me sinto muito lisonjeado de poder participar desse desse debate com pessoas que eu admiro há longa data e que tem um papel tão importante em tudo que vem acontecendo nos últimos nas últimas décadas a reformulação na prática psiquiátrica no brasil é pra quem me conhece na intimidade sabe que eu sou bastante tímido para falar em público eu aceitei porque de fato me sinto muito à vontade contando com paulo conta com a paula então estamos aí vamos ver eu me preparei absolutamente nada específico para a gente apresentar mas algumas coisas que eu gostaria de falar algumas
considerações que eu gostaria de falar para que a gente possa discutir debater o assunto é um assunto controverso e é sobretudo nesse momento o que nós estamos atravessando no país com tantas questões extremamente delicadas e difíceis aqui a gente se assusta com coisas que vêm acontecendo código desconstrução de idéia nos pra não dizer demolição de tantas coisas que foram pensadas elaboradas e discutidas ao longo dessas dessas últimas décadas em primeiro lugar queria dizer que a minha atividade iminentemente clínica eu sou um clínico minha atividade é como psiquiatra e eu me lembrei na última vez que
estivemos juntos aqui nessa casa eu me lembrei do ronaldo leng que hoje o pessoal mais jovem senna quase não conhece que eu acho que é um nome a ser resgatado o novo elenco robert culp que eram profissionais que se diziam psiquiatras que não não gostavam da pecha de antic atra eles não se não consideravam a idéia adiante psiquiatria eles consideravam que havia necessidade reformula a a prática psiquiátrica como de fato aconteceu muitos não sabem que a reformulação das práticas psiquiátricas começaram no final anos 50 no reino unido e ronaldo lenk foi um dos pensadores dessa
geração do início dos anos 60 aliás na época extremamente profícuo bom dia surgiu toda a contra-cultura pessoas que começaram a repensar todo o nosso modus vivendis todos a forma como a gente vive como construímos as nossas instituições oea como convivemos uns com os outros ronaldo lenk não gostava de dizer chamado de anti psiquiatra porque ele achava um contrassenso como é que iria falar mal ou dizer que ele não era psiquiatra quando o psiquiatra a a tradução a origem etimológica do termo psiquiatria é cuidar da alma então ele dizia que esse seria um contrassenso negar esse
papel de cuidador da alma falando mais numa linguagem contemporânea eu diria que eu não sou psiquiatra eu não eu não cuido de neurotransmissores eu não cuido de moléculas o cuidado de gente de pessoas e acho que o que está em questão é a ética do cuidado eu sou um profissional que tô voltado a cuidar de pessoas que estão em algum tipo de sofrimento psíquico ia tentar dar o melhor de mim para ajudá-los no que quer que for pra conseguir com que eles resgatem o poder de normatividade que muitas vezes se quebra em condições mais agudas
e mais mais complicadas nem falava uma coisa que eu também lembrei da última vez que estive aqui a penúltima vez o link falava que era muito fácil cuidar de loucos ou alguma coisa do tipo é muito fácil de cuidar quando a gente detêm a chave da porta difícil é não ter a chave da porta e tratar fora dos muros quando justamente começou a se reformula isso tudo na verdade sul começou a se modificar a segunda grande guerra eu acho que aí já não vale nem a pena a gente senão iríamos nos desviar muito mas o
fato é que os anos 60 foram realmente importantes e produziu grandes pensadores como o próprio leio culpepper focou e tantos outros com um pouco depois mas tantos outros lembrando cúper na morte da família ele já antecipava a necessidade de se considerar que as ilhas poderiam se modificar que as relações de afeto as relações amorosas dos acasalamentos poderiam se modificar e deveriam se modificar e hoje nós estamos vendo grandes transformações nesse sentido e não é à toa aqui por conta de grandes transformações as pessoas fiquem estão atemorizados e tentem reagir para não dizer ser em reacionários
mas reagiu tentando voltar a valores anteriores que absolutamente fazem parte da evolução da cultura da mudança da dos padrões culturais e tem pode se pensar contra pensar favor mas isso é inevitável é o sinal dos tempos o tempo faz com que a cultura se modifique porque nós somos vivos ea sociedade é viva ea cultura viva então talvez por uma questão de temor e uma tentativa meio inepta de lidar com essas grandes transformações surjam forças reativas tentando voltar atrás no tempo voltar atrás na cultura ia me isso é um é lamentável mas é uma questão que
