[Música] eh lucelma eu queria começar dizendo eu admiro você por vários motivos mas especialmente por dois motivos primeiro pela sua luta incansável em defesa das pessoas e dos direitos das pessoas do espectro autista eu acho isso Fantástico acho que você tem feito um trabalho eh incrível incrível nas redes sociais e eu admiro muito por isso e o outro a outra o outro aspecto além de Outros Tantos né Eu quero destacar dois é a sua defesa também intransigente da ciência das bases científicas das práticas baseadas em evidência no atendimento a essas pessoas e em intervenções educacionais
em geral eu acho que mais do que nunca nós precisamos disso e é com muito prazer então que eu abro aqui para você cumprimentar os nossos alunos do curso e a gente começar esse bate-papo bom Professora Muito obrigado pelo convite em primeiro lugar Obrigado Pelas palavras senhora sempre muito gentil eu ah confesso que é uma ousadia minha aqui D aceitar para dar aula no curso da Ziro del pret de habilidades sociais é um abuso né mas eu aceitei assim mesmo eh pra gente poder dialogar sobre esse tema justamente porque eu acho que esse tema precisa
ser discutido toda sua diversidade né e discutir esses assuntos relacionados também à escola e as pessoas com autismo então muito obrigado é muito bom não tem nada de Abuso acho que você tem uma experiência aí fantástica que precisa ser compartilhada não pode po de guardar a vela embaixo aí da não pode tem que levar para mais gente e os meus alunos estão ansiosos para ouvir você a a no curso a experiência que eu tenho tido lucelmo lucelmo é uma social na minha rede social é as pessoas perguntando sobre autismo quer dizer a importância das habilidades
sociais pro autismo a importância hoje de um trabalho efetivo Junto a essa a essas pessoas e eh por isso mesmo que você tá sendo chamado aqui tá sendo esperado ansiosamente já eu espero desde já chamando atenção para todo mundo que tá por aí que a gente aproveite o máximo as perguntas e tudo mais eu tenho uma série de perguntas pro lucelmo eu gostaria viu lucelmo para começar que você explicasse paraas pessoas o que mudou no dsm4 em relação aos anteriores com a cara caracterização do autismo como t a gente sabe que houve Alterações importantes eh
transtornos que hoje já não são mais aquele nome mas estão dentro do espectro do autista e a partir daí a gente vai conversar sobre as dificuldades associadas especificamente a relações interpessoais então fica com você eu espero que você deu uma Explanada aqui pros nossos estão muito querendo saber sobre isso tá jo eu vou fazer um vou começar antes Para ter uma perspectiva histórica primeiro a gente tem a clareza de que o autismo sempre existiu né Nós temos como primeiro estudo um estudo muito interessante que é um estudo que Analisa um caso do século XVII de
um rapaz chamado de que tem um áudio uns áudios abertos aqui eu vou pedir pro pessoal garantir que os áudios estejam fechados porque tá atrapalhando que eh observar só se tá sempre fechadinho Obrigada tá hã chamado hug debler que é um caso de um muito muito interessante de um rapaz que ele H ele a gente sabe disso porque tem um testamento tem tem um processo judicial porque ele eh ele casou uma um casamento operado pela mãe e o irmão mais mais novo Eh queria ter a herança porque dizia que ele não podia ele não podia
ser herdeiro porque ele tinha um retardo uma coisa assim né uma doença mental vamos falava Na época né E aí ele entrou com o processo E aí esse processo documentou muito bem esse caso muito bem documentado eh então é é uma uma exceção que nós temos então mostrava por exemplo no tribunal as pessoas diziam Qual é o seu nome ele respondia Qual é o seu nome a pessoa dizia não Qual é o seu nome ele dizia não Qual é o seu nome ele repetia ele tinha colar linha todo tempo no tribunal ele tinha um comportamento
obsessivo de a todos os os funerais de Todo mundo todas as com imediamente você conhecesse ou não qualquer lugar que fosse eh várias situações assim né E aí isso ficou teve um livro chamado o autismo na história que é da professora uta frit e de um Historiador que eh que que discrimina descreve bem esse caso mostrando que não é um caso novo mas ele é um caso novo do ponto de vista da literatura científica porque por exemplo os casos que hoje a gente chama de de Transtorno da do desenvolvimento intelectual a deficiência intelectual você tem
um monte de inscrição da a idade média porque são casos mais óbvios o autismo não é assim então Eh cada cada lugar EA acabava encaixando dentro do de um de um conceito esse conceito de autismo começou a ser usado nos hospitais austríacos indivíduos autísticos profundamente autísticos coisas assim e de lá da ustraa saiu um médico que foi paraos Estados Unidos e Criou o diagnóstico lá que é o o Conor né li li o Conor eh li o aser que um ano depois e 44 criou o conceito de de síndrome de ASP porque quer dizer não
era Exatamente esse nome né H era psicopatia da infância que ele chamava lá na própria Áustria só que o do asger por era alemão ninguém leu já o do do Conor as pessoas começaram a ler e aí quando você pega por exemplo o dcm1 que é de 52 e o dois que é de 68 eh você não tem autismo mas Você tem uma descrição dentro da esquizofrenia que mais ou menos equivale ao au ismo né só que dentro do da esquizofrenia eh em 80 o dsm ele ele ele ele saiu de uma base psicanal que
era a base dele e ele adotou uma outra base mais neurobiológica mais científica E aí surge pela primeira vez o conceito chamado transtorno Global do desenvolvimento né transtorno aí nesse sentido era o transtorno do desenvolvimento e aí eh em 1994 sai a Segunda a o dm4 aí uma professora lá na Inglaterra que é lorna Wing tinha traduzido o trabalho do aser e publicado lá ninguém sabia ainda que ele era colaborador nazista Mas tinha uma professora lá que era associada dela que era tipo orientada dela que era ulta frit que era alemã então eles conseguiram fazer
a a a tradução e publicaram em inglês então o trabalho do ASP ficou conhecido E além disso a própria Laura Wing ela escreveu Um livro chamado um artigo chamado eh haverá uma síndrome de áp então era uma pergunta ao frigir dos ovos ela tava dizendo que o que o ASP descreveu era coisa diferente do que o Conor descreveu e mas ela ela dizia depois em outros trabalhos que não não não dava para dizer que era uma síndrome de ASP ela defendeu um conceito que ela chamou de continum do autismo E aí ela publicou esse livro
continuum do autismo depois ela mudou ela mudou de continuum para Spectrum E aí que criou o conceito de espectro autismo mas eh o Consenso entre os psiquiatras estava mais ligado a esse primeiro artigo dela então o que eles criaram nesse eh nesse dsm4 é o conceito de síndrome de aspa né então lá tinha transtorno Global do desenvolvimento como uma assim uma um conceito Master E aí dentro desse conceito havia cinco diagnósticos diferentes diagnóstico não era trans Global Global era a categoria aí você tinha aqui síndrome de aspa que Eu já vou classificar para vocês já
a característica principal porque esse aqui é especial interesse para nós porque quando a gente fala de treino de habilidades sociais a gente tá basicamente falando dele eh tinha um chamado transtorno desintegrativo da infância que é um indivíduo que tinha um desenvolvimento e depois ele tinha uma perda de desenvolvimento chamado também de síndrome de heller né você tem desenvolvimento comum e depois as Habilidades se perdem esse caso ele ele é um caso que no final das contas fica muito Severo você tinha eh autismo tinha aqui o transtorno Global do desenvolvimento sem outra especificação quando era tudo
tinha característica de mas não fechava exatamente nenhum e tinha Síndrome de R né então a a esses eram S esse síndrome de R saiu no dcm5 dcm5 foi publicado em 2013 e o síndrome de R já é de conhecimento genético bem conhecido Então ele virou uma doença genética né Ele é causado pelo por uma alteração no no meic 3 eh que é um é um gene específico aqui que a gente já sabe esses daqui todos viraram transtorno do espect agora o que é importante aqui sobre a síndrome de aspar né O que caracteriza caracteriza essa
condição eh duas coisas primeiro linguagem preservada eh o autismo nesse dm4 ele era uma Tríade prejuízo na linguagem na Comunicação na interação e no comportamento agora ele virou uma díade E eles pegaram comunicação interação e virou um conceito sóo para comunicação social E aí eh e aí você tem eh o o comportamento quando você olha as três características do autismo você não tem prejuízo na na comunicação verbal você tem primeiro prejuízo na reciprocidade socioemocional segundo prejuízo na linguagem não verbal e na interação Entre o não verbal e e o verbal e você tem dificuldade de
fazer amizade fazer e iniciar e manter relações Mas por que eu tô chamando isso tô chamando atenção para isso porque a síndrome de ASP ele incorporou o aser e o aser não tem prejuízo na linguagem mas tem prejuízo na comunicação são duas coisas diferentes eh uma das características que tá lá listado na síndrome de ASP era uma coisa Inclusive era muito usual a presença do que eles cham de fala Pedante que é uma linguagem muito rebuscada usando termos técnicos muito bem articulada mas comunicacionalmente incompetente porque o indivíduo fala bem ele usa palavras buscadas ele tem
uma uma uma uma opção de coisas mas isso não cumpre a função que tem que cumprir que é a da comunicação acho que vocês a maioria sabem que eu tenho diagnóstico de ASP né o meu pai meu pai é uma pessoa ignorante assim né Eh não era uma pessoa estudada Assim ele dizia que eu era reencarnação porque ele ele falava assim não criança não sabe falar essas palavras que ele fala então você era a reencarnação de quem eu não sei aí eu não sei essa parte não chegou a inventar mas era ele achava isso você
veja eh como era como era um problema parece bonitinho né mas é um problema muitas vezes e normalmente é um problema então o aspell é alguém que tem não tem prejuízo na linguagem mas Tem prejuízo na comunicação esse prejuízo se expressa de muitas formas diferentes eh uma delas é na fala pedante a outra é uma alteração muito profunda na prosódia pode ter uma teração na prosódia não necessariamente né mas é que que é a prosódia É ritmo intensidade basicamente frequência intensidade então Eh eh a pessoa pode falar desta forma aqui que eu tô falando com
vocês que é no monotom ele pode falar por exemplo de Uma maneira que seja e incompatível o que você tá falando com o o conteúdo com que você tá falando né com a forma eu digo assim Nossa tô muito feliz hoje hoje teve tal coisa eh tal coisa aconteceu Então veja eu tô falando uma coisa que é feliz eu tô comemorando mas a maneira que eu falo não acompanha o conteúdo Então isso é uma é uma é uma uma falta não dá match como você tá falando do que você tá falando né E tem outras
