E aí [Música] e o repórter Eco especial de hoje vai tratar de uma obra polêmica que gerou grandes impactos ambientais e sociais para o Brasil a usina de Belo Monte que há cinco anos recebeu a licença de operação o projeto da hidrelétrica que se tornou a terceira maior do mundo ignorou os ciclos reagem e gerou consequências negativas para os ecossistemas e para a sobrevivência das populações indígenas e comunidades da região da Volta Grande do Xingu em Altamira no Estado do Pará PA E aí E aí E aí [Música] um belo monte foi uma tragédia anunciada
não faltaram alertas e cientistas e ONGs de que a obra além de não produzir a quantidade de energia Prometida Seria um enorme Impacto socioambiental hoje indígenas e ribeirinhos do Rio Xingu amargam as consequências e temem a construção de novas hidrelétricas na Amazônia já planejadas pelo Governo Federal em Brasília e [Aplausos] e a cena correu o mundo 1989 Altamira Pará a guerreira tuíra kayapó coloca o facão no rosto do presidente da Eletronorte para tentar impedir a construção de kararaô que acabou virando Belo Monte é e a história está no documentário Belo Monte anúncio de uma guerra
do diretor André de Lia de 2011 cuidar no outro cientistas ambientalistas jornalistas indígenas explicam Por que a construção seria um desastre anunciam que a vazão de água no Rio Xingu e regular ao longo do ano e que seria impossível produzir a quantidade de energia Prometida alertam para os impactos irreversíveis a indígenas ribeirinhos fauna e flora mas não vai vender acompanhou com a Cabana né a cobrança outro Deputado a E aí [Música] e hoje a gente completa a cinco anos da expedição da licença de operação né que foi em 2015 e realmente é o filme hoje
ele tem um caráter livro Profético né como se tudo aquilo que foi fico sobre os impactos ambientais sobre a questão da produção de energia da capacidade do projeto de campo de energia é se revelou real aí eu fiz meu cálculo que diz o presente dele eu acho que era o Zé Antônio Muniz Lopes o mesmo personagem da Índia tuíra e espera mas eu tô usando para os meus cálculos aqui é Belo Monte vai ficar quatro meses parada não tem água cabelo um monte que já tava vendo isso 2011 a sociedade brasileira tem que pagar para
ver literalmente né Não só com relação aos impactos ambientais mais financeiramente também porque a obra ela foi inicialmente o estado entre os 9 milhões e foi para 40 milhões a luta internacional do Cacique Raoni para tentar impedir a construção a determinação do Governo Federal em ressuscitar o projeto da época da ditadura militar com algumas modificações os interesses das empresas estrangeiras em vender equipamentos para usina os protestos locais e em São Paulo os alertas do Ministério Público Federal tudo está no filme e de nada valeu o e agora aqui ó e quem tá errado ficar após
que estão defendendo seu território ou o governo que tem por uma obra no local em que o povo que mora ali o povo que reside ali não quer isso que o Governo deveria entender nós somos povos originais dessa terra e não somos nós não estamos sendo respeitado Quanto quanto tá os quem está cometendo um crime nesse caso e está gritando e não não conseguimos ser ouvidos amiga que porém como aquele que Patrulha quem precisa agora de uma grande monumental obra bom então é sempre ter aqui para quem que tipo de lucro você vê se você
pegar a gente os locais onde tem hidrelétricas nenhuma nenhuma comunidade nenhum grupo pequeno nenhum pescador nenhum dia nenhum quilombola nenhum extrativistas lê o nada com isso ribeirinhos que viviam nas ilhas e nas margens do rio Xingu começaram a ser retirados das suas terras em 2011 para a construção de Belo Monte Mais de 300 famílias tiveram que deixar as suas casas e abandonaram o modo de vida tradicional ligado a pesca os depoimentos emocionados o cenário de Desolação com a destruição da floresta EA tentativa de voltar aos locais de origem Para retomar a vida Comunitária ao lado
dos vizinhos estão no filme Volta Grande Cadê as árvores e cadê os peixes Cadê aquele que nós preservemos longo da nossa vida cuidando zelando e preservando acabou entrou com de que lavagem para que energia para quem essa energia que a cidade de Altamira onde estava quase toda no escuro e um Belo Monte não tem nada de Belo Na verdade eu empreendimento de destruição não tem nada de desenvolvimento para os povos do Xingu nem para os povos da Amazônia quanto mais para os povos do Brasil quebrou a casa com tudo dentro do Isopor um de 120
