Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu não sei que momento você tá vendo a gente aqui. Você tá na JGTV, que é um programa de carreira, um programa de trabalho, um programa de empreendedorismo.
E hoje a gente vai falar um pouquinho sobre TDH. E vamos falar sobre TDH num contexto de produtividade, eh, de adaptação no mercado de trabalho. Vamos conversar aqui hoje com a Marina Vaz, que é uma super empreendedora, ela tá à frente da Escuto, que é uma empresa eh de atendimento ao fornece todo o suporte aí para atendimento ao cliente, já foi destaque na Forbes Mulher, é uma figura fantástica que tá aqui com storytelling maravilhoso, vai contar toda a trajetória dela aí eh de sucesso e neerodivergente, assim como a apresentadora que vos fala aqui.
Marina, obrigada por ter por est aqui com a gente hoje. >> Ai, obrigada. Tom.
>> Vamos começar com ela e depois a gente vai apresentar nosso outro convidado no >> Vamos lá. Adoro falar sobre esse assunto. >> Legal, Marina.
Vamos começar então do começo por uma questão de princípio, que nem disse um convidado meu aqui, eu repito, que achei ótimo. >> Eh, eu queria que você falasse um pouquinho assim dessa tua trajetória profissional até chegar nessa empresa hoje que movimenta milhões de reais, eh, que atende grandes empresas, que tem uma pegada social, né, de de inclusão super bacana, que você vai explicar pra gente um pouquinho. Eu queria que você contasse um pouco essa tua trajetória, tua formação, enfim, até chegar nesse momento que você tá hoje, que é fantástico.
>> Fantástico. Tô explodindo, tô bombando. Mas eh eu acho que assim, obviamente a gente vai pular muitas etapas aqui, mas vale dizer que eu nunca me encaixei muito em nenhuma caixinha, né?
Então a gente teve, a gente, eu e as minhas várias personalidades, a gente nunca conseguiu se formar em nenhuma faculdade. E foi no empreendedorismo onde eu vi que muitas das coisas que eu me aventurei para fazer eu consegui colocar em prática. Eu sou boa de resolver problemas e um problema que eu conseguia resolver era um problema de atendimento ao cliente.
Então eu percebi que o cliente é a coisa mais valiosa para toda e qualquer empresa, só que ele ficava no fundo do quintal da empresa num BPO sendo cuidado por uma mão de obra que tá dentro inserida de uma máquina de moegente, sim. eh, mal remunerada, sem autonomia para fazer nada e toda uma relação que é ruim e que não gera resultado para ninguém, na verdade, né? E aí quando eu comecei a a pensar, putz, tá aí um problema que eu consigo resolver, eh, no como foi onde eu fui descobrindo essa empresa que hoje é esculto, que é a que que tá, >> aliás, o nome é fantástico, né?
Escuto com dois cheio de >> gente deu deu uma tartupizada no nome. Achei mágico. É, >> é porque eu não queria que tivesse cu no meio do nome.
Pode falar só lá. [risadas] Eu troquei por dois. E aí foi foi um pouco assim uma empresa que se propõe a escutar, mas ela consegue escutar pela forma como ela eh desenhou a mão de obra, né, que é o assim atendente no centro da empresa.
Então a empresa é remota, é flexível, ela contrata, tem só mulheres espalhadas hoje pelo mundo todo para fazer atendimento ao cliente eh do jeito que ela quiser. Então, Roupão é o nosso uniforme de trabalho e a gente entrega resultados assim fabulosos para para grandes empresas num lugar onde normalmente você não tinha grandes resultados. Era mais assim, tempo médio de atendimento 3 minutos.
Outra coisa você transformar aquele lugar em um motor de crescimento, né? >> Essa coisa de você trabalhar com mulheres ao redor do mundo, do roupão, seu uniforme, essa coisa assim que a gente eh sonha, né? Eu eu quando comecei a trabalhar como empreendedora, eu tinha um sonho desde os 18 anos que era trabalhar de pijama na minha casa.
E aí assim, isso é uma realidade de mães, de que às vezes realmente não dá para tirar o pijama, né? Você acorda e começa a trabalhar com computador no colo e tá tudo acontecendo. Enfim, aquela, né, loucura.
E isso é fantástico. Você dá essa oportunidade para uma mulher na na loucura do dia a dia de uma mulher trabalhar de roupão e fazer um super trabalho, né, de de é super bacana, né? E aí a tua tua empresa já ganhou inclusive eh premiações e outras coisas por essa proposta, né?