outras alterações na pro zóia que São importantes e o aser ele tem um cognitivo preservado eh ele não tem problema por exemplo de deficiência intelectual agora isto não quer dizer que que ele consiga resolver todas as coisas então esse é um problema muito comum eh que é o seguinte você atribuir à inteligência coisas que a inteligência não resolve a inteligência no sentido formal de que tá E por favor gente eu sei que se fala muito de de inteligência E a gente questiona muito e de fato é um conceito complexo é um conceito estudo mas o
QI é uma é é uma é uma é uma medida muito importante muito consolidada tá ele não resolve todos os problemas mas ele eh porque às vezes a gente tem muitos discursos pseudocientíficos nesse Campo da Inteligência é importante a gente evitar né então por exemplo exatamente eh e pessoas com com síndrome de aspar né Elas podem ter eh problemas que são eh Eh problemas de teoria da mente de se colocar no lugar do outro e portanto isso traz um monte de problema do ponto de vista cognitivo eu sempre dou um exemplo todos Lar que eu
vou normalmente eu ando com as bonecas aqui na na minha bolsa já mostrando né mostrando o teste de teoria da mente que é assim você pega duas bonecas e e uma B você diz assim olha você diz PR criança né Tem vários testes tem teste com boneca com pessoa todo tipo de gente boneca c e n teste Original que 85 e e Essas bonecas aqui e essa boneca aqui ela tem ela deixou uma coisa aqui uma bolinha numa cesta e ela saiu você tira norment essa que tirou da cesta e PIS na Caixa aí essa
boneca volta onde ela vai pegar onde ela vai procurar na sexta onde ela deixou ou na caixa crianças com desenvolvimento típico sabem que é na cesta crianças com síndrome de down com deficiência intelectual também sabem que er na cista e crianças com autismo eh sem Deficiência intelectual É raro disseram que era na caixa onde ela tava porque não conseguiam se colocar no lugar dela para perceber que ela não tem como saber que tem mudado ISO Mas o que eu quero dizer is é o seguinte é que isso não é resolvido pela inteligência então tem inteligência
preservada mas não quer dizer que as questões cognitivas são resolvidas agora no dsm5 todas essas coisas se juntaram virou um diagnóstico só chamado diagnóstico de transtorno do Espectro autista então o espectro vai cumprir desde Eh caso de S de ASP ter transtorno desintegrativo da infância o que o dsm tem é níveis então ele diz nível 1 dois e três esses níveis eh eles não são de gravidade são nível de suporte então ele o nível ficou muito confuso é assim nível um precisa de suporte nível dois suporte eh eh eh substancial e nível três suporte muito
substancial Então você vai desde o caso que precisa de um pouco de apoio ter o Caso Totalmente Dependente e só para finalizar eh em geral o Cid eh acompanha o dsm o dsm éem específico transformo mental o sid fala sobre tudo então em geral sai um dsm o Sid vai lá acompanha neste caso não vai ser isso o CD1 agora não não acompanhou o dsm No que diz respeito aos níveis Então não vai ter mais nível vai ter assim autismo aí você põe especific duas com ou sem deficiência intelectual ou eh eh com Linguagem preservada
minimamente verbal ou não verbal Então essa história de nível A gente ainda tá falando nisso mas provavelmente ano que vem Deixaremos de falar então era isso eu ia perguntar exatamente sobre isso para você porque Quando você diz que o autismo tem a inteligência preservada Mas o que eu tenho visto é essa questão de com o sem deficiência intelectual ou até com com com a questão intelectual eh alta né com um nível Intelectual muito alto então essa eh isso daí acaba gerando eu tô perguntando isso porque eu acho que isso tem Impacto e tem implicações muito
importantes nas intervenções mesmo quando você vai ensinar habilidades sociais depois quero discutir um pouquinho sobre isso porque eh nesse caso eh o que eu percebi é que nessa classificação qualquer um dos níveis pode ter comprometimento intelectual qualquer um dos níveis Então tá claro é assim mesmo Então vamos lá eh o o CDC Ele publicou recentemente aquele dado que acho que todo mundo viu falar que é um a cada 3 se eh crianças né com autismo só que que é um artigo o artigo tem outras informações artigo diz o seguinte 31% desses estudantes eh eles pegaram
a corte de 8 anos né Tem deficiência intelectual também e porque eu tô falando da idade porque a deficiência intelectual ela só dá para ser avaliada Ali a partir de 5 anos em alguns casos você só vai saber um pouco mais tarde mas eh em princípio ali eh eh com 8 anos 31% com deficiência intelectual e Ah que que é deficiência intelectual você tem a média de de de q de 100 então eu tenho é meio arbitrário dois desvio padrão 70 para baixo se você tiver abaixo de 70 e tiver prejuízo funcional é deficiência intelectual
só que quando você tem um desvio padrão abaixo né de 85 a 70 também é um prejuízo cognitivo muito Significativo mas não cumpre o critério de deficiência intelectual Então vamos lá 31% tem deficiência intelectual e 25% tá nesse um desvio padrão aqui ou seja de 85 a 70 dentro da da Média Pelo menos é não não é tá não tá abaixo da Média tá bem abaixo abaixo da média é é e aí você tem portanto com prejuízo eh com prejuízo eh eh eh cognitivo significativo a maioria E você tem 44% sem prejuízo cognitivo esses 44
sem com prejuízo uma parte tem também a Dupla a tem a a altas habilidades portanto a gente chama de dupla excepcionalidade se você olha a gente não tem bons números sobre isso mas se você olha entre as pessoas que têm altas habilidades a a probabilidade Deles ter em autismo ela é similar à probabilidade geral 2.8% mais ou menos isso então a gente tem uma quantidade mas ela não é tão grande e o que que é importante dessa história então portanto né é que primeiro A grande maioria dos autistas Tem prejuízo intelectual agora antigamente a antigamente
não na pesquisa científica como é que a gente se como é que a gente se comunicava sobre esses níveis a gente dizia leve moderado Severo E essas expressões elas nunca tiveram em nenhum DM só que elas elas eram elas são ainda expressões utilizadas na pesquisa científica para dizer respeito muito muito respeito a esse essa funcionalidade intelectual então mais ou menos era Severo é aquele Não verbal com com deficiência intelectual moderado é aquele com prejuízo eh intelectual mas não necessariamente deficiência intelectual ou como uma deficiência intelectual leve e o leve ou de a funcionamento né Eh
às vezes eh traduz para autodesempenho no Brasil tem um livro que é traduzido assim mas não acho bom mas aut funcion High functioning altos né em inglês era aqueles sem deficiência intelectual quando veio essa história dos níveis Virou uma bagunça por olha e o nível foi muito ruim é por isso que o c abandonou e preciso de ajuda certo é o nível um Eu por exemplo do céu eu tenho uma terapia semanal e eu tenho digamos assim um pouco mais de compreensão na família as pessoas mais próximas tá tudo bem é isso não precisa de
mais nada é um caso bem Sutil e o meu filho ele não vai ao banheiro sozinho pelo menos ele não faz tudo que el precisa fazer no banheiro sozinho Portanto ele precisa de alguém o Dia inteiro do lado dele Então nesse caso caso ele acabou acompanhando a questão intelectual Mas vamos imaginar o seguinte V imaginar alguém antigo aspa ah numa fase por exemplo que que tá se machucando um adolescente que tá se machucando eu preciso de alguém o dia inteiro do lado dele porque senão ele se machuca então prec suporte é então eu vou dizer
que ele é nível três mas ele não é o Severo que a gente falava antes entendeu então e então ela esse esse Nível 1 2 e TR ele introduziu um problema que eh que às vezes alguém por exemplo ele tem deficiência intelectual mas ele ele ele aprendeu a habilidade funcional tão bem que ele ele pode passar maior parte do dia aí eu vou chamar ele de nível um então ele virou uma confusão esses níveis eh de modo que o sid vai abandonar por causa disso ele não ele não descreve mais nada agora a lanet criou
uma uma comissão sobre so sobre eh sobre o a Liderança da Katherine Lord que é grande pesquisador criou a aos e tal né eh e aí eles eles eh publicaram um relatório um dois anos atrás dizendo o seguin criando um novo conceito que eu não sei talvez seja uma hipótese que esteja no próximo do smm que é o conceito de autismo profundo então o que que seria o autismo profundo seria alguém com deficiência intelectual não lembro acho que que abaixo 50 não me lembro exatamente e que que realmente não é verbal que não tem Autonomia
e que passou de 8 anos porque os que são menores podem ter muito curso de prognóstico então eles pegaram um recorte de 8 anos então talvez Em algum momento a gente vai falar nesse conceito Mas pelo pelo Sid são só os especificadores isso é muito importante o que você tá apresentando porque traz pra gente a seguinte questão que é eu acho assim a a chave para qualquer intervenção efetiva você não pode se basear em classificações as Classificações em nada ajudam cada criança Cada pessoa tem as suas características e são ess as características que precisam ser
avaliadas observadas fazer análise funcional disso e preparar uma intervenção apropriada a cada uma dessas desses dessas dificuldades identificadas então isso para mim traz assim em termos de habilidades sociais acho que tem muitas implicações mas antes de falar disso eu gostaria que Você falasse assim eh ainda em termos de habilidade sociais agora quais seriam as principais quer dizer você tem lá em termos de classificação e de Diagnóstico até os três critérios né a de de na parte de habilidades sociais na verdade ficou dois agora né então nesses dois se você for especificar as dificuldades específicas que
você tem visto que você tem constatado quais seriam aquelas que mais eh impactam na qualidade de vida e Quais que são aquelas que são mais comuns que requerem de todos esses nossos alunos aí que estão se especializando em habilidades sociais um trabalho mais específico associado é claro A análise do comportamento aplicada isso é muito importante eu tenho enfatizado isso no curso a aba e a habilidades sociais caminham de mãos dadas não é específico do autismo é alguma uma área é uma é um campo aí de produção de conhecimento de aplicação de Conhecimento que faz parte
da história das habilidades sociais e que tá presente na maior parte das nossos procedimentos das nossas estratégias de intervenção também independente de a da pessoa ser ter desenvolvimento típico ou atípico então a questão que eu quero enfatizar aqui é importância da gente considerar dificuldades específicas e uma análise individualizada de cada cliente tá então queria só que você comentasse assim na sua experiência Prática Quais são quais têm sido as principais dificuldades que requerem a atuação especializada do psicólogo formado e preparado para atuar em habilidades sociais atenção gente isso é importante para todos vocês certo e comecem
