Oiê pessoal bora para mais uma indicação literária Como comentei com vocês na última resenha que teve aqui no canal Eu acredito muito nessa força de indicação Então vamos manter esse tipo de conteúdo porque eu acho ele excelente eu gosto muito de dialogar com vocês de conversar com vocês através de indicações específicas ou seja das resenhas então não se esqueça de conferir se você já tá inscrito aqui no canal se você já deu aquele seu joinha Neste vídeo e já vai prepar and aí o seu comentário para deixar aqui nesse vídeo assim você ajuda o literatures
a continuar e a crescer bom estamos diante da estreia no romance de uma escritora italiana que calha de ser ag gente literária de ninguém mais ninguém menos do que Helena Ferrante Então meus amigos se você vir por aí a sugestão de que se você é leitor de Ferrante pode ser leitor de Emanuela anon pode apostar nisso segundo o que a própria escritora compartilhou um festival literário recentemente aqui ela buscou pensar quem nos tornamos a partir de quando nossos pais não nos dão elementos claros e definidos pra gente pensar isso ainda mais quando a gente deixa
o nosso local de origem de um jeito bastante único achon aqui busca costurar os sentimentos de uma filha negligenciada pelos pais mas formada pela cultura dos dois seu pai emigrando do marroco pra Itália ali conhece a sua mãe e num Vilarejo da Costa italiana cria um bar que é frequentado por Imigrantes bom essa filha é mina que além da narradora é também a protagonista que mora em Londres ela emigrou para lá mas ela recebendo a notícia de que seu pai faleceu retorna para esse Vilarejo da Costa italiana onde cresceu e ali ela tem que encarar
o seu passado ainda mais porque ela dali fugiu e ela mesma usa essa palavra ela usa a ideia de fuga na verdade na verdade ela diz isso não para nós leitores ela diz isso para o pai dela já que o livro é narrado na segunda pessoa ou seja há um você aí que não é o leitor não sou eu não é você mas sim o pai dela por isso mesmo que o livro funciona como se fosse uma longa Carta de Adeus dela pro pai e essa é uma das carterísticas que eu mais gosto do livro
essa segunda pessoa muito presente a todo momento presente incluindo em termos de escrita que é o que me chamou a atenção ela não usar os marcadores de diálogo nem travessão e nem aspas é como se o Que Ela ouviu das pessoas e o que ela pensa formassem juntos e misturados aquilo que ela é Afinal a narrativa é dela mesmo que dirigida para uma outra pessoa que não o leitor uma das coisas que dão complexidade ade criam camadas nessa história que embora ela fosse mais chegada ao pai do que a mãe que era completamente negligente e
ausente ainda assim ela teve uma criação muito difícil até mesmo perto desse pai então o livro não é apenas uma longa Carta de Adeus mas uma espécie de fazer as pazes com essa figura paterna que representa suas raízes mas que também representa a ausência nessa sua criação nesse seu crescimento nessa tentativa de amadurecimento E aí que entra o X da Questão para essa protagonista que tá vivenciando o luto nesse momento o livro não é sobre problemas com os pais apenas É principalmente sobre saber quem se é e por se é mina assim como seu pai
também migrou PR a cidade grande indo morar com uma Londrina herdeira metida engajada as partes com essa tal de Lis foram deliciosas porque carregadas de um sarcasmo que vejam bem não faz parte da personagem mas sim do livro que critica essas pessoas privilegiadas que se dizem progressistas mas que reproduzem e continuam estruturando preconceitos de todos os tipos quando me namorava no quartinho bolorado do apartamento herdado da Lis Enquanto essa sua suposta amiga exibia como um troféu de sua diversidade mina buscava entender quem ela é ainda mais porque ela não sentia com prendida nesse Vilarejo seu
que é a sua cidade natal lá na Itália no entanto ela vai se dando conta de que o que buscava e que de certa forma ela conseguiu morando na metrópole era a invisibilidade aí ao retornar ela enfrenta o Choque Cultural o choque entre a cultura da metrópole e a cultura do interior a cultura de suas raízes e a cultura estrangeira acima de tudo ela enfrenta o choque do luto um luto eu diria ressentido agora outros elementos tê que ser mencionados aqui entre nós a começar pela capa que eu estou completamente apaixonada por ela a editora
biblioteca Azul Acertou em cheio e vamos falar sobre as simbologias primeiro que Café tangerin faz menção a esse café criado pelo pai e que agora a mina protagonista vai ter que se virar para cuidar junto de sua irmã que é outra personagem Lindíssima aqui a relação das duas também é conflituosa mas se desenvolve além de tudo quando mina nasceu o pai plantou um pé de tangerina que daí você pode chamar como Bergamota mexerica tanto faz até essas diferenças culturais em relação ao nome da fruta aqui entre a gente nós brasileiros dá um uma discussão sobre
a simbologia porque assim eu consigo olhar para essa fruta que representada e pensar nas diversas partes que formam um todo que formam a protagonista Outra coisa o livro ele tem um certo frescor porque ele é de 2024 publicado recentemente e já traduzido aqui pro Brasil com tradução da Francesca criselli digno de nota também e traz muitas menções culturais recentes como a Florence sim da parte da música da parte do cinema o filme Chame Pelo seu nome e também várias menções à literatura vou citar um exemplo avó da mina lhe deixa um livro que é o
pequenas virtudes da Natália ginsburg Eu acho que ela tem esse léxico familiar tão caro para a história do livro e seu universo também Enfim uma bela recomendação de livro que traz temáticas importantes costuradas em uma escrita muito bonita afetiva mas assim complexa vou agradecer a editora biblioteca Azul pelo convite em conhecer essa obra esse escritor estreante e também de falar desse livro dessa história para vocês vou agradecer os madrin que são apoiadores do Literatura e celular pelo catars e a todos vocês que estão assistindo a mais essa recomendação de livro beijo e até o próximo
vídeo aqui do canal tchau tchau