>> Sim. Porque eh quando a gente fala sobre oferecer um bom ambiente de trabalho, é quando você oferece um ambiente de trabalho, onde a pessoa trabalha do jeito que ela quer. >> Sim.
Porque na verdade a gente não tem que controlar, as empresas infantilizam muito a relação de trabalho como um todo, né? A gente não quer controlar como as pessoas trabalham. O que as empresas quer é resultado.
Qual que é o resultado esperado a isso? Qual que é o jeito que você melhor entrega? >> Eu entrego de roupão em casa.
Eu entrego na praia, num quiosque, podendo tomar uma água de coco, dando mergulho entre uma coisa e outra. Então assim, quando você legaliza isso corporativamente, todo mundo trabalha do jeito que trabalha melhor, né? >> E e vira parte da cultura, né?
Porque uma das preocupações das empresas que trabalham nessa nesse formato é você formar cultura, né? Você ter uma coisa sólida que todo mundo compartilha, enfim. >> E e quando isso vira a cultura, fica mais fácil, né?
Uma coisa que >> isso vira motor de crescimento. >> Vira motor de crescimento, >> porque a partir do momento que eu consigo entregar o meu melhor >> Sim. Eh, e ainda tem o propósito social por trás.
Então, assim, eu consigo conciliar coisas que antes eu não conseguia conciliar. Eu não preciso abrir mão de tanta coisa para poder trabalhar. Eh, eu faço essa empresa crescer porque aí eu trago a minha vizinha, eu trago a minha tia, eu trago a minha amiga.
Então, tem um monte de mulher que é marginalizada pelo mercado de trabalho. Sim. Sim.
>> E é uma mão de obra extremamente capacitada, só que não tá mais a fim de trabalhar no mercado do jeito que o mercado tradicionalmente pede, né? >> Legal. Então, esse é o resultado que a gente tem para mostrar.
>> Muito resultado fantástico. Eh, e eu queria te perguntar antes da esculto, por onde você passou? O que que você construiu, quantas vezes você quebrou?
>> Várias. >> Que essa é uma realidade do >> É sim. Você que para você quebrar você precisa ter alguma coisa para quebrar antes, né?
Então não tinha nada. Já eu vivia quebrada. Era assim, eu acho que eu me formei na escola porque a minha mãe me trocou de escola no final porque eu ia reprovar por falta, não por nota.
Eu acho que eu sempre eu sempre tive facilidade com tirar a nota que eu precisava. Eh, aí acabou a escola, perdi esse norte. Agora eu tenho que escolher uma profissão que é, eu preciso, >> é difícil >> escolher alguma coisa e aquilo vai ser o que eu vou fazer pro resto da vida.
E aí rolou de tudo. Então assim, começou medicina, eh publicidade, propaganda, eh cinema, eh, enfim, arquitetura, né? >> Tudo, tudo meio que tentando fazer alguma coisa.
Então assim, acho que eh mas sempre trabalhando, sempre fazendo alguma coisa, só que eh e aí a gente vai falar um pouco sobre isso. Eu sempre me entediei muito rápido. Então aquilo ou me entediava porque eu via uma escada corporativa que eu não ia conseguir seguir ou porque eu era uma estagiária insolente, sabe aquela que gan quer mudar tudo.
Ai gente, isso aqui a gente podia fazer isso muito de outro jeito. é uma espontaneidade que muitas vezes não cabe em, né, em nenhuma política corporativa, né? Eu acho, eu comentei aqui da neurodivergência da Marina no começo, mas não falei qual é.
TdH, né? >> Tá no título do do vídeo que você deve tá vendo aí, mas assim já é, né? Bom falar eh e tem essa coisa, né, da gente falar fora de hora, de ter, né, enfim, você do tipo desatentiva, hiperativa, qual é o teu >> Eu sou eu sou do tipo >> do tipo tudo.
>> É, eu eu não sei assim, eu sou porque tem vários o que que temos em comum, né, todo mundo TDH, a dificuldade de controlar eh funções executivas, eu diria. Algumas, é, atenção, o pensamento, passou a borboleta, uh, agora tô na borboleta ou entrei num vórtex e tô num hiperfoco ali em alguma coisa e sou capaz de virar noite pensando naquilo. Então, isso é uma constante na minha vida.
