Gardênia, bom dia. >> Bom dia. >> Nós estamos a comissão.
Fechou. >> Voltou. >> Pronto.
>> Nós estamos a comissão de processo administrativo e disciplinar. Sou Cristiane, estou presidente, a colega Ana Marta tá aqui do lado, a secretária e o colega Vald também aqui, tá do outro lado. Estamos aqui nesta sentada para a realização de oitiva de Vossa Senhoria, que foi rolada como testemunha no âmbito do processo administrativo disciplinar número 047/2025, eh, instalado por meio da portaria CRGM STPC número 224 de 15 de outubro de 2025 que foi movida em desfavor do servidor Iulo.
É, você tem algum grau de amizade íntima parentesco ou inimizade com o servidor Iolo? >> Não. >> Ok.
Você se compromete a dizer a verdade sobre tudo que souber lhe for perguntado? >> Sim. >> Fica divertida de que se faltar com a verdade encorre no crime de falso testemunho.
De acordo o artigo 342 do Código Penal. Eh, fica Vossa Senhoria ainda ciente do registro audiovisual do depoimento e do tratamento dos dados pessoais, consoante artigo artigo 7o inciso 2, artigo 11, inciso 2, da linha A e artigo 23, inciso 1, da Lei Geral de Proteção de Dados. Iremos fazer perguntas relacionadas ao objeto do processo.
O que você souber se recordar, você nos relata. Se não souber, eu não se recordar, você indica que vai ficar tudo registrado. Posteriormente a gente abre para que a defesa também possa fazer perguntas e ao final você pode acrescentar algo que tenha relação com objeto do processo.
Garden, onde você trabalha? >> Hoje eu trabalho na Secretaria Municipal de Educação. >> Há quanto tempo você trabalha no município?
>> 16 anos. >> Qual o seu cargo de concurso? >> Auxiliar de servios gerais.
Você já trabalhou direta indiretamente com o servidor Yulo? >> Já trabalhei com Yulo. >> Você se recorda quando em que ano foi?
>> Foi 2000 e tem uns 6 anos mais ou menos. Foi lá na na gestão de pessoas. >> Foi no Nash.
>> Isso. >> Eh, como se deu sua ida lá pro Nash? Olha, eh, eu recebi uma proposta para poder ir para lá por conta da minha formação eh da pós-graduação em engenharia de segurança para para para fazer uma assessoria técnica junto com os meninos lá, paraa gente poder estar trabalhando junto eh nesse ambiente de trabalho.
Aí eu recebi essa proposta para poder ir, como foi legal, aí a gente recebia a mais justamente para poder pagar para passar para essa assessoria. Então aí eu fui. >> Eh, você se recorda na época quem foi que fez essa proposta de ir para lá pro N?
>> Foi a Aline. Aline Pitecu. >> Ok.
Eh, você se lembra se na época, na época você trabalha com qual setor da prefeitura? Na época eu estava eu estava gerente do síndica, eh, da criança do adolescente. OK.
Você se recorda se na época houve alguma formalização, houve um documento que você assinou fazendo essa essa, digamos essa transferência de um setor pro outro? Como se deu isso? Não, não foi só, foi só verbal mesmo.
Aí eu fui, aí assinei o documento que era só para trocar de secretaria. >> Entendi. Eh, quando você chega no NAT, há uma reunião entre eh você e os outros colegas que já trabalhavam no Nash e Ulo, outro técnico do trabalho.
Como, como foi isso? foi apresentado a gente como normalmente de pr quando a gente vai trabalhar. Aí Marcelo me recebeu eh porque eu sou eu sou tecnólogo em segurança do trabalho, especialista em engenharia de segurança do trabalho.
E aí com o Iulo também foi a mesma coisa. Aí os meninos me receberam, me receberam por sinal muito bem, apresentaram o trabalho que eles estavam fazendo e tudo. Aí eu a gente fez a análise no que eu poderia estar ajudando e assim que foi feito.
Mas tudo tudo normalmente. >> Você se recorda se na época houve algum desconforto eh por parte do servidor Iulo eh por conta da sua chegada de tá ali, né, assumindo algumas atribuições? >> Nenhum.
Eh, nesse período o o trabalho fluiu tranquilamente, você conseguia fazer o que as suas demandas >> normalmente. >> Você se recorda se havia alguma dificuldade em lidar com o servidor Iula em relação assim a eh passar as demandas em relação a isso? Não.
Eh, você se recordam se na época eh tinha no setor do Nash uma empresa que também realizava esse esses trabalhos? >> Sim. Eh, a MaceG, ela foi ela foi contratada para poder fazer o trabalho de do na época foi o PR, MSO, foi e o P não não tinha PGR na época não.
