[Música] Olá estudantes sejam muito bem-vindos sejam muito bem-vindas aí mais uma aula da nossa disciplina gestão de sala de aula hoje nós discutiremos uma um assunto muito importante que é a relação entre professor e estudante antes de entrarmos necessariamente no assunto é interessante eh falar é interessante recort armos é a partir do que que nós estaremos pensando a partir do que nós estaremos aí discutindo essa relação professor estudante Vale salientar que todo o material dessa disciplina ele é recortado a partir da teoria dialógica né Nós estamos pensando aí a teoria dialógica a partir aí num
recorte eh eh do do Círculo de baktin eh Tendo tendo baktin e o círculo como fundamentação teórica e essa essa parte essa essa discussão da aula de hoje não não seria diferente Nós pensamos a relação eh professor e estudante a partir do Diálogo a partir da possibilidade da existência eh de dialogismo Entre esses corpos nós temos que pensar que quando falamos de sala de aula nós estamos falando de Corpos né existe na sala de aula a relação de Corpos infelizmente nós viemos de um processo cartesiano que separou mente e razão e durante muito tempo nós
tivemos na escola a ideia que a escola era um lugar de aprimorar a mente e nós esquecemos dos corpos na escola e e e não paramos para pensar que na verdade essa relação de mente essa relação do aprender ela acontece no corpo né Nós aprendemos com o corpo Nós aprendemos com corpo e movimento quando falamos por exemplo em metodologias ativas em uma ação ativa em um aprendizado ativo na verdade estamos falando de um corpo ativo quando colocamos o corpo em diálogo com o conhecimento como trabalhamos com o corpo dos Estudantes é aí que construímos A
ideia é da relação a construção do conhecimento então o convite que eu faço para vocês nessa disciplina é pensar essa relação do professor essa relação do professor O Estudante a partir do corpo a partir desse processo de diálogo corporal tendo em vista a teoria dialógica ainda nessa questão de corpo algumas questões nos perpassam e falamos muito por exemplo sobre o corpo ativo do Estudante e o corpo do professor nós estamos trabalhando com um corpo ativo desse Professor quando você entra em sala de aula você é um professor que traz um corpo ativo eh Se o
professor é aquele professor que pouco se movimenta um professor que não se comunica com o seu corpo provavelmente ele terá também eh uma certa dificuldade de se comunicar com seus estudantes o corpo do professor também é carregado de discurso o professor em si tanto quando ele fala tanto quando ele sorri tanto o seu gestos de análise é são discursos são elementos discursivos então quando falamos de Corpos ativos estamos falando também desde doos alunos e também eh dos professores e ainda neste processo de um corpo ativo nós podemos pensar se o a a ideia de um
professor a ideia de um professor que eh ensina se ele ensina também somente a partir eh dos da sua matéria Será que os valores que eu trago nesse corpo como por exemplo a minha religião as minhas ideologias as minhas crenças a relação que eu tenho por exemplo com os meus colegas de classe A relação que eu trago com o mundo o gostar ou não gostar da minha profissão isso também influencia na minha no meu ato pedagógico né tudo isso nós vamos discutir e ver como isso interfere e por último é uma das coisas que é
interessante a gente pensar é como que o estudante lê esse meu corpo que sentido que esse meu corpo de professor leva aos estudantes E como eu leio esse corpo dos Estudantes e e como isso interfere e como isso produz para minha aula Ok vamos então e entrar nessa aventura nesse jogo pensar sobre essas perspectivas e como isso interfere ou dá sentido às relações do professor e aluno em sala de aula vamos lá vocês sabem muito que eu gosto de trabalhar fazendo um diálogo com a linguagens artísticas e hoje não seria diferente eu trouxe para vocês
uma uma obra um trabalho né uma obra de arte de um de um artista que vocês conhecem muito que é o Pablo Picasso essa obra se chama o velho guitarrista cego e ela foi pintada em 1903 nós já falamos anteriormente que a obra de arte ela não carrega uma verdade interpretativa né que o o artista ao pintar uma obra ele não não existe uma verdade não existe o que quer dizer essa obra né Cada cada pessoa ao fruir uma obra de arte a partir do teus da da tua bagagem a partir da tua bagagem cultural
