O nosso programa hoje é para os pais e para as mães, porque eu vou fazer uma pergunta, muito pontual: você já falhou como pai ou como mãe? Vamos conversar! As falhas são vistas como “apenas falhas” em todo lugar, menos em um: os pais, esses não podem falhar, porque junto com a falha, vem a culpa.
Junto com a culpa, vem aquela coisa “meu Deus do céu, eu não sirvo para isso! ” Pais, pai e mãe, são seres, quase seres, supremos, porque nós estamos desempenhando um papel ali, que não nos foi dado. Nós assumimos, então é nosso!
As falhas, elas vão acontecer, só que a sociedade toda cobra dos pais algo injusto. Vou dar um exemplo para vocês: uma criança está apresentando algum comportamento X na escola ou numa festa, a primeira coisa que se pergunta é: “tá tudo bem em casa? ”, como se dependesse disso, o bem-estar e o andamento total daquela criança ou daquele adolescente.
Quando um adolescente se comporta de tal maneira, a primeira coisa que vem é assim: “isso deve ser da casa, os pais devem fazer isso. ” E, de fato, existe uma conexão, evidente, porque as coisas acontecem em movimentos cíclicos e acontecem de uma forma muito contextualizada. No entanto, hoje, os pais carregam demais essa coisa: “eu não posso falhar!
”, ou “quando eu falho, é algo terrível! ” Os pais falam: “meu Deus, eu perdi a minha paciência, eu falhei e eu me rendi à birra, explodi com ele! ”.
Cuidado! Vamos tentar ressignificar essa falha. Vamos tentar fazer com que eles entendam, eles crianças, eles adolescentes e eles entorno, que as falhas, elas vão servir para evitar novas falhas.
As falhas ou as explosões, ou os erros de fato, vão servir para mostrar caminhos, sempre, inclusive para aquela criança, porque é possível, é esperado e vai acontecer de uma mãe explodir e falar uma bobagem ou abrir mão de alguma coisa. . .
É o momento de parar! É o momento de parar e entender porque aquilo aconteceu, como aquilo aconteceu e o que fazer daquilo. Porque a própria criança pode participar disso.
A própria criança pode entender que, sim, o papai errou a mão. Sim, a mamãe extrapolou. Peçam desculpas e vamos pensar o que fazer com aquilo.
Não, os pais não são infalíveis. Não, os pais não podem ser infalíveis, porque no momento em que eles se vêem como infalíveis, eles já estão errando. É preciso que os pais entendam que, como todos os outros profissionais, pessoas, papéis, o erro é que nos faz crescer.
Então, sim, errem, errem sem culpa, errem sabendo que isso faz parte, inclusive, para criar um novo cenário para aquela criança, para aquele jovem. Pensem que ele pode também fazer disso uma forma nova de pensar. “Poxa, eu vi o meu pai me pedindo desculpas.
Isso é possível para mim também. ” “Eu vi a minha mãe chorando, porque passou do limite comigo. Eu também posso fazer isso com ela.
” Então, pais e mães são “seres supremos” e como seres supremos, vão errar, vão falhar, vão se sentir imensamente culpados, mas vão consertar e vão dar um novo sentido para aquele caminho que estão trilhando. Vamos conversar!