o olá o dia a dia educação está no ar hoje vamos falar sobre o direito que estudantes e profissionais da educação possuem de usar o nome social desenvolver e implantar atividades que garantam esse direito está sob a responsabilidade do núcleo de gênero diversidade sexual ligado ao departamento da diversidade deve a Secretaria de Estado da Educação do Paraná para falar um pouco mais sobre esse assunto estão aqui conosco Daiana brunetto coordenadora do núcleo de gênero e diversidade sexual André Marcelino Professor pedagogo da Escola Estadual de Jaguapitã do Núcleo Regional de Educação de Londrina e Rafael esse
transexual e pra e do grupo dignidade olá para todos seja muito bem-vindo nós vamos iniciar nossa conversa diz um clipe sobre o tema que será discutido com os nossos convidados Educação não é sua escola professores e alunos também não é só disso apagador ou livro didático educação é um direito de cada um ser o que é que poder expressar sua individualidade ser diferente na escola essas diferenças assim tu não porque eles vivem em grupos né e ter uma vida social e essas diferenças vão aparecer respeitar o que o outro é é um dever eu acredito
que um dever de cada cidadão e a informação toda a ignorância vem da falta de informação quando o aluno tem informação ele tem conhecimento e ele tem mais condições de respeitar a diferença as diferenças no geral da escola extremamente importante para o aluno CNC esse essa diferença ou aceitar o preconceito porque é um momento que ele vive em grupo com muitos um é diferente do outro por mais que sejam irmãos todos têm a sua identidade assim a cada um tem o seu jeito de ser é por isso que a Secretaria da Educação do Paraná garante
o direito ao uso do nome social nas escolas da rede pública do Estado de o Olá Rafael tudo bem tudo bem Primeiramente você por isso ficar para nós O que é o nome social ou não especial é leão o nome de pertencimento do indivíduo da pessoa travesti ou transexual que a diferença de apelido por exemplo nas pessoas é travestis e transexuais por nascerem biologicamente de um gênero de terminais e se reconhecerem do gênero oposto do dia Nascimento não se reconhecem com o nome de batismo e aí é adotam esse nome mas seria o nome mesmo
de identidade daquele indivíduo como surgiu o nome social bom o nome social e ele veio no Brasil por exemplo começou na década de 60 70 aonde até então se discutiu muito e falava-se muito de pessoas travestis mas voltar da questão de prostituição e a2 Eu quero uma letra para trabalho né que não se identificava então não poderia usar o nome masculino porque ela indivíduos do gênero feminino com corpo e aparece a feminina EA partir daí é essas pessoas com o passar do tempo foram saindo do da dos guetos como é dito na e começaram a
sumir de fato a sua cidadania e aí passou de ter apenas aquele o nome para noite o nome artístico e usar esse nome como cidadã mesmo usar esse esse nome em todos os espaços com importância do nome social a importância é exatamente é a questão do pertencimento é eu sou uma pessoa transexual não me reconheço pelo nome de nascimento que eu tenho na então é o meu nome fosse ao é Rafael eles isso por enquanto porque eu tô no processo para mudança do prenome e e as justamente isso a importância dele é que conduzidos reconhece
com o nome é só Oi e aí começa a ter mais facilidade de tratamento isso em nível social ser de trabalho educação saúde e casa família amigos é todo esse contexto todo Seria a mesma coisa como se fosse o nome de batismo só que a gente usa o termo social porque não foi alterado o registro ainda então lá no Social seria o primeiro passo para que a gente consiga de fato exercer a cidadania é importante a gente considerar que o nome civil e o nome social eles são diferentes e ele pode significar tem uma pessoa
travesti ou transexual o fechar de portas situações vexatórias violência vulnerabilidade né porque o nome social ele não é um apelido o nome social é ele é um nome de tratamento de acolhimento dessas pessoas e de reconhecimento e garantido o direito Daiane e Rafael conta para nós quando e como foi aprovado a utilização do nome social nas escolas no caso do Paraná vou falar um pouco do caso do Paraná E a Rafaele fala do contexto nacional no caso do Paraná em Nove de Outubro do ano passado os movimentos sociais organizados de lésbicas gays travestis e transexuais
