então com relação ao modelo biomédico e o modelo biopsicossocial de uma maneira geral o modelo biomédico ele tem um enfoque no saber científico então ele não tem uma visão integral do ser humano ele foca mais o Saber científico e específico por esse motivo por ele enfocar no saber científico e não ter uma visão Global uma visão geral ele acaba por ISO uir o contexto psicossocial dos seus pacientes então enquanto o modelo biomédico ele tem um enfoque muito mais no processo de doença e de cura dessa doença o modelo biopsicossocial ele vai avaliar todas as dimensões
que compõe o indivíduos sejam elas físicas psíquicas sociais emocionais então ele vai ter uma visão muito mais Ampla Porque a gente já sabe que eh o processo de saúde e doença ele não é ele não é pautado por um único fator ele é multifatorial e ele pode ser ocasionado tanto uma doença quanto uma promoção de saúde por diversos fatores E se a gente não tem uma abordagem que olha de uma maneira integral pro nosso ser humano eh inevitavelmente a gente vai ter alguma lacuna aí de percepção algo que tá que tá impactando no processo de
saúde ou ou no processo de doença do meu paciente não vai ser visto se eu utilizar o modelo biomédico que é um modelo que tá enfocando só a doença eh por enfocar só a doença o modelo biomédico ele é baseado muito mais no diagnóstico etiológico então ele busca a doença e a causa dessa doença e como curar como tratar essa causa dessa doença eh por ele ser pautado no diagnóstico etiológico o foco dele são fatores biológicos que desenvolvem a doença e como eu já disse o foco de atenção dele é a doença quando a gente
olha pro modelo biopsicossocial a gente tem eh uma avaliação do ser humano muito mais completa com isso a gente tem uma melhora da capacidade relacional entre o promotor de saúde e o nosso paciente a gente tem um vínculo adequado uma comunicação efetiva Porque como a gente tá olhando o indivíduo como um todo a gente consegue criar um vínculo mais sólido e um vínculo mais efetivo uma comunicação melhor eh por não segmentar o paciente a gente tem a grande oportunidade que muitas vezes a gente esquece de atuar na prevenção e promoção de sa e o foco
principal do modelo biopsicossocial ele tá no processo de saúde e não na doença Então isso é uma diferença muito grande porque muitos tratamentos muitas terapias ditas convencionais o foco é em tratar a doença ou a consequência da doença então o foco é tratar o diagnóstico neurológico e as consequências do diagnóstico e não propriamente entender eh todos os fatores correlacionados a esse diagnóstico dentro do modelo biopsicossocial dentro de uma dimensão mais Ampla daquele indivíduo eh e com relação a essa questão de atuação na prevenção e na promoção também é algo muito interessante da gente pensar porque
nós independente da área de Formação a gente ainda veio de uma formação que ainda estava nesse processo de transição entre o modelo biomédico e o modelo biopsicossocial então a gente ainda tem uma cabeça que puxa a gente um pouquinho pro lado de um modelo mais médica é natural isso então nós temos um enfoque muito grande um saber muito grande no sentido de tratar processos de de Diagnósticos neurológicos então se você pegar um profissional ele entende tudo que envolve paralisia cerebral trissomia do 21 síndromes genéticas raras e Como reabilitar esses pacientes com base eh na sintomatologia
do quadro clínico então isso a gente entende mas a gente acaba às vezes escent de colocar no planejamento terapêutico desse paciente ações que previnam possíveis complicações e que promovam saúde se eu sei que meu paciente tem um diagnóstico que ele tem uma maior propensão a ter uma complicação eu já posso atuar como uma Prevenção ou também eu posso atuar como uma promoção de saúde então por exemplo um paciente que ele é cadeirante eu sei que o fato dele não ficar em pé pode predispor ele a desenvolver diversas complicações como osteopenia como alterações circulatórias alterações de
funcionamento intestinal alteração da mecânica cardiorrespiratória eh então se eu sei que ele tem essa predisposição dentro de um planejamento terapêutico eu não vou trabalhar só o processo de reabilitação eu vou trabalhar também a prevenção de possíveis complicações e a promoção de saúde ainda pegando esse exemplo pra gente raciocinar a gente pode estruturar dentro do planejamento terapêutico desse paciente momentos de promover por exemplo ganho de condicionamento cardiorrespiratório porque provavelmente esse paciente tem um menor nível de atividade física ao longo do dia ao longo da semana eu posso promover oportunidade de gerar saúde nesse paciente então isso
