[Música] Olá boa tarde você olha a vitrine se apaixona por uma roupa entre animada na loja a prova peça e se decepciona Pois é se os manequins fossem humanos seriam pessoas doentes a beleza irreal apresentada pelas modelos nas revistas e nas passarelas causa transtornos na vida da mulher real Fernanda é daquelas que sempre acha que está precisando perder 5 Kg quer que ele não colocar uma roupinha mais adequada aquela que tá na moda e às vezes a cintura o corpo não favorece mas será que não é a roupa que está errada e não o nosso
corpo o que era mirog o que é p v ou m e o corpo agora tem que se adaptar roupa em vez da roupa se adaptar o corpo isso gera uma série de problemas para além da roupa doenças como anorexia e a bulimia são consequência direta dessa necessidade de num suposto modelo de beleza é a mídia que cobra isso a televisão comercial a gente tem que correr atrás da Saúde da gente para melhorar a vida da gente não para ficar bonita para as pessoas na França uma nova lei tenta mudar exatamente os padrões estéticos das
modelos para trabalhar em território francês a manequim vai ter que apresentar um atestado médico comprovando que o seu índice de massa corporal é saudável Além disso as fotos que forem mexidas no computador terão que ser publicadas com o aviso de imagem retocada a intenção do governo francês é evitar a promoção de padrões de beleza inacessíveis e combater a anorexia entre os jovens aqui no Brasil a fundadora do Observatório da mulher acredita que a não aceitação do próprio corpo e a baixa autoestima se refletem em todo o universo feminino pesquisas internacionais comparando o Brasil 10 outros
países mostram que a autoestima da mulher brasileira é aquela que tá mais baixa com relação a sua própria imagem e ela tá mais disposta sacrifícios para chegar mais perto disso e para falar sobre os padrões de beleza impostos das mulheres Recebemos a psicanalista Joana de Vilhena Novaes coordenadora do núcleo de doenças da beleza da PUC do Rio de Janeiro e professora da Universidade Veiga de Almeida e também Selma Frederico Doutor em comunicação semiótica e professora da Universidade Mackenzie muito obrigada por ter aceitado nosso convite vamos começar então com esse estudo em inglês que diz aí
que os manequins se fossem seres humanos seriam pessoas doentes é importantíssimo que a gente lembra que esses padrões estéticos não conta do que é um corpo real né acho que a palavra já diz é um corpo ideal então é um modelo e é um modelo sempre recorte muito específico né o recorte de classe um recorte de quanto esse sujeito vai ter disponibilidade de tempos de dinheiro para investir no corpo é um capital né então assim agora acho que o que é mais perversa se a gente usar uma palavra né um adjetivação bem forte é que
numa sociedade consumo né e certamente essa é uma concordar comigo você disponibilizou uma série de práticas corporais né que em tese veja bem em tese estão à disposição desse sujeito para aquele lance não e possa então né também em tese né tentar formatar esse corpo né dentro desses padrões que que eu digo em tese que você exclui uma variável que é fundamental nem todo mundo pode arcar geneticamente financeiramente em termos de corpo agora tem uma coisa que é absolutamente democrática é padecemos todos né como um grande sintomas social né da chamadas doenças da Beleza insatisfação
com a própria imagem Então superverso porque te dá conta de você achar que só é feio quem quer né dando continuidade que a Joana falou quando a flor hereditariedade é uma coisa importante né você tem aqui duas tipos de mulher uma mais baixo uma mais alta o estilo mais nórdico um estilo mais medo Mediterrâneo que nem eu falo da Europa então assim eu não vou ter o corpo que ela vai ter e de repente assim a outra teu cabelo a diferença né a diferença do que vai vestir a calça a blusa ela nunca vai se
encontrar numa vitrine né ela sofre eu falo ela mulher porque é óbvio o homem também hoje é convidado a ter esse corpo Belo os dois hoje são muitas vezes julgados por isso que a gente padece muito que nós somos Ju hoje é sobre serem desleixados se você está fora do padrão o hoje tem um corpo Belo é uma conquista como até algum tempo atrás era uma profissão né Tem uma celebridade hoje quando senta muitas vezes aqui para conversar com você é para contar a conquista deste corpo né quase que uma vitória sobre a natureza que
