Olá aluno, olá aluna da EJA. Estamos aqui para mais uma aula do nosso curso. Meu nome é Gregório Dantas Mendes, sou professor de linguagem.
Espero que você esteja bem à vontade, com seu caderno, seu seu lápis ou caneta para anotar suas dúvidas e posteriormente ir atrás de saná-las. A aula de hoje tem como tema plágio e ética na pesquisa. Certo?
Vamos trabalhar esses conceitos e ao final nós faremos uma atividade de reforço. Vamos começar com uma pequena pergunta aqui. Se está na internet, então pode copiar?
Você já se perguntou sobre essa questão dos textos da internet? Vamos ver essa situação logo abaixo. Imagine a seguinte situação.
João mora em Rio Branco, no Acre, trabalha durante o dia como auxiliar em uma empresa de materiais de construção e estuda à noite na EJA. Sua professora solicita uma pesquisa sobre os impactos das queimadas na Amazônia acreana. Como o João chega cansado do trabalho, ele pesquisa na internet, encontra um texto pronto e copia vários parágrafos para entregar no dia seguinte, sem informar de onde retirou as informações.
Você vê aqui embaixo a imagem do João conversando com a professora dele. Certo? E o que que o João diz?
"Mas eu não roubei nada. O texto estava na internet. Se está na internet, pode copiar, não pode?
" Então, vamos pensar, né? Aqui, vamos pensar um pouco sobre essa atitude do João. Você concorda com o João?
Vamos refletir. Você já utilizou informações encontradas na internet para fazer algum trabalho? Provavelmente sim, né?
Todos nós utilizamos a internet para fazer trabalhos, pesquisas. Como saber se podemos copiar um texto? É outra pergunta que nós temos que responder.
Qual a diferença entre pesquisa, pesquisar, aprender e simplesmente copiar? Por que reconhecer o autor de uma ideia é uma atitude ética? Todas essas perguntas aí são para a gente refletir sobre a nossa atividade de estudante, de pesquisadores, certo?
Quando nós vamos fazer nossos trabalhos estudantis, acadêmicos, todos nós temos que tomar alguns cuidados. Vamos ver? Copiar sem dizer quem é o autor é plágio.
Você já ouviu falar dessa palavrinha? Plágio. Vamos já saber o que ela significa.
O plágio ocorre quando uma pessoa apresenta como sendo sua uma ideia, um texto, uma imagem, um gráfico, uma fotografia ou qualquer outra produção intelectual criada por outra pessoa, sem citar corretamente a fonte. Em outras palavras, é apropriar-se da autoria de alguém. Então, gente, vocês entenderam o que é plágio?
É você simplesmente pegar um trecho de um texto ou de uma obra e colar no seu trabalho sem dizer de onde você tirou esse texto. Sendo que foi outra pessoa que o produziu o ou realizou aquela obra, né? Voltando.
Aqui existem diversas formas de plágio. A primeira aqui é o plágio integral. Que que é o plágio integral?
É copiar um trabalho inteiro, né? A pessoa copia todo um texto do começo ao fim e coloca como se fosse sua. Seu aquele texto.
Então, é um plágio integral. Plágio parcial. Copiar partes de diferentes textos.
Aqui a pessoa copia parágrafos ou frases e vai juntando e formando um outro texto, mas sendo que é que nenhuma daquelas daqueles trechos, daqueles textos foi ele que produziu, né? Ou mesmo pode ser figuras, imagens sem dizer da onde ele tirou aquele aquelas aquelas obras, né? Vamos voltar lá.
Plágio de paráfrase. Olha aí. O que que é o plágio de paráfrase?
É reescrever as ideias de outra pessoa apenas trocando algumas palavras sem indicar a autoria. Esse plágio, gente, ocorre assim. A pessoa pega um texto, mas para dizer que não copiou integralmente aquele texto, ela utiliza de sinônimos, né?
Que são seria as paráfrases. Diz a mesma coisa, só que com outras palavras. Correto?
E aí ela não indica de onde ela tirou aquela ideia. A ideia permanece lá, mas ela ela vamos dizer, ela copiou a ideia de outra pessoa, certo? Isso não deixa de ser plágio, ok?
E também temos aqui, por por último, o autoplágio, certo? Pra gente ficar atento também. O que que é o autoplágio?
É reutilizar um trabalho próprio, já apresentado anteriormente, como se fosse inédito, quando isso não é permitido pela instituição. Isso acontece geralmente com no meio acadêmico, certo? As pessoas apresentam um TCC, apresentam uma obra e quando vai fazer outro trabalho de pós-graduação, outra coisa assim, eles pegam aquele mesmo texto que ela já fez e reproduz, e dizendo que é inédito, nunca foi feito antes, né?
E aí, a instituição, no qual ela está estudando, acusa aí o autoplágio. Isso é comum, já [limpando a garganta] vi professores cometerem esse tipo de plágio, certo? Plagiou você mesmo, a sua própria obra.