Só que eu só fui diagnosticada dois anos atrás, assim, até então eu era só um fracasso ambulante, sabe? Tudo que eu tentei fazer eu não consegui finalizar. Você achava que era porque grande questão a gente se encaixa, né, nesse lugar de sabotar, né, de >> é uma visão moral que a gente passa a ter sobre si mesma, porque afinal você olha para todo mundo com que você se formou, >> quer dizer, se formou na escola, né, porque depois eu não me formei nada, mas todo mundo foi crescendo e atingindo coisas e conquistando coisas e eu tô vou começar outra faculdade.
Eu tô aqui estagnada, não pula de emprego em emprego, tentando fazer alguma coisa acontecer, n tendo filho, né? Ainda tive filho no meio. Então foi foi uma bagunça, mas hoje eu já descobri que realmente sem essa bagunça eu não sei existir.
É meio que nela que eu me acho, né? >> Legal. E quando você teve o diagnóstico, deu aquele clique assim, falou: "Hum, isso aqui era TDHDH ou aquilo".
Além dessa, né, essa dificuldade de de escolher e de >> Uhum. de conduzir uma linha reta na vida. >> O eu acho que o diagnóstico do TDH, esse clique, para mim, ele foi quase que um acesso de raiva, porque eu passei por muitos profissionais da minha vida inteira, justamente por conta desses hiperfocos, dessas mudanças de opinião, de ideia, de vontades pela instabilidade.
Então, assim, eu já tive vários sids, né? Já fui diagnosticada como bipolar, já fui diagnosticada como depressiva, já fui diagnosticada com um monte de outras coisas, já tomei um monte de remédio assim, toda vez, acho que durante a adolescência, até no início da fazenda, toma esse remedinho, toma esse negocinho aqui. E aí, eh, eu fiquei muito, eu comecei a ler um livro sobre TDH e aquele livro eu me vi demais em todas aquelas páginas, eu me vi demais, me vi demais.
E aí quando eu fui fazer avaliação neuropsicológica, foi assim, só foi me dando uma raiva, porque isso não é uma coisa nova. >> Você nunca tinha feito essa avaliação? >> Não, não.
Eu sempre fui diagnosticada numa consulta eh aleatória, que >> o teste de rastreio, né? O teste de rastreio eh de verdade ele ele dá um indicativo, mas o problema é que pode não ser uma coisa só, né? Que é que é o grande que é o normal, né?
Do TDH não ter uma >> é ele nunca é encontrado sozinho na sua forma mais pura, né? Sim. Ele sempre tem as suas comorbidades, né?
As consequências dele atuando livre, leve, solto, assim, no >> numa sociedade que foi muito desenhada de um jeito não pensando com essas caixinhas, não pensando com essas pessoas. >> Sim. Eh, então o clique ele vem muito num momento que assim me deu muita raiva porque eu passei por muitos profissionais, por muita gente e isso ora é falado demais e aí é generalizado demais, ora é negligenciado demais, porque fica, ah, se todo mundo tem, então ninguém tem, né?
E aí você, assim, no meu caso, eu tive sorte, mas para muitas pessoas a instabilidade do TDH é uma coisa muito perigosa, né? >> É, mas eu tenho tem um ponto que eu queria te perguntar, né? Eu falei d do que que você identificou ali que era problema e qual que foi o clique, né, que você você teve com diagnóstico, mas é um momento também que a gente percebe os trunfos, né?
eh, não querendo romantizar, né, essa coisa de que todo TDH é genial, que todo >> eh toda pessoa neurodivergente, o transtorno de espectro espectro autista tem alguma questão assim eh genial, enfim, não querendo romantizar isso, mas tem uns trunfos, né? Eu acho que eh a gente tem uma uma flexibilidade cognitiva de aquilo que você falou, eu resolvo problemas. >> Uhum.
>> Né? É muito isso, a gente chega ali e dá uma solução rápida pras coisas. E assim, no meu caso, por exemplo, eh, eu tenho um espírito prático muito aguado.
Então, assim, eu eu só sobrevivi até hoje porque eu sou muito prática e pragmática, porque se eu não fosse, entendeu, ia dar muito ruim, né? Então, a gente tem essa essa facilidade, né? Essa >> Exato.
Assim, tem um o meu o meu neuro, ele falou uma coisa que eu achei muito interessante, né? sobre o o TDH do ponto de vista evolutivo. >> Sim, >> que é sempre teve, né?
