[Música] Boa tarde vamos dar início a um novo ciclo de conferências e é sempre cabe sempre a presidência inaugurá-la e declarar aberto este ciclo antes de parar a palavra a ao coordenador eu queria fazer al umas ligeiras considerações sobre a importância do Cico o o título vocês viram entre a gramática e a linguística é muito caro a academia porque os estatutos da academia dão a academia como responsabilidade primária exatamente a cultura da língua or o que é cultura da língua a própria palavra cultura já indica que é preservar proteger estimular propagar Enfim tudo isso é
a cultura da língua e é a nossa responsabilidade é o nosso dever como acadêmicos também de modo que este ciclo tem uma importância muito grande para o nosso trabalho ah eu acho que não poderíamos ter melhor pessoa para coordená-lo do que o professor Evanildo Bechara todos vocês conhecem o Evanildo Bechara que está na boca ou na cabeça de todos os estudantes de português dos tempos recentes o a gramática escolar do professor Bechara é a Bíblia hoje de todos os estudantes de português de modo que não poderíamos ter melhor coordenador para este Cico eu não vou
fazer o retrospecto da eh da vida do professor Bechara porque tomaria todo o tempo da conferência mas posso dizer em minhas muitos Gerais que ele foi e é professor titular da língua portuguesa linguística e filologia românica em seis universidades brasileiras na Alemanha na Holanda e em Portugal onde tem o título de Dr hes cal pela Universidade de cuimba é professor em emérito da universidade do Rio de Janeiro e na Universidade Federal Fluminense membro titular da Academia Brasileira de filologia da Sociedade Brasileira de romanistas do Círculo linguístico do Rio de Janeiro da sociedade linguística Romena sócio
correspondente da academia de ciência de Lisboa e da academia internacional de Cultura portuguesa mas seu título mais maior e mais conhecido é de autor da gramática escolar da língua portuguesa bom acho que essas Breves palavras dão apenas um pequeno indício da importância do professor Ildo deixara para a proteção da língua portuguesa a cultura da língua portuguesa como é obrigação de todos nós da academia ah passaria a palavra imediatamente a ele mas antes disso quero dizer que para iniciar o ciclo a escolha de Arnaldo desquer foi também uma escolha muito judiciosa todos sabemos do imenso trabalho
que ele realiza vem realizando a para educação não só no estado do Rio de Janeiro mas em todo o Brasil mas a mim não me cabe apresentá-lo essa é a tarefa do professor erildo Bechara a quem passa a palavra senhores acadêmicos e acadêmicas Prados amigos que acompanham a atividade da Academia Brasileira de Letras alunos universitários aqui presentes e amigos também da língua portuguesa a academia ideu quatro palestras sobre o tema gramática e linguística e vai justamente focalizar desde a presença dos estrangeirismos trabalho que cabe ao nosso conferencista de hoje depois nós vamos ver um trabalho
excepcional desenvolvido por um linguista e lexicógrafo Paulista escrev falando aqui para nós no dia 4 sobre eh as normas novas de execução de um dicionário depois nós vamos falar sobre Norma a norma linguística como fator de inclusão social e finalmente uma palestra sobre a consolidação do acordo ortográfico já que o acordo de 90 será oficialmente usado a partir do dia 1eo de janeiro de 2013 a conferência de hoje cabe ao acadêmico Arnaldo nqu que é o grande pedagogo da casa o grande responsável pelo IDE ário pedagógico da Academia Brasileira de Letras mas não é só
o pedagogo o Professor Arnaldo nqu é um devoto amante da língua portuguesa nesta academia ele foi responsável pela por iniciar uma uma nova trajetória do vocabulário ortográfico que começou em 43 194 43 com o acordo de 43 e o Professor Arnaldo niskier foi o grande responsável pela renovação de uma nova geração de vocabulários ortográficos além do vocabulário ortográfico nós devemos também a preocupação do Professor Arnaldo em preparar um vocabulário onomástico da língua portuguesa vocabulário esse que vai ter uma grande responsabilidade juntamente com o ministério de relações exteriores e com o IBGE Professor Arnaldo nqu é
autor de 10 anos da LDB uma visão crítica e o martírio de Branca dias é membro da nossa Academia de Letras desde 22 de março de 1984 escritor e educador foi secretário de estado de Ciências e Tecnologia do Rio de Janeiro o primeiro da América Latina é bom dizer além de outras iniciativas na área da pesquisa científica foi o criador do planetário do Rio de Janeiro e membro do grupo de trabalho que estudou a ilidade da implantação da Universidade aberta no Brasil por duas vezes foi secretário de Estado de Educação e Cultura do Rio de
Janeiro exerceu também os cargos de presidente da fundação de artes do Rio de Janeiro a funar Presidente do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro Presidente do Conselho Estadual de cultura do Rio de Janeiro e vice chanceler da Universidade do Estado do Rio de Janeiro por 6 anos foi membro do Conselho Federal de Educação com a finalidade de elaborar a política de educação à distância presidiu a câmara de ensino superior durante 3 anos e coordenou o seminário Nacional de qualidade do ensino realizado em Brasília em 1996 Arnaldo foi nomeado para o Conselho Nacional de
educa ação pertence à Câmara de educação superior mas a sua atuação não está apenas nesses lugares administrativos de grande importância ele também é autor de obras e entre os seus muitos trabalhos quero lembrar a problemática da educação brasileira que mereceu o prêmio Gustavo Capanema um outro livro intitulado por uma política de ciência e tecnologia Brasil ano 2000 um outro sobre o impacto da tecnologia que mereceu o prêmio Alfredo Josi da ABL educação para qu prêmio Francisco Alves e também trabalha na área da literatura onde há trabalhos como origens lça o contador de histórias A Misteriosa
