e fala pessoal meu nome é Guilherme hoje mais um vídeo aqui para o delongas e mais um vídeo da série sobre criminal criminologia e esse que é o último vídeo da série sobre que nojo o décimo e último vídeo durante todo esse percurso nós abordamos diferente nas escolas do pensamento criminológico abordamos diferentes teorias Né desde as teorias sociológicas as teorias clássicas canale dicas E hoje nós vamos falar do estado da arte da criminologia atualmente digamos assim que vem sendo praticado de mais recente sobre ponto de vista da criminologia certo então sem mais delongas vamos levar
para a criminologia e cultural em vez de um gente uma coisa que eu quero provocá-los a Quina é crime a cultura pois bem Olha a gente quando eu falo a gente fala que a família brasileira só fala de quem só fala de crime talvez depois do futebol seja o assunto mais comentado numa mesa de domingo com uma macarronada da família brasileira fala-se de crime não só se fala nós consumimos produto culturais relacionados à criminalidade a uma estética do crime seja no âmbito da literatura do cinema dos seriados que a gente assistir no Netflix Ou seja
quando a gente liga a televisão e tal Datena falando dos inúmeros crimes que ocorreram ou que ainda vão ocorrer certo então assim o crime Esse é um fenômeno que está presente no nosso dia a dia certo é um assunto que a gente comenta é é um assunto que desperta um interesse quase obsessivo assim nossos tempos né quando a gente quer falar sobre crime quanto crime ele define os rumos da política nacional né é sobretudo em relação quando está em época de eleição que se fala em endurecer as penas endureceram políticas criminais coisas do gênero Tô
sim crime ele é um fenômeno Sim ele é um fenômeno cultural e olha não me vem dizer que ele é um fenômeno subir cultural não não se trata aqui de uma subcultura se trata realmente de uma cultura com edícula não na cultura mesmo que está instaurada na sociedade né é seja como eu disse é no meio de comunicação na nossa literatura todo fenômeno criminal tudo que envolve o crime em Direito Penal a o sistema de encarceramento o sistema de Justiça de investigação do crime tudo isso tudo isso que faz parte né do fenômeno crime é
um é uma grande cultura da qual nós Compartilhamos e que é cabe portanto a criminologia como a área do Saber que tudo crime a estudar também o crime como um fenômeno cultural porque não seria a pé eu diria uma irresponsabilidade dos enólogos não considerar todos esses fenômenos estéticos culturais as subjetividades que de vivam a partir disso tem uma responsabilidade não considerar esse no estudo do crime porque isso é algo que está presente que faz parte desse mundo então quando nós falamos aqui em criminologia cultural é um ramo da tecnologia que considera finalmente todos esses fenômenos
ela não vai considerar um fenômeno isolado do crime como só a questão do encarceramento um só a questão é das gangues de rua não vai considerar também mas vai considerar toda essa Gama de fatores I keep a sociedade esteja sempre atenta ao fenômeno do crime é Então veja o trouxe aqui uma definição de um monólogo que tudo é muito questão da criminologia cultural que no Brasil que é o sal de Carvalho na revista brasileira de ciências criminais em que ele vai dizer o seguinte considere que uma boa definição disso que você pode chamar de criminologia
cultural ele diz criminologia cultural configura-se como criminologia estética de análise de ícones e símbolos culturais mercantilizadas pelos meios formais e informais de comunicação meios formais da televisão né o cinema a literatura Mas mesmo aqueles meios informais o que rola no YouTube no WhatsApp eles estão circulando conteúdo a respeito do fenômeno criminal por e representações televisivas e cinematográficas artes plásticas teatro expressões estilos musicais campanhas publicitárias websites videogame moda Urbana e práticas desportivas de entretenimento sejam transgressivas ou conformistas apresentam-se potenciais objetos de análise que falam sobre o sujeito contemporâneo agrega-se logicamente a universo investigativo os desvios tradicionais