Então, vamos lá. Vamos ver agora as consequências para quem pratica o plágio, correto? A lei número 9.
610 de 1998, que é conhecida como a lei de direitos autorais, garante ao autor o direito de ter sua criação reconhecida e respeitada. Copiar uma obra sem autorização ou sem indicar a autoria pode gerar consequências civis e, em determinadas situações, criminais. O Código Penal Brasileiro, em seu artigo 184, prevê punições para a violação de direitos autorais.
Assim, copiar um texto sem citar a fonte não representa apenas um problema escolar. Dependendo da situação, pode configurar a violação dos direitos do autor. Bom, aí embaixo você vê que tem um julgamento de um rapaz que fez plágio na sua obra aí do tra eh trabalho de conclusão de curso, conhecido também como TCC.
>> [roncando] >> A juíza diz para ele: "O documento mostra uma cópia literal. O senhor precisa explicar". E ele responde à juíza: "Eu jurava que era só pesquisa.
Como eu ia saber que não podia usar"? E aqui você vê a autora olhando feio para ele, né? Então, gente, então vamos lá, explicar rapidinho aqui.
Ah, o plágio pode gerar consequências como essa que nós acabamos de ver. Principalmente se você cometer o plágio e for publicar esse seu trabalho, for apresentar numa feira de ciências, etc. Eh é claro que o autor, ao descobrir isso, ele pode sim, e a lei garante, ah, ele lhe processar por ter roubado a sua ideia ou seu trabalho.
Afinal, o autor, ele dedicou tempo, né, esforço, recurso para fazer aquela obra. OK? E o que devemos fazer?
Bom, primeiramente, temos que citar as fontes, as origens dos nossos textos, certo? Da onde retiramos aqueles textos? A Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT, estabelece regras para elaboração de trabalhos acadêmicos.
Entre elas, destaca-se a necessidade de indicar corretamente todas as fontes utilizadas, utilizar as citações quando reproduzir as palavras do autor, certo? Apresentar a referência completa da obra consultada. As normas mais utilizadas são: ABNT NBR 10520, que trata das citações e a ABNT NBR 6023, estabelece como elaborar as referências, ok?
Bom, eh, as citações precisam, você precisa dizer da onde você tirou aqueles texto, aquele texto, obviamente. Se o, se aquele texto não é seu, você copiou literalmente aquele texto, você coloca entre aspas, ok? Você vai ter que indicar de alguma forma que aquele texto não pertence a você e vai dizer o autor e de onde você tirou, se foi de um livro, de uma, de um, de uma uma revista ou de um site, perfeito?
E assim também nas suas referências bibliográficas, bibliográficas no caso. No final do seu trabalho, você vai dizer todas todas as obras que você consultou para fazer aquele trabalho, correto? Se não é a mesma coisa que colar.
Veja lá nosso, no, no nosso slide. Você tem aí, ó, o colega colando da colega, literalmente. E colar não é uma atitude ética, não é?
Então vamos para frente. Ética e ética na pesquisa. A palavra ética vem do grego ethos, que significa modo, modo de ser ou maneira de viver, certo?
Ser ético significa agir com honestidade, responsabilidade, respeito, justiça e compromisso com a verdade. Então, de certa forma, todos nós sabemos o que é ser ético, correto? E o que é ética na pesquisa?
Vamos trazer a ética para nosso para nosso dia a dia, né? Nosso ato de pesquisar. Quando realizamos uma pesquisa, assumimos um compromisso com a verdade.
Ah, o que que nós temos que fazer na nossa pesquisa? Temos que apresentar informações verdadeiras, então, apresente informações verdadeiras, você que está pesquisando. Cite corretamente os autores consultados.
Não falsifique dados. Não invente resultados. Respeite os participantes da pesquisa quando houver pessoas envolvidas.
Nesse caso, quando a pessoa pedir sigilo, né, quer quer ser anônima, ela não precisa tá o nome dela na pesquisa, pode ser apenas as iniciais e tudo mais. Existe todo um código de ética na pesquisa que precisa ser respeitado, ok? Ah, vamos lá.
Em outras palavras, pesquisar de forma ética significa produzir conhecimento com responsabilidade. Aqui nós temos a imagem do filósofo Sócrates, que foi condenado na Grécia antiga por por dizer suas ideias, né? Por pregar suas ideias, por fazer os jovens pensar e isso não agradou, claro, os poderosos.
E ele teve uma escolha, ou ele negava tudo aquilo que ensinou, todo aquele o seu a sua autoria, né? E ou ia ser degredado ou envenenado por cicuta. No caso, ele escolheu morrer envenenado.
Por uma postura ética dele. Ele preferia morrer do que negar tudo aquilo que ele pregou ou que ele ensinou. Certo?
Pesquisar é construir conhecimento, certo? Vamos ver. A quem a falta de ética prejudica?
O verdadeiro autor da obra, correto? Por quê? Porque ele dedicou tempo, trabalho, esforço e não vai ter o devido reconhecimento.
