E as serpentes, elas são tidas, eh, Glauber, como doenças tropicais negligenciadas. Elas correspondem a 5 milhões hoje. Hoje 5 milhões de picadas todos os anos.
5 milhões de 80 a 160. 000 óbitos. Então, é óbvio que isso vai trazer pras pessoas uma força que elas não conseguem controlar.
No meu caso, o grande chamaris para paraa galera, pro meu canal, foram as serpentes. Sem sombra de dúvida, as serpentes, elas são o os bichos que trazem a galera porque elas causam medo, né? Serpente causa medo, causa pavor, mas ao mesmo tempo ela causa fascínio.
E a serpente, só para você ter uma ideia, Glober, do que a gente tá falando, ah, se a gente comparar com os deuses que a humanidade construiu ao longo do do dos milênios, esses deuses, eles são sempre relacionados a forças da natureza. é o Deus dos raios, Deus do trovão. São coisas que você não consegue eh são relacionados a coisas que você não consegue prever.
E aquilo que não é na única coisa que não é força da natureza e que também faz parte desse panteão de deuses que os seres humanos eh construíram ao longo dos milênios são as serpentes em tudo quanto é cultura. Você pega em culturas indígenas, você vai ter a a serpente que formou o rio, a serpente que casou com a com a com a com a Índia e que teve não sei quantos filhos. Aí você vai pegar lá a Medusa na mitologia grega.
Se nas mitologias africanas você tem um monte de deuses relacionados à serpentes, eh, você tem Thor e Yormungand que a serpente dá volta ao mundo. Na Ásia você tem a cobra que vai fazer a com que que vai proteger o Buda. Elas estão sempre relacionadas à divindade.
Mas elas estão relacionadas à divindade justamente porque elas correspondem a forças que você não pode prever. E a gente evoluiu sendo ofendido pelas serpentes. Só para você ter uma ideia, hoje e as serpentes elas são tidas e Glober, como doenças tropicais negligenciadas, elas correspondem a 5 milhões hoje.
Hoje 5 milhões de picadas todos os anos. 5 milhões. >> Que isso?
>> 400. 000 mutilamentos de 80 a 160. 000 óbitos.
Então, é óbvio que isso vai trazer paraas pessoas uma força que elas não conseguem controlar. Você tá passeando ali no meio da, né, o ser humano evoluindo, ele vai aquele e passeando pelas savanas e etc. De repente você passa numa moitinha picada, tu morreu, cara.
Morreu, perdeu uma perna, perdeu a mão, perdeu o pé, né? Acabou com a tua vida. Ou seja, é uma força que você não controla.
Agora, por que que ela é uma doença tropical negligenciada? Ela é uma doença tropical negligenciada porque ela principalmente afeta os trópicos. E a produção do soro, ela é uma produção que custa caro e ela não é rentável para a indústria farmacêutica.
Por exemplo, doença de chagas, malária, são medicamentos que ou o governo produz ou incentiva a pesquisa científica, ou o particular não vai fazer. As serpentes a mesma coisa. Particulares fazem, soro, fazem, mas é lucrativo?
Não, não é, porque ele depende do cara ser picado, não sabe quando vai ser picado. O soro vai estragar com o tempo, você não pode usar. E quem mais usa esse medicamento?
Pobre. >> Sim. >> Então, pobre não é lucrativo pra indústria farmacêutica.
você vai gastar muito mais fazendo a bioinceticida para campo de golfo suíço, do que você vai gastar investindo em em soro antiofídico. Então esse é um problema. Essas essas coisas aqui atrás são carros chefe do meu canal.
é onde as pessoas vão para lá para se informar o que fazer, o que fazer numa picada de cobra, qual a cobra mais pessohenta. E daí eu consigo puxar os outros bichos e vou falando da zoologia em geral. E às vezes um pouquinho de meio ambiente, um pouquinho de eh de saúde pública, um pouquinho de política, mas bem pouquinho para que a galera continue recebendo.
Às vezes eu faço séries, entende? É assim que eu que eu trago a galera pro canal, principalmente pelas serpentes. Eu tenho menor dúvida.
As serpentes, elas são realmente animais fascinantes. Elas perpassam a vários, elas não são animais comuns. Quando você trabalha com aves, por exemplo, você é chamado de ornitólogo.
Quando você, isso é o trabalho do biólogo, você trabalha com ah mamíferos, você é mastólogo, isso é um trabalho do biólogo. Agora, a serpente, cara, ela é trabalho de um biólogo, que é um herpetólogo, mas ela também é trabalho do farmacêutico, ela também é trabalho do médico, ela também faz parte da saúde pública, ela também é um é um produto de biotecnologia. Então, dessa maneira você atrai todo mundo, porque as pessoas eh são ofendidas.