volta dos dinossauros o boto e o raio de sol e o dia em que o Mico Leão chorou de modo que hoje não vamos chorar mas aplaudir o conferencista Arnaldo [Aplausos] nado acadêmico Geraldo Olanda Cavalcante no Exercício da presidência da Academia Brasileira de Letras presado amigo querido eh contemporâneo da uerg professor e acadêmico Evanildo Bechara senhores acadêmicos meus amigos eu só gostaria de dizer de saída eh do prazer que tenho de estarem aqui tantos amigos e tantos Inter interessados não nos estrangeirismos mas seguramente eh no que isso representa para a língua portuguesa mas eu não
posso deixar de destacar até mesmo pela sua Juventude a presença entre nós da professora zoé Noronha Chagas Freitas que aqui está e que sistematicamente eu não vou dizer a idade dela porque ela pode não gostar mas quanto que a senhora disse Don José 92 anos maravilha a dona zoé sistematicamente me telefona para nós discutirmos coisas da educação brasileira até hoje eh e outra figura notável que é eh O Senador Bernardo Cabral se escondeu lá atrás eh mas que está sendo alvo de diversas homenagens mereci acidas no país porque nós estamos comemorando mais um aniversário da
Constituição de 1988 da qual ele foi o relator e eh do qual eh pelo qual eu tenho eh uma enorme admiração esse homem ele trabalhou eh na Constituição com 45.000 emendas vocês sabem lá o que é trabalhar 45.000 emendas para que se transforme em 204 eh no final no funil então ele merece a nossa admiração e eu deixo um abraço carinhoso aí para ele eh meus amigos o Bechara me pegou e disse você vai falar sobre estrangeirismos aí eu botei a mão no peito e disse mas que culpa eu tenho e ele disse não você
precisa fazer uma palestra doutoral sobre estrangeirismos e eu procurei fazer e aqui está e eu vou eh lê-la para vocês como é o hábito dos nossos seminários na Academia Brasileira de Letras agora chegou no domingo como sempre acontece com quem escreve a gente acha que não ficou bom eh então eu fiz um outro começo que Eu batizei de estrangeirismos de estrangeirismos e eu vou ler para vocês o começo depois o meio e naturalmente o fim eh mas com muita alegria porque o tema é importante é atual e há de interessar a todos vocês quando estive
em Tóquio no boio inaugural da Saudosa bar espantei-me logo no primeiro jantar com o pedido de pão ao garçon feito um anfitrião pão o que seria pão em japonês o espanto maior é que era pão mesmo falava deixada entre os nipônicos pela passagem dos Jesuítas portugueses por aquelas paragens tal fato me remeteu para o livro estrangeirismos escrito por Cândido de Figueiredo em 1902 em que ele afirmava que há estrangeirismos de estrangeirismos enriquece a obra com vários exemplos mostrando a mobilidade dos termos já àquela época são suas palavras aspas uns são imprescindíveis e fazem parte do
idioma Nacional outros convenientes e do seu discreto emprego podem Advir vantagens outros ainda são toleráveis e procede lvav quem os dispensa e muitos Há muitíssimos até que só se empregam Por indesculpável ignorância ou por condenável desapreço à pureza da língua na época em que Cândido de Figueiredo que foi também da Academia das ciências de Lisboa escreveu essa obra naturalmente os estrangeirismos mais citados eram os galicismos e os latinismos por motivos óbvios latim foi a língua que com mais abundante vocabulário contribuiu para a formação da língua portuguesa Especialmente quando nos referimos à Norma culta ou como
você vocês costumam dizer também Norma padrão é claro que Um século depois com a incrível revolução científica e tecnológica Essa realidade modificou-se e hoje estamos muito mais às voltas com a língua inglesa ainda assim sem defender o seu emprego exagerado Principalmente quando há termos equivalentes na língua portuguesa modismo deve ser condenado até mesmo pelo seu caráter transitório sobre o tema não podemos deixar de referir ao tráfego de palavras como revelam os estudos de Rosa Cunha henkel quando se dedicou aos africanism de origem banto na obra de José Lins do reo aí podem ser pensadas palavras
que hoje fazem parte do nosso cotidiano de que são exemplos expressivos as seguintes que selecionamos mucama cachimbo Caçula cafuné muqueca Quitanda Quilombo cala tanga e zumbi para só ficar nessas e deixando aquelas eh que são estranhas aos nossos ouvidos de lado mas algumas são bem sonoras eh e há aí um parênteses que deve ser eh colocado porque talvez falte oportunidade mais adiante eh Há uma razão eh muito clara num na comunidade lusófona pela qual os eh eh angolanos e os moçambicanos eles estão eh ainda relutando em adotar os parâmetros do acordo ortográfico de unificação da
língua portuguesa eh eles querem que se escreva Quitanda como eles escrevem eh com K eh e etc mas o fato é que eh nós estamos às vésperas da implantação definitiva dia primeo de Janeiro do ano próximo e do acordo ortográfico e que será muito importante para o nosso país como um elemento que o Bechara sempre fala de simplificação da ortografia e eu a cada momento recebo comunicações que vê de Lisboa da reação de intelectuais portugueses contra o acordo ortográfico inclusive eh acusando o Brasil de de está praticando um princípio de neocolonialismo cultural que naturalmente não
está na cabeça de nenhum Brasileiro eh É uma pena que isso esteja acontecendo mas é uma realidade no trabalho lapidar de Cândido de Figueiredo mais extenso podemos escolher um número maior de palavras importadas mas que hoje fazem parte indissociável do nosso cotidiano Vamos aos exemplos sem esgotar a matéria naturalmente abajur alterego avalanche bife bibelô cabaré cacetete deboche descoberta detalhe que a gente sempre procura trocar por por menor mas o detalhe é está aí Evidente drapejar Elite emoção flanar grátis golpe de vista Hangar iden isolado item jo lavabo legenda Madame meni morg Sona grata piquenique purê
