Vamos lá, começando um novo vídeo. E aí, gente, bem provavelmente o último vídeo que vocês vão ver a Van, né? Ela tá tomando um banho porque amanhã os novos donos dela hoje viram buscar, né?
Então a gente tá tirando um pouco da poeira aí pr entregar ela bem bonita. Ali dentro já tá tudo certo, limpinha, cheirosinha. Ah, já tiramos até nosso adesivinha aqui.
Mas é isso. E o Thaago tá super bem essa semana, né, ti? Agora, hoje liberaram o tratamento dele.
A gente achou que ia começar essa semana. Bem provavelmente que vai ficar para começar as químicos semana que vem. Mas essa semana não reclamou de dor, né?
Tá dormindo bem, tá tudo certo. Agora só esperar começar esse tratamento aí. Mas é isso, já a gente mostra a partida da V, então.
Oh. [música] [música] [música] [música] Só comentar uma coisa que pediram no primeiro no último vídeo que a gente postou da viagem, né? eh, da gente chegando e tal, falaram pra gente comentar um pouco como que era esse sentimento da volta, né?
Eh, tipo assim, eu voltei a trabalhar na escola, né? Quem não sabe, eu sou professora, eu voltei para uma escola nova, tá? Tudo, mas o trabalho já, para mim, depois da pandemia já era um trabalho que já tinha perdido muito sentido, né?
E depois de tudo que a gente viveu na estrada é muito difícil [risadas] se encaixar de novo no que a gente vivia. Parece que não faz sentido esse tipo de vida, mas por outro lado, com essa questão que a gente tá passando da saúde do Thago, não dá nem para mensurar essa volta da vida normal, porque a gente não voltou com a vida normal, porque a gente voltou teoricamente três dias depois a gente já começou a só preocupação em cima de preocupação até sair realmente o diagnóstico, né? É.
Então agora, na verdade eu ainda consegui começar algo para trabalhar, né? Porque eu a ideia era eu chegar, trabalhar em alguns projetos, só que quando eu descobri tudo eu tinha a cabeça, né, para focar em nada. E querendo ou não, eu tô sentindo um cansaço desde os antes, né, durante a viagem.
Eu já eu tava, eu até achava que era depressão, pensava: "Porra, mas eu tô na viajando, né, numa vida que eu sempre quis, por que que eu tô triste? Eu não tinha vontade de fazer nada. " Hoje a gente entendeu que é do tumor, porque ele consome muito a minha energia, então eu sinto muita fadiga, cansaço, vontade de fazer nada mesmo.
E querendo ou não, isso atrapalha muito e eu não tenho foco, eu não consigo, sei lá, dar continuidade nas coisas por saber da doença e às vezes vem aquela preocupação e por conta do dele tá me sugando essa energia, né? Pois é. E daí quando eu cheguei falei: "Bom, vou focar num projetos, vou começar a trabalhar, daí meio tudo, não consegui mais porque daí eh igual eu falei, né, até sair os resultados, diagnóstico, foi só preocupação.
Eu tentava distrair, mas já pensava e já não conseguia fazer nada. Agora que as coisas estão caminhando, eu vou começar a quimioterapia aí eu acho que semana que vem. Daí já deu uma, ah, caiu a ficha, né?
Então você já começa a retomar aquela saída, aquele choque e voltar, porque a gente precisa fazer as coisas, a gente tem que viver, né? Então é isso. Mas é isso.
Então o nosso sentimento é esse. A gente não se encaixa mesmo, não sente que a gente se encaixa mais nessa nessa vida normal, né? Dita normal, que eu acho que não tem nada de normal.
Só que por outro lado, tipo assim, a gente veio com os planos, ah, a gente vai chegar, a gente vai vender a van, aí a gente vai voltar alugar um lugar para nós de novo e aí a gente vai voltar a comprar os móveis que a gente não tinha mais e a Thago ia trabalhar, eu ia voltar a trabalhar. Então daí a gente começou a tomar uns baldes de água fria, que as coisas não podem ser assim nesse momento. Nesse momento a gente tem que continuar aqui na casa dos pais do Thiago porque ele vai precisar de um suporte que eu na escola o dia todo fora não vou conseguir dar, né?
Então a gente nem tá conseguindo sentir assim, o sentimento agora só é de foco na recuperação dele. Então parece que todos os outros problemas, tipo eu fico vendo as coisas lá na escola, coisa que me incomodava tanto antes de sair viajar, agora eu não consigo nem achar importante, porque a gente entendeu que não tem nada mais importante do que a questão de saúde dele, né? Então é isso, a gente tá muito triste [risadas] ainda, né?
Porque nunca a gente imaginou tá passando por uma situação dessa, só que a gente segue confiante, né, Thaago? Não, certeza não sei. Quer falar, não hipótese.