a a pensar nas perguntas que vocês fariam Ok vamos a aumentar aí a pressão sobre o lucelmo para ele responder tudo que ele puder que possa nos ajudar Inclusive a uma prática mais efetiva combinado vamos lá vão anotando As perguntas vai lucelmo Diga aí ó eu tenho um sobrinho autista eh que faz faculdade de direito e aí ele um dia ele tava muito muito chateado porque porque uma menina xingou ele na sala e todos os outros apoiaram E aí ele descobriu que a sala inteira odiava ele eh muito se odiava assim muito muito até de
fazer ameaça assim muito odiavam muito e aí aí eu perguntei para ele assim o que que aconteceu aí ele tava me contando as histórias eu vou contar aqui A história para vocês vocês entenderem ele ele ele tinha feito direito do teu segundo ano em uma outra cidade E aí ele veio para cá E aí ele ele viu ele tava ele tava no ônibus e ele viu a menina com um livro de direito do primeiro ano aí ele cheg e falou ass Oi oi essa era essa menina que tava liderando lá oi oi vem cá vem
cá eh deixa eu te falar vou te dar umas dicas de leitura aqui e E aí ele fou Poxa eu dei uma dica de graça para ela eh porque eu vi que ele tava Ela tava com livro de primeiro ano eu sabia mais eu fui lá dar uma dica para ela fez uma coisa tão boa e não foi compreendido e ele e ele indignado porque que ela tinha achado ruim que ela ela tinha que ter achado bom E aí ele tava E aí ele tava me contando mais né Aí eu fui perguntando mais aí ele
tá ele senta na frente na primeira ca da frente aí o professor tá explicando o conceito e aí alguém lá atrás diz assim caramba isso complicado hein aí ele disse Professor professor só um minutinho aqui ele vira para trás e fala deixa eu explicar para vou explicar agora para vocês para vocês entenderem e começa a explicar PR os alunos e ele assim não tem lógica não tem lógica eu tô explicando para eles eles falaram que é difícil eu tô explicando Não tem lógica eles não gostarem Então o que eu quero dizer com isso é que
aí eh tem a ver com com essa dificuldade que de de tudo é o que eu mais vejo eh que existem uma Existe uma comunicação entre eu falei dos três primeiros critérios reciprocidade eh comunicação não verbal e ã e e fazer amizades com os os outros que é o comportamental que são quatro aí tenho estereotipia eu tenho eh eh a hiperfoco Eh inflexibilidade aí aqui que eu queria chegar a inflexibilidade com esses esses três primeiros S Então você pode fazer um julgamento lógico eh de certas situações e e isto ser completamente um problema porque você
Não tá se colocando no lugar do outro para entender então a cognição social prejuízo na cognição social que é esse prejuízo aqui que eu tava explicando a teoria da mente aliado a inflexibilidade eh psicológica ela cria ela cria um um um Trap né uma um sei lá uma arapuca pra gente E aí essa dificuldade de você romper o que é a lógica e o que é a perspectiva real das pessoas é o grande desafio Na minha opinião na maioria dos autistas então o exercício de de poder Imaginar interpretar o que que o outro Tá imaginando
o que que ele tá pensando sobre certas situações é grande um grande um grande problema Portanto o maior problema não é a mim parece que não é a habilidade enquanto performance eh a cognição enquanto mecanismo de tomada de decisão de qual habilidade eu vou sacar entende essa é a minha a minha perspectiva o segundo agora enquanto gente olha isso é muito importante isso tem a ver exatamente com aquela escolha Do que fazer num processo interativo você para escolher você tem que considerar a perspectiva do outro o tempo todo e é isso que ele tá falando
não é essas essas crianças têm essa dificuldade porque ele tá vendo da perspectiva lógica dele mas ele não tá conseguindo perceber a perspectiva do outro nessa situação exatamente e assim eh esse é um ponto o outro ponto enquanto Campo o que eu vejo eh é mais complexo de o que mais tem Demanda Principalmente quando você trabalha com adolescente adolescente para adulto nós temos trabalhado muito na Luna com adol cente adulto né é o campo de relações amorosas eh a as habilidades sociais de intimidade isso tem sido um problema muito grande por é o seguinte eu
vou explicar por primeiro motivo número um porque a motivação é muito alta ela é Implacável então se a motivação é muito alta isso também quer dizer que se ela não for bem sucedida Ela vai criar um problema psicológico indivíduo brutal com certeza depressão ansiedade ação suicida suicídio para lá para lá para lá então esse é um problema segundo é que ela é muito Sutil é cheio de código é cheio de coisas sub coisa sub repetía nada é dito em lugar nenhum nada é óbvio tudo é muito complicado se se por exemplo eh eu sempre dou
um exemplo eh baseando no trabalho da professora né que que ele tem a ver com a com a com a com o atendimento à função Tem lugar que você diz assim olá bom dia será que eu poderia conversar com você tem lugar que você diz e aí já é veja em teros de topografia como é diferente e e em cada se você inver é a mesma é se você inverter o contexto você não vai ser funcional portanto adaptativo não diz respeito à descrição da topografia diz respeito a contexto e esse contexto é um contexto não
dito é um contexto subrepticiamente um rapaz incrível que chama Thiago Florêncio E aí ele tava ele tava falando de um caso que ele tem autorização lá para falar e é o seguinte vou explicar e aí eu tenho uma uma pequena divergência dele não sei exatamente vou discutir com ele um pouco melhor é um caso que Ele atende Que el ele é casado e e assim eles se amam Mas eles brigam o tempo inteiro e aí eh ela tá tentando entender e aí eh e aí ele falou de algumas coisas outras coisas que eram erradas que
tinham sido propostas e ela tava dizendo O seguinte que ele falou assim bom pensa num elogio que você possa fazer PR sua mulher o melhor elogio elogio que você consegue fazer aí ele disse o seguinte o o o cliente o melhor elogio que eu consigo pensar para ela se eu pudesse falar para ela é que quando eu penso nela eu penso nela como uma S10 cabine dupla com moquer Desculpa não deu para ouvir uma S10 cabine dupla meu Deus ok Ela deve ter ficado felicíssima Com isso e aí e aí o Tiago tava dizendo o
seguinte bom quais os caminhos que a gente pode tomar caminho número um eu posso ensiná-lo a fazer outros elogios que sejam um elogios mais apropriados caminho número dois é ensinar a a ensinar ele a descrever a ela a maneira que ele pensa que ele sente para que ela entenda que quando ele fala isso ele tá dizendo que ela é o suprassumo e ele tava dizendo E eu acho que é isso que a Gente tem que tomar esse caminho que a gente tem que tomar e eu prefiro que ele diga que ele é uma uma caminho
duplo e eu vim aqui no congresso 800 pessoas Dizer para vocês que eu acho que a gente deveria discutir de que maneira a gente pode entender melhor isso Então veja eu entendo parcialmente ele dentro de um casamento agora eu não vou educar a sociedade inteira paraa menina achar muito bom quando ele chamar ela de uma cabine dupla na vida Real né então agora então eh eh eu acho que é é é uma questão contextual também se eu vou ensinar um indivíduo a habilidades sociais de intimidade eu tenho que considerar que ele tá no mundo que
ele tem que ir sei lá na boate numa festa sei alguém e se ele quiser chavecar alguém se ele quiser que dê certo ele não pode chamar ela de cabelinho duplo de se cabelinho duplo né então eu tenho que eh eh eu eu tenho que ensinar ele formas só que Veja só eu Chego no lugar e digo assim oi tudo bem Posso sentar com você para Posso sentar aqui conversar um pouco você pode bom então eu tenho já uma possibilidade pode ou não pode Bel isso binária Ok mas depois ela vai falar o que para
mim ela pode falar 1800 coisas aí eu falo uma coisa e aí você vem sempre aqui ela pode falar 1000 então para cada uma possibilidade Qual o problema eu não posso treinar uma por uma porque cada uma abre 1000 C abre uma abre 1000 cada Uma abre 1000 Então eu preciso ter uma uma formação um uma um treinamento de de uma competência social daí a importância desse desse conceito que a professora zildo e o Almir Professor Almir trouxeram para eu poder tomar decisão Em cada uma delas e essa decisão atender a essa funcionalidade O que
é muito difícil então resumindo que eu acho que problemas maiores é cognição social é é é o maior quer dizer porque ele vai enfrentar não a falta de habilidade mas Vai enfrentar a inflexibilidade psicológica e a outra questão é são as habilidades sociais de intimidade que é a grande demanda dessas pessoas é eu acho que essa segunda parte que você tava falando aí tem tudo a ver com as metáforas com a ideia de sentido figurado de muitas coisas o tempo todo com a a o que a gente chama na psicologia de learning sets você tem
que ter conjuntos de aprendizagem maiores né que acabam Agrupando eh formas de responder que são flexíveis e são intercambiáveis mas não eh ponto a ponto porque não dá para você prever o que o outro vai falar a cada momento mas você tem que ter critérios mais amplos mais Gerais e até acho que uma coisa que falta aí eh lucelmo que é bastante importante é a uma sensibilidade ao impacto do próprio comportamento por quê Porque se a pessoa for guiada pelo impacto do próprio Comportamento ela pode ela própria e descobrindo formas alternativas de lidar com situações
em que as coisas não deram certo mas para isso ela tem que identificar quando não dá certo isso daí eu acho que é uma aprendizagem bastante bastante importante mesmo que tem tudo a ver com a inflexibilidade e até com as questões aí ligadas à afetividade a a relação afetiva o que que dá certo o que que não dá certo até perguntar até perceber Observar sinais e aquela coisa que você falou sinais não verbais toda essa percepção não verbal que acaba impactando gente nós falamos bastante até agora se alguém tiver perguntas a gente podia abrir uma
rodada de perguntas né lucel pois a gente respond gente eu eu organizei aqui com o pessoal eu vou passar o chat primeiro e daí a gente libera as mãozinhas tá E aí eu vou liberando um a um eh pergunta Tem Aparecido alguns casos Para avaliação de adolescentes que são verbais tem um nível de interação médio porém Em algumas situações demonst comportamento inadequado de interação ou se cansam rapidamente e logo preferem ficar sozinhas e pouca flexibilidade de comportamento e cognitivo como dar um diagnóstico para a família quais habilidades deveremos dar F é uma essa é uma
pergunta complexa porque elol Oi tem muita coisa aí nessa Pergunta Tem muita coisa Prime diagnóstico e diagnóstico não é uma área que eu tenha expertise eh e eu acho que não é essa A grande questão pelo menos do ponto de vista de habilidades sociais como o professor falou eh o que eu vejo é o seguinte a gente eh eh a a todo o processo de intervenção é um processo de Mão Dupla então por exemplo quando a gente olha eu eu já li muitas pesquisas sobre casamento e namoro entre com pessoas Autistas com outras pessoas de