quiprocó repórter restaurante sanduíche silhueta su gêner toalete turbina Ultimatum verve vi viável iat etc para aprofundar mais o exame dessas palavras aconselha-se pesquisar no vocabulário de palavras e frases latinas e estrangeiras do dicionário de Morais nona edição que é uma das publicações de Cabeceira do Evanildo Bechara para falar de estrangeirismos um bem ou um mal eu eh colhi uma frase do acadêmico Domício Proença que aqui se encontra com a qual eh eu gostaria de iniciar a entrada no texto que preparei aspas o maior ou menor volume da presença estrangeira na língua portuguesa vincula-se a maior
ou menor influência que a cultura de um país possa exercer sobre a cultura de outro no caso do português os empréstimos de qualquer ordem nunca chegaram a ameaçar lhe de fato a integridade sistêmica no desenvolvimento do trabalho então nós todos vamos ter um pouco mais de clareza sobre esse pensamento de domí Proença a estrangeir pode ser uma afeição excessiva à coisas do estrangeiro já o estrangeirismo segundo o Aurélio é o emprego de palavra frase ou construção sintática estrangeira pode ser também sinônimo de peregrin ismo não é fenômeno de que se possa dissociar a língua portuguesa
ela mesma originária do latim vulgar que habitou durante muito tempo a Europa o maior dos nossos romancistas Machado de Assis empregava termos de Fora embora condenasse como convinha os excessos descabidos são várias As Crônicas de Machado nos jornais da época eh sobretudo em a semana em que ele eh critica o excesso de utilização de palavras estrangeiras ao observar o que restou da sua biblioteca no Peti Trianon nossos olhos podem encontrar alguns dos livros apreciados pelo bruxo do Cosmo e velho com predomínio de obras em inglês e francês embora o italiano lhe fosse bastante familiar assim
não é de se estranhar que Machado utilizasse um ou outro estrangeirismo sem desdouro para o seu límpido estilo nativo faz da tradição um elemento essencial na cultura da modernização como se pode depreender pelo trecho a seguir enunciado Aspas eu gosto de contemplar o passado de viver a vida que foi de pensar nos homens que antes de nós espreitam como eu as vidas alheias outras vezes estendo o olhar pelo do Futuro adiante e vejo o que há de ser esta boa cidade de São Sebastião um século mais tarde quando o bonde for um veículo tão desacreditado
como a gôndola e o atual chapéu masculino uma simples reminiscência histórica é de se lembrar que Machado usava o bonde puxado a burro eh para sair do Cosmo e velho e ir até a cidade onde enfim hab eh bibliotecas e livrarias nesse discurso de 1877 o cronista quando citou o estrangeirismo Bond queria se referir ao veículo de tração animal que utilizava para sair do Cosmo velho onde morava até a cidade em que encontrava os seus amigos mais tarde quando vieram os elétricos houve a nacionalização para Bond sobrenome do empresário inglês que explorava aquele serviço público
quem hoje teria coragem de reclamar da origem dessa palavra definitivamente incorporada ao nosso patrimônio linguístico é o caso também do futebol que se originou do esporte bretão trazido para o Brasil nos iddos do século X os ingleses chamavam de fútbol virou futebol e hoje é o nosso esporte mais popular muitas vezes fomos desse Esporte Campeões do Mundo aliás nos esportes assim tivemos também o basquetebol e o voleibol só quem escapou gloriosamente dessa influência foi a natação praticada no que os americanos chamam de swimming Pool ninguém se atreveu a portugues essa expressão falamos de Machado e
convém fazer uma ressalva histórica ele utilizava vez por outra uma palavra de fora mas reclamou em seguida as crônicas que estávamos exagerando no uso Como eu disse de italianismos coisa da tradição e da estética do seu tempo tive a honra de trabalhar com Antônio oais Para viabilizar a primeira edição do vocabulário ortográfico da língua portuguesa em 1981 antes de entrar para academia na Editora Block vieram a Segunda Edição em 1998 com 6000 novos vocábulos fruto do começo da revolução científica e tecnológica e a terceira no ano seguinte com mais de 1200 verbetes de o Volp
ficou com cerca de 360.000 vocábulos e muitos estrangeirismos indispensáveis como o verbo deletar hoje indispensável na época muito discutido porque havia expressões em português que poderiam ser utilizadas é preciso dizer que o Volp é um patrimônio extraordinário desta casa da casa de Machado de Assis eh Bechara pegou o o bastão e avançou nas edições seguintes assim como Cicero sandroni como presidente da casa fez o mesmo o Volp pertence a nós todos então cada um que tem a sua oportunidade enriquece o vocabulário ortográfico da língua portuguesa que eh eu quero dizer a vocês porque nem todos
sabem e acompanham eh é uma das razões da discrepância de pensamento com aos portugueses eles reclamam que o vocabulário ortográfico deveria ser feito em de comum acordo eh com todos os países da comunidade lusófona porém o que se prevê é que seja feito de comum acordo o vocabulário eh de termos científicos e tecnológicos o Volp foi feito eh com eh reuniões sucessivas e e o Bechara não vai falar hoje eu falo e lembrando o pensamento sempre cristalino dele e o Volp é muito mais a expressão do que os portugueses queriam antes de 1990 eh do
que exatamente o que nós desejávamos como características de simplificação da língua então os portugueses hoje reclamam daquilo que eles quiseram daquilo que eles queriam nós fizemos nos aproximamos mais eh das necessidades ortográficas do próprio português de Portugal e outros aí Por ignorância pura confundem fonética com eh ortografia falar Cada um fala como acha que deve inclusive no Brasil vocês sabem eh o gaúcho não fala igual ao Mineiro O Mineiro não fala igual ao piauiense o alagoano fala do seu modo peculiar como carioca então falar Cada um fala como eh apreendeu na sua região agora escrever