você acaba tendo e aquela coisa assim um dever assim de uma beleza até inatingível se quando você fala assim uma pessoa mas até onde ela quer chegar quando quer ser rica né não tá bom a mesma coisa com o corpo né porque a pessoa nunca tá bom é o que ela falou assim a gente tem prestações né você é convidado você abre as revistas ou ver pela rua no sites em 12 prestações existem matérias assim adquira o nariz perfeito escolha realize seus sonhos escolha parte do corpo que você quer mudar né parte do seu corpo
né assim uma coisa até que no ser humano assusta e não há como não formar um Imaginário Exatamente é que eu queria chegar mas se não a como né Eu como o quanto que o nosso comportamento como o nosso cérebro age nesse sentido né de você chegar ali olha uma vitrine com uma roupa assim canta entra sai se frustra as mulheres quando isso acontece quantas que saem Ah tá bom deixam para lá e não pensam mais nisso e quantas que ficam ali incomodadas com aquilo a ponto de sair questionando a sua aparência não é Andreza
pouquíssimas né eu diria acho que a maioria esmagadora e a inversamente proporcional né Porque você pensa assim tem 10 Top Models né 7 bilhões de habitantes quantas pessoas são geneticamente aquiladas para se né enquadrar né percentual baixíssimo né de gordura né alta loira cabelo liso ele ficou medidas roubada sequestrada nem mais roubada Mas enfim o grosso né uma maioria esmagadora se sente o quê se sente insuficiente se sente a quem né por isso porque você é responsabilizado pela sua aparência então quando eu não estou em conformidade né eu me sinto em débito eu não tô
achando que eu quero é aquilo que você mesma mencionou quando a Beleza deixa de ser um direito passa a ser um dever eu que corro atrás do meu prejuízo então isso gera uma dose considerável de Sofrimento psíquico aliás em nome disso que as pessoas têm adoecendo aos magote né então o sentimento insuficiência de si é um valor né se torna um valor moral Por que que eu não estou bonita que que eu não sou bonito porque que eu sou feia né e eu sou feia muitas vezes ele tem a ver com o tamanho de corpo
com volume né as pessoas hoje chegam aos excessos você vai olhar você qualquer um de nós entra na internet páginas e najas de Anas e meias que são as anorexias e as bulimias né meninas que compram e vão pondo bolinhas nas pulseiras para ver quantos quilos emagreceram né Quanto qual tipo de exercício que você pode fazer próximo ao carnaval a própria mídia é terrível né onde coloca todas as meninas que vão se expor na Avenida e todos sacrifício delas de ficar Desde dezembro comendo ovo batata malhando todo dia você convidado e como a gente como
a zona bem falou a gente padece daquele Por que que eu não fiz tudo isso eu deixei de ser um ser humano eu sou obsoleto na sociedade não é então assim esse valor nada contra o hedonismo é muito bom onde você leva da sociedade até mais velha né que a gente tem hoje Uma Vida Ativa mais ela é muito bom que as pessoas queiram ficar bem saudáveis bonitas namorar de novo nós não é nada ruim isso o problema é que a gente está sempre devendo essa que é verdade quando você fala em dever a palavra
dever significa que está sempre devendo algo falta algo né agora Como que estamos assim comparado eu sei que é um problema que atinge vários países né Joana mas o Brasil nessa questão você ainda que conhece bem o Rio de Janeiro né onde nós temos até por conta do clima as pessoas acabam expondo mais o corpo é o Rio de Janeiro convencionou-se né chamar a imagem que o Brasil tem né lá fora né já caçar uma puxando aí né na esteira educação falou Imaginário né do mundo em relação ao Brasil é o são os corpos que
a gente vê né nos cartões postais das práticas cariocas naqueles dorsos das praias Copacabana Ipanema esse corpo né que além de identidade foram corpo ostentação né em um corpo que você é que precisa adquirir uma série de características para ter o direito inclusive de ser exposto né tirar um lugar mais democrático não ela é toda mapeada né Você tem uma cartografia muito específica e você vê como a sala tava falando na grande festa Nacional falando de novo da identidade aí do país da com a imagem que a gente exporta uma imagem objetificada né uma imagem
onde o corpo é a roupa uma imagem essencialmente de super exposição desse corpo e certamente o carnaval assim como a praia é o grande Arena para exposição né esse projeto moral protocolo corporal corta carboidrato das massagens tudo agora volto a firmar você precisa gastar tempo dinheiro que a gente está falando de um capital corpo é um capital e como tal ele tem valor de moeda de troca é por isso que você confere prestígio a gente pensar né Quais são as fábulas contemporâneas quem é que encarna nas grandes figuras a serem admiradas são super modelos são