próprios do estudo cotidiano da cidade comas distintas tribos urbanas estilo de vida Boêmio underground os moradores e os artistas de rua os agenciadores dos comércios né drogas mercadorias contrabandeadas e dos entretenimentos jogo de prostituição e nisto eles entre outras dinâmicas próprias da Urbe nessa o própolis da urbanização então vejam é o tamanho né Desse leque de possibilidades eh com qual a criminologia cultural é pode trabalhar aqui né para compreensão do fenômeno muita coisa mesmo eu diria rir que a criminologia cultural ela vai se estabelecer os seus objetos de estudo eles vão ser estabelecidos por dentro
de uma lógica caleidoscópica porque vejam aqui há muitos elementos aqui a serem investigados né aquele logia lá deixa de querer se atentar como eu disse a um Outro fator do comportamento criminoso deixa de querer também é se ater somente a figura do humor criminales né daquele sujeito que comete o crime isoladamente e passa contemplar dentro do seu espectro de investigação na série de fenômenos com expressões artísticas questões de subjetividades que são incorporados muitas vezes é pelas pessoas que praticam delitos né subjetividade relacionadas às gangues de rua a grupos específicos comportamentos específicos desses grupos uma estética
do crime estética muito importante muito importante muito falar estética não tem nada a ver Por que que a gente vai estudar sim porque é até quando a gente viu lá o vídeo das subculturas criminais nós vimos que muitos grupos de jovens que cometem delitos eles vão entrar em esse grupo um dos elementos os principais elementos fazem com que e esses jovens se sintam pertencidos acolhidos ali dentro daquele grupo até necessário para que sintam é estar dentro de um fenômeno estético o modo de vestimenta um modo de comportamento né uma postura específico modo de falar específico
né então existe uma estética própria Aqui também está no âmbito de investigação da criminologia cultural e esses podem me perguntar né tudo isso tudo isso né essa esse caleidoscópio investigativo é tanta coisa e a gente pode pensar Poxa mas isso pode fazer porque o estudo da criminologia cultural ele vai se defrontar com uma quantidade tão grande de objetos de análise que vai ficar por meio perdido vai ficar meio disperso no tempo no espaço e a pesquisa pode ficar um pouco atrapalhada né tantas coisas mas a questão é a seguinte nós vivemos disperso nós vivemos num
mundo fragmentado né Nós vemos no mundo que já está e eu ia falar sem me digital mas a gente vive na verdade não Espaço Digital mais do que no espaço físico né é tamanha a quantidade de horas em passa vendo celular vendo computador então assim é toda essa Gama de Investigações ela faz sentido dentro da nossa própria sociedade né então se nós vivemos em um estado de coisas em que os símbolos as formas de artes entretenimento as informações para são jogadas para nós a todo momento nós devemos processar essas informações a criminologia que vai lidar
com esse tipo de sociedade também devem encarar esse desafio né então é por isso que também no salo de Carvalho ele vai dizer o seguinte né análises sobre a proliferação das imagens da violência EA exposição das pessoas a cultura do Criminal e contemporânea tornam-se objeto de exploração e permite a criminologia romper com as barreiras entre o espaço real e o espaço virtual e a gente vai ver como é importante isso né do espaço virtual né é ingressar né confusa realidade dotada de alto poder produção de subjetividade né é ademais a capturação do crime do desvio
pelo mercado EA sua transformação em produto consumível geram fenômenos de estetização estilização glamourização e metilação potencializando as representações e densificando na cultura simbologia normalmente moralizadoras sobre a questão criminal e de fato nós nós estamos é já entorpecidos de conteúdos e falam sobre a criminalidade jogos de videogame literatura Filmes séries e são Produções artísticas simbólicas que ajudam a formar a nossa subjetividade né de ser contemporâneo EA forma como nós interagimos com essas criações né A forma como nós nos identificamos ou não com esses fenômenos do entretenimento a arte é eles elas são importantes né como objeto
de estudo da criminologia é E aí vejam é evidente EA criminologia cultural loja contemporânea ela não nasceu do nada e ela teve ali no Fonte algumas principais fontes eu diria e teóricas dentro do próprio âmbito da criminologia que é foi foram importantes para que esses estudos e formula cima e quais são as principais fontes bom nós temos a primeira dela a teoria das subculturas delinquentes né A Teoria da no âmbito da sociologia estadunidense fiz um vídeo já sobre esse é só teorias naturalistas subculturas delinquentes vou deixar aqui em cima no qual é se Analisa ali