que haja essa simplificação Porque isso pode como os nossos diplomatas podem eh referir com mais evidência eh quando nós temos uma só língua escrita de uma só maneira então nós temos uma chance incomensurável de figurar como língua oficial da ONU que é uma conquista que o Brasil segue há muito tempo com duas línguas eh distintas escritas de modo diferente isso é impossível isso é impraticável eu me lembro até uma vez que eu fui à ONU em 63 com o embaixador Araújo Castro e me botaram lá para tomar conta de uma reunião e eu falei português
o tempo todo quando terminou os eh intérpretes da ONU vieram pedir muitas desculpas mas se a reunião continuasse que pelo amor de deus eu falasse espanhol ou Russo ou chinês qualquer coisa assim mais simples né porque o português ainda não era uma língua oficial da ONU isso em 63 nós estamos próximos disso acontecer mas os portugueses reagem E isso tem sido para nós até um motivo de tristeza talvez nem o próprio Machado pudesse adivinhar de que forma o mundo do Futuro estaria se constituindo muitas palavras começaram a emergir da revolução científica e tecnológica desconhecê-las seria
um pesado ônus para o Volp que se produziria no final dos anos 90 foram muitas as discussões na comissão de lexicografia da ABL a palavra deletar ocupou algumas horas dos verstas a favor e contra os primeiros diziam que a sua origem era o latim remoto portanto tinha parentesco com a lngua portuguesa os segundos pensavam na sua popularização que se fez através da lngua inglesa na avalanche provocada pela existência do computador e seus incríveis desdobramentos perguntavam por usar deletar se pode ser utilizada a palavra apagar por exemplo Vox po Vox Day venceu a vontade popular e
hoje deletar não apenas figura no Volp como se encontra em nossas em nossos melhores dicionários assim se conta a adoção de outros estrangeirismos como internet backup browser e-mail fax linkar Google mecatronica megabyte online setup site upgrade sem esquecer que outras línguas também interferiram no processo de outro modo como justificar a entrada no Volp de palavras japonesas como deeg e sushi Eu sei que não é é bom falar de sushi a essa hora porque pessoal já tá meio com fome Presidente mas vamos em frente isso tudo sem contar eh o que hoje é comuníssimo na linguagem
dos jovens como tablet tabuleta smartphone iPod iPad download é um Largo caminho aparentemente Sem Fim com o processo corrente de globalização e o Brasil ocupando uma posição de destaque entre os Bricks com a sétima ou sexta economia do mundo é natural que esse diálogo Inter linguístico se alargue para dimensões inimagináveis com o cuidado natural de que não sejamos atropelados pelo atual predomínio da língua inglesa utilizada pelos jovens cientistas norte-americanos autores da maioria das inovações que Encantam o mundo como é o caso do Facebook e do Twitter devemos ter em mente que somos uma comunidade lusófona
de 80 milhões de falantes e usuários Vejam o número da última Flor do Lácio em culta e bela Como dizia oav Bilac sempre se conta aqui e há espectadores novos o Olá Bilac foi quem definiu melhor a palavra Imortal que perguntaram para ele na década de 20 por que que ele era considerado Imortal e diz é porque a gente não tem onde cair morto e hoje a coisa melhorou que a gente jáde morrer e vai pro mausoléu construo pelo nosso queridíssimo a de Ataíde alguns reclamam de calor mas o espaço está lá se ele revivesse
Bil por um milagre das células tronco certamente manteria a convicção de que o português é uma língua Bela mas retiraria a palavra inculta que não faz Justiça aos filólogos brasileiros com destaque especial pro cidadão Evanildo Bechara hoje à frente da atualização do Volp e da nossa comissão de lexicografia nesse debate cabe uma referência à projeção da latinidade em que estamos todos empenhados a academia francesa deu sinais Claros em sucessivos encontros de que apoiaria um grande movimento de nível Internacional pela valorização das línguas latinas e aqui uma lembrança carinhosa para Maurice druon autor do menino do
dedo verde e que era secretário Perpétuo da academia Francesa e foi quem mais se empenhou sendo ele mesmo um bisneto de Odorico Mendes no Maranhão ele se empenhou bastante de valorizar as línguas latinas com essa harmonia maior entre o fr e o português no caso brasileiro até pouco antes da segunda guerra mundial tivemos uma larga influência da cultura francônia certas palavras como Boutique abajur e Garage passaram a ser comuns em nosso cotidiano na verdade há um lamento surdo de que tenhamos trocado a influência francesa pela norte-americana fruto de avanços tecnológicos Como o cinema criado por
um francês Lu que se tornou POD Íssima indústria nos Estados Unidos depois a música e depois a televisão são áreas de grande repercussão em nossa cultura se formos longe na pesquisa sobre o emprego de estrangeirismos da língua portuguesa verificaremos novamente eh em Machado de Assis vez por outra eh alguns espanhol ismos o dicionário de Machado de Assis de Castelar de Carvalho registra-se o seguinte exemplo aspas Jan o cozinheiro gosta do cão O criado espanhol não gosta nada atira o longe e fecha-los as comunicações com a casa perro del inferno isso está em Machado é um
empréstimo lexical tomado do Castelhano e encontrado no livro Quincas Borba exatamente o nome do cachorro tratado com brutalidade e impaciência já os galicismos foram muito comuns na obra de Machado como aliás aconteceu na maioria dos escritores nascidos no século X Machado escrevia cartas e poemas em francês do Qual era grande conhecedor isso ocorreu sobretudo na moda nos costumes ou na vida social como se pode depreender dos exemplos a seguir um Como estás monie meu velho disse com um risinho dois mas o que não era natural continuou ela mudando de Tom era [Música] atrever-me-ia conheço uma