a partir da 1ª Conferência Nacional LGBT que foi em 2008 é uma campanha pela Anta é uma articulação Nacional de travestis e transexuais para fazer essa solicitação em todos os estados então no caso do Paraná e Nove de Outubro o Conselho Estadual de Educação do Paraná fez um parecer favorável à utilização do nome social nos registros escolares tanto nos estabelecimentos de Educação Básica quanto de ensino superior do Estado quanto no contexto Nacional Enquanto essa Nacional foi bem isso foi a reivindicação vem politicamente falando a partir da conferência que foi 2018 em Brasília é teve aqui
em Curitiba o seminário preparatório do ovo e a Conferência estadual e fomos pro nacional e saiu como deliberação a Andra junto com várias organizações locais foi feito uma articulação para que se fosse protocolado em todos os conselhos estaduais 2006 a 12 no distrito federal a solicitação para que a Secretaria de Estado de Educação é fizesse uma portaria uma revolução um parecer pronome social a gente só tem nível do Brasil 11 estados que adotaram é a questão do nome social incluindo do Estado do Paraná EA eu acho que esse é o mecanismo de inclusão mesmo não
é mais um instrumento é que a gente vai trabalhando para que haja o retorno desses induzidos é com um ambiente favorável respeito do contexto já que a própria Daiana falou importante isso seja reconhecido na escola então é que eu acho que é a gente vê enquanto cidadão que os princípios fundamentais de qualquer indivíduo seria que todo cidadão tem o direito à saúde à educação e eu acho que aí que entra a grande importância dessa campanha na que tendo a variável e o respeito começando a tela saúde para educação a abre as suas portas daí para
trabalho EA vida social agora André e Rafael como a escola recebe ação as travestis e transexuais E como que se dá o relacionamento da escola com ela a um financiamento de um pouco complicado de de Começo porque não é comum né não é um lugar-comum da escola tá com o aluno e aluna transexual dentro dela né uma coisa que começou há pouco tempo na minha escola três anos eu tenho uma aluna que tá tentando para garantir o direito de ficar estudando e ser chamada pelo nome social e esse ano a gente conseguiu fazer um movimento
em que ela e garantiu né que os professores colegas é achando emprego nome social ainda há muita Resistência é na questão de Realmente você vê no papel o nome social né Por enquanto enquanto a gente está aguardando as instruções da secretaria né ainda no nome de chamada o nome é se viu né a gente tá guardando que o nome seja o nome social e pela primeira vez ela Tá frequentando a escola todo surgir né É nos outros anos serve tinha tentado frequentar a escola e acabou invadindo por conta desse direito Ainda não testei muito claro
pela Escola pelo coletivo como um todo bem a grande dificuldade a também da sensação vem muito do que o pro e falou Exatamente porque assim a grande diferença para nome social não é apelido né E aí é dificuldade das pessoas entenderem o outro passa é que a escola ela é um ambiente de diversidade mesmo e sendo um ambiente de diversidade ali você lidar com diferente já é complicado e diferente que eu digo é o aluno gordinho Magrinho o que os aparelho isso já vem e cria situações preconceituosas Quando você vai lidar com a diversidade sexual
LGBT que são lésbicas gays travestis e transexuais tudo que foge daquele padrão imposto e culturalmente pela sociedade do que o normal seria é hétero normal seria a população branca é e o tudo que possa dessa normalidade é seria diferente né E esse diferente não é vedado na diversidade em cima um contexto de diferente por não ser igual eu queria situação de preconceito e aí quando você tem ninguém que é muito afeminado uma lésbica muito masculinizada ou a questão da travesti e transexual que daí ultrapassa isso porque seria um devido que nasceu homem e mulher virou
