Afinal a arte é inútil esse aqui é um novo projeto que eu tô iniciando de alguns ensaios para vocês com relação a cinema claro mas eu queria pedir encarecidamente a você para que esse projeto continue acontecendo para que você possa contribuir com ele eu vou deixar aqui na descrição o meu apoia-se você pode ajudar com qualquer quantia por lá mas aqui também na tela para vocês o meu pix caso você queira contribuir Mas além desses dois projetos desses duas maneiras de contribuir eu gostaria também que você considerasse assinar uma introdução ao cinema duas aulas novas
todos os meses sobre os mais diversos assuntos sobre a produção cinematográfica história linguagem teoria crítica e política relacionada assina introdução cinema link na descrição e vamos para o vídeo esse é um discurso que você já me viram falar por aqui algumas vezes e ainda que eu acho discurso sobre a arte é inútil um discurso bastante tentador eu gostaria de adicionar alguns pitáculos uma um tempero é esse assunto que eu acho importante para a gente desvincular alguns espantalhos mas antes disso o que seria essa inutilidade da arte e aí eu peço para que você olhe para
essa caneta e pense bastante nessa caneta aqui olhou tá vendo e essa caneta aqui ela possui uma utilidade bastante Clara sua função portanto é escrever em algum lugar no papel ou seja quando estamos falando da utilidade de alguma coisa nós estamos falando na função que essa coisa exerce em outra em razão disso a razão de ser dessa caneta enquanto coisa enquanto apetrecho melhor dizendo não está nela mesma não está naquilo que aprende mas naquilo que ela faz agora o que acontece quando essa caneta para de funcionar quando acaba a tinta quando ela deixa de escrever
no papel quando ela perde a sua utilidade fora de si quando aquilo que a faz ser Deixa de ser a caneta torna-se descartável portanto a utilidade de alguma coisa pressupõe a sua descartabilidade futura O que é útil se torna descartável quando sua utilidade se esvai Mas e a arte onde a arte está nisso o trabalho humano sobre a coisa material ou natureza é a causa do nascimento da obra de arte mas essa caneta aqui também não nasceu a partir de um trabalho humano e aqui que nós fazemos a diferenciação entre apetrecho e Arte e essa
separação está intimamente ligada a utilidade que essa caneta tem ou seja o apetrecho é um pouco arte porque depende de um trabalho humano mas ela é menos arte porque ela é útil logo se torna descartável e por que isso porque a arte é o fim em si mesma a arte é inútil porque ela não tem uma utilidade fora de si aquilo que ela é a preenche logo se a arte é inútil ela não se torna descartável hora mas Aí nós já podemos ver alguns problemas com relação a isso que a gente vai discutir mais aprofundamente
para frente mas por exemplo pensar em arte decorativa Ou seja quando aquela arte não pressupõe mais o seu uso de decorar ela se torna descartável deixando de ser arte será ou até mesmo a gente pensar naquilo que chamam de cinema de propaganda ou seja Teoricamente um filme realizado com uma função específica para um público específico com uma intenção específica mas que quando essa função se vai Deixa de ser arte é descartada é jogada no lixo Nós já vamos aprofundar essas questões vamos com calma eu prometo antes disso eu proponho a vocês um novo exercício e
esse aqui a galera sempre gosta eu vou pedir para que vocês mais uma vez faça um exercício imaginativo Imaginem uma exposição de arte e nessa exposição apenas uma pessoa por vez pode entrar no salão para que não haja uma contaminação da experiência de um para o outro nesse grande salão onde essa pessoa vai entrar haverão duas cadeiras uma dessas cadeiras é uma cadeira simples a frente dessa cadeira simples há uma cadeira estilizada a diante dessas duas cadeiras nós colocaremos uma placa e nessa placa está escrito sente na cadeira e observe a obra eu sempre quis