Você tem a vozinha que vai lá no canal, você tem a criança que tá lá no canal. Então, por isso que eu consigo furar bolhas por causa do carro chefe, que é a serpente. Não tenho menor dúvida disso.
>> Muito bom. Eh, e aí, cara, nesse nesse teu trabalho, você também começou a a se desenvolver, né? Não só depois de ter dado aula, hoje você vive do canal, mas você passa por essa tua visão também de mundo, visão geopolítica, visão política que agora você não quer mais, né?
Cara, eu eu você tem muito para contribuir, de certa forma, o que acontece, eu passo sobrevisão política para as pessoas, eu só evito de entrar em time de futebol, de briga de direita e esquerda, porque isso não vai levar ninguém a nada dentro do meu canal. Então, de certa forma, eu mostro pras pessoas como a saúde pública deve ser regida, independente de quem tá lá. As pessoas precisam entender que que a o ofidismo é uma doença tropical negligenciada.
Elas precisam de entender que o governo precisa de agir porque a indústria farmacêutica não é boazinha e não vai produzir soro de graça. Não é assim que funciona. Vai ter que ter ação governamental.
Isso não tem jeito. Então, de certa forma, eu evito de falar partido e etcendo meu o meu saco. Ah, ó lá, comunista, quer que o governo produz soro.
Se o governo não produzir soro, você morre. Simples assim. Só para tu ter uma ideia.
Se tu for picado por uma serpente Estados Unidos, você vai gastar entre 50 a 500. 000. Você tá [ __ ] velho.
De 50 a 500. 000. E no Brasil é gratuito.
Ah, lá o biólogo Henrique. Nada é gratuito, [ __ ] velho. Nada é gratuito.
Óbvio, ninguém tá falando que nada é gratuito. >> Público gratuito de qualidade, só >> nada é gratuito. Mas você tem ação governamental de você tem o butantan que produz o soro, o governo compra, claro que sai do teu imposto, todo mundo sabe disso, não precisa ficar aqui discutindo no comentário, a gente sabe disso, mas é uma ação governamental.
Se você não tem o governo para fazer, inclusive o Brasil e a Austrália são os únicos dois lugares do mundo onde você vive no oasis. Só para você ter uma ideia, Gláber, são cerca de 30. 000 picadas de serpentes todos os anos e cerca de 150 óbitos.
Uma quantidade muito baixa pro número de picadas, 30. 000 para 150 óbitos. Austrália são dois óbitos por ano.
Sei que todo mundo fala: "Pô, mas a Austrália tem os piores serpentes, né? " Sim, lá tem as mais peçonhentas, mas elas não são as mais perigosas. Elas são as mais peçohentas, mas não as mais perigosas.
O que acontece é que tanto o Brasil quanto a Austrália possuem um serviço público de excelência, que é Butantã, o Vital Brasil. Ah, você tem o o SUS que compra esse material, que aplica gratuitamente nas pessoas, principalmente nas pessoas pobres. E a Austrália também tem o seu serviço público.
E os outros países, meu irmão, é uma merda. Nos outros países é muito ruim, morre gente para caramba. Na África eu eu trabalho aqui com tem um médico de Moçambique que de vez em quando ele me manda lá acidente e é do tipo e toma uma nova gênina e vai paraa casa.
Não tem o choro, velho. E as coisas são horríveis. Assim, outro dia me mandou uma foto de uma menina da perna, era só o esqueleto, cara, na perna.
Apodreceu completamente a perna da menina. E ele me perguntando qual serpente é. Eles não têm esse eh não tem ninguém lá para, quer dizer, deve ter algumas pessoas, não vou falar todos, até inclusive um beijão pra galera de Moçambique.
É, é o meu segundo, primeiro lugar, o estado que mais me assiste, né? São Paulo segundo é Rio, depois vem Angola e Moçambique e depois Portugal. Quem mais me assiste no pelo menos a métrica do Facebook >> é mesmo, cara?
>> É, é >> mais do que do que outros estados. Bahia, que isso, cara? Angola passou, Angola passou Minas.
Isso no Facebook é uma outra métrica, né? >> Sim, >> uma outra métrica. E a minha assista para caramba.
Ou seja, você nos outros países fica muito difícil porque é caro a produção de medicamento. Então eu preciso de mostrar pras pessoas que é necessário ação governamental porque senão não vai dar certo. E eu espero que isso, eu espero que as pessoas tenham entendido, né, que vai ter um monte de gente escrevendo aqui nos comentários.
o SUS lá, enfim. >> Não, então, cara, quando fala de política, aí fica aquela polarização de torcida, mas isso aí, cara, eu acho que não tem nada a ver com a tua área, >> não. >> Você tem muito para contribuir pelo teu conhecimento >> e que o político não tem sabe nada disso, pô.
