Bom dia, moçada! Tudo bem? Prazer reencontrá-los aqui.
Mais uma meditação estóica, hoje, dia 14 de fevereiro, com uma meditação que traz por título "Pense antes de agir". Os nossos autores fizeram uma coisa diferente aqui; nessa página, enfiaram um Heráclito, citado por Diógenes Laércio. Diógenes Laércio, para quem não tem presente (eu falo isso, mas tem gente que odeia!
), é uma espécie de fofoqueiro de classe do mundo antigo. Alguém que falou muito sobre a vida de outros filósofos, de grandes figuras da história. Felizmente, ele fez isso, porque, se não tivesse escrito a respeito, nós teríamos perdido páginas e páginas de história da filosofia e de informações importantes biográficas sobre pensadores, e não só sobre pensadores.
Então, Diógenes Laércio, não confundir com esse Diógenes aqui (Diógenes, o Cínico ou Diógenes de Sinope), que é o maior nome da corrente filosófica cínica, que caminhava a par e passo com o estoicismo e o epicurismo. Então, Diógenes Laércio, vamos chamá-lo de "fofoqueiro" (não é um bom nome, mas vamos chamá-lo de uma espécie de historiador). Citando Heráclito, nos traz esse trecho aqui atribuído ao filósofo pré-socrático, lá na sua "Vida e Doutrinas de Filósofos Ilustres".
Esse livro do Diógenes Laércio tem em português, e os títulos variam um pouquinho, né? Por causa da tradução. Mas "Vida e Obra de Filósofos Ilustres", de grandes filósofos e tal.
Pois bem, sempre nessa nuance estóica, né? Eu entendo porque os autores trouxeram Heráclito aqui. Porque, na verdade, quando você pega a longa história da filosofia que antecede o estoicismo (nem tão longa assim, naquele caso), você percebe essa preocupação dos filósofos em evocar a razão como instância decisória das nossas ações.
Quando os filósofos começam a pensar a ética, quando eles começam a pensar a filosofia prática, essa filosofia do nosso dia a dia, essa filosofia que se aplica ao nosso cotidiano, eles, em geral, apelam para o nosso bom senso, de evocar a razão para que tomemos as melhores decisões. Então, a razão como essa ferramenta. A razão não é um fim em si; a razão é uma ferramenta.
A ferramenta existe para alguma coisa; ela não existe para que a gente. . .
é como uma chave de fenda, né? A chave de fenda não existe; a importância dela não está nela, está no que ela pode fazer. Sendo bem a razão, a importância da razão não está na própria razão, mas está em evocar essa razão para utilizarmos bem.
Então, esse é o propósito fundamental dos autores ao trazerem Heráclito aqui. Cito o trecho atribuído a Heráclito: "Ser sensato é apenas fixar nossa atenção em nossa inteligência. Fixar nossa atenção em nossa inteligência, que guia todas as coisas em toda parte".
Não enlouquecer. Não delirar. Enquanto eu faço esse vídeo aqui, eu recebi hoje mesmo, de manhã, uma mensagem de um querido amigo, membro da Sociedade da Lanterna.
Ele pôde. . .
não, desculpa, eu fiquei sem entrar em contato faz um tempo, porque, cara, eu passei uns perrengues e tudo, e eu perdi o controle. Eu perdi o controle. Vim à meditação estóica do dia e fiquei muito mal por ter me deixado levar.
Olha como é interessante isso, né? Fiquei mal por ter me deixado levar pelas paixões, pelas emoções. Mas cuidado, aqui eu queria fazer um comentário sobre isso: quando a gente fala de controlar as emoções por meio da inteligência, por meio da prudência, colocar a razão para trabalhar, não é para você virar uma panela de pressão.
Não é para você ficar engolindo sapos assim, e depois em casa, se martirizando, né? Dando cabeçada na parede. Então, quer dizer, tá errado.
Você continua sendo movido por paixões, você continua sendo movido por sentimentos. A ideia da prática estóica é que você realmente se livre de concepções tortuosas da realidade que te fazem sofrer de forma desnecessária. Então, o exercício aqui não é sobre não manifestar aquilo que você está sentindo, não é sobre esconder aquilo que você está sentindo pelas emoções, pelos caprichos; é controlar essas coisas a ponto de elas desaparecerem.
Então, controle aqui não é esconder. Controle aqui não é ir jogando para dentro, jogando para dentro, e uma hora você explode de vez. Não é "entrou, saiu"; de preferência, nem entrou, entrou, saiu; ou nem entrou.
Não é para ficar causando sofrimento silencioso. Esse é o ponto. Os nossos comentadores diz, "por que eu fiz isso?
" Você se fez essa pergunta. Todos nós fizemos! Como pude ser tão estúpido?
O que eu estava pensando? Todo mundo já passou por uma coisa assim na vida. Como é que eu pude ser tão estúpido?
Como é que eu perdi tanto tempo com uma pessoa, com um trabalho, com uma situação? O que eu estava pensando? Esse é o ponto: você não estava pensando.
Você não estava pensando. Você estava sentindo. Você estava na emoção.
Você estava, né, movido por apetites, você estava movido por hormônios, seja lá o que você quiser, por desejos, mas não pela razão. Você não estava pensando. Esse é o problema.
Dentro da sua cabeça, está toda a razão e a inteligência de que você precisa. Vai ser a minha frase o tempo inteiro aqui: o remédio está dentro, a vacina está dentro. Não procure fora a solução para algo que está dentro de você.
A gente já fez uma meditação muito boa aqui sobre isso. Ah, tudo bem, vou sofrer, vou sofrer em Paris, porque é melhor do que sofrer, sei lá onde. Sim, mas ainda da mesma forma é sofrimento.
Da mesma forma é sofrimento. Você não consegue fugir de você mesmo. Tratar de acatar a razão e inteligência e utilizá-las é a parte difícil.
Asegurar que a sua mente esteja no comando, não suas sensações físicas imediatas, não seus hormônios em polvorosa. Fixe sua atenção em sua inteligência. Deixe-a fazer o trabalho dela quando você liga uma motosserra, né, para cortar um tronco ou quando.
. . Você eh?
Liga o carro para ir até o seu trabalho ou o supermercado? Você não fica assim o tempo inteiro, não. Porque agora será que o pistão está funcionando direito quando você dá partida em qualquer máquina?
Em qualquer coisa? Você F. Será que não?
Você deixa as coisas fazerem o seu trabalho. Deixe aquilo que foi feito para aquela tarefa fazer o seu trabalho, e aquilo que foi feito para fazer a melhor tarefa. Nos nossos atos de decisão, a razão e a inteligência.
Deixe pros loucos essa coisa de "Vamos ouvir o meu coração". Ouvir o coração é a frase que inventaram para você fazer merda e aí depois falar assim: "Tudo bem, não me arrependo. Foram sentimentos que eu tinha na época.
" Burro? Porque tá aí, você tem um instrumento melhor para tomar decisão. Se deu errado por algum motivo, você tomou a melhor decisão que existia naquele momento, com critérios racionais, lógicos, bem temperados pela prudência.
Beleza? Então, sem essa de "Vou tocar pela emoção e há há, de dar certo. " Vai, vai nessa pra você ver o tamanho da parede de concreto que se forma à sua frente.
Beleza? Juízo! Não se esqueçam de comentar, fazer a festa toda.
O Thalis veio aqui de última hora falar tchau para vocês. Pessoal, foi um prazer, né filho? Foi um prazer.
Amanhã a gente se encontra aqui. Beijo! Comentem, cliquem aí na coiseira toda para dar aquela força pro Denão e pro projeto.
Beijo!