nós temos que enfrentar temos que enfrentar com clareza com maturidade e lidar com isso como uma questão também do tempo acho que isso não é uma questão só do brasil nós temos visto isso acontecer no mundo inteiro e é a gente tem que saber lidar com esse momento é tão difícil que estamos atravessando mas eu acho que talvez a questão mais radical que nos anos 70 dos anos 60 se começou foi o processo ea emoção de sujeito de pessoas desculpe a noção de pessoa dando lugar para aqueles que até então eram marginalizados dando voz aquelas
pessoas que eram marginalizados e que eram simplesmente ou excluídas do convívio social e confinados num hospício e dando voz a essas pessoas e além de dar voz é sobretudo a noção de que aquela pessoa que ele aquele indivíduo teria um poder de contratualidade que a gente normalmente não pensa sobre isso e que tão facilmente era desfeito quando uma pessoa entrava numa crise ou quando adoecia de uma forma mais grave era como se ele não fosse mais uma pessoa simplesmente era doente mental louco psicótico ou seja lá com o nome que fosse não tinha nenhum poder
de compra da atualidade era comum a gente lembra nos grandes hospitais os pacientes e honrando de dor e sequer as pessoas considerando que ele estava com dor ana como se tudo cair na vala da doença mental e não podia nem sequer ser considerado não vamos ver essa tá com dor o que é qual é a origem dessa dor eu vi um paciente na na colônia juliano moreira que ele gritava no hospital jurandyr manfredini que já foi uma unidade avançada a desfazer o manicômio ele gritava durante a noite e ninguém foi capaz de chegar perto para
saber o que estava acontecendo com eles a comisión ea minha que estava passando por baixo do couro cabeludo ele estava morrendo de torre túmulo era considerado dentro da da vala da doença mental então ele é louco e e nada nada fazer acho que isso foi o grande o grande avanço que nós fizemos foi muito além de quebrar muros é dar voz ao as pessoas com transtornos psíquicos mais graves e não só dá voz a é devolver o poder de contratualidade de dele poder dizer sim dizer não é dizer quais são os direitos que ele tem
o que ele quer o que ele não quer respeitar nesse sentido poder dialogar com os pacientes e poder considerar aquilo que poderia ser uma coisa exequível aquilo que seria não seria exequível infinty alugar a e não simplesmente acabar com a possibilidade de qualquer discussão eu eu acho que essa questão do eletrochoque eu acho que a gente tem que repensar isso à luz o da luz da clínica de ressignificar o eletrochoque dentro daquilo que nós consideramos como o nosso padrão ouro que a ética do cuidado aquilo que nós consideramos como respeito à pessoa e aquilo que
faz parte do papel do médico psiquiatra que é ajudar a pessoa a resgatar o poder de compra atualidade o poder de de normatividade e poder lidar com a sua própria vida e não simplesmente estabelecer um diagnóstico e ou queria achar que vamos consertar a aal aquilo que se passa e fazer com que o indivíduo seja normal igual a todos os outros como um dia já escutei de fazer uma lanternagem do ego e fazer com que a pessoa seja normal novamente acho que a questão não é voltar ao normal e sim ajudá lo às suas vicissitudes
nas suas idiossincrasias poderia fazer com que a pessoa tenha a sua capacidade de uma atividade então essa que eu acho que a principal questão quando a gente está trabalhando na clínica quando a gente está preocupado com os nossos pacientes eu baseado nisso sem algumas coisas eu participei do do anão não tão ativamente com os colegas um pouco mais velho que eu mas participei e e e só contemporâneo a todo a boa parte do processo de desinstitucionalização aqui no brasil como falei isso é um processo que já veio atrasado aqui no brasil que já tinha começado
há muito tempo antes desde o reino unido frança estados unidos enfim europa e aqui no brasil muito tempo depois já a partir do movimento incipiente dos trabalhadores dos trabalhadores em saúde mental eu nesse sentido durante muitos anos eu tinha idéia do eletro choque como uma prática nefasta uma prática muito ruim e que eu me orgulhava de nunca ter prescrito o eletrochoque na minha ao longo de tantos anos de carreira até aqui 11 aos 10 15 anos atrás chegou um colega um ou de outro piloto de outra especialidade que me senti lisonjeado pela importância e pela