mulher como dizem né Isso é a situação que se cria na escola e aí esse indivíduo chega e os professores estão de ele ou usa o nome João no lugar de deixar mais Maria Então essa essas situações é Acaba criando a A Invasão Total da escola tanto é que a gente tem a dificuldade que esses indivíduos voltem para a escola né eu eu passei por isso na minha escola é fiz estudar em escola pública isso o ensino médio também escola pública e tive dificuldade para conseguir que o a permanência dentro de uma escola justamente por
quê é respeitada enquanto Me reconhecia Seria a mesma coisa que ele aqui tratassem você pelo gênero masculino né É uma questão que a gente não consegue é cria você nunca aceita né então não tem como tratar o Keila né então é a mesma coisa situação que a gente passa então eu posso falar firmar aqui o preconceito e discriminação são fatores determinantes para que as travestis e transexuais não permaneça na escola exatamente aí volta o outro lado da dessa questão não é que a travessia transecção exista como objeto sexual e a questão da prostituição Então tem
que qualquer qualquer ser humano com quem divido é na atualidade Século 21 para vocês inserido no mercado de trabalho você tem que ter capacitação para ter capacitação e formação você tem que começar na escola sempre entendido é privado desde o início de com a fazer todos os o fundamental Não é porque a gente tem dificuldade do que a travestis e transexuais que tenham o ensino fundamental completo sobre esta questão nos falamos com a travessia Bárbara Bueno e ela não falou exatamente sobre como evitar que isso aconteça Que medidas tomar para questão sexuais travestis permaneço na
escola vamos ver o que a barba não falou oi oi meu na minha filha é bem informado em relação à comunidade travesti é uma conquista E aí o setor perfeitamente com ele E aí G1 o funcionário vender E aí nós podemos bom então isso é uma forma de evitar o preconceito É com certeza porque é o respeito é que está em pauta mas não tem como eu sempre professora eu sou professora da rede estadual de ciências e biologia não tem como eu tenho uma aluna com a Rafaela e chamar de João é uma coisa de
é bom senso respeito reconhecimento do sujeito acolhimento que afinal de contas da escola pública é para todas e todas não é para todas exceto aquelas pessoas travestis e transexuais não é para todas exceto negras e negros não é para todas as pessoas é certo eu estou que a escola pública é uma uma escola para todas as pessoas então a gente não pode é deixar de reconhecer sujeitos e deixar de respeitar E aí também é importante problematiza que não é uma questão de aceitar de gostar ou de tolerar não porque não tenho medo aqui elas são
tantos cidadãs os professores professores e aí eu deixo uma pergunta para gente refletir quando a gente faz concurso público ou quando a gente se inscreve no no processo seletivo né abre um contrato para dar aula na escola nesse concurso público a gente não tem não tem um campo lá para preencher não quero dar aula só para pessoas brancas cristãs heterossexuais de classe média não existe isso a escola pública lugar de todas as pessoas e um princípio básico para você trabalhar na escola pública o respeito respeito à diversidade e respeito aos sujeitos EA trajetória que essa
pessoa tem não e a escola pública né ela garante né legalmente o acesso a todo cidadão e cidadã a ela só que eu percebi na experiência que a gente tem na nossa escola que a aluna tinha dúvidas né se ela realmente poderia estar lá reconhecida né com o nome social dela oi e ela encontrou Pelo menos é uma porta aberta né que fizesse todo o movimento com o coletivo escolar para realmente se reconhecida né ouvi muito questionamento né como que seria a aceitação dos alunos é como seria o uso do banheiro e por incrível que
pareça com os alunos foi a menor resistência ela usa o banheiro feminino sem problemas não há enfrentamentos em relação essa questão né e eu acredito que a escola tem que fazer um movimento para que sujeitos a em bonn que a gente está aberto para ela vamos agora para um rápido intervalo e Voltaremos logo em seguida a E aí