as atrizes as pessoas que vivem não digo vivem somente mas eu queria ver em grande medida disposição dessa imagem agora busca desse padrão assim as pessoas não acabam perdendo a sua própria identidade é aquela coisa a identidade da maioria das pessoas hoje já que a gente vai falar em consumo um outro vertente que a gente tem que convidar para conversa né a gente tem aquela coisa do aspiracional é assim já que a minha vida ou já que eu não consigo ser a modelo eu vou pelo menos ter o corpo dela né uma coisa que a
gente quando vai conversar um grande tempo morreu de trabalho e estudo sempre foi estudar mídia impressa apesar da gente estar na TV porque eu sempre fala meio-dia impressa é aquela imagem estática que você bem mostrou ali no começo da matéria onde hoje na França eles estão até falando que vão multar quem não avisar que foi feito Photoshop né a gente tem até um recurso a mais de trabalhar tratar imagens né E você tá na rua você pega uma capa de revista de uma revista que pode ser voltado uma mulher de 40 anos você tem uma
menina de 23 na capa não tem como essa mulher apesar de ela ter segurança pode ser advogada médica professora tem uma carreira ela olha e fala gente eu preciso ter esse corpo ela é cobrada até qualquer um de nós sabe eu vou no shopping aquela vitrine não me serve eu vou à praia eu vou andar no parque aí eu olho no meu entorno Você só tem aqueles lags e roupas meninas maravilhosas como é que eu me encaixo com isso e não tô falando 40 eu posso ter 28 e ter um sobrepeso é muito difícil né
o seu entorno todo hoje é muito envolvido em torno da Beleza você vai me dizer a sociedade sempre foi foi mas eu tinha que talvez conquistar outras coisas casa carro carreira hoje o vilão do consumo para o corpo é muito grande tenho reeducação alimentar tenho vitaminas tem academia tem equipamentos tratamentos estéticos clínicas de spa então assim eu tenho um mercado muito grande que tem que se apresentar tem que ser divulgado então ele cruza uma coisa e nós percebemos tem essa oferta toda e de procedimentos estéticos cosméticos por outro lado tem uma população que está cada
vez mais acima do peso definir cada Cultura né o seu outono na base digamos assim né mas tem duas coisas que definem né se a gente pensar como é que se constituem sociedade né os paradoxos e interdições né se a gente pega por exemplo não falar aí do lugar de psicanalista né se você pega a obra freudiana por exemplo né O que que Freud falava a grande interdição da Virada do século 19 né era sexualidade né uma sociedade vetoriana Qual é a grande interdição nos dias atuais né é o corpo que a gente come né
É isso que foi criminalizado muito mais do que você tem um determinado padrão estético né x b c d enfim né É você responsabilizar o sujeito é você criar em torno dessa imagem né uma exclusão socialmente validada e é você amarrar costurar tudo isso com a ideia de que para ter sucesso né para ser bem sucedido como falou para ter acesso todos esses bens de consumo eu preciso ser magro eu preciso ser jovem né essa imagem do não só da beleza essa imagem do Sucesso sociedade que é dividida entre perdedores e vencedores a gente tá
falando é de alta performance esse protocolo corporal Ele atende duas coisas né fundamentalmente a mesma indústria imensa né desculpa ao corpo do corpo não se dá à toa e também é do anti-age né mas em termos filosóficos digamos assim das mentalidades A ideia é o seguinte quer dizer na hora que você cria um projeto moral em torno do corpo você vai quem vai performar digamos assim quem vai produzir são as pessoas mas bem sucedidas aí você exclui os gordos você excluiu os velhos e quando a Joana coloca E aí assim ela como psicanalista e eu
como da área de comunicação eu não a gente vai eu vou colocar para você assim esse corpo vende esse expõe e esse corpo que até algum tempo a gente fala vai Classe A B que vai ser a classe bonita ele através da mídia das novelas do cinema da internet de qualquer uma das meios de comunicação ele chegou em qualquer classe social ele chegou na periferia ele chegou na comunidade e eu vou ter o mesmo discurso lá talvez eu tenha até um perigo maior do que muitas vezes essa pessoa não teve acesso a um bom médico