realizar essa exposição para entender como isso iria acontecer na realidade eu acho maravilhosa um dia eu vou fazer onde espera que se sente para onde se espera que se olhe Essa é a questão aqui isso nos remonta nosso exercício com a caneta lembra que eu falei para vocês que a caneta é útil porque ela escreve no papel se esperamos com uma resultado dessa experiência que as pessoas sentem na cadeira simples o resultado nos demonstra que as pessoas enxergam naquela cadeira simples antes de sua forma sua utilidade mais uma vez antes de enxergar a forma daquela
cadeira a pessoa enxerga a sua utilidade a cadeira serve para sentar continuando se esperamos como resultado dessa experiência que as pessoas olhem para a cadeira estilizada é porque enxergam na cadeira estilizada antes de sua utilidade a sua forma em suma sua Perspectiva da teoria da arte e da teoria da inutilidade da arte aquilo que preenche uma obra de arte é sua forma a maneira como ela aparece essa é sua razão de ser desistir aquilo que a caneta ou a cadeira simples não podiam oferecer justamente por conta de sua utilidade Afinal essa utilidade faz com que
as pessoas enxerguem Antes ela do que a forma de sua existência Daí vem muitas dessas discussões sobre a separação ou diferenciação entre cinema dito de arte e sistema de propaganda supostamente no dito cinema de arte a forma prevalece frente ao que é útil fazendo com que isso sem mandicamente nos ofereça inúmeras possibilidades de assimilação ou seja como que a obra nos impulsionar se ao infinito de possibilidades semânticas já na propaganda a sua utilidade estaria especificamente no seu público-alvo naquele pelo qual aquela obra estará funcionando atuando se utilizando ou seja onde aquela obra atua fora de
si lembra da caneta isso significa dizer portanto que o cinema de propaganda teria uma função única o seu objetivo e aí os que introduzem esse debate vão nos dizer que cinema de propaganda não é arte porque ele não oferece essas inúmeras possibilidades oferecendo um viés único e esse viés único não caberia a arte vamos aprofundar esse debate já em suma o que caberia a esse cinema de propaganda estaria justamente construir demandas hábitos costumes Seja lá o que for a partir de uma resposta previamente dada dito isso tudo será que é assim mesmo ou não parece
um tanto Idealista numa espécie de tentativa de separação da arte da realidade do lastro da realidade na maternidade do mundo que vivemos esse lugar meio de colocar a arte sobre uma entidade meta física que não cabe ao mundo e aí eu peço mais uma vez que vocês voltem para a experiência da cadeira porque ele é maravilhosa pode falar ela é maravilhosa e como a gente viu o método proposto pode nos indicar que antes de qualquer coisa nós enxergamos numa obra de arte e a sua forma correto então através do exercício exposto em uma obra de
arte o imediato que temos é que a forma é aquilo que preenche a arte Mas isso é o imediato será que isso atesta sua inutilidade é claro que o contato com a cadeira hiper estilizada nos oferece um contato imediato com sua forma isso não significa dizer porém que a cadeira e perestilizada deixou de ser útil que não dá para sentar nessa cadeira Ou seja a cadeira e pressilizada apesar de ser obra ela não deixou de ser cadeira e aí se a gente pensa por exemplo na arte decorativa que quando perde a sua utilidade de decorar
ela deixa de ser útil por tanta descartável ela ainda assim é arte enxergamos antes a forma dessa cadeira o estilo dessa cadeira mas a cadeira ainda está lá sua utilidade ainda está lá agora para sair desse Campo de abstração Vamos para o cinema isso porque é um filme ele pode também oferecer esse contato frontal imediato com espectador dessa forma dessa maneira supostamente a obra de arte torna-se arte através de sua aparência e aí através dessa proposição inúmeras possibilidades podem surgir semânticamente no espectador que verá aquela obra sobre inúmeras perspectivas não um caminho único e aí