capacidade profissional daquele indivíduo que eu já conhecia de nome me procurou querendo saber se de fato eu achava que ele estava deprimido ele tinha passado por uma situação muito séria de um processo ético por uma falha um erro é que ele tinha para cometido no final da carreira é um grande profissional um grande médico e ficou muito deprimido e com ideação suicida ele queria se suicidar e ele não estava estava realmente muito arrasado com tudo o que tinha acontecido e aí eu falei que eu achava que de fato ele tinha razão ele estava muito deprimido
e químicas que a gente podia ajudá-lo que isso eu podia compreender empaticamente o que estava acontecendo com ele que realmente uma um currículo indelével e que eu compreendia o que se passava mas que a gente tinha que fazer alguma coisa que era possível a gente tratar aquela aquela condição ele me perguntou como tomando remédios eu já tenho um pouco mais 75 anos eu sou coronária o pato já passei por várias intervenções eu tenho muito medo de tomar medicações e ter complicações com as medicações que a gente sabe que tem então eu quero dizer que se
for pra fazer algum tratamento quero fazer eletrochoque e eu fiquei chocado aqui para ver e me me proponho um tratamento com eletrochoque eu realmente fiquei impactado falei bom a gente pode pensar sobre isso vamos ver e tal e fui não decidimos nada naquela consulta e fui pensar com meus botões e conversar com colegas e de fato o eletrochoque ele ele foi banido num contexto de uma psiquiatria bastante e áspera pra não dizer outras coisas uma bastante rude as nossas práticas psiquiátricas nos anos 30 40 50 1 práticas muito ásperas ah eu acho que um filme
recente que até participei na na contextualização do da história o filme nise onde tem uma cena nick uma cena chocante que a cena do eletrochoque e aqui de uma maneira um tanto caricata o filme retrata muito da idéia de que a psiquiatria uma especialidade irmã da medicina mas com um certo sentimento de inferioridade querendo alcançar o status de ciência e à nisa então faz um comentário que o senhor é um ok então dizer que o tratamento com um picador de gelo ou qualquer coisa assim mas há havia um caráter muitas vezes punitivo havia a hector
gerados da própria psicopatologia gerados pela pela com a pela forma como esses pacientes eram tratados e que a gente ficou meio que coisa toda misturada naquela ocasião e eu acho que não é à toa por exemplo que quase não vemos mais quadros de catatonia é eu acho que eu acho não isso é uma idéia até defendida por um psiquiatra responsável pela pelo pela denominação do termo esquizofrenia ou órgão bóia ele tem um ensaio incrível também esquecido falando sobre katatonia paranóia e como que a acatou nia seria um fenômeno secundários onde numa uma situação de tanta
desintegração de dizer de dissociação do funcionamento psíquico o indivíduo fica apavorado com as circunstâncias de vida e entraria numa uma espécie de uma paralisia que era como ele então quem tentava descrever o que acontecia com o paciente catatônico sobretudo a paulo me conhece eu venho há muitos anos estudando questões relacionadas à subjetividade do do adoecimento das vivências anomalias e subjetivas do autoconhecimento esquizofrênico e há a prática clínica mostra claramente com todos os pacientes sabem que estão adoecendo sofrem muito e é um o período de adoecimento é esquizofrênica de um grande sofrimento e com alta incidência
de autoagressão de suicídio e eles tem clara noção e muitas vezes ou quase sempre não falam sobre esses aspectos por vergonha porque sabem que vão ser considerados loucos e e com isso vocês podem imaginar que em tempos atrás a pessoa se perceber estando em low que sendo ele saber qual seria o destino dele que seria o destino de um manicômio de um hospício onde dificilmente ele sairia depois dificilmente ele recuperaria a sua capacidade normal actividade ea sua renda é a sua inserção social perderia todos os direitos então a acatá toninha naquela época era muito mais
freqüente era quase que um destino certo no processo evolutivo nos hospícios a gente via inclusive o crepe que foi o primeiro primeiro autor a a estudar em separar essa condição ele dizia que o processo evolutivo a condição mais freqüente da esquizofrenia no estágio final seria katatonia seria deterioração da personalidade com katatonia próprio escrever que o o o fred teve oportunidade de estudar ele foi um frade não conhecer os bebês só foi um estudo sugerido pelo blog pelo lyon que à época era residente do boyler é o o o freud mostrou com um ensaio sob sobre
