Olha, o STJ está em pânico com as denúncias de assédio sexual que começam a chegar contra o ministro Marcos Buzzi. O Estadão acabou de noticiar que nesse momento o STJ está a portas fechadas discutindo o caso e vendo se abre ou não uma sindicância, se o ministro deve ou não se afastar. A coisa é séria.
Veja, inicialmente o caso, embora muito sensível, embora uma acusação muito séria, né? Ela era um caso, o primeiro caso que chegou contra o ministro era um caso que não tinha testemunhas, né? Não dava para periciar, não tinha provas claras, né?
Apenas a palavra de uma pessoa contra do ministro, né? De que teria havido ali carícias corporais não consensuais promovidas. pelo ministro dentro do mar.
E aí ninguém viu, a coisa ficava nesse lugar de a palavra de um contra de outro. Uma pessoa numa num lugar de autoridade dessa pode eventualmente ser alvo de denúncias que queiram constranger o ministro. Enfim, ficou nesse lugar.
O ponto é que agora a coisa fica pior pro lado dele e pro lado do STJ, porque surge uma nova denúncia de assédio, que é provavelmente de alguém que trabalha ou trabalhou com o ministro. E veja, quando vão surgindo eh várias denúncias assim, a gente precisa parar e ver qual é o padrão de assediadores. Existe um padrão nos assediadores que é o de não fazerem uma vez só.
Todo mundo que já viu em algum lugar algum tipo de série, já leu a respeito, é desse desse modo que acontece. Assedia um aí dá certo para o assediador, entre aspas, claro. Aí ele assedia outro, assedia outro, ninguém sabe, vai se sentindo confortável.
Vocês entendem? O caso, claro, deve ser tratado sob à luz de todas as reservas legais, do direito de defesa, da presunção de inocência. Óbvio que tudo isso precisa ser lidado dessa maneira, mas de fato o STJ não pode se dar o luxo de manter o ministro ativo, o ministro tocando normalmente a vida dele dentro do do da corte, dentro do STJ, enquanto as investigações acontecem, enquanto essa sindicância vai ou não pra frente.
Tem de ir. Claro que tem de ir. Enquanto as investigações acontecem, o ministro precisa ser afastado, porque ele é um representante do poder judiciário.
E o poder judiciário, se tem em um de seus quadros alguém que cometeu abusos, precisa, obviamente sair da frente, precisa deixar o cargo. Ninguém pode representar o Estado, ninguém pode representar o poder judiciário, sendo que potencialmente age da forma como essas denúncias contam que o ministro agiu. Isso é seríssimo.
É a desmoralização total do Estado, do Judiciário, do STJ. Já não basta o que a gente vê no STF, já não basta a grana que nós estamos ali, a o assédio a dinheiro que parece que está às voltas há muito tempo dentro do STF, agora também assédio sexual dentro do STJ. Pô, mas será que não tem uma corte séria dentro desse país?
É impressionante. Será que o nosso judiciário tá inteiro corrompido? Não é possível.
Então, essas pessoas precisam ser afastadas para que elas não sejam confundidas com a instituição, para que a gente não ache que é a instituição que não serve, para que a gente confie minimamente em quem tem o último cargo da cúpula da justiça no país. Na cúpula da justiça desse país, possíveis assediadores e gente roubando, pô, não tem condição, não tem condições de seguir assim. É importante que isso seja visto imediatamente.
Ele seja afastado, seja avaliado o caso, presunução de inostência devido processo legal, mas seja feito tudo que tem que ser feito e ele fora do cargo até tudo isso ser feito. Vamos aguardar os próximos passos e eu vou trazer aqui no canal a a sequência desse caso, tá? os próximos passos que foram ou não foram dados pelo STJ em relação a isso.
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