Você falou, o melhor representante é um influencer ou um policial, um delegado. Você qual biólogo, deputado? praticamente praticamente o vereador.
Então assim, além do da tua capacidade de professor, você é um excelente comunicador com autoridade e conhecimento. >> Então se você puxar esse debate, você [ __ ] pelo menos vai ser um contraponto a essa indústria da comunicação aí das honras, etc. >> Bota aí, galera, Biólogo Henrique deputado federal, sim ou não?
E qual partido deveria vir? Pode escrever aí. Vou vou olhar a maioria.
>> Mas vai mas tem que declarar o patrimônio. >> Mas eu vou declarar o patrimônio. A mansão vai est lá.
Decado. >> Qual Qual foi a tua candidatura, >> cara? Da última vez eu vim pelo partido Rede.
>> Mas foi 22? >> Foi aqui no Rio. >> Sei.
Mas qual a eleição? A de deputado >> foi agora. É.
Não, de vereador. >> Ah, de vereador. >> Que foi a pior coisa que eu fiz na minha vida.
Pior coisa. Caiu, caiu no papinho de biólogo e e pela rede rede de sustentabilidade. >> Pior pior coisa que eu fiz, velho, porque primeiro que eu vi a galera jogando >> campanha com 3 milhões, falei: "Porra, pera aí, mas o salário dos caras é 6.
000. Os caras jogando 3 milhões, não faz sentido. E eu aqui, gente, não tenho dinheiro.
Vota pela >> [ __ ] o homem da serpente, hein? >> Não, cara, mas eu entendo meu ambiente, por Dan. Se a serpente te picar, tu vai ter surgo.
Tu não fez essa campanha não, pô. >> Pois é, né? Tem que jogar serpente na casa das pessoas, se tua sogra te morder.
>> Não. Então, cara, quando tu pega o político brasileiro, cara, o cara vai discutir a Amazônia. Pra, os militares conhecem razoável da Amazônia, mas quem conhece, cara?
Militar tem propriedade de falar da Amazônia. Sem dúvida nenhuma, pelo menos em termo de territorialidade. >> Então o Chagras estuda, o Chagas tem presença, tem atuação ali.
Agora tu vê, [ __ ] a gente fica cedendo a pressões internacional o tempo todo em cima da >> Cara, eu acho que eu acho que o problema político do Brasil tá relacionado, a gente voltando pra política, tá relacionado a a só duas coisas, cara. Eh, do tipo, ninguém tá trazendo solução para nada, as pessoas vivem do problema. Então, quando eu chego e falo assim, olha, eu eu eu lembro de ter feito na campanha para federal ter falado, gente, olha, é um absurdo que você tenha bolsa para mestrado, doutorado.
O nome tem que ser salário pesquisador. Não posso admitir que um biólogo formado seja bolsista de mestrado. Se tem uma vaga para ele se especializar, é uma vaga de especialização.
Então isso aqui tem que ser um salário pesquisa. Vamos modificar a nomenclatura, vamos botar isso como carteira assinada, porque o cara não tem direito a nada com essa bolsa. Se ele se machucar, ele tá ferrado, ele pode ser retirado de qualquer momento.
Vamos dar uma garantia para esse cara. Eram propostas interessantes, mas ninguém tá interessado em proposta. As pessoas estão interessadas e em em dois momentos: assunto de pauta moral ou assunto identitário.
E isso vai se resumir a galera brigando da esquerda e da direita. É assim que funciona. Ou você vai trabalhar com pauta deitária, que são pautas importantes, não vamos negar, eh, pessoas sofrem pelas suas pautas, tá?
Mas tem muita gente que quer viver do problema em vez de resolver o problema. Ou então é uma pauta moral, você é contra a favor do aborto. É, é isso.
As pessoas só sabem discutir isso. Aí tu pergunta, pera, para, para. Eu não quero discutir nem pauta identitária, nem pauta moral.
Eu quero discutir soluções pro país. Ninguém quer ouvir. >> É.
E o político aprendeu isso rápido e ele fica controlando a narrativa nessas duas áreas. >> Exato. Eu sou contra isso, tá?
Mas qual é a solução? Qual, qual qual solução que você dá? Não tem.
É contra e contra. E fica nessa guerra de narrativa o tempo inteiro. E e é assim que se elege.
Se elege todo mundo assim, ou seja, cadê cadê as soluções? Cadê aquela época onde as pessoas propunham soluções? Eu tô interessado no trabalhador, velho.
Eu quero melhorar a vida das pessoas. É isso que me interessa. Mas infelizmente as pessoas não têm muito esse interesse.