Quem pratica o plágio, pois deixa de construir seu próprio conhecimento, então é esse outra outra pessoa que sai muito prejudicada. Essa essa daí, gente, é que sai mais prejudicada, porque deixa de aprender e o trabalho, a pesquisa foi feita justamente para isso, para a gente pesquisar, para a gente ler, para a gente se esforçar, aprender. Então, se você pratica o plágio, você está enganando a si mesmo, né?
Não tem como a gente enganar a gente mesmo. A gente sabe que fez coisa errada, não é? Então, outro prejudicado é a credibilidade da pesquisa científica e acadêmica.
É claro que quem faz pratica plágio ou não cita as fontes ou faz comete algum daqueles daqueles daquelas faltas éticas, ela está prejudicando a própria pesquisa que vai cair em descrédito, né? Então, vamos lá. Aqui do ladinho você vai ver um pequeno texto.
Mesmo que não tenhamos tempo tanto tempo para realizar nossos trabalhos escolares, não podemos enganar os professores, desrespeitar os direitos dos autores e nem sermos desonestos conosco. Correto? Então, pesquisar significa o quê?
Pesquisar significa buscar informações em diferentes fontes, comparar opiniões, compreender o assunto, selecionar as informações mais importantes, escrever com suas próprias palavras, sempre indicando de onde vieram de onde vieram as ideias. Correto? Aí você tem um uma uma figura do ladinho aí mostrando o quanto trabalho dá pesquisar e é por meio desse trabalho que a pessoa aprende e também contribui para o conhecimento, dando o seu ponto de vista, dando sua forma de ver, de pensar aquele assunto, certo?
Pois então, agora vamos praticar, correto? Leia o texto abaixo. Juliana é estudante da EJA e tinha um trabalho sobre literatura brasileira para entregar.
Como deixou para fazer o trabalho no dia anterior ao da entrega, estava sem tempo para fazer uma pesquisa e escrever suas próprias ideias sobre o assunto. Então, decidiu copiar um texto da internet inteiramente, sem citar a fonte e a sua autoria. Observando a conduta de Juliana, marque a alternativa adequada à sua atitude.
Letra A: Juliana está correta, pois os textos da internet são de todos. Gente, isso tá certo? Vocês acham que tá certa a letra A?
É claro que não, acabamos de ver isso, né? Não é porque o texto tá na internet que você pode ir lá, copiar integralmente e colar como se fosse seu. Ah, o direito autoral permanece mesmo nos meios digitais, ok?
B: Juliana não está certa, ela deveria ter mudado o texto com os sinônimos. Olha aí, também é outra outra atitude que enseja plágio, mesmo porque você mudando algumas palavras, não quer dizer que você mudou o texto todo, você mudou apenas algumas palavras e você tá querendo dizer que aquele texto é seu. Isso também é um tipo de plágio, nós vimos isso na nossa aula de hoje, correto?
C, letra C: Juliana deveria ter copiado o texto bem antes do dia da entrega do trabalho. Olha aqui. Isso mudaria alguma coisa?
Claro que não. A cópia continuaria sendo a mesma, continua, continuaria sendo plágio, mesmo que ela copiasse três dias antes, dois dias antes, não importa, o plágio permanece, então não tem nada a ver esta letra C. Letra D, Juliana cometeu plágio, pois se apropriou de um texto que não era seu.
Aí temos a letra correta, gente, claro que ela cometeu plágio, se apropriou de um texto de um de outro autor dizendo como se fosse dela, correto? E temos a letra E, que diz aí, embora Juliana tenha feito o plágio, ela não pode ser repreendida, pois estava sem tempo para realizar a pesquisa. Olha, nós sabemos que a a falta de tempo não é um justificativa para cometermos plágio e até porque pelo que nós vimos aí na na na questão, ela tinha tempo, mas deixou para última hora, também tem isso, não é?
Então não tem correspondência aí a letra E, então a letra certa é a letra D, certo? Esta é a letra correta. Ok?
Deixa eu desmarcar aqui. Vamos para próxima. E aqui, para terminarmos com a nossa reflexão, correto?
Vamos refletir mais um pouco. Mesmo que tenhamos diversos compromissos, como o trabalho, o cuidado com casa, com familiares, etc, não podemos justificar a a prática de plágio e a falta de ética na elaboração de nossos trabalhos escolares ou acadêmicos. Temos que ter em mente que se fizermos isso, além de violar o direito autoral de terceiros, estaremos sendo os maiores prejudicados, pois deixaremos de desenvolver e construir nosso próprio conhecimento e de também contribuir com nossa perspectiva sobre o assunto.
Pense nisso. Aí embaixo nós temos um mosaico de pessoas estudando, trabalhando, se divertindo e aprendendo e construindo o seu próprio conhecimento, ok? Espero que vocês tenham gostado da aula, aqui estão nossas referências.
É, espero que vocês tenham anotado tudo para tirar com o professor na aula presencial e espero encontrar vocês na próxima, ok? Um abraço, até.