Eh, que foi contratada para est fazendo esse trabalho e e foi feito. >> Uhum. Você se recorda quem tava à frente da fiscalização dessa empresa?
Io, quando você tava lá, eh, ainda era Iulo que que fazia contato com a empresa que que realmente fiscalizava a empresa? >> Fiscal do contrato era? >> Aham.
Eh, você chegou a trabalhar também nessa época com servidor Juliano? >> Sim, trabalhei com o Juliano também. >> Eh, havia algum algum atrito entre a relação de de Juliano com Iulo?
o trabalho conseguia fluir tranquilamente. >> Olha, no começo era muito tranquilo, mas aí depois os dois começaram a se estranhar. Mas assim, eu não eu me metia nessa, nessa parte não.
>> Uhum. >> Quando você fala, Gardênia, eh, bom dia, Gardênia Valber, tá? >> Bom dia, Valber.
Quando você fala que começar a se estranhar, eram por questões pessoais ou questões trabalhistas? Mais o trabalho, >> mais o trabalho. Eh, essa essas toadas de desculpa, era exclusivamente pelo trabalho.
>> Exclusivamente pelo trabalho. >> Não tinha pessoal, não. Essas toadas com relação à discrepância entre eles dois ali, ela se dava por questões, por exemplo, eh, do do do próprio tecnicismo ou com relação ali à questão do eh questão de hierarquia, questão do exercer trabalho local.
Olha, os dois, por terem a mesma formação específica, são engenheiros e são são engenheiro de segurança, eh tinha um, eu percebi que tinha um grau de saber e um grau de até porque o grau de hierarquia em relação a Iulo era o concurso de UO. E assim tinha um certo desconforto, porque Juliano também ele tinha muita muita profeficiência de assunto também em determinadas áreas. E começou a a abrigo e desconforto nos dois, quando foi trazido a a parte da MaceG, que a MACEG não tava cumprindo o que tava sendo acordado e assim esticar o contrato eh parecia que a parecia que a gente tava porque assim quando sai o dinheiro do setor público é o do nosso bolso também que sai.
Parecendo que tava assim. Deixa eu colocar a melhor palavra. eh eh sendo conivente com o descaso que a Masseg tava tendo com o município, com o nosso trabalho, com o nosso dinheiro público que a gente tava pagando, porque se fosse uma empresa particular jamais aquilo ia acontecer.
>> Tem mais perguntas? >> Eh, você tem ciência, Gardênia, acerca do da denúncia que tenha sido feita pelo servidor Iulo, eh, a tanto a setores da prefeitura quanto a setores externos? Qual quem tá falando?
Ana. >> Em relação a quê, Ana? Se você chegou a a eh a saber de alguma denúncia que tenha sido feita pelo servidor Io a setores da prefeitura e a setores externos da prefeitura relacionada à situação de trabalho envolvendo ele e a e a coordenação de gestão de pessoas?
Não. Então, sem mais perguntas. >> Uma última pergunta aqui, Gardenha.
Eh, você como uma técnica da área também, eh, com certeza teria acesso ao banco dos dados do dos servidores da prefeitura. Eh, esse acesso cortou aí cortou. >> É, a internet dela tá piscando.
Observando aqui >> consegue me ver, garda tranquilamente agora? Consigo. >> Pronto.
Eh, dentro do trabalho de vocês, é óbvio que vocês têm que buscar algumas informações dentro dos bancos de dados da prefeitura. Confere? Existem bancos inclusive >> banco de data prefeitura.
Eu nunca tive acesso a nada. >> Nunca teve acesso. Era um acesso que era um acesso.
Deixa eu só concluir a pergunta de Gardena, senão a gente não consegue chegar a raciocínio. Eh, nesse caso, esse banco era de exclusividade de acesso de alguém do setor de vocês? ou ele era aberto para que todas as equipes pudessem acessar.
>> Banco de dado de dentro do setor da gente, só Iulo que tinha acesso. Eu não sei se eu não me lembro se Marcelo tinha acesso, mas eu não tinha acesso nem acredito que Juliano também não tinha acesso. >> Obrigado, sem mais perguntas.
>> Eh, Dr Ricardo, >> bom dia, Gardênia. Tudo bem? >> Tudo.
>> Vamos lá. Deixe, já que foi abordado mais uma mais uma vez a questão da Marceegga, deixa eu fazer duas perguntas para você em relação a isso. Duas duas ou três.
