cara obrigado velho obrigado por ter vindo aí é você você é um cara da do ramo da Psicologia eu vi que você fala sobre depressão fala sobre você fez um estudo sobre depressão no junto com uso de esteróides ou uma parada assim eu faço eu sou psicólogo de Formação eu sou mestre neurociências e atualmente faço doutorado de neurociências no meu mestrado eu estudei a relação entre depressão e estresse cortisol etc e no meu doutorado eu estudo a relação entre transtorno depressivo e perda de memória com dietas hipercalóricas então a pessoa que come muito muita porcaria
a gente sabe hoje devido a literatura científica que a gente tem uma maior probabilidade de desenvolver alguns transtornos de humor do cérebro ah eu tô [ __ ] Então eu só com merda cara você tem uma noção tem um estudo que foi publicado numa revista né científica chamada de New England Journal of medsen que é uma das melhores é hoje hoje em termos de impacto na comunidade científica é a melhor revista científica do mundo existe um jeito da gente medir o impacto das revistas Essa é ela é como se fosse um maior podcast da área
de vista científica a gente mede pela quantidade de artigos que tem publicado fazendo uma conta relacionada a quantos quantas citações outras pessoas da comunidade científica fizeram daqueles artigos significa que as pessoas olham mais aquela revista e usam aquela informação então a revista começa a ficar mais num pedestal e ser mais visitado e portanto é mais difícil de publicar nela um estudo faz sentido esse The New England tem um estudo muito legal cara que foi publicado lá com humanos mostrando que se você tem uma glicose no sangue açúcar no sangue mesmo né tanto é se você
for ou não diabético não precisa ser diabético você tem um aumento de razões de chance um aumento de probabilidade de desenvolver demência cara [ __ ] perda de memória Mas qual que esse aumento por exemplo é quanto o estudo mostra que quanto maior é a quantidade de de Açúcar maior é a chance de você desenvolver pode dobrar triplicar e assim vai indo só que hoje a gente não sabe exatamente quais os mecanismos por onde isso acontece a gente tem algumas hipóteses como por exemplo a ideia de que hoje a gente tem insulina no cérebro que
é um hormônio secretado pelo nosso pâncreas para fazer uma regulação da glicemia periférica hoje a gente descobriu que existe ela no cérebro no entanto as células do cérebro que a gente chama de neurônios Eles não precisam de insulina para captar glicose é mais ou menos assim imagine que você tem um tecido muscular periférico no seu corpo A célula do da Periferia que não seja do cérebro ela tem um transportador de glicose que a gente chama de glúteo eu vou falar vários nomes aqui para a galera mas vocês não precisam saber muito essas [ __ ]
desses nomes tá só vou falar aqui para você eventualmente um dia você pesquisar isso daí você vai falar eu vi que ele tatuado estranho falando disso tem um transportador chamado glute 4 esse transportador de glicose ele permite que a glicose entra na célula então aqui tá passando o seu sangue aqui está sua célula Aqui tá o transportador só que esse transportador ele a gente chama ele de insulino dependente Então você precisa da presença de insulina para que esse transportador Abra para glicose entrar a insulina liga no receptor Então você tem a célula você tem transportadora
e aqui você tem um receptor de insulina quando insulina liga aqui ela faz uma cascata intracelular e abre o transportador de glicose entre glicose no nosso cérebro tem neurônios que são células lá no cérebro transportador não é o glúte 4 é o glúteo 1 e 2 e eles não preciso da insulina eles abrem sozinho aí o porquê que no nosso cérebro não precisa de insulina porque o cérebro não pode faltar glicose de forma alguma a gente não pode se dar o luxo de precisar de um outro mediador tem que ser direto porque o cérebro é
muito caro é um órgão muito caro para o nosso corpo ele tem 2% da sua massa e ocupa 20 25% das suas calorias diárias [ __ ] é desse proporcionalmente caro muito caro cara uma pessoa que é muito ativa cognitivamente falando cansa cara você fica exausto depois de um papo muito profundo de um churrasco envolve um raciocínio ou de um estúdio você tem fome é estratégia tem fome então o que que se descobriu se descobriu que tem insulina no cérebro e aí tem se perguntado mas porque diabos que a gente tem insulina no cérebro você
não precisa dessa [ __ ] porque que ela tá lá e hoje os estudos têm demonstrado que a insulina no cérebro Ela está Envolvida com um processo que a gente chama de neuroplasticidade que que é isso o nosso cérebro Monark Isso é uma isso é uma coisa muito legal cara o nosso cérebro ele é plástico que que significa ele se molda Conforme você submete se submete a experiências então por exemplo se você aprende uma nova língua se você aprende um novo conceito se você aprende xadrez o seu cérebro muda as conexões entre as células fisicamente
mesmo e tende a fortalecer Aquela aquele aprendizado que você teve isso a gente chama de neuroplasticidade é a mudança do seu cérebro frente às experiências da vida é como a gente coloca uma um conhecimento nosso disco rígido nosso disco rígido é feito dessas células e elas mudando meio que dá a informação é essa esse padrão que ele mudou perfeito fica lá fica lá e o mais legal quanto mais você joga informação dentro do risco de disco rígido melhor ele fica em Pegar informação nova então a pessoa que estuda fica melhor em estudar com o tempo
pode crer saca é muito parecido com músculo quando você treina o músculo ele se molda frente aquele estímulo que você dá e ele fica mais forte para puxar mais carga então a galera que estuda quanto mais você estuda melhor você fica em estudar e olha que louco a insulina no cérebro parece que tá super envolvida nesse processo de fazer o cérebro mudar então não tem nada a ver com glicose tem a ver com neuroplasticidade e o que que os autores têm mostrado hoje em modelos animais então estudando roedores e modelos não humanos em laboratório que
é infelizmente é o que a gente pode fazer hoje para verificar um pouco mais de perto essas situações tem se descoberto que por exemplo o cérebro de uma pessoa com doença de alzheimer que é um tipo de demência caracterizado por perda de memória e tal tem resistência à insulina o cérebro de uma pessoa com Alzheimer é muito parecido com um sério com músculo de uma pessoa com diabetes inclusive cara o Alzheimer por alguns neurocientistas têm sido chamado de diabetes tipo 3 quase como se você é louco né quase como se fosse um tipo de diabetes
porque você vê o cérebro da pessoa e ela tem os neurônios que são as células do cérebro a insulina não liga muito bem neles e isso faz com que a pessoa tenha menor neuroplasticidade o cérebro não consiga se manter razoavelmente vivo aqueles neurônios recebendo nutrientes para viver e começa a ter uma perda de memória uma perda de neurônios e a pessoa começa a perder memória então eu estudei basicamente isso no meu doutorado e no meu mestrado eu estudei a relação entre estresse e depressão