litros onde 80 l2320d madeira e minha maleta de pesca roupa minha tudo tudo enterrado quebrada tudo errado tudo 42 anos jogado aqui minha vida terra de que eu quero passar o meu e foi depois de Belo Monte que acabou tanto nossos peixes a gente sabe que o futuro é incerto né É e depois de quatro anos de luta em 2019 o Ibama autorizou O Retorno das famílias para o Xingu da forma como os ribeirinhos decidiram a norte energia ainda não cumpriu a determinação sem esse retorno o cumprimento das condições para operação falha hoje temos obrigações
fundamentais da hidrelétrica que não foram atendidas como por exemplo a implementação de 100 porcento do saneamento básico da cidade de Altamira a proteção das terras indígenas das 13 terras indígenas impactadas pela usina de Belo Monte e as medidas de mitigação e compensação previstas para que isso não acontecesse não foram implementadas oportunamente a por isso que se diz que energia hidrelétrica no Brasil é muito barata ele é muito barato porque não estão computados os custos sociais e ambientais Belo Monte tem sido uma conversão de indígenas e ribeirinhos em pobres e [Aplausos] o ambientais projeto positivos para
o Brasil de investimento no YouTube branco para tudo muito grande então acho que precisa aprender com isso aí E aí [Música] E aí e nós falamos agora com Thaís mantovanelli que é antropólogo do programa Xingu do Isa Instituto socioambiental que vivem em Altamira no Pará e desde 2011 acompanha a história de Belo Monte Thais apesar de toda a pressão de todos os alertas de todos os estudos que indicavam na época a inviabilidade de Belo Monte por conta dos graves impactos Alcina está aí operando esses impactos previstos anteriormente acontecem exatamente como se imaginava os impactos de
Belo Monte são realmente muito importante de serem monitorados né isso porque a tecnologia de engenharia da obra O que é uma tecnologia a fio d'água ou seja uma tecnologia que retém né que barra o rio retira a parte dessa água nesse momento em média oitenta por cento da vazão do Xingu é usada para desviar né E para passar pelas turbinas e gerar energia e é uma tecnologia nova em termos de monitoramento de impacto de hidrelétricas o que que tá acontecendo de fato com esse rio com um menor volume de água que que tá acontecendo com
o Xingu é a perda da piracema dos Campos e em novembro desse ano comunidades ribeirinhas e indígenas ocuparam por cinco dias a Transamazônica aqui na região de Altamira para denunciar o roubo das águas do Xingu que é o nome que essas populações não traz a tecnologia de vazão reduzida Oi e para esse cálculo da quantidade de água que vai ser passada para Volta Grande e a quantidade que vai ser metida para geração de energia né conhecido em termos técnicos como hidratar mas se fossem o juruna da Volta Grande do Xingu iniciaram em 2013 o monitoramento
independente Impacto alemão e junto com pesquisadoras e pesquisadores de várias universidades públicas brasileiras É nesse monitoramento publicado em 2018 eles mostraram que a vazão de 10000 metros metros segundo não é capaz de manter a vida na volta a França de renda e inclusive eles mostram que essa razão levou a morte de 16 Toneladas de testes Rio 2016 o juruna chamam esse ano de ano do fim comum com esse monitoramento paralelo o quê que vocês pretendem fazer a nossa ação junto com o juruna aí com os povos da Volta Grande tem sido sensibilizar os órgãos de
licenciamento com relação a essa questão do hidrograma de consenso e do problema da vazão na volta grande do Xingu né é uma guerra por água e é uma guerra pela vida o ano passado um parecer do Ibama sugeriu né algum programa provisório com liberação de mais água para Volta Grande do Xingu esse programa foi descumprido pela Norte energia e agora recentemente o Ibama notificou a empresa de que ela tem que respeitar esse hidrograma provisório né importante dizer que esse programa é de consenso definido é e no âmbito do licenciamento ambiental não teve a participação de
nenhuma população indígena Oliveirinha da Volta Grande Então esse problema de consciência não foi consenso ele é um programa de conflito né de conflito por água e Esses povos têm enfrentado uma guerra técnica durante durante os processos de licenciamento anote energia jeans ela comprou durante o leilão né a usina hidrelétrica de Belo Monte com esse programa com os volumes definidos Esse programa é nos mesmos documentos licenciamento e esse programa de consciência aparece e como como uma questão de peste como é que você prestado ser monitorado não tem a gente não tem certeza e ambiental nem social