Elas têm interesse em viver o problema, eu acho. É, tem crescido, né, cara, essa ideia nacionalista, principalmente com os debates. O três irmãos se destaca ali fazendo debate, o Inteligência Limitado também, né?
>> Meu meu forte abraço pro Farinazo, pro Rubão, que felizmente estão levantando essa ideia nacionalista, né? Um abraço e beijo para vocês, cara. Se não fosse vocês aí, não sei como é que estaria.
>> Pois é. Então toda hora e tem outros, né? Tem tem a juventude aí, né?
Tem um menino lá, como é que é? Menino, porque é mais novo que a gente, né? Mas eh o Saquarema, né?
Tem tem mais vários outros debatendo lá. Pelo menos assim, você vai num podcast Três Irmãos lá, você vê, [ __ ] comunista para [ __ ] nacionalista para [ __ ] >> É, é bom que os debates, pelo menos os debates estão sendo feitos. Isso é bom.
Os debates sendo feitos, a galera começa a a entender as ideias. Isso aí é legal. Então tem vários nomes e assim o importante é que os caras estão contribuindo com as ideias, né?
>> De certa forma, eu acho que essa ideia de soberania nacional, ela tá sendo levantada pela primeira vez. primeira vez isso tá sendo debatido, porque antes era só entreguismo barato. Só entreguismo barato.
É só ninguém tá preocupado em construir estrada, tá preocupado em privatizar estrada e ganhar um >> Mas os militares, os militares fizeram isso não durante muito tempo. >> Mas não existe mais, não existia mais essa discussão. Não existia mais a discussão do do nacionalismo, de soberania nacional.
Isso não existia mais. Quanto tempo que você tem quanto tempo que você começou com debate sobre soberania aqui? >> Não, na verdade eu não faço, né?
Quase eu não faço. Mas eu digo o seguinte, >> tu começou com guerra na Ucrânia, eu lembro. Tu começou com a galera preocupada, olha, vento que venta lá, vem cá.
Guerra. É sim, sim. >> Vento que venta lá, venta cá.
A gente tem que ver também. Começou com tu trazendo o Farinazo aqui. Eu lembro de como quando começou esse debate aí, >> não, ó.
É, é porque tu falou debate, eu tava com a cabeça lá no três irmãos e a gente não fez ainda, né? Eh, o público até acho que gostaria é discussão de ideias, mas assim, >> quando a gente vai pensar eh no Brasil, o que que eu que que eu comecei a fazer? Primeiro, ó, começou a guerra lá na Ucrânia e agora, né?
Como é que o Brasil tá? Aí tem um problema aqui na Venezuela. E aí, como é que o Brasil se desenvolve?
E a gente vai percebendo que, [ __ ] estamos largado, cara. >> Então, você foi um dos primeiros podcasts a começar a trazer a ideia de soberania nacional, começar a trazer, pô, pera aí, o que que aquela base de Ocânta tá fazendo lá com os gringos? Como é que funciona isso?
Pera aí, que será que a Rússia tá totalmente equivocada ou será que a Rússia fez certo? Você foi um dos primeiros que começou com essa ideia de desse debate. >> Eu conversei com muitos militares, né?
Então assim, qual é o o a diferença do canal do Glober pro canal pros outros camaradas, três irmãos, inteligência, etc? É que eu traz, eu eu trouxe e tento trazer ainda bastante militares, né? Não políticos, mas os caras militares.
E aí, eh, tu pega na política hoje, pô, você tem muito político seguindo essa cartida que tu falou e que é que funciona, controlando narrativa e tal. Mas, por exemplo, o o a gente vai ver, pô, sei lá, o político brasileiro, o o Bolsonaro era capitão, pô, mas muito mais político do que militar, pô. Ele ele já era político há quantos anos, né?
E aí eh quando eu trouxe aqui general quatro estrelas, general três estrelas, general de exército, divisão, de brigada, o cara que comandou a Amazônia e esses caras sem cargo político, né? sem cargo político. Pega uma água para ele aí, por favor.
Eh, e esses caras sem cargo político, zero cargo político, mas com experiência de Amazônia. E aí, [ __ ] se acontecer uma guerra no Brasil, nós estamos [ __ ] Se acontecer tal coisa, nós estamos [ __ ] Então, esse esse despertar nós fizemos bastante, né? Fizemos muito, né?
Inclusive, >> cara, eu acho que do jeito que a gente tá, o o soft power em cima do Brasil é um soft power muito muito severo. Se os caras quiserem, eles pipocam aí algumas agências só para dar grana para um aqui, outro ali, pros caras virem com uma ideia de divisão do país. É norte de um lado, sul do outro.