Só que antigamente, quando a sociedade, os seres humanos se organizavam de uma forma diferente, o TDAH era aquela pessoa que percebia a mudança na temperatura que ninguém mais percebia. Era aquela pessoa que >> olhava detalhe, >> que é que pescava coisas que outras pessoas não pescam. E isso sempre foi muito importante, evolutivamente falando, só nunca foi visto dessa forma.
Só que a sociedade, do jeito que a gente vive hoje, do jeito como ela tá organizada, ela foi muito eh acho que a palavra que eu vou usar aqui é tecnocrata, talvez assim, mas tudo foi muito pensado como se fosse uma máquina, né? Então, as empresas são máquinas, a educação é uma máquina, tudo é uma caixinha com contornos muito claros. >> Sim.
E e isso excluiu quem não tem contornos, quem quem não tem talvez essa adaptabilidade. E isso acabou sendo visto muitas vezes como uma coisa ruim. >> Sim.
Sim. >> Porque a gente não consegue se encaixar nisso. >> Só que não quer dizer que é ruim, não é nem romantizar, é só entender que é diferente mesmo, entendeu?
Então a diferença ela pode ser abraçada de diversas formas. Do mesmo jeito também pode não ser. Então assim, a gente é diferente, então eu não quero me misturar com você.
>> Mas eu acho que é só um jeito de olhar diferente, né? Legal, bacana. >> [roncando] >> Eh, hoje você consegue eh ou em algum momento você já conseguia, né, saber racionalmente o que que precisa ser feito, eh, para dar uma para você ter o melhor de você, assim, tirar uma, um aproveitamento pleno daquilo que te que te move, que que é esse trunfo e que é você consegue ter essa visão clara depois do diagnóstico com com o tratamento adequado?
Eu eu acho que eu consigo. Eu acho que eu consigo, mas às vezes eu não dou conta, né? Então >> você fica se empilando feito pipa também.
>> É porque às vezes pode ser que alguém me puxe para um lado e fale alguma coisa que eu fico: "Uh, preciso olhar para isso". E esse, na verdade eu não preciso olhar para isso. É só que eu não consigo controlar a minha atenção ainda no sentido de que não, eu preciso voltar a focar nisso daqui, entendeu?
Então, só que muitas vezes, como eu sou movidar a resolver problemas e quando você vira empreendedora, basicamente você resolve problemas em grande escala e a empresa vai crescendo e vão virando novos problemas. Hoje eu vejo eh isso me ajuda muito porque é o que me dá um uns estalos de eh pesquisar como resolver um problema. Quer falar uma coisa que move todo qualquer TDH?
É assim, não, não dá para fazer isso. >> Putz. E e o prazo é daqui 3 horas.
É, não dá. Oi, não dá. Com licença, a gente vai ver.
Então assim, a gente se acostumou a gente porque a gente, eu tô falando aqui, >> sim, estamos, estamos na mesma. >> É, mas assim, eu me acostumei a dormir de conchinha com um risco, sabe? Então, eu quando a coisa fica confortável demais, eu fico entediada.
>> Sim. né? E muitas vezes isso ao longo da minha vida foi confundido com depressão >> e e com bipolaridade também, porque uma hora a gente tá assim, outra hora a gente, né, quer movimento, quer, né, enfim, tem uma, né, aliás, esse >> essa confusão entre bipolaridade e TDH é muito comum, né, porque a gente tem uma variação de humor também independente, né, de que atrapalha a rotina muitas vezes, né, >> e aí você falou dessa coisa, ah, eu resolvo problema, mas eu sou empreendedora.
É, mas assim, que medida do empreendedorismo você acha que é adequado para esse quadro e em que momentos você acha que ele eh dá margem para que a gente também eh não consiga ser pleno na nossa neurodivergência? Enfim, que que você observa disso? Eu acho que eu assim no mundo em que eu vivi era a única opção que porque eu não consegui ou eu nunca fui abraçada no meu jeito louco de ser, né, que nesse meu CID dentro de nenhuma empresa.
Então eu nunca consegui, eu consigo ou talvez outras pessoas consigam no mundo das artes, né? Ser ator, você você trabalhar com projetos que tem um começo, meio e fim, quando acaba você vai para outro. Então tem na música, você tem lugares aonde eh essa neurodivergência específico própera.
>> Sim. >> Mas no mundo acadêmico e no mundo corporativo, eu nunca consegui me enxergar. Então, o empreendedorismo virou o lugar aonde eu consegui construir a minha realidade, a realidade onde eu consigo me encaixar.