moça de Pelotas que é um verdadeiro biju é é uma metáfora que significa joia e ele não conhecia nada porque o machado nunca saiu eh saiu uma única vez ele saiu do Rio de Janeiro Vejam a vida toda ele foi a Barbacena uma viagem meio obscura não se sabe bem se foi por causa do tratamento de uma tuberculose que se prenunciava no corpo dele mas ele foi até Barbacena foi o lugar mais longe que ele foi uns desavisados dizem que mais longe que ele foi foi a Friburgo e outros dizem que foi a Teresópolis agora
o machado escrevia sobre a Suécia sobre a Rússia sobre a Itália com uma desenvoltura portanto Pelotas então era pertíssimo era o fasc de Machado pela ele jamais visitou Como de resto qualquer outro país sem contar as inúmeras citações de mon pelo qual ele tinha uma verdadeira Fascinação São raros os helenismos em seus nove romances mas existiram empréstimos do grego como se pode verificar em Helena aspas Helena deu-lhe a carta e sendo longa epístola longo foi o tempo que el deu em a interpretar do mesmo romance recolhemos outra frase da arme por intermédio delas o seu
óbulo esola Machado que trabalhou com 16.000 vocábulos um dado interessante nós estamos falando aqui que estamos no Volp com mais de 400.000 vocábulos né e o Antonio que dizia que a língua portuguesa cresce à noite toda a noite eh o machado nosso maior romancista trabalhou com 16.000 vocábulos pesquisados Não mais do que isso ele usou palavras em latim túrgido túmido postscriptum ósculo e citou diversos tupin como Moema jururu Caip e Itaguaí definitivamente incorporados ao nosso vernáculo sendo difícil qualificá-los como estrangeirismos até porque era a língua encontrada pelos nossos descobridores nos Ídolos de 1500 Itaguaí vocês
sabem foi onde ele localizou eh a a história do Alienista exatamente era comum nas obras de Machado essas demonstrações de erudição a adoção de estrangeirismos tem merecido reflexões várias e opiniões nem sempre convergentes no entanto a limitação da importação de vocábulos e a capacidade de adequá-los à nossa forma de escrita constituem segundo Rodrigues Lapa a melhor forma de controlar o inevitável o estrangeirismo é um fenômeno natural que revela a existência de uma certa mentalidade comum os povos que dependem econômica e intelectualmente de outros não podem deixar de adotar com os produtos e ideias vindas de
Fora certas formas de linguagem quees eh não são próprias o ponto está em não permitir abusos e limitar essa importação linguística ao razoável e necessário essa é uma posição Que Eu Gostaria de adotar publicamente os cuidados com os excessos contido nesses limites o estrangeirismo tem vantagens aumenta o poder expressivo das línguas esbate a diferença dos idiomas tornando mais compreensivos e facilita Por isso mesmo a comunicação das ideias Gerais uma coisa é necessária quando o estrangeirismo assentou já raízes na língua nacional vesti-lo à Portuguesa de um modo geral os estrangeirismos são introduzidos em nossa língua ao
mesmo tempo em que um conceito novo por exemplo B jumping ou pertencente a outra cultura como é o caso do heg chega Até nós se o uso for suficientemente frequente e duradouro é comum o aparecimento de um outro termo ou expressão equivalente ou a adaptação à escrita e à pronúncia do português como aconteceu entre muitos outros casos com líder e futebol muitas vezes o uso de estrangeirismos É desnecessário dada a existência prévia de palavras equivalentes em português como acontece com ranking equivalente classificação há pouco eh o Ministério da Educação fez o que ele próprio chamava
de ranking da educação nos deixou muito mal a todos porque se vê que a educação no Brasil do ponto de vista qualitativo é uma verdadeira tragédia a média no ensino médio foi 3,7 ou seja reprovado menos de cinco em qualquer escola 0 a 10 né menos de cinco é reprovado então o ensino médio brasileiro que seria o fornecedor de Recursos Humanos para a universidade o ensino médio está completamente falido e eu acho Curioso o pensamento do atual ministro para não dizer outra coisa eh Porque ele disse que o problema é que os nossos jovens estão
com muitas matérias tem 13 matérias que isso daí é que é o problema grave que está fazendo s sofrer a nossa juventude ora então ele vai trocar essas 133 matérias por quatro eh núcleos que vão abrigar as 13 matérias ou talvez mais uma ou outra transversal que eles estão inventando a cada dia eh agora inventaram sustentabilidade em todo o currículo até da educação infantil até a pós-graduação eh mas o problema não está aí aqui tem tem uma quantidade grande de educadores nosso problema não é ter 13 matérias nosso problema é ter pouco tempo de estudo
a média do ensino médio é de 2 hor me por dia Vejam o que que se pode aprender em 2 hor me em que se conta Inclusive a comida a merenda e que se conta também a chamada ou seja é nada qualquer nação desenvolvida e que tem tempo integral tempo integral tempo integral é de 8 à 5 da tarde é por aí com várias refeições fornecidas eh de uma forma consistente para os jovens eh e nós estamos muito longe disso mas bastante longe disso eu hoje à tarde conversei com o acadêmico Geraldo Olanda Cavalcante sobre
uma uma homenagem que eu acho que a academia deve prestar ao acadêmico Darc Ribeiro que faria 90 anos agora em outubro dia 26 de outubro uma oportunidade para discutir a figura de Darc como antropólogo e como educador e a experiência do C que foi uma realidade uma construção inspirada de Oscar niia mas uma execução precária porque nada daquilo que foi previsto que devesse acontecer dentro do CEP acabou acontecendo por falta de professores recursos mentalidade continuidade de governo e tudo mais então eu acho que enfim eh eu diria que muitas vezes o uso de estrangeirismos é
mesmo desnecessário por existir equivalência em português bom eu falei tudo isso para falar mal do ranking porque é classificação o ranking das escolas n aí a escola tirou o primeiro outra tirou o último e tudo nós estamos vivendo como se fosse uma competição permanente a educação não é essa competição permanente a educação precisa sim de um tratamento prioritário e de ser uma vontade política definitiva que não tem sido até hoje a adoção de palavras estrangeiras se dá frequentemente através do vocabulário de um grupo social específico com o tempo alguns estrangeirismos passam a ter uma alternativa