tudo acontece no modelo biopsicossocial porque eu avalio o meu indivíduo como e não focado só na doença que vem acompanhar Então essa é uma das principais diferenças aí entre a terapia convenci e os métodos intensivos que são pautados no modelo biopsicossocial essa imagem foi uma imagem que eu encontrei na internet e ela eh resume isso que a gente tá falando então a gente tem a esquerda deixa eu colocar o mouse aqui só para eu conseguir mostrar para vocês então a gente tem aqui do lado esquerdo o modelo biomédico então um foco muito mais no acometimento
então aqui é a imagem Zinha desse desse bonequinho com acometimento na perna então o enfoque tá no processo de doença no que ele tem acometido depois entrou-se aí um tempo atrás O modelo social um enfoque no contexto Aonde esse indivíduo tá inserido e o modelo biopsicossocial que é justamente a interseção dessas duas coisas a gente vai enfocar obviamente a doença e um processo de de recuperação mas a gente também vai enfocar contexto vai enfocar questões individuais né fatores individuais do meu paciente a partir disso a gente entra aí num raciocínio da cif que não é
o foco da aula hoje mas é aí que entra o modelo do tratamento dos métodos intensivos que é pautado na cif na classificação internacional de funcionalidade é a partir desse raciocínio então continuando outro problema que a gente encontra na terapia convencional a falta de especificidade no treinamento de habilidades e capacidades então nós temos as À vezes nas terapias convencionais treinamentos que são específicos para treinamento de questões pontuais e não diretamente correlacionada com uma funcionalidade Então vamos eh abrangir um pouco mais entrar um pouco mais dentro disso a gente tem na terapia convencional treinamentos que não
condizem com a função al Então vamos dar um exemplo disso pra gente entender a gente tem eh uma terapia que promove um treinamento por exemplo de força ou de endurance S isso tá diretamente correlacionado com uma função específica então se eu tenho uma terapia que promove força e promove Endurance isso é importante Lógico que é mas se isso não tiver correlacionado com a função alvo com a funcionalidade que eu tô trabalhando e que eu tracei com a minha família todo aquele treinamento ele vai ser perdido então às vezes se a gente pegar uma metodologia uma
abordagem que trabalha exclusivamente a parte motora e não tem um raciocínio Clínico em cima do que aquel a função motora que tá sendo trabalhada vai repercutir em melhora de função e consecutivamente em aumento da Autonomia Independência participação qualidade de vida eu tô perdendo tempo eu tô enxugando gelo porque eu tô fazendo um treinamento que não vai ser entre aspas utilizado pela meu paciente então muitas vezes a terapia convencional a gente encontra isso treinamentos que não t propriamente um embasamento funcional do porque que aquilo tá sendo feito outro problema dentro desse contexto é o treinamento de
distante da funcionalidade alvo traçada pela família vamos dar um exemplo pra gente entender eh então a terapia tá trabalhando lá por exemplo um treinamento de bipedestação treinamento na postura em pé com meu paciente sendo que a funcionalidade alo que foi traçada lá na copm com a minha família é na postura sentada então novamente eu não tô fazendo um tratamento que tem um enfoque funcional um enfoque na terapia centrada na família provavelmente é lógico que que bipedestação é importante é importante ele tem que ser uma parte constituinte do planejamento terapêutico mas se o meu tratamento tá
enfocado somente na bipedestação e o que a família pontuou na copm que era importante era uma melhora da postura sentado para fazer alguma atividade eu não posso inferir que o meu treinamento de bipedestação vai melhorar a postura sentada ele contribui mas ele não eh traz uma melhora direta a isso eu posso dar um exemplo até pessoal que às vezes acontece é muito comum quando a gente tá trabalhando com pacientes nossos aqui na clínica a gente vê que seria importante um treino de bipedestação ou um treino de marcha e a gente propõe isso pra família a
