Olá! Seja muito bem-vindo ao canal Autismo na Igreja! Se você chegou até aqui, é possível que tenhamos algo em comum.
Eu sou o Pastor Glauco, e quero usar esse canal para encorajar você a se juntar a nós na missão de edificar uma igreja para todos. É possível que você saiba que as famílias de pessoas com autismo encontram muitas dificuldades no processo de inclusão de seus filhos na igreja. Na verdade, a maioria dessas famílias desistem de congregar, desistem de participar das reuniões, de celebrar a sua fé junto com outras pessoas por conta das dificuldades que encontram no processo de acolhida e inclusão dos seus filhos na igreja.
Mas eu quero encorajar você e te ajudar a perceber pequenos detalhes que podem fazer total diferença nesse processo. Para isso a minha intenção é compartilhar com você todo o conhecimento que eu adquiri e acumulei desde 2012, quando no diagnóstico do meu filho, até hoje em 2021, e tudo aquilo que nós fizemos para ajudá-lo a se relacionar com o ambiente, se relacionar com as pessoas daquele ambiente de modo que ele pudesse ser totalmente incluindo na agenda na nossa igreja local. Para isso, nós propomos um caminho muito bem definido em quatro etapas que ajudarão não só o seu filho, mas como também como você e a sua igreja a se tornar uma igreja inclusiva.
Nesse caminho, nós propomos quatro fundamentos, quatro passos que são eles: Informar - Conscientizar - Acolher - Incluir Você concorda comigo que você não consegue incluir uma pessoa no ambiente da sua igreja se você não percorrer antes um caminho? E é exatamente sobre isso eu quero falar nesse vídeo de apresentação do nosso canal. Tudo começa com a informação!
A gente sabe que infelizmente em muitos momentos pessoas passam por graves situações de preconceito e discriminação, mesmo estando no ambiente da Igreja. Todos os dias no nosso Instagram nós recebemos mensagens de diversas pessoas que tiveram de lidar com situações como essa e foram extremamente feridas dentro da igreja. E por isso nós entendemos que se nós conseguimos incluir o nosso filho, diagnosticado com autismo, em todas as atividades, em toda a agenda da nossa igreja local, isso também é possível para você, para o seu filho, e para as pessoas com autismo que você conhece.
O primeiro passo é a informação. A informação é a ferramenta mais eficaz que o processo de desconstruir o preconceito. Então, a gente propõe que esse caminho da inclusão se inicie com a informação.
A informação é o primeiro passo, e talvez seja o mais importante deles. Por que é que eu digo isso? Porque o segundo passo que nós apontamos com uma ferramenta na construção e edificação de uma igreja inclusiva é a conscientização.
E eu quero te fazer uma pergunta nesse momento: Você é capaz de conscientizar outra pessoa? Provavelmente, não! Você não é capaz de conscientizar uma pessoa porque conscientização é uma decisão.
A conscientização é o resultado daquilo que uma pessoa decide fazer como uma informação que recebe. Eu particularmente gosto de definir a conscientização com uma informação acrescida de um sentimento. Quando alguém é informado sobre alguma coisa e ele decide se importar com aquilo e transformar a vida de alguém através daquela informação que recebeu, esse indivíduo se tornou uma pessoa consciente.
Após ter uma igreja informada e que despertou o melhor dos seus sentimentos em relação à pessoa com autismo, a gente consegue partir para a terceira fase, que é a fase do acolhimento. Muitas palavras podem ser utilizados como sinônimos para o verbo acolher Eu particularmente prefiro a expressão que diz que acolher é receber em segurança. Quando uma igreja decide acolher uma pessoa e preservar os seus direitos, respeitar quem ela é, respeitar as suas peculiaridades e as suas especificidades, isso faz total diferença.
Depois de ter uma igreja informada e consciente, é possível partir para essa terceira etapa. A etapa de se criar mecanismos, redes de apoio, e se utilizar de ferramentas, pessoas voluntárias para servir no ministério de inclusão, a fim de edificar uma igreja para todos. E por fim, depois de percorrer esse caminho, a gente consegue falar de inclusão na igreja.
A gente precisa entender (e é isso que eu quero deixar muito claro para você aqui no nosso canal) é que a inclusão, ela não é o início, mas ela também não é o final de tudo. A inclusão é um processo, e dia após dia a gente vai ter que reavaliar as nossas ações, reavaliar as nossas atitudes, para que, de fato, consigamos edificar uma igreja para todos. Eu te desafio a se juntar a nós!
Se inscreva aqui no canal, e vamos juntos edificar uma igreja para todos. Deus abençoe sua vida!