o o livro que chegou escreveu como é um processo onde existem uma manifestação primária e depois como que a coisa vai evoluindo e isso mostrou claramente como que há um processo e hoje a gente vê como que o doente que adoece dessa forma ele tem clareza do que está acontecendo sem contar em outras tantas outras condições graves que que acontecem voltando àquela questão do do médico do colega que me procurou quando ele me falou sobre o eletrochoque eu fui pensando e conversão e acabei concordando com ele que nós então seguíssemos prosseguisse mussá ao tratamento com
eletrochoque ele ficou muito bem ele saiu do do quadro depressivo dele ficou muito bem e depois questionando como pode ficar naquele estado tão tão tão sério onde tudo a vida mental dele se modificou muito como aquilo é realmente foi foi muito é muito complicado e aí eu fiquei pensando pra título do que nós iríamos conversar hoje eu fiquei conversando pensando sobre outros casos que eu que eu atendi as pessoas sabem costumam saber que uma tampa muito na minha prática clínica tanto no instituto de psiquiatria quanto na prática privada eu eu aceito muito pacientes muitos pacientes
com transtornos muito graves essa é uma condição que eu na verdade com vivo é de longa data da minha própria história pessoal ea eu pensei em alguns casos pra pra contar pra vocês como por exemplo um diplomata que recentemente me procurou no quadro depressivo muito sério e veio de brasília para cá para o rio de janeiro e sabia que tinha indicado eletrochoque para um outro paciente uma pessoa amiga dele e aí eu falei que a gente podia pensar sobre isso não esconderei que a gente podia pensar sobre outros aspectos outras questões outros tratamentos e ele
falou assim como eu soube inclusive que antes do eletrochoque a gente pode tomar o propofol que a droga de michael jackson foi deposta de sacanagem o que é fazer eletrochoque ficou do propofol e não na verdade não é isso mas é de fato a preferir uma coisa mais rápida e tal enfim cá porque ele fez eletrochoque mas é mais assim figura é é situações exemplos para a gente poder conversar e pensar na questão do estigma do do tratamento e o que te fato pode ser utilizado o que deve ser evitado a recentemente uma paciente me
procurou o paciente que jovem que adoeceu de forma depressivo a selar 45 anos atrás teve uma um episódio de mania muito severa saiu num fazendo coisas que realmente a deixaram ela é extremamente fechada e arrependido depois que saiu que voltou a uma situação normal dela por exemplo uma depressão violentíssimo e aí se arrastou durante alguns anos em depressão ela chegou o meu consultório com ideação suicida querendo acabar com a própria vida veio com o ex-marido que a nossa pessoa solidária que apesar de maria de uma solidariedade e um carinho excepcional e ela veio há muito
arrasado e muito deprimida enorme de gorda uma mulher bonita uma jovem bonita tinha um corpo bonito estava com um celular sem 130 quilos encharcada de medicações anti depressivos e estabilizadores de humor e antipsicóticos tudo contra remédio tinha passado por vários vários colegas e eu então falei que a gente vê a pensar na possibilidade de eletrochoque e [Música] vagarosamente retirando essas medicações atacou uma síndrome metabólica consegui inseridos elevados com açúcar elevado enfim efeitos colaterais que a gente sabem que acontecem com freqüência com essas medicações e ela aceitou não aceitou ficou um pouco chocado mas depois acabou
aceitando conversou com a família com as pessoas e tudo aceitou e começou a fazer eletrochoque fez dez sessões na décima sessão começou a ficar eufórica começou a melhorar da depressão e começou a ficar eufórico e eu junto né fiquei eufórico finalmente começou a melhorar ea gente fica na torcida né ai passaram-se mais duas sessões ela entrou em buraco numa depressão novo fizemos 14 sessões e ela não saiu falei 'bom as 14 etapas já é demais a literatura sugere até 14 sessões não mais do que isso e paramos ali demos um intervalo um mês ela ficou
bem mal durante esse período e é testada no quarto escuro enfim eu propus que nós fizéssemos novamente uma nova uma nova série que já tinha acontecido ea literatura fala de pessoas que às vezes não saem uma primeira série mas sai numa segunda temos um intervalo grande e ela fez sete ou oito sessões e não adiantava nada ficou péssimo folha vamos parar nunca adiantando nada ela também não queria mais fazer tava com uma alteração de memória terrível que é um dos efeitos colaterais é principais do eletrochoque vamos parar com isso vamos interromper e vamos repensar todo