a partir da das relações que que você tem com o mundo vai ter sentido mas o que eu quero que vocês vejam é o seguinte quando você olha esse corpo deste Velho este velho pintado pelo Picasso eh em tons de azul o que vem a você que imagem que esse corpo te traz o que ele quer dizer para você o que que tá passando por esse corpo que relação de empatia esse corpo pode lhe trazer você pode por exemplo dizer que esse é um corpo sofrido que é um corpo talvez melancólico talvez se você conhece
um pouco mais eh o Picasso né Você pode falar um pouco sobre a fase azul em que o Picasso desenhou ou talvez se você tem uma relação afetiva de algum modo com a velice você pode dizer sobre o processo do envelhecer ou até se você é um guitarrista Você pode falar qual é a relação do corpo com a guitarra mas o que eu quero pegar e que eu quero falar para vocês é que quando nós vamos a um corpo Quando nós vamos pensar sobre um corpo nós carregamos uma impressão sobre ele nós temos uma ideia
sobre ele e a partir dessa ideia nós vamos a esse corpo e interpretamos ela de uma forma nós realizamos uma ida exot cóp ou seja uma relação de empatia obviamente que nós só nós não vivemos o velho guitarrista cego quando olhamos essa obra do Picasso Nós não somos o velho guitarrista cego mas nós nos colocamos de forma empática no lugar desse velho guitarrista cego é o que nós deveremos e sentimos muitas vezes essa emoção a emoção desse corpo proposto aí pelo Picasso É nesse sentido que nós temos que pensar o corpo na escola né muitas
vezes é necessário que nós nos colocamos nesse corpo do estudante é no módulo em disciplina em sala de aula nós falamos como é complicado para um estudante por exemplo ficar durante 4 horas às vezes até CCO muitas vezes até mais horas dentro de uma sala de aula enfileirado muitas vezes de uma sala pequena com calor muitas vezes com fome você já se colocou no corpo desse Estudante Você já pensou como é difícil para ele muitas vezes criança ou jovem ter que se condicionar esse corpo Então essa relação de professor de de estudante essa relação de
se colocar no corpo do outro é muito importante Então primeiramente para nós professores é necessário ir ao corpo de estudante e pensar como esse corpo está sendo pensado em sala de aula e é necessário também criar a cultura de que os estudantes também se coloquem no corpo do professor de que eu o e se coloque no corpo do outro para que dessa forma ele possa respeitar tanto o professor quanto ao outro para Que Nós criamos também o respeito à diferença somente a partir desse dialogismo que isso daí também é dialógico também é um processo dialógico
somente a partir desse processo dialógico é que criamos aí dentro da escola uma possibilidade de conversa isso ao entender dessa disciplina entender desse Capítulo é relação entre professor e estudante a compreensão dialógica a compreensão empática de que o corpo do outro importa de que o sofrimento do outro importa de que a alegria do outro importa é eu ir ao corpo do outro entender o que o outro sente e a partir disso criar estratégias de relação criar estratégias de comunicação e compreensão dele em sala de aa um dos autores que constitui esse módulo e que eu
trago também para esse capítulo é o bacin o bacin ele vem nos falar que o meu corpo eu só Compreendo o meu corpo eu só compreendo eu só tenho noção do meu corpo a partir do Olhar do corpo do outro né Ou seja eu tenho que dar importância ao outro eu tenho que dar importância ao olhar do outro para me compreender esse autor ele nos faz entender que nós nunca teremos noção do nosso próprio corpo nós nunca teremos noção da nossa potência e do nosso limite se não olharmos se não estarmos aberto à compreensão e
ao entender do outro isso é a compreensão dialógica é entender que o outro na sua complexidade na sua diferença e na sua eh e na sua diferença mesmo né na sua na sua potência e nos seus limites também me constitui essa relação de de diálogo essa relação de ir ao outro e de voltar a mim é necessário para para compreensão nesse sentido é interessante que o professor compreenda que estar em sala de aula é é um ato ético e estético muito grande porque tudo que o seu corpo Professor leva paraa sala de aula faz sentido
Pense por exemplo em um professor que fez sentido para você perceba como você lembra do corpo desse Professor talvez você possa lembrar do modo com que ele anda andava ou talvez das roupas que ele vestia da entonação de voz do cabelo das muitas vezes a prática pedagógica necessariamente pode ter caído no esquecimento mas a relação como aquele corpo se comporta no espaço ela fica ele fica muito forte forte fica é é gravado e é rico é de sentidos então o olhar para o corpo do outro e a relação que o teu corpo tem com o