a qualidade perfume Depois de alguns anos da Usina operando Qual é a avaliação de vocês valeu a pena essa é uma pergunta muito importante que eu gosto de responder lá uma outra pergunta uma pergunta feita por dona Graça moradora da terra indígena Parque samba o que desde que eu comecei a trabalhar nessa região ela insiste em fazer essa pergunta é quanto vale a vida o seu Agostinho juruna diz que os peixes estão pedindo socorro a eles de Belo Monte acabou com o sossego dos peixes e com os povos da Volta Grande bom então qualquer argumento
que seja o argumento do ponto de vista dor no ombro do benefício em termos de lucro não deve ser colocado no mesmo parâmetro o boneco o fim da qualidade de vida desses povos ribeirinhos em indígenas da região Qual é a solução Taís eu acho que a solução é a gente usar o caso de Belo Monte como um exemplo a não ser seguido de Belo Monte a solução é a suspensão do programa que contém é a liberação de uma quantidade maior de água para Volta Grande no monitoramento que seja feito de modo participativo demanda que não
seja o empreendedor a monitorar os seus próprios impactos o monitoramento dos impactos você tem por equipes multidisciplinares independentes e não tem interesse na manutenção do lucro da empresa para geração de energia por isso é importante essa iniciativa do juro uma proporção monitoramento independente a questionar os programas de Contém Tais obrigada por sua participação nesse repórter Eco especial sobre Belo Monte obrigada bom Obrigada e aguarde Porque no próximo bloco repórter Eco especial volta a discutir os custos Social e Ambiental da Polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira no Pará até já é nós estamos de
volta com o repórter Eco especial que trata da Polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte obra que causou um graves problemas para a natureza e para as comunidades locais e e a nossa conversa agora é com Ana Laís Barbosa que é porta-voz do movimento Xingu Vivo para sempre que atua na região de Altamira desde 2008 e neste momento acompanha de perto a situação das famílias das Comunidades afetadas diretamente pela operação da hidrelétrica de Belo Monte Ana Quais são os principais impactos vividos depois do início da operação de Belo Monte pelas famílias aí da região pelas comunidades
indígenas pelos pescadores ribeirinhos e agricultores da Volta Grande do Xingu o rio o rio praticamente está morrendo nessa região da Volta Grande e depois vem a mudança cultural né é pescadores indígenas que tinham um rio como um monte de vida lazer e tirar alimento a economia perde esse rio E aí então as atividades como pesca a coleta de frutas e todas as outras atividades que o rio proporcionava ela fica ela ela deixa de existir por conta da vazão que foi bastante reduzida do Rio Eu gostaria que você desse uma ideia de quanto baixo com pouco
é a água do rio se isso tá afetando a reprodução dos Peixes se isso está afetando a Piracema se isso está afetando A Pesca é alimentação dessas famílias dessas comunidades ó eu vou te dar um exemplo e para quem tá nos escutando que é tão forte isso que o povo da e fez um Manifesto entre o dia cinco e o dia nove agora dele Novembro exigindo água para Piracema a norte energia tá consumindo mais de oitenta por cento da água do rio e aí os peixes que se reproduzem nos Lagos nos igapós nos Igarapés Não
estão conseguindo porque está tudo seco o peixe a sua alimentação são os frutos e esses frutos o giz estão caindo na seca Então peixe está perdendo os dentes porque não tem o que comer e aí ele começa a roeu o limo das Pedras o que o povo tá fazendo o que eles estão se desfazendo de tudo que eles conseguiram através da Pesca eles estão se desfazendo hoje estão vendendo suas casas estão vendendo o seus bens que eles conseguiram com a pesca para ir comprando eles estão vivendo agora de comprar nos comércios né Ah pois a
mistura a farinha Então tudo o que que ele se alimenta agora é comprando E aí com academia isso piorou tanto que o movimento Xingu vivo participou de uma campanha com o Ministério do Trabalho para levar mais de 1000 cesta básica para essas famílias só nessa região agora Quais são os efeitos para a saúde das pessoas eu pergunto saúde física saúde emocional saúde psíquica o que tá acontecendo com essas pessoas aí que perderam a autonomia perderam sua base alimentar é tão dentro que mudar seu modo de vida quais são os impactos para a saúde dessas pessoas
o povo está definhando literalmente não é só pelo alimento né que alimenta o nosso perdoa Lógico o povo perdeu a sua vida com o grupo o povo ele tinha uma relação com o Rio o conhecimento faz o rio faz parte da vida dele e eles perderam isso então é é uma morte né que a gente vai tendo que conviver com ela presencialmente a cada dia e isso é muito é muito triste dolorido né É como se você já tivesse morto caminhando na sua própria morte entendeu é até difícil de descrever como é que é isso