para usar exemplos recentes e populares nesse assunto a gente pode citar o filme da Barbie ou Top Gun são obras de arte são e aqui parentes eu preciso dizer que eu gostei de ambos os filmes mas eu peço para que vocês caso não tenha gostado não atribuam valor ao Gosto aqui nesse momento a tenha se é o uso desses dois filmes tá ao exemplo nosso contato imediato com esses filmes se dá através da forma sim ou seja pela maneira como esses filmes aparecem para a gente e portanto pelas inúmeras possibilidades que ele pode nos oferecer
Inclusive essa maneira de aparecer enquanto o filme é o que vai fazer com que ele se define enquanto filme ou seja não como uma peça de teatro ou como um quadro ou como uma escultura ou qualquer outro tipo de arte mas como um filme ou seja pela maneira como se preenche ele se define percebe agora mais uma vez será que apesar do seu contato imediato com a forma esse filme Se destitui de sua utilidade tal como a cadeira estilizada não deixou de ser cadeira o filme enquanto obra de arte não deixou de ser filme e
é isso apesar de Barbie Top Gun ou qualquer outro filme nos trazer inúmeras possibilidades de debate a partir dos seus filmes a partir da semântica que ele pode propor ainda assim Barbie é um filme sobre propaganda de humanização corporativa um filme de propaganda militar por serem propaganda deixam de ser arte por terem um interesse específico um público alvo específico uma missão específica deixam de ter a possibilidade de oferecer semânticas infinitas E aí voltamos mais uma vez lá para o início a arte é uma atividade humana sendo a arte uma atividade humana não dá para descolar
a arte da realidade material a qual estamos inseridos por mais que o imediatismo da forma sejam imperativo não há Como descolar as vivências do artista enquanto ser social e mais do que isso das vivências do espectador enquanto um ser social e assim jamais descolar a arte também do sistema produtivo a qual a indústria cultura está submetida o capitalismo em suma em toda a arte a viés em toda a arte a ideologia toda arte expressa não só no conteúdo mas na forma como a expressão final do conteúdo Isso quer dizer mais uma vez que por mais
que Barbie Top Hair ou qualquer outro filme ganhe Contorno pela forma essa forma é a expressão final de determinado conteúdo expressão de um modo de fazer de um interesse específico ideológico E aí a gente precisa dizer aquilo né quem detém os meios de produção escolhe a música escolhe aquilo que vai tocar escolhe aquilo que vai exibir Ou seja a forma expressa a condição final desse conteúdo realizado por alguém através de um sistema produtivo apesar de Barbie openheimer e Top Gun e tudo mais oferecer um contato imediato com a forma e portanto as possibilidades semânticas infinitas
ali por trás a ideologia e portanto um interesse específico propagandístico Então é isso mesmo a obra de arte ela é por sua forma pela maneira como imediatamente surge pra gente mas ela não deixa de ser útil apesar de essa utilidade possa aqui ali ser escondida velada mas ideologia é isso sobretudo ideologia Liberal sobretudo e ideologia burguesa ela está sempre escondida falando com que sintamos que aquilo é o normal O Imparcial o natural o posto no mundo na natureza e aí pensando nisso é claro a arte Soviética é propaganda e portanto não é arte mas a
arte burguesa Liberal por não ter supostamente utilidade é arte de verdade mas a ideologia tá lá ela só é posta para gente enquanto imparcialidade enquanto naturalidade e a gente assimila isso dessa forma mas isso é uma mentira uma mentira Como disse lá no início bastante tentadora porque é linda a ideia da arte inútil mas a arte não se descola da vida e é isso espero que vocês tenham curtido esse primeiro ensaio por aqui se você gostou desse tipo de vídeo curte compartilha comente faz com que esses vídeos chegue na galera toda por aí para a
gente poder ver a galera assistindo pense em contribuir com o projeto para que isso continue podendo acontecer contribua então aqui com pix no apoia-se e me siga em todas as redes sociais é isso