o tratamento já passaram umas duas três semanas ela voltou lá no consultório falou nelson que que você acha da do chá de cogumelo que você acha do do chá de ayahuasca como antidepressivo olha há relatos da literatura que o o óleo à rasca tem um efeito antidepressivo existem trabalhos que vêm surgindo agora sobre o efeito antidepressivo do chá de ayahuasca ea aiea também trabalhos sendo publicados com o efeito antidepressivo da psilocibina ambos esses ambos psicodélicos tem efeito o serotoninérgica tem mecanismo de ação serotoninérgica e aí eu falei olha existe de fato existem trabalhos recém publicados
por aí mas eu não sei tratar dessa forma eu não sei que para escrever isso aí você teria que procurar por conta própria lamento não poder saber não sabem não poder prescrever mães você procura e nunca mais voltou ao consultório sul deve ter uns seis meses talvez um pouco mais um pouco menos e eu sempre pensam como será que ela está imaginando que provavelmente ela teria procurado alguma das ações possibilidade e aí eu sabia que ela fazia análise com uma amiga liguei para a família perguntando como é que se ela tinha notícias ela continuava o
tratamento com essa é só colegas amigo disse nelson eu não sei te explicar o que aconteceu não sei alta freqüência no santo daime e ela parou de tomar todos os remédios está emagrecendo trabalhando com os maridos está trabalhando na área administrativa de uma de uma empresa que ele abriu e ela está muito bem é ótima eu acho que a gente tem que repensar os nossos os nossos paradigmas acho que há pelo menos 20 anos não é nenhuma inovação em temas psicofarmacologia us tudo que vêm surgindo são estratégias de marketing os laboratórios já pararam inclusive de
investir em pesquisa é com esses paradigmas que existem dois neurotransmissores têm surgido novos paradigmas como psicodélico isso o os canabinóides que está dentro da classificação do psicodélico esqueçam outros paradigmas que a gente tem que estudar se nós quisermos ser coerentes e sede com as nossas as nossas missões eu acho que a gente tem que repensar também o uso eletrochoque nesse sentido sempre respeitando o poder de compra atualidade sempre respeitando a pessoa e sob perspectiva ética do cuidado da ética da preocupação com aquela pessoa nesse sentido eu acho que é ético é justificado a gente pensar
um eletrochoque determinadas condições não quer dizer que a gente vai sair prescrevendo eletrochoque para todo mundo acho que existem exageros de uns tempos pra cá à medida que isso tem sido desiste batizado tem havido exagero sem saber de relatos de colegas que já geram muitas vezes é com interesses comerciais porque sem nenhum critério que a literatura científica justifique mas há também exageros com o uso de medicações a gente vê a dificilmente acho que isso essa cultura está felizmente voltando tá voltando atrás mas dificilmente um paciente que falam clínico farão um cardiologista um pneumologista e dificilmente
sai sem antidepressivo prescrito a hoje há pessoas com cargas enormes de medicações e tem sido discutido já longa data pela por essa casa discutidos exageros muitas vezes promessas que não são verídicas mitos construídos em relação aos neurotransmissores há enfim várias para as questões com medicamentos essa lei é essa mesma paciente que eu dei um exemplo foi o paciente que é ela tava tomando quilos de remédios completamente justificáveis apresentando efeitos colaterais recentemente aqui na última vez que estive aqui nesse mesmo auditório a propósito da discussão sobre o open download foi a foi apresentada foi mencionado um
psiquiatra inglês de grande grande renome e que ele aqui no brasil num evento há dois anos atrás ele falava que nós temos que rever a esse essa esse mito que se construiu que ele fazia autocrítica dessa história que uma vez tendo uma crise fosse depressivo fosse psicótica tinha que tomar remédio para a vida inteira coisa que o próprio glória uma fraude blog desculpe o auê em bola não pegou as medicações mas o filho dele o manfred boyle foi um psiquiatra é de grande importância sobretudo nos estudos é é a epidemiologia us da organização mundial da
saúde dizia já naquela ocasião que não havia sentido ficar tomando remédio a vida inteira pra todos os pacientes alguns pacientes de fato precisam tomar remédio vendido inteiro mas outros não e a gente tem que mais uma vez ver cada caso cada situação e negociar com o próprio paciente está atento aos efeitos colaterais e tudo mais outro exemplo também que o que eu lembrei foi de um colega mais ou menos recente um colega também psiquiatra que me procurou os dois anos atrás que o filho dele é estaria entrando num quadro psicótico 4 que sofrer querendo ouvir