né década de 60 começa a analisar aquelas gangues juvenis nos Estados Unidos sobretudo nas cidades norte-americanas e como essas grandes produziam uma estética própria como é para interagir e para galgar posições naquela gangue né ela necessário seguir alguns protocolos próprios algumas regras de condutas próprias né de modo que se formava então ali uma subcultura no entanto essa ideia de subcultura dentro da criminologia cultural ela vai ser ela vai ser recolocada re posicionada para não mais se falar em uma subcultura ou seja algo que esteja hierarquicamente inferior mais uma cultura realmente a cultura das Ruas das
gangues na cultura do crime por Como eu disse o crime as estéticas do Pingo elas fazem se fazem presentes na nossa vida de maneira é tão abrangente e não há que se falar aqui em uma subcultura de fato faz parte da nossa Cultura não tem como a gente olhar por exemplo para os grafites de rua aos pichações que estão falar só uma subcultura não Isso já faz parte da Metrópole é uma cultura própria da Metrópole né então a gente não fala mais no âmbito da criminologia cultural em subcultura mas essa ideia da sua cultura que
nasceu lá na década de 60 é uma fonte inspiradora para os estudos atuais assim como a teoria do etiquetamento ou leilinha trouxe aquela teoria que já começou ali na década de 70 60 final da década de 60 70 começar a entender também crime não é pelo que nele ar de natural ou é estático mas entender o crime como um fenômeno que se estabelece na relação entre as pessoas ou seja é você dentro de uma determinada sociedade a a algumas condutas e essas condutas elas dentro da sociedade elas são consideradas desviantes ou criminosas e esses rótulos
nessas etiquetas daí teoria do etiquetamento elas são adicionadas é para se dirigir às pessoas que é praticam esses atos considerados deficientes e as pessoas que os praticam começam a interagir com essas etiquetas né começa a rolar um um tipo de socialização é próprio de quem está sendo cultuado nós como se você já está sendo rotulado como uma conheiro trombadinha um ser ou seja lá o que for você começa a interagir com esse voto é tudo dentro de uma produção social né Então essas duas teorias ali das décadas de 60 e 70 elas é importante para
os estudos que viram a respeito da criminologia cultural e quais são Então as referências que nós temos próprias da criminologia cultural Quais são os días criminosas têm direito quando a gente fala em função da criminologia cultural e como os objetos são muito variados é uma criminologia muito interdisciplinar então assim é é uma tecnologia que ela vai fugir ao escopo do que é produzido academicamente no campo somente da criminologia e começa a tomar como fundo estudo de teóricas feministas teóricas é que falam sobre a questão do gênero certo filósofos sociólogos então assim a fontes do sinólogo
críticos a gente pode falar de diversas formas né é desde Como eu disse né é filósofos como Michel ficou é teórico do gênero teóricas do gênero como a gente butler teóricas feministas estão tudo isso vai ser incorporado Ah entendi e tentar entender o fenômeno da criminologia do crime na contemporaneidade né mas já existem também teórico que a gente pode falar que são as fontes da própria criminologia cultural né e eu vou colocar aqui a duas para vocês um bem interessante é a começar pela pela pelo grande referencial digamos assim se vocês quiserem Olha a data
de nascimento da criminologia cultural a década de 90 me 95/96 sobretudo que podia ser ou esse daqui uma logo norte-americano que vai primeiramente escrever um livro chamado carne ópio justamente é no qual ele vai analisar o fenômeno grafite M cidade os americanos né É ele que vai inclusive falar é negar a ideia de subcultura e falar isso uma subcultura realmente uma cultura da Metrópole né é depois ele escreve também livro chamado tio criminology que ele vai então basear expor ali toda essa constelação de objetos próprios da criminologia cultural e se vocês quiserem também aqui no
Brasil nós temos o sal de Carvalho que eu já citei ele tem artigos produzidos sobre a questão da criminologia cultural e ele também tem um manual de criminologia que na verdade se chama antimanual de criminologia né vejam que interessante é em que ele vai abordar esse tema tão aí são referências legais Caso vocês queiram conhecer as possibilidades de análise da Psicologia cultural né e é dentro dessas possibilidades eu trouxe aqui só um exemplo né é de como um exemplo bem atual vive de como o crime ele tem ao seu aspecto prático ali da conduta criminosa