Então, com isso, acho que acabei construindo um lugar aonde outras se encaixam também, né? Porque eu eu queria construir um ambiente de trabalho aonde eu conseguisse trabalhar. Mal sabia eu que eu tava também atraindo um monte de mulher que se viu nesse mesmo lugar.
Então, e aqui elas conseguem, na escuto, por exemplo, muitas conseguiram se ver pela primeira vez no lugar onde, oh, eu consigo respirar porque eu consigo trabalhar, por exemplo, do jeito que eu quiser. De pijamas. >> De pijamas.
>> De pijamas. Às vezes deitada. Tem umas que eu demorei para ver e reconhecer quando eu vi presencialmente, porque ela só vi o queixo dela.
Ela trabalhava deitada e abriu o col tava exausta e era ele, era aceito isso, entendeu? Você não precisa est toda hora [roncando] polida, né? Legal, bacana.
Ã, e aí assim, eh, eu acho, você não falou, né, do que é difícil, mas para mim, por exemplo, eu tenho uma dificuldade com a parte de gestão, né? Eu sou aquela empreendedora que eu tenho que ficar por trás das ideias. A gestão para mim, sabe, é muito chato, né?
É difícil. Sim, sim, sim. >> Eh, e outra coisa também é a questão da liderança, né?
Porque eu não sei, eu acho que a gente tende a ser condescendente com erro, a gente tende a ser condescendente eh com algumas entregas que não tão adequadas. Enfim, a gente fica, né, a gente se coloca no lugar da pessoa de uma forma que muitas vezes não é legal, né? É porque muitas vezes não importa, existe uma neurodergência, você pode fornecer uma adaptabilidade para aquela pessoa, você pode, né, ou se não existe uma neurodergência, você dá as contas para aquela pessoa trabalhar.
Mas tem as entregues precisam ser feitas, né, independente de de qualquer >> s uma empatia em excesso às vezes, né, ser uma empatia em excesso acontece um pouco isso. Então eu acho que, né, e e você tem essa noia de, é porque eu tenho que ser exemplo, eu tenho que isso, tenho que aquilo e e aí é onde eh essas essas >> eu adoro, tem uma coisa, né, que eu acho que empreendedores no geral vai dizer assim, do zero a um até você descobrir qual que é o seu modelo de negócio. Essa fase é maravilhosa, né?
essa fase, todo dia inventando um projeto novo, um protótipo novo, um novo jeito de testar, um novo jeito de pensar o modelo. E aí chega uma hora que o negócio fica mais sem graça, porque entra palavras que o TDH adora, que é compliance jurídico, [risadas] a gente tem que agora atender algo assim, né? stakeholders, a gente tem stakeholders agora que a gente tem que atender.
Então isso tudo transforma coisas, uma coisa bem mais tediosa e a gestão entra nisso, a gestão de pessoas como um todo, né? >> Sim. >> Eh, só que assim, eu acho que talvez até por isso que o desenho da minha empresa funciona um pouco para mim, porque pensa, é uma empresa remota, só mulheres espalhadas por todo o país.
E assim, a pergunta é: como que você controla essas mulheres? Eu não controlo, eu não tenho a ilusão de que eu controlo. Então eu tento sempre liderar, por exemplo, nesse sentido de que tem, quem trabalha próximo comigo sabe que eu não vou ficar fazendo gestão, aquela microgestão do que ninguém tá fazendo.
É, >> só que aí eu tenho que lembrar conscientemente de que a confiança ela se quebra muito rapidamente. Porque na hora veio aquele excesso de empatia, né? Isso que você falou, porque a gente acaba se colocando muito no lugar do outro, sempre entendendo muita coisa e deixando passar muita coisa.
Então eu tento trazer isso tudo sempre pro início, assim, primeiro mês de trabalho que a gente tem com alguém ou com alguma coisa, esse primeiro mês é um mês que vai dar muita coisa errada, mas é onde a gente constrói uma confiança que dali >> que dali vai >> a a gestão ela é muito menos ruidosa, assim, você tem muito mais um um diálogo muito mais adulto, coisa que eu acho que eu nunca tinha tido antes. Você costuma delegar essa a parte que é chata e a parte que você sabe que vai dar ruim, que não, enfim, você costuma delegar, você tem quem quem opere com você >> 200% >> para te dar esses que precisa, né? Acho que a melhor forma de lidar é essa, né?