A contratação da Mar da Maceeg se deu por meio de processo licitatório? >> Não me lembro. >> Eh, >> durante a pandemia havia restrições de acesso às aos locais onde tinham que ter as fiscalizações?
Eu não tava trabalhando na na pandemia não, >> mas a o ponto que o Juliano foi levado lá era por e que você foi dito tinha a ver justamente com o trabalho da MaceG e que foi justamente a questionamento foi durante a pandemia. >> A pandemia eu não trabalhava no setor, eu trabalhava como gerente do Cídica durante a pandemia. Não aconteceu.
>> A senhora sabe nos dizer, a senhora sabe nos dizer quando é que foi a rescisão no contrato com a MACEG? >> Não me lembro. >> A senhora tem ciência das denúncias feitas por Iulo na ouvidoria, CREA, Tribunal de Contas do Município, Ministério Público, etc?
Formalmente não. >> A senhora foi ouvida uma sindicância referente a isso >> dentro. Não, não por isso.
Por esse denúncia eu fui ouvida de um tempo atrás, mas em relação a esse contrato da MCEG, se eu não me engano, mas não me lembro. Eh, a senhora sabe nos dizer quais as informações que são estão disponíveis na ficha funcional com observações? >> Como?
Não entendi a pergunta. >> Quais informações estão constam na ficha funcional com observações? >> Qual ficha funcional senhor tá falando?
Esta, esse processo aqui tem a ver com uma denúncia já feita pelo seu Juliano, dizendo que o Iulo teria juntado nessas denúncias que ele fez em outros órgãos documentos dele sigilosos e a senhora foi arrolada como testemunha da acusação. Então eu imaginava que a senhora sabia. >> Hum.
Pode falar, doutor. >> Mas vamos lá. >> Dr Ricardo.
>> Oi. >> Eu tô sentindo, ô doutor, eu tô sentindo uma certa ironia no seu, na sua pergunta, na sua forma de falar ou é impressão minha? >> É impressão sua.
Eu fiquei foi surpreendido. >> Eh, foi perguntado à servidora Gardênia se ela tinha acesso ao sistema. Ela já informou que ela não tinha acesso ao sistema.
Só quem tinha acesso ao sistema, segundo ela, era o servidor Iulo. >> Eu acho que ela não tá nem sabendo o que que o senhor tá perguntando em relação a essa folha aí, essa ficha funcional, >> mas ela é justamente o objeto dessa desse processo. >> Mas ela, o senhor perguntou e ela respondeu.
>> Vamos lá, mas vamos seguindo. Eh, a senhora sabe nos dizer como é que foi a nomeação pro senhor Juliano assumir o cargo de engenheiro lá na Nas? >> Não, não.
Eu sei falar sobre mim, sobre o outro não sei falar nada não. >> Certo. E a senhora quando a foi transfida para lá, a senhora tinha sido aprovada no concurso para qual cargo?
>> Já falei no começo logo da nossa da nossa audiência. Eu fui aprovada para auxiliar de serviços gerais, >> certo? E a senhora depois e ficou e era lotada onde?
>> Oi? >> A senhora era lotada onde? Inicialmente >> no começo eu fui eh eu era lotada na secretaria de de desenvolvimento social.
>> É. E a senhora disse já já admitiu que não que foi simplesmente não teve documento para poder ir para lá para pro Nast. A senhora podia ter recusado?
>> Poderia ter recusado, mas era bom para mim. Eu vou recusar uma coisa que vai ser bom para mim. Eu não tô doida.
>> Não questiono, não discordo não. >> Sem mais perguntas. >> Eulo, você quer fazer alguma pergunta?
Eu quero fazer uma pergunta. >> Pode ficar à vontade. >> Bom dia.
>> Eu queria fazer uma pergunta se se Tudo bom, Gardênia? >> Tudo bom. Eu >> queria fazer uma pergunta.
Se você se você acredita, né, que dentro do das nossas atribuições, né, do ambiente de trabalho, né, que que era desenvolvido, né, entre eu, o setor de segurança, né, era composto por mim, por Marcelo, né, depois por você e por Juliano, atuando na área de como engenheiro de segurança e como técnico de segurança. nós quatro desenvolvíamos as atribuições do núcleo, né, na parte técnica. E essas discussões técnicas, né, levavam a um a climas no ambiente, no setor que não eram eh eh favoráveis, né, ao desenvolvimento de uma tarefa saudável, né, nós começamos a a ter desentendimentos, né?