Hum. Não vou dizer que eu não tô preocupado, que eu já tô 100% agora enfrentado, a gente sempre tenta manter a cabeça boa, pensamento positivo em busca da cura, sempre, né, pedindo a Deus e orando muito. Mas dá uma preocupação.
Às vezes eu tô, sei lá, concentrado numa coisa, daí volta tudo de novo, daí eu penso, daí, sei lá, passa muita coisa na cabeça. a vida normal que a gente queria. Agora eu acho que mais do que nunca é o que a gente quer.
É. Nossa, gente. Mas enfim, né?
Vai chegar a nossa hora de novo de se organizar de novo e tal. Mas é isso sim. A gente acha que essa vida não faz sentido, mas tem um problema muito maior envolvendo aqui do que só ter voltado para trabalhar e voltado a rotina, né, de antes.
Então é, esse sentimento é muito estranho, gente. E igual a gente falou no último vídeo, que essa situação tiver alguma mensagem boa nisso tudo, é isso, é pra gente parar de ficar adiando o que a gente tem vontade de fazer, né? Dá para esperar não, que a gente nunca sabe como que vai ficar a nossa saúde.
E o Thiago é uma pessoa super saudável. Enfim, né? Todo mundo.
E o que me assustou foi aquele dia que a gente foi no oncologista, né, que igual eu e o Thiago, nós temos 35 anos e o médico falou para nós, falou assim: "Vocês não tm ideia a quantidade de paciente que eu tô atendendo com menos de 40. " Então, enfim, e não é só isso de saúde, pode acontecer inúmeras coisas com a gente que não dá pra gente ficar adiando que a gente tem vontade de viver, né? É isso.
Agora a gente vai entregar agora, né? com a dor no coração, tá os últimos momentos com ela, mas agora o foco é na cura e depois a gente pensar que que vai ser, né? A gente vai comprar um carro, fazer viagens, é isso.
A gente vai montar outra van. É, mas o foco agora é a cura mesmo. E eu não consigo pensar em mais nada.
Às vezes eu falo: "Eu preciso trabalhar, eu preciso fazer". Só que realmente é difícil, não é? Não é fácil, porque por mais que a gente tá confiante, a gente sabe que a cura vai vir, às vezes a gente se questiona certas coisas, né?
Então é normal ser fazer o medo, ele sempre na nossa cabeça, ele sempre vai est presente, mas é isso, vai dar tudo certo. É isso aí. Bom, tem uma um monte de coisa, né, de peças que a gente comprou a mais caso precisasse trocar.
Nunca precisamos, mas vai por pros novos donos, né? Olha que eles uma hora precisa. É tem bastante coja que sobrou, né?
Ali de arrecimento. Nossa, as coisinhas do porta pote. Olha um monte.
Tem dois shap também. O ventiladorzinho que a gente desistiu de usar ele. Umas lâmpadas.
Olha, até peum deixar tudo organizadinho já. [música] Novo dia já por aqui, alguns dias depois. E aí, gente?
estão trazendo notícias, né, a respeito de como foi aí as os últimos dias, né, depois que a gente voltou para Cascavel, a gente acabou gravando ali o vídeo para vocês explicando todo o acontecido. Então, as atualizações a gente, graças a Deus, a gente conseguiu vender a van, né? Deu certo.
Aí a gente filmou o dia que a gente tava arrumando ela, né? E no outro dia eles vieram mesmo, levaram ela lá para São Paulo. É, deu tudo certo, graças a Deus.
desejar aí boa sorte, boas estradas pros novos donos de dela. Que Deus abençoe muito a caminhada deles agora com essa nova fase com a Van, né? Eles vão morar um pouquinho na estrada também, assim como nós fizemos e que a Vã traga muitas alegrias para eles, né?
Igual trouxe para nós. A gente, nossa, não tem nem palavras para agradecer aquela van, porque proporcionou pra gente, eu acho que sei lá, não sei nem a palavra para usar, mas é muito legal. E algumas atualizações do tratamento, né?
Eu tô um pouco fadigado ainda. Eu hoje é um sábado, então na segunda eu fiz a primeira sessão de químio e foi algo totalmente novo, né? Foi um uma experiência assim difícil até.
Eu achei que ia ser pior no sentido de sintomas, só que conforme foi passando os dias, a fadiga é muito muito forte assim, você não consegue sair da cama, não consegue se concentrar. Eu tentava achar alguma coisa assim para passar o tempo, mas não conseguia. ligava a TV, já desligava, abria um livro, não lia duas linhas, já já abandonava, sabe?
Foco e concentração é bem complicado, sim. Pouquinho de enjoo, mas e o meu médico ele deu alguns remédios para controlar esses sintomas. Então, parte de enjoo foi bem tranquilo.
É mais parecido quando você tá lendo, viajando na estrada, quando você vai atrás do carro, sabe que fica aquele estômago embrulhado. Não cheguei a ter vômitos nem nada. Então foi só esse incômodozinho.