longe a maior a maior eh a maior maior problema é o tempo que se passa junto a a pessoa dentro de um casamento a pessoa com desenvolvimento típico quer passar muito tempo junto e a pessoa com autista quer passar pouco tempo porque ela ficar muito tempo sozinha e e todas as pesquisas apontam que esse é o grande pepino e e é muito difícil porque do ponto de vista da do da pessoa típica no no no casamento parece algum tipo de Desmerecimento ele não me ama não quer ficar comigo não tem interesse por mim né minha
presença não é reforçadora do ponto de vista da pessoa com autismo ela ela tá cumprindo um existe um certo tempo em que aquilo é é é reforçador depois de um certo tempo aquilo pode não ser mais reforçador isso vale tanto do ponto de vista de relação amorosa quant do ponto de vista de uma relação não amorosa então eu diria o seguinte a primeira coisa é a gente entender Qual é Esse tempo de interação então eu vou imaginar assim ele ele interage x tempo depois ele espana aqui não dá mais certo primeira pergunta será que esse
tempo aqui não tá bom será que a gente não pode ensinar ele a se autom monitorar e a perceber que aquela relação naquele momento não é mais satisfatória ele poder ficar sozinho ele poder eh ficar tranquilo ele poder descansar e ele então então qual é o problema o problema é que eh digamos assim eu eu interajo 2 Horas ou duas horas seguidas depois de Du horas eu começa a espanar e meu comportamento começa a ficar inapropriado só que será que ele percebe essa transição daqui Ele olha para si mesmo e consegue fazer esse monitoramento para
dizer a partir daqui eu não tô mais bem aqui não me faz bem então se veja se o cliente tá na seu consultório tá dizendo assim não eu quero ficar 3 horas é diferente agora a primeira coisa é a gente ajudar ele a Perceber quando que ele tá bem quando que ele não tá bem e aí ele toma uma decisão eu quero aprender a ficar mais tempo ou eu quero aprender a me reservar a me preservar e dizer não para mim tá suficiente eu vou organizar a minha vida de modo que isso seja que isso
seja satisfatório eu sempre eu sempre conto uma história uma uma uma um arranjo que é um arranjo super inusual eu e a minha mulher eu eu não tenho eu ten Eu amo a minha mulher muito muito mais que eu já Amei qualquer pessoa mas nós vivemos em dois apartamentos um diferente pro outro nós não vivemos no mesmo então eu eu saio da minha casa e eu vou eh eh no mesmo andar assim por quê Porque eu tenho muita necessidade de ficar só e eh e ela e aí a gente vai encontrar quer dizer por exemplo
pode ser que eh certo momento ela precise demais eh e eu vou dizer assim Bom de que maneira que eu consigo ficar mais então a gente fica assistindo filminho fica reduz um pouco De interação mas a gente tá junto então a gente vai encontrando formas de de estabelecer isso de modo que e me parece que essa seja uma questão eh principalmente de automonitoramento e e de autogerenciamento e a e e aí a partir daí eventualmente se de fato esse esse nível for muito menor do que o o nível apropriado né pro desenvolvimento de uma vida
saudável eh o que precisa fazer é um pareamento na minha perspectiva iamento dessas habilidades sociais como É que ele pode encontrar formas dessas habilidades sociais serem satisfatórias aí tem que entender no caso concreto por que elas não estão sendo por exemplo pode ser que ele tenha um um hiperfoco muito forte ele só gosta de falar de uma coisa e aí qualquer relação vai ficar vai ficar insustentável e talvez aí a gente tem que fazer um treino eh de de de aumento de repertório para por exemplo ele gostar de falar de tópicos que não são tópicos
da sua preferência e Talvez sejam outras coisas aí tem que aliar entender Qual é o caso concreto Mas sempre pensando numa numa via de Mão Dupla entre eh eh ajudá-lo a entender os seus próprios limites e como é que ele arranja a sua vida nisso ou como que ele pode superar esses limites dentro de qual é o quadro que tá produzindo essa versiv perfeito perfeito eu acho que é por aí mesmo quer dizer o tempo todo tem que considerar as necessidades né da do cliente as necessidades da pessoa e as Necess idade dos interlocutores o
tempo todo e esse arranjo essa negociação por exemplo você acabou de dar um exemplo de uma negociação mas essa negociação implica reconhecer tudo isso implica eh tomar consciência de tudo isso e também ter objetivos Claros O que que eu quero por exemplo eu quero manter a relação com outra pessoa Quais as condições para isso o que que ela precisa eh esse ensinar a olhar para o outro é alguma coisa que dá para melhorar não pode até Ter toda uma uma base aí até orgânica de dificuldade mas dá para gradualmente dar uma melhorada nisso especialmente se
você na próprio processo terapêutico no pró próprio processo de atendimento você inclui a outra pessoa não precisa ser só aquela pessoa né os interlocutores precisam estar também presentes Bom vamos lá mais perguntas Vamos lá eh Bianca vou pedir praa Helen dar uma olhada na pergunta dela só se ela poder eu vou mandar uma mensagem particular Para ela ajustar uma um pedaço só pra gente entender melhor aí eu volto nela tá eh Bianca Olá bom dia eu faço parte do espectro com diagnóstico tadil suporte um e a dupla excepcionalidade e as minhas é e as minhas
maiores dificuldades estão no processamento sensorial E a ressaca social gostaria que o lucelo falasse um pouco sobre isso acho que tem um pouco a ver com o que ele falou agora é eh essa é uma dúvida que que eu não Sei responder assim em que medida que esse esse tal da ressaca social como a gente diz né que ela tá relacionada às questões eh sensoriais não tá claro isso na literatura sabe eh eh se é sensorial ou se é social né tal da da às vezes eles usam teoria das colheres né às vezes né que
você gasta como vocês gastassem uma bateria social ali depois você fica eh meio desgastado às vezes a gente chama de shutdown né Eh que você teria você Teria uma uma quase um desligamento né esse desligamento poderia se dar por por sobrecarga sensorial ou por sobrecarga social também eh mas eh eu não sei se é a mesma coisa assim eu não sei dizer e nós não temos estudos que digam que digam suficientemente bem disso mas veja eu eu acho que essa é uma questão que tá relacionada justamente à dificuldade de automonitoramento e autogerenciamento por você a
a diferença é que vou Imaginar que eu fique bem eh até 3 horas de interação 3 horas de interação fico bem depois de 3 horas eu eu não fico bem só que possibilidade número um eu começo a emitir comportamento problema naquele momento eu começo ser antipático começo ser agressivo que é o caso que a outra pessoa falou no outro no outro caso não eu continuo mantendo um comportamento social só que depois eu isso me destrói eu fico mal e eu passo por isso eventualmente às vezes também eh mas eh Eu acho que tá na mesma
categoria Eu só não sei se tem relação sensorial E aí E mais uma vez né a o caminho é aut automonitoramento e autogerenciamento eu ter que tomar a decisão naquele caso se faz sentido eu continuar naquela interação ou não esses dias por exemplo o que aconteceu foi o seguinte eu fui para um lugar e aí tinha que viajar de carro só que a viagem era 6 horas eu não nem sabia não fui para esse Lugar e aí a pessoa uma pessoa foi conversando o tempo inteiro e aí eu e aí você eu eu fui respondendo
a pessoa fui conversando porque também não ia deixar a pessoa né porque me parece que que era inapropriado E aí depois eu fiquei Detonado destruído assim fiquei os dois dia mal assim Acho até que piorei de saúde fiquei mal assim fico mal mesmo eh mas é é é é uma decisão que eu tomei eu sabia normalmente Eu evito esse tipo de situação mas uma decisão que eu tambm Ali e aí você lida com as consequências o importante é at que clareza e do que você tá aonde você tá entrando e qual qual qual decisão você
vai tomar Nossa o que você tá falando mostra bem ó até agora tudo que o lucelma falou Mostra a importância da dessa questão do automonitoramento né o autogerenciamento emocional o automonitoramento de como você tá se sentindo a cada instante as decisões que você tem que tomar usando ao mesmo tempo aquilo que você tá Sentindo aquilo que você tá pensando e o que você quer da interação o que que você quer na relação com a outra pessoa e como o impacto do que você tá fazendo sobre a outra pessoa tudo isso é automonitoria tudo isso é
a base a forte no trabalho com essas pessoas com todas essas pessoas independente do nível intelectual eu eu ia comentar sobre o nível intelectual para eh pelo seguinte eh quando a gente fala em sentimentos Oi conseguiu Oi alguém tá com o áudio ligado eh deixa eu terminar eu ia falar como sobre a questão intelectual no sentido o seguinte quanto maior o nível intelectual mais a gente pode recorrer a procedimentos de instrução de orientação de aquelas pessoas por exemplo que fazem cartõezinhos sobre o que vão conversar num o que vão fazer numa conversação né não sei
se vocês assistem o monky mas o Monkey faz isso um monte de papelzinho ele não vai para uma conversa sem ter a listinha dos papéis Ah ele falou tal coisa deixa eu ver o que que eu posso falar nessa situação mas se as pessoas com nível maior eh intelectual memória melhor inclusive elas podem guardar tudo isso e meio que decorar tudo isso é como a questão das metáforas né lucelmo nas metáforas também a pessoa vai vai ter que aprender quase que decorar possibilidades aí pode ser que ela Decore todas as possibilidades de metáfora da língua
para poder se virar mas de um modo geral não é isso que acontece a gente tem que descobrir formas mais funcionais de fazer a pessoa chegar a esse essa sensibilidade na interação né que é mais do que simplesmente seguir um um script seguir um protocolo seguir uma série de instruções vamos lá mais perguntas eu vou liberar agora a cásia que tá a mão levantar depois eu volto para as Perguntas a Bom dia a todos eu não entendi o que você fal sou de a cia vai fazer uma pergunta vamos ver se ela trabalho com bom
cásia Diga aí são autistas e eu tenho um filho suporte nível de suporte um e tá na adolescência 14 anos todos os dias tem uma demanda diferente grande problema interação social e ele tenta todas as vezes que ele tenta eh participar do grupo eh Acontece uma tragédia e uma das coisas que ele que a Gente tem tido muita dificuldade com ele é com relação às piadas ele entendeu que as piadas é uma forma para ele se aceito pro grupo e ele tenta repetir algumas coisas às vezes quando alguém conta quando ele Conta uma piada e