E aí, ou então Amazônia para um lugar. o Rio Grande do Sul para outro, Nordeste para outro e aí sim vai. É só pagar algumas pessoas certas.
Isso, isso >> que querem viver do problema pro cara dizer: "Não, nós aqui no nordeste somos diferentes de vocês, então Nordeste é nosso. " Não, a Amazônia é nossa, então é para esse lugar aqui. Não, não, não.
O Sul é nosso, então é esse aqui. Não, é o Sudeste. Basta alguns vendidos, basta alguns vendidos receberem alguma graninha para começar a divisão no Brasil.
E vai ter um monte de otário seguindo. Baixa. Então isso e o soft power é muito poderoso em cima da gente.
A gente nem tem como se defender, nem tem como se defender disso, cara, na boa. Mas isso por acontece? Acontece porque a gente fica nessa e a gente não tem uma unidade, a gente não é uma uma república, a gente não se reconhece como república, como deveríamos nos reconhecer.
A gente nem se reconhece como brasileiro. A gente tá se reconhecendo. Não, pera aí.
Eh, o tempo inteiro você vê briga de pauta deitário ou pauta moral? O tempo inteiro não eh porque eu sou negro, não porque eu sou mulher, não porque eu sou branco, não porque eu sou indígena, não porque eh eu sou a favor disso, não porque eu sou abortista, não porque eu falo todos, o tempo inteiro é uma briga, o tempo inteiro na internet. Basta pegar pequenos grupos desses com pessoas que não estão interessadas em resolver problemas e financiar algumas cabeças.
E você tem uma divisão completa no Brasil e você divide estados. O Brasil é a coisa mais fácil de dividir hoje, mais fácil. Soft power é muito forte em cima do Brasil.
A gente não escapa disso tão fácil. A gente não tem essa ideia de soberania. A gente não tem ideia de que é brasileiro, que eu e você somos brasileiros, que todo mundo que tá aqui é brasileiro, independente da sua raça, da sua cor, quer dizer, raça nem existe, tá?
da da sua cor, do seu crédulo. Independente por crédulo. Tu divide brasileiro por crédulo.
Ó, aqui a gente é mais evangélico, aqui a gente é mais católico. Pronto, dividiu. Tu dividiu causa um problema no Brasil com soft power, com grana de apenas alguns imbecis e o restante que vai seguir.
E a gente não se entende comunidade. Olha a merda. >> É, não, sem dúvida.
E e o Brasil ele ele fica nessa agenda aí, pô. Ele não evolui, cara. pegou o bagulho, tipo, tá todo mundo sendo assaltado, tá todo mundo ferrado e a gente tá discutindo ainda a mesma coisa, pô.
A mesma coisa as pessoas, pô, na cidade, a gente tá aqui no Rio de Janeiro, cara, o Rio de Janeiro tem problema para [ __ ] mas o Rio de Janeiro continua sendo vitrine pro mundo. Todos os grandes eventos estão aqui. >> O Rio de Janeiro é bonito, né, cara?
>> Oi. >> O Rio é bonito, né? É, é bonito, mas assim, tá largado, acabou, pô.
>> Largado, pô. R, onde você vai é uma barricada, uma barricada, né, que se fala. >> Aí você pega, aí você pega, pô, toda a riqueza da Amazônia, tudo isso, o Centro-Oeste.
Aí você vem me falar, pô, sobre os santuários lá em terra em terra rara. Então tá dominado ali. Aí você vai tendo o Brasil travado em duas coisas, pô.
A a essa pauta eh que que divide a sociedade, né? Dividindo entre as minorias, né? E >> é pauta moral ou ponto deitária.
>> E a pauta sustentável, pô. E a a pauta sustentável que que paga tudo, paga tudo. Você não consegue fazer se você tem se você tem eh uma necessidade de desenvolvimento, você não tem saneamento básico, você tem uma uma porrada de de de retardo, cara.
E aí você não consegue explorar, pô. A gente fica falando: "Não, o Brasil é rico, o Brasil é rico, o Brasil é rico, mas a pauta sustentável trava tudo, pô". E não tem a cultura da gente conseguir sem entreguismo, né?
Sem entreguismo a gente conseguir desenvolver, pô. A gente fica ouvindo, [ __ ] o Brasil não consegue eh eh fazer uma rodovia, ligar uma rodovia importante, né? Escuto isso aqui direto para ligar, pô, Manaus e facilitar a a vida em Manaus.
A gente tem pontos isolados que que ninguém vai lá, [ __ ] Quando vai um pelotão de fronteira uma vez ou outra, mas tem long lá, tem pesquisa. >> Cara, o problema todo é, então vamos lá, é que são muitas coisas a serem avaliadas, né? Eu eu moro em eu moro em Araruama.