em português quer seja esta um equivalente decalque semântico como no caso de correio eletrônico para e-mail quer seja uma portugueso ou seja uma forma adaptada em nível ortográfico morfológico ou mesmo semântico como é o caso de sfl proveniente do francês sfl em nível a nível só do mar nãoé professora Manuela a gente aprendeu isso outro dia a nível só do mar o resto tudo é em em nível eh mas como é difícil o pessoal botar isso na cabeça as pessoas estão tão acostumadas com a presença dos estrangeirismos na língua que muitas vezes desconhecem que uma
série de palavras tem sua origem em outros idiomas por vezes Esses estrangeirismos são desnecessários e seu uso condenável quando há termos que lhe correspondam muitos conservam não só o som estrangeiro mas a maior parte mantém a grafia e a flexão de origem entre os genericamente aceitos podemos citar do italiano um italianismo cicerone paparazi pizza mussarela muita gente reclama que a palavra não é essa mas é tá lá no nosso RP mussarela do francês colan dossier Rob SUSP crem do inglês anglicismo aparti briefing cockpit laser Sale marketing mass media pressing Pub slogan software hardware spray Telex
timing vídeo segundo o Diplomata escritor e acadêmico Sérgio Paulo ran hoje não ve no ciberespaço e no mundo a língua universal é o inglês o capitalismo transnacional está realizando a sua moda o sonho universalista de desfazer Babel Mas isso não pode significar o fim do pluralismo linguístico para o acadêmico Professor Domício prença filho que aqui se encontra se tem debruçado bastante sobre a matéria a língua acompanha a marcha da sociedade que a criou e que dela se vale cit entretanto diz ele entre os que acreditam que não é a presença dos termos estrangeiros em si
no caso da língua inglesa que põe em risco a configuração do país como estado-nação esta a ameaça vincula-se à maior ou menor inserção do país soberano na qualificação modernizadora ou pós-modernos nosso país abrigou Imigrantes de várias regiões do mundo o paralelismo entre a nação e a língua é justamente pela introdução de parte de outras culturas algumas expressões foram abrasileiradas como vimos através do citado verbo deletar e aqui eu abro um pequeno parênteses para dizer que eu nasci em Pilares com muita honra o Subúrbio do rio mas os meus pais eram eh poloneses depois se naturalizaram
então era engraçado sempre o J Soares uma vez me perguntou ele você fala polonês eu disse não ele disse mas eu falo aí ele cantou uma uma música que tinha umas palavras esquisitas Aí eu disse olha Jô eu eh não entendi nada do que você cantou mas deu para perceber que tem coisas aí tão maravilhosas que eu desejo tudo que tá aí em dobro para você ele ficou ele ficou me olhando assim porque tinha palavra prostitut não sei o quê eu mandei em dobro para ele por porque os meus pais isso é que eu queria
dizer a vocês eles só se xingavam em polonês isso é uma coisa curiosa nós não aprendemos quer dizer ficamos como bem educados os cinco irmãos outras são outras palavras são usadas do jeito original Como Fast Food e overbook que facilmente poderiam ser trocadas por um similar Nacional o projeto de lei número 1676 de 99 de autoria do deputado Aldo Rebelo procura eliminar o uso desnecessário dessas expressões Na tentativa de valorizar a língua nacional um certo exagero Ele exagerou um pouco na dose a polêmica em cima disso reside no seguinte questionamento É realmente necessário proibir por
lei o estrangeirismo se for o caso a lei surtiria efeito acho que é algo exagerado segundo a pesquisadora Manuela Ferrari que aquela jovem está ali me ajudando que trabalha na PUC Rio diante dessa relação costumeira do uso mesmo que indevido proibir estrangeirismos por lei seria tão inútil quanto proibir desvios gramaticais ou gírias a questão do emprego de palavras estrangeiras em nossa língua ganhou contornos mais expressivos a partir da Polêmica gerada em torno do projeto de de lei do deputado Aldo Rebelo a que fiz referência qualquer tentativa de regulamentar o uso de formas linguísticas já legitimadas
pelas leis do uso é uma tarefa que foge aos propósitos linguísticos somente a representação escrita da língua é passível de controle daí a língua padrão ser associada à língua do patrão Pois serve como padrão eh do poder eh os portugueses escrevem e nós temos recebido correspondências dizendo que os brasileiros querem com o acordo ortográfico de unificação da língua portuguesa encher a lusofonia de bizarres bizarres eh quer dizer uma coisa completamente absurda então a pesquisadora Manuel ela eh ela afirma apoiado so essa concepção equivocada de homogeneidade linguística o projeto do deputado perde de vista a verdadeira
essência da linguagem a fala em detrimento da escrita indo de encontro ao próprio funcionamento das línguas humanas caracterizadas justamente pelos constantes movimentos não é possível exercer um controle normativo impondo leis punitivas ao uso oral de palavras estrangeiras como propõe o deputado no artigo 4º o raciocínio legislativo anti estrangeirismo Ajuda a fortalecer a nossa crença de que o Brasil é uma nação unida pelos laços da língua Não se preocupem porque nós estamos nos aproximando do final no projeto de lei substitutivo do senador Almir Lando que é um outro projeto que está aí em curso elaborado em
2002 foram acrescentadas mais incumbências do poder público depois de todas essas discussões e leituras a respeito das várias opiniões sobre o projeto de lei proposto Talvez o maior mérito do mesmo tenha sido não apenas o fato de colocar os linguistas em Pé de Guerra como afirma o doutor em linguística da Universidade Federal do Paraná Carlos Alberto Faraco mas principalmente de trazer à luz da sociedade uma reflexão em torno de uma questão tão pouco esclarecida no artigo estrangeirismos desejos e ameaças os linguistas Pedro Garcez e Ana Maria estal consideram a preocupação Legislativa com a invasão linguística