alguém ri ele fica repetindo a mesma piada fora de contexto ou eh ele faz piadas que para ele na cabeça dele faz algum sentido ou porque ele assistiu algum meme alguma coisa e ele joga aquilo e normalmente causa muito estrado né porque ele passa Por eh as piadas são sem graça ou elas têm alguma algum teor eh preconceituoso e ele F Mas eu não fiz nada eu não sou preconceituoso vou te dar um exemplo do que aconteceu numa das vezes ele ele pegou um lápis de cor que são as cores da pele colocou a cor
da pele dele fou minha cor é essa e perguntou pro amigo negro qual que era a cor Dele isso o menino ficou super ofendido porque achou que ele tava sendo preconceituoso até ele conseguir explicar isso gerou um transtorno na escola e essas coisas foram gerando inclusive ele ele participou de vá ele ele sofreu vários bullyings muito pesados inclusive Cyber bullings porque ele quer arrumar uma namorada os meninos sabiam que ele queria arrumar uma namorada criaram perfis falsos E aí foi um foi um desastre Então eu queria que Você falasse um pouco com relação a essa
questão da piada né como que a gente pode trabalhar isso porque isso isso assim a gente fez uma lista para ele sobre assuntos que ele não pode fazer piada para ver se segura um pouco né E aí ele fica super pera aí para mim saiu o áudio é saiu o áudio aí última frase só então ele ele não ele não ele não consegue entender né ele quer ser engraçado ele quer fazer parte Do grupo e Normalmente eles sempre se o o grupo repele ele né e ele não consegue entender o por disso e a gente
vem trabalhando isso com ele eh insistentemente mas ainda é muito difícil porque ainda tem uma rigidez ali cognitiva para entender isso Ó eu acho tá eu acho um assunto muit muito difícil muito complexo eu e a professora Zilda até falamos disso na última Live né sobre treinamento de de piadas para comprer e o o estudo é um estudo que Saiu na no Jaba né que é o Journal of applied behavior analysis E aí ele é ele é um estudo que ensinou crianças a entender piadas e apreciar piadas então então mais ou menos o procedimento era
o seguinte E aí eu vou falar independentemente da pesquisa né que a gente tá até discutindo como fazer e o professora eh você pega uma piada e apresenta uma piada são piadas aquelas piadas de salão piadas de duplo sentido né você Apresenta uma piada e você pergunta para ele se é engraçado ou se não é engraçado aí ele vai coloca só que você apresenta piadas e não piadas para entender para saber se tá discriminando ou não E aí vai se ele começar a dizer que tá apreciando as piadas e não as não piadas significa que
ele tá discriminando né eh e aí depois você pergunta Por que essa piada é engraçada E aí essa E aí ele e aí e aí eu tô falando fazer treino de um monte de piada né E aí ele vai dizer Onde tá o duplo sentido eu vou dar um exemplo da piada que tá lá no no estudo é assim eh Por que que o nove tem medo do sete porque seven eight nine e em inglês é comeu Porque o sete comeu o o o nove então ele ele é uma palavra que significa oito e comeu
então ele vai identificar onde que tá o duplo sentido e se aí se se ele não identificar você dá uma dica eh ah qual é eu não lembro Quais qual aqui de dica mas é tipo assim qual palavra aí qual desses números que Tem uma palavra que tem outro sentido aí ele vai procurar nas três palavras aí você dá uma dica maior e o oito e qual outro sentido que pode ter ou você põe uma imagem do do sete comendo nove aí ele entende aí eu passo pra próxima o problema que é o seguinte o
que que isso significa significa que a gente aprende por múltiplos exemplares é aquisição de conceito eu vou vou vou voltar lá atrás para falar sobre aquisição de conceito eu vou dar um exemplo de de de modelo Animal não porque eu tô querendo dizer que que que pessoas são iguais os outros animais são animais também mas são são mais complexos mas aí fica mais simples eles pegam uma uma imagem assim e ou ela tem uma pessoa ou não tem uma pessoa e eles apresentam para um pombo se o pombo bicar que tem uma pessoa eles dão
ração se ele bicar que não tem uma pessoa eles vão dão uma ração mas se ele deixar de bicar o que não tem uma o que tem uma que não tem uma pessoa eles dão ração Quer dizer o pombo tem que saber se tem uma pessoa na imagem ou se não tem então o pombo é recompensado quando ele de fica se tem a pessoa ele bica se não tem ele não bica e aí eles começam a apresentar um monte de foto de pessoa branca Negra vermelha cabelo grande velha nova criança bebê um monte e os
pombos começam a aprender daqui a pouco o pombo e ele ele ele toda a imagem pode ser uma imagem gigante se tiver uma pessoa ele bica se não tiver ele não Bica porque sempre ganha isso isso é o que a gente chama de aquisição de conceito tá ele tem um conceito de pessoa não quer não quer dizer que o pombo diz olha Ser ou não ser isso a questão penso logo existo nada disso mas o pombo adquiriu o conceito porque ele sabe discriminar quando tem quando não tem Tem até uma uma uma fato engraçado nessa
pesquisa que tinha uma imagem eh que eles disseram o seguinte essa imagem vários Pombos erraram vamos ver o que que tem nessa imagem que confundiu os pombos E aí na imagem tinha um ser humano bem no cantinho quer dizer que o pombo sabia mais que os doutores e o pessoal com doutorado e e isso tá no no no livro Princípios elementares do comportamento do Way e malou bom mas o que eu quero dizer com isso é o seguinte que eh quando a gente é criança a mãe da gente pede pega o maior aí a gente
pega qualquer um aleatoriamente se a gente Pegar o maior ela isso mesmo se pegar o menor ela diz não não não esse o outro a a gente acerta o maiora dizer Ok e a gente faz isso tantas vezes que depois de um certo tempo a gente começa a saber o que é maior e menor não é que a gente tem um conceito de maior e menor é gente o conceito e eh a definição a gente só sabe qual é o maior ou menor por múltiplos exemplares Então o que eu diria é o seguinte primeiro essa
é uma possibilidade fazer um treino específico É uma possibilidade para ele entender então esse é o treino você apresenta uma piada vê se ele piada ou não piada vê se ele se ele apre E aí você vai perguntando e vai aumentando a dica até ele descobrir porque que aquela piada engraçada uma outra coisa que eu acho que faz muito sentido que foi um caminho para mim muito importante é de se talvez não seja importante ser piada el ent ele entendeu fazer piada E aí você pode Ensinar não fazer tá tudo certo o problema é que
na hora que a piada acontecer ele não vai rir com o grupo e a isso pode ser um problema né não reconhecer a piada pode ser feita com ele não reconhecer que é uma piada agora eu acho que por treino de múltiplos exemplares o melhor treinamento que pode existir é acompanhar os humoristas standup comat porque tem muitos hoje no Brasil que fazem trabalhos incríveis estão todos da internet então Afonso Padilha Rodrigo Marques gente eu fui semana passada num show do Rodrigo Marques em São José dos Campos é muito engraçado eu ri eu não parei de
rir um minuto é uma coisa impressionante nós temos e gente muito boa colocando eh eh na internet Diogo Portugal Léo Lins todo mundo e e eu tô falando até do porque o leins ele faz um sempre um humor assim eh que é depreciativo ele precisa entender o humor ele não precisa fazer mas ele tem que entender que aquele Humor é depreciativo como é que ele funciona e ele sabe reconhecer quando outra pessoa fizer então eh eu acho que você pode fazer um treino formal mas eh eu acho que o treino formal ele é muito exaustivo
né e eu acho que faz mais sentido ele ter acesso ao humor eh e aí por múltiplos exemplares ele vai aprendendo a discriminar is aqui talvez demore um tempo mas ele vai aprendendo a discriminar qual situação inclusive eles falam muito disso qual situação faz Sentido Não faz sentido eh eh lucelmo e logo logo se a gente conseguir fazer aquele protocolo as pessoas vão ter acesso a um protocolo para treino né os profissionais principalmente porque em casa a situação informal é a melhor mesmo você começar a fazer isso de uma maneira mais incidental à medida que
você tá assistindo e já vai conversando sobre isso mas se Deus quiser logo logo nós vamos ter isso aí também porque aí gente já teria todas as dicas ficaria Muito mais fácil as dicas organizadas fica muito mais fácil para você fazer então a gente tá nesse nesse trabalho mas eu eu eu acho que é uma situação muito difícil eu vou te dar um exemplo Eh esses dias um relato que era o seguinte foi at o Thiago Florense que me falou também eh que chega na na escola falou assim você faz você fala inglês falou pro
menino aí fala algumas palavras então eu vou falar três palavras vamos ver se você sabe se você É é fera mesmo tem que falar rápido peixe bola gato Fish mal Cat Fala de novo quero ver você sabe mesmo Fish bcat Ah não acredito você fala fala de novo Fish bcat aí o apelido porque ele não percebeu que era uma piada né Aí tdo mund fala ah fez fez aí na escola a a criaram um apelido para ele e veja é até engraçado contando aqui mas a vida desse menino virou um inferno tanto que ele teve
que mudar de escola então compreender essas piadas não só Talvez mais importante do que fazer talvez fazer deixa pra frente é ele compreender E aí a compreensão se dá por meio desses desses processo Vas pessoas que es livros né sobre os os mecanismos da piada piada tem tem os mecanismos né você faz o o o apresentação o setup E você faz o punchline que é o giro né então por exemplo o leolins que é esse que eu acabei de falar que tem depreciativas ele tem um livro muito bom eh sobre esse Mecanismo mas eu e
e eh esses mecanismos eu acho mais fácil você aprender ao invés de de entendendo a descrição e do que eh você do que você tendo contato Eu por exemplo eu eu eu conheço assim eu já li vários livros de piada Monte E aí eu sempre faço algumas piadas que tem a ver com isso por exemplo Uma clássica que sempre falo assim que os os terraplanista fala terraplanista Educacional que não precisa de de Educação Especial na educação infantil falou assim gente isso é tão grave que os terraplanistas ligam para ele fal Gente vocês não estão exagerando
aí contra ciência não vocês não estão pegando pesado não essa piada clás todo humorista vai fazer essa piada você põe uma situação bem absurda aí você diz assim ai até que Fulano ligou e para poder dizer Olha você cantou tão mal que a Mc Melody ligou e falou olha tá exagerando hein entende isso você vai Pegando que você tá vendo várias pessoas fazendo mas também pode pegar essas estruturas de piada que ex que são mais ou menos formais Ok vamos ver mais mais perguntas Vamos lá eh algumas dicas para trabalhar cognição social com autista nível
TR associado bi Severo eu não acho que tem eu acho que ó eu acho seginte que a gente tem que tomar muito cuidado eu tenho muito cuidado nos nos discursos com as coisas Porque assim sempre que você fala eh sobre a deficiência você você você tem um certo discurso muito fácil que é o discurso tudo é capacitismo eu digo assim capacitismo e eu tenho muito muito eh muita resistência a esse tipo de abordagem eh porque ela deixa de lado um fator que é a realidade então assim autismo nível trê Severo cnão social não vai Trabalhar