Em vez da gente, né? Bater a cabeça aí. >> 200%.
Só que é mesmo assim quando tá eu delego e aí chega assim: "Ah, mas isso aqui não deu para fazer isso. Aí é a hora que eu vi. Não deu o quê?
Pera aí. eu, gente, so papel e mergulha e quando vê, eu tô mergulhando numa coisa que eu não tinha que tá fazendo, tô perdendo muito tempo com isso. >> E eu acho que a gente pega e põe mão na massa, né?
Acho que tem esse perfil, né? Tem. E é gostoso também, né?
A gente tem muito um lugar de que, ah, não, você não pode numa empresa do seu tamanho, tem 1500 mulheres hoje motar a mão na massa. Eu e aí vem de novo, né? Falou: "Não pode que não pode?
" que disse que não pode, mas ao mesmo tempo a minha atenção ela precisa ser mais bem mais regrada, >> porque senão muitas coisas eu eu perco o controle, a gente vai perdendo o controle de muita coisa mesmo. >> Pois é, loucura. Bom, a gente tem também eh eh enfim eh um ponto de virada aí, né?
a partir do diagnóstico, alguma coisa mudou no jeito que você conduz a empresa, no jeito que você lidera ou isso você isso só te reafirmou condições que você já vinha eh conduzindo? >> Ah, o diagnóstico ele me permitiu ser mais carinhosa comigo mesmo. Eu acho, eu acho que antes dele, a visão que eu tinha sobre mim, ela ainda era muito julgadora, muito moralista, né?
Por que que eu não tô conseguindo fazer isso? Por que que eu sou incapaz às vezes de arrumar meu carro, né? Às vezes o meu carro é sempre uma bagunça, a minha mesa de cabeceira por cima tá lindo.
Você abre a gaveta, é o caos. Porque que, né, meu pai passou a vida inteira falando para mim, Marina, pendura a toalha depois do banho e eu nunca pendurei a toalha. Até hoje tem esse problema de às vezes esquecer a toalha pendurada.
Eu tenho dois filhos hoje, então a moral tá, mas a visão é ao mesmo tempo que eu não consigo muitas vezes fazer uma coisa que parece tão básica, eu consigo construir outras coisas muito legais porque eu tenho um drive que as outras pessoas não têm. E entender isso, que foi o que veio com diagnóstico, permitiu eu ser mais carinhosa comigo mesma, sabe? de não ficar dando tanta atenção para essa vozinha que fala para mim, tá dentro de mim, né, que tá tudo errado, que >> e em termos de performance isso dá um ganho absurdo, né?
Porque você para de gastar energia com aquilo que não faz a menor menor sentido. >> Exatamente. Então, como líder de uma empresa, como empreendedora, como gestora, como tudo, tudo deriva disso, sabe?
tudo acaba tendo um impacto positivo por causa disso e também gera um impacto de assim talvez todo mundo parar e olhar um pouco para isso, porque eu também acho que aí você depois vai me corrigir se eu tiver errada, tá? Você vai falar, >> a gente meio que atrai as pessoas com nas quais a gente se vê, entendeu? >> Não, é uma questão de frequência mental.
Eu brinco, né, que a gente faz deu junta, >> né? Bem tudo no mesmo lugar, assim, os TDAH se juntam tudinho. >> É.
E se se não são os filhos são e quando a gente vê tá todo mundo ali falando a mesma língua nesse sentido. Então, e e vira uma uma corrente do bem nesse sentido, tanto corporativa quanto pra vida, de >> de entender como que o outro funciona e dar espaço pro outro funcionar. >> Já pertencimento para todo mundo, né?
Isso que super importante. >> Legal, Marina. Eh, eu queria que você falasse mais consistentemente, não sei se você eh veio com essa colinha, mas eh em que ponto tá esculto hoje?
Quantos eh quantas empresas você atende? O tamanho das empresas, o teu faturamento, tanto de pessoas que você consegue eh gerir hoje, que você tá gerindo hoje para para dar esse suporte, >> tá? >> Eu vi que você tem clientes fantásticas aí, que eu te vi fazendo alguma coisa com a com a Bia Boca Rosa.
É isso essa semana aí? Sim, a Bianca é a cliente nossa, gente, faz o atendimento dela. É bom que ela sempre dá brindes pra gente.