a cultura mudou a vida deles muda mudar mudou para pior então a água era vitalidade a água os pescadores quando fala do Rio dizer assim Rio foi nossa mãe de leite a e agora a gente tá vendo ele morrer e junto com ele nós estamos morrendo Gilson Oi e aí é profundo quando ele dizem ele deu todo esses anos tanta vida para nós e agora ele tá pedindo socorro para nós e a gente não tem como fazer tanto que foi isso que motivou eles irem para a Transamazônica pedir água para Piracema uma forma de salvar
o rio tente Anna a casos de depressão caso de dependência química alcoolismo por conta dessa situação sofrida é vivida aí e os mais os mais idosos né estão muito deprimido alguns já morreram e os jovens perderam a sua casa principal que era margem do rio que era o Rio e muitos se perderam nas periferias e se tornou a cidade de Altamira e se perderam para o crime para violência para as drogas o álcool muitas mortes muitos jovens acabaram morrendo mesmo perdendo sua vida há como reverter a como mitigar reduzir esses impactos ainda você acredita nisso
Qual é a solução para famílias que ainda estão aí na Volta Grande a água o rio precisa de água nós precisamos de água e aí é todo é todo o sistema que precisa de água a Volta Grande toda precisa de água para alimentar o Rio para alimentar a fauna EA Flora e suas margens também porque o rio ele vai atrás de sobrevivência então todos os Igarapés todos os rios nessa região que alimentava o leito do rio elas estão sendo sugados né porque o Rio vai atrás de mais água então a água é um bem importantíssimo
nesse momento para a vida na volta Grande para a vida dessas mais de mil famílias que estão ali dos povos com várias juruna são povos indígenas que vivem ali os xikrin até hoje pai a então além das Comunidades ribeirinhas pescadores e agricultores que estão ali naquela região e o planeta e do Rio Xingu o Rio Amazonas precisa do Rio Xingu nós povos da floresta nós povos das águas Precisamos do Rio nós não não ele não é algo apartado ele é uma conexão com todos os outros rios e com a nossa própria vida Belo Monte para
o movimento Xingu Vivo e para o povo da Volta Grande não é um fato consumado Nunca será Nunca será Ana muito obrigada por sua participação neste repórter Eco especial sobre cinco anos de Belo Monte obrigada eu agradeço muito movimento xingou agradece muito essa oportunidade e tá aqui com vocês isso é muito importante e dizer para todos que nos escutam que não é só nossa vida humana é a vida da natureza é a vida do nosso rio que corre em nossas veias está pedindo socorro muito obrigada o repórter Eco entrou em contato com a norte energia
responsável pela construção a de Belo Monte e recebeu o seguinte retorno em nota a empresa informa que os impactos da Baixa vazão não são de responsabilidade da usina hidrelétrica de Belo Monte porque a vazão natural do Rio Xingu nos meses de outubro novembro ficou abaixo dos padrões observados em outros períodos de estiagem e entre as menores vazões já registradas desde 1968 a empresa esclarece que o regime de vazões chamado hidrograma foi proposto na fase de estudos de impacto ambiental do empreendimento em 2009 e que a licença prévia estabelecer um período de testes por seis anos
após o início da operação total da usina de Belo Monte reforça que a hidrelétrica completou em 27 de novembro de 2020 o primeiro ano de operação plena o segundo a norte energia qualquer alteração Nas condições operacionais estabelecidas pode representar um potencial risco ao equilíbrio do sistema e ao suprimento de energia para o país a empresa informa ainda que vem mantendo diálogo com as comunidades por meio do concelho ribeirinho que oferece assistência técnica e atendimento social às famílias ribeirinhas relocados e que enquanto o projeto de ré assentamento de outras famílias não for implantado na empresa Vai
disponibilizar apoio financeiro mensal a estas famílias procurado pelo repórter Eco Ibama respondeu que somente em dezembro de 2020 recebeu do Empreendedor os estudos complementares referentes ao trecho de vazão reduzida na volta grande do Xingu a partir da análise desses estudos o Ibama poderá propor a alteração o programa e qualquer eventual mudança deverá passar pelo período de testes e termina aqui o repórter Eco especial sobre a polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte o que se espera é que o Brasil Aprenda com os erros do passado e evite colocar em prática projetos de obras como esta de
grande Impacto socioambiental custo alto e poucos benefícios para o país até o próximo programa e [Música] E aí [Música] E aí E aí [Música]