não vai porque esse é um nível de abstração que esse não vai chegar eh quando a gente fala de habilidade social é é um conceito que ah entre os maiores formuladores tão professora e a professora Zilda né Eu acho que ele é um conceito que ele é muito bem trabalhado que ele é o seguinte tá lá a maioria dos livros tá lá no começo assim quase todas as habilidades são sociais então se ele vai falar essa habilidade é social então se Eu fosse olhar do ponto de vista da terminologia dis não é habilidade social mas
o conceito ele tá olhando para outras habilidades mais complexas né o conceito de habilidades sociais o que não Tá negando que haja um valor social no contato social na no contato visual e na fala etc e tal ou praticamente todas atenção compartilhada e tal então cognição social tá no nível de habilidades nível super elevado de habilidade social de modo que eu diria Que você pode treinar talvez algum tipo de comportamento de o comportamento digamos assim eh explícito eh similar a a a empatia por exemplo de quando você vê alguém chorando você dá um lenço fazer
alguma coisa agora a cognição social eh me parece um conceito incompatível com deficiência intelectual Severa e autismo Severo infelizmente é aí que entra a questão que eu falei a questão do do nível intelectual e também atrapalha a não dá Pra gente ignorar a importância da cognição e eu tô falando cognição em geral não só a cognição social para o desempenho de habilidades sociais nós temos pesquisas mostrando isso embora as habilidades sociais ajudem na cognição ajudem no desenvolvimento intelectual Então essas duas coisas são muito interligadas é por isso que faz sentido que o lucelmo tá falando
da incompatibilidade Você tem uma limitação aí física uma Limitação orgânica que pode dificultar você chegar a esses níveis mais elevados Mas o que você tem que buscar é o que para essa pessoa poderia melhorar a qualidade de vida dessa pessoa Quais são as habilidades elementares ou mais próximas para que ela melhore a situação em que ela está e passe para um outro patamar de qualidade de vida pode ser coisas bem simples pode ser coisas bem elementares do tipo olhar no olho do outro Eh sorrir eventualmente eh fazer pedidos coisas mais simples mesmo que não chegue
no nível de cognição social que a gente gostaria que todo mundo tivesse mas há limitações outra pergunta Tem alguma recomendação de materiais para treinos de habilidades sociais gostaria de entender melhor como funciona o treino na prática tá tem várias recomendações depende do perfil de um monte de coisa eu vou dar recomendação aqui de primeiro de de dois Protocolos de avaliação tá um se chama social save sa VV y y y são dois é e social save não é um só Y só é que o social tem os dois L eh ele é um protocolo de
avaliação americano ele tem tem um checklist circula português não é oficial mas mas tem que é bem traduzido e e tem um outro chamado social Skills Solution também americana Ah tem um terceiro também eh chamado e crafting connections eh crafting connections tem eh um outro Que não é ele não é exatamente avaliação Mas ele tem uma avaliação Zinha lá que é o Pierce p e e RS bom para crianças social save social sk Solution o Pierce também só que o Pierce ele é mais um ele é um um protocolo de ele é um programa ele
é da Universidade da Califórnia da ucla né o o campus de Los Angeles da eh Rebeca lerson E aí ele tem um programa tem lá encontra número um faz isso encontra número dois encontra número três Se não me engano são 20 contos ou 12 não lembro isit E aí você vai fazer lá nesses nesses encontros o passa por todo o percurso do currículo deles e aí ao mesmo tempo você tá ensinando o o as crianças ã ensina os pais também então os dois estão em dois grupos diferentes e aí tem no no programa tem os
dois eh você acha eh os livros completos eh e só questão em inglês não tem em português eh e acho que dá para comprar na Amazon e vem os os livrão grandão Aí você tem a Criança e tem o de adulto tem o de adolescente e tem de adulto são três criança adolescente e adulto e o adulto é eles fizeram na universidade no Brasil tem uma pessoa que ela fez uma replicação do adulto que foi na na Unicamp o nome dela é Tamires golve Tamires th mas eu não sei se ela terminou Acho que sim
tá eh Então ela pegou alunos da Unicamp que eram autistas e fez essa aplicação é mais ou menos isso você faz lá faz todos os Encontros desse caso não tem pais né Óbvio você faz outros encontros E treina certas habilidades é um conjunto de habilidades o crafting connections também é é um protocolo mesmo né sóa avaliação mas eu eu eu não saberia descrever eh mas o que o que eu vejo assim normalmente nós trabalhamos muito com habilidades sociais da aluna né que nós temos uma pessoa que é a Natal Brito que ela tá muito e
dedicada há muitos anos já eh olhando para is já convidei a Natalie viu quero fazer uma live com ela já tô agendando aqui com ela vocês vão aproveitar muito que ela entende muito desse assunto mas e o que acontece é o seguinte a gente precisa considerar como o autismo é um espectro muito amplo a gente precisa considerar esses três níveis aí em que as coisas vão acontecendo você tem tanto os níveis engraçados tanto no nível mais Severo quanto no nível mais leve em que muitas vezes é um para um Você Tem o o profissional e
a criança ou porque você tá treinando habilidades muito básicas como por exemplo contato visual aquelas aquelas coisas mais básicas você pode treinar falar se for muito inapropriado você vai falar num ambiente bem controlado e vai vai simular aquela situação você tem as situações de grupo eu vou falar mais ou menos como é que é o grupo tá E você tem as situações de em looco né então por exemplo a pessoa vai no no cinema e aí Você vai junto o profissional vai junto ele vai apoiando primeiro faz todo a preparação antes mas ali no contexo
vai apoiando o indivíduo se ele tiver alguma dificuldade sobre o que que deve fazer justamente por conta dessas múltiplas possibilidades que podem acontecer e no final para aqueles também com menor comprometimento intelectual por exemplo você faz eh eh em em consultório vou te dar um exemplo o meu o meu psicólogo ele se chama Ezequias Caetano Neto eh ele Trabalha com dbt terapia dialético comportamental ele entende muito eh A Gente Faz terapia semanal Ele é uma pessoa muito bem informada muito inteligente e aí a gente faz basicamente duas coisas e habilidades sociais conjugais e ã e
regulação emocional Tá bom então vou vou dar um exemplo entendi a segunda coisa seu o seu áudio de vez em quando dá um ruído não sei por Ah deve ser porque eu eu eh porque tava no paletão Vamos ver se agora se se der aí Sen fala habilidades sociais conjugais e regulação emocional mas vou falar regação emocional Hã tá ok eh faz falando aqui de habilidades sociais conjugais então por exemplo eu vou discutir lá alguma coisa relacionada à minha relação com minha mulher e tal eh e aí a gente vai discutir eh por exemplo eh
eu vou discutir eu vou dar um exemplo para vocês assim real verdadeiro eu disse Para vocês que eu e ela Moramos em dois apartamentos frente outro mas nós estamos comprando apartamento juntos nosso plano é vi feijão eu tô eu ten até lá para me preparar que daqui uns dois anos eh e aí eu disse a ele a seguinte Olha eu tô apreensivo de de falar com ela que eu quero que a gente ia na na arquiteto eu quero que nesse lugar eu tenha um lugar só para mim para eu poder ficar separado Bastante tempo e
eu tava eu tava com medo de falar com ela porque eu achava que ia dar um problema ia ser aquela brigada odeio isso e tal e aí eu discuti com ele e aí que que você acha ele disse não Então vamos preparar qual a melhor forma de você acha abordar se você abordar assim você acha se você abordar Se você não falar se você falar que momento você acho que é bom falar então ele foi me ajudando por quê Porque do ponto de vista cognitivo intelectual eu Tenho as condições de olhar de pensar de apoiá-lo
de tomar decisão junto com ele etc e tal então ela ela é muito mais eh instrucional do que de treino entende embora eventualmente eu faça treino a gente faça algum treino também na terapia mas em geral ela mais instrucional do que de TR né E aí deixa deixa eu fazer Só uma pausa aqui Manda um abraço pro Ezequias conheci o Ezequias há muito tempo uma pessoa que Eu gosto muito Manda um abraço para ele mandarei certamente mandarei eh e aí tem outra pessoa aqui que já o elogiou também né uma pessoa incrível mesmo eh e
aí enfim Então veja eu tenho vários tipos tipos de formas diferentes mas eu vou dizer em geral Como que é o grupo tá E aí eu tô olhando aqui para vários desses protocolos e cada um deles tem mando diferente mas em geral é assim eles são baseados numa coisa que a gente chama de treino de habilidades Comportamentais eh Então imagina o seguinte eu vou eu começo os grupos em geral de habilidades sociais para autistas são menores então em geral eles vão falar de três a seis pessoas né enquanto em outras áreas às vezes são maiores
e aí a gente senta e aí a gente vai discutir o seguinte V vamos imaginar que a habilidade fosse de xavé por exemplo de né de iniciar uma tentativa de uma habilidade social de de uma relação de intimidade então eu vou dizer O seguinte bom eh qual é a situação Digamos que eu vou que eu vou eh falar da iniciação tá da conversa porque aí eu posso fazer 100 grupos só sobre isso tem habilidade de sobra mas Digamos que é iniciação então eu vou dizer o seguinte Quais são as regras Então a primeira que Quais
são as regras formais dessa interação por exemplo regra formal eu não posso iniciar uma tentativa se ela se a pessoa tiver acompanhada certo segunda regra eu não posso iniciar a Tentativa se ela não permitir portanto eu peço primeiroo para para conversar terceira regra eu não posso iniciar isso num ambiente em certos ambientes por exemplo se a gente tiver na igreja ou se a gente tiver Sei lá eu vou listar lá quais são os tipos de ambiente depende do meu contexto social eh que obviamente vou ter apresentado isso antes eh e aí eu tenho um regras
portanto a gente vai discutir essas regras discutimos quando eu chegar tem que pedir eu não posso Gritar eu não posso não sei o qu etc e tal eh e aí eu vou eh começar e e e eu vou estipular quais são essas ras primeiro depois eu vou dar modelo então Ó gente eu vou mostrar para vocês aqui como é que faz eu dou um 2 3 4 modelos é importante neste caso principalmente em autismo a gente ter a clareza de que esses indivíduos de de um modo geral tem um flexibilidade portanto se eu der um