Tô usando inclusive o batom dela. >> Muito legal. Então eu quero que você dê esses números pra gente e quero que você deixe uma mensagem pro nosso, aí você vai falar pra câmera lá direto pro nosso público, >> tá?
>> Eh, pra gente eh >> colocar assim, dar um dar um alento para quem tá numa mesma posição, né? eh de busca de um diagnóstico, muitas vezes de falta de desencaixado no no corporativo, no no ambiente de negócios, manda manda tudo. >> É bom, a culuto agora tá tá tá e esse ano tem sido um ano muito bom pra gente.
Eu acho que no início da da inteligência artificial liberada para todo mundo, a gente viveu um ano de enxugar gelo. Mas hoje a gente tá vendo que realmente relações humanas estão sendo muito mais valorizadas pelas empresas, porque elas estão tendo que correr atrás de relações que elas perderam. Eh, então, esse ano a gente tá com 1500 mulheres eh dentro de casa, mais de 150 operações, eh grandes clientes, o banco Cora também, eh, a Boca Rosa, Bianca Boca Rosa, que essa é ótima que dá brindes pra gente.
É, [risadas] adoro, adoro o brinde. Às vezes adora necess e nós, >> a gente adora também [risadas] >> decatlon a gente faz também. Tô tentando pensar na em nas grandes operações, a gente faz vivara também.
Então assim, tem >> também manda print. >> É, então não [risadas] ainda não recebi joias, né, Vivara? Vamos lá, manda um brindzinho pra gente.
Um pijito do nosso lzezinho, né? Likezinho >> é >> legal. >> Então a gente tá batendo já esse ano já bateu 20 milhões de faturamento.
Acho que estamos caminhando para fechar um ano bom ali na casa dos 30 milhões de faturamento. Eh, que é um marco inédito pra gente assim dentro de um ano, né? E e aí qual que era a segunda pergunta que bateu o TDAH que eu esqueci >> para você deixar uma mensagem, >> uma mensagem >> de alento para quem tá numa posição aí de >> a mensagem >> de caixa, >> tá?
E essa para eu falar ali, né? Isso, >> a mensagem de alento para quem tá em casa empreendendo, querendo ter um negócio ou tá tentando construir uma carreira e recebeu um CID novo aí de TDH ou se vê nisso, né? Eh, tenta talvez ser mais carinhosa com você, porque você não vai caber em nenhuma caixinha, não vai.
Tudo tem, se tem contornos muito rígidos, você pode até entrar, mas você vai acabar derrubando elas e construindo um mundo novo. E a gente precisa que você construa esse mundo novo. Então, não se apequene para caber.
Eh, e se ouça e seja mais carinhosa com você. Eu não sei se era nesse sentido que a gente tinha que fazer. Acabou saindo meio autoajuda aqui.
Não, mas eu acho que é um ponto porque, né, muitas vezes a gente precisa ouvir o óbvio, né? Eu acho que isso é, >> é, eu nunca ouvi isso, né? Então eu nunca ouvi.
Pelo contrário, eu ouvi que Marina doida. Marida, ela ela é ótima, ela é muito engraçada, a gente adora sair com ela, mas ela doida, né? Então eu já brinquei várias vezes.
Se eu não tivesse aqui agora nesse sofá falando esses números maravilhosos que eu tô falando, escuto, eu voltaria a ser a doida que eu sempre fui, né, Maria? adoro conversar com ela, mas assim não dá para fazer nada com ela. Eh, e aí hoje construindo, né, usando, sintonizando na mesma frequência de outras pessoas, eu vejo que não.
Muita coisa é possível, aliás, muita coisa para além do que já é visto como possível a gente consegue fazer possível. Então, >> muito bom, Marina. Muito obrigada.
A gente vai ter mais um bloco aí com você. Vamos, né, misturar todo mundo aqui. Vamos falar.
Para você que tá assistindo a gente aí, obrigada por ter assistido esse esse bloco com a gente. Eh, aqui tem uma plateia, vocês não estão vendo, mas a gente tá com um projeto aqui que é a JGTV Casa e a gente abre eh o estúdio pra gente eh trazer o pessoal aqui para conhecer os nossos convidados, para ter um network legal, para ouvir, para ver um podcast sendo gravado ao vivo, uma construção aí de autoridade, eh, sendo gravada ali na hora, enfim, para você conhecer. E o projeto aberto.
Fique ligado no nosso site jgtv podcast. com para saber as próximas datas, quando que a gente vai ter gravação. Fica ligada aí, tá bom?