um apelo patriote base no preceito infundado de manter a padronização da língua levantando a discussão sobre o que seria o português legítimo a língua oralizada é a mais vulnerável à influência estrangeira é uma preocupação que não se restringe apenas ao mundo lusófono Eis que se registra na França um forte movimento em favor da incolumidade da sua lngua Nacional os franceses brio então aos eh eh aos Ingleses né à língua inglesa os franceses por intermédio dos seus Escritores da própria academia revelam uma natural inquietação com o fato de que há mais de 7.600 vocábulos em inglês
no mercado verbal fruto da Incrível velocidade da inclusão digital que privilegia o idioma de Shakespeare quanto a isso o que fazer os que consideram os estrangeirismos uma ameaça acreditam que os empréstimos de hoje são mais volumosos do que em outros tempos O que é um equívoco empréstimos sempre houve e sempre haverá não existe uma língua pura isenta de contaminação estrangeira segundo o saudoso acadêmico Celso Cunha que esteve tão pouco tempo entre nós e que faleceu em 1989 a mudança é inerente a todas as línguas vivas é esse o meu pensamento Muito obrigado a vocês todos
os aplausos diz de enquanto a palestra do acadêmico Professor Arnaldo nqu agradou a todos nós a minha obrigação agora seria passar a palavra de imediato ao professor Evanildo Bechara para que comentasse a palestra do acadêmico arnald nqu Mas eu vou pedir licença para fazer apenas dois brevíssimos comentários porque ele nos obrigou a pensar tanto sobre o assunto de que tratou que me Ficaram algumas coisas penduradas na cabeça das quais preciso me livrar e ele eh deu ênfase à questão do similar nacional para vocabulários estrangeiros eu queria mencionar só uma um fato que me chamou sempre
muita atenção quando eu era menino houve um campeonato de futebol que foi muito famoso grande jogadora Leonidas eh pouca gente aqui saberá quem foi leónidas mas alguns saberão bem nessa época se chamava zagueiro de be eu não sei os nomes hoje em dia porque eu não gosto de futebol não sei mas eu sei que hav lateral havia L havia o o impedimento era offside o o é o atacante era Center Ford os que vinam atrás era Center Ralf sempre foi ladrão juiz bom isso sim como em outras profissões também isso dig estão sendo julgados aí
mas enfim todo ário era em inglês e não sei como em algum momento passou a ser português e hoje em dia ninguém mais diz offside ninguém mais diz SF e todo mundo já tem palavras portuguesas a única palavra portuguesa que não ficou para substituir As inglesas foi ludopédio essa ninguém conseguiu engolir que era para substituir futebol bom esse era um dos comentários o outro eh observar que esse fenômeno da estrangeirização da língua é um fenômeno de longo prazo lutar contra intervenções de palavras inglesas a curto prazo eu acho que a obrigação de todos nós eu
sou reacionário em matéria de língua mas quando você pensa a língua ingesa é composta em mais de 30 ou 40% de estrangeirismos Ah mas talvez até em proporção maior a influência francesa na história inglesa foi de tal ordem que transformou completamente a língua inglesa ora e vamos pensar outras coisas todas as línguas latinas não são resultado de estrangeirismos impostos ao latim Então realmente se olhamos o problema de um larguísimo prazo é inevitável que as línguas ao evoluir vão assimilando palavras estrangeiras que vão se naturalizando nessas línguas eram comentários ano passado que eu quis deixar aqui
antes de passar a palavra ao professor Evanildo Bechara para que Comente a exposição do acadêmico heral bem Todos nós temos a certeza de que o professor Arnaldo neser deu bastante bem conta do seu recado não é tratou do estrangeirismo mostrou os processos que nascem de uma tentativa de frustrar a presença de estrangeirismos e numa língua seja ela qualquer é interessante observar que o pensamento linguístico mudou muito em relação a muita coisa que se dizia a respeito de língua e e é curioso observar que embora a língua seja o patrimônio dos humanos os humanos têm uma
ideia muito Muitas vezes equivocada do que vem a ser língua os seus propósitos a sua produção é o que acontece por exemplo com estrangeirismo eh Há um ponto inicial segundo o qual a o estrangeirismo vinha para macular a pureza da língua Herculano Alexandre Herculano dizia que cada palavra estrangeira que entre no vocabulário português era como um soldado que viesse macular a a a a pureza da língua ora acontece que não há como disse muito bem o Professor Arnaldo nqu e enfatizou o nosso querido do Geralda Lana Cavalcante que não há línguas puras não é não
há línguas puras elas sempre sofrem as a a os fenômenos naturais da convivência dos povos um outro engano é de que o léxico é a língua o léxico não o léxico é apenas a janela da comunidade que fala uma língua em relação ao resto do mundo de modo que o léxico vem naturalmente impregnado de muitas palavras desde que essas palavras traduzam conceitos novos Como disse o nosso querido Arnaldo mesqu Cícero conta que quando os romanos pensaram em filosofar tiveram de ir ao gre gre pedir empréstimo de uma série de noções e ele conta como foi
difícil encontrar duas palavras latinas para traduzir as ideias de quantidade e qualidade não é dentro do conceito filosófico Ah eu também gostaria de lembrar que muitas vezes as perseguições que se fazem a determinadas palavras são perseguições que continuam recensões políticas de outrora É por isso por exemplo que os franceses têm uma raiva enorme dos ah dos termos alemães é por isso que os gregos têm uma ojeriza Ou pelo menos tinham ojeriza aos termos turcos em virtude da invasão turca e é por isso que os portugueses têm ainda hoje ojeriza aos francesismo Exatamente porque eles relembram