modelo Só existe a grande probabilidade dele entender que aquele Modelo é é o único modelo que existe e a gente tem que treinar para flexibilidade isso tem sempre tem que est em pauto principalmente com autismo comportamental que a gente chama flexibilidade comportamental então eu vou dar vários modelos dizer o que que eles TM em comum e aí a terceira parte é isso é modelação terceira parte é o ensaio então a gente pode formar duplas por exemplo e diz dizer assim faz você ele faz e aí a gente vai fazer uma coisa Chamada feedback descritivo antigamente
a gente tinha era muito comum e se vocês forem ler artigos mais artigos muitos vão estar falando do feedback sanduí que é começa a fala bem de uma coisa depois fala o que ele errou depois fala bem de outra coisa você você põe o que o que ele errou no meio de duas coisas boas mas tem vários estudos mostrando que isso tem um potencial ansiogênico então a gente faz uma descrição a gente pega todas as regras e a gente tá feedback Descritivo Regra número um você atendeu por isso por isso aquilo Regra número dois você
não atendeu por isso por isso aquilo Regra número três você atendeu por isso por isso aquilo e você f passa regra por regra E aí a gente e aí a gente ensaia de novo e aí portanto aí ISO pode ser outro que vai ensaiar e a gente vai rodando até atingir um certo nível de desempenho critério de aprendizado o critério pode ser 90% de acerto dentro das regras ou 80% isso é Muito importante esse esse ensaio muito importante porque não se trata simplesmente de você falar o que normalmente as pessoas acham que você tem que
explicar pra pessoa como ela deve agir isso não resolve não resolve verdade não resolve é você precisa mostrar ela precisa ensaiar E aí você pode existem outras variações que criam outras formas de ensaio que são mais sutis e é importante dizer o seguinte que na vida real se você fala uma Besteira como como a ca falou é um desastre a você pode você pode se ferrar você pode apanhar você pode ser xingado olha uma coisa importante para muitos adolescentes eh muitas pessoas emitem comportamentos que hoje principalmente hoje pode ser encarado como assédio e pode ter
consequências judiciais criminais então é muito Tem que ensaiar e você pode ter contexto que eu vou chamar aqui de contextos sutis de ensaio vou dar um exemplo em São Paulo tem um Um grupo muito bom chamado grupo D20 faz um trabalho excelente de habilidades sociais e aí eles eles criam era um jogo de RPG é role playing game Ah já ouvi falar desse grupo Eles são muito bons Professor vão vai gostar deles e aí é o seguinte eles fazem avaliação o indivíduo tem as necessidades então por exemplo vou imaginar que ele não saiba chavecar esse
seja o problema dele então o personagem dele é um personagem que precisa chavecar E aí eles criam o Mestre Leão faz o mestre tem várias situações que ele precisa xavecar Então veja se ele fizer um xaveco atendendo as expectativas que que ele faz anda cinco casas pega uma espada sei lá tem reforço se ele não atender a expectativa ele não vai ser processado ninguém vai xingar ele não vai acontecer nada só não vai ter o ponto Então essa é uma essa é uma condição de de possibilidade de ação de treino não punitivo porque na vida
real a execução Pode ter punição é isso mesmo essa sequência que você falou é a sequência que o Gran por exemplo utiliza desde a infância instrua mostre que a [Música] modelação é ensaio avalie que é o feedback a troca de feedback e volte a ensaiar e generalize essa são essas cinco etapas seis etapas de treino efetivo numa situação de um a um onde você o Terapeuta pode fazer o papel do De vários interlocutores ou em jogos também como você acabou de falar é muito bom mesmo ok mais perguntas gente de fazer uma opação isso quer
dizer que o modelo de atendimento de autista não é não tem nada de diferente do outro modelo nada de diferente é isso é isso que eu queria dizer também é a mesma coisa a diferença sempre que eu vou individualizar e aquele indivíduo é um indivíduo tem que a diferença é mais perecível só isso é isso mesmo não mudou Nada o procedimento nem a filosofia do procedimento é essa E é isso que os pais fazem muito bem quando eles fazem bem eles fazem tudo isso né né eu vou abrir pra Bianca fazer uma pergunta e depois
eh tem mais duas aqui que eu acho que é mais tranquilas e aí tem o tempo também do lucelmo você sinaliza para mim Ah é Nossa nó lucelmo nós estamos estorando o tempo aqui Não sei vou considerar mais eu vou considerar mais 10 minutos até 11:30 e qualquer coisa a gente manda as Perguntas para ele el responde eu fiz o comentário né que eu do espectro né E a questão do do da ressaca social do processamento sensorial que eu quis com essa pergunta é em relação a a a to e muitas vezes precisa caminhar junto
com o treinamento de habilidades sociais aí eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso foi nesse sentido porque por exemplo eu Eh tenho uma dificuldade muito grande por exemplo para em show esses grandes eventos e e existe uma Questão mesmo que é do processamento sensorial né que que e é a minha capacidade ou não de dar conta disso e os impactos disso também que podem me ocasionar em termos do da sociabilização em si então foi mais nesse sentido então a entre as práticas com evidência para autismo a gente tem uma delas que é feita
por terapeutas ocupação acionais com eh formação específica né que é integração sensorial de então do ponto de vista sensorial a Gente tem duas grandes ferramentas que é a integração sensorial de ERS feita por esses profissionais eh e e que cujos detalhes eu eu não conheço e as ferramentas de dessensibilização sistemática que os psicólogos dominam ou em tese né pelo menos que também permitem a gente eh eh pensar nessas situações né porque eh quando você tem Eh agora re olhando a pergunta né não tava Claro se era se era o sentido de que a ressaca social
era era decorrência Da das questões sensoriais mas o contrário é verdadeiro quer dizer uma alteração sensorial expressiva um prejuízo sensorial expressivo em alguém pode produzir sim eh eh eh questões sociais eh e impactos sociais então na na verdade na verdade não são só as questões sensoriais na verdade eu acho que isso tem a ver com o fato da gente olhar o o ser humano como esse complexo em que uma coisa vai interferir na outra que vai interferir na outra né então por Exemplo nesse nesse caso sensorial se eu tiver num ambiente sensorialmente incômodo eh eu
Possivelmente vou ficar mais eh intolerável do ponto de vista social né vou ficar mais chato vou ficar mais mala e tal fal de mim né eh as pessoas de modo geral vão ficar vão ter mais dificuldade de interagir eh e a mesma coisa a gente também tem que olhar para outros aspectos médicos eu vou dar um exemplo aqui existe uma confusão comum Que é de que por exemplo cortar o glutem e melhora o autismo não a verdade mas mas da onde surge esse problema é que imagina crianças que T intolerância celíaca ou não celíaca a
ao glúten você dá o glúten para ela porque você não sabe ela não se comunica direito e ela tá passando mal o dia inteiro ela tá com dor o dia inteiro como é que ela vai ter uma boa socialização você vai ser um R não só ela mas qualquer outra criança né como qualquer outra criança a diferença Que no caso dela talvez mais difícil da gente descobrir pelo prejuízo de comunicação Então eu preciso olhar para esse indivíduo como um todo em todos esses aspectos para que a gente possa pensar também em termos de habilidades sociais
né Eh elas não são habilidades isoladas que devem ser pensadas isoladamente né Elas fazem parte de do clima do do do da disposição que aquele indivíduo tem para com todas as coisas né então eu acho que tem que tem esse Sentido e nesse sentido eh tem pesquisas que apontam no 80 90% que tem eh alteração sensorial Então você imagina você tá num ambiente super incômodo com a dificuldade sensorial muito grande então a probabilidade de isso dar certo em termos de de desempenho social é muito baixa e e também isso também significa que você ter aumentar
eh eh automonitoria E autogerenciamento então vou te dar um exemplo eu no Celmo odeio de uma maneira meio Eh inflexível músicas que eu considero ruins eu tenho as música que eu considero boa se a música for ruim eu fico mal eu fico horrível fico mal humorado eu não gosto eu fico querendo eu só fico falando disso então Eh então eu vou optar por ir para lugares quando eu tô com a minha mulher para ir para lugares que a gente ela também aproveita que ela também gosta de música Como Eu e a gente vai para lugares
que que não tenha isso então ela Sabe que eu vou ficar incomodado então eu vou tomar essa decisão se eu for chavecar alguém por exemplo se eu fosse né não farei isso mais mas se eu fosse eu eu eu provavelmente iria para algum lugar que tem alguma coisa que me agrade então a tomada de decisão você falando sobre só paraar por exemplo eu na infância eu eh sociais Mas também eu de muito trabalho assim nesse sentido da questão não só de de Eh comigo mesmo mas também pros meus pais porque por exemplo eu comia sabonete
eu tomava Leite de colônia eh eu comia eh cremes assim pomadas eh Enfim então assim Precisa eh como que isso também não vai interferir nessa questão da sociabilização numa camada mais Ampla também por mais deselegante que seja o nome disso é transtorno de é porque do inglês P E aí ficou a português fica horrível né mas e ingestão de coisas que não são ingeridas Tinha uma menina que eu conhecia lá em Caraguatatuba conheci a mãe né olha PR você ver ela não tinha deficiência intelectual e se ela fizesse cocô ela comia tudo na escola então
como é que tem tem relação social como como que se sustent você pode ter o mais habilidoso pode ser é impossível então era era um pipino eu não sei se resolveu não acompanhei o caso mas realmente você tá certo tem Impacto social entendi agora Eh tem outras questões também relacionadas a isso né talvez você seja cheio de de de de de idiossincrasias que também eh dificultem essas relações sociais Eh aí tem tem um grande debate por exemplo sobre a estereotipia esse esse é Talvez seja o debate mais difícil que é o seguinte a estereotipia é
um movimento repetitivo sem função aparente E aí eh a a gente diz assim a gente consolidou na área o seguinte antigamente se tratava estereotipia para Reduzir estereotipia para não parecer altia Então tá bom Agora não vamos fazer mais isso então estereotipia a gente só trata se ela tiver prejuízo pro divido mas o que que é prejuízo pro divido porque se ele bater a cabeça tudo bem Já sei o prejuízo mas às vezes ele faz o flap flap Tudo bem não tem prejuízo pro indivíduo mas aí eu já já conhecia adolescente com 13 anos que por