ou a uma boa academia mas da mesma forma eu vou ter essa necessidade de ser um sucesso dentro da minha classe social ou da minha tribo aí falando de idade para eu ter obter esse corpo então ele passou a ser um fator de inclusão o que talvez para quem é um pouco mais velha como eu que já tem mais de 50 era a gente fazer faculdade era uma coisa assim puxa eu preciso ter um lugar eu preciso ser Universitário eu preciso ter um bom emprego eu preciso casar eu preciso ter um filho e aí isso
foi se transferindo para esse corpo e Joana nos seus livros fala muito bem onde aquela coisa não deu certo uma coisa então vou fazer mais uma plástica eu vou remodelar uma parte do meu corpo ou eu vou uma outra coisa que sai puxa difícil perder 20 quilos então eu vou fazer uma cirurgia bariátrica por causa disso no segundo lugar de cirurgia estética e quantas cirurgias estética nós estamos consumo de cosméticos nossos né a gente é um terceiro país né você fala tudo bem é importante sendo que a gente mora num país tropical vamos voltar para
o Rio vamos voltar para o calor Quando você vai para Europa é mais fácil a pessoa consumir produtos de beleza porque frio tem até que se dá uma corzinha ao contrário nós temos um consumo excessivo para quem vive num país tropical de praia que eu sempre bem com uma boa escovinha e um bom batom Você tá linda porque você tem o bronzeado da pele né que ajuda muito não a gente inverteu esses valores agora você não pode esquecer que é só você ir no shopping diariamente eu tenho mais uma loja de cosméticos mais uma loja
com agasalhos marcas esportivas então assim o mercado ele ele convida todo mundo ele eu vou até um pouco ali ele incita todo mundo até esse corpo que como ela falou moralmente eu transfiro né o poder para esse corpo essa que é a realidade né o bem-sucedido é esse poder nós vamos fazer uma pausinha aqui pra gente voltar já [Música] já estamos de volta com JC debate de conversamos sobre o padrão de beleza irreal com a gente a psicanalista Joana de Vilhena Novaes coordenadora do núcleo de doenças da beleza da PUC do Rio de Janeiro e
professora da Universidade Veiga de Almeida e Selma Frederico Doutora em comunicação e semiótica e professora da Universidade Mackenzie antes de voltarmos aqui a nossa conversa vou chamar uma outra reportagem que mostra que os padrões de beleza encontrados em sites de busca de 40 países incluindo aqui o Brasil estão muito longe da realidade Tente fazer essa pesquisa no seu buscador da internet mulher bonita O resultado é impressionante e não é só nas páginas brasileiras o perfil se repete em 40 países na sociedade ocidental o padrão de beleza feminina é composto por mulheres jovens brancas de cabelo
liso e cada vez mais magras a igreja não tem como fugir mas eu não acho saudável esse perfil representa uma minoria em um país majoritariamente negro com mais de 50% da população acima do peso e que está em processo de envelhecimento esse padrão é definido principalmente pela indústria cosmética brasileira a segunda maior do mundo propor uma beleza inalcançável é também uma forma de controle quem está fora do padrão mesmo sendo maioria não se reconhece na publicidade na mídia e essa falta de representatividade reflete como um raio na autoestima mas é preciso resistir vamos aproveitar esse
gancho então começar por aí como resistir como dar um basta nisso isso aqui é um bom Exemplo né Essa nossa conversa se bate papo né de resistência de poder pensar criticamente né Não só sobre os padrões de gente mas sobre a forma como a gente consome né consome perdão é pensar que é assim mas que pode né com a nossa militância com pensamento mais crítico e sobretudo acho que isso é uma dica valorosa a gente pensa na infância e adolescência né Tá sujeitos mais vulneráveis e que precisam de um filtro né dos seus modelos de
identificação meus pais os professores né ou jornalistas né nas enfim nós pagamos que essa adolescentes que é uma forma né Como dizia reportagem de poder que incide sobre nós a gente pode reproduzir a criticamente Ou a gente pode pensar num discurso mais generoso né mais inclusivo e que menos é sofrimento exclusão gera Então esquece é o gancho pra gente pensar em formas de Resistir É continuando esse assunto eu acho importante quando ela falou de todos os meios alguns trabalhos meus eu sempre trabalho assim essa influência da Beleza ela é dada pela mídia ela é tutelada