nas palavras francesas O que as tropas de jun fizeram na invasão laponi na napoleônica eh em Portugal o nosso José de Alencar viu isso muito muito bem antecipando 50 anos eh de uma lição de um grande linguista francês Michel Bal que dizia que essas perseguições aos vocábulos geralmente são continuações de brigas de de de pugnas existentes entre entre os povos e o nosso J de lencar dizia assim defendendo os francesismo naturais não é que entravam na sociedade brasileira principalmente Fluminense na hora em que o Rio de Janeiro se enfeitava para sair de um aspecto Rural
para um aspecto para uma vida cosmopolita ele dizia que os portugueses tenham prevenções contra os galicismos nós entendemos mas nós brasileiros não nós brasileiros Aproveitamos e e nos nós enriquecemos com os os os francesismo que entram na língua portuguesa então o Alencar não é já tinha essa ideia antes de Michele bral de que eh o francesismo em relação ao Brasil não tinha o mesmo peso histórico nem sentimental do peso do galicismo em relação aos portugueses um fato também interessante lembrado pelo professor nqu é aquela frase é aquele verso de bilak última Flor do Lácio in
culta e bela curioso observar que o bilak foi um defensor da língua bilá foi um defensor da causa patriótica foi ele o responsável pelo exemplo pela criação da do serviço militar Trabalhou muito nesse sentido e o lá que tinha uma ideia muito segura da formação da Língua Portuguesa e quando ele disse última Flor do Lácio inculta e bela ele se estava referindo à ideia que predominava dentro da filologia românica da origem da das línguas românicas se dizia que as línguas românicas tinham vindo do latim vulgar do latim estropiado na realidade não houve isso hoje os
grandes latinas não é e os grandes romanistas defendem apenas isso que a língua portuguesa se originou do latim tuur di a língua portuguesa se originou do latim e nessa e nessa formação e nessa formação do da língua portuguesa como da língua francesa etc etc não é vieram colaborações latinas dos mais das mais variadas procedências sociais étnicas etc de modo que essa última Flor do l inculta e Bel é uma reminiscência da ideia que se tinha da formação da das línguas românicas oriundas portanto do latim vulgar estropeado etc Outro ponto também interessante é que sempre houve
a dos rebelos pelo mundo afora não é sempre houve basta dizer que entre nós e mereceu muito a crítica e muitas Crônicas de Machado de Assis a história do Castro Lopes quer dizer Castro Lopes era o homem que não via bem com bons olhos os termos estrangeiros fossem eles franceses fossem eles Ingleses fossem eles l inos etc o nosso querido Geraldo lembrou aqui o caso de ludopédio ludopédio para substituir futebol e ele criou a palavra balod que também realmente não tem sentido de modo que hoje nós vemos a influência estrangeira com os olhos diferentes daqueles
olhos dos linguistas do do século XVI não é do século XIX etc de modo que temos aí um bom exemplo o professor Arnaldo nqu trouxe uma série de palavras mostrando que elas vêm para realmente ficar mas o mais interessante nos estrangeirismos é que a língua que os Recebe como é o caso do português recebe mas não recebe com aquela docilidade de receber o empréstimo do patrão pinta o set com a palavra nova que entra no seu lexo nós temos um exemplo curioso por exemplo com o caso de xerox palavra xerox ou xerox não é é
uma palavra grega que chegou até nós recentemente por influência também da língua inglesa quando se criou a máquina se procurou saber o que é que a a máquina trazia de novo e o fabricante disse olha a novidade desta máquina é que a cópia já sai en Chuta aí o serviço de de de eh nomes não é nomeação da disse está aí criada hein é propriedade Industrial olha está aí a palavra para dar o nome a a a máquina nova é a palavra grega xerox porque xerox em grego quer dizer enxuto então a cópia já saí
en chuta quando essa palavra xerox do inglês zerox chegou ao Brasil encontrou uma variedade de termos novos da indústria de oxítonos terminados em AX x x Ox ux era uma nova tinta era paredex se se fazia se se fazia um vidro que vencesse que suportasse o calor do fogo não é era um pirex se era o esmalte era cutex então esta palavra quando chegou encontrou naturalmente não é um termo e oxítono então ficaram as duas pronúncias xerox e xerox e não somente no caso da pronúncia nós pegamos Esta palavra que recebemos palavra grega que recebemos
eh do inglês e o que fizemos criamos uma família enorme que o o inglês não pode eh competir conosco fizemos xerocar dos que do povo que a recebe de modo que a língua portuguesa por tudo isso é uma língua aparentemente uma língua que sofre a influência estrangeira mas na realidade é uma língua que domina as coisas que nos impõem com o progresso da cultura Muito obrigado obrigado Muito obrigado Professor Vanildo Bechara que completou contextualizou os comentários ricos da palestra Senor de Arnaldo nqu com essa visão também histórica que é tão enriquecedora creio que tivemos a
noite toda ela muito cheia de lições e de reflexões que temos que levar para casa e maturar eu queria convidá-los a todos Ah para o próximo evento Nesta mesma sala quinta-feira dia 30 de agosto às 17:30 que é na série do seminário Brasil brasis um um Enfim uma mesa redonda sobre o tema Defesa do Consumidor é um tema que eu acho que toca a todos nós no bolso e na cabeça ah e teremos eh a coordenação feita pelo acadêmico domí poreno filho serão palestrante Dra Maria Raquel Coelho do Procom Dona Maria D Maria inêz dol
de Proteste Dr José Bonifácio novelino também do Procom este ciclo entre a gramática e a linguística terá prosseguimento na próxima terça-feira 4 de setembro com o conferencista Francisco da Silva Borba que falará sobre os Novos Rumos da lexicografia no Brasil está encerrada a [Aplausos] [Música] sessão [Música]