Eu moro em na divisa de Arraalaruama, Praia Seca e Arraial do Cabo. Praia Seca é um oasis no Rio de Janeiro. É um local que não tem violência.
É um local onde foi todo loteado, não sofreu processo de fabelização. >> Como é que é? O Caribe brasileiro não Cancú.
>> É o Cancum brasileiro. >> Cancum brasileiro. >> A lagoa tá despoluída naquela área.
A do lado ali ganhou selo azul e etc. A praia é linda, maravilhosa. Só que praia seca que pertence a Araruama, ela para você chegar até a Araroma, que é que é o município, você tem que dar uma volta por Saquarema.
Olha que loucura. Araroma não tem acesso à praia seca. O ideal é que você tivesse uma ponte ligando.
Eles têm um ferry boat que não serve para nada, que é porcaria, é só para passear, mas não não coloca uma criança na escola, não faz uma no mercado porque venta para caramba. Aquilo não tem horário, é só para turismo. Mas o ideal é que você tivesse uma ponte ali ligando Araruama ao a praia seca.
As pessoas de praia seca não querem essa ponte. Por que que não querem essa ponte? Vai ser tudo de bom, vai trazer desenvolvimento.
Porque o desenvolvimento traz a violência. vai vir bandidagem, vai vir um monte de coisa. Então as pessoas não querem, vai vir poluição, eles não querem que aquilo lá, aquele paraíso seja e de certa forma explod.
Nós desorden >> vai vir desordenado. Olha que ponto nós chegamos. Eu duvido que um chinês tem esse tipo de mentalidade.
Eu duvido que o chinês chegue, pô, pera aí, o trembala vai conectar a minha cidade ao restante da China e não quero não. Ele quer porque ele porque não vai vir droga, não vai vir violência, não vai vir coisa ruim para lá, vai ter urbanização, vai ter saneamento, vai ter tudo de bom ali. Ele sabe que vai ter isso.
Então, o que que tá faltando pra gente? Vergonha na cara. Não sei.
Eh, porque não posso pensar que o desenvolvimento vai ser ruim, mas o desenvolvimento vindo por si só, só ligando uma estrada, uma estrada que vai abrir espinha de peixe para causar mais desmatamento, para causar grilagem, invasão, destruição, bandidagem, não resolve o problema. Melhor não. >> Tu tu entende a situação.
Aí a galera vai falar: "Melhor não, vamos travar aqui". Porque então quando eu penso sobre meu ambiente, eu sou da área ambiental, eu sou analista ambiental, eu sou concursado, eu vou sair ano que vem, provavelmente eu vou exonerar, infelizmente, mas chega o momento que você tem que decidir, você fica na rede social ou você, eu tô de licença atualmente, mas eu entendo como funciona o o serviço público, eu entendo como as coisas públicas funcionam e infelizmente o desenvolvimento no Brasil traz esse traz esse problema porque você não tem a solução. Eh, vou dar um exemplo, Gláuber.
Toda a prefeitura tem o setor de fiscalização de obras de meio ambiente e por aí vai. Eu tenho um senhorzinho ali fazendo uma obra. Eu tenho um senhorzinho ali fazendo uma obra, obra toda errada em cima do morro que pode ter um deslizamento e vai dar problema.
Que que o fiscal vai fazer ali? fiscal automaticamente, fiscal geralmente é um engenheiro, né? Você ovários, né?
Vai lá um biólogo para dar uma multa pro cara porque o cara desmatou que ele ele desmatou ali, ou então tá fazendo movimentação de terra. Vai lá o engenheiro para ver que a obra dele tá errada, vai dar uma multa no cara, o senhorzinho, e o e o cara, o senorzinho faz o que da vida? Que que ele senorzinho faz?
[ __ ] pera aí. Então, quer dizer que veio dois fiscais aqui do meio ambiente? um fiscal do meu ambiente, um da um do setor de obras e proibi a minha obra.
Eu tô aqui morando num quarto. A minha obrinha lá ia ter mais dois quartos e eu preciso fazer minha obra. Tu vai sair, tu vai dar as costas, ele vai lá continuar a obra e o que que vai acontecer?
Vai ter um deslizamento de terra e vai morrer. Agora, por que isso? As nossas leis ambientais e outras leis são muito boas, só que elas não são leis educativas.
Então, por que que não foi o contrário? Porque já que eu tenho engenheiro na prefeitura, eu tenho biólogo, eu tenho engenheiro florestral e tenho todo mais, tenho topógrafo, tenho tudo, por que que o primeiro momento não é uma notificação pro cara como uma cartilha já pronta? Como por exemplo, senhor, essa obra dessa maneira você não pode fazer não.