Atrapalha um pouco na parte para sentir fome, para comer, mas a gente tá fazendo acompanhamento com uma nutricionista oncológica, né, que ela é especialista nessa parte. Então tá sendo assim muito importante pro tratamento, porque o corpo ele precisa ter energia, ter força para enfrentar tudo isso, né? É.
E tem que agradecer também o a indicação da Nutter. Ah, sim. Agradecer o o Edmilton aí.
Ele é um amigo do meu irmão, mas ele acompanhava nossos vídeos. É, meu irmão até comentava dele, só que eu não sabia que era a mesma pessoa. E quando eu descobri, ele, eu falei: "Nossa, que é muito feliz".
Ele já passou por um tratamento de câncer, graças a Deus, ele tá bem hoje. Então, agora ele tá me dando forças, né, para continuar a superar essa fase, né? Porque ah, é importante a gente ter o apoio assim, principalmente de pessoas que que acompanhavam a gente, né?
Então, igual eu quero agradecer também as pessoas que enviaram mensagem, muita gente nova chegando no canal, pessoas que nunca viram nós e abraçaram ali a gente de uma maneira que eu não tenho nem palavras para agradecer também. Eh, a gente respondeu quase todas já do YouTube, foram muitas, muitas mesmas. Eu lembro que no dia, no primeiro dia da Kimio foi 6 horas de medicação e eu fiquei lá respondendo e lendo um por um.
E é isso, muito obrigado mesmo. Me emocionei várias vezes durante o dia lá, né? Porque ah gente se comoove também com a história, porque as pessoas colocam exemplos de superação que elas passaram e ou uma situação difícil que tá passando.
Então a gente já tá incluindo também nas nossas orações aí para que dê tudo certo para todo mundo, né? Porque é um e muita gente perguntando se a gente ia tratar em outro lugar, né? A gente continua bem confiante no tratamento aqui de Cascavel.
Essa semana eu acompanhei o Thago lá na UPEC, que é um hospital de referência pro tratamento oncológico. Aqui a gente passou pela médica que vai cuidar da radioterapia dele. E assim, ó, depois com o [risadas] tempo o Thigo vai comentando um pouco sobre o tratamento, né?
Mas a gente tem a certeza que tá muito, muito, muito, muito, muito bem assistido aqui. É, e vai dar tudo certo. A gente tá cada vez mais confiante, tem tudo para dar certo, sim.
E logo a gente vai tá compartilhando aí, que foi só uma fase que vai passar, né, Ti? Uhum. Não, com certeza.
Bom, e também trazer umas atualizações, né? Agora com a venda da van, a gente tem que achar um carro, né? Pra gente, para Fernando poder ir trabalhar e a gente combinou agora de buscar um carro que dê pra gente equipar para fazer algumas viagens, né?
Não vai ser igual o motor home, igual a van, mas a gente tá pesquisando aí alguns carros 4x4, né? para fazer um ah uma mini casinha, vamos dizer assim, que claro, dentro do possível, respeitando o tratamento e o trabalho da Fernanda, a gente consiga sair alguns finais de semana aí para fazer algum acampamento, para não perder essa essência da viagem de contato com a natureza, né, que eu tenho certeza que vai fazer muito bem para nós, né, nesse momento. Ah, certeza.
A gente tem que dar um ar pra cabeça também, né? faz a diferença, eu acho, tendo no tratamento. Então, os próximos passos são esses.
A gente já tá pesquisando alguns carros, né? Eu tava olhando até uma Gravitara e uma Pajiro TR. Vamos ver o que que Deus vai encaminhar para nós agora.
Mas a ideia é essa aí, equipar um pouquinho, montar uma cama ali, adaptar algumas coisas pra gente fazer algumas viagens pontuais, né? É, nos próximos vídeos a gente volta aí. Então, se vocês tiverem alguma sugestão aí do que de que carro pegar e tal, a gente agradece.
Obade. É, a gente precisa de um que seja esse meio termo mesmo, usar aqui na cidade, mas também que possibilite que a gente sentiu falta das aventuras, né, com a Vamos ver. Bom, mas acho que é isso, só trazer uma atualização, né?
Uhum. Se for possível, toda semana a gente vai mantendo aí uma atualização do tratamento. É, eu quero, claro, agora que eu tiver um pouquinho de ânimo, mostrar um pouquinho também, né, da minha experiência com o tratamento oncológico, algumas coisas que estão me ajudando e que pode ajudar outras pessoas que estão passando por esse momento também, né?
É, mas é isso, gente. Obrigada aí por quem tá acompanhando, por todo todas as mensagens, incentivo, orações aí. Isso aí.
E até mais. A gente convida você que não for inscrito a se inscrever. Deixa o like aí, um comentário pra gente e até o próximo vídeo.