corpo do outro é muito potente e muito importante na relação é com professor e com estudante então o convite que essa disciplina faz nesse momento é na verdade não é nenhuma solução eh para para algo mas é um convite para que para que possamos pensar a relação estudante e professor a partir nos diálogos entre os corpos A partir eh da compreensão de que o corpo do outro que o sentido do corpo do outro e que o sentido que eu tenho do corpo do outro e que o corpo do outro tem do meu é potencializa e
dá significado ao que o meu corpo tem o que o meu corpo dá que o meu corpo perdão a como eu compreendo o meu corpo e como eu compreendo o corpo alheio então professor professora Vamos então concluir nossa nossa aula de hoje nosso encontro de hoje que pensamos então neste momento sobre a relação professor estudantes a partir da teoria dialógica focando aí na ideia do corpo em sala de aula tá vamos e pensar em alguns tópicos aí e que seria interessante para concluir a aula de hoje primeiro tópico né Eu já até falei aqui a
questão do corpo né Nós aprendemos no e pelo corpo né não podemos eh ainda estarmos numa ideia de que a mente está separada da Razão não podemos colocarmos nossos alunos enfileirados em carteiras e esquecermos que eles têm um corpo Quando esquecemos que nossos alunos têm um corpo um corpo signo um corpo discurso Eh vamos ter por exemplo indisciplina em sala de aula porque a gente tá a todo momento prendendo esse corpo todo momento vigiando esse corpo Então temos que lembrar que os alunos T um corpo e temos que criar estratégia para que esse corpo em
si todo seja expressivo um segundo ponto que discutimos aqui nesse nesse pequeno momento é a questão da empatia como eu me coloco no lugar do outro como eu compreendo esse corpo e como eu faço com que o outro também compreenda o meu corpo é o exemplo que eu citei inclusive e quando eu quando eu estou em sala de aula e reclamo por exemplo da indisciplina você se colocou já no lugar do estudante que fica durante quro CCO muitas vezes até mais horas eh enfileirado dentro de uma sala de aula muitas vezes com calor muitas vezes
com fome e e como a gente pode pensar em estratégias de eh eh expressar esse corpo né então esse esse essa questão da empatia é muito importante a segundo momento é lembrar é o terceiro momento é lembrar é que o meu corpo enquanto signo e gera sentido quando eu entro em sala de aula quando eu me coloco no personagem professor e eu gosto muito dessa ideia do personagem Sim nós somos Person não entenda o personagem como um sujeito da mentira mas sim como um sujeito da Verdade o personagem o ator é aquele que revela a
verdade através da ação quando eu coloco a minha roupa de professor quando eu imponho a minha voz como professor quando eu leio o meu texto que é a minha atividade o meu planejamento meu conhecimento quando eu preparo o meu roteiro para levar pro meu estudante pros meus estudantes eu tô aí criando uma partitura corporal eu tô relacionando o meu corpo com esse corpo estudante Então isso é interessante pra gente aí pensar nessa comunicação em que sentido que eu estou passando para esse corpo é do outro um quarto ponto que eu quero que vocês fiquem dessa
aula é entender e fazer com que os nossos alunos compreendam que o olhar do outro me constitui quando eu compreendo que o olhar do outro me constitui que eu só consigo me entender que eu só consigo me compreender a partir do Olhar do outro o outro me faz o outro me é importante o outro me é considerável né E daí eu não realizo violências eu compreendo o outro eu entendo o outro eu chamo o outro para que ele possa ser importante na minha vida então isso é algo muito importante para que seja levado e para
que seja seja discutido em sala de aula e podemos entender que e essa relação de Corpos essa relação de compreensão do corpo essa esse entender de que os corpos se relacionam de que os corpos são potência de construção de conhecimento que os corpos ao se relacionarem são potência de inteligibilidade é o que constitui uma prática pedagógica eficiente Consciente e acima de tudo respeitosa uma prática pedagógica que foge de violência uma prática pedagógica que contém poucos indícios de por exemplo indisciplina né quando eu compreendo o outro como possibilidade de de me constituir como possibilidade de vivência
a gente tem aí um ambiente de sala de aula mais possível de trabalho Ok então convido vocês aí a pensar nessa relação do corpo em sala de aula e Desejo a todos um bom estudo e até a próxima grande [Música] abraço