Mas olha só, eu tenho aqui, ó, pronto para você. Até me arrepia de falar, velho. Sabe porque eu vi isso tantas vezes, Gber?
Eu vi isso tantas vezes na minha vida, uma solução simples que você poderia dar a uma pessoa e mudar a vida dessa pessoa e você vai lá e dá multa no cara e aí tu chega aqui, olha, senhor, assim tá errado, assim não pode não. Eu vou assim, eu vou mutar você, você vai perder tudo o que você tem. Faz o seguinte, ó.
Quebra esse murinho, essa preda que você fez aí, ó. E toma aqui, ó. Que que você quer fazer ali?
Um quarto e um banheiro ou dois quartos e um banheiro aqui, ó. Toma aqui a engenharia do do negócio. Como é que você tem que fazer assim, ó?
Ó. Que que o senhor precisa para fazer isso? Precisa de dar entrada na porque é burocrático para [ __ ] tá?
Você vai fazer obra que tu tem que dar pede aí, >> meu irmão. E o cara precisa se mudar, velho. Não, mas eu tenho aqui uma maneira de rapidinho lá, ó, tem um QR code, pega o celular da tua filha aqui, ó.
Pá, já cadastra, já vai lá que a gente já tem aqui um prospectozinho que o senhor pode fazer, ó. >> Resumindo, deu a solução. >> [ __ ] velho, tu foi lá e educou.
Tá aqui a solução. >> O cara não morreu, o cara tem o quarto dele, tá tudo bem. >> Se o cara não cumpriu, aí tu volta lá e multa.
>> E o cara tem para pagar a multa? >> E o cara também não tem. Mas se não cumpriu, tu tem que ir lá e tem que dar um jeito.
>> Mas a primeira forma não é não poderia ser educativa. Se eu tenho uma porrada de funcionário lá, cara, para trabalhar, porque prefeitura é assim, vou te falar como é que funciona a prefeitura. Eu sou funcionário público.
>> Prefeitura é assim, você tem os funcionários de carreira. os concursados e você tem mais uma porrada que é esquema político, tá? É tudo esquema.
A maioria deles ali é esquema. eh, fulano que é amigo de vereador, que é não sei que lá, que eles vão botando em tudo quanto é setor lá, que não para entupir. É, é, é cargo, é cargo comissionado, que é maior é o maior sistema de corrupção do do Brasil, chama-se cargo comissionado.
É tudo esquema de vereador, deputado, que é o cara que não não tá lá para resolver problema nenhum. tá lá para para chupar ovo de vereador e deputado, de prefeito, não sabe nada, mas tá lá para cumprir o o horário, quando cumpre o horário lá e não resolve pôr nenhuma. Esses caras que estão lá ocupando o lugar >> e vai trabalhar na campanha dos caras.
>> Isso vai trabalhar na campanha. Isso é corrupção. Corrupção.
A corrupção não é o funcionário público. A corrupção é o cargo comissionado. É aí que tá o o funcionário público não vai submeter a isso.
Simples assim. Mas você poderia pegar essas pessoas e botar para trabalhar e se você fizesse a educação com eles depois da punição, acho que resolveria grande parte do país, resolveria grande parte do nosso desenvolvimento ou pelo menos parte dele. >> É.
E e essa máquina funciona assim e querem que funcione assim. Não tem jeito, pô. Se você for pegar, >> você sabe que eu já vi esquema de prefeitura do cara eh pegar um desses cargos comissionados, que cara, cargo comissionado, o cara é é ele é sujeito à corrupção, velho.
Ele não tem efetividade, ele é sujeito a cor. Tu já imaginou se eu começa a botar policial contratado? A merda que não ia dar isso aí.
Olha a merda. Aí eu pego esses caras, eu já vi caso assim, o maluco vai lá e dá a multa. Aí depois o cara tem que ir lá dentro conversar com o secretário.
Aí o secretário vai lá, anula a multa. Sabe como? Diz: "Não, mas quem deu a multa não pode dar multa porque o cara é ele não é efetivo, ele não é da nem assim porque ele tá aqui.
Aí cancela a multa. Mas ele recebeu um dino. >> Sim, >> já ouvi casos desse tipo, pelo menos as histórias lá.
Difícil, mano. Walter, eh, chegou um super chat aí falando sobre Santa Catarina, acho que chegou outros também. Eh, manda aí pra gente, por favor.
>> Super chat que chegou aqui, super chat que chegou aqui, Gluber, foi do Malta, falou o seguinte: "Henrique, aproveitando esses assuntos, o que que você acha do processo de favelização e invasão que Santa Catarina tá sofrendo? Você acha que é proposital a destruição? Cara, eu não eu não acho que processo de falilização seja uma coisa proposital.