mas como essa conduta ela é dentro da sociedade ela passa ser vista espetacularizada pelos meios de comunicação a ponto de formar ali um caldo de Cultura em que já se escapa aquela própria narrativa do crime né ela própria narrativa da conduta criminal começa a virar outras coisas começa a virar outras histórias isso gera um fenômeno social muito interessante de ser analisado né no âmbito da criminologia cultural vejam vejam vocês o caso do lado Lázaro Barbosa e esse suspeito de cometer uma chacina em Goiás e agora vem sendo perseguido e todos os passos da percepção o
Lázaro Barbosa ele vem sendo acompanhado pela mídia todos os passos mesmo dessa investigação dessa busca é inclusive é já estão se gerando assim anedotas próprias dessa busca assim está gerando uma narrativa é social impressionante eu trouxe aqui para vocês apenas algumas manchetes da página do G1 só para vocês verem o como esse caso já está se tornando um caso de uma cultura de discussão Nacional né então nós temos aqui o vídeo cachorro que ajudava nas buscas por Lázaro Barbosa é carregado nas costas por PM após se ferir em Rio então vejam que já começa até
se estabelecer que a própria questão dos cachorros que foram que estão ajudando nas buscas já começa a virar objeto de Manchete caso Lázaro deputada pública vídeo com fuzil em helicóptero governo diz que post é desrespeitoso que eu vejo aqui já um interesse político né Desse tentar ali é galgar alguma vantagem política talvez eleitoral é em cima de um fenômeno criminal não disse né o crime ele tem repercussões eleitorais né é mais uma Polícia Civil investiga perfis criados nas redes sociais para fazer apologia à crime cometido por lá a Rosa lembre-se aqui que estava de Carvalho
disse que as fronteiras entre o real eo virtual estão se dissipando pois bem gente a perfis em uma vestigado de pessoas fazendo apologia dos crimes tenham sido cometidos é por ele então vejam Apologia Então é isso as redes sociais elas viram elas são motores para se semana toda a sorte de narrativas né inclusive narrativas a respeito de fenômenos criminais para o bem ou para o mal é mais uma policial se policial tirar selfie com reféns de Lázaro e especialista avalia profissional de Elite Não se preocupem aparecer ou seja crime já espetáculo ganhou uma dimensão de
espetáculo tão grande e os policiais estou tirando selfie ali com decência se tornaram espécies de é todo mundo que participa disso já tá vendo espécie de celebridade né até os cachorros é e mais um aqui né que traz um pouco a questão da religião né Grupo Faz oração em passarela para pedir prisão de Lázaro Barbosa e proteção dos policiais e Moradores né com grupos grupos ali se organizando para fazer rodas de oração para que se chegue a fraqueza de caso tem um fim então veja o caldo de Cultura cultura gerado a partir desse fenômeno criminal
e de bom então para quem quer analisar o crime não basta simplesmente se atentar a conduta o aquele sujeito criminoso mas é toda essa série de fenômenos que se passam tanto no espaço físico quanto no espaço virtual para se tem uma compreensão Compreensão é maior do fenômeno né então é isso gente eu trouxe até aqui ó para vocês pra encerrar né esse esse essa nosso nosso curso né que acabou de uma forma despretensiosa acabou virando um curso mesmo de criminologia só para encerrar um poema do de lerda modelo era ele não era o criminólogo mas
ele era um sujeito que ele gostava de inflamar ele é um dava lá pelas ruas de Paris observando tudo o que se passava ali né é o transe vão e e ele escreveu poemas então sobre esse ato dele de andar ali pelas duas a gravações ele diz o seguinte nesse pequeno poema que eu vou ler para vocês novo gado perfil das Velhas capitais onde até o horror sem feita de esplendores eu espreito obediente a meu fluidos fatais seres decreptus sutis e encantador e é isso aí pessoal é assim que eu me serve então espero que
vocês tenham gostado se puder dá um joinha compartilhar compartilhar todo o curso que não hajam bem legal Espero continuar falar mais falando mais esse assunto não é só série nessa série está encerrada mas é um assunto que eu espero ainda continuar comentando com vocês aqui no canal agradeço e nos vemos no próximo vídeo aqui no de longa valeu E aí E aí