exemplo começou a se morder e queria se suicidar porque os alunos eh porque ela ficava Estereotipada perante os alunos aí você diz assim não temos que lutar pela igualdade para todo mundo respeitar a diferença tá bom e a menina que quer se suicidar e que falou e que ela e ela tá assim porque ela quer ela quer eliminar uma estereotipia então Eh isso é um debate muito difícil porque entra com polític as pessoas mistura um monte de coisa então eu o que eu o que eu o que me parece é o seguinte a estereotipia você
combate em duas situações quando Ela traz um prejuízo real mensurável observável pro indivíduo ou quando o indivíduo quer o indivíduo deseja e E aí isto deve nesse aspecto tem que ser pontuado também como que isto tem afetado as suas relações sociais e a Sua percepção sobre sua existência eh eh social vamos lá vou colocar as duas últimas perguntas você quer complementar Não eu só quero dizer que a gente já tá realmente encerrando não Quero eh explorar mais ainda o nosso colega tô achando maravilhoso tô deixando aqui muita à vontade porque tá muito boa a a
discussão né Eu acho que vocês estão gostando também mas aí vamos encerrar então com essas duas perguntas tá eh São pessoas diferentes mas vou juntar aqui eh gostaria que falasse sobre o mascaramento dos sintomas no té em mulheres eh na prática Clínica vejo que é mais desafiador identificar e a outra pergunta que acho que é bacana Deixar aqui Existe alguma revista que você sugere para procurarmos nos atualizar nas pesquisas sobre teia como atualmente estou fora da área acadêmica ficou muito sozinha na BSA Ótima pergunta tá então lá eh revistas brasileiras tem a perspectiva a rebaque
que às vezes publica alguma coisa eh eh eu não sei quais outras assim mas em inglês tem muitas né Tem tem o o Journal of Altis resarch tem o Jaba que eu gosto muito né que é o jornal of applied Behavior analysis eh tem V tem o tem um um que é Journal of positive behavior intervention acho que esse que é eh que é o PBS e positive behavior support tem o Journal of experimental education que tem são eh são ah eh revistas saem muitas coisas também de habilidades sociais mas sai de de modo geral
mas tem muitas outras assim eu não sei eh não saberia fazer uma boa classificação aqui agora eh qual que a outra pergunta mesmo que eu Esqueci agora sobre autismo em mulheres mascaramento Ah tá é Então esse é um outro conceito eh complexo Olha eu eu já li muitas pesquisas sobre a questão do subdiagnóstico em meninas em mulheres eh eu li por exemplo pesquisas que Peg que pesquisas bem boas assim que pegavam eidos e Adir para ver se isso era se se isso era um problema do instrumento que o instrumento foi criado olhando para meninos e
E essas essas pesquisas deram Negativo não era o instrumento o instrumento dava uma boa sensibilidade uma boa eh especificidade eh eu já vi outras eh outras pesquisas que olharam para para para para essa questão dos critérios diagnóstico do próprio dsm eh e tem essas pesquisas do mascaramento o que que é o mascaramento para as pessoas entenderem é a seguinte eu tenho uma certa eh percepção de que o meu comportamento mais apropriado seria isso ISO aquele e eu me eu me comporto mais ou menos fingindo fazendo um personagem Qual que é o problema desse conceito O
problema é que todo mundo faz isso não é uma coisa de autismo ninguém é o que é na sociedade em casa então todo mundo faz mascaramento ele não é uma um conceito específico E aí eh e aí eh essa não e eu não vejo Pelo menos eu não vi uma uma boas pesquisas que façam comparação entende entre o mascaramento de dividos típicos e não típicos Eles Olham pros atípicos e dizem Olha esse fenômeno existe sim mas esse fenômeno existe para todos O que eu o que eu vejo o que eu vejo em relação à às
meninas e mulheres o que eu acompanho de pesquisa é o seguinte primeiro a primeira pergunta que a gente poderia fazer Será que tem mesmo mais em femininas do que em homens porque a proporção usualmente a gente fala de quatro para um né mas uma pesquisa Recente uma revisão sistemática olhando exatamente para isso deu 3,41 para um portanto mais para três que é do lums e outros eh então a pergunta Será que tem a gente tem três formas de saber se uma coisa é cultural ou ela biológica forma número um olhando para muitas sociedades culturalmente muito
distintas nesse caso é muito difícil porque poucas lugares T boas pesquisa sobre autismo segundo olhando para primatas e terceiro olhando para Crianças Muito pequenas para primatas também não é não é eh eh Por algum motivo não se faz muita pesquisa sobre autismo com primatas eu não sei por eh e o terceiro é o ol para crianças Muito pequenas Então vamos olhar para crianças Muito pequenas quando a gente olha por exemplo para pesquisas de ey tracking e outras pesquisas de de de vou falar primeiro de uma pesquisa de motivação social você pega uma chupeta e põe
um medidor de pressão e põe num bebê bebê Acabou de nascer tá poucas horas e alguém atrás diz Cadê o meu bebê uma voz humana a pergunta essa voz humana quanto que ela é motivadora e a gente vai medir pelo medidor de pressão Eh aí se acompanha no decorrer do tempo todas as crianças que foram indiferentes ou quase indiferentes eram autistas e a grande maioria era menino tinha acabado de nascer pesquisa da da Caren Pierce que é uma uma uma grande pesquisadora da Universidade da Califórnia no Campus de San Diego com it tracking ela põe
ela põe duas telas né uma tela com o ser humano e uma tela com objeto geométrico primeira E aí primeira informação os seres humanos preferem mais seres humanos acabou de nascer poucas horas tá prefere mais seres humanos alguns preferem mais objeto geomé quandoos esses que preferem mais o objeto geomé quando a preferência é muito grande mais De 70% a probabilidade dele de ter autismo é estudo longitudinal compir decorrer do tempo 100% 100% dos que preferiram o estímulo não humano eram autistas quase todos meninos e o que que eu quero dizer com isso eh eu quero
dizer que de fato existe mais autismo em meninos do que em meninas por quê eh é um conceito chamado fator protetivo feminino que a gente não sabe dizer porqu eh que ele existe a Gente sabe dizer eu já vi várias pesquisas pesquisas que olharam só para fatores genéticos ele mostrava que tinha uma diferença mas era insuficiente que olhavam só para fatores hormonais tinha eles conseguiam verificar mas era não era suficiente portanto a gente sabe que são fatores hormonais mais fatores genéticos Mas a gente não sabe dizer exatamente quais são tá a hipótese antes era do
tal do cromossomo x mas essa foi eh descartada tem Impacto muito pequeno Eh então Eh o que eu quero dizer é o seguinte eh a maioria das pesquisas o que elas de fato localizaram é que tem um outro motivo pelo qual as meninas são subdiagnosticadas que é a expectativa de gênero que é o seguinte Agora sim a cultura questão da cultura isso que é a seguinte ó você vê uma criança totalmente isolada fazendo os brinqued fazendo os desenhinhos dela não fala com ninguém só responde quando é chamada é se for um menino a gente disse
Esse Menino tá com problema vamos levar pro médico vamos avaliar olha aqui esse menino aqui tá Quando é uma menina disse assim não menina É assim mesmo menina ass é normal ess Men é uma menina mais comportada Tá certo is aí um perfil mais comportado então a expectativa que a gente deposita de gênero sobre meninos e meninas ela impõe um tipo de de preconceito de de de de pressuposto que limita as próprias possibilidades das meninas acesso a uma boa avaliação Diagnóstica e eu tô falando isso dos pais que levam ao diagnóstico ou não level e
também eventualmente dos próprios profissionais então Eh naquilo que eu li me parece que a expectativa de gênero é muito mais relevante para para subdiagnóstico do que o mascaramento Eu já li as pesquisas de mesk mas elas não me pareceram do ponto de vista metodológico convincentes muito bom tá ótimo você pode Finalizar então eu gostaria viu lucelmo de chamar atenção aqui para eh algumas coisas que foram realmente muito muito importantes aqui eh vejam que o lucelmo inclusive se expôs assim pessoalmente trouxe uma experiência dele inclusive e trouxe uma contribuição inestimável pra gente pensar a importância dessa
formação em habilidades sociais para o atendimento das pessoas do espectro isso eh em diferentes abordagens a gente falou de Diferentes abordagens ao longo do curso e o lucelmo trouxe aqui a experiência dele por exemplo com dbt que é uma das abordagens muito boas para questão de habilidades sociais também em termos de terapia e nós falamos de outras também e a importância do automonitoramento quer dizer se a gente for recolocar tudo que a gente conversou aqui tudo foi muito importante lucelma a gente só tem que agradecer muito toda a contribuição que você trouxe aqui para formação
dos Alunos Eu imagino que vocês todos estão plenos e felizes com tudo que vocês aprenderam nessa aula e eu quero agradecer então todas as pessoas e dar palavra pro lucelmo para ele se despedir aqui de vocês eh mais uma vez professora Quero Agradecer aqui eh pelo convite agradecer a todos aqui pela atenção pela participação mas sobretudo a a professora Zilda pelo convite eu me sinto eh muito honrado de de poder fazer esse debate aqui com vocês eh e quero Dizer para vocês o seguinte eh que a gente vive tempos assim eh de Muita desinformação muita
é uma coisa coisa eh no campo do autismo eu no campo eu não tô falando de de de pessoas assim tô falando de profissionais mesmo que disseminam perspectivas equivocadas que que não sabem ler não sabem interpretar a pesquisa então isso tem sido um problema a gente vive um problema de Educação Básica até imagina de interpretação de pesquisas de alta Qualidade é é é uma é uma uma grande dificuldade e e eu fico muito feliz de ver a casa cheia aqui né porque eh né Nós estamos falando de de de saber que as pessoas estão apreciando
e procurando é coisa que da da altíssima qualidade né então foi é um é um é um isso também é bacana gente saber assim olha tem espaços que estão divulgando informações de altíssima qualidade se eu fosse falar assim no Brasil quem onde que a gente poderia encontrar essa a Melhor informação seria eh com os del prédio falação na dupla né então Poxa eu fico também satisfeito do ponto de vista social de entender que o autismo tá sendo olhado também de um ponto de vista científico e de alta qualidade Muito obrigado professora Eu que agradeço estamos
junto lucelmo Porque tudo que a gente quer é profissionais qualificados e o melhor atendimento possível com práticas baseadas em evidência para todas as pessoas incluindo é claro as Pessoas do espectro então todas as pessoas com recursos e condições para fazer um trabalho excelente eu tenho muita confiança muita esperança nessa turma toda que a gente vem formando aí como profissionais de mercado agora que vão fazer a diferença muito obrigada pessoal Muitíssimo obrigado lucel Fica mais um pouquinho para eu falar um pouquinho com você e tchau para vocês gente até mais a gente interrompe a gravação [Música]
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