Ele é uma consequência. Eu não sei o que que tá acontecendo em Santa Catarina agora, mas no Brasil inteiro o processo de favelização ele é uma consequência. Em vários momentos eu já vi, já presenciei casos de invasão e venda, como em como eu percebi lá em Macaé, os caras que estavam invadindo, eram pessoas que tinham, pô, o cara tinha picap, velho, tava invadindo, aí depois vai vendendo os territórios.
E aí o processo de favilização é um problema sério, porque você amontoa as casas de uma maneira que nem um carro de lixo passa. Esse é o problema principal do processo de favelização. Não é nem a invasão em si, que é um problema sério a invasão, mas o outro grande problema é justamente uma invasão completamente desordenada, ao ponto de você criar labirintos que você não consiga passar luz, água, esgoto, coisas simples como um caminhão de lixo.
E aí você, é óbvio, vai acabar causando deslizamento, você vai acabar causando desmoronamento, você vai acabar causando problemas com tratamento de esgoto e mais um monte de outras coisas. Cara, a as invasões são muitas das vezes são orquestradas, muitas das vezes. >> É, e é o a grilagem, né?
O loteamento, >> muita grilagem, >> o cara. >> E aí que e aí que tá o problema, Glob? Porque cresce dessa sem estrutura e vem.
>> Não, o problema depois tá na nos vereadores que vão para lá prometer que vai relegalizar tudo e ganha voto. >> Isso. Isso.
>> E é assim que ele funciona. >> Ele vai lá e ganha o voto depois da Ué, vou dar um exemplo claro. A galera tá com esse projeto aí de ocupação da área de marinha na nas praias.
[ __ ] eu não vou, eu me beneficiaria muito. Eu moro na beira da praia, ganharia 30 m, velho. Eu mesmo compraria ficar.
Mas por que que eu sou contra? Primeiro que eu sou ser humano, não perdi minha humanidade. Segundo ponto, os caras querem um projeto aonde você vai tirar essa área de marinha, não é área da marinha, é área de marinha para passar para estado e município.
Meu irmão, eu trabalho com prefeitura. Sabe o que que acontece? A galera vai lá, invade, depois vem um monte de candidato a vereador prometendo regularizar e regulariza.
>> Então você já imaginou o que que vai acontecer com as áreas de mangue? Você já imaginou o que que vai acontecer com as áreas da beira da praia? Algumas vão virar resorte e as outras vão ser grilagem mancomunada com vereadores e deputados para e vai fazer favelização.
É isso que vai acontecer. É só isso que vai acontecer. E é por isso que eu sou totalmente contra a retirada da área de marinha.
E eu paguei um eu paguei uma, um um dinheiro, tá, para poder fazer regulamentação da minha casa, etc. Porque você tem que quando você compra, quando você vende, não sei pagar onde vai essa merda desse dinheiro. Esse dinheiro simplesmente some >> tartaragugas.
>> Mas se você retira essa área de proteção, você vai acabar com mangue, você vai acabar com a beira das praias. >> É, é o projeto das praias privativas, né? Ficou polarizado.
Sim. Só que vai virar além de praia privada. Você já foi abusos?
>> Já. >> Lugar lindo. É um dos um dos lugares mais bonitos que eu conheço no no Brasil inteiro.
Mas eh você tem praias que você não pode ficar na maré cheia porque as casas ocupam a praia. Você já pô para tu entrar numa praia é um biombinho assim, ó, cara. Tu não consegue ver a praia.
Tu entra num corredor que meio sinistro, né? Aí tu vê uma praia linda do outro lado ou encheu a maré, tu não fica na praia porque tu perdeu a areia. Foi um processo feito a antes de 64, então você os caras puderam fazer, mas basicamente vai virar isso aí.
Isso nas áreas nobres, nas outras áreas vai ser favelização. >> Tem, teve um camarada aqui no chat, eu vi mais cedo, dizendo que o fazendo uma crítica ao prefeito de Búzios, dizendo que tá vendendo tudo, né? Então não sei como é que tá lá atualmente.
Eu não tenho ido, mas certamente prefeitura é isso, irmão. Prefeitura muda o plano, o plano diretor. Aí, por exemplo, Santa Catarina, prédio de 1 km de altura, né?
Né? Prédio com cento e tantos andares >> na beira da praia, tirando o sol da praia, >> tira. Aí agora que que fizeram lá em Balneário, né?
Em outras praias, >> da praia. da da faixa de areia, né? Então é isso, os caras mudam e vai subindo no prédio.
Em outros cantos, os caras vão vendendo e vão vendendo e vai ficando verdadeiras praias privativas mesmo, porque praia pequena, né? M.