalto, mas é apresentado com canos de 16” (40,6 cm) e 20” (50,8 cm) de comprimento. A outra mudança é que ele usa os cartuchos de alta energia calibre 7,62x51 mm e 6,5 Creedmoor, tendo o mesmo sistema de compatibilidade do carregador e ferrolho, sendo preciso, somente, a troca do cano, pra que os calibres da arma sejam alternados. Bom então agora vamo conhecer o funcionamento interno de um fuzil Arad, mas como o aplicativo que eu uso pra mostrar o funcionamento interno das armas não tem esse armamento, eu vou mostrar um dos seus concorrentes diretos, que é o fuzil alemão HK416, que tem o mesmo tipo de funcionamento, mas com os seus componentes internos tendo outro design e não havendo o sistema de troca rápida do cano, ok?
Então vamo lá: Quando o gatilho é apertado, o cão se desconecta e, pela ação da sua mola pré-tensionada , avança e acerta o pino percussor, que bate na espoleta do cartucho e o tiro acontece. Nessa hora, uma parte dos gases do disparo sobe pelo bloco do gases e empurra o pistão, que empurra o transportador do ferrolho enquanto esse destranca o ferrolho, extrai o estojo e mantém o cão abaixado. O pistão retorna rapidamente pra sua posição inicial por ação da sua mola.
Logo em seguida, o estojo é ejetado e o deslocamento do conjunto do ferrolho é absorvido pela mola recuperadora. No final desse curso, ela expande de novo e leva o conjunto do ferrolho pra frente, que no caminho, pega um novo cartucho no carregador e o coloca na culatra, trancando o ferrolho e finalizando o ciclo da arma. Na ficha técnica de hoje, vamo dar uma olhada nas informações do IWI Arad nos seus dois calibres e esses dados são os seguintes: O seu peso descarregado é de 3,22 Kg e 3,04 Kg O comprimento total da arma com a coronha retraída no calibre 5,56x45 é de 81,5 cm e no .
300 Blackout é de 66 cm Já com a coronha totalmente estendida, o comprimento passa pra 89,5 cm e 74 cm O comprimento do cano é de 16” (40,6 cm) e 9,5” (24,1 cm) O calibre padrão do cartucho usado é o 5,56x45 mm e o . 300 Blackout A capacidade do carregador é de 30 cartuchos A cadência média de disparos é de 900 TPM A velocidade dos projéteis na saída dos seus respectivos canos é de, aproximadamente, 930 m/s e 620 m/s O alcance operacional é de 400 metros pra ambos os projéteis, já que o . 300 Blackout, explicando de uma maneira ultra resumida, preserva a sua velocidade por mais tempo.
Já o alcance máximo é de 3300 m e 2200 m, mas com a precisão totalmente comprometida, tá certo? Bom pessoal, espero que esse vídeo tenha matado a sua curiosidade a respeito desse assunto e muito obrigado a você que chegou até aqui! Não esquece de clicar em gostei e compartilhar pra gente alcançar novos espectadores!
Em breve eu tô de volta, um forte abraço e até mais!