pela mãe que também muitas vezes tem aquele poder de controle quando digo mãe é a família ela é reeducada na escola quando às vezes assim ah gordinha não vai entrar no time qualquer coisa assim né E ela é compactuada com as amigas né então se você for ver eu tenho um cenário muito grande para trabalhar alguns anos quando estava estudando eu lembro que caiu na minha mão algo de figurinha e eu gosto de contar essa história da Suzy que na minha geração era Suzi não Barbie onde esse álbum ela tinha assim comi cachorro quente agora
tem que andar 4 km era A Susi é uma boneca direcionada como marketing para uma menina de 9 a 12 anos né não tanto como a Barbie até Vai um pouquinho mais longe hoje claro que as meninas de 10 anos já não brincam mais boneca mas a SUS era para uma mais bebê porque a Suzi é considerado uma boneca de 15 anos e a Barbie tem até 20 né vamos supor E aí assim não jante se você comeu só Tome uma sopinha eu tô falando com uma menina de 9 10 anos colecionando figurinha para ela
não jantar sabe 9 10 anos é para comer arroz feijão pode adiantar assim queima caloria só de pensar em pular nos outros já vem né sabe então eu sei que você tá falando contra a partida que a gente tem a criança obesa sedentária Mas também eu não vou resolver o problema na sociedade expondo como o meu ícone de beleza sempre aquela menina magrerotizada bonito porque assim todo mundo quer ser né É difícil esses e eu queria tocar ainda no outro ponto que a reportagem chamou atenção dizendo assim também é uma tentativa de controle no sentido
de falando Voltando a falar aqui das mulheres então não basta ser a esposa a super mãe a profissional competente tem que ser bonita também e é e acho que tem outra característica né a gente falando do que que compõe Quais são os representações que compõem a beleza né os valores máximos Juventude magreza agora tem uma outra característica aqui na gente não mencionou na hora que você associa né magreza excessiva a saúde e aí você cria o solo fértil então para esse discurso discurso sobretudo médico e que vai ter uma penetração né na sociedade inclusive na
sua forma de reprodução porque ele é prescritivo ser saudável é passa a ser como a Selma falou não comer à noite né como as sopinha eliminar o carboidrato cada vez mais cedo eliminar o glúten a lactose né Ou seja você é restringe as proteínas faz uma dieta low carb né cria uma dietética toda muito Severa limpar né com isso que se tornou um projeto moral Então acho que essa Associação é um pulo do gato interessante beleza e magreza excessiva perdão saúde magreza excessiva Olha tá terminando o nosso tempo então eu queria uma palavrinha final só
no sentido de que o que nós podemos ganhar ao olhar para tudo isso e tentarmos aí mudar esses padrões eu vou até falar como quebrar né a gente fala tanto hoje dos coletivos do empoderamento feminino do lugar da mulher né esse é o lugar dela é o lugar dela ser como ela é sabe ela assumir talvez seus filhinhos não se preocupar com a saúde dela mas ela tem orgulho do próprio corpo dela ela tem orgulho eu até brinco a roupa não põe uma blusa por cima um anel bonito né não tem nada mais poderoso uma
mulher que às vezes um anel um batom bonito esse é o seu eu acho que assim o lugar do empoderamento já que se fala tanto hoje feminino e que se Estenda todos os homens também é assim esse corpo é seu valoriza esse corpo ele é a sua casa é o seu abrigo mesmo você não precisa seguir um padrão que tem que entrar na cabeça das pessoas que tem a ver com poder que tem conviver com o imposto que tem a ver com uma cultura que foi dada num período histórico né Joana olha eu acho assim
que beleza é sempre bom lembrar é vitalidade então já que a gente falou de resistência nada menos belo do que corpos acanhados né presos na justiça e das próprias medidas então assim o corpo tem que ser tem que ter uma relação Generosa porque ele vai me acompanhar até morrer é bom que a gente se entenda seja feliz né é um corpo livre a gente entrar num acordo de coexistência saudável Muito obrigada pela participação de vocês hoje aqui com a gente eu vou deixar a dica do livro que corpo é este que anda sempre comigo corpo
imagem e sofrimento psíquico organizado pela Joana junto com a Júlia Júlia de Vilhena e que tem artigos também da Selma e aqui vocês encontram muito mais aqui sobre o nosso bate-papo de hoje muito obrigada parabéns pelo trabalho e até uma próxima oportunidade obrigada pela sua companhia uma ótima tarde para você [Música] [Música]