minha opinião eu recebia o jovem e de fato achei que ele estava entrando no 4 x o frenético e eu chamei os pais para conversar disse que eu achava que de fato ele estava a brincar no pátio sofrendo por uma situação muito difícil um colega muito querido e é sempre uma condição muito difícil a gente não está o fato de a gente tentar desmistificar e e poder ajudar a os pacientes encontrarem o seu próprio espaço social não quer dizer que a gente vai romantizar o adoecimento psíquico ea ele começou a se tratar comigo lá pelas
tantas ele começou a dizer que iria se suicidar vocês não têm a quem trabalha com esquizofrenia que deve saber mas assim o adoecimento esquizofrênico é um negócio é terrível a vivência de solidão a vivência de perda do mundo compartilhado a vivência de de perda da de a perplexidade em relação a si relação ao mundo que progressivamente vai deixando de ser compartilhado é uma das coisas mais horrorosas e por isso é tão freqüente o suicídio antes nos hospícios muito mais e ainda hoje na de uma maneira geral ele disse que a se suicidar que a solicitar
e eu na minha experiência nessas depressões pós surto ou pré surto antidepressivo que em praticamente quase feito sobre essas condições e eu muito preocupado um paciente o que o time logo uma grande empatia sobretudo filho de um colega muito querido eu chamei os pais e falei que ele estava precisando ser internado para a proteção e que além de decidir ser internado eu achava que talvez com os casa da gente pensar no atlético choque nossa esse meu colega ficou desculpa ter muito furioso pior ele ficou assim com o nelson como é que está propondo um negócio
desse olha eu estou preocupado ele está dizendo ele vai dar um tiro na cabeça ele vai se suicidar ele não está brincando aí ele foi perguntar para os colegas colegas que todos nós respeitamos muito e os colares e olha só não está prescrevendo ele não é um eletrochoque a dor se ele está prescrevendo assis devem pensar que possivelmente a coisa está séria mesmo e acabou que esse colega aceitou que fosse feita a eletrochoques o rapaz na quarta sessão ele melhorou mas melhorou de uma maneira extraordinária está muito bem a ponto de um colega chegou para
mim e falou assim nelson porque não existem mais aparelhos eletro shopping frei caneca está maluco nós que fizemos o que lutamos pra não ter mais eletrochoque também falou por que porque era um exagero é uma situação completamente absurdo que se fazia uma coisa que a gente ter critérios clínicos parâmetros clínicos para em alguns casos a gente fazer isso como uma medida de cuidado de salvar a vida da pessoa pra coisa é sair fazendo eletrochoque a torto ea direita e não tem sentido mas é a gente tem que ter cuidado com isso acho que tem suas
indicações têm suas contra-indicações temos que discutir se tiver muito avançado da hora enfim o rapaz foi muito bem a coisa passou essa crise na verdade ele faz uso de cannabis john e é um pouquinho de um antipsicótico tá super tenta trabalhando fazendo coisa tá super peito o mais um exemplo dos meus próprios irmãos um irmão que inclusive acho que paulo conheceu meu irmão mais velho infelizmente acabou falecendo com um enfarte enorme de cordo síndrome metabólica parkinsoniano sinergia tardia que ele não suportava a idéia de parar então a medicação evoluiu de uma maneira péssima e acabou
morrendo de uma maneira muito ruim e um outro irmão mais novo foi adoeceu depois que fugiu para a frança naquele período de ditadura e para não ser preso e fugiu para frança surtou lá fazendo o uso de psicotécnico do mundo o ácido com muita gente chamava de desbunde né das pessoas que quando havia aquela luta contra a ditadura ele surtou lá veio para o brasil há dois e uma maneira muito mais grave do que o nosso irmão mais velho e adoeceu de uma forma de franca fez dois episódios catatônicos a agitação catatônica ea minha família
acabou optando por uma internação numa clínica tradicional onde ele fez eletrochoque na época fiquei muito curioso mas olhando retrospectivamente ele fez 22 vezes eletrochoque nunca tomou remédio na vida nunca nunca quis tomar remédio a super bem hoje em dia não tem síndrome metabólica cuida da própria vida tem a vida dele com a qualidade de vida excelente está sempre transitando na casa dos irmãos tudo mães enfim basicamente eu quis como introdução colocar alguns exemplos clínicos e falar meu ponto de vista e tamos aí obrigado mais uma pegada nos