Eh, acredito que dentro das atribuições tem uma questão ética, né, e moral a ser respeitada, né? E eu queria perguntar se você acredita que esse essa criação de ambiente, né, mais hostil, né, por conta de eu tá fazendo parte da do corpo técnico e vocês por não estarem fazendo parte do corpo técnico por concurso, mas estarem nessas atribuições agora, e eu me senti confrontado com isso daí, né? Você acha que não cria um ambiente mais eh desagradável na nas questões éticas mesmo, né?
Diz de com relação ao respeito, né? Com relação à à boa a boa fé das atividades que vão ser desenvolvidas. Iulo, eh em relação ao comportamento pessoal de cada um, eu falo por mim.
Eu jamais, em nenhum momento, de nenhuma maneira, como você falou, que você se sentiu confrontado, até porque era o seu cargo de concurso, eu nunca lhe eu lhe olhei dessa maneira. Eu sempre lhe enxerguei como colega de trabalho, parceiro, que a gente poderia somar dentro do ambiente de trabalho, tirando dúvidas um do outro, porque assim, tinha coisas que você sabia, tinha coisas que eu sabia também. E isso aí a gente sempre fortalece o ambiente de trabalho.
Eu sempre trabalhei para esse fortalecimento desse vínculo dentro do ambiente trabalho. Tem teve certas situações de de desentendimento que acontecem em qualquer situa qualquer não só no ambiente de trabalho, mas também como particular também em relação à amizade. Mas quem a gente convive mais tempo no trabalho do que na própria casa da gente >> durante esse tempo?
durante esse tempo que desculpa. >> Sim, >> desculpa, cortou aqui. Eu eu pensei que tava podia fazer uma pergunta.
Durante esse tempo que que nós atuamos, eu tive algum desentendimento pessoal que pudesse se a gerar esse ambiente eh com você, né, durante minhas minhas tarefas, minhas atribuições, minhas responsabilidades, né, minhas entregas no que e no que compete a mim, né, como engenheiro de segurança, né, eu atuava, prestava esse apoio a a aos técnicos, né, a a equipe e ao desenvolvimento da tarefa, né? Eu tive algum alguma questão pessoal ou algum desentendimento com você que pudesse afetar nessa relação do trabalho? >> Pessoal não, mas aí você misturou aí na sua pergunta pessoal com profissional.
>> Não, pessoal. Pessoal, >> você como pessoa é um e como profissional é outro, >> certo? Eu conheço, eu a pessoa que eu quero lhe conhecer, a pessoa pessoal.
Agora, a pessoa profissional de você, eu quero distância, porque em relação ao trabalho é muito complicado trabalhar com você, porque você enrolava, você marolava. Teve uma vez que, veja se eu tô falando a verdade, quando você fornece o EPI, que é o equipamento de proteção individual, cessa-se o grau de insalubridade, cessa-se o adicional de insalubridade, você reduz. A gente fez a compra, eu me recordo que a gente fez a compra eh de luva, todo material com se e tudo e forneceu para na época era Divina, que era ela trabalhava na auxiliar de serviços gerais do da rede de atenção.
Aí a gente forneceu, falei: "Ô, Iulo, com o ETI não reduz e você foi aumentou o grau de salubridade pro grau máximo de 40%. " que ela falou que a alegação que ela trabalhava em banheiros de grande circulação naquela época. Hoje a norma ainda modificou.
a gente tem algumas súmulas de jurisprudência que a gente pode estar confrontando essa essa essa essa visão, mas tipo assim, você tratou como se você era o concursado, você era a sua voz era maior e tudo que a gente fazia para poder, nesse caso, eu tô falando nesse caso comigo, nesse caso comigo, foi como se a gente forneceu o EPI, deu o treinamento e tudo e você colocou o grau massa. falou aí, eu falei bem assim: "Olha, empresa particular, você sabe que você não ficaria na sua função nenhum dia. " Aí ele, você alegou, você falou dessas mesmas palavras que eu vou falar aqui.
A gente não tá, eu não tô trabalhando na empresa particular, tô trabalhando na empresa pública. Tipo assim, é descaso, a gente trabalha com dinheiro público. A minha responsabilidade é com a população que paga meu salário e paga o seu também.
Então isso em relação você fez duas perguntas pessoal, eu lhe acho um cara massa, você é um bom pai, você é responsável, tudo, mas pro trabalho eu quero passar longe de você em ambiente de trabalho. >> Sem mais perguntas, >> Gardilha, você quer acrescentar mais alguma coisa que tenha relação com objeto do processo? >> Não, por mim eu nem estaria aqui, na verdade, viu?
a gente entende. Ô Garden, a gente queria agradecer inclusive sua participação, eh, e a gente encerra com vocês nesse momento. Você pode sair da da sala, viu?
>> Obrigado. >> Obrigado, Aranha.