gente traz esse conhecimento pra família da importância dessa postura e desse treino dentro do planejamento terapêutico a família entende que esse eh de que isso é importante de conter dentro do planejamento terapêutico mas a família traz pra gente que se criança melhorasse eh o rolar por exemplo já ajudaria muito mais porque em casa essa criança fica sozinha no chão num colchão enquanto a família tá fazendo os afazeres do dia a dia eles têm que parar esses afazeres para virar a criança porque ela se incomoda de ficar numa mesma postura por muito tempo eh então se
eu não traço meu objetivo alvo com enfoque funcional e com enfoque de terapia centrada na família o meu treinamento ele não vai repercutir direto diretamente melhora de qualidade de vida dessa família não vai trazer uma melhora efetiva para essa família a gente vai falar um pouquinho mais à frente às vezes eu vou melhorar desempenho mas eu não vou ter aprendizado efetivo e não vou ter uma melhora de qualidade de vida efetiva desse paciente e dessa família Então esse é outro problema que a gente encontra na terapia convencional poucas oportunidades de treinamento da função com reduzido
número de variabilidades O que que a gente encontra disso a gente tem oportunidades menores de treinar a função por diversas questões seja por um baixo volume de treino seja por fala falta de recurso seja por falta de um planejamento estruturado E com isso a gente traz poucas oportunidades de treino e oportunidades de treino com pouca variabilidade e a gente sabe que dentro de um contexto Clínico quando a gente tá na clínica a gente tem a oportunidade de variar de trazer variabilidade para aquela mesma atividade então uma mesma atividade que foi traçado com a família eu
posso treinar o meu paciente eu posso desempenhar essa esse treinamento dessa habilidade dessa capacidade dentro de diferentes contextos com diferentes distratores eh com diferentes posturas então eu posso trazer variabilidade e a gente sabe que isso é o que traz uma neuroplasticidade traz uma resposta efetiva pro tratamento terapia convencional a gente encontra poucas oportunidades de fazer isso só para dar um exemplo então se a gente tá treinando o uso de comunicação alternativa aumentativa com paciente às vezes a gente tem paciente que chega da terapia convencional e ele já tava com com esse recurso fazendo esse treinamento
né de um de um uso de uma comunicação alternativa mas era uma vez por semana durante 40 50 minutos meia hora às vezes dentro de umaa atividade específica a gente pode inferir um treinamento de comunicação alternativa feito durante 30 minutos uma única atividade uma vez na semana vai trazer uma melhora efetiva a criança vai eh ter um processo de generalização desse aprendizado vai usar ele em outros contextos em outras situações provavelmente não vai ser um uma melhora de desempenho às vezes dentro da sessão num contexto extremamente controlado ele até vai ter uma Melhora esse paciente
mas pensando nele como um todo uso dessa habilidade em outros contextos em outras situações Às vezes isso não vai ser replicado isso não vai acontecer e por fim o treinamento distante do contexto como a gente falou um pouquinho no slide anterior as terapias convencionais que Muitas delas são pautadas muito mais num contexto de doença não numa avaliação Global do indivíduo elas não levam em conta o contexto onde esse indivíduo tá inserido então às vezes a gente treina uma determinada habilidade uma determinada capacidade sem levar em conta o contexto individual de cada paciente e com isso
a gente não pode inferir que aquele treinamento que a gente fez dentro do ambiente Clínico ele vai repercutir uma melhora em todos os outros ambientes só para dar um exemplo também então é como se nós estivéssemos por exemplo treinando o paciente a fazer marcha né trocar Passos num andador sendo que o paciente nem possui o andador ou que o contexto onde ele tá inserido o ambiente físico aonde ele se desloca não tem capacidade para aquele andador que eu tô treinando se deslocar então eu tô fazendo um treinamento que obviamente é importante eh aqui não a
gente não tá entrando no mérito de ser importante ou não ele é importante ele tem uma justificativa do por está dentro de um planejamento terapeutico mas pelo fato de eu não levar em conta Qual é o contexto que o meu paciente tá inserido eu acabo perdendo tempo fazendo um treinamento não vai ter melhora porque ele não é aplicável ao contexto se tudo que eu tô treinando não for aplicável ao contexto do meu paciente é inevitável que a médio e longo prazo ele deixe de utilizar aquela habilidade que eu treinei aquela não é aplicável ao contexto
que ele tá inserido